Olá, investidores e investidoras!
Com o objetivo de entregar conteúdos cada vez mais qualificados e úteis na Finclass, decidimos reorganizar um pouco a estrutura do nosso relatório de performance.
Veja abaixo como será a nossa abordagem neste mês:
- O que rolou nos mercados
- As alterações nas carteiras em fevereiro
- Retorno no mês de fevereiro: carteiras de valorização por ativos
- Retorno no mês de fevereiro: carteiras de valorização por fundos
- Retorno no mês de fevereiro: carteira de renda
- O Dividend Yield da carteira de renda
- Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
- Histórico dos resultados
- Conclusão
O que rolou nos mercados
O mês de fevereiro foi benéfico para investimentos em bolsas de valores internacionais e criptoativos. O ETF WRLD11 (ou VT no exterior), que contempla uma proxy do mercado acionário global e está presente em todas as nossas carteiras de investimento, nos entregou retorno de +4,62%, já no mercado de criptoativos, experimentamos o retorno de pouco mais de 44% no Bitcoin na cotação em reais.
Mediante a recente aprovação dos ETFs à vista do BTC na SEC e com a chegada do halving do Bitcoin (condição pré-estabelecida no código da rede para controlar a emissão de novas moedas, garantindo seu teor de escassez, o que historicamente está associado a altos ganhos) o segmento de criptoativos se destacou muito. No dia 14/3 a cotação do Bitcoin já batia em US$ 73 mil, dando continuidade ao movimento de forte alta iniciado no mês anterior.
Se montássemos uma carteira composta apenas pelos principais índices de mercado, seguindo a mesma filosofia de alocação das carteiras de valorização da Finclass, teríamos alcançado um retorno de +2,23%, o que pode ser considerado um bom resultado mensal para uma carteira diversificada. Aqui cabe destacar que nossas carteiras de valorização renderam, na média, +2,68% na execução por ativos e +2,38% por fundos.
Passando um pouco pelos cenários por região, começamos pelos Estados Unidos, por lá se viu um dólar estável e o mercado de bolsa pujante por conta de ótimos resultados corporativos de empresas ligadas a tecnologia — aqui destacamos Nvidia, que após valorização recente passou o Google e se tornou a 4ª empresa mais valiosa do mundo.
Apesar do discurso ainda muito duro das autoridades monetárias americanas em relação ao possível início dos cortes de juros, o S&P 500 foi capaz de rentabilizar em moeda local +5,17%, já o Nasdaq, a bolsa americana com foco em empresas ligadas a tecnologia, terminou o mês com +6,12%.
Na Europa, o índice que melhor reflete o resultado da região, o Stoxx 60, obteve um retorno de +1,84%, impulsionado principalmente pelo mercado alemão. O DAX, principal índice da Alemanha, registrou um aumento de +4,66%. Com os dados de inflação sendo divulgados dentro das expectativas, aumentam as probabilidades de observarmos cortes de juros na Europa, o que tende a trazer reflexos positivos para o mercado.
Os mercados asiáticos também surfaram a onda do bom humor global e fecharam o mês bem positivos. O índice chinês Hang Seng fechou em +6,63% em moeda local e o Nikkei 225 com +7,94%. O índice japonês, inclusive, após alterações de algumas regras financeiras no país, viu seu desempenho prosperar, ultrapassando a marca de 40 mil pontos no início de março, o que lhe garantiu recuperar o patamar atingido pela última vez em 1989 (34 anos atrás).
Por aqui no Brasil vivenciamos um período sem surpresas negativas vindas de fora ou dos dados econômicos locais, incluindo os dados de inflação, o que nos deixou mais tranquilos em relação à continuidade do ritmo de cortes nas taxas de juros por aqui. Diante desse ambiente, o Ibovespa fechou em 0,99% e o Ifix em 0,79%.
As constantes incertezas decorrentes do cenário fiscal fizeram com que a curva de juros subisse um pouco para prazos curtos e longos durante fevereiro, o que inevitavelmente impediu uma alta mais relevante no desempenho dos ativos de risco. Esse movimento também afetou o resultado do IMA-B (cesta de títulos públicos atrelados à inflação), que encerrou o mês com um desempenho de +0,55%, abaixo do CDI, que fechou o mês em 0,80%.
Antes de prosseguirmos, é importante ressaltar que um maior detalhamento na visão por classes de ativos pode ser encontrado nos relatórios mensais divulgados na Finclass, o relatório de performance tem o intuito de trazer um enfoque mais generalista dos temas.
