O resumo dos principais acontecimentos do mercado financeiro em 2025 e as últimas alterações realizadas nas carteiras;
A performance das carteiras em dezembro e no ano de 2025
Escrito por Rodrigo Xavier em OUTROS
Neste relatório, você encontrará:
Os retornos totais e por classe de ativo das Carteiras de Valorização e de Renda em dezembro e no ano, com uma explicação dos ativos e fundos que tiveram maior relevância nos resultados totais;
Uma explicação sobre os conceitos de cálculo utilizados e o histórico dos nossos resultados.
Anexos
O que rolou nos mercados
O resultado das nossas carteiras
As nossas carteiras encerraram o mês e o ano positivas e com desempenhos superiores ao “alto” CDI.
As carteiras de valorização por ativos fecharam com retorno médio de 1,91% no mês e 17,67% no ano, enquanto as carteiras executadas por fundos avançaram 1,93% em dezembro e 15,75% no acumulado de 2025. No mesmo período, o CDI registrou 1,22% no mês e 14,31% no ano, o maior retorno anual depois de 2006.
A carteira de renda teve desempenho ainda mais forte, com 4,83% no mês e 25,04% no ano, beneficiada por uma maior alocação em renda variável local.
Entre as classes de ativos, os principais destaques de 2025 ficaram com as ações locais e os fundos imobiliários, ambos com retornos médios superiores a 20% quando medidas pelos seus principais índices de mercado. Na direção oposta, os criptoativos foram a única classe a fechar o ano no vermelho, justamente em um período em que se esperava bastante da temporada de pós halving do bitcoin, ocorrido em 2024.
Seguem abaixo os retornos em diferentes janelas de tempo.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Cenário local
Apesar da sempre presente instabilidade política, a renda variável brasileira apresentou boa performance em dezembro e no ano.
O Ibovespa subiu 1,29% em dezembro e 33,95% em 2025, já o Ifix encerrou dezembro com +3,14% e 2025 em 21,15% no ano. A bolsa brasileira, inclusive, supera 50% em dólar no ano, uma vez que a nossa moeda também se apreciou frente à moeda americana.
Se olharmos para os dados mais absolutos, o que se viu em 2025 foi um aumento dos juros, com a meta da Selic atingindo 15% e se mantendo nesse patamar até o fim do ano, a atividade arrefecendo um pouco e algumas complicações relacionadas à dívida pública. Apesar destes pontos desafiadores, o fato de os preços no mercado acionário estarem atrativos para compra e a entrada de R$ 26,8 bilhões dos investidores estrangeiros na nossa bolsa contribuíram bastante para o resultado positivo do Ibovespa.
Dado que, apesar da alta observada em 2025, os preços das ações e fundos imobiliários ainda estão com muito desconto e os juros também têm tudo para ceder nos próximos meses, julgamos que existem boas perspectivas para se investir em renda variável brasileira em 2026.
Cenário global
Em meio às instabilidades geopolíticas oriundas das políticas comerciais impostas pelo presidente americanos Donald Trump, vimos sinalizações de ligeiro enfraquecimento dos Estados Unidos enquanto maior potência global, e como consequência o que se viu foi um movimento de rotação do dinheiro nas bolsas globais saindo dos Estados Unidos rumo a outras economias em 2025.
Dada a relevância do mercado americano, o que significou “pouco” dinheiro saindo dos Estados Unidos, se revelou como uma “forte” entrada de recursos em outros países, por isso vimos diversas bolsas europeias, asiáticas e de países emergentes subindo significativamente pelo motivo da entrada de recursos novos pressionando preço para cima.
Só para citar alguns resultados, deixo abaixo as rentabilidades de alguns dos principais índices de mercado em moeda local:
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Perceba que as bolsas europeias subiram entre 10% e 20%, Japão (Nikkei 225) e China (Hang Seng) pouco acima de 25%, o nosso Brasil em alta de quase 34%, ou seja, essa movimentação de capitais somada à queda nos juros da maioria dos países mundo afora (não todos) contribuiu para bons resultados em bolsa.
