Olá, turma!
No relatório de hoje, trouxemos os resultados de agosto de 2024, juntamente com a análise dos ativos e fundos que foram promotores e detratores para a nossa performance.
Para facilitar o seu entendimento ao longo do relatório, veja abaixo a sequência que utilizaremos:
· O que rolou nos mercados
· Alterações nas carteiras em agosto
· Retorno em agosto: carteiras de valorização por ativos
· Retorno em agosto: carteiras de valorização por fundos
· Retorno em agosto: carteira de renda
· O Dividend Yield da carteira de renda
· Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
· Histórico dos resultados
O que rolou nos mercados
O resultado das nossas carteiras
Agosto foi uma montanha-russa de emoções, começamos o mês com os mercados caindo bastante por temor de uma recessão nos Estados Unidos, visto que os dados de atividade e mercado de trabalho começaram a arrefecer em um nível preocupante.
Outro fator que deixou o mercado sob tensão foi o desmonte do carry trade no mercado japonês, um movimento onde o aumento da taxa de juros casado com a valorização da moeda (iene) provocou uma fuga de capitais do país em direção a outros lugares de forma desproporcional, o que levou a bolsa japonesa a estar com um máximo drawdown de 25% no dia 5 de agosto.
Porém, no transcorrer do mês alguns dados melhores foram divulgados e aos poucos os mercados foram se recuperando, encerrando o mês positivos praticamente em todos os lugares do globo e, até mesmo no Japão, a recuperação foi importante, fechando em queda mensal de apenas 1,2%.
Em média, nossas carteiras de valorização novamente fecharam acima do CDI (0,87%), a versão por ativos entregou em média +1,81% e a por fundos +1,30%. Já a carteira de renda, com um peso maior em ações, a classe de maior destaque no mês, rendeu 2,18%.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Pontos positivos
O IBOVESPA, principal índice da bolsa brasileira, fechou com uma alta de +6,54%, contribuindo para que a classe de ações fosse o maior impulsionador dos resultados em nossas carteiras. Vale mencionar também que, com este resultado, a bolsa brasileira se destacou bastante quando comparada às demais bolsas de valores, mundo afora.
Foram dois os principais fatores para este desempenho: a forte entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro e o aumento das expectativas de redução das taxas de juros nos Estados Unidos, que naturalmente já seria muito positivo para ativos de natureza mais arriscada.
A perspectiva de queda nos juros americanos, combinada com uma possível elevação das taxas no Brasil, torna o mercado brasileiro mais atrativo para o capital externo. Esse aumento na demanda por ações brasileiras resulta em uma valorização dos ativos, que são “pressionados” para cima.
Pontos negativos
Pelo lado negativo, temos os criptoativos, que, já fortemente correlacionados com o mercado tradicional, sofreram bastante nos momentos de maior tensão do início do mês. Com quedas acentuadas, eles enfrentaram dificuldades de recuperação devido à magnitude das perdas.
O Bitcoin, por exemplo, recuou 9% até 30 de agosto, enquanto os demais ativos da carteira apresentaram desempenhos ainda piores, tornando essa classe de ativos o único detrator dos nossos resultados do mês.
Além do cenário desafiador, o Bitcoin foi impactado por uma venda isolada de aproximadamente US$ 140 milhões, realizada por um grande investidor não identificado, o que pressionou ainda mais o valor de mercado da principal criptomoeda global.
O Ethereum também sofreu no período, com queda de 21,9%, motivada pelo cenário adverso para criptoativos e pelos resgates mais intensos no ETF à vista.
As alterações nas carteiras em agosto
Em agosto, tivemos três relatórios referenciando ajustes de carteira. Veja abaixo:
1) Em 8 de agosto, publicamos o relatório “Ajuste da carteira de R$ 5 mil, novo ETF de renda fixa e oportunidades no crédito bancário” (clique aqui).
Visando aumentar a eficiência da carteira de valorização por ativos para quem tem até R$ 10 mil, retiramos o fundo BTG Inflation, que detinha 10% da alocação, e no seu lugar incluímos o Tesouro IPCA 2045 com 7,5%.
Os 2,5% restantes foram alocados no fundo de infraestrutura JURO11, que saiu de 5% para 7,5% na proposta.
2) Em 16 de agosto, publicamos o relatório “Mudança nas Carteiras de Valorização e Renda: Venda de VALE3” (clique aqui).
A recomendação de venda da VALE3 impactou a carteira de renda e as carteiras de valorização por ativos com patrimônio igual ou superior a R$ 10 mil.
Não houve a inclusão de outra ação no lugar de VALE3, e o seu peso na alocação foi distribuído igualmente entre as ações que permaneceram nas carteiras.
