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A performance das carteiras em abril de 2025

Escrito por Rodrigo Xavier em OUTROS

15 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  • Um resumo dos principais acontecimentos do mercado financeiro e o que tivemos de alterações nas carteiras em abril de 2025;

  • Os retornos totais e por classe de ativo das carteiras de Valorização e de Renda em abril, com uma explicação dos Ativos e Fundos que tiveram maior relevância nos resultados totais;

  • Uma explicação sobre os conceitos de cálculo utilizados e o histórico dos nossos resultados.

O que rolou nos mercados:

O resultado das nossas carteiras

O mês de março já havia sido positivo para as nossas carteiras, mas abril foi ainda melhor. A Carteira de Valorização por ativos avançou 3,82%, enquanto a versão por fundos teve alta de 3,05%. Já a Carteira de Renda entregou um expressivo retorno de 4,28%, frente a um CDI de 1,06% no período.

O ambiente mais construtivo para o Brasil foi o principal vetor para esse desempenho, já que representa uma parcela relevante das nossas alocações. Em abril, os principais índices locais também registraram fortes ganhos: o IBOVESPA subiu 3,69%, o IFIX avançou 3,01% e o IMA-B teve alta de 2,09%.

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Cenário Global

Abril foi marcado por alta volatilidade nos mercados globais.

O mês começou com fortes tensões ligadas à política tarifária. No dia 2, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova rodada de tarifas contra diversos países com os quais os EUA mantêm relações comerciais. A medida foi chamada por ele de “Liberation Day” e buscava, segundo sua justificativa, corrigir práticas tarifárias consideradas “injustas” contra a economia americana.

O ponto mais crítico ocorreu quando a China respondeu com tarifas retaliatórias, dando início a uma escalada de aumentos sucessivos entre as duas potências — o que muitos passaram a considerar um possível início de “guerra tarifária”.

No entanto, o cenário foi se estabilizando ao longo da segunda quinzena do mês, o que permitiu uma certa normalização dos mercados. O S&P 500 encerrou abril com leve queda de 0,76%, enquanto o Stoxx 600, índice que representa o desempenho médio das ações europeias, recuou 1,21%.

Nesse mesmo período, o real valorizou 0,57% frente ao dólar, o que prejudicou um pouco a nossa classe de investimentos internacionais, que se beneficia com a apreciação do dólar frente ao real.

Ainda no contexto global, destacamos o desempenho de 13,4% do Bitcoin em reais, que já dá sinais de avanço em meio à sua temporada de halving. Por representar apenas 3% da alocação das carteiras de Valorização e não estar presente na carteira de Renda, sua contribuição acaba sendo menor. No entanto, as perspectivas à frente continuam positivas, inclusive, no momento da divulgação deste relatório, o mês de maio já mostra continuidade nas altas.

Cenário Local

Como mencionamos no tópico de resultados da carteira, os ativos locais foram os principais responsáveis pelo desempenho positivo no mês.

De forma geral, os países emergentes parecem se beneficiar de uma vantagem relativa diante de uma possível nova ordem no comércio global pós-tarifas. O movimento de diversificação das cadeias produtivas tem direcionado fluxos de capital para essas regiões, favorecendo, inevitavelmente, economias como a brasileira.

Apesar dessa tendência, o fluxo de capital estrangeiro para a B3 em abril foi fraco, especialmente se comparado aos meses anteriores — possivelmente, porque muitos investidores já haviam antecipado esse movimento. Ainda assim, isso foi compensado por uma entrada mais robusta do investidor institucional.

O mês também foi relativamente tranquilo do ponto de vista político, ou seja, sem grandes surpresas negativas. Fato que contribuiu para o fechamento das curvas de juros futuros — um cenário tipicamente favorável para ativos de risco como ações, fundos imobiliários e títulos públicos de maior duração (duration).

Nossa renda variável local ainda está “muito machucada”. Se esticarmos para uma perspectiva mais longa, o desempenho fica bastante aquém do CDI, porém, isso pode significar uma janela de oportunidade importante para o próximo ciclo; por isso, estamos de olho em cada detalhe para aproveitar o que vem pela frente.

As alterações nas carteiras em abril

Em abril, tivemos três alterações de recomendação, seguem abaixo:

- Em 8 de abril, publicamos o relatório “Se você quer risco, aqui vai uma alternativa ao IPCA+ 2050 (Tesouro Renda+ 2065)”.

