Resumo dos principais acontecimentos do mercado financeiro em abril e as alterações realizadas nas carteiras ao longo do mês;
A performance das carteiras em abril de 2026
Escrito por Rodrigo Xavier, Matheus Nascimento em OUTROS
Neste relatório, você encontrará:
Os retornos totais e por classe de ativo das Carteiras de Valorização e de Renda em abril, com uma explicação dos ativos e fundos que tiveram maior relevância nos resultados totais;
Uma explicação sobre os conceitos de cálculo utilizados e o histórico dos nossos resultados.
Anexos
O que rolou nos mercados
O resultado das nossas carteiras
Nossas carteiras fecharam abril com resultados positivos, mesmo em um mês marcado por maior volatilidade e mudança de humor no mercado local ao longo do período.
Na carteira de valorização por ativos, o retorno médio foi de 1,12%, enquanto a implementação via fundos entregou 0,91% no mês. Já a carteira de renda avançou 0,60% no período.
Confira os retornos em diferentes janelas de tempo:
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Cenário local
Abril foi um mês de bastante volatilidade para o mercado brasileiro, com mudanças relevantes de direção ao longo do caminho. Na primeira metade do mês, o ambiente era claramente mais favorável: o Ibovespa chegou perto dos 200 mil pontos, renovando máximas históricas, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro, pela fraqueza do dólar e pela expectativa de continuidade na queda da Selic. O cenário externo também ajudava, com melhora do apetite global por risco e um alívio momentâneo nas tensões no Oriente Médio.
Esse movimento acabou beneficiando principalmente empresas ligadas a commodities e siderurgia, que aproveitaram tanto o fluxo para emergentes quanto um ambiente ainda positivo para os preços das commodities. Além disso, o início da temporada de resultados trouxe números que, no geral, sustentaram parte desse otimismo.
Mas o mercado virou um pouco o tom na segunda metade do mês. Dados de inflação vieram acima do esperado, as projeções do Focus continuaram piorando e as tensões geopolíticas voltaram a pressionar o petróleo e os ativos de risco globais. Com isso, o movimento de realização de lucros ganhou força.
No fim do mês, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,5% ao ano. Apesar do corte, o comunicado trouxe um tom mais cauteloso, reforçando a percepção de que o ambiente externo ainda exige atenção. Ao mesmo tempo, o Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidos em patamar elevado, o que continuou limitando um pouco o apetite por risco.
Mesmo nesse ambiente mais desafiador, os ativos locais seguiram mostrando resiliência. O IFIX voltou a apresentar desempenho positivo no mês, sustentado pela melhora gradual de percepção sobre os fundos imobiliários. Na renda fixa, os títulos indexados à inflação também seguiram performando bem, com o IMA-B avançando no período, refletindo o fechamento parcial da curva de juros reais ao longo do mês. Já o CDI continuou entregando retornos elevados, mantendo a atratividade das estratégias mais conservadoras no atual cenário de juros.
No fechamento do mês, o Ibovespa terminou praticamente estável, com leve queda de 0,08%. Ainda assim, o índice segue acumulando alta de 16,26% em 2026, mostrando resiliência mesmo em um cenário mais desafiador.
Cenário global
Lá fora, abril foi um mês muito forte para os mercados globais. Depois de um primeiro trimestre marcado por incertezas, especialmente em torno das tensões tarifárias entre EUA e parceiros comerciais, além do conflito com o Irã, o mercado virou rapidamente de direção ao longo do mês.
O S&P 500 subiu +10,42%, enquanto o Nasdaq avançou impressionantes +15,29%, ambos renovando máximas históricas. O movimento foi puxado principalmente pelas grandes empresas de tecnologia, cujos resultados vieram acima das expectativas e voltaram a reforçar a narrativa de crescimento ligada à inteligência artificial.
Parte dessa recuperação refletiu uma combinação de resultados corporativos fortes com uma percepção de que os riscos mais agudos do início do ano passaram a ser vistos de forma mais controlada. Com isso, o mercado voltou a aumentar exposição em ativos de risco, num movimento amplo e bastante rápido.
Fora dos Estados Unidos, o desempenho também foi positivo. Na Europa, o STOXX 600 registrou o maior ganho mensal desde janeiro de 2025, avançando +4,83%, beneficiado por resultados corporativos acima do esperado.
