Um bom momento do mercado financeiro seria algo semelhante a um surfista experiente encarando uma grande onda, ou seja, inevitavelmente será algo intenso, emocionante e cheio de oportunidades.
Entretanto, seja para surfar uma grande onda, seja para administrar sua carteira de investimentos, é necessário manter a calma e o equilíbrio para lidar com a sensação de euforia desses momentos. Se deixarmos as emoções nos dominarem, podemos ser levados pela empolgação, correndo o risco de tomar decisões impulsivas e irracionais. Em vez disso, devemos ser como surfistas experientes, que confiam na sua habilidade e se mantêm concentrados para uma perfeita execução.
Da mesma forma que nos primeiros meses do Spiti One pedíamos resiliência diante de uma fase mais desafiadora, agora pedimos para manter uma mentalidade disciplinada e focada nos objetivos de longo prazo.
Bons investidores entendem que o mercado é dinâmico e que é necessário agir com cautela e discernimento. No nosso caso aqui, o mantra é seguir a alocação estrutural sempre, independentemente se o período é de bonança ou de complicações.
O mês de junho registrou novamente um ótimo momento para ativos de natureza mais volátil, como ações e FIIs, representados pelos resultados de +9% do Ibovespa e +4,71% do Ifix. Outra classe que se destaca no mês são os ativos indexados à inflação, com retorno de +2,39% registrado pelo IMA-B.
No primeiro semestre não teve jeito, o Bitcoin foi o grande destaque com retorno de 65,7%, o que impulsionou os resultados da classe de alternativos e, consequentemente, do total.
Como já estamos citando nos nossos relatórios de performance, essa “preparação” para um cenário de corte de juros beneficia muito os ativos de risco, que estão sendo frequentemente corroborados com dados de inflação abaixo das expectativas, já muito refletidos nas curvas de juros futuros.
Mesmo diante de um cenário em que a renda fixa conservadora ainda pode pagar 1% ao mês, nossas carteiras se sobressaíram em junho e no semestre, com ganhos significativos acima do CDI.
Na publicação de hoje, trazemos mais detalhes sobre os mercados, bem como das carteiras e ativos. Vamos começar?
Alterações das carteiras em junho
Em junho de 2023, fizemos mais três mudanças nas carteiras executadas por ativos do Spiti One, mais especificamente nas carteiras de ações. Veja abaixo como ficou:
No relatório de 12 de junho, recomendamos a retirada de Gerdau (GGBR4) sem reposição no seu lugar. Essa movimentação foi feita em todas as carteiras com valores de R$ 30 mil ou mais.
No relatório de 19 de junho, recomendamos a venda de BTG Pactual (BPAC11) e a compra de Banco do Brasil no seu lugar (BBAS3). Isso afetou todas as carteiras com valores a partir de R$ 50 mil.
Por fim, avisamos no dia 22/6 e fundamentamos no relatório de 26 de junho a inclusão de C&A (CEAB3) nas carteiras com valores a partir de R$ 10 mil.
Tais alterações na fatia de ações construída por ativos fazem parte do nosso processo de revisão das carteiras do Spiti One em conjunto com as séries O Melhor da Bolsa e Small Caps, que deve se encerrar no decorrer de julho.
Seguindo nessa toada, também já tivemos três mudanças em julho (todas em 3/7): a troca de Sinqia (SQIA3) por Irani (RANI3) na classe de ações por ativos, a troca dos prefixados de curto prazo pelo fundo de infra listado da Sparta (JURO11) na classe de renda fixa dinâmica construída por ativos e, por fim, ajustes nas carteiras executadas por fundos visando acomodar aberturas, fechamento e novas recomendação da série de fundos.
Retorno total das carteiras
Pensando na sua melhor compreensão dos resultados que virão pela frente, deixamos abaixo uma lista com a rentabilidade de todos os ativos e fundos pertencentes (ou que já saíram) das 14 carteiras. Lembrando que os ativos que recebem dividendos já foram contabilizados pressupondo que houve o reinvestimento dos proventos.
Abaixo, a abertura por faixa de patrimônio:
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Spiti
Dado que nossa filosofia de alocação adota uma abordagem mais ousada, conseguimos obter êxito com o rali dos preços nos ativos mais arriscados durante o mês de junho. Com retornos entre 2,3% e 3,5%, quase todas as nossas propostas de portfólio superaram seu benchmark composto por índices (+2,38%) e todas superam com folga o CDI do mês, que foi de +1,07%.
No primeiro semestre de 2023, todas as carteiras construídas por ativos superaram o benchmark por índices. Já na execução por fundos, apenas as carteiras de até R$ 30 mil ou entre R$ 100 e R$ 500 mil estão superando o benchmark.
Como comentaremos com maior grau de detalhamento no transcorrer do relatório, os fundos de investimento sofreram por conta de algumas peculiaridades. Porém, mesmo diante desses problemas, todas as carteiras estiveram acima do CDI, que rendeu 6,5% no ano.
