Resumo dos principais acontecimentos do mercado financeiro em agosto e as alterações realizadas nas carteiras ao longo do mês;
A performance das carteiras em agosto de 2025
Escrito por Rodrigo Xavier, Ana Farias em OUTROS
Neste relatório, você encontrará:
Os retornos totais e por classe de ativo das Carteiras de Valorização e de Renda em agosto, com uma explicação dos ativos e fundos que tiveram maior relevância nos resultados totais;
Uma explicação sobre os conceitos de cálculo utilizados e o histórico dos nossos resultados.
Anexos
O que rolou nos mercados
O resultado das nossas carteiras
O mês de agosto trouxe resultados positivos para ambas as estratégias. A Carteira de Valorização registrou um retorno médio de 1,51% na implementação via ativos e de 1,73% na implementação via fundos.
Entre os destaques, a classe de alternativos avançou 2,87%. Embora esse resultado não seja expressivo considerando a natureza da categoria, torna-se bastante relevante diante da queda de -9,17% registrada pelo seu benchmark.
A carteira conseguiu se sobressair por ter aproveitado o bom momento das ações locais (Ibovespa fechou em +6,28%). Já a parcela internacional apresentou recuo de -0,92%, impacto explicado principalmente pela desvalorização do dólar em relação ao real (-3,23%).
Enquanto isso, a Carteira de Renda que tem maior peso em renda variável brasileira avançou 2,46% no período, encerrando o mês muito bem mas um pouco abaixo do seu benchmark composto, que rendeu 2,59%.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Cenário local
Em agosto, os ativos domésticos contribuíram para o resultado positivo. O Ibovespa avançou 6,28%, chegando a renovar sua máxima histórica no período. O IFIX acompanhou o CDI, ambos com ganho de 1,16%, enquanto o IMA-B, que reflete o desempenho dos títulos públicos atrelados à inflação, subiu 0,84%. Essa melhora foi impulsionada principalmente pelo clima mais positivo, com a redução das preocupações com possíveis tarifas de importação dos EUA sobre produtos brasileiros e pela ausência de novos ruídos relevantes no período.
Além disso, os dados de atividade de junho, divulgados em agosto, mostraram que a economia brasileira começou a dar sinais de desaceleração no segundo trimestre de 2025. Ainda assim, o mercado de trabalho segue aquecido, com geração de empregos formais, salários crescendo acima da inflação e a taxa de desemprego no menor nível histórico. Contudo, os efeitos da política monetária restritiva já começam a se tornar mais visíveis.
A inflação de julho, também divulgada no mês, surpreendeu para baixo, refletindo quedas em itens como alimentação no domicílio e bens industriais. Esse resultado reforçou o sentimento mais otimista no mercado em relação a um início do ciclo de corte de juros.
Diante desse cenário mais favorável no âmbito local, os juros longos apresentaram queda ao longo do mês.
Cenário global
Os mercados internacionais registraram desempenho positivo, impulsionados sobretudo pela expectativa de que o Banco Central Americano (Fed) possa iniciar em breve o ciclo de cortes de juros. Essa percepção ganhou força diante da perda de fôlego do mercado de trabalho, após o relatório de emprego de julho apresentar uma revisão significativa para baixo na criação de vagas dos últimos meses.
Nesse contexto, o presidente do Fed, Jerome Powell, reconheceu os riscos ao mercado de trabalho e sinalizou que, caso não ocorram novas surpresas, a autoridade monetária deve reduzir a taxa de juros em 25 pontos-base na reunião de setembro. Essa sinalização contribuiu para o bom desempenho das bolsas globais em agosto. Além disso, as grandes empresas divulgaram resultados corporativos sólidos, reforçando a confiança dos investidores e sustentando o otimismo ao longo do mês.
Na Europa, os indicadores de atividade superaram as expectativas, especialmente no setor industrial. O recente aumento das tarifas de importação, mesmo com os acordos já existentes, não trouxe impacto comparável ao de 2018, quando a região foi surpreendida pelas tarifas americanas sobre aço e alumínio, sem tempo hábil para ajustes ou acordos, o que gerou forte incerteza e pressão sobre empresas e cadeias produtivas. Dessa vez, o cenário mostrou-se mais controlado, permitindo que o bom humor dos mercados fosse mantido. Ainda assim, questões políticas e fiscais continuam a inspirar cautela, sobretudo na França.