Na Ásia, o destaque ficou com o Nikkei 225, que disparou +16,11% no mês, um dos melhores desempenhos do índice japonês nos últimos anos, impulsionado principalmente pelas empresas de tecnologia e pela melhora do sentimento global.
Na China, as ações de tecnologia também tiveram um mês forte e ajudaram o Hang Seng a subir +3,99%, registrando o melhor desempenho desde agosto do ano passado. O movimento veio apoiado tanto por resultados positivos do setor quanto pela expectativa de novos estímulos do governo chinês, o que trouxe de volta parte do otimismo com a recuperação da economia do país.
Mesmo com a melhora do humor nos mercados, o cenário global continuou exigindo atenção. As negociações comerciais dos EUA seguiram no radar, enquanto o Federal Reserve manteve um discurso cauteloso, indicando que eventuais cortes de juros ainda dependem de maior clareza nos dados econômicos, principalmente inflação e mercado de trabalho.
No mercado de criptomoedas, abril também trouxe algum alívio após meses mais difíceis. O Bitcoin avançou +7,05%, acompanhando a melhora global no apetite por risco.
As alterações das carteiras em abril
Em abril tivemos algumas alterações importantes nas carteiras. Confira:
01/04 – Publicamos o relatório “A chegada de TRXF11 e ajuste nos FIIs”
Para os FIIs, na Carteira de Valorização e na Carteira de Renda, esses foram os ajustes:
Arca Valorização (Faixas 3 e 4): TRXF11 passou a substituir RBFM11, com alocação de 1,50%. Demais FIIs também tiveram ajustes nos pesos.
Arca Renda: TRXF11 também entrou no lugar do RBFM11, passando a representar 2,25% da composição. Demais FIIs também tiveram ajustes nos pesos.
16/04 — Publicamos o relatório “Valora Vanguard e CPTI se tornam fundos aprovados”. Com a aprovação do Valora Vanguard para carteira base, realizamos ajustes nas carteiras ARCA Valorização executadas por fundos. Confira:
Arca Valorização por Fundos até R$ 1 milhão: Inclusão do Valora Vanguard com alocação de 5%, realizada após redução de SPX Seahawk e Solis Pioneiro, que passaram de 7,5% para 5% cada.
Arca Valorização por Fundos acima de R$ 1 milhão: redução da exposição no SPX Seahawk, de 7,5% para 5%, enquanto Solis Antares e Valora Guardian tiveram aumento de participação, passando de 3,75% para 5%.
20/04 — Publicamos o relatório “Ferbasa entra, BMG sai e ajustes nas ações”. Confira como ficaram as carteiras após os ajustes:
Carteira até R$ 50 mil (Faixa 1): redução de exposição em WIZC3, que passou de 6% para 4%, enquanto GMAT3 (4% para 5%) e PRIO3 (5% para 6%) tiveram aumento de participação.
Arca Valorização demais faixas: ajustes pontuais nas posições, com redução relevante em WIZC3 (4% para 2%) e aumento de exposição em PRIO3 (3,5% para 4,5%), GMAT3 (2% para 2,5%) e KEPL3 (1,50% para 2%), buscando otimizar o potencial de valorização da carteira.
Arca Renda: saída de BMGB4 e entrada de FESA4 (1%) na composição, além de aumento de participação em KEPL3 (3% para 3,5%) e redução em WIZC3 (3,5% para 3%).
Retorno: Carteiras de Valorização por ativos em abril
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Na sequência, destacamos os ativos que mais impactaram o desempenho das carteiras em cada classe de ativos. Confira:
Ações (execução por ativos): a classe entregou retorno médio de -0,35% no mês, abaixo dos -0,08% do Ibovespa. Ainda assim, o cenário foi de forte dispersão interna: enquanto VAMO3 subiu 6,45% e WIZC3 avançou 2,87%, nomes como SLCE3 (-9,14%), GMAT3 (-7,66%) e KEPL3 (-5,24%) pressionaram o resultado para baixo de forma mais intensa.
Outro destaque positivo foi a PRIO3, que ficou praticamente estável (+0,30%), refletindo um mês de consolidação após meses de alta. Para o relatório de 20/04, foram realizados os ajustes na exposição em ações que já detalhamos na seção anterior.
