Relatórios

A performance das carteiras em janeiro de 2024

Escrito por Rodrigo Xavier, Felipe Arrais, Guilherme Cadonhotto, Leandro Siqueira, Ricardo Figueiredo, Thales Inada

25 min de leitura

Olá, investidores e investidoras!

Logo após o rali positivo de final de ano em 2023, durante o qual praticamente todos os ativos que recomendamos tiveram um bom desempenho, o mês de janeiro já se mostrou mais desafiador. Diante deste cenário, o Ibovespa, nosso principal índice acionário, caiu 4,79%, registrando seu pior desempenho em janeiro em oito anos.

A realização de lucros por parte dos investidores estrangeiros, que tiveram grandes ganhos no fim do ano passado e a elevação na taxa de juros de longo prazo nos EUA, entre outras questões, foram capazes de derrubar nossa Bolsa local, assim como nossos títulos públicos de renda fixa indexados à inflação, refletindo-se na queda de 0,45% do IMA-B.

Devido ao fato de termos uma carteira diversificada, com medidas de risco e correlação entre ativos e classes de ativos bem calibradas, observamos uma contrapartida que amorteceu os problemas citados acima, por meio de investimentos internacionais. Esses investimentos, mesmo com retornos negativos em dólar, contribuíram com nossas carteiras, sobretudo pela valorização de +1,96% do dólar comercial.

Há momentos em que a maré não está para peixe, e o melhor que podemos fazer é nos defender bem para nos mantermos vivos no jogo. Com isso, podemos tirar melhor proveito do momento seguinte, quando os mercados voltarem a subir.

Na seção "A análise dos especialistas", aprofundaremos os detalhes de como cada uma das classes de ativos que compõem nossa carteira se comportou.

Orientações iniciais sobre os números (tópico sempre presente no relatório de performance)

Antes de iniciar a análise dos resultados, vamos explicar de maneira sucinta alguns processos e conceitos que serão importantes para você compreender os números que apresentaremos a seguir.

Não se preocupe, não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento a este tópico.

Relembrando como é calculado o retorno das nossas carteiras

Quando construímos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais objetivo, que também é o mais usual e utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais que indicamos para cada ativo todos os dias.

Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o Ibovespa, Ifix e outros, as nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.

Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade

A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (idem para fundo ou carteira de investimentos).

É padrão no mercado olhar para essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo) de acordo com a média de suas variações de retorno diárias num determinado período.

O que é a performance atribuída

A performance atribuída diz respeito ao quanto cada classe de ativo contribuiu no resultado total da carteira, já considerando os respectivos desempenhos e representatividade. O resultado percentual total da carteira será a somatória do que foi contribuído pelas classes individualmente.

Interpretando o retorno por classe que apresentamos

Quando estivermos falando do retorno por classe, estaremos supondo que existe uma carteira construída integralmente pelos ativos daquela classe, de modo que possamos comparar se nossos analistas estão conseguindo superar o seu principal referencial pelas escolhas dos ativos.

Estas informações serão sempre acompanhadas de uma coluna com o benchmark das classes que são:

- Renda Fixa Pós: CDI

- Renda Fixa Dinâmica: IMA-B (cesta de títulos indexados à inflação)

- FIIs: Ifix

- Ações: Ibovespa

- Fundos Multimercados: IHFA (índice de hedge funds da Anbima)

- Internacional: índice composto (51% WRLD11, 13,60% USDB11, 20,40% BNDX11 e 15% ouro)

- Alternativos: Bitcoin

Alterações nas carteiras em janeiro de 2024

Durante o mês de janeiro, tivemos dois relatórios com propostas de alteração na carteira, um afetando apenas as ações das carteiras de valorização e outro afetando os FIIs da carteira de renda. Veja abaixo quais foram:

Em 22 de janeiro, publicamos o relatório “Mudanças na carteira de valorização e como funciona nossa análise de ações”, no qual embasamos as teses de investimento que nos levaram aos ajustes abaixo nas carteiras de valorização:

- Retirada da Eletrobras (ELET3) para a entrada da Transmissão Paulista – ISA CETEEP (TRPL4) no seu lugar, válido para carteiras de R$ 50 mil ou mais.

- Retirada do Banco ABC Brasil (ABCB4) para a entrada de Bradesco (BBDC4) no seu lugar, válido para carteiras de R$ 100 mil ou mais.

- Adotamos a premissa de que as ações recomendadas em nossas carteiras devem ter pesos iguais na alocação estrutural, portanto, alguns percentuais tiveram pequenos ajustes para adotar essa nova prerrogativa.

Considerando que nossa alocação estrutural prevê 15% destinados para ações, veja como ficaram as carteiras:

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Elaboração: Finclass | Alterações foram sinalizadas na tabela

Em 29 de janeiro, publicamos o relatório “Ajuste de alocação da parcela de FIIs nas carteiras recomendas Finclass”, no qual fizemos um relevante ajuste de rota em nossas recomendações de fundos imobiliários, trazendo de maneira objetiva as motivações que nos levaram a retirar dois fundos e incluir outros cinco em nossa proposta.