O fim de 2022 foi muito desafiador para o mercado financeiro global, e no Brasil não foi diferente. Da abertura das nossas carteiras do Spiti One em 7/11/2022 até 31/12/2022, tivemos quedas de 4,2% no Ifix e 7,1% no Ibovespa. Enquanto isso, o CDI rendeu +2%.
Esse período ainda machuca um pouco as nossas carteiras, mas com a recente virada positiva do mercado, estamos confiantes de que o futuro nos reserva ótimos retornos. Veja abaixo como está a rentabilidade acumulada desde o início:
Perceba que, mesmo com um desfecho ruim em 2022 e com o mercado de renda variável local – representado pelo Ibovespa – fechando o semestre no zero a zero, as carteiras já estão muito próximas do CDI. Se o recorte considerasse apenas o ano de 2023, teríamos resultados mais atrativos. Veja no gráfico abaixo como nossas carteiras se comportaram no primeiro semestre de 2023.
A volatilidade das carteiras
Apenas para relembrar o conceito, a volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (tanto em fundo como em carteiras de investimentos).
É padrão no mercado olhar para essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo) de acordo com a média de suas variações de retorno diárias num determinado período.
O que estamos notando no dia a dia é que estamos entregando a performance esperada com a volatilidade das carteiras muito bem controlada, girando em torno de 4,5 e 5,5%.
Quando projetamos a filosofia de alocação do Spiti One, prevíamos a possibilidade de trabalhar entre 5% e 7%. Na média, as carteiras executadas por ativos tiveram volatilidade de 5,2%, e por fundos, 4,7%.
Atribuição de performance
A atribuição de performance diz respeito ao quanto cada classe de ativo contribuiu no resultado total da carteira, já considerando seus desempenhos e representatividade. O total da carteira será o somatório do que foi contribuído pelas classes individualmente.
Neste relatório, focaremos nas explicações do mês de junho e ano. Caso queira ver a abertura desde o início, deixamos uma planilha para download abaixo:
- Junho/2023
Das sete classes de ativos que temos em nossa proposta, quatro são idênticas na execução por ativos e fundos, que são os FIIs, fundos multimercados, internacional e alternativos. Portanto, as diferenças efetivas entre as carteiras de ativos e fundos serão respondidas pelas classes de renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.
Dito isso, pela ótica da performance atribuída, vimos que os maiores promotores da rentabilidade positiva foram os FIIs e ações; já a maior detratora foi a parcela de internacional.
As demais classes tiveram contribuições com menor destaque para o todo, portanto, vamos destrinchar um pouco das classes que chamaram mais atenção:
Fundos imobiliários (FIIs)
Impulsionados pelo resultado do Ifix de +4,71%, a classe foi a segunda que mais contribuiu para o resultado mensal.
Além desse excelente resultado, os FIIs recomendados, no geral, entregaram resultados bem superiores ao seu índice de referência, fazendo com que a classe contribuísse, em média, 1% para o retorno total mesmo com apenas 15% de representatividade na nossa filosofia de alocação.
Se as recomendações rodassem apenas com retornos próximos ao Ifix, a performance atribuída deveria estar entre 0,7% e 0,8%. Dessa forma, tivemos um alfa gerado pela boa performance dos fundos.
Ações
Mediante ao retorno mensal de 9% do Ibovespa (o maior desde o final de 2020), a classe de ações foi aquela com a maior contribuição para o resultado das carteiras. Na média, acrescentou +1,66% na construção por ativos e +1,34% por fundos.
Não foi um mês em que a maior parte dos fundos superou o índice. De modo geral, apenas seguiram o ótimo desempenho do mercado acionário brasileiro. Já por ativos, algumas ações se destacaram e adicionaram um retorno adicional para as carteiras, principalmente nas de maior valor de patrimônio, em que as small caps se fazem mais presentes.
Internacional
Se desconsiderar o efeito do câmbio, os ativos internacionais não tiveram um mês ruim, principalmente se estivermos falando de ações e Reits, que performaram muito bem, inclusive.
Porém, nossos ativos internacionais oscilam junto com a variação cambial e, no mês analisado, o dólar comercial recuou 5,63%, fazendo com que a classe se tornasse uma detratora para as carteiras.
- Ano de 2023 até junho
Assim como em junho, no primeiro semestre os fundos imobiliários e as ações obtiveram destaque no resultado total, mas agora também se destacam as importantes contribuições da renda fixa dinâmica e dos investimentos alternativos.
Pelo lado negativo, temos os investimentos internacionais, única classe que está sendo detratora para o total.
É notável que tanto na renda fixa pós quanto na renda fixa dinâmica, a execução por fundos tenha ficado um pouco pra trás. No caso da performance atribuída, essa diferença não é suficiente para ser destaque quando se olha para o total, portanto, preferimos abordar os detalhes das diferenças na seção “retorno por classe”, onde o gap ficará mais visível quando comparamos com os benchmarks.
