Relatórios

A performance das carteiras em julho de 2024

Escrito por Rodrigo Xavier

16 min de leitura

Olá, turma!

No relatório de hoje, trouxemos os resultados de julho de 2024, juntamente com a análise dos ativos e fundos que foram promotores e detratores para a nossa performance.

Para facilitar o seu entendimento ao longo do relatório, veja abaixo a sequência que utilizaremos:

·       O que rolou nos mercados

·       Alterações nas carteiras em julho

·       Retorno em julho: carteiras de valorização por ativos

·       Retorno em julho: carteiras de valorização por fundos

·       Retorno em julho: carteira de renda

·       O Dividend Yield da carteira de renda

·       Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

·       Histórico dos resultados

O que rolou nos mercados

O resultado das nossas carteiras

Julho foi um mês interessante para as nossas carteiras, com todas as propostas superando com alguma folga o CDI. As carteiras de valorização apresentaram retornos entre 1,60% e 3,03%, enquanto o CDI registrou 0,91%.

Pela média das faixas de patrimônio, nossas carteiras de ativos entregaram um retorno de +2,47%, enquanto as carteiras compostas por fundos alcançaram +2,02%. Os investimentos internacionais e os criptoativos foram, mais uma vez, as classes de maior destaque no mês, seguidas de perto pelas ações.

A carteira de renda, por sua vez, fechou o mês com um retorno de +1,50%, mesmo sem contar com a contribuição das classes mais performáticas, já que é composta exclusivamente por ações, fundos imobiliários e renda fixa.

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Pontos positivos

De forma geral, julho foi positivo para todas as classes de ativos, já que nenhum dos benchmarks que utilizamos para comparar nossos resultados apresentou desempenho negativo. Além disso, praticamente todos superaram o CDI, com exceção do IFIX, nosso índice de fundos imobiliários, que encerrou o mês com um ganho +0,52%.

O cenário externo também contribuiu para o otimismo em ativos de maior risco. A desaceleração dos dados de inflação nos Estados Unidos e os discursos mais favoráveis a cortes de juros por parte das autoridades do banco central americano alimentaram um sentimento positivo no mercado global.

Esse ambiente externo se refletiu na performance da carteira de investimentos internacionais, que, com a apreciação do dólar frente ao real de 1,32% e a valorização de 6,67% do ouro, medida pelo ETF GOLD11, gerou retornos entre 3,42% e 4,66% na classe, o que foi um fator significativo para o bom desempenho das carteiras.

O Bitcoin também se beneficiou desse movimento favorável para ativos mais arriscados, entregando um retorno de +8,89% em reais.

No Brasil, fomos favorecidos tanto pelo cenário externo quanto pela melhora no ambiente fiscal, com discursos que reforçaram o compromisso com o novo arcabouço fiscal. Nesse contexto, foi possível observar um fechamento (queda) na curva de juros futuros ao longo do mês, o que contribuiu no desempenho de +3,02% do IBOVESPA e +2,09% do IMA-B.   

Pontos negativos

Este foi um daqueles meses em que precisamos nos esforçar para encontrar pontos negativos, já que todas as carteiras registraram retornos positivos, e as classes de ativos, em geral, tiveram um bom desempenho.

Um ponto observado foi que o IFIX ficou abaixo do CDI, com um retorno de +0,52% contra 0,91%. No entanto, nosso time de fundos imobiliários conseguiu, por meio de uma alocação eficiente, obter retornos próximos ao CDI, superando-o em algumas carteiras de menor valor. Com isso, o impacto foi mitigado nas carteiras gerais.

Outro evento que impactou um pouco nos nossos resultados foi a queda de 9,64% das ações da C&A (CEAB3) no mês. Apesar dessa queda, não temos do que reclamar dos resultados anuais da empresa, já que a ação subiu 7,79% até 31 de julho, enquanto o IBOVESPA recuou 4,87% no mesmo período. Essa oscilação faz parte do comportamento normal do mercado de renda variável.

Em relação aos criptoativos, enquanto o Bitcoin teve um excelente desempenho, com alta de +8,89%, os outros criptoativos da nossa carteira tiveram quedas entre -2,4% e -6,1%. Isso fez com que, apesar do bom retorno absoluto da classe de alternativos, ficássemos abaixo do benchmark da categoria. Em se tratando de ativos dessa natureza, as quedas e altas podem ser mais acentuadas, por isso, o resultado do mês não nos incomoda, pois temos muita convicção do que poderá vir de bom pela frente.