Além disso, dentre os FIIs que permaneceram na carteira, tivemos algumas adaptações pontuais e ajustes de pesos, visando ao melhor enquadramento na alocação setorial de maior convicção do nosso time.

Dado que a alocação estrutural destinada para FIIs na carteira de renda é de 40%, veja na tabela abaixo como ficou:

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Elaboração: Finclass | * KNIP11 para investidores qualificados

Retorno no mês de janeiro: carteiras de valorização por ativos

Em caso de dúvidas sobre o conceito de performance atribuída e retorno por classe, leia a seção “Orientações iniciais sobre os números” deste relatório.

Performance atribuída

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Retorno por classe

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Com exceção de renda fixa pós e fundos imobiliários (FII), todas as demais classes de ativo estiveram abaixo dos seus benchmarks no mês. Veja abaixo o que mais afetou os resultados.

Renda Fixa Pós (execução por ativos): com a Selic em 11,25%, os ativos destinados a essa classe ainda obtêm retornos próximos de 1% ao mês, por isso, observamos contribuição pela performance atribuída de 0,15% no retorno da carteira, dado que a classe representa 15% da alocação estrutural.

A média dos títulos públicos de Tesouro Selic, que é o único ativo indicado para a classe para quem tem patrimônio até R$ 30 mil, foi de 0,99%, contra 0,97% do CDI. Além disso, para carteiras com patrimônio de R$ 30 mil ou mais, a presença do CDB do banco Daycoval (que oferece oportunidades entre 107% e 110% do CDI a depender do momento) entregou +1,05% no mês, contribuindo para que todas as carteiras da classe estivessem acima do CDI.

Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): atualmente temos uma estratégia mais arrojada dentro da classe, com prazo médio de duração dos ativos superior ao referencial, por isso, num contexto de mercado em baixa, nossa carteira tende a estar abaixo do índice. Na média, as carteiras perderam 1,67%, contra uma queda de 0,45% do IMA-B.

Dos cinco ativos que compõem a carteira, apenas um bateu o índice, o fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo, o qual tem duration mais curta. Pelo lado negativo temos as quedas de 2,30% do fundo de infraestrutura JURO11 e do Tesouro IPCA 2045, que caiu 3,36% e consta em todas as carteiras com patrimônio de R$ 10 mil ou mais.

Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): pela ótica da performance atribuída, a classe foi aquela que na média mais contribuiu para as carteiras (+0,29%). Além disso, no retorno por classe, também se destacou pois entregou na média das carteiras +1,93%, contra apenas +0,67% do Ifix.

Dos 12 fundos pertencentes às carteiras, 9 superaram o índice, com destaque para o retorno de +4,90% do KFOF11, que está presente em todas as carteiras. Outro que merece destaque é o BRCR11, que obteve retorno de +3,72% e consta nas carteiras de R$ 50 mil ou mais.

Ações (execução por ativos): com um Ibovespa de -4,79%, o mês foi difícil para a classe. Pela performance atribuída, esse foi o maior detrator, reduzindo em média 1,21% do resultado das carteiras. Pela visão por classe de ativo, também não fomos bem, com queda de 7,92%, abaixo do Ibovespa.

Das 12 ações que fizeram parte das carteiras no mês (10 atuais mais as 2 que saíram), apenas 4 estiveram acima do Ibovespa no mês e, além disso, algumas empresas tiveram quedas relevantes, como foi o caso de Simpar (-18,9%), Ambipar (-14,45%) e Vale (-12,23%).

Durante o ano passado passamos por esses momentos com muita resiliência e fechamos com um ótimo resultado. Dado que a estratégia foi construída para o longo prazo, é normal experimentar momentos como este para atingir nossos objetivos.

Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): os multimercados fecharam o mês com retorno médio por classe de -0,38%, contra -0,32% do IHFA e 0,97% do CDI.

Com algumas estratégias mais posicionadas em renda variável local, foi difícil manter retornos positivos no mês, ainda assim, cinco dos dez fundos tiveram rentabilidade positiva.

Não vimos um grande destaque em termos de rentabilidade na classe, pelo lado positivo, o maior retorno foi do Absolute Vertex, com +0,87%, e pelo lado negativo, o pior retorno foi do Ace Capital, com -1,36%.

Internacional (execução por ativos e fundos): beneficiados pela cotação de +1,96% do dólar comercial, os ativos internacionais foram a segunda classe que mais entregou resultado pela performance atribuída, com +0,23% na média das carteiras.

Apesar disso, ainda que a maior parte da carteira seja composta por ETFs idênticos aos da estrutura do índice composto, na visão do retorno por classe, obtivemos, na média, +1,50% contra 2,50% do referencial, portanto, poderíamos ter performado melhor nesse sentido.

Isso se explica pela queda no ALUG11, nosso ETF de Reits, que caiu 4,14% e compõe a fatia que destinamos a renda variável global. Adicionalmente, o ETF GOLD11, que sugerimos para compor a alocação em ouro, entregou apenas +0,57%, contra +7,9% do ouro na cotação da B3 (descasamento pouco comum de se ver).

