Olá, turma!
No relatório de hoje, trouxemos os resultados de abril, juntamente com a análise dos ativos e fundos que foram promotores ou detratores para a nossa performance.
Para facilitar o seu entendimento ao longo do relatório, veja abaixo a sequência que utilizaremos:
· O que rolou nos mercados
· Alterações nas carteiras em abril
· Retorno em abril: carteiras de valorização por ativos
· Retorno em abril: carteiras de valorização por fundos
· Retorno em abril: carteira de renda
· O Dividend Yield da carteira de renda
· Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
· Histórico dos resultados
O que rolou nos mercados
O resultado das nossas carteiras
O mês de abril foi extremamente desafiador para ativos de maior risco, tanto no Brasil quanto no mundo. Nessa toada, nossas carteiras não resistiram e fecharam no negativo. Em média, perdemos 1,44% nas carteiras de valorização executadas por ativos e 1,23% nas executadas por fundos. A carteira de renda, por sua vez, caiu 1,89%.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Pontos positivos
As duas classes de investimentos que conseguiram mitigar parte de nossas perdas foram a renda fixa pós e os investimentos internacionais.
Embora não seja saudável para uma economia a longo prazo, a taxa Selic em patamares elevados proporcionou algum alívio para nossas carteiras, visto que o CDI encerrou o mês em +0,89%. Essa é, de certa forma, a função da renda fixa pós em nossa alocação estrutural: mitigar os impactos em momentos de maior dificuldade e controlar a volatilidade das carteiras no dia a dia.
Quanto aos investimentos internacionais, tanto no exterior como aqui, enfrentamos um cenário desafiador de rentabilidade. No entanto, a valorização do dólar comercial em relação ao real, que fechou abril em +3,59%, permitiu que obtivéssemos retornos positivos na maior parte das nossas recomendações devido à exposição em moeda estrangeira. Dessa forma, as flutuações cambiais foram benéficas para o nosso resultado.
Pontos negativos
Nos Estados Unidos, observamos dados de inflação superando as expectativas, o que afetou a perspectiva de um possível adiantamento no corte de juros, agora previsto para setembro ou posteriormente. Em referência a março, o CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor americano, registrou +0,4%, enquanto o mercado esperava 0,3%.
Além disso, a maioria dos indicadores de atividade tem se mostrado positiva, evidenciando a resiliência da economia dos Estados Unidos em relação às taxas de juros elevadas. Isso permite que o Fed mantenha uma postura rígida no controle da inflação e mantenha as taxas de juros em patamares elevados.
Diante desses resultados da economia, o S&P 500, principal índice acionário americano, encerrou o mês com uma queda de 4,16%. Na Europa, embora os principais dados de inflação e atividade tenham ficado em linha com as expectativas, o índice Stoxx 600, que reúne empresas relevantes de 17 países da região, registrou uma queda de 2,58%.
Essa dinâmica internacional afetou os principais índices brasileiros, dificultando nossa missão de obter retornos positivos em abril. O IBOVESPA caiu 1,70%, enquanto o IFIX, nosso referencial dos fundos imobiliários locais, recuou 0,77%.
O cenário de taxas de juros nos Estados Unidos também influenciou nossa curva de juros doméstica, que registrou alta para prazos curtos e longos. Isso prejudicou não apenas as ações e fundos imobiliários, mas também nossa atuação na renda fixa dinâmica, refletida na queda de 1,61% no IMA-B, índice composto por uma cesta de títulos públicos indexados à inflação.
Por fim, apesar de permanecer como nossa principal classe de ativos em termos de rentabilidade no ano, os criptoativos tiveram um desempenho negativo no mês, com o Bitcoin registrando uma queda de 11,1%. Além disso, nossas altcoins recomendadas também não conseguiram reverter essa tendência de baixa do BTC.
Reflexão sobre as carteiras
O mês de abril foi duro para as nossas carteiras?
Sim, sem dúvidas! Mas poderia ser pior caso não tivéssemos uma série de controles por trás das recomendações.
Mas devemos nos preocupar com essa queda mensal?
Com certeza, não! A proposta da Finclass prevê resultados consistentes em médio e longo prazo, portanto, um mês não diz muita coisa sobre onde chegaremos.