As alterações nas carteiras em fevereiro
Em fevereiro nós tivemos apenas um relatório que trouxe alteração de carteira, trata-se do relatório de ações chamado “Mudanças nas carteiras de valorização e as nuances do mercado”, publicado em 20 de fevereiro. Abaixo informamos os pontos alterados:
- Houve recomendação de compra da Fleury (FLRY3) para o lugar da Tegma (TGMA3) em todas as carteiras com valor de R$ 10 mil ou mais.
- Retiramos Simpar (SIMH3) de todas as carteiras e colocamos Vale (VALE3) no seu lugar para as carteiras de R$ 10 mil até R$ 50 mil.
- Para as carteiras acima de R$ 50 mil, recomendamos a venda de Taurus (TASA4) casada com a compra de SLC Agrícola (SLCE3).
- Recomendamos a venda de Tupy (TUPY3) para todas as carteiras com R$ 500 mil ou mais.
Além disso, decidimos que faz sentido as carteiras entre R$ 50 mil e R$ 500 mil também terem todos os ativos que recomendamos. Dessa forma, para quem está nessa faixa, também foi recomendada a compra de Bradesco (BBDC4).
Para facilitar, basta conferir como ficam as novas distribuições após a atualização na tabela abaixo:
* Fique atento às alterações de março
Os relatórios "Montando uma carteira de renda fixa", publicado em 8/3/24, e "Mudanças na Carteira de Renda e as nuances do mercado", publicado em 12/3, trouxeram alterações importantes para a carteira de renda.
Sabemos que esses resultados não interferem nos resultados de fevereiro, que é o foco deste relatório. No entanto, é importante que esteja ciente dessas revisões posteriores.
Retorno no mês de fevereiro: carteiras de valorização por ativos
Retorno por classe
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Renda Fixa Pós (execução por ativos): com a meta Selic atualmente em 11,25%, o CDI ainda rende perto de 1% ao mês. No entanto, devido ao fato de que em fevereiro temos o Carnaval e o indicador só é calculado em dias úteis, encerrou o mês em 0,80%.
Na fatia de 15% destinada para a renda fixa pós, as nossas carteiras são compostas integralmente por Tesouro Selic para patrimônios de até R$ 30 mil. Para valores acima disso alocamos 5% em Tesouro Selic e 10% em CDB do banco Daycoval. Dessa forma, o retorno obtido por nossas carteiras foi ligeiramente superior ao CDI, conforme consta na tabela acima, visto que o Tesouro Selic rendeu 0,82% e o CDB, 0,87%.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): nossas carteiras renderam na média +1,10% contra apenas 0,55% do referencial, o IMA-B.
Os destaques de rendimento foram os fundos de infraestrutura listados, com retornos de +3,43% no JURO11 da gestora Sparta e +1,96% no KDIF11 da Kinea.
Cabe destacar que o JURO11 representa 5% de todas as carteiras de ativos (ou 25% da classe) e o KDIF11 figura com 2,5% nas carteiras de R$ 100 mil ou mais.
O desempenho da nossa proposta poderia ter sido melhor caso o Tesouro IPCA 2045 não tivesse fechado fevereiro negativo em 0,05%, o mesmo representa 7,5% para todas as carteiras com patrimônio igual ou superior R$ 10 mil.
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): depois de uma sequência de meses com retornos acima do referencial nessa classe, dessa vez estivemos abaixo, na média nossas carteiras entregaram +0,53% contra 0,79% do Ifix.
Dos 12 fundos pertencentes às carteiras, apenas 5 superaram o índice, dentre eles vale destacar o retorno de +3,55% do HGLG11, que está presente apenas nas carteiras com R$ 100 mil ou mais, com peso de apenas 1% (ou 6,67% dos FIIs).
Ainda que só 3 recomendações tenham ficado no terreno negativo, os fundos que superaram o Ifix não foram capazes de nos fazer superar o índice. Dentre as maiores perdas tem -1,60% do BRCR11, -1,43% do HGRU11 e queda de apenas 0,03% do LVBI11.
Ações (execução por ativos): quando o assunto foi vencer o referencial em fevereiro as nossas propostas de ações se destacam das demais classes. Todas as carteiras superaram o Ibovespa, sendo que a média delas foi de 4,19% contra 0,99% do Ibovespa.