Alternativos (execução por ativos e fundos): o retorno por classe médio das carteiras foi de +1,64%, contra +2,51% do BTC. Nos alternativos, o Bitcoin, além de fazer parte da carteira, também é o referencial para a classe.

Conforme a carteira vai aumentando, os pesos sugeridos para o BTC vão caindo e, como ele teve o melhor retorno dentre os ativos que recomendamos, isso vai ficando perceptível ao olhar o retorno menor das carteiras maiores nas tabelas acima.

Dos quatro ativos pertencentes às carteiras, três estiveram com retornos próximos, BTC (+2,51%), ETH (+1,51%) e LINK (+1,43). Entretanto, observamos um mês muito negativo para a Polkadot (DOT), a qual caiu 17,88% no mês e está presente nas carteiras com R$ 100 mil ou mais.  

Retorno no mês de janeiro: carteiras de valorização por fundos

Em caso de dúvidas sobre o conceito de performance atribuída e retorno por classe, leia a seção “Orientações iniciais sobre os números” deste relatório.

Performance atribuída

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Retorno por classe

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Como muitos de vocês já sabem, as classes de FIIs, fundos multimercado, internacional e alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos, portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.

Renda Fixa Pós (execução por fundos): 2023 foi sem dúvidas um dos anos mais complexos para o crédito corporativo brasileiro. O somatório de problemas ligados a eventos de crédito prejudicou nossas recomendações, porém, desde o final do ano passado a situação vem se normalizando com um apelo de recuperação embutido nos retornos.

Com retorno por classe médio de +1,31%, contra 0,97% do CDI, a classe foi capaz de contribuir +0,20% na performance atribuída média das carteiras.

Os fundos de crédito que compõem nossa proposta foram capazes de render entre 117,7% e 152% do CDI, com destaque para os fundos JGP Select (+1,47%) e Capitânia Radar 90 (+1,42%).

Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): o retorno médio das nossas carteiras aqui foi ligeiramente inferior ao do IMA-B, nossa queda foi de 0,68%, contra 0,45% do índice.

Das quatro recomendações, apenas uma foi positiva, o fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo, que rendeu +0,55%. Já os fundos de infraestrutura KDIF11 e IFRA11 perderam 0,77% e 0,90%, respectivamente. O pior resultado foi dos passivos ao IMA-B 5+ (composto por uma cesta de títulos públicos IPCA+ com prazos superiores a 5 anos), que perderam 1,51% no mês.

Ações (execução por fundos): apesar do resultado ruim pois o mercado foi desfavorável para ações, os nossos recomendados obtiveram retorno médio por classe pouco menos negativo que o Ibovespa: perdemos -4,51%, contra -4,79% do referencial.

Das oito recomendações, apenas duas estiveram abaixo do índice, Forpus (-8,31%) e Brasil Capital 30 (-5,69%).

Com uma proposta também composta por fundos long biased, que são estratégias que combinam suas posições compradas com uma parte menor em posições vendidas e geralmente se defendem melhor em mercados de baixa, pudemos ver isso claramente nos retornos menos ruins de Oceana Long Biased (-1,55%) e SPX Falcon (-2,17%).

Retorno no mês de janeiro: carteira de renda

Em caso de dúvidas sobre o conceito de performance atribuída e retorno por classe, leia a seção “Orientações iniciais sobre os números” deste relatório.

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* De acordo com o peso da alocação por classe | Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Janeiro não começou da melhor maneira para a nossa carteira de renda, com uma alocação mais concentrada em renda variável, sofremos com o cenário macro. Por isso, fechamos negativos em 1,62%, contra uma queda de apenas 1,25% do nosso benchmark composto por índices.

Vamos às explicações dos ativos que mais contribuíram ou prejudicaram nossos resultados.

Renda Fixa Corporativa: das quatro recomendações apenas uma foi positiva, o LCA com pagamento de juros mensais do BTG, que rendeu aproximadamente 0,72% no mês. O ativo amenizou, mas não evitou que o retorno da classe ficasse abaixo do IMA-B, em que observamos -1,01%, contra -0,45% do referencial.

Pelo lado negativo os três fundos de infraestrutura, que estavam sendo negociados com um pouco de ágio no mercado, rentabilizaram abaixo do IMA-B, com destaque para o JURO11, que perdeu 2,30%.

Título Público: por aqui temos três títulos indexados à inflação com pagamento de juros semestrais e todos eles estiveram abaixo do IMA-B. O retorno da classe foi de -1,32%, contra queda de 0,45% do índice.

As rentabilidades negativas foram de -0,80% no Tesouro IPCA+ 2032, -1,64% no Tesouro IPCA+ 2040 e -2,04% no Tesouro IPCA+ 2055. 

Fundos Imobiliários: a classe contribuiu +0,46% na performance atribuída da carteira, ou seja, se todas as cinco classes tivessem entregado o mesmo, a carteira poderia ter fechado o mês com +2,28%, entretanto encerramos negativos em 1,62%.

