Um resumo dos principais acontecimentos do mercado financeiro e o que tivemos de alterações nas carteiras no mês;
A performance das carteiras em janeiro de 2025
Escrito por Rodrigo Xavier em OUTROS
Neste relatório, você encontrará:
Os retornos totais e por classe de ativo das carteiras de Valorização e da carteira de Renda em janeiro de 2025, junto à uma explicação dos ativos e fundos que tiveram maior relevância nos resultados totais;
Uma explicação sobre os conceitos de cálculo utilizados e o histórico dos nossos resultados.
O que rolou nos mercados
O resultado das nossas carteiras
Ainda que tenhamos auferido bons desempenhos nas nossas ações recomendadas, após a subida de 4,86% do IBOVESPA, outras classes de ativos relevantes, como fundos imobiliários e investimentos internacionais, tiveram performances negativas e acabaram por prejudicar o nosso desempenho total.
Como consequência destes movimentos, as carteiras encerraram o mês com retornos abaixo do que gostaríamos. As carteiras de Valorização registraram um retorno médio de +0,06%, na execução por ativos, e de -0,49%, na proposta por fundos. Já a carteira de Renda teve uma queda de 0,72%.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
As classes de investimentos que chamaram nossa atenção
A classe que mais se destacou em nossas carteiras foi a de Ações Locais, impulsionada pelo desempenho positivo do IBOVESPA, que avançou 4,86% em reais e 10,8% em dólar. Esse resultado pode ser atribuído a alguns fatores ligados ao nosso mercado local, como o menor ruído político interno, o cenário externo mais construtivo, por conta de uma política tarifária de Trump aparentemente mais amena, além do fato do investidor estrangeiro ter retomado o fluxo de entrada no mercado brasileiro, com um saldo positivo de R$ 6,82 bilhões.
Por outro lado, os fundos imobiliários registraram um desempenho negativo, refletido na queda de 3,07% do IFIX. A principal razão para esse movimento foi o burburinho em torno da possível taxação sobre dividendos voltando à tona. Como o setor é amplamente dominado por investidores pessoas físicas, que tendem a reagir mais rapidamente a esse tipo de notícia, houve uma pressão vendedora significativa, resultando na desvalorização dos papéis.
A classe de investimentos internacionais também teve um mês desafiador, com quedas ao redor de 3%. No entanto, essa performance não se deve a um desempenho fraco dos mercados globais, que, de modo geral, apresentaram retornos positivos, mas sim à valorização do real frente ao dólar, que se apreciou 5,50% em janeiro, impactando negativamente os investimentos dolarizados de nossa carteira.
As demais classes de investimentos tiveram retornos dentro do esperado ou sem grande destaque, como as citadas acima.
Um rápido giro pelo mundo
Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam no azul: o S&P 500 subiu 2,70%, o Dow Jones avançou 1,64%, e o Nasdaq teve um forte desempenho, com alta de 4,70%. O otimismo no mercado foi impulsionado, em grande parte, pelo discurso de posse do presidente Donald Trump, que reforçou seu compromisso com o crescimento econômico e grandes investimentos em tecnologia. Vale lembrar que a política monetária seguiu dentro das expectativas, com a taxa de juros mantida entre 4,25% e 4,50%.
Na Europa, o cenário também foi positivo, refletido pela alta de 6,29% do índice Stoxx 600. O desempenho da região foi sustentado pelo ambiente favorável decorrente do ciclo de cortes de juros, que reduziu de 3% para 2,75%; isso, devido ao bom início da temporada de balanços e a um certo alívio em relação à política tarifária de Trump, que, ao menos até o fim de janeiro, se mostrou mais branda do que era esperado.
Já na Ásia, o ambiente foi mais desafiador, especialmente para a China, onde os mercados acionários sentiram o impacto das tensões comerciais com os EUA e fecharam no negativo. No Japão, o índice Nikkei recuou 0,81%, pressionado pelo aumento da inflação e por taxas de juros em um patamar mais elevado do que o habitual.