Tivemos um grande destaque para alcançar esse resultado, que foi o retorno de +28,4% de C&A (CEAB3), que disparou após repercussão positiva dos dados do último trimestre de 2023. A empresa aumentou quase 100% do seu lucro líquido ajustado e obteve expansão de quase 18% na receita líquida total.
Como a C&A representa 3,75% da carteira total (ou 25% das ações) para patrimônio de R$ 10 mil até R$ 50 mil e 1,875% (ou 12,5% das ações) para carteiras acima de R$ 50 mil, foi possível observar os retornos tão atrativos deste mês.
Vale observar que durante o mês tivemos algumas mudanças nas ações da carteira, as quais foram destrinchadas no relatório de 20/2/24.
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): os multimercados fecharam o mês com retorno médio por classe de +0,38%, contra +0,15% do IHFA e 0,80% do CDI.
Dos nove fundos que recomendamos, dois foram positivos e acima do CDI, cinco foram positivos e acima do IHFA e quatro foram negativos.
Não vimos um grande destaque em termos de rentabilidade na classe, pelo lado positivo, o maior retorno foi do Giant Zarathustra, com +1,68% e presente nas carteiras de valor igual ou superior a R$ 500 mil, já pelo lado negativo, o pior retorno foi do Garde Porthos, com -0,72%, que consta nas carteiras de R$ 100 mil até R$ 500 mil.
Note que na carteira de R$ 5 mil até R$ 10 mil o retorno é negativo em 0,51%, isso ocorre pois nessa faixa de valor só temos o fundo Ace Capital representando a classe.
Internacional (execução por ativos e fundos): como comentado no início do relatório, a renda variável global foi bem em fevereiro e pudemos surfar um pouco nessa onda. Na média, nossas carteiras obtiveram retorno de +2,15% contra 2,38% do índice composto elaborado por nós.
Essa diferença não é preocupante, uma vez que nossa carteira é altamente aderente ao índice, portanto desvios dessa magnitude para cima e para baixo são completamente normais.
Os destaques de retorno, como não poderia ser diferente, foram os ativos ligados a renda variável, com +4,62% no ETF WRLD11 (ETF VT no exterior que compra uma cesta de ações globais ponderada pelo tamanho dos mercados) e o ALUG11 (ETF VNQ no exterior que mantém uma composição de REITs americanos) que entregou +2,10% de rentabilidade.
Pelo lado negativo apontamos a perda de -1,62% do BDR BLQD39 (dívida corporativa de alta qualidade de países desenvolvidos).
Alternativos (execução por ativos e fundos): a classe foi o grande destaque de rentabilidade. Na média, nossas carteiras renderam +42,90% contra 44,39% do Bitcoin em reais.
Conforme a carteira vai aumentando, os pesos sugeridos para o BTC vão caindo e, como ele teve o segundo melhor retorno dentre os ativos que recomendamos, ficando atrás apenas do ETH que entra nas carteiras para patrimônios acima de R$ 10 mil, isso vai ficando perceptível na tabela de retornos por faixa de patrimônio.
Dos quatro ativos pertencentes às carteiras, os dois mais representativos renderam acima de 40%, com o BTC em +44,4% e o ETH +47,3%.
Já a LINK fechou fevereiro em +26,0% e integra as carteiras maiores que R$ 50 mil, já a DOT subiu 24,8%, integrando carteiras superiores a R$ 100 mil.
Retorno no mês de fevereiro: carteiras de valorização por fundos
Retorno por classe
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como muitos de vocês já sabem, as classes de FIIs, fundos multimercado, internacional e alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos, portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): o ano passado foi um dos mais difíceis para o nosso mercado de crédito. Alguns problemas em empresas que detinham boa avaliação de crédito desestabilizaram um pouco o setor e isso prejudicou nossas recomendações. Porém, desde o final do ano passado a situação vem se normalizando e a recuperação vem acontecendo de maneira interessante.
Assim como em janeiro, o mês de fevereiro foi atrativo para nossas carteiras e obtivemos retorno por classe médio de +1,09%, contra 0,80% do CDI. Se olharmos essa média das carteiras no ano estamos com retorno de 2,41% contra 1,78% do referencial.
Os fundos de crédito que compõem nossa proposta foram capazes de render entre 124,2% e 160,2% do CDI em fevereiro, com destaque para os fundos JGP Select (+1,29%) e Capitânia Radar 90 (+1,27%).