Pela ótica do retorno por classe, nossos FIIs também foram bem, desempenharam +1,14% contra +0,67% do Ifix.

Como citamos na seção “Alterações nas carteiras em janeiro de 2024”, tivemos uma mudança relevante nas carteiras no dia 29/1, porém as trocas vão afetar nossas alocações de maneira mais significativa em fevereiro. Dos 14 fundos que estiveram presentes na carteira por quase todo o mês, apenas 3 estiveram abaixo do Ifix.

Dentre estes 14 fundos, destacamos positivamente os retornos do BRCR11, com +3,72%, e do HGLG11, com +2,72%.

Ações: o retorno por classe das nossas ações também não agradou, entregamos -5,74%, contra -4,79% do Ibovespa. Isso fez com que as ações tenham sido o maior detrator da carteira pela performance atribuída, retirando 1,76% do resultado.

Veja que se as ações tivessem retorno zerado no mês, a carteira teria fechado no terreno positivo.

Das sete ações da carteira, foram três as que estiveram abaixo do Ibovespa, porém elas foram muito mal no mês: Vale, com perda de 12,71%, B3, negativa em 9,41%, e Minerva, caindo 8,3%. 

As ações da carteira de renda estão passando por uma revisão e podemos ter um ajuste de magnitude parecida com o que fizemos nos fundos imobiliários, mas fiquem tranquilos e tranquilas, nós embasaremos tudo via relatório e tiraremos possíveis dúvidas nas lives e comunidade da Finclub.

Internacional: atualmente temos apenas o BDR BLQD39, ativo de renda fixa estrangeira que representa 2,5% da carteira. Depois de um excelente dezembro, quando rentabilizou +5,54%, este mês observamos queda de 0,84% mediante abertura da curva de juros nos Estados Unidos.

O movimento do BDR nos fez perder para o referencial observado que é a própria cotação do dólar comercial, o qual foi positivo em +1,96%.  

DY da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

O mês de janeiro apresentou uma ligeira queda no dividend yield da carteira em comparação com dezembro. No entanto, isso não é motivo de preocupação, uma vez que não houve nenhum problema com os ativos recomendados.

Eventos como o pagamento de um não recorrente do FII HGRU11 em dezembro, somado aos dividendos distribuídos pelo Banco do Brasil, B3 e Vivo, também em dezembro, sem distribuição em janeiro, explicam a maior parte da diferença.

Como é sabido, não é possível padronizar os dividendos pagos a cada mês, pois isso depende dos resultados dos fundos imobiliários e das ações. Além disso, no caso das ações, elas têm a prerrogativa de reinvestir os lucros no próprio negócio quando julgarem necessário.

Estamos monitorando de perto esses movimentos para que os pagamentos mensais sejam o mais uniformes possível, mas é importante entender que há períodos de maior ou menor distribuição de renda.

Uma visão gráfica do retorno e risco das carteiras

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Antes de explicarmos o gráfico acima, é importante notar que o período escolhido foi desde o início oficial das nossas carteiras de valorização. Embora a carteira de renda seja um pouco mais antiga, decidimos manter esse período por uma questão de padronização gráfica.

Ao comparar o retorno acumulado junto com a volatilidade anualizada (denominada risco no gráfico acima e explicada com mais detalhes no tópico de conceitos), podemos observar que nossas carteiras demonstraram boa performance com riscos controlados, na nossa visão.

As carteiras de valorização por ativos e fundos apresentaram os melhores retornos na comparação com os principais índices do mercado. Por outro lado, a carteira de renda ficou ligeiramente abaixo do CDI.

É verdade que o CDI é o benchmark que todos nós almejamos bater. No entanto, este intervalo de tempo foi desafiador para ativos de risco, tornando o CDI muito difícil de ser superado. Isso não deve ser o cenário mais provável no próximo ciclo de mercado.

No gráfico abaixo, utilizamos o mesmo período para comparar nossas carteiras com seus respectivos benchmarks compostos por índices, a fim de avaliar nossa geração de alfa (ganho pela habilidade de gestão dos nossos analistas). 

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Nossa alocação estrutural, por si só, já é altamente sólida, embasada em extensos estudos. Uma alocação passiva por índices já seria, portanto, muito promissora para o longo prazo.

Contudo, contamos com um time de análise altamente qualificado e aspiramos alcançar retornos ainda mais expressivos por meio da habilidade dos nossos analistas na identificação das melhores oportunidades de mercado. Mesmo que o período de pouco mais de um ano seja relativamente curto, já é possível observar ganhos excedentes quando comparamos nossos resultados com um benchmark composto por índices.

A análise dos especialistas

- Renda Fixa Pós (carteiras de ativos), por Gui Cadonhotto

Como já era de se esperar, a Selic caiu mais uma vez em janeiro, chegando ao patamar de 11,25% ao ano.

