Vídeo completo com os retornos totais e por classe de ativo das carteiras de Valorização e de Renda em agosto, com uma explicação dos ativos e fundos que tiveram maior relevância nos resultados totais;
A performance das carteiras em agosto de 2026
Escrito por Rodrigo Xavier, Matheus Nascimento em OUTROS
Neste relatório, você encontrará:
Uma explicação sobre os conceitos de cálculo utilizados e o histórico dos nossos resultados.
Todo mês reunimos aqui, neste relatório de performance, o resultado detalhado das nossas carteiras em formato de texto.
A partir de agora, essa análise vem também em vídeo: o Rodrigo comenta o cenário, as alterações e o desempenho de cada classe, ativo por ativo. Logo abaixo do vídeo, um resumo escrito e todas as tabelas de retorno ficam à disposição para você consultar quando quiser!
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Resumo do mês
O Ibovespa caiu 0,33% em agosto, em um mês marcado por bastante volatilidade. O índice chegou a acumular perdas maiores ao longo do mês, mas reagiu na reta final e encerrou agosto aos 177 mil pontos. O movimento doméstico continuou bastante ligado à dinâmica dos juros, ao fluxo estrangeiro e às incertezas fiscais e eleitorais. Entre os ativos locais, o IFIX recuou 1,46%, enquanto o CDI entregou 1,09%, mantendo a renda fixa pós-fixada como uma alternativa bastante competitiva diante do nível ainda elevado da Selic.
Lá fora, o cenário foi mais positivo. O S&P 500 subiu 2,62%, enquanto o Nasdaq avançou 4,18%, sustentado principalmente pela força das empresas de tecnologia e pela continuidade do interesse em inteligência artificial. O Dow Jones ganhou 1,34% e o STOXX 600 avançou 0,29%. Na Ásia, o Nikkei 225 subiu 3,09%, enquanto o Hang Seng caiu 1,23%. Apesar da alta no mês, a reta final trouxe mais cautela aos mercados globais, principalmente após a alta do petróleo e a pressão sobre os juros americanos.
No câmbio, o movimento foi de alta de 2,13% do dólar, que encerrou agosto próximo de R$ 5,18. A moeda chegou a superar R$ 5,20 durante o mês, em meio ao fluxo negativo de capital estrangeiro e à maior percepção de risco nos mercados emergentes. Mesmo com a alta mensal, o dólar ainda acumulava queda no ano.
Nas commodities, o destaque ficou com o petróleo Brent, que avançou 7,14% e encerrou o mês próximo dos US$ 90 por barril. O movimento ganhou força principalmente na reta final, com o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O ouro disparou, reforçando seu papel como ativo de proteção em um ambiente de maior incerteza, enquanto o Bitcoin subiu 27,27% em reais.
Para as nossas carteiras, agosto foi um mês bastante positivo. A ARCA Valorização por ativos subiu 2,60%, acima do benchmark de valorização, que avançou 2,20%. Na visão por fundos, a carteira teve alta de 1,97%. Já a ARCA Renda avançou 0,77%, também acima do benchmark de 0,49%.
O principal ponto do mês foi justamente a capacidade de a diversificação contribuir para o resultado. Enquanto o Ibovespa e o Ifix terminaram agosto no negativo, as nossas carteiras conseguiram entregar retornos positivos e acima dos respectivos benchmarks, mostrando na prática a importância de combinar diferentes classes de ativos e estratégias na construção do portfólio.
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Os retornos em diferentes janelas
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Abaixo, disponibilizamos um arquivo Excel com o histórico de resultados das carteiras de Valorização e de Renda.
DOWNLOAD DO ARQUIVO
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O resultado por classe no mês
As tabelas abaixo trazem um resumo com o retorno de cada classe contra o seu benchmark. Os destaques ativo por ativo estão no vídeo do começo deste relatório.