Renda fixa dinâmica
O IMA-B (índice composto por uma cesta de títulos públicos indexados à inflação e principal referencial da classe) esteve positivo em todos os meses do ano – em cinco deles, acima de 2%. Em detrimento de todo mês ter alguma outra classe que se destaque muito, o indicador pode ter passado despercebido por alguns investidores, entretanto, no fim do semestre foi o referencial com o maior retorno do semestre, com +11,37%.
Com isso, as carteiras de ativos entregaram na média +2,45%, e a classe se consolidou como a que mais adicionou valor para as carteiras. Já por fundos, foi a terceira melhor, adicionando +1,26%.
As carteiras de fundos estão com um peso maior em opções mais aderentes a ativos indexados à inflação de curto prazo. Já as carteiras de ativos estavam mais expostas em indexados a inflação longa e prefixados, que tiveram excelente resultado no primeiro semestre e explicaram a maior parte da diferença nas formas de montar a carteira.
Fundos imobiliários (FIIs)
Com ótimo desempenho no segundo trimestre, o Ifix fechou o primeiro semestre com retorno de +10,1% no ano. Mesmo com apenas 15% da alocação estrutural, a classe entregou relevante contribuição para os nossos portfólios de investimentos.
Dos doze fundos ativos recomendados nas carteiras, nove estiveram acima do seu referencial. Portanto, além de o segmento já estar indo bem naturalmente, foi possível trazer retorno adicional para as carteiras pela seleção dos ativos.
Na média, pouco mais de 2,3% da rentabilidade total das carteiras vieram justamente dos fundos imobiliários.
Ações
Com reforço relevante do mês de junho, no qual o Ibovespa rendeu +9%, o índice fechou o primeiro semestre com +7,61%.
Tanto na execução por ativos quanto por fundos, a performance atribuída ficou um pouco acima do que se esperava para uma classe que compõe 15% do total, com adição de resultados, na média, de 2,03% para as carteiras de ativos e 1,98% para as de fundos.
A maioria das ações e fundos de investimento estão superando o Ibovespa no ano, em alguns casos por muito, como podemos observar na tabela que disponibilizamos para download na seção de “Retorno total das carteiras”.
Internacional
O mesmo problema citado para o mês de junho também serve para o primeiro semestre de 2023. Os ativos, na maior parte dos casos, obtiveram resultados positivos, porém, por oscilarem sem proteção cambial, tiveram resultados negativos com o dólar comercial encerrando o semestre negativo em 9,22%.
Aqui, gostaríamos de reforçar que a tendência de longo prazo para o dólar é pra cima, portanto, embora pareça contraintuitivo pensar dessa forma, é até bom que enquanto o mercado local se recupera, os nossos ativos internacionais caiam, o que demonstra o efeito descorrelacionado da carteira – que controla volatilidade no curto prazo e tem potencial para entregar retornos consistentes no longo prazo.
Num contexto inverso, como foi o fim de 2022, enquanto o mercado local desabava, o efeito da moeda estrangeira se valorizando mitigava uma queda mais brusca para as nossas carteiras.
Alternativos
Com apenas 3% da alocação estrutural, foi capaz de responder por quase 1,50% do resultado!
O ótimo desempenho se explica principalmente pelo extraordinário retorno de Bitcoin (+ 65,7%) e Ethereum (+ 48,9%).
Ao observar os resultados por faixas de patrimônio, notamos que quanto maior o valor, menor foi o resultado. Isso se explica pelo fato de BTC e ETH terem pesos menores nas carteiras maiores, justamente para dar espaço para as altcoins Chainlink (LINK) e Polkadot (DOT), que não tiveram o mesmo desempenho “fora da curva” no decorrer deste ano.
Retorno por classe de ativo
Nesta seção, trazemos os retornos das carteiras de forma individualizada, considerando isoladamente cada classe de ativos. Neste relatório, focaremos nas explicações do mês e ano.
Caso queira ver a abertura desde o início, deixamos uma planilha para download abaixo:
Relembrando a dinâmica de análise deste tópico, a coluna “Benchmark” aponta os principais índices de referência de cada classe, que você pode ver a seguir:
- Renda fixa pós: CDI
- Renda fixa dinâmica: IMA-B (cesta de títulos indexados à inflação)
- FII: Ifix
- Ações: Ibovespa
- Fundos multimercados: IHFA (índice de hedge funds da Anbima)
- Internacional: índice composto (51% WRLD11, 23,75% USDB11, 10,25% BNDX11 e 15% ouro)
- Alternativos: Bitcoin
- Junho/2023
Analisando de maneira muito objetiva, destacam-se em relação ao benchmark pelo lado positivo a renda fixa pós feita por fundos, os fundos imobiliários (que é a mesma para fundos e ativos) e as ações por ativos.
Pelo lado negativo, enxergamos perdas em destaque para a renda fixa dinâmica por fundos, os fundos multimercados e os alternativos.
Os demais estão relativamente próximos dos seus indicadores de referência.