As alterações nas carteiras em julho

Em julho, tivemos três relatórios referenciando ajustes de carteira. Veja abaixo:

1) Em 2 de julho, publicamos o relatório “Nova recomendação para o VILG11 e Retirada do BRCO11: a história não se repete, mas frequentemente rima” (clique aqui).

Nele, retiramos o fundo imobiliário BRCO11 e incluímos o VILG11 no seu lugar. Essa modificação valeu para todas as carteiras de valorização com patrimônio igual ou maior que R$ 30 mil e para a carteira de renda.

2) Em 18 de julho, publicamos o relatório “Mudança na Carteira de Valorização: Venda de AMBP3” (clique aqui).

O intuito do relatório foi apenas de retirar a Ambipar (AMBP3) das carteiras, sem que outra ação fosse colocada no seu lugar.

Essa alteração afetou apenas as carteiras de valorização executadas por ativos para quem tem R$ 50 mil ou mais investidos.

O peso destinado anteriormente à Ambipar foi distribuído igualmente entre as demais ações da carteira.

Fizemos um aviso de venda no dia 16, em nossos canais de comunicação, porém, só foi possível divulgar um relatório no dia 18. Portanto, para fins de cálculo das carteiras consideramos que a retirada foi feita em 16 de julho.

3) Em 31 de julho, publicamos o relatório “Nova Integrante nas Carteiras de Valorização e Renda: Sanepar (SAPR11)” (clique aqui).

Neste relatório, apenas recomendamos a compra de Sanepar (SAPR11) nas carteiras, sem que outra ação fosse retirada para a sua entrada.

Essa alteração afetou as carteiras de valorização executadas por ativos para quem tem R$ 50 mil ou mais investidos e a carteira de renda.

Todas as ações das carteiras onde a Sanepar foi incluída ficaram com pesos iguais; logo, todas diminuíram um pouco o seu peso para que a SAPR11 pudesse ser acomodada em nossas propostas.

Retorno em julho: carteiras de valorização por ativos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?

Renda Fixa Pós (execução por ativos): Nessa parte da carteira não é comum observar grandes variações, uma vez que ela é composta inteiramente por Tesouro Selic para patrimônios de até R$ 30 mil, e por uma combinação de 5% em Tesouro Selic e 10% em CDBs do Banco Daycoval ou BTG para patrimônios superiores a R$ 30 mil.

Em julho, todas as carteiras de renda fixa pós-fixadas apresentaram um retorno de 0,94%, considerando duas casas decimais. Isso resultou em um rendimento de 103,4% para carteiras com patrimônio de até R$ 30 mil e de 104,1% para aquelas com patrimônio superior a esse valor.

Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): Com exceção da carteira de R$ 5 mil até R$ 10 mil, todas as outras superaram o IMA-B, que teve um rendimento de 2,09% no mês.

Esse desempenho positivo pode ser atribuído principalmente ao retorno do Tesouro IPCA 2045, que rendeu 5,15% e compõe 7,5% das carteiras com patrimônio de R$ 10 mil ou mais. Vale lembrar que esses 7,5% correspondem a 37,5% do total da classe.

Das cinco recomendações que fazem parte das nossas propostas para investimentos de R$ 10 mil ou mais, o Tesouro IPCA 2045 foi o único a superar o índice de referência, enquanto os demais apresentaram rendimentos entre 0,70% e 1,32%.

No caso da carteira de R$ 5 mil até R$ 10 mil, dois terços da alocação de renda fixa dinâmica estiveram alocados no fundo BTG Inflation, o qual rendeu 2,66% no mês e amenizou a ausência do Tesouro IPCA 2045.

Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): Nossas carteiras, em média, tiveram um rendimento de 1,12%, superando o referencial, que foi de 0,52%.

Entre os 12 fundos que compõem as propostas de carteira, sete superaram o IFIX, enquanto cinco ficaram abaixo. No entanto, os fundos que tiveram desempenho superior foram mais influentes no resultado.

O destaque principal foi o VILG11, que apresentou um retorno de 6,44%. Esse fundo foi adicionado à carteira em 2 de julho, conforme nosso relatório, substituindo o BRCO11 para carteiras com R$ 30 mil ou mais.