A rentabilidade mensal da Selic passa a ser algo em torno de 0,89%, finalmente começando a se afastar de maneira relevante do percentual de 1% ao mês. O retorno diário de um título atrelado à Selic passou a ser de 0,042%.

Pode parecer pouco para quem se acostumou com o patamar próximo a 14%, mas vale ressaltar que o nível da Selic ainda é significativamente elevado, e estamos com a taxa em um patamar que ainda é restritivo para a atividade econômica.

O que isso significa?

Que para estimular de fato a nossa economia a Selic precisa continuar caindo.

Segundo os comunicados do Banco Central, o caminho para isso seguirá sendo o mesmo, corte de 0,50% por reunião.

Vale lembrar, como sempre, que uma queda consistente da rentabilidade dos pós-fixados deve ser acompanhada de um cenário mais positivo para os ativos da renda fixa dinâmica, e que nem por isso devemos reduzir sua exposição dos 15% atuais.

O motivo é simples. Por mais que o cenário prospectivo esteja alinhado para observarmos boas performances das outras classes de ativos, podemos observar momentos pontuais de estresse, que podem levar a desvalorizações relevantes, exceto dos pós-fixados. Nesse momento essa parcela da sua carteira servirá como uma reserva de oportunidade, funcionando como um recurso disponível em um curto espaço de tempo para que você aproveite as “bagatelas” que surgem no mercado.

- Renda Fixa Pós (carteiras de fundos), por Felipe Arrais

Depois de um ano terrível para fundos de crédito pós-fixado, temos uma normalização dos retornos conforme o comportamento histórico da classe sugere. Todos os recomendados bateram o CDI no mês com certa folga, o que mostra a normalização dos spreads de crédito.

Fundos de crédito, após algum evento de marcação negativa, sofrem o impacto imediato, mas é esperada uma normalização dos retornos logo após. Isso garante que a perda seja diluída pouco a pouco ao longo dos meses e amplia a importância de um fundo de crédito não passar por uma queda muito grande, pois pode ser irrecuperável.

Não é o caso para nossos fundos uma vez que a maior parte dos recomendados já excede o CDI em 12 meses conforme era esperado por nós e como vínhamos comentando frequentemente.

O fundo Capitânia Premium está bem próximo de empatar com o CDI em 12 meses e segue em um ritmo forte de recuperação, tendo subido 1,35% no mês de janeiro, contra 0,97% do CDI.

Nesta toada, deverá ultrapassar o CDI em 12 meses até o final de fevereiro.

Do lado do destaque positivo, o JGP Select conseguiu capturar bons retornos no mercado local e também no internacional. Seu perfil flexível e mais apimentado garantiu a ele um retorno de 1,47%, contra os 0,97% do CDI.

- Renda Fixa Dinâmica (carteiras de ativos), por Gui Cadonhotto

O mês de janeiro teve uma dinâmica completamente diferente de dezembro.

Ao final do ano o mercado internacional se ajustava com expectativas mais otimistas para os juros nos EUA, a maior economia do mundo.

A expectativa de um início do ciclo de corte de juros começando já em março cresceu, e isso trouxe movimentos relevantes ao redor do mundo.

Os juros futuros caíram por lá, e o mesmo movimento aconteceu por aqui.

No mês de janeiro houve uma leve reversão desse movimento mais positivo.

Com a economia americana mostrando sinais de resiliência, principalmente em dados ligados ao mercado de trabalho, parece que o Fed, o Banco Central americano, não conseguirá cortar o juro já em março.

Não só parece, como os próprios representantes do Fed deixaram claro que não estão confortáveis para começar a cortar o juro agora em março.

Isso pode estragar a tendência mais positiva que acredito que estejamos vivendo?

Não, mas pode postergar movimentos de maiores valorizações.

Mas vale ressaltar que não enxergo nenhuma mudança de carteira necessária por conta desse fator.

Diante deste cenário de abertura de juros, sobretudo nas vértices mais longas da curva, os principais índices da renda fixa ficaram abaixo do CDI, com destaque negativo para o IMA-B5+, que acumulou queda de -1,47%, seguido pelo IMA-B com -0,45% e IMA-B5 que fechou positivo em 0,68%.

O CDI, campeão da renda fixa no mês, acumulou alta de 0,97%.

- Renda Fixa Dinâmica (carteiras de fundos), por Felipe Arrais

O mês de janeiro foi marcado por uma elevação dos juros mais longos no Brasil, principalmente até o dia 22, a partir do qual passaram a se acomodar, mas ainda fechando o mês em alta. Esse movimento propicia uma correção de preços de ativos que correm risco de mercado e que é ainda mais intensificada pelo fato de KDIF11 e IFRA11 estarem sendo negociados com ágio.

Este movimento é notável pelo fato de as cotas patrimoniais terem corrigido razoavelmente menos que as cotas de mercado, mas ainda apresentaram uma queda maior que a dos índices.

Quanto aos juros mais curtos, o comportamento foi contrário ao movimento apresentado pelos juros mais longos. A curva de juros mais curta fechou no decorrer de janeiro, o que impulsionou o retorno de indicadores como o IMA-B 5, que fechou o mês em alta de 0,68%, contra -0,45% do IMA-B.

O fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo procura fazer descolamentos táticos de forma a tentar bater o índice IMA-B 5 e esse descolamento tático estava alongando um pouco mais os vencimentos dos títulos em carteira em comparação ao índice. O resultado do fundo foi positivo, 0,55%, mas ligeiramente inferior ao seu índice de referência. 

- Fundos Imobiliários (idêntica para as carteiras de fundos e ativos), por Ricardo Figueiredo

Em janeiro de 2024 o mercado de FIIs teve alta, na contramão das ações locais, que sofreram forte desvalorização no mês. O Ifix experimentou novas máximas históricas e encerrou o mês aos 3.333 pontos, alta de 0,67%. O índice fechou janeiro com DY médio de 10,5% a.a., o que significa um prêmio de 511 pontos-base frente ao Tesouro IPCA+ 2035. 

O cenário internacional se destacou pelas decisões dos banco centrais nas economias desenvolvidas mantendo o patamar de juro, conforme amplamente esperado pelo mercado. Assim se comportaram BCE e Fed.

A narrativa do mercado agora é interpretar quando tais bancos centrais iniciariam o movimento de corte de juros. Considerando os comunicados dos bancos centrais após as decisões, as expectativas mais otimistas com encurtamento deste prazo vão sendo frustradas.

O Fed, por exemplo, demonstra cada vez mais um início de corte se materializando em maio de 2024, contrariando os mais otimistas, que observavam chance de primeiro corte em março. A despeito deste ajuste de calendário, o direcional (corte de juros) parece ser claro e fez com que os principais índices acionários nos EUA subissem mais de 1% em janeiro. 

Por aqui, nosso Banco Central também fez o movimento esperado, com corte de 0,50% no juro, e o mercado espera que isso continue de forma que cheguemos ao final do ano com a Selic em 9%. A curva de juros apresentou uma abertura de pequena monta, 25 pontos-base, nos vencimentos mais longos, ajustando-se à curva de juros nos EUA, que por sua vez refletiu a diminuição de chance de corte de juro em março. Mesmo com essa pequena abertura de juro longo, o direcional de cortes adiante na taxa Selic seguiu ditando o bom humor dos FIIs.

Setorialmente os FoFs apresentaram boa performance dentre os principais segmentos, com alta de 1% no mês, lembrando que o Ifix subiu 0,67%. Os shopping centers figuraram como o único, dentre os principais setores, com retorno negativo em janeiro, -0,14%, e aqui entendo que o volume de emissões no setor (XPML11, HSML11, MALL11) pesou sobre a precificação no mercado secundário.

A volatilidade inerente à classe mostra que não teremos um ciclo de alta em linha reta, sem percalços, daí a importância de seguir um bom plano de investimentos, porque ele fatalmente te dará a tranquilidade para enfrentar dias de mar mais agitado, algo que seguramente teremos em nossa jornada.

- Ações (carteiras de ativos), por Leandro Siqueira

Apesar do ano novo, a Bolsa de Valores segue alguns velhos hábitos. O Ibovespa fechou janeiro de 2024 com uma queda de 4,79%, a pior em oito anos. Pra se ter uma noção, das 87 ações que estão no índice, 70 fecharam o mês em queda.

Mas se a economia parece estar melhorando, o que motiva esse caos? Entendemos que muito desta queda é ruído de curto prazo. Por exemplo, nos EUA, o payroll (que é o relatório do emprego por lá) mostrou mais uma alta nas vagas de trabalho criadas. Se o desemprego está menor, há uma tendência para que a inflação suba. O melhor remédio para a inflação é o aumento nas taxas de juros. Assim, se havia alguma expectativa de corte dos juros nos EUA neste início do ano, esse dado jogou água no chope e a expectativa é que esse corte seja adiado. Destaque para a palavra “expectativa”.

Como essa expectativa também significa que os títulos do Tesouro americano vão ficar em patamares maiores, vimos um grande resgate de dinheiro “gringo” na nossa bolsa. Com volume menor e muito saque, os negócios na B3 foram fracos e ruins para muita gente. Isso contando com o fato de a economia da China não querer engrenar (vimos até uma deflação) e o Brasil com seus clássicos ruídos políticos.

Por falar nisso, uma de nossas ações que mais sofreu com essas duas últimas complicações foi a Vale. Primeiro, surgiu a conversa de o governo querer emplacar Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda no governo Dilma, como presidente (ou CEO) da mineradora. Isso inevitavelmente trouxe volatilidade para a ação.

Outro ponto é que, com a “aparente” desaceleração chinesa, o preço do minério de ferro (que é bem correlacionado com o preço das ações da Vale) caiu de US$ 140 para abaixo dos US$ 130 a tonelada. Novamente, não há uma confirmação sobre a China, já que é uma economia bem complexa de se ler (e saber para onde vai). Esses motivos puxaram não só a Vale, mas boa parte do Ibovespa.