Renda fixa pós (por fundos)
Passado o pior momento para os fundos de crédito pós fixado, que sofrerem muito com os eventos de Americanas e Light, agora eles estão se recuperando gradualmente e até conseguindo encontrar algumas boas oportunidades após a turbulência.
Nessa toada, os sete fundos que recomendamos renderam entre 117 e 187% do CDI, com destaque para a gestora Capitânia, que entregou +1,51% no Premium (presente nas carteiras de R$ 10 mil até R$ 1 milhão) e +2,01% no Radar (presente nas carteiras acima de R$ 1 milhão).
Renda fixa dinâmica (por fundos)
Com uma alocação muito relevante em fundos com maior aderência aos indexados à inflação de curto prazo, nossas carteiras de fundos ficaram atrás das carteiras de ativos, que estão com prazos mais alongados e se beneficiaram do recente fechamento (queda) da taxa de juros futuros.
Ainda que os dois fundos que não são os de infraestrutura listados tenham superado seu principal benchmark, o IMA-B 5 (cesta de títulos públicos indexados à inflação com prazo de vencimento até cinco anos), com +1,43% no Western Asset IMA-B 5 Ativo e +1,21% no Icatu Vanguarda Inflação contra 1,1% do índice, ainda assim, ficaram abaixo do principal referencial da classe, o IMA-B, que totalizou +2,39% em junho.
Fundos imobiliários (ambas execuções)
Nove dos doze fundos estiveram acima do Ifix em junho. Com isso, a suposição de uma carteira integralmente construída por nossos FIIs rendeu 2,14% a mais que o Ifix em junho.
Destes, quatro renderam mais que o dobro do índice: BRCR11 (+14,9%), LVBI11 (+12%), RBRF11 (+10,9%) e o KFOF11 (+9,50%).
Ações (por ativos)
No geral, as ações da carteira ficaram com desempenhos não muito distantes do Ibovespa, tanto que não temos muitas diferenças nas carteiras com patrimônio inferior a R$ 50 mil.
Entretanto, o excelente resultado de Guararapes (GUAR3), que está presente em todas as carteiras de R$ 50 mil ou mais e rendeu 66% no mês, fez com que a execução por ativos nessa classe rendesse mais de 3 pontos percentuais acima do referencial.
Fundos multimercados (ambas execuções)
A maior parte das nossas carteiras de multimercados estão próximas do seu referencial, que é o IHFA. Entretanto, na média, vemos um resultado um pouco abaixo por conta da carteira que atende patrimônios de R$ 5 mil até R$ 10 mil e da carteira que atende a cifras acima de R$ 1 milhão.
Isso se explica, pois na menor carteira só temos o fundo Legacy Capital, que rendeu apenas 0,32% no mês, e na carteira de maior valor temos um peso relevante em SPX Nimitz (5% dos 12% da classe), que teve um mês muito ruim e perdeu -3,32% no mês.
O SPX Nimitz foi um dos grandes destaques da indústria em 2022 e é gerido por uma instituição extremamente robusta, a SPX Capital, comandada pelo brilhante Rogério Xavier. Portanto, não devemos nos preocupar com um mês ruim, e nossa equipe de fundos tem uma grande convicção nesse fundo.
Alternativos (ambas execuções)
Como sabemos, o indicador de referência dessa classe é o próprio Bitcoin, que obteve o retorno +6,12%, em detrimento de perdas do ETH (-2,45%), LINK (-7,93%) e DOT (-8,03%)
- No ano de 2023 até junho
Seguindo o mesmo padrão das explicações do mês, aqui destacamos pelo lado positivo os fundos imobiliários, as ações por ativos e ações por fundos. Em contrapartida, pelo lado negativo temos a renda fixa pós por fundos, a renda fixa dinâmica por fundos e os alternativos.
Renda fixa pós (por fundos)
Como já abordamos amplamente em relatórios de performance anteriores, o grande motivo de a renda fixa pós estar abaixo do seu benchmark (CDI) no ano foi a crise de confiança no setor de crédito decorrente dos problemas da fraude contábil da Americanas, em que boa parte dos gestores detinham debêntures no seu portfólio, e os desdobramentos da recuperação judicial da Light.
Por conta desses problemas, a maior parte dos nossos fundos estão performando entre 65% e 80% do CDI, exceto os FoFs de FIDC da Solis e Valora, que estão com rendimentos 115% e 113% do CDI, respectivamente.
Renda dinâmica (por fundos)
Nossa explicação para o ano é idêntica ao que dissemos para o mês de junho, as carteiras de fundos têm peso relevante em peças com maior aderência aos indexados à inflação de curto prazo, o que foi prejudicial na comparação com o IMA-B, pois não absorveram todo o potencial do fechamento (queda) da curva de juros futuros no transcorrer de 2023.
Infelizmente, as quatro opções que utilizamos para a classe performaram abaixo do competitivo indicador (IMA-B), com retornos entre 36% e 84% do seu principal referencial.