Outro ponto que vale ser mencionado foi o ouro, que em meio à alta instabilidade geopolítica sobe forte novamente e, depois de já ter subido 61,6% em 2024, em 2025 subiu mais 46,9%.
A grande decepção do ano foi o Bitcoin e o segmento de criptoativos no geral, que, com grande euforia do mercado oriunda da temporada pós halving do Bitcoin, encerra 2025 no negativo.
As alterações das carteiras em dezembro
No mês de dezembro tivemos duas modificações nas carteiras:
- Em 10/12 publicamos o relatório “Ajuste no percentual de recomendações: CPTS11 e RBVA11”, que se refletiu em alterações nas Carteiras de Valorização para quem tem acima de R$ 200 mil e na Carteira de Renda.
Nele, reduzimos a alocação em RBVA11 e aumentamos em CPTS11, para aproveitar o desconto e o potencial de valorização maior do CPTS11, sem que os demais fundos da carteira tivessem algum tipo de modificação.
- Em 16/12 publicamos o relatório “Nova integrante das carteiras recomendadas: Wiz Co. (WIZC3)”, que se refletiu em todas as carteiras de valorização e na carteira de renda.
No relatório incluímos a WIZC3 com peso de 4,5% da alocação total na carteira de renda. Para isso, tivemos que reduzir a posição da maior parte das demais ações.
Já na carteira de valorização, a WIZC3 entrou causando a retirada do Bradesco (BBDC4), além disso, reduzimos em 0,5% as posições de AZZA3 e LJQQ3, para diminuir pontualmente nossa exposição ao setor de varejo.
Retorno: Carteiras de Valorização por ativos
Em dezembro
Em 2025
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
A seguir, explicamos quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?
Renda Fixa Pós (execução por ativos): nossas carteiras entregaram 1,25% no mês e 14,77% no ano, ligeiramente acima do CDI, que foi de 1,22% no mês e 14,31% no ano.
Na execução por ativos não tivemos surpresas negativas nem no mês nem no ano, atualmente estamos alocados totalmente em CDBs de alta qualidade, onde recomendamos os pós-fixados do Daycoval ou BTG, os quais sempre rodaram um pouco acima do referencial.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): o IMA-B, nosso referencial para a classe, fechou com 0,31% no mês e 13,17% no ano, e nós o superamos com alguma folga, com retornos médios de 1,36% no mês e 20,83% no ano.
No mês, tivemos o Tesouro IPCA 2050 como detrator, o qual caiu 2,33%. Entretanto, os fundos de infraestrutura listados em bolsa subiram bastante, com +7,58% no KDIF11 e +6,25% no JURO11. Os demais entregaram retornos entre 0,90% e -0,05%.
No ano, a maior parte dos ativos recomendados nos entregou retornos próximos de 20%, sem que fosse necessário apontarmos algum maior destaque, demonstrando que a maior parte das recomendações desempenharam bom papel.
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): também superamos o referencial no mês e no ano, com retornos médios de 3,86% e 24,16%, respectivamente. O Ifix, por sua vez, retornou 3,14% no mês e 21,15% no ano.
No mês, 9 dos 12 fundos recomendados superaram o referencial, com destaque para o BRCR11 (+9,46%), RBFF11 (+8,09%) e o RBVA11 (+6,58%), todos eles duas vezes acima do Ifix. Os demais fundos renderam entre 0,25% e 5,57%.
No ano, nove dos 13 fundos que participaram das carteiras estiveram acima do referencial, onde o VILG11 e o KFOF11 merecem destaque, com retornos de 47,29% e 38,25%, respectivamente. Importante dizer que todos os FIIs recomendados foram positivos, com os demais rendendo entre 14,65% e 31,98%.
A carteira para patrimônios inferiores a R$ 50 mil é um pouco mais concentrada, e foi “prejudicada” pelos retornos de 14,65% do PSEC11 e 15,71% do PVBI11.