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): abril foi um mês positivo para a classe, com retorno médio de +1,68%, acima dos +1,53% do IFIX. O resultado foi especialmente consistente, com 11 dos 12 fundos fechando no positivo, o que reforça a solidez da seleção no período. Mesmo assim, o resultado poderia ter sido maior, visto que apenas 4 ficaram acima do IFIX no período.
O destaque ficou com o VILG11 (+5,37%), seguido pelo XPML11 (+3,79%) e o RBRX11 (+3,40%). O único fundo levemente negativo foi o LVBI11 (-0,03%), com impacto praticamente nulo no consolidado dado seu peso reduzido nas faixas mais altas das carteiras.
Renda Fixa Pós (execução por ativos): A classe entregou 1,12% no mês, levemente acima do 1,09% do CDI. Aqui, o comportamento segue em linha com a proposta da classe, com menor volatilidade e retorno mais previsível. Atualmente, nossas recomendações seguem concentradas nos CDBs pós-fixados do Daycoval e do BTG, que, em média, remuneram cerca de 102,5% do CDI.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): a classe entregou +1,79% no mês, praticamente em linha com os +1,81% do IMA-B.
O destaque positivo ficou com o B50 (Tesouro IPCA+), que avançou 2,57%, seguido pelo JURO11 (+2,02%). O B5P211 entregou +1,34% e o IDKA11, +0,99%, enquanto o FIXA11 ficou mais contido em +0,69%. O único ativo levemente negativo foi o KDIF11 (-0,04%).
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): a classe fechou o mês com retorno médio de +2,06%, acima dos +2,05% do IHFA, praticamente no limite do benchmark. Foi um mês bastante consistente, com todos os fundos fechando no positivo e acima do CDI.
O principal destaque foi o Kinea Atlas, com alta de +3,79%, seguido pelo Kapitalo (Kappa e Zeta), que entregou +2,73% em média. O Ibiuna Hedge subiu +2,04%, o Absolute Vertex +1,98% e o Genoa Capital Radar +1,65%.
O Ace Capital (+1,55%) e o SPX Nimitz (+1,52%) completaram o quadro positivo da classe.
Internacional (execução por ativos e fundos): a classe encerrou o mês com +0,16%, acima do benchmark (-0,17%), num mês em que a recuperação global foi expressiva em termos de bolsa, mas o impacto nas carteiras foi mitigado pela queda do dólar no período.
Vale destacar que o benchmark da classe é composto por ativos que também integram as carteiras. Por isso, a performance relativa da classe é explicada principalmente pelas alocações táticas e pelos ativos escolhidos para complementar essas exposições.
No mês, a renda variável global teve desempenho positivo, com o WRLD11 avançando +4,35%, o MS Global Opportunities subindo +4,40% e o ALUG11 com alta de +3,58%. No entanto, como os ativos “táticos” da carteira entregaram resultados proporcionalmente inferiores ao referencial, o desempenho agregado ficou abaixo do WRLD11 no período.
A renda fixa global teve desempenho negativo, com o referencial da classe, composto pelo BNDX11 (-4,52%) e pelo USDB11 (-4,34%), pressionado pelo efeito cambial. Os fundos globais “táticos” acompanharam o movimento, mas recuando em menor intensidade, com PIMCO Income em -3,71% e o Oaktree Global Credit cedendo -2,99%, fazendo com que a carteira ficasse “melhor” que o referencial de renda fixa no período e também suficiente para nos deixar acima do referencial geral.
Alternativos (execução por ativos e fundos): a classe de alternativos entregou 3,18% de retorno médio das quatro faixas de patrimônio. Nas carteiras de até R$ 50 mil, onde a exposição da classe é concentrada exclusivamente em Bitcoin, o desempenho acabou sendo superior, acompanhando a alta de +7,05% da criptomoeda no período.
Já nas faixas acima de R$ 50 mil, a alocação da classe é dividida igualmente entre Bitcoin, NUCL11 e HTEK11. Nesse contexto, o resultado consolidado da classe ficou abaixo do benchmark, em 1,90%, principalmente por conta da queda de -6,23% do HTEK11 no mês.
Por outro lado, o NUCL11 avançou +4,87% no período e ajudou a compensar parcialmente esse movimento. O próprio Bitcoin também seguiu performando bem, beneficiado pela melhora do apetite global por risco ao longo do mês.