Outros resultados positivos notáveis foram do LVBI11, com um retorno de 4,13%, e do PVBI11, com 2,99%. Por outro lado, os fundos VISC11 e RBVA11 tiveram desempenhos negativos, com quedas de 2,25% e 1,51%, respectivamente.

Ações (execução por ativos): Enquanto o IBOVESPA teve um rendimento de 3,02%, nossas carteiras apresentaram retornos em sentidos opostos. As carteiras com patrimônio entre R$ 5 mil e R$ 10 mil renderam 3,04%, já que a estratégia visa investir em um ETF que acompanha o próprio IBOVESPA. Por outro lado, as propostas para patrimônios entre R$ 10 mil e R$ 50 mil ficaram abaixo do esperado, com uma queda de 2,42%. Já as carteiras com patrimônio superior a R$ 50 mil tiveram um desempenho positivo, subindo 6,02%.

A queda de 2,42% nas carteiras intermediárias foi impactada principalmente pela desvalorização de 9,64% das ações da C&A (CEAB3), que representavam 3,75% da carteira (ou 25% da classe), influenciando negativamente o resultado.

Em contrapartida, o desempenho positivo de 6,02% nas carteiras maiores foi influenciado por dois fatores: o menor peso da C&A nessas carteiras, de apenas 1,88% (aproximadamente 12,5%), e o expressivo retorno de 77,78% da Ambipar (AMBP3) até sua retirada da carteira.

A Ambipar teve uma valorização recente significativa, impulsionada pelas fortes compras de ações da empresa por apenas três players do mercado (o CEO da companhia, a própria Ambipar que recomprou ações, e a Trustee Distribuidora). No entanto, devido à falta de transparência em relação à tese de investimento, optamos por realizar o lucro e acompanhar o movimento de fora.

Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): Das sete faixas de patrimônio que estruturamos aqui na Finclass, apenas três superaram o IHFA (Índice de Hedge Funds Anbima), conforme mostrado na tabela acima. Em média, nossas carteiras apresentaram um retorno de 1,27%, abaixo do referencial, que foi de 1,51%.

Das nove recomendações de fundos, quatro superaram o benchmark, quatro ficaram abaixo, e uma empatou. Dois destaques negativos foram o fundo Ace Capital, que rendeu “apenas” 0,58% e compõe a maior parte das carteiras, sendo a totalidade da carteira de R$ 5 mil; e o fundo Giant Zarathustra, que caiu 2,82% e está presente apenas nas carteiras com patrimônio de R$ 500 mil ou mais. Aqui, vale notar que o mês de julho foi um mês difícil para diversos fundos quantitativos mundo afora, não apenas no Brasil.

É importante notar que a carteira de R$ 1 milhão ou mais sofreu menor impacto do fundo quantitativo do que a de R$ 500 mil, pois o fundo SPX Nimitz, que representa 5% dos 12% da classe nesta faixa de patrimônio, foi um dos destaques positivos, com um retorno de 2,44%. Outro fundo que se destacou no mês foi o Kinea Atlas, que rendeu 2,70% e está presente nas carteiras de R$ 30 mil até R$ 500 mil.

Internacional (execução por ativos e fundos): Nesta classe, grande parte da nossa carteira é composta por ativos que também integram o índice de referência, o que limita grandes desvios quando fazemos comparações. Ainda assim, nossas carteiras, em média, entregaram um retorno de 4,25% contra 3,85% do benchmark.

O principal destaque que impulsionou esse desempenho superior foi o ETF ALUG11 (equivalente ao VNQ no exterior), que entregou um retorno de 8,64% em reais e está presente nas carteiras com patrimônio de R$ 30 mil ou mais. Outro ativo que se destacou foi o GOLD11 (ouro), que fechou o mês com um ganho de 6,67% e também só é incluído nas carteiras a partir de R$ 30 mil.

É importante notar que as carteiras com patrimônio abaixo de R$ 30 mil ficaram ligeiramente abaixo do índice de referência. Isso ocorre porque o ouro, que também faz parte do referencial, não está presente nessas carteiras, e o ALUG11, que não faz parte do índice e foi o ativo com a melhor rentabilidade da classe no mês, só entra nas carteiras maiores.

Alternativos (execução por ativos e fundos): Na média das sete faixas de patrimônio, nossas carteiras tiveram um retorno de 4,23%, contra 8,89% do Bitcoin (BTC), que serve como nosso referencial. A única faixa que equivale ao desempenho do Bitcoin é a de R$ 5 mil a R$ 10 mil, pois ela é composta exclusivamente por BTC.