Com tudo isso, era de se esperar que as ações de nossa carteira também ficassem no vermelho. Como nossos cases são para o longo prazo, enquanto não enxergamos mudança para a tese, a queda faz parte de uma volatilidade normal de um período ruim para a bolsa.

- Ações (carteiras de fundos), por Felipe Arrais

O Ibovespa fechou o mês de janeiro em queda de -4,79%, o que sugere um mês extremamente desafiador para nossos gestores. Por mais que seja esperada uma performance negativa em mês de forte queda da Bolsa, a maior parte de nossos gestores entregou um resultado acima do índice referência.

Como esperado, os fundos long bias foram os que mais conseguiram se defender neste momento por conta de ter uma exposição direcional menor e podendo ter parte da carteira vendida (que ganha dinheiro com a queda dos ativos).

Mesmo entre os fundos long only, a maior parte dos resultados foi superior ao índice Ibovespa no mês de janeiro.

O destaque negativo foi o fundo Forpus, que, apesar de ter uma grande flexibilidade e possibilidade de ganhar dinheiro apostando na queda dos ativos, costuma usar a parte vendida da carteira para ajudar nos retornos. Entretanto, isso eleva o perfil de risco do fundo fazendo com que, eventualmente, ele possa perder dinheiro nas duas pontas.

O resultado do Forpus foi impactado principalmente por posições compradas em setores agrícolas, consumo e varejo, mineração e siderurgia e saúde. As posições em setores industriais, distribuição de energia e o book de proteções ficaram no positivo e ajudaram a amenizar as quedas dos outros setores.

O fundo tem passado por um período difícil com retornos abaixo do índice, mas ainda permanece consistente em prazos mais longos. O time de gestão iniciou 2024 reduzindo exposição em empresas de menor liquidez e mais alavancadas. As maiores posições são em setores de telecomunicações, bens de capital, commodities, utilidades públicas e bancos, além de manter um book de proteção com opções de venda de grandes empresas de tecnologia nos EUA.

- Fundos Multimercados (idêntica para as carteiras de fundos e ativos), por Felipe Arrais

O mês de janeiro começou ruim para nossos multimercados recomendados. Depois de dois meses seguidos de um maior sentimento de tomada de risco, posições mais otimistas em Bolsa e juros acabaram machucando o resultado dos fundos no mês e os deixando para trás do benchmark de renda fixa, o CDI.

O Absolute Vertex continua sendo um dos destaques positivos (como foi em 2023) e entregou um resultado muito próximo do CDI no mês, principalmente por conta de suas posições aplicadas em Bolsa internacional. Para o time de gestão, o cenário do Brasil para 2024 é positivo, mas acreditam que o país irá bem se lá fora também for e, neste caso, estão preferindo tomar posições no exterior.

Do lado negativo, o fundo da ACE apresentou o pior resultado entre nossos recomendados. O time estava com posições mais otimistas para Brasil e as posições em Bolsa brasileira (principalmente construção civil e commodities) contribuíram muito para o resultado negativo no mês. O livro de renda fixa também contribuiu negativamente por conta da abertura de juros mais longos e as posições em moedas e cupom cambial sofreram com a valorização do dólar no mundo.

De maneira geral, mesmo com o tropeço em janeiro, a maior parte dos gestores está otimista para o ano de 2024, tanto quanto a Brasil quanto para mundo.

- Internacionais (idêntica para as carteiras de fundos e ativos), por Felipe Arrais

Terminamos o ano de 2023 com um rali impressionante nos últimos dois meses e iniciamos 2024 com espaço para ajustar um pouco dos excessos de euforia. Os juros norte-americanos iniciaram o ano em viés de alta e o movimento foi intensificado no momento em que o Fed manteve a taxa básica de juros inalterada, acenando que o mercado estaria antecipando demais o início do ciclo de cortes.

Jerome Powell e outros membros do Fed seguem reforçando que a inflação já diminuiu consideravelmente, mas que ainda precisam de sinais mais contundentes de que estaria controlada. Essa cautela se faz necessária ao passo que a economia norte-americana continua surpreendendo positivamente, o que poderia realimentar as forças inflacionárias mais à frente.

Neste contexto, os juros se elevaram prejudicando a performance da maior parte dos ativos recomendados na carteira internacional. Apenas o fundo Morgan Stanley Global Brands e os dois fundos ativos de renda fixa (Oaktree e Pimco) conseguiram fechar o mês de janeiro de maneira positiva em dólares.

Nossa percepção como investidores brasileiros foi de um mês bom, uma vez que o dólar se apreciou com essa elevação dos juros norte-americanos, impulsionando a rentabilidade auferida em reais.

Como destaque negativo, a classe que mais se valorizou nos últimos dois meses do ano também foi a que mais se desvalorizou em janeiro com essa reversão das expectativas, os Reits, que continuam muito pressionados com a perspectiva da manutenção das taxas de juros elevadas por mais tempo.