O mercado acionário global foi bem de forma geral, com o S&P 500 subindo +1,91%, o Stoxx 600 +0,74%, Hang Seng +1,23% e Nikkei 225 +4,07%.
No mercado de criptoativos, agosto foi marcado por novas máximas: o Bitcoin chegou a US$ 124 mil, enquanto o Ethereum se aproximou de US$ 5 mil. Contudo, a instabilidade política global pesou no final do mês, levando o Bitcoin a devolver os ganhos e encerrar em queda, enquanto o Ethereum ainda conseguiu fechar em alta.
Resumidamente, agosto foi marcado por um maior apetite ao risco nos mercados globais. Como consequência, o dólar se desvalorizou, enquanto as bolsas avançaram e os juros recuaram, em um movimento sustentado pela retomada das apostas em cortes na taxa de juros americana.
As alterações das carteiras em agosto
Em agosto, realizamos duas mudanças em nossas recomendações:
04/08 – Publicamos o relatório “Nova Integrante na Carteira de Valorização: AZZAS 2154 (AZZA3). A ação entrou nas carteiras de valorização por ativos sem que outra saísse, a adição vale apenas para carteiras maiores de R$ 50 mil. Clique aqui, para entender os detalhes.
20/08 – Divulgamos o relatório “XPCI11 substitui PORD11: reforço de peso entre os FIIs de Papel High Grade”. A troca afeta tanto a carteira de renda quanto as de valorização para patrimônios acima de R$ 50 mil. Adicionalmente, houve ajustes de pesos na alocação dos fundos RBFF11, CPTS11, RBVA11, BTHF11 e MCRE11. Clique aqui para acessar conferir os detalhes.
Retorno: Carteiras de Valorização por ativos em agosto
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
A seguir, explicamos quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?
Renda Fixa Pós (execução por ativos): a classe manteve desempenho muito próximo ao CDI, porém, ligeiramente acima, como de costume. As carteiras com patrimônio inferior a R$ 30 mil renderam 1,17%, enquanto as demais entregaram 1,20% de retorno, todas as faixas superando os 1,16% do CDI no período.
Já nas faixas a partir de R$ 30 mil, a classe é composta por um terço em Tesouro Selic e dois terços em CDBs do BTG ou Daycoval, resultando em uma rentabilidade média de 1,20%.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): o retorno médio das carteiras foi de 1,71%, acima do índice de referência, o IMA-B, que avançou 0,84% no período.
O destaque ficou para os FI-Infras. O KDIF11, presente nas carteiras acima de R$ 100 mil, subiu 3,45% e contribuiu para que essas faixas alcançassem retorno de 1,84%. Já o JURO11, presente em todas as faixas, registrou alta de 3,04%.
Além disso, o ETF FIXA11, incluído desde as carteiras menores, também apresentou valorização favorável de 2,01%.
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): o desempenho médio das carteiras foi de 0,99%, abaixo do Ifix, que avançou 1,16% no mês.
Entre os treze FIIs que compuseram a proposta, oito superaram o referencial. Os principais destaques positivos foram: RBVA11 (+3,95%), CPTS11 (+3,56%) — este com maior peso na carteira de R$ 30 mil, o que impulsionou seu retorno para 1,73% — e VILG11 (+2,25%).
Por outro lado, apresentaram desempenho negativo o PORD11 (-6,40%) — que deixou a carteira em 20/08 —, RBFF11 (-4,30%), BRCR11 (-0,19%) e RVBI11 (-0,14%) — este último presente em todas as faixas.
Ações (execução por ativos): a média da classe foi de 4,58%, abaixo do seu índice de referência, que subiu 6,28% em agosto.
A única carteira que superou o Ibovespa em agosto foi a de até R$ 10 mil, composta exclusivamente por um ETF que replica o próprio índice, com valorização de +6,64% no mês.