Retorno: Carteiras de Valorização por fundos em abril
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como as classes de FIIs, Fundos Multimercados, Internacional e Alternativos são iguais nas execuções por ativos e por fundos, os destaques comentados no tópico anterior para essas classes seguem os mesmos aqui.
Na sequência, mostramos os detalhes das classes de Renda Fixa Pós, Renda Fixa Dinâmica e Ações.
Ações (execução por fundos): em média, nossas carteiras fecharam abril com queda de -1,10%, abaixo do -0,08% do Ibovespa, um mês difícil para a classe na execução via fundos.
O único destaque expressivamente positivo foi o Truxt Long Bias, que avançou +9,34% no mês, presente apenas na faixa acima de R$ 1 milhão e com peso de 3% no total da carteira (ou 20% da classe). Os demais fundos da classe não conseguiram acompanhar: Dahlia Total Return fechou com +1,16% e Oceana Long Biased com +0,92%.
Por outro lado, Forpus Ações recuou -4,28%, Real Investor -4,21% e Ibiuna Equities fechou com -0,64%. Esses fundos têm peso relevante nas faixas menores e intermediárias das carteiras, o que explica em grande parte a distância em relação ao benchmark.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): a classe entregou retorno médio de +1,13% no mês, acima do +1,09% do CDI. O Solis Capital Antares liderou com +1,31%, seguido pelo Solis Antares Pioneiro (+1,20%) e pelo SPX Seahawk (+1,10%). O Valora Guardian entregou +1% e o Vanguard, recém-incorporado ao portfólio (16/04), registrou +0,58%, contra +0,54% do CDI no mesmo período, e acabou impactando positivamente mesmo em seu primeiro mês.
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): abril terminou com retorno de +1,30%, contra +1,81% do IMA-B, abaixo do benchmark, puxado pelo desempenho do KDIF11 (-0,04%). Por outro lado, o IFRA11 entregou +1,54%, contribuindo positivamente para a classe.
A composição da classe inclui fundos passivos ao IMA-B e FI-Infras com pesos iguais, o que reduz naturalmente a dispersão esperada. No mês, o fraco desempenho do KDIF11 foi o principal fator de distância em relação ao benchmark.
Retorno: Carteira de Renda em abril
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
** Acompanha ajustes na alocação base. Última posição: 30% IMA-B, 40% Ifix, 20% Ibovespa, 2% GOLD11 e 8% WRLD11
Ações: as ações da carteira tiveram retorno de -4,12%, ante -0,08% do Ibovespa. Foi o mês mais difícil para a classe na Carteira de Renda, com 7 das 8 ações fechando no vermelho.
A dispersão foi intensa e ocorreu principalmente no lado negativo: KLBN4 recuou -9,39%, SLCE3 caiu -9,14% e GMAT3 fechou com -7,66%, sendo as duas primeiras as com maior peso na carteira, o que amplificou o impacto no resultado da classe.
A única ação que fechou no positivo foi a WIZC3 (+2,87%), que, com peso de 3% (ou 15% da classe), até contribuiu bem, mas não foi suficiente para compensar as quedas mais intensas dos outros nomes.
Fundos Imobiliários: a classe teve um retorno acima do benchmark, com +1,90% frente aos +1,53% do IFIX. No mês, 14 dos 17 fundos fecharam no azul, e 7 deles acima do IFIX.
Os destaques foram o VILG11 (+5,37%), MCRE11 (+4,38%), XPML11 (+3,79%), BTCI11 (+3,64%) e RBRX11 (+3,40%). Demais ficaram entre 0,33% e 2,40%.
O único detrator de maior relevância foi o JSRE11 (-2,76%), que é um dos fundos com o menor peso entre os FIIs da carteira de renda. Além dele, PATL11 (-0,20%) e (-0,03%) também fecharam no vermelho.
Título Público: a classe fechou o mês com retorno de +2,21%, acima dos +1,81% do IMA-B, um mês sólido para os títulos públicos.
Os quatro títulos recomendados fecharam abril no positivo. O principal destaque foi o Tesouro IPCA+ 2060, com alta de +2,54%, seguido pelo Tesouro IPCA+ 2045 (+2,47%). O Tesouro Prefixado 2037 avançou +1,99% e, por fim, o Tesouro IPCA+ 2037 entregou +1,91% no mês.