Períodos de baixa, com certeza, vão acontecer outras vezes; o segredo mora em confiar no plano ou no que o time de análise da Finclass orienta a fazer.
Antes de prosseguirmos, é importante ressaltar que um maior detalhamento na visão por classes de ativos pode ser encontrado nos relatórios mensais divulgados na Finclass. O relatório de performance tem o intuito de trazer um enfoque mais generalista dos temas.
As alterações nas carteiras em abril
Durante o mês de abril, tivemos dois relatórios apontando para alterações em nossas carteiras. O primeiro trouxe um ajuste nos fundos Multimercados da carteira de valorização, enquanto o segundo foi sobre um evento societário de um FII que impacta as carteiras de valorização e a de renda.
1) Em 16 de abril, publicamos o relatório “Mudanças na carteira de valorização via fundos para R$ 100 mil: substituição do fundo Garde Porthos” (clique aqui).
Neste relatório, retiramos o fundo Garde Porthos da alocação base para patrimônios de R$ 100 mil até R$ 500 mil, devido à sua reduzida acessibilidade nas plataformas de investimento após algumas reestruturações internas.
Não houve adição de outro fundo em substituição a esta retirada. Por isso, foi decidido aumentar em 1% a posição de cada um dos outros três fundos que compunham a carteira dos Multimercados.
Essa alteração afetou tanto as carteiras executadas por fundos quanto por ativos.
2) Em 25 de abril, publicamos um relatório extraordinário intitulado “BRCR11 e CNES11: O que aconteceu e o que fazer? (Com planilha exclusiva)” (clique aqui).
Após uma cisão ocorrida no fundo imobiliário BRCR11, os cotistas do fundo passaram a deter uma cota do CNES11 para cada cota de BRCR11 que possuíam.
E depois de analisar todo o contexto, recomendamos manter o BRCR11 com o mesmo peso na alocação que já possuía. No entanto, recomendamos a venda do CNES11.
Esse evento afetou a alocação para quem possui um patrimônio de R$ 50 mil ou mais.
Retorno em abril: carteiras de valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
As explicações abaixo têm o intuito de lhe auxiliar na compreensão de quais os ativos que mais contribuíram ou prejudicaram o nosso resultado por classe de ativos. Vamos lá?
Renda Fixa Pós (execução por ativos): Na fatia de 15% destinada para a renda fixa pós, nossas carteiras são compostas integralmente por Tesouro Selic para patrimônios de até R$ 30 mil. Para valores acima dessa quantia, alocamos 5% no Tesouro Selic e 10% no CDB do banco Daycoval.
Dado que não tivemos mudança nessa parte da carteira nem imprevistos com os ativos recomendados, o nosso resultado médio das carteiras foi de aproximadamente 105% do CDI, ou 0,93% no mês.
A classe foi o destaque de rentabilidade, cumprindo sua finalidade principal: amortecer os impactos em períodos turbulentos do mercado. Essa é a função essencial dela, garantindo que uma parte da carteira mantenha rendimentos positivos e atenue perdas mais significativas.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): Abril foi desafiador para a nossa carteira de renda fixa ativa. No retorno médio das carteiras, ficamos negativos em 2,38%, contra uma queda de 1,61% do IMA-B.
Isso se explica pela forte alta dos juros futuros ao longo do mês, o que resultou em uma queda de 5,73% no Tesouro IPCA 2045, o qual representa 7,5% dos 20% destinados à classe para patrimônios de R$ 10 mil ou mais. Os demais ativos recomendados superaram o desempenho do IMA-B, mas não foi o suficiente para reverter o resultado negativo.
Vale observar que temos uma proposta de renda fixa ativa ousada, que busca superar o referencial com consistência no longo prazo. No entanto, para alcançar esse objetivo, às vezes teremos que enfrentar momentos difíceis, como aconteceu em abril.
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): Em média, nossas carteiras tiveram queda de 0,78%, contra uma baixa de 0,77% do IFIX. Porém, somente as carteiras abaixo de R$ 30 mil, de fato, perderam para o referencial.