Fundos imobiliários (ambas execuções)
Por coincidência, assim como no mês de junho, no ano também temos nove fundos que superaram o Ifix de um total de 12 (desconsiderando o XFIX11, que é um fundo passivo ao Ifix e consta apenas nas carteiras inferiores a R$ 10 mil).
Dentre os nove fundos citados, três deles performaram 2x acima do Ifix, que rendeu +10,05% no primeiro semestre. Destaques para KFOF11 (+25,39%), BRCO11 (+24,09%) e RBRF11 (+22,88%).
Ações (por ativo)
A maior parte das ações recomendadas superaram o Ibovespa de 7,61%. Ainda que tenhamos feito muitas mudanças nas carteiras, nossos retornos se mostraram bem consistentes: 12,74% na suposição de uma carteira completa composta pelas nossas recomendações ou 167% do referencial.
Destaque para Guararapes (GUAR3), com 62,2% desde sua entrada no Spiti One, Sinqia (SQIA3), com 47,6%, e Simpar (SIMH3), com 33,4%.
Ações (por fundo)
Sete das oito opções de fundos superam o Ibovespa no ano. Destaque para o Brasil Capital, que obteve retorno de 19,35% e compõe todas as carteiras de fundos, com pesos bem expressivos nas carteiras de menor valor, o que contribuiu bastante para o sucesso até aqui.
Outro fundo que merece obteve uma performance excelente foi o consagrado Real Investor, que rendeu + 20,78% e faz parte das carteiras com patrimônio de R$ 100 mil ou mais.
Alternativos (ambas execuções)
O Bitcoin é um ativo da classe, mas também é o benchmark. Dado que seu retorno foi superior ao dos demais ativos da classe, naturalmente a proposição de uma carteira 100% montada por alternativos ficou abaixo do referencial.
À medida que a carteira cresce, o Bitcoin diminui sua representatividade nas carteiras, por isso vemos o retorno menor nas carteiras de maior valor patrimonial.
No ano, o BTC rendeu +65,7%; o ETH, +48,9%; a LINK, +6,6%; e a DOT, +10,5%.
A analise dos especialistas
- Renda fixa pós (carteiras de ativos), por Gui Cadonhotto
A taxa Selic continuou em 13,75% ao ano, mas o Banco Central já abriu a porta para queda de juros em agosto. Depois da continuidade da desaceleração nos indicadores de inflação, a instituição abriu espaço em seus comunicados para o início do ciclo de corte de juros.
Apesar da cautela apontada nos discursos do Banco Central, o mercado aposta que a Selic começará seu caminho de queda em agosto e terminará com a taxa básica de juros da economia brasileira em 9% ao ano em 2024.
Então pode aguardar: os períodos mais áureos dessa classe de ativos estão prestes a ficar para trás.
Isso significa que quando a Selic for reduzida, você precisará reduzir sua exposição de 15% em pós-fixados?
Não!
Mesmo em ciclos positivos anteriores, em que a Selic continuou caindo, ter um percentual relevante em pós-fixados permitiu com que investidores aproveitassem oportunidades pontuais, como no caso da greve dos caminhoneiros em 2018 e o famoso “Joesley day” em 2017.
Quem tem caixa ou reserva de oportunidade consegue aproveitar essas “liquidações” que aparecem eventualmente.
- Renda fixa pós (carteiras de fundos), por Vinicius Yoshida
Aos poucos, o mercado de crédito tem retomado a normalidade e, consequentemente, os nossos fundos de crédito estão voltando a performar. De fato, a maior parte deles segue abaixo do CDI no ano, no entanto, a diferença para o índice está diminuindo gradativamente.
Esse fato fica ainda mais nítido quando observamos o desempenho das estratégias no mês de junho. Todos os nossos gestores da carteira conseguiram superar o CDI, sendo que, na média das carteiras, o ganho foi de 1,43% versus 1,07% do benchmark. A maior parte dos ganhos vieram principalmente do fechamento dos spreads no mercado secundário.
Entre os destaques positivos, podemos citar as duas estratégias da Capitânia, o Radar (+2,01%) e o Premium (+1,51%), assim como o Augme 180 (+1,50%).
- Renda fixa dinâmica (carteiras de ativos), por Gui Cadonhotto
Com a abertura da porta para o início do ciclo de corte de juros no país, os ativos de renda fixa com risco de mercado continuaram se beneficiando.
A expectativa para a taxa Selic no fim de 2024, que era de 10% em junho, caiu para um patamar mais próximo de 9%.
Essa queda nas expectativas de juros pressionaram a taxa dos títulos prefixados e indexados ao IPCA, movimento que gerou bons ganhos de marcação a mercado para os nossos ativos em junho.
Para prazos mais longos, a valorização foi superior a 5%.
Os dados de inflação ainda abaixo das expectativas reforçam o movimento de que o ciclo de corte de juros pode ir além do que o mercado ainda precifica.
Em minha opinião, ainda temos espaço para mais quedas de juros futuros e consequente valorização relevante dessa classe de ativos.