Nossa visão
O nosso foco no longo prazo e resiliência para perseguir a alocação estrutural continuam intactos e este é o nosso grande segredo para fazer bons investimentos no longo prazo.
É verdade que nos incomoda que a performance das carteiras não tenha ido tão bem nos últimos meses, mas está tudo totalmente dentro da normalidade dos ciclos de mercado.
Como sempre falamos, temos um time altamente qualificado e estamos bem-posicionados para o futuro, o qual tende a ser promissor para as carteiras.
As alterações nas carteiras em janeiro
No mês de janeiro de 2025, não tivemos nenhuma alteração nas carteiras.
Retorno em janeiro: Carteiras de Valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?
Renda Fixa Pós (execução por ativos): O desempenho médio de nossas carteiras foi de 1,08%, superando os 1,01% do CDI.
Esse resultado se deve à composição atual das recomendações. Para investidores com até R$ 30 mil, a carteira é integralmente alocada no Tesouro Selic, que entregou um retorno de 1,10%. Já para patrimônios acima desse valor, a alocação é dividida em um terço no Tesouro Selic e dois terços em CDBs recomendados, que renderam, em média, 1,06%.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): A média de retorno das carteiras foi negativa em 0,14%, enquanto o IMA-B avançou 1,07%.
O desempenho inferior ao referencial se deve, principalmente, à queda dos fundos de infraestrutura, com recuos de 5,11% no KDIF11 e 2,71% no JURO11. Além disso, nossas alocações em ativos indexados à inflação também tiveram um desempenho inferior ao benchmark, com o Tesouro IPCA 2045 caindo 1,42% e o PACB11 registrando leve alta de 0,11%.
Por outro lado, o impacto negativo foi parcialmente compensado pelo bom desempenho do ETF FIXA11, que subiu 3,97%, e pelo fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo, com alta de 1,89%.
Vale destacar que os ETFs e os títulos públicos refletiram normalmente as expectativas e os negócios do mercado, enquanto os fundos de infraestrutura não sofreram nenhuma deterioração de fundamento. O desempenho negativo desses fundos de infra pode ser atribuído a uma pressão vendedora na B3 mais intensa do que o esperado.
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): O mês novamente não foi fácil para as nossas carteiras, que entregaram média de -4,93% contra -3,07% do IFIX.
Dos 12 fundos recomendados, apenas cinco estiveram acima do referencial, enquanto sete permaneceram abaixo. Aqui, também vale destacar que, proporcionalmente, os fundos com retornos piores tinham maior peso na alocação do que os com desempenhos melhores - o que inclinou um pouco o resultado da classe para baixo.
Pelo lado positivo, podemos destacar o XPML11, único a fechar o mês no positivo com +0,79%. Já pelo lado negativo, destacamos: RBFF11 (-9,78%), RBVA11 (-9,16%) e CPTS11 (-8,03%).
Muito concentrados no investidor pessoa física, os fundos imobiliários vêm sofrendo por conta de uma pressão vendedora dos papéis na B3; entretanto, vemos muitas oportunidades de FIIs com fundamentos sólidos e ótimo potencial de retorno à frente.
Ações (execução por ativos): A classe foi o destaque da nossa carteira no mês, com um retorno médio de 8,25%, superando os 4,86% do IBOVESPA.
As faixas de patrimônio entre R$ 10 mil e R$ 50 mil tiveram os melhores desempenhos, registrando um retorno de 12,85%. Esse resultado foi impulsionado pelos expressivos retornos da C&A (+27,1%) e do Banco do Brasil (+14,5%), cada um representando um terço da carteira nessa faixa.