Todos os títulos ficaram acima do benchmark, o que é especialmente positivo considerando que os vencimentos mais longos são os mais sensíveis a variações de taxa e entregaram os maiores retornos do mês.
Renda Fixa Corporativa: nossa proposta fechou com +1,21%, abaixo do IMA-B, que rendeu +1,81%. O resultado refletiu a composição dos três fundos de infraestrutura recomendados, que possuem presos iguais e tiveram desempenhos distintos no mês.
O JURO11 foi o destaque, avançando +2,02% no período. O IFRA11 entregou +1,54%, enquanto o KDIF11, único ativo da classe com retorno negativo no mês, teve um retorno de -0,04%, e acabou puxando a média da classe para baixo em relação ao benchmark.
Alternativos: por aqui o nosso objetivo não é superar algum referencial, é apenas ter uma exposição aos investimentos internacionais. Em abril entregamos retorno de 2,25%, resultante de uma alocação de 80% em WRLD11 (+4,35%) e 20% no GOLD11 (-5,81%).
O dividend yield da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
O dividend yield (DY) acumulado em 12 meses da Carteira de Renda permaneceu em um patamar robusto ao longo de abril, encerrando o período com dividend yield acumulado de 10,34%, conforme apresentado no gráfico.
No mês, a carteira entregou um dividend yield de 0,66%, acima dos 0,53% observados em março, representando um avanço de 0,13 ponto percentual na distribuição mensal. Os FIIs seguiram como a principal fonte de geração de renda da carteira, mantendo um fluxo de distribuição relativamente estável em relação aos meses anteriores.
Já na classe de ações, WIZC3 teve contribuição positiva relevante no período, adicionando aproximadamente 0,14% ao resultado mensal e ajudando a impulsionar o dividend yield consolidado da estratégia. Por outro lado, os FI-Infra apresentaram uma leve redução na contribuição mensal, com impacto marginal de -0,01% frente ao mês anterior, movimento explicado principalmente pela menor distribuição de JURO11 no período. Ainda assim, a composição diversificada da carteira permitiu manter um nível consistente de geração de renda, mesmo em um ambiente de maior volatilidade nos mercados.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras?
Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual, utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, a exemplo do Ibovespa, do Ifix e de outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5%, dividido por 15%).
Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica aos fundos ou carteiras de investimentos).
No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos o quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias, em um determinado período.
Máximo drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750) — ou máximo drawdown de 50% —, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o dividend yield (DY)
É um indicador que avalia, em termos percentuais, o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos, no período avaliado, pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante o mesmo resultado no futuro.
Histórico dos resultados
Segue abaixo um arquivo Excel com o histórico dos resultados das Carteiras de Valorização e Renda.
DOWNLOAD DO ARQUIVO
Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 26/10/2020
Máximo drawdown das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 7/11/22
Máximo drawdown das Carteiras de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 26/10/2020
Ficamos por aqui...
Abril foi um mês de fortes contrastes nos mercados. Enquanto as bolsas internacionais tiveram uma recuperação expressiva, impulsionadas principalmente pelo setor de tecnologia, o mercado brasileiro seguiu um ambiente mais desafiador, marcado por juros elevados, pressão inflacionária e maior cautela por parte dos investidores.
Aqui na Finclass, nos mantemos tranquilos diante dos movimentos do mercado, sejam eles positivos ou negativos, pois estamos ancorados em uma alocação estrutural bem definida. Com essa base, as narrativas de curto prazo não nos tiram do rumo.
Como sempre, seguimos à disposição para discutir os resultados nas nossas lives semanais, realizadas toda quarta-feira, às 17h, além da comunidade no aplicativo Circle.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo Xavier e Matheus Nascimento
Sobre os analistas
Rodrigo Xavier
Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.
Matheus Nascimento
Analista CNPI
É analista CNPI e integra a equipe de Fundos de Investimento da Finclass. Formado em Gestão Empresarial, construiu sua trajetória no mercado financeiro com foco em análise e acompanhamento de estratégias de investimento. Acredita que o acesso à informação de qualidade é um dos principais diferenciais para o investidor pessoa física e, por isso, busca contribuir com análises claras e responsáveis, auxiliando cada investidor a tomar decisões mais conscientes e alinhadas aos seus objetivos.