Dos 12 fundos que fizeram parte das carteiras em abril, sete tiveram desempenhos superiores ao benchmark. Como destaques positivos, podemos citar o retorno de +1,51% do PORD11, pertencente às carteiras com R$ 50 mil ou mais, e do CPTS11 com +1,01%, presente em todas as carteiras com patrimônio acima de R$ 10 mil.
Pelo lado negativo, vimos o KFOF11 prejudicando nossos resultados ao apresentar uma queda de 3,94%. O fundo está presente em todas as carteiras e detém peso de 7,5% nas de R$ 5 mil até R$ 10 mil e 5% nas de R$ 10 mil até R$ 30 mil.
Ações (execução por ativos): O mês também foi difícil para a nossa classe de ações, a qual apresentou resultado médio de -3,16%, contra -1,70% do IBOVESPA. Essa perda ocorre nas carteiras de R$ 30 mil ou mais.
Os dois destaques positivos de rentabilidade foram Vale (VALE3) e C&A (CEAB3), que renderam +4,04% e +3,57%, respectivamente. Como ambas já integram nossa carteira para patrimônios acima de R$ 10 mil, observamos um desempenho positivo de 0,64% nas carteiras de R$ 10 mil até R$ 50 mil, em contraste com a queda de 1,70% do IBOVESPA.
No entanto, ao considerarmos as carteiras com valores acima de R$ 50 mil, outras empresas entram na composição, e Vale e C&A naturalmente diminuem sua relevância na alocação. Das oito ações recomendadas durante abril, quatro estiveram abaixo do IBOVESPA, três delas com perdas entre -3,14% e -3,49%.
Vale destacar que o que, de fato, impactou negativamente nossos retornos foi a performance da Ambipar, encerrando o mês com uma queda de 35,9%.
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): Nosso retorno médio das carteiras foi de -1,72%, contra -1,49% do IHFA e +0,89% do CDI. Se olharmos por faixa de patrimônio, notamos algumas diferenças, mas nada muito marcante.
Como destaque positivo, podemos citar o Giant Zarathustra, único com bom desempenho no mês (+0,99%). O fundo tem essa interessante característica de ser mais descorrelacionado com a maioria, muitas vezes percebemos que quando todos caem, ele sobe, e isso se torna um trunfo para os analistas da Finclass calibrarem as composições por risco x retorno.
Pelo lado negativo, vemos os fundos da Kapitalo, com quedas de 7,3% no Zeta e 4,1% no Kappa. Ambos têm natureza mais volátil, principalmente o Zeta, portanto, solavancos desses podem acontecer por vezes, mas no longo prazo sempre entregaram bons resultados e contam com ótimos times e estruturas de gestão.
Internacional (execução por ativos e fundos): Nosso retorno médio das carteiras foi de 0,49% contra 1,23% do benchmark composto para a classe. Mesmo estando abaixo do benchmark, podemos enxergar um lado positivo, visto que, diante de um mês tão desafiador, a classe foi capaz de fechar no azul juntamente com a renda fixa pós.
Ainda que tenhamos alta aderência das carteiras ao índice, com muitas peças que compõem tanto a carteira quanto o benchmark, no dia-a-dia fazemos algumas “apostas”, as quais nem sempre desempenham bem em uma janela mensal. Por isso, pontuamos o ALUG11 (ETF VT no exterior), que se expõe aos REITs americanos e teve uma perda de 4,34% no mês.
Outro fator que contribuiu para estarmos, em média, abaixo do benchmark, tem sua causa em um ponto mais racional do cálculo, uma vez que o desempenho positivo do GOLD11 (+6,74%) e do BNDX11 (+1,89%), que também fazem parte do benchmark da classe, não pôde ser acompanhado pelas carteiras menores, devido ao fato de que o GOLD11 só entra nas carteiras de R$ 30 mil ou mais, e o BNDX11 nas de R$ 50 mil ou mais.
Alternativos (execução por ativos e fundos): A classe que ainda é destaque absoluto de retorno no ano, experimentou um momento adverso no mês de abril. Na média das carteiras, obtivemos retorno de 14,2%, contra 11,1% do Bitcoin.
Dos quatro ativos recomendados, todos tiveram perdas no mês. O pior desempenho foi de Avalanche (AVAX) com perda de 38%, em seguida vemos a Chainlink (LINK) que caiu 29%, depois temos o Ethereum (ETH) com queda de 12,4% e o Bitcoin que caiu 11,1%.