Para carteiras com patrimônio maior, o retorno médio foi um pouco menor, de 6,79%, mas ainda assim superou o referencial. Essa diferença ocorre porque, na alocação completa, os pesos de C&A e Banco do Brasil são menores, e a carteira inclui outras ações que tiveram desempenhos mais modestos ou abaixo do benchmark.
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): Em janeiro, a média de retorno das nossas carteiras foi de 0,52%, enquanto o IHFA, benchmark da classe, apresentou um desempenho superior, de+0,86%.
O fundo de melhor performance no mês foi o Ace Capital, com +1,27%. Como ele possui maior peso na alocação das carteiras menores, essas apresentaram um desempenho superior.
Por outro lado, os fundos da Kapitalo tiveram desempenhos negativos, com -1,21% no Zeta e -0,06% no Kappa, assim como o SPX Nimitz, que registrou -0,61%. Esses fundos só estão presentes nas carteiras com patrimônio de R$ 500 mil ou mais, o que contribuiu para retornos inferiores nessas faixas.
Internacional (execução por ativos e fundos): Impactadas pela desvalorização do dólar, que recuou 5,50% no mês, nossas carteiras internacionais registraram queda de 3,06%, enquanto o benchmark por índices recuou 2,96%.
O destaque positivo do mês foi o ouro, que, por meio do ETF GOLD11, subiu 1,60%, sendo o único ativo da classe com retorno positivo. Como ele está presente apenas nas carteiras com patrimônio a partir de R$ 30 mil, essas tiveram um desempenho ligeiramente melhor.
As Bolsas globais, de modo geral, apresentaram desempenho positivo. Isso se refletiu no nosso principal representante de renda variável global, o ETF WRLD11, que recuou “apenas” 2,76%, apesar da forte desvalorização cambial.
Os ativos de menor retorno foram os de renda fixa, que também sofreram com o câmbio, resultando em quedas de 5,44%, no BNDX11, e 5,04%, no USDB11.
Alternativos (execução por ativos e fundos): No mês de janeiro, o retorno médio das nossas carteiras foi de -1,16%, enquanto o Bitcoin subiu 2,86%.
Das cinco recomendações, duas superaram e duas ficaram abaixo do referencial (BTC), que também faz parte da alocação. Pelo lado positivo, destacamos a Chainlink, com +18,4%, e a Ondo, com +4,06%. Já pelo lado negativo, a Pendle recuou -27,8% e a Ethereum registrou -6,8%.
As carteiras de menor patrimônio apresentaram retornos ligeiramente superiores às de maior patrimônio. Isso ocorre porque o Bitcoin tem um peso maior na alocação dessas carteiras.
Retorno em janeiro: Carteiras de Valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como você já deve saber, as classes de FIIs, Fundos Multimercados, Internacionais e Alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): Na média, nossas carteiras tiveram um retorno de +0,93%, contra 1,01% do CDI.
O desempenho inferior ao benchmark novamente está atrelado aos fundos da Capitânia, que registraram retornos de 0,68% no Premium e 0,60% no Radar - ambos impactados pela pequena parcela de FIIs na carteira.
Os fundamentos de gestão e ativos que compõem as carteiras da Capitânia seguem sólidos e, caso haja uma melhora no mercado, poderemos observar retornos mais interessantes nos próximos meses. No entanto, o posicionamento em FIIs não tem sido favorável para o fundo recentemente, devido aos desafios enfrentados pelo segmento.
Os demais fundos apresentaram retornos entre 1,08% e 1,19%, com destaque para o SPX Seahawk, que entregou 1,19% (ou 118% do CDI).
As carteiras que destoaram um pouco da média foram a de até R$ 10 mil, que é totalmente alocada em fundos DI taxa zero e rendeu 1,08%, e a de R$ 10 mil a R$ 30 mil, que apresentou um retorno de apenas 0,68%, pois é totalmente alocada no Capitânia Premium.