No universo das sete ações recomendadas no período, apenas duas conseguiram superar o desempenho do Ibovespa: Banco do Brasil (+8,58%) e Bradesco (+8,50%). Vale destacar que o Banco do Brasil já tem participação nas carteiras entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, enquanto o Bradesco só entra nas maiores de R$ 50 mil.
No campo negativo, destacaram-se as ações da SLC Agrícola (-4,53%) e da Azzas (-2,72%). Como ambos os papéis integram as carteiras acima de R$ 50 mil, seu desempenho acabou impactando o resultado do período, que andou 3,65%.
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): no mês, o retorno médio das carteiras foi de 1,57%, inferior ao IHFA que avançou 2,24%, mas superior ao CDI que subiu 1,16%.
Entre os destaques positivos, ressaltamos o desempenho do Ibiúna Hedge STH, que avançou 2,81% e está presente nas carteiras a partir de R$ 500 mil. Também se destacaram o fundo SPX Nimitz, com alta de 2,69%, e o Kapitalo Zeta, que registrou valorização de 2,64%.
Nas carteiras menores, o Ace Capital apresentou resultado positivo de 2,61%, sendo o único multimercado incluído na faixa mínima, fator que contribuiu para que essa estratégia tivesse desempenho superior em relação às demais.
Por outro lado, destacou-se negativamente o fundo sistemático Giant Zarathustra, que recuou 2,64%. Alocado nas carteiras acima de R$ 500 mil, esse resultado impactou principalmente a carteira de R$ 1 milhão; ainda assim, o efeito adverso foi parcialmente compensado pelo bom desempenho dos demais fundos.
Internacional (execução por ativos): o retorno médio foi de -0,92%, ligeiramente abaixo do referencial, que recuou -0,88% no mês.
No campo positivo, destacou-se o GOLD11 (IAU no exterior), com alta de 1,77%, refletindo a maior busca dos investidores por ativos considerados como proteção.
Na ponta negativa, os destaques foram o BNDX11 (BNDX no exterior), que caiu -3,13%, o fundo MS Global Opportunities Dólar (-3,11%) e o USDB11 (BND no exterior), com queda de -2,20%. Importante ressaltar que, quando analisados em termos reais, os mesmos ativos apresentaram resultado oposto, com ganhos de +2,67%, +0,03% e +2,41%, respectivamente. Isso mostra que o desempenho negativo em reais se deveu exclusivamente à forte desvalorização do dólar no período.
O retorno médio das carteiras ficou ligeiramente abaixo do referencial pois o fundo MS Global Opportunities (-3,11%), que é um dos representantes da parcela destinada a renda variável global ficou abaixo do WRLD11 (-0,40%), que também faz parte da carteira mas compõe o benchmark também.
Alternativos (execução por ativos e fundos): a classe registrou retorno médio de 2,87% em agosto, um resultado modesto em termos absolutos, mas significativo diante da forte queda de -9,17% do benchmark (BTC) no período.
Todas as quatro altcoins recomendadas tiveram desempenho superior ao do Bitcoin. O destaque foi o Chainlink, com expressiva alta de +33,87%, seguido por Ethereum (+14,25%) e Pendle (+11,25%). A única exceção foi a Ondo, que caiu -4,58%, ainda assim com perda menos acentuada que a do BTC.
Mesmo em um cenário de lateralização nos últimos dois meses, as altcoins ganharam força em agosto e mostraram resiliência frente ao Bitcoin. Esse movimento representa o primeiro sinal concreto da tão esperada “altseason”, reforçando nossa visão otimista para o segmento.
Retorno: Carteiras de Valorização por fundos em agosto
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como você já deve saber, as classes de FIIs, Fundos Multimercados, Internacionais e Alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem aqui também.
Portanto, a seguir, trazemos os detalhes das classes Renda Fixa Pós, Renda Fixa Dinâmica e Ações.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): nossas carteiras registraram retorno médio de 1,03% em agosto, abaixo do CDI (1,16%), índice de referência da classe.