Ações (execução por ativos): as carteiras de ações apresentaram retorno médio de 1,42% no mês, contra 1,29% do Ibovespa. No ano, o retorno médio foi de 39,94%, ante 33,95% do referencial.
No mês, destaque para Sanepar (+7,52%) e SLCE3 (+2,33%), as duas que superaram o referencial e foram suficientes para nos deixar acima do Ibovespa. Pelo lado negativo, vale mencionar Azzas (-7,19%). As demais ações tiveram retornos de -1,93% e -1,78%. Se considerarmos aqui a combinação de Bradesco (-6,3%), enquanto esteve na carteira, e WIZ Co após sua entrada (+9,9%), tivemos um desempenho pouco acima do Ibovespa.
No ano, houve diversas alterações na carteira, e o resultado acabou vindo de poucas empresas que deram certo. Estamos falando de Sanepar, com alta de 54,6%; de C&A, que quando saiu acumulava cerca de 74% de retorno, contra 12% do Ibovespa; e de Fleury, que deixou a carteira com +40%, enquanto o Ibovespa avançava cerca de 20%. As 3 empresas eram justamente as que compunham a carteira menor, por isso temos essa expressiva alta de 60,37%.
As demais empresas fecharam próximas de zero ou levemente negativas no ano, mesmo com o benchmark subindo forte.
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): em dezembro, o retorno médio das carteiras foi de 0,62%, levemente acima dos 0,54% do IHFA. No acumulado do ano, encerramos com 11,51%, abaixo dos 15,33% do referencial.
No mês, o destaque ficou por conta dos fundos da Kapitalo, com o Zeta avançando 6,54% e o Kappa, 4,28%. No entanto, ambos integram apenas as carteiras acima de R$ 200 mil; por esse motivo, as carteiras menores não conseguiram superar o benchmark em dezembro. Os demais fundos apresentaram retornos entre 0,97% e -0,89%, com três desempenhos negativos: Ace Capital (-0,41%), Absolute Vertex (-0,56%) e Ibiuna Hedge STH (-0,89%).
No ano, os principais destaques também foram o Kapitalo Zeta (+20,56%) e o Kapitalo Kappa (+17,66%), seguidos pelo Kinea Atlas (15,26%), que completou o grupo dos três melhores desempenhos. Os demais fundos que se mantiveram na carteira por todo o ano entregaram retornos entre 15,10% e 9,60%. O fundo que acabou prejudicando mais a performance da classe foi o Giant Zarathustra, sobretudo as carteiras para patrimônios superiores a R$ 200 mil, onde era recomendado, com o fundo permanecendo na carteira até 16/9 e acumulando queda de 3,58%, enquanto o IHFA já avançava 11,47% no período.
Internacional (execução por ativos): encerramos o mês com retorno de 3,44%, pouco acima dos 3,39% do benchmark composto por ETFs globais. No acumulado do ano, ficamos com 4,88%, contra 7,91% do referencial.
No mês, o destaque em retorno absoluto foi o nosso ETF de ouro, o GOLD11, que avançou 5,76%, contribuindo de forma relevante para o bom desempenho da classe como um todo. Ainda assim, esse movimento não gerou impacto positivo ou negativo em relação ao benchmark, uma vez que, nesse segmento, não fazemos apostas ativas.
Ainda em dezembro, os fundos de renda fixa da Oaktree (3,13%) e da Pimco (3,15%) ajudaram a carteira a superar o referencial, ao apresentarem desempenho superior aos ETFs de renda fixa global que compõem o benchmark, como o USDB11 (2,10%) e o BNDX11 (1,51%). A “vitória” em relação ao referencial poderia ter sido maior caso o ALUG11 (0,80%) não tivesse ficado tão atrás do WRLD11 (3,79%), que também integra o benchmark em nossa alocação de renda variável global.