- Alternativos (idêntica para as carteiras de fundos e ativos), por Thales Inada

O mercado cripto começou o ano de 2024 com uma montanha-russa de emoções. Desde o final do ano passado, tínhamos uma alta expectativa de aprovação do ETF de BTC à vista nos Estados Unidos, fato confirmado no dia 10 de janeiro, quando tivemos a provação de 11 ETFs no mesmo dia. Certamente uma grande conquista para o mercado pois reforça o seu reconhecimento.

Porém todo esse otimismo já estava precificado e, logo depois da aprovação, o BTC chegou a corrigir mais de 20% em menos de duas semanas. Por isso, podemos dizer que passamos pelo famoso ditado do mercado financeiro: compre no boato e venda no fato. 

Até o final de janeiro, o BTC conseguiu se recuperar um pouco e inclusive fechou o mês levemente no positivo. Boa parte desta recuperação veio da compra do ativo para composição dos novos ETFs, que no final do mês, depois de 15 dias de negociação, haviam captado cerca de US$ 1,5 bilhão.

A BlackRock, maior gestora do mundo, lidera na captação e no volume negociado, seguida pela Fidelity, terceira maior gestora do mundo. Ambas inclusive, já solicitaram à SEC o ETF de ETH à vista. Segundo a Bloomberg, depois da aprovação do ETF de BTC à vista, o ETF de ETH tem cerca de 70% de chance de aprovação este ano segundo especialistas do setor, possivelmente entre maio e agosto. Esse é um dos principais impactos positivos para o mercado cripto.

Por isso, apesar de um primeiro impacto negativo nos preços do BTC, não há com o que se preocupar. A aprovação do ETF certamente é positiva, pois trouxe mais credibilidade para o mercado e o fluxo de capital, principalmente institucional, vai aumentar gradativamente pelos próximos anos, além de ter deixado claro o caminho da aprovação para os outros criptoativos.

Ficamos por aqui!

Observando este início de ano com retornos aquém do que gostaríamos, reforçamos que é crucial manter uma perspectiva de longo prazo. A volatilidade e as quedas momentâneas podem desencadear preocupações e incertezas, mas é nos momentos de adversidade que a verdadeira resiliência e estratégia se destacam. Investidores que compreendem a natureza cíclica dos mercados entendem que as flutuações de curto prazo são apenas parte do jogo.

O verdadeiro valor dos investimentos se revela ao longo do tempo, quando fundamentos sólidos e a disciplina financeira sustentam o progresso contínuo.

Esperamos que essa leitura tenha sido benéfica para você. Não deixe de participar da nossa comunidade na Finclub, onde nossos analistas e moderadores interagem diariamente e estão sempre prontos a ajudar.

Um grande abraço,

Equipe de analistas da Finclass

Sobre os analistas

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.

Guilherme Cadonhotto

Sócio

Além de Estrategista da Finclass, Guilherme Cadonhotto é reconhecido como um grande especialista em Renda Fixa. Bacharel em Economia pela FGV e pela Nova School of Business and Economics, além de ter mais de 10 anos na gestão de fundos de investimento de Renda Fixa, Crédito Privado e Multimercado, hoje ele ensina seus alunos e seguidores como conseguir, investindo em renda fixa, rendimentos tão grandes (ou até maiores) que os das ações.

Leandro Siqueira

Fundador

É especialista em ações da Varos e bacharel em Economia pela UFRJ. Atuou na gestão de clube de investimentos e no banco de investimento Modal antes de fundar a plataforma de educação financeira Varos. Hoje, lidera um time de sete analistas CNPI e é apaixonado por mergulhar no dia a dia de negócios das empresas, buscando encontrar oportunidades de crescimento e geração de caixa a preços que sejam uma verdadeira barganha.

Ricardo Figueiredo

Sócio

É analista CNPI, especialista em fundos imobiliários da Finclass. Bacharel em Economia com especialização em Mercados Financeiros e MBA em Gestão Financeira e Atuarial, começou a carreira como professor na área de tecnologia. Migrou para mercado financeiro, no qual atua há quase 20 anos. Entre 2003 e 2021, passou pela área de investimentos da Vivest, maior fundo de pensão de capital privado do país. Realizou análise e gestão de investimentos em imóveis e carteira de fundos imobiliários, que totalizavam mais de R$ 1,2 bilhão. Acredita que todo e qualquer conhecimento não disseminado perde sua utilidade e, por isso, quer levar conteúdo de finanças para todos, com linguagem leve e de forma responsável.

Thales Inada

Especialista em Criptoativos

Especialista em criptoativos e investimentos alternativos da Finclass. Engenheiro, com MBA em investimentos e Asset Allocation. Iniciou no mercado de criptoativos em 2017, com passagem por importantes exchanges como Binance (a maior do mundo), Mercado Bitcoin (a maior da América Latina) e XDEX, a antiga exchange da XP Inc. Agora, deixou as instituições para ficar do lado de investidoras e investidores, com missão de democratizar o universo dos criptoativos e investimentos alternativos por meio de uma linguagem simples e direta, a fim de tornar esse mercado visionário acessível a todas as pessoas.