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): o retorno médio das nossas carteiras foi superior ao IMA-B, alcançamos 2,11%, contra 0,55% do índice.
Assim como na execução por ativos, o que impulsionou nosso resultado foram os fundos recomendados de infraestrutura listados, com retorno de +4,71% no IFRA11 do Itaú além do KDIF11 da Kinea com +1,96%.
Das nossas quatro recomendações, apenas os fundos de infra superaram o IMA-B, entretanto os outros fundos estiveram pouca coisa abaixo do índice, com retornos de +0,43% nos passivos ao IMA-B e +0,36% no Western Asset IMA-B 5 Ativo.
Ações (execução por fundos): no mês passado tivemos um resultado médio pouco menos negativo que o Ibovespa: perdemos -4,51%, contra -4,79% do referencial. Já em fevereiro ficamos um pouco abaixo, entregando +0,56% contra 0,99% do Ibovespa.
Das sete carteiras por faixa de patrimônio observamos que para carteiras com patrimônio de R$ 100 mil ou mais foi possível superar o índice. Contribuíram para isso os retornos do fundo Real Investor, que adentra em carteiras de R$ 100 mil ou mais e obteve retorno de +3,28%, além dele temos o SPX Falcon, que integra carteiras a partir de R$ 1 milhão e fechou o mês com +2,40%
Das oito recomendações, apenas três estiveram abaixo do índice, foram Truxt Long Bias com +0,38%, Forpus em +0,07% e Brasil Capital 30 negativo em 0,77%
Note que nas carteiras menores o Brasil Capital tem maior peso na alocação, inclusive para patrimônios até R$ 10 mil ele é nossa única opção, e isso contribuiu para a performance inferior nas faixas de menor valor financeiro.
Retorno no mês de fevereiro: carteira de renda
Retorno por classe
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 27,5% IMA-B, 40% Ifix, 30% Ibovespa, 2,5% dólar comercial
Renda Fixa Corporativa: das quatro recomendações apenas uma ficou abaixo do IMA-B, trata-se do LCA com pagamento de juros mensais do BTG, que rendeu aproximadamente 0,30% em fevereiro.
Depois de um mês de janeiro ruim, os nossos três fundos recomendados de infraestrutura tiveram boa recuperação no decorrer de fevereiro. Cada qual com peso de 5% na carteira total obtiveram retornos de +4,71% no IFRA11, +3,43% no JURO11 e +1,96% no KDIF11.
Com esses movimentos pudemos superar bastante o benchmark, com retorno da classe em +2,96% contra apenas 0,55% do IMA-B.
Vale observar que no relatório de 8/3/24 a LCA do banco BTG deixou de integrar as carteiras e foi substituída pelo Tesouro Prefixado 2035 com Juros Semestrais.
Título Público: o retorno da nossa carteira nesta classe foi de 0,62%, pouco acima do 0,55% visto no seu benchmark.
O retorno semelhante da carteira em relação ao índice se justifica pelo fato de que os três ativos que compuseram essa carteira no mês estiveram próximos do IMA-B, com retornos mais atrativos nos títulos de curto prazo. Nesse sentido, o Tesouro IPCA+ 2032 e o Tesouro IPCA+ 2040 renderam 0,78% e 0,58%, respectivamente.
O único ativo que ficou um pouco abaixo do referencial foi o Tesouro IPCA+ 2055, que registrou um retorno de +0,35%.
Fundos Imobiliários: agora já com a nova composição montada a partir do relatório de 29/1/24, vimos um resultado de +1,05% na nossa parte de FIIs, acima dos 0,79% do Ifix.
Nossa proposta conta com 17 FIIs, sendo que em uma das “alocações” deixamos a possibilidade para escolher entre um ou outro, portanto, são 18 fundos diligenciados nessa carteira. Destes 18 fundos, 10 estiveram acima do referencial.
Os destaques positivos ficam por conta do PATL11 (+3,67%), HGLG11 (+3,55%) e RBRR11 (+2,88%). Já pelo lado negativo temos o BRCR11 negativo em 1,60% e o HGRU11 com -1,43%.
Ações: ainda que não tenha interferido no resultado de fevereiro, gostaríamos de reforçar que publicamos um relatório com uma revisão significativa para as ações da carteira de renda, que estão válidas para a partir do dia 12/3/24.
Com relação aos resultados de fevereiro, obtivemos retorno da classe um pouco acima do Ibovespa, entregamos +1,41%, contra 0,99% do Ibovespa.