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Enquanto o IMA-B registrou um retorno de +1,07% no mês, nossas carteiras tiveram, em média, um desempenho de -0,28%. Se desconsiderarmos a carteira de até R$ 10 mil, que foi bem abaixo das demais, a média sobe para +0,52%.
O principal detrator do período foi o KDIF11, que caiu 5,11% em janeiro. Esse ativo é o único recomendado na carteira de menor valor e tem seu peso reduzido conforme o tamanho da carteira aumenta.
Por outro lado, o IFRA11 teve um bom desempenho, com alta de 5,15%, contribuindo para amortecer as perdas causadas pelo KDIF11, embora não o suficiente para superar o referencial.
Os outros ativos recomendados são os fundos passivos atrelados ao IMA-B 5+, que subiram 0,40%, e o fundo Western Asset Ativo IMA-B 5, que avançou 1,89% no mês.
Ações (execução por fundos): Nossas carteiras registraram um retorno médio de 4,73%, enquanto o IBOVESPA fechou o mês com +4,86%.
Dos oito fundos recomendados, seis superaram o benchmark; mas os dois que ficaram abaixo acabaram pesando na comparação com o índice.
O Dahlia Total Return, presente nas carteiras de R$ 10 mil até R$ 1 milhão, com peso de um terço (ou um pouco menos, dependendo da faixa de patrimônio), teve uma alta de “apenas” 2,80%. Já o Forpus Ações, que integra as carteiras de R$ 50 mil até R$ 1 milhão, com pesos entre 10% e 20%, subiu 2,20%.
Por outro lado, o destaque positivo foi o Ibiuna Equities, com alta de 6,57%, enquanto os demais cinco fundos registraram retornos entre 5,02% e 5,82%.
Retorno em janeiro: Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% IFIX, 30% IBOVESPA
Renda Fixa Corporativa: O mês foi abaixo do esperado para a nossa proposta de renda fixa corporativa, com queda de 0,86%, enquanto o IMA-B avançou 1,07%.
Atualmente, a carteira conta com três fundos de infraestrutura, todos com o mesmo peso. O destaque positivo foi o IFRA11, que apresentou um retorno de +5,15%. Por outro lado, o pior desempenho veio do KDIF11, com uma queda de 5,11%, seguido pelo JURO11, que recuou 2,71%.
Título Público: Nossa carteira encerrou o mês com um retorno de +0,82%, ficando ligeiramente abaixo do IMA-B, que subiu 1,07%.
Atualmente, recomendamos quatro títulos públicos: Tesouro Prefixado (+3,57%), Tesouro IPCA 2035 (+0,80%), Tesouro IPCA 2040 (-0,44%) e Tesouro IPCA 2055 (+0,60%).
Na alocação destinada a títulos públicos, o Tesouro Prefixado representa apenas 16,7% da exposição na classe, o que limitou nossas chances de superar o referencial.
Fundos Imobiliários: O cenário para fundos imobiliários segue desafiador, refletindo a queda de 3,07% do IFIX. Nossa carteira acompanhou essa tendência, encerrando o mês com um recuo de 4,47%. O imbróglio sobre uma possível taxação dos dividendos prejudicou muito o fluxo de compras e vendas da classe, que, com a pressão vendedora acima do normal, viu a maior parte dos papéis caírem.
Dos 17 fundos recomendados, apenas cinco superaram o referencial, com destaque para o XMPL11, único a fechar no positivo, registrando um retorno de +0,79%.
Por outro lado, alguns fundos tiveram desempenhos significativamente negativos, impactando nosso resultado. Entre eles vale mencionar: RBFF11 (-9,8%), RBVA11 (-9,2%), PATL11 (-8,9%) e CPTS11 (-8%). Os demais fundos registraram quedas entre -0,3% e -7%.
Assim como ressaltamos na seção de valorização, os preços dos fundos imobiliários estão bastante descontados, o que pode representar uma grande oportunidade, caso o setor apresente qualquer sinal de recuperação.