Essa diferença em relação ao referencial pode ser explicada pelo fato de que os outros três criptoativos em nossas carteiras tiveram desempenhos inferiores ao BTC, inclusive terminando o mês no negativo.

O Ethereum (ETH), presente nas carteiras a partir de R$ 10 mil, caiu 2,44%; a Chainlink (LINK), que entra nas carteiras a partir de R$ 50 mil, teve uma queda de 5,03%; e a Avalanche (AVAX), incluída nas carteiras com R$ 100 mil ou mais, caiu 6,09%.

Atualmente, o BTC está superando o desempenho dos outros criptoativos, mas vemos um cenário muito promissor para as altcoins durante o período do halving do BTC.

Retorno em julho: carteiras de valorização por fundos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

Como você já deve saber, as classes de FIIs, fundos multimercado, internacionais e alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.

Renda Fixa Pós (execução por fundos): Nossas carteiras, em média, renderam 0,93% contra 0,91% do CDI. Mesmo superando o referencial, nossa expectativa era de um retorno superior.

Os retornos foram menores neste mês por conta de problemas atrelados aos fundos da Capitânia, onde o Premium, presente nas carteiras de R$ 10 mil até R$ 1 milhão, rendeu apenas 0,72% e o Radar, das carteiras de R$ 1 milhão, fechou em 0,52%.

Perceba que nas carteiras de R$ 10 mil até R$ 30 mil nosso retorno foi de apenas 0,72%, justamente, porque ali só temos o Capitânia Premium como opção.

Os demais fundos foram bem, com retornos de 1,11% até 1,36%, ou de 122,6% até 150,3% do CDI.

Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Nossas carteiras ficaram abaixo do referencial, com um desempenho médio de 0,52% comparado aos 2,09% do IMA-B.

Das quatro opções presentes na carteira, apenas os passivos de IMA-B5+ superaram o referencial, registrando um retorno de 3,19%. Os outros três fundos tiveram desempenhos mais modestos: KDIF11 rendeu 0,97%, o fundo Western Asset IMA-B5 Ativo retornou 0,83%, e o IFRA11 teve uma queda de 2,30%.

Apesar do forte revés do IFRA11 neste mês, ele continua sendo o fundo com melhor retorno no ano, acumulando 6,65%, em contraste com os 0,97% do referencial. É importante lembrar que oscilações mensais fazem parte do processo de investimento, e precisamos manter a resiliência nestes momentos.

Ações (execução por fundos): O cenário continua desafiador para os gestores recomendados, com nossas carteiras registrando um retorno médio de 2,85%, ligeiramente abaixo dos 3,02% do IBOVESPA.

Entre as oito opções recomendadas, apenas duas superaram o benchmark: o Truxt Long Bias, com um retorno de 7,23%, presente apenas nas carteiras de R$ 1 milhão ou mais, e o Ibiuna Equities, que rendeu 6,21% e faz parte das carteiras com patrimônio de R$ 30 mil ou mais.

Por outro lado, o destaque negativo foi o fundo Forpus, que foi o único a apresentar retorno negativo, com uma queda de 1,39%. Ele está incluído nas carteiras a partir de R$ 50 mil.

Os demais fundos tiveram desempenhos variando entre 1,67% e 2,90%.

Retorno em julho: carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% Ifix, 30% IBOVESPA        

Renda Fixa Corporativa: Em julho, a classe fechou negativa em 0,20%, contra 2,09% do IMA-B.

Atualmente, a nossa proposta de renda fixa corporativa é composta por três fundos de infraestrutura listados em bolsa, todos com o mesmo peso na alocação e abaixo do referencial.

O melhor desempenho dentre os três foi o KDIF11 com +0,97%, já o JURO11 fechou em 0,70% e o IFRA11 caiu 2,30%.

Título Público: Na parcela de títulos públicos, conseguimos fechar acima do IMA-B, com retorno de +3,49%, contra 2,09% do benchmark.

Atualmente, temos quatro títulos públicos que pagam juros semestrais em nossa carteira e todos eles superaram o referencial, com retornos entre 3,18% e 3,99%.

O destaque positivo fica por conta do Tesouro IPCA 2055, que, com maior duração, se aproveitou do fechamento da curva de juros no mês e entregou os 3,99%.

Fundos Imobiliários: A nossa carteira de FIIs entregou 0,86% no mês, enquanto o IFIX subiu 0,52%.