Além de explicarmos a oportunidade que vemos no Tesouro Renda + 2065, aproveitamos para fazer um “ajuste pontual” em nossa a alocação base, que agora prevê apenas o Tesouro IPCA 2050 para exposição aos indexados à inflação de longo prazo; antes colocávamos o ETF PACB11 como uma alternativa para ele.

Esse ajuste afetou todas as Carteiras de Valorização na execução por ativos.

Sendo assim, na alocação base da Finclass, consideramos exclusivamente o Tesouro IPCA 2050 a partir de agora. No entanto, tanto o PACB11 quanto o Tesouro Renda+ 2065 são alternativas aprovadas pela nossa estrutura de análise e permanecem sob monitoramento constante.

- Em 22 de abril, publicamos o relatório “Obrigado, KNSC11 e bem-vindo Mauá Capital Real Estate (MCRE11)”. Nessa abordagem fizemos a simples troca do KNSC11 pelo MCRE11.

Essa alteração afetou apenas a Carteira de Renda.

Vale mencionar que o KNSC11 continua sendo um ótimo fundo. No entanto, com o fim do ciclo de alta dos juros se aproximando e seu preço de tela mais próximo do valor justo, segundo nossa análise, identificamos uma oportunidade de substituir essa nossa alocação tática por outro fundo: o MCRE11.

- Em 25 de abril, publicamos o relatório “Missão cumprida: CEAB3 está fora da carteira!”, no qual retiramos as ações da C&A das nossas Carteiras de Valorização por ativos para patrimônios acima de R$ 10 mil, sem que outra ação fosse colocada no seu lugar.

Os resultados recentes da companhia, somados aos gatilhos destravados nos últimos tempos, fizeram a ação “disparar” e, com isso, atingir seu objetivo para nossa alocação.

Seguimos acompanhando a empresa de perto - mas, por enquanto, missão cumprida.

Retornos: Carteiras de Valorização por ativos

Retorno em abril

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?

Renda Fixa Pós (execução por ativos): A classe, na versão por ativos, costuma não trazer muitas surpresas. Neste mês, tivemos retorno de 1,05% para carteiras com patrimônio inferior a R$ 30 mil, e de 1,08% para aquelas com patrimônio superior; enquanto o CDI rendeu 1,06% no período.

O Tesouro Selic, que compõe integralmente a classe nas carteiras de até R$ 30 mil, rendeu 1,05%. Já a média dos CDBs do Daycoval e BTG — que representam 10 dos 15% alocados nessa classe para carteiras acima de R$ 30 mil —, teve retorno de 1,10%.

Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): Nossas carteiras renderam, em média, 2,65%, superando os 2,09% do IMA-B.

Como destaque positivo, vale mencionar nossa posição em prefixados de curto prazo, que apresentou retorno médio de 3,83%, por meio dos ETFs IDKA11 e FIXA11, contribuindo significativamente para o desempenho acima do referencial. Além disso, o Tesouro IPCA 2050 teve alta de 3,50% e também se destacou.

A rentabilidade poderia ter sido ainda maior, se não fosse o desempenho mais modesto dos fundos de infra, como o KDIF11, com retorno de -0,97%, e o JURO11, com +0,94%, após obterem forte resultado no mês anterior.

Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): Nosso retorno médio foi de 5,14% contra 3,01% do IFIX - um ótimo resultado para nossa carteira.

Dos 12 fundos, nove superaram o referencial, alguns deles com bastante diferença, casos do KFOF11 (+9,5%), RVBI11 (+7,7%), BRCR11 (+7,6%) e CPTS11 (+7,2%), todos com o dobro de retorno do IFIX.

Apenas dois fundos foram negativos no mês, trata-se do LVBI11 (-0,78%) e RBFF11 (-0,64%).

Embora não seja algo totalmente simétrico, nossas carteiras tendem a subir mais do que o IFIX, nos períodos de alta do mercado, e a cair um pouco mais nas quedas. No entanto, os movimentos de alta costumam ser mais acentuados, o que gera um excesso de retorno atribuído à habilidade de gestão do time. O mês de abril, de certa forma, reforçou esse comportamento mais uma vez.