Das sete ações da carteira, foram três as que estiveram acima do Ibovespa, porém elas foram muito bem: Itaú, com ganho de 6,99%, Vivo, positiva em 6,07%, e Banco do Brasil, subindo 3,98%.
Pelo lado negativo cabe destaque para Taesa, que caiu 4,04%, mas não foi capaz de reverter tendência para o nosso resultado.
Internacional: atualmente temos apenas o BDR BLQD39, ativo de renda fixa estrangeira que representa 2,5% da carteira. Logo após uma queda de 0,84% em janeiro, o ativo caiu novamente, dessa vez -1,62%, totalizando -2,45% no ano.
O movimento do BDR nos fez perder para o referencial observado, que é a própria cotação do dólar comercial, o qual foi positivo em 0,53% em fevereiro e +2,49% no ano.
O Dividend Yield da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Em fevereiro tivemos uma distribuição mais dentro da média, de 0,72% contra 0,55% de janeiro.
Esse “aumento” em relação ao mês anterior se justifica principalmente pelo dividendo auferido pelo Itaú no período, totalizando R$ 1,125125 por ação. Além disso, o conselho do banco também aprovou um JCP (juro sobre capital próprio) de R$ 0,228905 por ação, fatos estes que foram o diferencial para o resultado.
O pagamento efetivo será realizado no dia 8 de março pelo banco, mas somente aos investidores que tiveram as ações até o final da sessão de 21 de fevereiro de 2024 (a nossa conta se refere ao que foi auferido dentro do mês de fevereiro).
Os demais ativos da carteira estiveram em patamares similares aos de janeiro, sem nenhuma distribuição não recorrente na base comparativa.
Importante ressaltar que não é possível padronizar os dividendos pagos a cada mês, as mudanças de contextos micro e macroeconômicos bem como a lucratividade dos ativos vão se alterando, sem contar algumas dinâmicas de pagamentos que não são mensais pela natureza dos ativos.
Estamos sempre monitorando de perto esses movimentos para que os pagamentos mensais sejam os mais uniformes dentro do possível, mas é importante entender que há períodos de maior ou menor distribuição de renda.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento a este tópico.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras
Quando construímos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual e utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais que indicamos para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o Ibovespa, Ifix e outros, as nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe, a fim de comparar se nossos analistas estão superando ou não o benchmark principal devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).
Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (idem para fundo ou carteira de investimentos).
É padrão no mercado olhar para essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo) de acordo com a média de suas variações de retorno diárias num determinado período.
Máximo drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 antes de subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 800), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o Dividend Yield (DY)
É um indicador que avalia em termos percentuais o quanto um investimento obteve de retorno a oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.
Histórico dos resultados
Retorno das carteiras de valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno das carteiras de valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Volatilidade de 252 dias úteis das carteiras de valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Máximo drawdown das carteiras de valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Máximo drawdown da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Conclusão
É totalmente plausível dizer que o mês de fevereiro foi muito bom para as nossas carteiras. Além de o mercado como um todo ter “ajudado”, como pudemos ver pelos resultados dos principais índices, também conseguimos superar com alguma folga o CDI e os benchmarks compostos por índices dentro das nossas filosofias de alocação.
O famoso alfa, que é o excesso de retorno sobre o benchmark pela escolha dos ativos, foi observado nos nossos resultados. Na média, as carteiras de valorização por ativos renderam 2,68%, enquanto a de valorização por fundos fechou em 2,38%, contra apenas 2,23% do benchmark e 0,80% do CDI. Já na de renda, alcançamos +1,40% contra apenas 0,80% do benchmark composto por índices.
Nós, analistas da Finclass, costumamos dizer que as nossas propostas de investimentos são muito sóbrias, por isso, diferente de muitas pessoas do nosso meio, não prometemos enriquecimento fácil por meio de investimentos. O que prometemos é uma carteira de investimentos sólida e compatível para quem quer construir patrimônio de maneira rentável e segura a médio e longo prazo.
Os investimentos financeiros são um acelerador deste crescimento do patrimônio, mas os aportes recorrentes e a disciplina com gastos também são muito importantes. Nunca se esqueça disso.
Por hoje vamos encerrando e agradecendo a costumeira paciência. Em caso de dúvidas ou feedbacks construtivos, utilize a nossa comunidade no Circle para interagir conosco, analistas, e com os demais investidores da Finclass.
Um grande abraço,
Rodrigo Xavier