Ações: O retorno das ações recomendadas foi de 3,64%, enquanto o IBOVESPA registrou uma alta de 4,86%.
Das 10 ações da nossa proposta, quatro superaram o índice de referência, enquanto seis ficaram abaixo.
Dentre os destaques positivos, tivemos o Banco do Brasil (+14,5%) e a Kepler (+10,7%). No entanto, os desempenhos negativos de Sanepar (-5%), Klabin (-3,3%), Taurus (-2,3%) e SLC Agrícola (-0,8%) impactaram o resultado.
As demais ações apresentaram rendimentos entre +1,34% e +7,49%.
O Dividend Yield da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Em janeiro de 2025, o Dividend Yield (DY) acumulado em 12 meses subiu de 10,08% para 10,24%, conforme mostrado no gráfico acima. Esse aumento ocorreu porque o DY de janeiro de 2024, que foi de 0,55%, saiu da média móvel, sendo substituído pelo DY de janeiro de 2025, que registrou 0,71%.
No entanto, por uma questão sazonal, observamos uma redução no DY em relação a dezembro de 2024, que caiu de 0,90% para 0,71%. Abaixo, explicamos os principais fatores que influenciaram esse movimento:
Começamos pelos títulos públicos, nos quais aumentamos o DY do mês em +0,12%, devido ao pagamento do juro semestral do Tesouro prefixado 2035.
Os fundos de infraestrutura também provocaram aumento do DY, adicionando +0,06% ao total. Esse crescimento se explica pelo aumento do dividendo distribuído pelo KDIF11 (de R$ 0,62, por cota, para R$ 1,70, por cota) e do JURO11 (de R$ 0,50, por cota, para R$ 0,75, por cota).
Quando falamos de fundos imobiliários, houve um aumento de 0,01% de Dividend Yield em janeiro, porém não identificamos nenhum grande destaque; o aumento deriva, principalmente, da queda no valor das cotas dos FIIs, que, com essa redução no denominador da conta, faz aumentar o valor do DY.
Por fim, temos as ações que derrubaram o DY da carteira em 0,38%. Por trás disso, há uma questão sazonal, uma vez que poucas das nossas empresas recomendadas costumam pagar dividendos em janeiro. Aqui, vale destacar que o Banco ABC e a Sanepar pagaram juros sobre capital próprio (JSCP) no mês passado e, neste mês, não o fizeram, diminuindo a nossa base comparativa em 0,24%. Além deles, o Bradesco distribuiu um valor menor de JSCP em janeiro do que em dezembro.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras
Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual, que é utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, a exemplo o IBOVESPA, o IFIX e outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).
Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica aos fundos e às carteiras de investimentos).
No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos o quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias em um determinado período.
Máximo Drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500, antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown sería de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o Dividend Yield (DY)
É um indicador que avalia, em termos percentuais, o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado, pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.
Histórico dos resultados
Segue abaixo um arquivo excel com o histórico resultados das carteiras de Valorização e Renda.
DOWNLOAD DO ARQUIVO
Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Máximo drawdown das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Máximo drawdown da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Ficamos por aqui
Como podemos ver nos gráficos de máximo drawdown, entre o fim de 2024 e o começo de 2025, vivemos um momento muito desafiador, com os mercados instáveis e imprevisíveis; diante deste cenário, o “curto prazo” fica prejudicado.
Veja no gráfico abaixo como enxergamos os ciclos de mercado e a forma como isso se conecta com a nossa proposta.
O que deixamos como mensagem aqui é que, no curto prazo, a oscilação é normal, mas com mentalidade de longo prazo e com profissionais qualificados auxiliando, o longo prazo é promissor.
Se tiver dúvidas relacionadas aos nossos resultados ou qualquer outro tipo de questão, compartilhe conosco nas lives e na comunidade, dentro do aplicativo Circle.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo Xavier
Sobre os analistas
Rodrigo Xavier
Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.