3) Em 28 de agosto, publicamos o relatório “PENDLE: o pioneiro no mercado de antecipação de recebíveis” (clique aqui).
A inclusão da Pendle afetou as carteiras de valorização com R$ 50 mil ou mais.
Em meio a um cenário mais favorável para as altcoins, o nosso time busca alternativas para elevar o padrão de retornos da carteira. Confira abaixo como ficou nossa nova proposta:
Elaboração: Finclass
Retorno em agosto: carteiras de valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?
Renda Fixa Pós (execução por ativos): Por aqui, não costumamos ter surpresas, uma vez que essa classe é composta inteiramente por Tesouro Selic para patrimônios de até R$ 30 mil, e por uma combinação de 5% em Tesouro Selic e 10% em CDBs, do Banco Daycoval ou BTG, para patrimônios superiores a R$ 30 mil.
Em agosto, todas as carteiras de renda fixa pós-fixadas apresentaram um retorno de 0,90%, considerando duas casas decimais. Isso resultou em um rendimento de 103,5% do CDI para carteiras com patrimônio de até R$ 30 mil e de 104,2% para aquelas com patrimônio superior a esse valor.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): Com exceção das carteiras para valores abaixo de R$ 10 mil, as demais superaram o IMA-B, registrando retornos entre 0,98% e 1% no mês, contra 0,52% do referencial.
No relatório publicado em 8 de agosto, incluímos o Tesouro IPCA 2045 nas carteiras menores. No entanto, o retorno positivo de +1,62% do ativo foi gerado no início do mês, o que não foi absorvido por essas carteiras, resultando em um desempenho ligeiramente inferior ao IMA-B.
Por outro lado, nas demais carteiras, o Tesouro IPCA 2045 esteve presente com uma alocação de 7,5% (ou 37,5% da classe) desde o início do período, beneficiando-se desse movimento positivo. Além disso, as demais recomendações também apresentaram retornos próximos ao benchmark.
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): As carteiras de fundos imobiliários encerraram o mês com um retorno médio de 0,58%, abaixo do IFIX, que foi positivo em 0,86%.
Considerando a natureza mais volátil dessa classe de ativos, não vemos essa diferença como significativa. No entanto, dos doze fundos recomendados, apenas cinco superaram o índice de referência, enquanto sete ficaram abaixo.
Do lado positivo, destacamos o RBFF11 (+2,17%), presente nas carteiras com R$ 10 mil ou mais, e o RBVA11 (+2,50%), que integra as carteiras com R$ 100 mil ou mais.
Por outro lado, o mês foi mais desafiador para o LVBI11 (-2,45%) e o PORD11 (-2,55%), ambos incluídos nas carteiras de R$ 50 mil ou mais.
Note que a performance positiva dos fundos mencionados contribuiu para que as carteiras entre R$ 10 mil e R$ 50 mil tivessem um desempenho ligeiramente superior às demais.
Ações (execução por ativos): Em média, as carteiras apresentaram um retorno de +8,57%, superando o IBOVESPA, que teve alta de +6,54%.
Das sete ações recomendadas até o final do mês, apenas duas ficaram abaixo do benchmark: SLC Agrícola, com queda de 1,67%, e Sanepar, que registrou uma alta de 4,90%.
Tivemos dois grandes destaques, Bradesco (BBDC4) e C&A (CEAB3), que impulsionaram nossos resultados com retornos de +26,0% e +20,5%, respectivamente.
O desempenho poderia ter sido ainda melhor se não fosse o impacto negativo da VALE3, que acumulou perdas de 5,7% até 16 de agosto, data em que foi recomendada para venda. Nesse mesmo período, o IBOVESPA subiu 4,9%.
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): O desempenho médio das carteiras foi de 0,75%, enquanto o CDI rendeu +0,87% e o IHFA +0,79%.
As carteiras com patrimônio de até R$ 500 mil conseguiram superar o IHFA, enquanto as com valor superior a essa faixa ficaram abaixo. Isso se deve, principalmente, à expressiva queda de 3,37% do fundo Giant Zarathustra, que representa 25% da classe de fundos nas carteiras de R$ 500 mil a R$ 1 milhão, e 21% nas carteiras com valor acima de R$ 1 milhão.
Entre os nove fundos recomendados, cinco superaram o IHFA, enquanto quatro ficaram abaixo. O destaque positivo ficou para a gestora Kapitalo, com os fundos Zeta (+4,38%) e Kappa (+3,02%), ambos presentes nas carteiras de R$ 500 mil ou mais, o que ajudou a mitigar o impacto negativo causado pelo fundo da Giant.