Ações (execução por ativos): A classe foi o maior destaque da nossa carteira. O retorno foi de 3,40% para patrimônios de até R$ 10 mil — nos quais recomendamos apenas um ETF, que segue o IBOVESPA —, 14,4% para patrimônios entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, e 10,6% para patrimônios acima de R$ 50 mil. No mesmo período, o IBOVESPA subiu 3,69%.

O grande destaque, novamente, foi a C&A, que registrou alta de 26,7% até 25/04, quando foi retirada da carteira por ter atingido seu preço-alvo, sem ser substituída por outra ação. A empresa tinha maior peso nas carteiras entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, por isso observamos um retorno maior nessa faixa patrimonial.

Além dela, também se destacaram: Sanepar (+13,9%), Fleury (+11%), Bradesco (+10,5%) e SLC Agrícola (+6,4%). Em contrapartida, o Banco do Brasil (+2,63%) e as Lojas Quero-Quero (+1,85%) foram as únicas posições com desempenho abaixo do referencial da classe, ainda que seus retornos no ano sejam significativamente superiores aos do índice.

A jornada de um investidor de ações é feita de altos e baixos. No entanto, quando o retorno vem, muitas vezes ele acontece de forma rápida. Por isso, é fundamental manter a resiliência e a confiança nas teses construídas pelo nosso time.

Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): O retorno médio das nossas carteiras foi de 2,85%, um resultado atrativo por ter superado o CDI do mês, de 1,06%. Por outro lado também nos deixou com a sensação de que poderia ter sido melhor, já que o IHFA encerrou o período com alta de 4%.

O destaque positivo foi o Absolute Vertex, único fundo a superar o IHFA, com retorno de +4,29%. Pelo lado negativo, o Giant foi o único a fechar no vermelho, com -1,24%.

Os demais fundos registraram retornos entre 1% e 3,1%. O menor desempenho dentre eles foi o do SPX Nimitz, com 1%, que tem o maior peso nas carteiras com patrimônio acima de R$ 1 milhão, o que naturalmente prejudicou o resultado dessa faixa patrimonial. Já o melhor desempenho foi o do Ace Capital, com 3,1%, fundo com maior representatividade nas carteiras menores.

Internacional (execução por ativos e fundos): O retorno médio das carteiras foi de 0,38% em abril, enquanto o benchmark composto por índices avançou 1%.

Nas carteiras menores, de até R$ 30 mil, o principal fator que pressionou o desempenho para baixo em relação ao referencial foi a ausência de ouro nessas alocações. O metal foi o destaque da classe, com retorno de +4,98% por meio do ETF GOLD11.

Nas carteiras intermediárias, entre R$ 30 mil e R$ 1 milhão, o principal detrator foi o ALUG11, que compõe a parcela de renda variável global e registrou queda de 3,1%.

Já nas carteiras acima de R$ 1 milhão, tanto o ALUG11 quanto os fundos voltados a investidores qualificados — da Pimco, Oaktree e Morgan Stanley —, encerraram o mês no campo negativo, com perdas entre -1,2% e -2%, o que também comprometeu o desempenho dessa faixa patrimonial.

Nossas apostas para gerar retorno acima do referencial não se concretizaram neste mês. Ainda assim, é importante reforçar que um mês é um horizonte muito curto para uma avaliação criteriosa, e nada impede que essa “pequena diferença” seja revertida em breve.

Alternativos (execução por ativos e fundos): O desempenho médio das carteiras foi de 9,77%, abaixo dos 13,39% registrados pelo Bitcoin (BTC). O BTC seguiu ganhando dominância no mercado cripto, o que, por consequência, dificulta nossa capacidade de superá-lo no curto prazo.

Entre os cinco ativos recomendados, sendo que um é o próprio BTC, dois superaram o desempenho do Bitcoin, enquanto dois ficaram abaixo. No entanto, vale destacar que a Pendle, que entregou um retorno expressivo de +24,7%, está presente apenas nas carteiras com valores acima de R$ 50 mil. Já a Ondo, com retorno de +14,9%, compõe exclusivamente carteiras a partir de R$ 100 mil.

Na ponta oposta, o Ethereum registrou rentabilidade negativa de -3%, e a Chainlink avançou “apenas” 4,3%, o que de certa forma foi um pouco mais distante do referencial e empurrou nosso retorno para abaixo dele.