No ano, o ouro, por meio do GOLD11, foi o grande destaque, com alta de 46,55%. Do ponto de vista relativo ao referencial, apesar de os fundos de renda fixa terem apresentado desempenho ligeiramente superior aos ETFs de renda fixa do índice, o que ajudou a amenizar a nossa perda, a queda de 9% do ALUG11 em um contexto no qual o WRLD11 (representante de renda variável global) subiu 7,71% em reais acabou prejudicando de forma relevante a obtenção de um resultado melhor frente ao benchmark.
Alternativos (execução por ativos e fundos): nossa carteira de criptoativos recuou 6,10% em dezembro, contra queda de 0,98% do Bitcoin (BTC). No acumulado do ano, a carteira caiu 28,95%, enquanto o BTC apresentou retração de 17,34%.
No mês, o desempenho foi prejudicado pelas fortes quedas de Pendle (-29,48%) e da Ondo (-28,32%). Os demais ativos tiveram comportamento mais próximos ao do Bitcoin (-0,98%). O impacto dessas quedas foi parcialmente amenizado pelo menor peso desses ativos na carteira.
No ano, o BTC foi o ativo com a menor queda em reais dentro da carteira, encerrando o período com -17,34%. Entre os demais, o Ethereum recuou 20,9%, a Chainlink caiu 45,9%, a Pendle registrou queda de 65,6% e a Ondo, de 76,3%.
Apesar do ano desafiador, desde o início das carteiras de valorização, os ativos alternativos seguem apresentando o melhor retorno nominal, com alta acumulada de 191,8%, contra 46,15% do CDI.
Retorno: Carteiras de Valorização por fundos
Em dezembro
Em 2025
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como você já deve saber, as classes de FIIs, Fundos Multimercados, Internacionais e Alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem aqui também.
A seguir, trazemos os detalhes das classes Renda Fixa Pós, Renda Fixa Dinâmica e Ações.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): encerramos o mês e o ano acima do CDI. O desempenho mensal foi de 1,29%, contra 1,22% do CDI. No acumulado do ano, registramos retorno de 14,73%, frente a 14,31% do benchmark.
No mês, o SPX Seahawk, que representa metade de todas as carteiras, avançou 1,24%. O Solis Pioneiro, com peso de 50% nas carteiras com patrimônio de até R$ 1 milhão, subiu 1,32%. Já entre as carteiras acima de R$ 1 milhão, o Solis Antares, com participação de 25%, teve alta de 1,36%, enquanto o Valora Guardian, que também representa 25% dessa faixa patrimonial, entregou retorno de 1,39%.
No ano, vale destacar o desempenho dos nossos FoFs de FIDC, com retornos de 16,45% no Solis Antares e 15,92% no Valora Guardian. Nossa rentabilidade média teria sido um pouco melhor caso os fundos da Capitânia — o Premium, para patrimônios de até R$ 1 milhão, e o Radar, para valores acima desse patamar — não tivessem apresentado desempenho ligeiramente abaixo do CDI até a sua saída da carteira base, em 16/9. Esses fundos, por terem exposição ao setor de FIIs, tendem a apresentar maior volatilidade e, neste ciclo, a estratégia acabou não se mostrando vantajosa. O SPX Seahawk, apesar de ter sofrido com alguns eventos de crédito no seu portfólio na reta final do ano, fechou 2025 com +14,74%.
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): nosso mês de dezembro fechou com retorno de 3,93% contra apenas 0,31% do IMA-B, já no ano encerramos com +18,56% ante 13,17% do benchmark.
No mês, vale destaque positivo para o KDIF11 (+7,58%) e o IFRA11 (+7,77%), sendo que ambos representam 25% cada na classe. Os outros 50% são alocados em fundos passivos ao IMA-B.
Na maior parte do ano tivemos a mesma composição de carteira do mês, onde as rentabilidades foram de +27,41% no IFRA11, +18,28% no KDIF11 e 12,76% no fundo passivo ao IMA-B, resultando no retorno médio de 18,56% nas carteiras.