Como nosso analista de fundos imobiliários Ricardo Figueiredo gosta de dizer, não será um passeio no bosque, mas será vantajoso.
Ou seja, você pode esperar um certo grau de volatilidade, mas o retorno deve continuar aparecendo.
- Renda fixa dinâmica (carteiras de fundos), por Vinicius Yoshida
A queda do juro no mercado local juntamente com a melhora dos spreads – principalmente no caso dos fundos de infraestrutura listados e o Icatu Vanguarda Inflação – segue sendo os pilares para a boa performance dos ativos na renda fixa dinâmica.
Entre as estratégias que buscam superar o IMA-B 5, ambas ficaram acima do benchmark. O Western Asset IMA-B 5, que possui uma característica de ter uma base no índice e fazer pequenas mudanças para conseguir gerar um excesso de retorno, conseguiu entregar aos cotistas uma rentabilidade de 1,43%. E o Icatu Vanguarda Inflação, que mistura risco de mercado com risco de crédito, teve alta de 1,21%.
Do lado das estratégias que buscam superar o IMA-B, os gestores conseguiram fazer uma boa gestão e a cota patrimonial dos fundos se valorizou acima do índice: KDIF11 com +3,3% e IFRA11 com +3,03%. A ênfase na cota patrimonial é porque, no caso do KDIF11, a sua cota de mercado – aquela observada na Bolsa – ficou abaixo e, inclusive, no negativo.
Essa diferença se dá principalmente pelo sentimento dos investidores para com a estratégia. A cota de mercado é influenciada pelas forças de oferta e demanda, enquanto a cota patrimonial reflete a qualidade da gestão em si. É comum acontecer esses descolamentos, mas, no longo prazo, é esperado que as duas convirjam.
O retorno da cota de mercado considerando os dividendos distribuídos foi de -0,55% no KDIF11 e 3,23% no IFRA11 contra 2,39% do índice.
- Fundos imobiliários (idêntica para as carteiras de fundos e ativos), por Ricardo Figueiredo
Em junho de 2023, o mercado de FIIs fechou com chave de ouro o trimestre da redenção. Se o 1T23 foi turbulento e cheio de desafios, o 2T23 foi o oposto. Três meses de fortes altas com o Ifix acumulando ganhos de 14,3% no 2T23, e com isso, encerrando o primeiro semestre de 2023 no azul, com alta de 10,1%. Apenas no mês de junho, tivemos alta de 4,71% e o Ifix firmando terreno acima dos 3 mil pontos, encerrando o mês aos 3.155 pontos.
Apesar de o Banco Central ter mantido a Selic em 13,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado, a surpresa positiva ficou por conta da ata da reunião do Copom, que trouxe tom mais ameno da autoridade monetária com possibilidade de queda na taxa de juros na reunião de agosto/2023.
Soma-se ao avanço da proposta de reforma tributária na Câmara dos Deputados e um cenário externo sem componentes negativos de grande magnitude, tivemos fechamento (redução) de juros longos nominais (contrato futuro de DI negociado na B3) quando juros reais (taxas dos títulos Tesouro IPCA+).
Esse maior otimismo promovido pelo cenário de juros longos mais uma vez se refletiu no Ifix, como vimos, mas foi sentido com maior intensidade em alguns setores. FoFs subiram mais de 8% em junho, segmento logístico, quase 7% de alta, shopping centers com ganhos de aproximadamente 6%, e escritórios com alta superior a 5% performaram melhor do que o Ifix e marcaram a recuperação de segmento outrora deixados em segundo plano por muitos investidores que preferiram posições mais defensivas em FIIs de papel, que inclusive tiveram um crescimento modesto, inferior a 2%, em junho.
Nossa alocação de FIIs no Spiti One acabou se beneficiando ainda mais no terceiro mês consecutivo de recuperação por ser mais focada em fundos de tijolos, mais leve em fundos de CRI e nas opções de FII de CRI, deixando de fora os chamados high yield, que continuam sofrendo com repactuações de dívidas e/ou inadimplência.
Os rendimentos extraordinários de fim de semestre em alguns FIIs foram capazes de manter o nível de rendimento elevado mesmo com o preço das cotas subindo. Importante destacar que eventos não recorrentes que turbinaram alguns rendimentos, como no caso do HGRU11, não se repetiram no mês de julho. Por fim, destaco a volta das emissões em FIIs de tijolos, como HGLG11, XPML11 e PVBI1, apenas para citar alguns daqueles com trâmite de emissões em curso ao longo de junho, cenário esperado ansiosamente por gestores que FIIs de tijolos.
- Ações (carteiras de ativos), por Leandro Siqueira
O Ibovespa encerrou junho aos 118.087 pontos. A alta foi de 9% no mês, o melhor desempenho mensal desde o fim de 2020. A alta acumulada no primeiro semestre foi de 7,61%.