Para este ano, está previsto o halving do Bitcoin, evento que historicamente favorece as altcoins (todas as criptomoedas que não são o BTC). Isso pode abrir espaço para retornos mais fortes e acelerados no setor, por isso, é importante ser paciente neste momento.

Retornos: Carteiras de Valorização por fundos

Retorno em abril

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

Como você já deve saber, as classes de FIIs, Fundos Multimercados, Internacionais e Alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes Renda Fixa Pós, Renda Fixa Dinâmica e Ações.

Renda Fixa Pós (execução por fundos): Nossas carteiras renderam, em média, 1,10% em abril, enquanto o CDI fechou o mês em 1,06%. Para investidores com patrimônio acima de R$ 1 milhão, o resultado foi ainda melhor, atingindo 1,31%. Já para aqueles com patrimônio abaixo de R$ 30 mil, os retornos ficaram entre 1,03% e 1,04%.

O destaque do mês foi o Capitânia Radar, versão voltada para investidores qualificados da Capitânia, que entregou um retorno de 1,58%, contribuindo para o desempenho das carteiras maiores. Além dele, os fundos de fundos de FIDC também se destacaram: o Solis Antares subiu 1,30% e o Valora Guardian avançou 1,21%.

Nas carteiras menores, temos apenas o Tesouro Selic (com retorno de 1,04%) nas alocações abaixo de R$ 10 mil. Para os investidores com patrimônio entre R$ 10 mil e R$ 30 mil, o único fundo presente é o Capitânia Premium — versão do Radar para o público em geral —, que entregou 1,03% - e é o único fundo recomendado com desempenho abaixo do CDI no mês.

Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Nosso desempenho ficou abaixo do referencial no mês. Enquanto o IMA-B rendeu 2,09%, fechamos com -0,97% nas carteiras abaixo de R$ 10 mil, e +0,78% nas carteiras acima desse valor.

Na carteira menor, temos apenas o fundo de infraestrutura KDIF11 como opção, que apresentou rendimento de -0,97% em abril. Já nas demais carteiras, metade da alocação está em um fundo passivo atrelado ao IMA-B, que rendeu 2,03% no mês; um quarto está alocado no próprio KDIF11 (-0,97%) e o outro quarto no IFRA11, que encerrou o mês com variação de 0%.

Vale destacar que, no acumulado do ano, as carteiras apresentam rendimento médio de 7,53%, frente aos 5,62% do IMA-B — resultado impulsionado pelo bom desempenho dos fundos de infraestrutura. Por isso, um mês abaixo do referencial não nos preocupa, considerando esse contexto mais amplo.

Ações (execução por fundos): O mês foi bom para os nossos fundos de ações, onde obtivemos retorno médio de 8,30%, acima dos 3,69% registrados pelo IBOVESPA.

Todos os oito fundos recomendados superaram o referencial, com desempenhos que variaram de 5,28% (Dahlia Total Return) a 10,19% (Brasil Capital 30). A carteira para patrimônios abaixo de R$ 10 mil teve performance um pouco superior à média, já que sua única posição é justamente o fundo Brasil Capital 30, destaque do mês.

Vale mencionar também os bons resultados do Truxt Long Bias (10,18%) e do Forpus Ações (9,63%), que vinham enfrentando um desempenho mais tímido em janelas recentes, mas apresentaram uma recuperação relevante em abril.

Retornos: Carteira de Renda

Retorno em abril

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% IFIX, 30% IBOVESPA      

Renda Fixa Corporativa: Nosso retorno para a classe foi de 0,02%, frente aos 2,09% do IMA-B.

Na proposta, temos três fundos de infraestrutura com pesos iguais: KDIF11 (-0,97%), IFRA11 (0%) e JURO11 (+0,94%).

Como mencionamos nas explicações da Carteira de Valorização, os fundos de infraestrutura têm apresentado um bom desempenho no ano, e o resultado abaixo do benchmark neste mês não nos preocupa, já que os fundamentos dos fundos permanecem sólidos.

Título Público: Aproveitando o fechamento das taxas de juros futuros, nossos títulos públicos entregaram um retorno de 2,73%, frente aos 2,09% do IMA-B.