Ações (execução por fundos): na média das carteiras recuamos 1,74% em dezembro, enquanto o Ibovespa avançou 1,29%. No acumulado do ano, registramos alta de 29,88%, frente aos 33,95% do referencial.
No mês, infelizmente todos os fundos ficaram abaixo do Ibovespa, com retornos variando entre 1,16% e -3,53%. O pior desempenho foi do Ibiuna Equities, que caiu 3,53%. Ainda assim, vale destacar que esse foi justamente o fundo com a maior valorização no ano (+46,34%), o que torna o resultado mensal menos preocupante.
No ano, dos nove fundos que compuseram a carteira, cinco superaram o referencial. Os destaques foram o próprio Ibiuna Equities e o SPX Falcon, que precisou sair da carteira base por ter fechado para novos aportes, além do Truxt Long Biased, com alta de 46,32%. Pelo lado negativo, tivemos abaixo do referencial o Brasil Capital, que subiu “apenas” 19,17%, o Forpus (+20,26%), o Dahlia Total Return (+24,19%) e o Oceana Long Biased (+30,93%).
Retorno: Carteira de Renda
Em dezembro
Em 2025
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* Acompanha ajustes na alocação base. Última posição: 30% IMA-B, 40% Ifix, 30% Ibovespa.
Título Público: no mês, registramos queda de 0,18%, enquanto o IMA-B avançou 0,31%. Em contrapartida, no acumulado do ano subimos 15,90%, frente à alta de 13,17% do IMA-B.
No mês, a abertura (subida) dos juros futuros, especialmente nos títulos públicos com prazos de vencimento mais longos, prejudicou a nossa performance. Por esse motivo, as quatro recomendações apresentaram retornos entre -1,04% (Tesouro IPCA 2060) e +0,37% (Tesouro IPCA 2035).
No ano, o fechamento (queda) nos juros futuros em relação a como começamos o ano favoreceu as posições prefixadas. Assim, o destaque do período foi o Tesouro Prefixado 2035, com alta de 22,81%. Já os três títulos públicos indexados à inflação entregaram retornos entre 14,16% e 15,8%, todos acima do referencial.
Renda Fixa Corporativa: fomos razoavelmente superiores ao IMA-B tanto no mês quanto no ano. Em dezembro, nosso retorno foi de 7,22%, contra 0,31% do IMA-B. No ano encerramos com alta de 23,87%, frente a 13,17% do referencial.
No mês, assim como ao longo do ano, a proposta da carteira foi composta por um terço em cada um dos três fundos de infraestrutura recomendados. Nesse sentido, em dezembro, os desempenhos foram de 7,77% no IFRA11, 7,58% no KDIF11 e 6,25% no JURO11.
No ano, os retornos acumulados foram de 27,41% no IFRA11, 24,04% no JURO11 e 18,28% no KDIF11, resultando no retorno de 23,87% da classe.
Fundos Imobiliários: por aqui também superamos o referencial no mês e no ano. Em dezembro nossa carteira de FIIs entregou 4,22% contra 3,14% do Ifix, enquanto no ano entregamos 27,23% ante 21,15% do referencial.
No mês, dos 17 fundos que recomendamos vimos 12 superarem o Ifix, sendo que 6 deles obtiveram mais que o dobro: BRCR11 (+9,46%), BTHF11 (+8,94%), RBFF11 (+8,09%), RBVA11 (+6,58%), PATL11 (+6,57%) e o MCRE11 (+6,44%). Os demais tiveram rendimentos entre 0,25% e 5,57%.
No ano, dos 20 fundos que compuseram a carteira no decorrer de 2025, 13 tiveram excesso de retorno em relação ao benchmark e 7 estiveram abaixo. Destaque positivo para o PATL11 (54,77%) e o VILG11 (+47,29%), com retornos superiores ao dobro do Ifix. Pelo lado negativo, vale citar o PSEC11 (+14,65%) e o PVBI11 (+15,71%), que apesar de “bastante positivos”, estiveram abaixo do referencial.