E o bom momento continuou na primeira quinzena de julho, com a aprovação da Reforma Tributária na Câmara, que se seguiu ao arcabouço fiscal. Somado a isso, a última ata do Copom deixou claro que há espaço para cortes na Selic na próxima reunião, em agosto, com base nos dados favoráveis sobre inflação.
Não à toa, a expectativa da Selic para o fim de 2024 já bateu 9% ao ano, e nossa carteira aproveitou muito bem essa virada de chave no pessimismo que era dominante na parte final do ano passado.
- Ações (carteiras de fundos), por Vinícius Yoshida
Os fundos de ações da carteira acompanharam a forte alta da Bolsa no mês e ficaram no positivo. Em sua maior parte, os gestores superaram o Ibovespa no mês e estão conseguindo ficar acima do índice no ano.
O que tem contribuído para a boa performance é aquilo que já estamos comentando desde o mês passado: a perspectiva de início do ciclo de corte de juros no mercado local, arrefecimento da inflação, revisão para cima de crescimento do PIB e a possibilidade de o Federal Reserve iniciar o ciclo de queda dos juros.
Além desses pontos, muito tem se falado da baixa exposição do mercado como um todo às ações. Desde o início do ano, só tínhamos notícias ruins e poucos eram aqueles que queriam se aventurar na Bolsa.
Contudo, com a melhora das perspectivas e todos os pontos que comentamos anteriormente, estamos vendo o aumento do fluxo para a Bolsa. Investidores pessoas físicas, os próprios gestores de ações e até mesmo os multimercados estão buscando mais a classe, o que invariavelmente impulsiona o mercado.
Apesar do sentimento positivo, precisamos destacar a diferença de desempenho entre as nossas estratégias long only e long biased.
Os fundos long only – aqueles que se mantêm somente comprados – estão mais bem posicionados para momentos de alta como o que estamos passando. Até por isso, os fundos que seguem essa estratégia, como Brasil Capital (+11,34%), Real Investor (10,23%) e Ibiuna Equities (9,51%), conseguiram performar melhor no relativo no mês.
A única exceção foi o Forpus. O fundo é um pouco diferente dos demais e tenta ganhar o duplo alfa, ou seja, busca retorno tanto na ponta comprada como na vendida. Essa característica aumenta a sua volatilidade, e em casos em que a gestora não acerta a sua visão, a cota acaba sofrendo mais.
Nesse último mês, por exemplo, o fundo teve ganhos em suas alocações compradas nos setores de consumo, agro, financeiro e logístico. No entanto, o destaque negativo ficou para opções de venda de índices no exterior.
Agora, as nossas estratégias long biased (que operam com viés comprado em ações) podem montar posições vendidas a fim de se proteger de eventuais quedas. Não é sempre que isso acontece, mas essa característica tende a fazê-los subir menos em momentos de rali da Bolsa, como o que observamos em junho.
Por conta disso, no mês passado, somente uma das gestoras que seguem essa estratégia conseguiu superar o Ibovespa. O SPX Falcon subiu 9,34%, um resultado levemente acima do índice. Enquanto os ganhos nos últimos meses vieram de serviços financeiros, consumo discricionário, shoppings, distribuição de combustíveis e utilities, o maior detrator foram as ações lá fora.
Entre os piores desempenhos da classe no positivo mas atrás do Ibovespa, podemos citar Truxt Long Bias (8,9%), Dahlia Total Return (5,91%) e o Oceana Long Biased (5,68%).
- Fundos multimercados (idêntica para as carteiras de fundos e ativos), por Vinicius Yoshida
A classe dos multimercados ainda continua patinando em relação ao CDI. A dificuldade em se ter uma leitura mais precisa do ambiente macroeconômico global, somada à postura pessimista da maior parte dos nossos gestores desde o início do ano, tanto com o cenário local como o internacional, vem prejudicando o desempenho dos fundos em comparação a outras classes de ativos.
As piores performances ficaram por conta do SPX Nimitz (-3,32%) e dos fundos da Gávea, o Macro Plus (-0,47%) e o Macro (-0,01%). Ambas as gestoras têm tido uma visão menos otimista e apostado na desaceleração das economias. Nesse sentido, os fundos tiveram perdas principalmente em suas posições na renda fixa e nas ações no exterior.
Agora, quem se destacou até o momento foram as gestoras que souberam aproveitar o clima positivo dos mercados, especialmente na renda fixa local e a valorização das ações aqui e no exterior. Entre os destaques do mês, podemos citar Absolute Vertex (+3,95%) e Garde Porthos (+2,27%).
No ano, o fundo da Absolute é o único acima do seu benchmark: 7,11% contra 6,5% do CDI. O desempenho acima do índice e dos pares segue a linha das alocações mais otimistas desde a virada do ano, em especial nas ações localmente e lá fora.
- Internacionais (idêntica para as carteiras de fundos e ativos), por Felipe Arrais
O mês de junho continua tomado pelo tema de política monetária. Na reunião do Federal Open Market Comitee (FOMC) de junho, o Fed optou por deixar a taxa básica de juros inalterada, permitindo-se avaliar mais dados, uma vez que existe o lag de política monetária em que boa parte das altas anteriores ainda deve agir sobre a economia ao longo dos próximos meses.