Entre os destaques positivos, os FIDCs se sobressaíram: o Valora Guardian rendeu 1,33% e o Solis Capital, 1,29%. Ambos, por restrição regulatória, estão presentes apenas nas carteiras acima de R$ 1 milhão.
Na ponta negativa, os fundos da Capitânia foram os principais responsáveis pela performance abaixo das demais faixas. O Capitânia Premium 45, presente nas carteiras entre R$ 10 mil e R$ 500 mil, inclusive, o único fundo da faixa de R$ 10 mil a R$ 30 mil, avançou 0,92%. Já o Capitânia Radar 90, incluído nas carteiras acima de R$ 1 milhão, rendeu apenas 0,67% no período.
Os demais fundos da classe apresentaram desempenho mais próximo ao referencial, com resultados entre 1,14% e 1,17%.
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): o resultado médio da classe foi de 2,10% em agosto, desempenho superior ao seu benchmark, o IMA-B, que avançou 0,84% no período.
A carteira destinada a patrimônios de até R$ 10 mil foi a que apresentou o melhor resultado entre as faixas, com valorização de 3,45%, exatamente o retorno do KDIF11, único ativo alocado nessa faixa patrimonial.
Nas demais faixas, a alocação, composta por 50% em fundos passivos atrelados ao IMA-B (0,81%), 25% em KDIF11 (+3,45%) e 25% em IFRA11 (+2,24%), resultou em um retorno de 1,87% no mês.
Ações (execução por fundos): o retorno médio da classe foi de 5,81% em agosto, abaixo do Ibovespa, que avançou 6,28% no período. Porém, o mês foi bastante positivo para o mercado acionário doméstico, refletindo o bom momento dos ativos de risco locais.
Dos oito fundos recomendados, cinco superaram o benchmark, enquanto três ficaram abaixo. O grande destaque foi o Ibiúna Equities, que registrou expressivos +9,42% no mês. Presente nas carteiras a partir de R$ 30 mil, o fundo teve papel importante para impulsionar o desempenho dessas faixas patrimoniais. Na sequência, destacaram-se o Real Investor, com alta de +7,55%, e o Dahlia Total Return, que encerrou o período com valorização de +6,83%.
O Brasil Capital, presente desde a menor carteira, andou 3,33%, o que acabou prejudicando nosso retorno médio. Os demais fundos apresentaram resultados entre 5,24% e 6,82%, mostrando desempenho relativamente alinhado ao índice de referência.
Retorno: Carteira de Renda em agosto
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% Ifix, 30% Ibovespa.
Renda Fixa Corporativa: nossa carteira encerrou agosto com retorno de 2,97%, superando com folga o IMA-B, que avançou 0,84% no período.
A estratégia é composta por três fundos de infraestrutura com pesos iguais na alocação. O KDIF11 foi o destaque, com ganho de 3,45%, seguido pelo JURO11, que rendeu 3,07%. Já o IFRA11 apresentou o menor desempenho entre os três, com alta de 2,24%, ainda assim contribuindo positivamente para o resultado da classe.
Título Público: a rentabilidade dos títulos públicos recomendados foi de 0,81%, enquanto o IMA-B apresentou queda de 0,84% no período.
Houve fechamento ao longo da curva de juros futuros, o que trouxe algum suporte ao desempenho. Ainda assim, o movimento não foi suficiente para superar o índice que representa os títulos públicos pré-fixados atrelados à inflação.
Os quatro papéis recomendados pelo nosso time registraram desempenho positivo, porém e abaixo do benchmark da classe, com variações entre 0,04% e 0,84%.
Fundos Imobiliários: as nossas carteiras concluíram o mês com uma valorização de 1,54%, superior ao Ifix, que fechou em 1,16%.
Dos 18 que compuseram a classe no mês, tivemos onze superando o benchmark, com grande destaque para o PATL11, que rendeu +6,53%. Na sequência tivemos o RVBA11(+3,95%) e o CPTS11 (+3,60%).