Ações: obtivemos retorno de 6,74% no mês, contra 1,29% do Ibovespa. No acumulado do ano, encerramos com alta de 27,30%, frente a 33,95% do referencial.
No mês, apenas o Banco do Brasil (-1,93%) não superou o Ibovespa. Os destaques positivos foram o Banco BMG (+17,1%), Klabin (+12,1%) e Sanepar (+7,5%), além da WIZ Co, que após sua entrada na carteira avançou 9,9%.
No ano, entre as 12 ações que compuseram a carteira, metade superou o referencial e metade ficou abaixo. No entanto, as ações com desempenho acima se distanciaram mais do benchmark do que aquelas com desempenho inferior.
Pelo lado negativo, vale citar a Taurus, que ao sair da carteira acumulava queda de 25,9%, enquanto o Ibovespa subia 11,4%. Além disso, Klabin recuou 10,6%, o Banco do Brasil caiu 5% e a SLC Agrícola teve leve queda de 0,52%. Já pelo lado positivo, os destaques foram Sanepar, com alta de 54,6%, Banco BMG, com 51,9%, e Bradesco, que saiu da carteira com ganho de 78,5%, enquanto o Ibovespa avançava “apenas” 29,1%. As demais ações apresentaram retornos entre 12,2% e 38,8%.
O dividend yield da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
O nosso dividend yield (DY) encerrou o ano de 2025 em 10,61% distribuídos.
Na comparação entre o mês passado e este, o DY mensal avançou de 1,10% para 1,41%. Essa diferença é explicada, principalmente, pelo acréscimo de 0,71% proveniente das ações, já que diversas empresas recomendadas distribuíram mais dividendos neste mês, seja por não terem distribuído no mês anterior, seja por terem pagado valores maiores.
Entre os destaques, o Banco ABC contribuiu sozinho com 0,26% de DY na carteira, de acordo com o seu peso na alocação, enquanto a SLC Agrícola adicionou 0,20%. Ambas as empresas não haviam realizado distribuições no mês anterior. As demais ações responderam pelos outros 0,25% adicionais de DY vindos de ações.
Por outro lado, os títulos públicos Tesouro IPCA 2035 e 2045, que haviam pago juros semestrais no mês anterior e não neste, reduziram o DY na comparação mensal em 0,42%.
Os fundos imobiliários mantiveram o mesmo nível de distribuição do mês passado, enquanto os fundos de infraestrutura elevaram o DY da carteira em 0,01%, em função de uma distribuição maior do KDIF11 em dezembro.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras?
Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual, utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, a exemplo do Ibovespa, do Ifix e de outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5%, dividido por 15%).
Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica aos fundos ou carteiras de investimentos).
No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos o quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias, em um determinado período.
Máximo drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750) — ou máximo drawdown de 50% —, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o dividend yield (DY)
É um indicador que avalia, em termos percentuais, o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos, no período avaliado, pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante o mesmo resultado no futuro.
Histórico dos resultados
Segue abaixo um arquivo Excel com o histórico dos resultados das Carteiras de Valorização e Renda.
DOWNLOAD DO ARQUIVO
Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 26/10/2020
Máximo drawdown das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 7/11/22
Máximo drawdown das Carteiras de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | Início em 26/10/2020
Ficamos por aqui...
Tivemos um ano com retornos superiores ao CDI nas carteiras, as quais conduzimos de maneira muito equilibrada e consistente.
Naturalmente, alguns ativos terão retornos positivos e outros negativos, mas o importante é que a carteira como um todo esteja na melhor harmonia possível, e isso foi feito.
Espero que este relatório tenha te ajudado a entender os movimentos mais importantes do ano e os ativos que mais influenciaram o desempenho das nossas carteiras.
Como já sabem, estamos à disposição para conversar sobre os resultados nas nossas lives semanais, que acontecem toda quarta-feira, às 17h, e também na comunidade do aplicativo Circle.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo Xavier
Sobre os analistas
Rodrigo Xavier
Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.