Em paralelo, o mercado de emprego continua mostrando resiliência, espantando um pouco o fantasma da recessão, ao passo que a inflação salarial (potencialmente geradora de inflação) apresenta certa moderação na leitura divulgada no início de junho.
O fato de o Fed se propor a esperar um pouco levanta a esperança de que estarmos próximos do fim do ciclo de alta, ainda que o próprio órgão tenha deixado claro que era apenas uma pausa e não o fim da alta de juros. Combinando essa expectativa com dados econômicos sólidos vindos do mercado de trabalho, o humor do mercado já dá claros sinais de melhora, principalmente quando se fala de empresas ligadas a crescimento.
Isso explica a excelente performance de nossos ETFs de ações e Reits, que se valorizaram na ordem de 4% a 5% em dólar ao longo do mês. Vale lembrar que, ao observarmos a performance em reais, temos uma sensação de valorização menor, afinal, no mês de junho, o dólar recuou 5,63% frente ao real.
Já a renda fixa sofreu um pouco mais (performance levemente negativa em dólares no mês), pois a expectativa do fim do ciclo de alta não muda o fato de que o mercado ainda espera que os juros subam um pouco mais antes de realmente começarem a cair. Quem conseguiu performar bem apesar dessa alta dos yields foi a gestão ativa em renda fixa, através dos fundos da Oaktree e Pimco, além de segmentos mais apimentados da renda fixa, como high yield, que apresentam resultados positivos em dólar no mês.
Por fim, o ouro, que desempenha uma função de proteção em nossa carteira, sofre com a expetativa de menor crescimento da economia chinesa, que afeta a expectativa da demanda por commodities em geral. Esse movimento fez com que a comodity preciosa tivesse o pior resultado de nossa carteira global no mês.
- Alternativos (idêntica para as carteiras de fundos e ativos), por Thales Inada
O Bitcoin (BTC) começou o mês de junho bem pessimista por causa da pressão regulatória da SEC (a comissão de valores mobiliários dos EUA) sobre as duas principais exchanges do país, Coinbase e Binance. Na primeira quinzena do mês, mesmo o BTC não sendo o foco principal da regulamentação, o ativo chegou a cair mais de 8%. Porém, o cenário ficou complicado mesmo para as altcoins, como Chainlink (LINK), que chegou a corrigir mais de 25%, e Polkadot (DOT), com mais de 20%.
Outro fator que prejudicou o desempenho dos criptoativos na carteira do Spiti One foi o dólar, que também começou junho em queda e fechou o mês com uma correção de aproximadamente 5,25%. Como por aqui consolidamos os resultados em reais, a desvalorização do dólar impacta no desempenho do ativo, pois a ideia é que com o dólar em baixa, precisamos de menos reais para a compra do ativo.
Apesar desse temporal no início do mês, o mercado cripto se recuperou muito bem na segunda quinzena de junho, quando a BlackRock, maior gestora do mundo, entrou com um pedido na SEC pedindo negociação de um ETF de BTC à vista na Nasdaq.
Logo em seguida, diversas outras gestoras como, Fidelity, WisdomTree e VanEck, copiaram seu modelo e também entraram com o pedido de ETF. Esse movimento das instituições financeiras tradicionais aqueceu o mercado e, com isso, a fatia de criptoativos conseguiu até mesmo fechar o mês levemente positivo, com uma alta de 2,95% (médias das carteiras).
Desse modo, o BTC fechou o semestre praticamente na máxima do ano e como o ativo da carteira que mais se valorizou no primeiro semestre de 2023 com uma alta de 65,7%.
Ficamos por aqui
Desde que abrimos pela primeira vez as carteiras do Spiti One, em novembro de 2022, o clima no mercado financeiro nunca tinha sido tão otimista em relação ao que pode vir pela frente como agora. Nós da Spiti, como analistas profissionais, também estamos entusiasmados.
Vemos muitas oportunidades disponíveis e um ciclo de queda de juros se aproximando, o que geralmente faz muito bem para carteiras de investimento mais sofisticadas, que é o caso das nossas.
Apesar do entusiasmo que toma conta da maioria dos investidores, gostaríamos de alertar sobre a necessidade de nos mantermos com os pés no chão e fiéis ao nosso plano, que é a perseguição contínua pela nossa alocação estrutural.
O respeito à alocação estrutural é, sem dúvidas, a medida mais eficaz para se tornar um investidor ou investidora de sucesso, e fazemos questão de sempre lembrar disso – esse é o nosso jogo por aqui.
Agradecemos a costumeira paciência e, caso tenha alguma opinião ou crítica construtiva a contribuir conosco, sinta-se à vontade para nos enviar um e-mail: spitione@invistaspiti.com.br
Um grande abraço,
Equipe de analistas da Spiti