Internacional (execução por ativos e fundos): Em média, nossas carteiras entregaram um retorno de +1,76%, enquanto o benchmark composto da classe fechou em +1,25%. Visto que boa parte da carteira é alocada em ativos que também compõem o índice de referência, poucas peças acabam determinando se superamos ou não o benchmark, e, neste mês, esses ativos tiveram um bom desempenho relativo.
Dentre eles, destacamos o ALUG11 (ou VNQ no exterior), que rendeu +4,83% e integra as carteiras de R$ 30 mil ou mais. Ele ocupa uma posição em que o benchmark considera o WRLD11 (ou VT no exterior), que obteve "apenas" +1,69%.
Além disso, merece destaque o fundo Morgan Stanley Global Brands, presente nas carteiras de R$ 1 milhão ou mais, que nos entregou um retorno de +3,75%, também na mesma classe em que o WRLD11 é usado como referência de comparação.
Alternativos (execução por ativos e fundos): Apesar de ser a classe com melhor desempenho no ano e desde o início das carteiras, agosto foi um mês desafiador, com uma queda média de 12,35%, enquanto o Bitcoin recuou 9,04% até 30 de agosto.
No dia 28 de agosto, incluímos o Pendle em nossas carteiras com patrimônio de R$ 50 mil ou mais, mas sua inserção não teve impacto significativo nos resultados do mês.
Nosso desempenho ficou aquém do esperado tanto em termos absolutos quanto na comparação com o Bitcoin, uma vez que os outros três criptoativos recomendados tiveram quedas ainda mais acentuadas: Ethereum (ETH) caiu 21,9%, Chainlink (LINK) recuou 13,4%, e Avalanche (AVAX) registrou uma perda de 9,55%.
Retorno em agosto: carteiras de valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como você já deve saber, as classes de FIIs, fundos multimercado, internacionais e alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): Tivemos mais um mês interessante para os nossos fundos de crédito pós-fixado, com o retorno médio das carteiras em +1,10% contra apenas 0,87% do CDI.
Os fundos que estiveram presentes nas carteiras de R$ 10 mil até R$ 1 milhão obtiveram retornos entre 1,07% e 1,13%, por isso vimos resultados em torno de 1,10%. As carteiras com patrimônio inferior a R$ 10 mil fecharam em +0,90%, pois nesta faixa a proposta prevê investimento apenas no Tesouro Selic.
Mas o grande destaque ficou por conta das carteiras maiores que R$ 1 milhão, as quais tiveram retorno médio de 1,25%, impulsionadas principalmente pelos fundos Solis Capital Antares com +1,76% no mês e pelo Capitânia Radar 90, que subiu 1,32%
A gestora Capitânia vinha enfrentando dificuldades e mostrou forte recuperação em agosto; para mais detalhes sobre esta situação, sugerimos a leitura do post sobre a gestora na nossa comunidade (clique aqui).
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Em agosto, todas as carteiras superaram o IMA-B, com retorno médio de 1,15% contra 0,52% do benchmark.
Dos quatro ativos que recomendamos, apenas um ficou abaixo do índice, o fundo Western Asset IMA-B 5 ativo, que nos entregou retorno de 0,45%.
Além dele, tivemos o KDIF11 (+0,62%) e os passivos IMA-B 5+ (0,74%) que foram pouco superiores ao referencial e, por fim, o grande destaque do mês, o IFRA11, o qual fechou o mês em +2,76% e integra todas as carteiras com R$ 10 mil ou mais.
Ações (execução por fundos): Todas as carteiras dos fundos de ações encerram o mês abaixo do IBOVESPA, com desempenho médio de 4,58% contra 6,54% do índice.
Dos oito fundos que recomendamos, apenas dois superaram o IBOVESPA que foram o Ibiuna Equities (+8,64%) e o Real Investor (+6,57%). Já os demais tiveram retornos entre 1,29% e 5,61%.
O destaque negativo fica por conta do SPX Falcon, o qual integra apenas as carteiras de R$ 1 milhão ou mais.
No ano, o nosso fundo recomendado que mais sofre é o Forpus (-13,1%) e, recentemente, os nossos analistas conversaram com o time de gestão da casa. Segue o link do post que fizemos na comunidade sobre o fundo (clique aqui).
Retorno em agosto: carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% Ifix, 30% IBOVESPA
Renda Fixa Corporativa: A classe foi positiva em 1,36% contra apenas 0,52% do benchmark, o IMA-B.
Atualmente, a nossa proposta de renda fixa corporativa é composta por três fundos de infraestrutura listados em bolsa, todos com o mesmo peso na alocação e abaixo do referencial.
O grande destaque foi o fundo IFRA11, com retorno de 2,76% no mês, seguido pelo JURO11, que fechou em +0,67%, e o KDIF11, com +0,62%
Título Público: Na parcela de títulos públicos, conseguimos fechar pouco acima do IMA-B, com retorno de +0,53%, ante 0,52% do benchmark.