Pelo lado negativo podemos citar o PORD11 (-6,40%), que deixou a carteira em 20/08, RBFF11 (-4,30%), JSRE11 (-1,93%) e BRCR11 (-0,19%). Já os outros FIIs não citados tiveram desempenho entre -0,14% e 3,25%.
Ações: no mês, registramos um ganho de 4,87%, enquanto o Ibovespa andou 6,28%. Das oito ações recomendadas, quatro apresentaram desempenho superior e quatro abaixo e do referencial.
No campo positivo, destacaram-se Kepler Weber (+15,73%), Banco do Brasil (+8,58%), Bradesco (+8,50%) e Banco BMG (8,12%).
Já pelo lado negativo, tivemos queda em SLC Agrícola (-4,53%). As demais peças renderam entre 0,85% e 2,08%.
O dividend yield da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Nosso dividend yield (DY) em agosto foi de 0,81%, acima dos 0,73% registrados em julho. Na janela de 12 meses, porém, o indicador recuou de 10,41% para 10,10%.
A queda nos dividendos da classe de FI-Infra (-0,02%) foi explicada, principalmente, pela redução na distribuição do IFRA11 (de R$ 1,03 para R$ 0,90) e do KDIF11 (de R$ 1,25 para R$ 1,00). Em contrapartida, os títulos públicos registraram leve alta de +0,03%. Apesar da ausência de pagamento de cupom nos prefixados (-0,12%, equivalentes a 2,5% da carteira), o efeito foi compensado pelos juros semestrais da NTN-B 60 (+0,15%, também com peso de 2,5% na alocação). Já os fundos imobiliários permaneceram estáveis, sem variação no período.
Na classe de ações, o resultado foi positivo em +0,07%, impulsionado por Klabin (+0,05%), que no mês anterior não havia distribuído rendimentos, e por Kepler (+0,07%). Já o BMG que pagou no mês passado e não neste, fez reduzir o DY em -0,05%.
No consolidado, a carteira encerrou o mês com distribuição de +0,08%, refletindo um cenário de dividend yield consistente, mesmo diante da redução pontual em alguns ativos de infraestrutura.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras?
Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual, utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, a exemplo do Ibovespa, do Ifix e de outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5%, dividido por 15%).
Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica aos fundos ou carteiras de investimentos).
No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos o quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias, em um determinado período.
Máximo drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750) — ou máximo drawdown de 50% —, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o dividend yield (DY)
É um indicador que avalia, em termos percentuais, o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos, no período avaliado, pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante o mesmo resultado no futuro.
Histórico dos resultados
Segue abaixo um arquivo Excel com o histórico dos resultados das Carteiras de Valorização e Renda.
DOWNLOAD DO ARQUIVO
Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 26/10/2020
Máximo drawdown das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 7/11/22
Máximo drawdown das Carteiras de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 26/10/2020
Ficamos por aqui...
O mês de agosto trouxe resultados positivos em algumas classes e mais desafiadores em outras, com destaques relevantes em renda variável e certa pressão nos ativos dolarizados. Ainda assim, seguimos entregando retornos consistentes e dentro da proposta de cada faixa patrimonial, sempre reforçando o papel diversificação entre papéis e classes.
Reiteramos que o essencial é manter a disciplina e o foco na alocação estrutural, pois é essa resiliência que assegura a construção de valor no longo prazo, independentemente das oscilações de curto prazo dos mercados.
Como sempre, permanecemos à disposição para conversar sobre os resultados em nossas lives que ocorrem toda quarta-feira, às 17h, e na comunidade do aplicativo Circle.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo Xavier, Ana Flávia
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Sobre os analistas
Rodrigo Xavier
Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.
Ana Farias
Analista de Fundos
Analista CNPI, analista de fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Formada em Ciências Econômicas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e técnica em Administração pela Escola Técnica Estadual (ETEC). Atuo desde o início da carreira no mercado financeiro, com experiência nas áreas de Inteligência de Mercado no Bradesco, Estratégia Comercial e Estratégia de Investimento no Banco Safra. Atualmente, sou analista de fundos e alocação de portfólio na Finclass, com foco em comunicar finanças de maneira clara e acessível para apoiar a tomada de decisões financeiras.