Note que as carteiras maiores apresentam retornos piores, uma vez que o Bitcoin vai perdendo um pouco sua representatividade percentual enquanto os outros criptoativos vão entrando na carteira.
Retorno em abril: carteiras de valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como você já deve saber, as classes de FIIs, fundos multimercado, internacional e alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): Após sucessivos meses positivos e bem superiores ao CDI, desta vez, estivemos ligeiramente abaixo, com retorno médio das carteiras em 0,87%, contra 0,89% do referencial.
Isso se explica pelo baixo desempenho dos fundos da Capitânia, onde o Premium fechou o mês em apenas 0,72% e o Radar em 0,62%, por conta de problemas com uma debênture das casas Bahia. Os demais fundos mantiveram a consistência e entregaram retornos entre 113% e 131% do CDI.
Vale mencionar que a alocação em renda fixa pós por meio de fundos segue uma lógica de alocação um pouco diferente da alocação direta em ativos. Enquanto nos fundos, o objetivo é consistentemente superar o CDI e gerar um excesso de retorno, na alocação direta de ativos, onde já se assume alguns riscos adicionais em outras classes, o foco é maior na gestão de volatilidade da carteira.
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Mesmo com o IMA-B caindo 1,61% no mês, conseguimos fechar abril com saldo positivo; se considerarmos a média das carteiras, obtivemos 0,08%.
Note que, nas carteiras de menor valor os retornos foram melhores, visto que na proposta de R$ 5 até R$ 10 mil temos apenas o KDIF11, que rendeu +0,74%; já na de R$ 10 mil até R$ 30 mil temos metade alocado em KDIF11 e a outra metade em IFRA11, o qual rendeu +1,81%.
Nas carteiras maiores temos as entradas dos fundos Western Asset IMA-B 5 ativo e dos passivos ao IMA-B 5+, os quais tiveram perdas de 0,89% e 2,94%, respectivamente.
Como citamos na parte da renda fixa dinâmica executada por ativos, a abertura da curva de juros ao longo do mês prejudicou os ativos de renda fixa ativa, sobretudo os de prazos mais longos, como foi o caso dos passivos ao IMA-B 5+.
Ações (execução por fundos): Além do IBOVESPA ter fechado no negativo, nossos fundos recomendados também não foram bem no mês. O retorno médio das carteiras foi de -4,91%, contra -1,70% do IBOVESPA.
Todos os oito fundos recomendados estiveram abaixo do IBOVESPA, com desempenhos entre -3,68% e -6,10%. O destaque negativo fica para o Brasil Capital, que perdeu 6,10%, e faz parte das carteiras de menor valor em maior proporção percentual.
Alocados em estratégias de valor, nossos gestores recomendados vêm encontrando grandes dificuldades em tempos recentes, porém acreditam bastante em uma virada a nosso favor quando o ciclo de corte de juros nos Estados Unidos se iniciar efetivamente.
Retorno em abril: carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 27,5% IMA-B, 40% Ifix, 30% IBOVESPA, 2,5% dólar comercial
Renda Fixa Corporativa: Composta por três fundos de infraestrutura com pesos iguais na alocação, todos tiveram desempenho acima do IMA-B, que caiu 1,61% em abril. Por isso, fechamos o retorno positivo dessa classe em +0,81%.
As rentabilidades foram +1,81% no IFRA11, +0,74% no KDIF11 e -0,26% no JURO11.
Título Público: O desempenho foi abaixo do IMA-B (-1,61%), com nossos títulos públicos recomendados apresentando queda de 3,01%.
Em cenário de abertura da curva de juros (aumento da taxa de juros estimada pelo mercado para prazos futuros), nossas recomendações tendem a sofrer. Todos os quatro ativos que recomendamos apresentaram desempenhos abaixo do referencial, com quedas entre 2,56% e 3,70%.
Vale destacar que esse desempenho aquém do esperado não afeta o dividendo que será distribuído nos semestres, uma vez que atualmente os prefixados sempre devem distribuir 10% a.a. (aproximadamente 4,88% ao semestre) e os indexados à inflação IPCA + 6% (aproximadamente IPCA + 2,96% ao semestre).