Dos 17 fundos recomendados, dez superaram o benchmark e sete estiveram abaixo.

Os fundos que se destacaram e mais contribuíram para o resultado foram o VILG11 (+6,44%), LVBI11 (4,13%) e o PVBI11 (2,99%). Já pelo lado negativo, tivemos as quedas do VISC11 (-2,25%) e do RBVA11 (-1,51%). 

Ações: Fechamos o mês com retorno de 2,65% na classe, contra 3,02% do IBOVESPA.

Das nove ações que compuseram a proposta no mês, apenas três estiveram acima do IBOVESPA. O principal destaque foi a Kepler (KEPL3) com desempenho de 12,4%, seguida pelo Banco ABC (ABCB4) com +3,11%, e a Klabin (KLBN11), que fechou em +3,03%.

Pelo lado negativo, tivemos os retornos negativos de três empresas, que foram a Vale (VALE3) com -0,95%, a Tegma (TGMA3) com -0,90% e o Banco do Brasil (BBAS3) com -0,60%.

O Dividend Yield da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Em julho, nosso Dividend Yield (DY) foi de 0,61%, uma queda em relação aos 0,86% registrados em junho. No acumulado de 12 meses, mantemos um DY de 9,70%, ligeiramente superior aos 9,57% acumulados no mês anterior.

A redução em relação a junho foi impactada principalmente pela baixa observada nas ações, que geraram uma queda de 0,37% no total.

No mês passado, recebemos dividendos ou juros sobre capital próprio do Banco ABC, Banco do Brasil, Kepler e Bradesco. No entanto, em julho, apenas o Bradesco distribuiu proventos, e com um valor significativamente menor do que no mês anterior.

Por outro lado, parte dessa redução foi compensada pelo pagamento dos juros semestrais do nosso título público prefixado com vencimento em 2035. Esse título paga 4,88% ao semestre nos meses de janeiro e julho, contribuindo com um acréscimo de 0,12% ao nosso DY mensal.

As outras classes de ativos apresentaram pagamentos que, embora com alguns ativos pagando acima ou abaixo do que foi distribuído no mês anterior, não tiveram impacto significativo no resultado geral.

Considerando a redução de 0,37% nas ações e o acréscimo de 0,12% proveniente do título público, tivemos uma variação líquida de -0,25%.

Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.

Como é calculado o retorno das nossas carteiras

Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual e utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais que indicamos para cada ativo todos os dias.

Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o IBOVESPA, IFIX e outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.

Interpretando o retorno por classe

Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark devido às escolhas de ativos feitas.

Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).

Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade

A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica a fundos ou carteiras de investimentos).

No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo) de acordo com a média de suas variações de retorno diárias em um determinado período.

Máximo drawdown

O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.

Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.

Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.

Sobre o Dividend Yield (DY)

É um indicador que avalia em termos percentuais o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.

O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.

É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.

Histórico dos resultados

Retorno das carteiras de valorização por ativos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Retorno das carteiras de valorização por fundos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Retorno da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Volatilidade de 252 dias úteis das carteiras de valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Volatilidade de 252 dias úteis da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Máximo drawdown das carteiras de valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Máximo drawdown da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Ficamos por aqui

A mensagem que queremos deixar no desfecho do relatório é de que períodos de alta podem criar uma sensação de segurança e alimentar uma confiança excessiva, mas é fundamental lembrar que o mercado também está sujeito a fortes quedas de curto prazo.

A euforia dos momentos positivos pode nos levar a subestimar os riscos envolvidos e a adotar uma postura mais arriscada do que deveríamos. Portanto, reafirmamos sempre que o mais importante é manter-se fiel à sua alocação estrutural, pois ela é que irá nos proteger de possíveis “erros emocionais”.

O mês de agosto já começou bem desafiador e pode estar trazendo preocupações, mas manter a prudência e o equilíbrio nessas horas também irá nos ajudar a evitar erros decorrentes de atitudes precipitadas.

Se tiver dúvidas relacionadas às carteiras ou aos ativos que recomendamos, sugiro que compartilhe suas questões em nossa comunidade no aplicativo do Circle. Lá, você poderá interagir com os analistas e outros assinantes, além de acessar conteúdos exclusivos sobre o acompanhamento do mercado.

Um grande abraço e bons investimentos!

Rodrigo Xavier

Sobre os analistas

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.