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ARCA VALORIZAÇÃO – POR ATIVOS
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ARCA VALORIZAÇÃO – POR FUNDOS
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ARCA RENDA
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O DIVIDEND YIELD DA CARTEIRA DE RENDA
A carteira de renda encerrou agosto com dividend yield de 9,58% em 12 meses. No mês, o pagamento de cupom do Tesouro IPCA+ 2060 adicionou 0,16% e compensou a ausência do pagamento do Tesouro Prefixado, realizado no mês anterior, que retirou 0,12%.
Entre os destaques positivos, as ações BBSE3 e BRBI11, juntas, adicionaram 0,12%. Os FIIs também tiveram uma leve contribuição positiva, de 0,02%. Somando essas contribuições, o dividend yield apresentou um aumento de aproximadamente 0,18% em relação ao mês anterior.
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Orientações sobre como calculamos nossas carteiras
Neste tópico, resumimos alguns conceitos importantes para a leitura dos nossos relatórios.
Como calculamos o retorno das carteiras?
Nossas carteiras seguem a metodologia usual de carteiras teóricas: consideramos um rebalanceamento diário, mantendo os percentuais definidos para cada ativo. Também consideramos o reinvestimento dos dividendos, assim como ocorre nos principais índices do mercado.
Retorno por classe
O retorno de cada classe é calculado como se ela fosse uma carteira independente, permitindo comparar o desempenho das escolhas dos nossos analistas com o respectivo benchmark.
Para isso, os ativos são redistribuídos proporcionalmente dentro de cada classe. Por exemplo, um ativo que representa 1,5% da carteira total, dentro de uma classe que corresponde a 15%, terá peso de 10% no cálculo daquela classe.
Volatilidade
A volatilidade mede a frequência e intensidade das oscilações de um ativo, fundo ou carteira. Nos relatórios, ela é apresentada de forma anualizada e busca indicar o quanto os retornos podem variar ao longo do tempo.
Máximo drawdown
É a maior queda registrada entre um ponto de máxima e o menor valor seguinte, antes de uma recuperação. É uma medida importante para entender o risco de perda de uma carteira.
Por exemplo, se um investimento sobe de R$ 1.000 para R$ 1.500 e depois cai para R$ 750, o máximo drawdown é de 50%.
Dividend yield (DY)
O dividend yield indica quanto um investimento gerou em dividendos em relação ao seu preço em determinado período. O cálculo considera os dividendos pagos divididos pela cotação de fechamento do ativo.
Vale lembrar que o DY passado não garante o mesmo resultado no futuro.
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Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização
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Volatilidade de 252 dias úteis da Carteira de Renda
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Máximo drawdown das Carteiras de Valorização
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Máximo drawdown da Carteira de Renda
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Ficamos por aqui...
Agosto mostrou mais uma vez a importância de manter uma estratégia bem diversificada e olhar para o longo prazo. Mesmo em um mês de bastante volatilidade e com alguns dos principais índices locais no campo negativo, nossas carteiras conseguiram entregar bons resultados e, no caso da ARCA Valorização por ativos e ARCA Renda, superar seus benchmarks.
É esse o objetivo da nossa alocação: construir uma carteira que não dependa de um único cenário para funcionar e que esteja preparada para “atravessar” diferentes momentos do mercado.
Ficamos por aqui, mas seguimos à disposição nas lives semanais, toda quarta às 17h, e na comunidade do Circle. Críticas e sugestões são sempre bem-vindas.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo - CNPI 8996
Matheus - CNPI 10124
Sobre os analistas
Rodrigo Xavier
Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.
Matheus Nascimento
Analista CNPI
É analista CNPI e integra a equipe de Fundos de Investimento da Finclass. Formado em Gestão Empresarial, construiu sua trajetória no mercado financeiro com foco em análise e acompanhamento de estratégias de investimento. Acredita que o acesso à informação de qualidade é um dos principais diferenciais para o investidor pessoa física e, por isso, busca contribuir com análises claras e responsáveis, auxiliando cada investidor a tomar decisões mais conscientes e alinhadas aos seus objetivos.