Em agosto, nenhum dos quatro ativos recomendados obteve grande destaque pelo lado positivo ou negativo.
O melhor desempenho ficou por conta do Tesouro IPCA 2040 com juros semestrais, que entregou +0,82% e, pelo lado negativo, observamos a queda de 0,18% do Tesouro prefixado em 2035 com juros semestrais.
Fundos Imobiliários: Nossa carteira obteve retorno de +0,62%, pouco inferior aos 0,86% auferidos pelo IFIX.
Dos 17 fundos recomendados, oito estiveram acima do referencial e nove abaixo, sem nenhum fundo ter apresentado resultado desproporcional suficiente para causar grandes distorções na nossa carteira.
Os maiores retornos ficaram por conta do RBVA11 (+2,50%) e o RBFF11 (+2,17%); já dentre os piores resultados, tivemos o PORD11 (-2,55%) e o LVBI11 (-2,45%).
Ações: Encerramos agosto com alta de 6,05% contra 6,54% do IBOVESPA. Das nove ações que fizeram parte da carteira, apenas três superaram o referencial.
O desempenho também foi afetado pelo impacto negativo da VALE3, que acumulou perdas de 5,7% até 16 de agosto, data em que foi recomendada para venda. Nesse mesmo período, o IBOVESPA subiu 4,9%.
Apesar dos problemas citados, duas ações da nossa carteira tiveram ótimos desempenhos e nos fizeram fechar próximos do benchmark, que foram: o Bradesco (BBDC4) com retorno de 26,01% e a Tegma (TGMA3) com 13,71%.
O Dividend Yield da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Em agosto, nosso Dividend Yield (DY) foi de 1,12%, uma alta relevante em comparação aos 0,61% registrados em julho. No acumulado de 12 meses, estamos com um DY de 9,55%, ligeiramente inferior aos 9,70% acumulados no mês anterior.
As duas classes que influenciaram esse aumento no DY mensal foram ações e títulos públicos. Já os fundos de infraestrutura e fundos imobiliários, que normalmente pagam dividendos mensalmente, mantiveram seus níveis de pagamento e não influenciaram na diferença observada ao compararmos com o mês anterior.
Dos 0,51% de aumento no DY no mês, 0,36% veio das ações, impulsionado pelos proventos de Banco do Brasil, Vale, Kepler, Klabin e Tegma, que não haviam distribuído no mês anterior. O Bradesco também distribuiu um pouco mais que no mês anterior, contribuindo em menor intensidade para o resultado.
O restante do aumento foi gerado pelo pagamento de juros semestrais do Tesouro IPCA 2040, que tem peso de 5% na carteira e adicionou 0,27% ao DY. No entanto, o Tesouro Prefixado 2035, que representa 2,5% da carteira e havia distribuído juros no mês anterior, acabou subtraindo 0,12% na base comparativa.
Assim, o efeito líquido dos títulos públicos foi de 0,15%, que somado aos 0,36% das ações, resulta no aumento total de 0,51% no DY da carteira.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras
Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual e utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais que indicamos para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o IBOVESPA, IFIX e outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).
Falando um pouco sobre volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica a fundos ou carteiras de investimentos).
No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias em um determinado período.
Máximo Drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown sería de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o dividend Yield (DY)
É um indicador que avalia, em termos percentuais, o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.
Histórico dos resultados
Retorno das carteiras de valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno das carteiras de valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno da carteira de renda
Retorno da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Volatilidade de 252 dias úteis das carteiras de valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Máximo drawdown das carteiras de valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Máximo drawdown da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Ficamos por aqui
Os mercados estão muito sensíveis nos últimos tempos, quedas e altas estão um pouco mais acentuadas que o normal, indicando um período de maior incerteza e insegurança.
As nossas carteiras, aqui na Finclass, são montadas para nos protegermos da melhor maneira nos ciclos de queda e ganharmos acima da média nas altas; por isso, estamos tranquilos, uma vez que todos os gatilhos de proteção ao risco e diversificação estão devidamente trabalhados em nossa proposta.
O mês de agosto começou muito mal e terminou bem, mas poderia ter sido ao contrário e ainda assim estaria tudo bem, pois nossa visão sempre foi e continuará sendo de longo prazo.
Se tiver dúvidas relacionadas aos nossos resultados ou qualquer outro tipo de questão, sugiro que compartilhe conosco em nossa comunidade no aplicativo do Circle. Lá, você poderá interagir com os analistas e outros assinantes, além de acessar conteúdos exclusivos sobre o acompanhamento do mercado.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo Xavier