Vídeo completo com os retornos totais e por classe de ativo das Carteiras de Valorização e de Renda em julho, com uma explicação dos ativos e fundos que tiveram maior relevância nos resultados totais;
A performance das carteiras em julho de 2026
Escrito por Rodrigo Xavier, Matheus Nascimento em OUTROS
Neste relatório, você encontrará:
Uma explicação sobre os conceitos de cálculo utilizados e o histórico dos nossos resultados.
Todo mês reunimos aqui nesse relatório de performance, o resultado detalhado das nossas carteiras em formato de texto.
A partir de agora, essa análise vem também em vídeo: o Rodrigo comenta o cenário, as alterações e o desempenho de cada classe, ativo por ativo. Logo abaixo do vídeo, um resumo escrito e todas as tabelas de retorno ficam à disposição para consultar quando quiser!
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Resumo do mês
O Ibovespa subiu +3,47% em julho, e interrompeu quatro meses seguidos de queda. A temporada de balanços segurou o humor e o índice recuperou boa parte do que havia perdido desde o recorde de abril, acumulando +10,47% no ano. Do lado mais fraco, os fundos imobiliários seguiram penalizados pelo juro alto, com o IFIX em -0,32%, enquanto o CDI entregou +1,22% com a Selic ainda em patamares elevados.
Lá fora, a realização foi bem concentrada: o Nasdaq caiu -3,20% e o S&P 500 ficou praticamente de lado (-0,13%), devolvendo parte de um primeiro semestre muito forte, enquanto o Dow Jones (+0,32%) e o STOXX 600 (+1,16%) resistiram melhor. O tombo maior veio do Nikkei 225, com -8,13%, pressionado pela correção nos semicondutores. Na contramão de todos, o Hang Seng disparou +13,13%. No câmbio, o dólar recuou -1,80% e fechou a R$ 5,07.
Fora das bolsas, o mês foi de commodities: o Brent subiu +23,54% e voltou aos US$ 90, acumulando quase +50% em 2026, o que ajuda a explicar o bom desempenho de Petrobras e Prio na nossa carteira. O ouro avançou +1,08%, o Treasury de 10 anos foi a 4,72% e o Bitcoin subiu +7,31% em dólar (+4,28% em reais, com o câmbio mais fraco).
No nosso lado, o mês se dividiu: a ARCA Valorização por ativos fechou em alta de 0,96%, mas por fundos (-0,25%) e a ARCA Renda (-0,08%) terminaram no negativo.
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Os retornos em diferentes janelas
Abaixo, disponibilizamos um arquivo Excel com o histórico de resultados das Carteiras de Valorização e Renda.
DOWNLOAD DO ARQUIVO
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O resultado por classe no mês
As tabelas abaixo trazem um resumo com o retorno de cada classe contra o seu benchmark. Os destaques ativo por ativo estão no vídeo do começo desse relatório!
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Arca Valorização – por ativos
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Arca Valorização – por fundos
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Arca Renda
Uma mudança na leitura da Carteira de Renda: até o mês passado, separávamos a parte de renda fixa em duas classes, uma de título público e outra de dívida corporativa, onde entravam também os FI-Infras. Agora as duas viraram uma só, chamada simplesmente de Renda Fixa. Nada mudou na carteira nem nos ativos recomendados: a alteração é só de apresentação, e serve para deixar a comparação com o benchmark mais clara e a tabela mais fácil de acompanhar.
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O dividend yield da Carteira de Renda
A carteira de renda está com dividend yield de 9,49% em 12 meses. No mês, o rendimento foi beneficiado pelo pagamento de cupom semestral do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 (NTN-F).
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Orientações sobre como calculamos nossas carteiras
Neste tópico, resumimos alguns conceitos importantes para a leitura dos nossos relatórios.
Como calculamos o retorno das carteiras?
Nossas carteiras seguem a metodologia usual de carteiras teóricas: consideramos um rebalanceamento diário, mantendo os percentuais definidos para cada ativo. Também consideramos o reinvestimento dos dividendos, assim como ocorre nos principais índices do mercado.
Retorno por classe
O retorno de cada classe é calculado como se ela fosse uma carteira independente, permitindo comparar o desempenho das escolhas dos nossos analistas com o respectivo benchmark.
Para isso, os ativos são redistribuídos proporcionalmente dentro de cada classe. Por exemplo, um ativo que representa 1,5% da carteira total, dentro de uma classe que corresponde a 15%, terá peso de 10% no cálculo daquela classe.
Volatilidade
A volatilidade mede a frequência e intensidade das oscilações de um ativo, fundo ou carteira. Nos relatórios, ela é apresentada de forma anualizada e busca indicar o quanto os retornos podem variar ao longo do tempo.
Máximo drawdown
É a maior queda registrada entre um ponto de máxima e o menor valor seguinte, antes de uma recuperação. É uma medida importante para entender o risco de perda de uma carteira.
Por exemplo, se um investimento sobe de R$ 1.000 para R$ 1.500 e depois cai para R$ 750, o máximo drawdown é de 50%.
Dividend Yield (DY)
O Dividend Yield indica quanto um investimento gerou em dividendos em relação ao seu preço, em determinado período. O cálculo considera os dividendos pagos divididos pela cotação de fechamento do ativo.
Vale lembrar que o DY passado não garante o mesmo resultado no futuro. ㅤ
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Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização
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Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Renda
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Máximo drawdown das Carteiras de Valorização
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Máximo drawdown das Carteiras de Renda
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Ficamos por aqui...
Julho trouxe um alívio bem-vindo depois de quatro meses de queda: o Ibovespa subiu +3,47% mesmo com o tarifaço dos EUA batendo à porta no meio do mês.
Lá fora, o movimento foi de rotação, não de queda generalizada. O dinheiro saiu de tecnologia e foi para bancos, cíclicas e defensivas, Nasdaq caiu -3,20% e o Nikkei -8,13%, enquanto o Dow ficou de lado e o Hang Seng disparou +13,13%.
Foi justamente essa rotação que dividiu o resultado das nossas carteiras. A Valorização por ativos entregou +0,96% e ficou acima do benchmark, puxada pelas ações brasileiras. Por fundos (-0,25%) e a Renda (-0,08%) ficaram no negativo, penalizadas pela exposição internacional e pelos fundos imobiliários.
Um mês assim é o retrato do porquê diversificamos: nenhuma classe carrega a carteira sozinha, e é a alocação estrutural que sustenta o resultado no longo prazo!
Seguimos à disposição nas lives semanais, toda quarta às 17h, e na comunidade do Circle. Críticas e sugestões são sempre bem-vindas.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo Xavier | CNPI 8996
Matheus Nascimento | CNPI 10124
Sobre os analistas
Rodrigo Xavier
Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.
Matheus Nascimento
Analista CNPI
É analista CNPI e integra a equipe de Fundos de Investimento da Finclass. Formado em Gestão Empresarial, construiu sua trajetória no mercado financeiro com foco em análise e acompanhamento de estratégias de investimento. Acredita que o acesso à informação de qualidade é um dos principais diferenciais para o investidor pessoa física e, por isso, busca contribuir com análises claras e responsáveis, auxiliando cada investidor a tomar decisões mais conscientes e alinhadas aos seus objetivos.