Fundos Imobiliários: Os FIIs da carteira de renda tiveram desempenho ligeiramente inferior ao IFIX, com rentabilidade de -0,87% contra -0,77% de seu benchmark.
Dos 18 fundos que fazem parte da nossa proposta, 10 superaram o referencial e oito perderam. Porém, algumas quedas mais relevantes, como o PATL11 (-9,42%) e o JSRE11 (-4,78%), empurraram nosso desempenho para abaixo do IFIX.
Pelo lado positivo, destacamos o PORD11 com +1,51% e o CPTS11 em +1,04%, os quais também foram destaque nas carteiras de valorização.
Ações: O mês foi, de fato, muito ruim para nossa fatia de ações - fechamos com queda de 4,49%, contra perda de 1,70% do IBOVESPA.
Das nove ações recomendadas, só duas estiveram acima do IBOVESPA, trata-se de Vale (VALE3) com +4,04% de retorno e Bradesco (BBDC4), em queda de -1,69%.
O restante desempenhou entre -3,14% e -10,1%. Chamaram a atenção pelo lado negativo Tegma (-10,1%), Taurus (-8,92%) e Klabin (-8,79%).
Embora as empresas tenham apresentado um desempenho muito ruim neste mês, nosso time acredita na recuperação delas. Portanto, é importante que possamos entender que esses momentos ruins fazem parte do jogo, para não perdermos um movimento de recuperação que pode ocorrer em seguida.
Internacional: Atualmente, possuímos apenas o BDR BLQD39, um ativo de renda fixa estrangeira que representa 2,5% da carteira. O ativo obteve um rendimento de 0,99% em abril, porém o dólar comercial, que é seu benchmark, foi positivo em +3,59%
O Dividend Yield da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Em abril, experimentamos o terceiro aumento consecutivo de DY da carteira de renda, atingindo +0,96% distribuído, o que nos faz alcançar a marca de 9,16% em 12 meses.
Em março, emitimos um relatório trazendo grande reformulação na carteira de ações (clique aqui), a qual se refletiu no DY de abril.
Quatro das ações que entraram na carteira distribuíram bons dividendos em abril: Kepler com DY de 4,36%, SLC Agrícola de 4,35%, Tegma em 2,97% e Taurus com 2,48%.
Comparativamente ao mês de março, a diferença no DY da carteira poderia ser ainda maior, pois a Vale havia distribuído bom dividendo em março e neste mês não distribuiu nada.
Os ativos das demais classes não apresentaram diferenças suficientes para causar grandes impactos nos dividend yield da carteira.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento a este tópico.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras
Quando construímos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual e utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais que indicamos para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o Ibovespa, Ifix e outros, as nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe, a fim de comparar se nossos analistas estão superando ou não o benchmark principal devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).
Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (idem para fundo ou carteira de investimentos).
É padrão no mercado olhar para essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo) de acordo com a média de suas variações de retorno diárias num determinado período.
Máximo drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o Dividend Yield (DY)
É um indicador que avalia em termos percentuais o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.
Histórico dos resultados
Retorno das carteiras de valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno das carteiras de valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Volatilidade de 252 dias úteis das carteiras de valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Máximo drawdown das carteiras de valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Máximo drawdown da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Ficamos por aqui
Enquanto escrevo este relatório, o mês de maio já começa a mostrar sinais de recuperação após um abril difícil.
Imagine se desfazer de suas posições devido aos retornos ruins passados, justamente no momento em que uma 'recuperação' esteja batendo à porta?
É por isso que sempre enfatizamos a importância de seguir a alocação estrutural e pedimos para confiar na competência do time de análise da Finclass. Isso o protegerá de qualquer medo ou ansiedade ao longo do tempo.
A verdade é que não devemos nos preocupar com esses meses ruins, eles são normais e devemos nos acostumar. No longo prazo, eles são irrelevantes quando olhamos para o quadro geral.
Eu, Rodrigo, em nome de todo o time de análise, espero que esta leitura tenha sido proveitosa para você. Conte conosco nesta jornada!
Um grande abraço,
Rodrigo Xavier