O destaque foi o Tesouro Prefixado 2035, que rendeu 6,26% e representa pouco menos de 17% da classe. Já os demais ativos, indexados à inflação, entregaram retornos entre 1,94% e 2,06%.

Fundos Imobiliários: Tivemos um mês atrativo para os fundos imobiliários, com retorno de 4,88%, frente aos 3,01% do IFIX.

Dos 17 fundos recomendados, 13 superaram o referencial, com destaque para KFOF11 (+9,5%), JSRE11 (+7,9%), RBVI11 (+7,7%), BRCR11 (+7,6%) e CPTS11 (+7,2%) — todos com, pelo menos, o dobro do desempenho do índice.

Pelo lado negativo, os fundos RBFF11 e LVBI11 foram os únicos a fechar no vermelho, com retornos de -0,6% e -0,8%, respectivamente.

Os demais FIIs não citados apresentaram retornos entre 2,79% e 6,96%.

Ações: Tivemos também um mês positivo para as ações, encerrando com um retorno de +6,18%, frente aos 3,69% do IBOVESPA.

Das 10 recomendações, seis superaram o referencial, com destaque para Sanepar (+13,9%), Bradesco (+10,5%) e Tegma (+7,8%).

A única ação que fechou no negativo foi Klabin, com -0,7%, enquanto as demais apresentaram retornos entre 2,63% e 6,64%.

O Dividend Yield da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Nosso Dividend Yield (DY) em abril foi de 0,67%, frente aos 0,87% registrados em março.

A maior parte dessa diferença entre os dois últimos meses veio das ações, já que os dividendos distribuídos em abril por Taurus, Tegma e BMG — sendo que Taurus e BMG têm menor peso na alocação — foram menos expressivos do que os de Banco do Brasil, Bradesco e Kepler no mês anterior, resultando em um impacto negativo: -0,18 ponto percentual no total.

Os fundos imobiliários causaram uma queda de 0,01 ponto percentual no DY total. Isso não ocorreu por uma redução nas distribuições, mas, sim, porque o aumento no valor das cotas elevou o denominador da conta, pressionando o Dividend Yield para baixo.

Já os fundos de infraestrutura também contribuíram para uma leve redução de 0,01 ponto percentual, devido às distribuições um pouco menores de KDIF11 e IFRA11.

Por fim, os títulos públicos não apresentaram impacto no DY, uma vez que, por seguirem uma dinâmica de pagamento semestral de cupons, não houve distribuição nem em março, nem em abril.

Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.

Como é calculado o retorno das nossas carteiras

Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual, utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.

Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, a exemplo do IBOVESPA, do IFIX e de outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.

Interpretando o retorno por classe

Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.

Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5%, dividido por 15%).

Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade

A volatilidade é um indicador estatístico, que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica aos Fundos ou carteiras de Investimentos).

No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias em um determinado período.

Máximo Drawdown

O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.

Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750) - ou máximo drawdown de 50% -, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.

Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.

Sobre o Dividend Yield (DY)

É um indicador que avalia, em termos percentuais, o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.

O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.

É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.

Histórico dos resultados

Segue abaixo um arquivo Excel com o histórico dos resultados das carteiras de Valorização e Renda.

DOWNLOAD DO ARQUIVO

Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Volatilidade de 252 dias úteis da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Máximo drawdown das Carteiras de Valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Máximo drawdown da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Ficamos por aqui

Mais um mês positivo para as nossas carteiras!

Além de uma ajudinha providencial do mercado, que foi positivo - sobretudo nos ativos locais -, o nosso time de análise também superou os benchmarks. Ou seja, foi um mês favorável por vários fatores.

No entanto, assim como pedimos que não se frustrem nos meses mais difíceis e mantenham a confiança no processo, também é importante não se deixar levar pelo entusiasmo em momentos de forte performance, já que resultados, como o deste mês são impossíveis de replicar constantemente.

A rentabilidade de um único mês pouco diz sobre onde queremos chegar. Nosso foco continua sendo o longo prazo — com disciplina, resiliência e o suporte de um time profissional qualificado, o sucesso nos investimentos é certo.

Se tiver dúvidas relacionadas aos nossos resultados ou qualquer outro tipo de questão, compartilhe conosco nas lives e na comunidade, dentro do aplicativo Circle.

Um grande abraço e bons investimentos!

Rodrigo Xavier

Sobre os analistas

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.