Relatórios

A performance das carteiras em junho e no 1º semestre de 2024

Escrito por Rodrigo Xavier

22 min de leitura

Olá, turma!

No relatório de hoje, trouxemos os resultados de junho de 2024 e do 1º semestre, juntamente com a análise dos ativos e fundos que foram promotores e detratores para a nossa performance.

Para facilitar o seu entendimento ao longo do relatório, veja abaixo a sequência que utilizaremos:

·       O que rolou nos mercados

·       Alterações nas carteiras em junho

·       Retorno em junho e no ano: carteiras de valorização por ativos

·       Retorno em junho e no ano: carteiras de valorização por fundos

·       Retorno em junho e no ano: carteira de renda

·       O Dividend Yield da carteira de renda

·       Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

·       Histórico dos resultados

O que rolou nos mercados

O resultado das nossas carteiras

O mês de junho foi positivo para as nossas carteiras de valorização. Na média, as carteiras executadas por ativos fecharam em +1,08% e, por fundos, +1,64%, contra um CDI de 0,79%.

A classe que mais contribuiu para este resultado foi a de investimentos internacionais, que representa 20% da nossa alocação e obteve retorno de +7,52%. Sendo assim, teríamos ficado com um retorno próximo de zero caso não fosse essa contribuição.

Já a carteira de renda, que atualmente não conta com exposição em investimentos internacionais por limitação do mercado para boas alternativas pagadoras de dividendos, encerrou junho com um resultado negativo de 0,62%.

Em meio ao cenário de abertura da curva de juros futuros no Brasil e nos Estados Unidos, durante o primeiro semestre, em média, as carteiras de valorização por ativos encerraram o semestre com +4,53%, as de fundos com +5,80%, enquanto a carteira de renda caiu 2,76%. Neste mesmo período, o CDI rentabilizou +5,22% e o IBOVESPA caiu 7,66%.

Os investimentos internacionais e os alternativos foram os maiores promotores do resultado até aqui, enquanto os maiores detratores foram as ações e a renda fixa dinâmica (prefixados e indexados à inflação). No contexto em que a carteira de renda não possui investimento internacional e alternativos, além de deter uma alocação maior em ações, ela naturalmente ficou um pouco abaixo do esperado nesta janela específica.

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Pontos positivos

No início do ano o mercado esperava o primeiro corte dos juros americanos ainda no primeiro trimestre. No entanto, isso ainda não ocorreu, e como mencionamos frequentemente, essa redução será o principal gatilho para destravar o valor das ações, fundos imobiliários e outros ativos de natureza mais arriscada.

Apesar disso, nossa alocação internacional não foi prejudicada. Pelo contrário, foi justamente nessa área que vimos um dos principais retornos da nossa carteira em junho ao longo do ano (até agora).

Esse desempenho positivo deve-se, principalmente, à ótima temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos e ao boom das empresas de tecnologia, especialmente aquelas ligadas a projetos de inteligência artificial. Isso foi extremamente benéfico para a classe de ativos e, consequentemente, para as nossas carteiras de valorização.

Observando o desempenho no ano, também é importante destacar os investimentos alternativos, atualmente compostos apenas por criptoativos. Em meio ao início da temporada do halving do Bitcoin e à maior receptividade do mercado convencional em relação a essa classe, como, por exemplo, a aprovação pela SEC do primeiro ETF de Ethereum, esses investimentos também tiveram uma performance excelente. O próprio Bitcoin, em reais, rendeu +63,4% no ano até 28 de junho.

Pontos negativos

No mês de junho, as classes que mais sofreram em relação aos referenciais foram os fundos imobiliários, com queda de 1,04% no IFIX, e os alternativos, uma vez que o Bitcoin caiu 4,74%.

Em ambos os mercados citados, não observamos nada de muito relevante que pudesse explicar o movimento. No entanto, dada a natureza mais arriscada de ambas as categorias, podemos considerar essas quedas “normais”.

Sob uma perspectiva do semestre, o ponto mais negativo foi observado nas ações, onde o IBOVESPA registrou uma queda de 7,66%, o que espontaneamente se refletiu no desempenho da maioria de nossas recomendações também.

Fatores externos como a manutenção dos juros americanos em níveis elevados, somados à nossa instabilidade política e fiscal e ao resgate de investidores estrangeiros da bolsa, empurraram os ativos para baixo.

Reflexão sobre as carteiras

Pode parecer controverso, mas acreditamos que é normal que alguns ativos recomendados caiam em determinados períodos. Isso pode até ser saudável para uma carteira de investimentos.

“Mas Rodrigo, o que você está dizendo é uma loucura?”

Te garanto que não! Sob uma perspectiva de médio e longo prazo, a maior parte das recomendações tende a valorizar. Porém, em janelas mais curtas, elas podem seguir direções opostas, o que nos ajuda a controlar as oscilações da carteira como um todo.

Por exemplo, neste mesmo semestre, as carteiras de ações por ativos renderam, em média, -7,97%, enquanto a parcela dos investimentos internacionais rendeu +20,80%. Nada impede que, no próximo ciclo, possamos ver o contrário: um movimento de alta amortece o outro movimento de queda e assim vamos seguindo.

O sucesso nos investimentos reside na resiliência e no pleno entendimento e disciplina em relação ao plano que se deseja seguir. Os ativos e classes de ativos vão subir e cair ao longo da jornada, mas, ao olhar para a carteira completa, veremos resultados significativos no longo prazo.

As alterações nas carteiras em junho

No transcorrer de junho só tivemos um ajuste de carteira, na verdade, não chegou a ser um ajuste, mas uma ampliação de alternativas para compor a renda fixa pós-fixada executada por ativos. Veja abaixo:

Em 10 de junho, publicamos o relatório “As desvantagens da pessoa física e uma nova opção de pós-fixado para sua carteira” (clique aqui).

Nele, adicionamos o CDB do BTG Pactual que paga 100,5% como alternativa ao CDB do Daycoval. Nosso intuito foi ampliar o leque de possibilidades para compor a renda fixa pós.

Aqui, vale lembrar que este ativo tem a finalidade de trazer segurança e estabilidade para a carteira, portanto, apesar de existirem outras opções com taxas maiores disponíveis no mercado, não valeria o risco de ocorrer algum imprevisto para essa finalidade.

Retorno em junho e no ano: carteiras de valorização por ativos

Mês de junho

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

1º semestre de 2024

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos que mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado por classe de ativos. Vamos lá?

Renda Fixa Pós (execução por ativos): Nossa proposta é composta integralmente por Tesouro Selic nas carteiras de até R$ 30 mil e 5% de Tesouro Selic e 10% CDB no Daycoval ou BTG Pactual, para carteiras superiores a R$ 30 mil.

Aqui, raramente teremos problemas com retorno, então as carteiras menores estiveram iguais ao CDI e as demais atingiram 104,6% do CDI no mês e 106,2% no semestre.

Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): O cenário político e macroeconômico do Brasil fez com que tivéssemos abertura na curva de juros, o que prejudicou o desempenho da classe. Na média, nossas carteiras tiveram queda de 2,49% no mês e 3,14% no semestre. Enquanto isso, o referencial IMA-B caiu 0,97% em junho e 1,10% no ano.

O maior responsável pelo resultado abaixo do esperado foi o Tesouro IPCA 2045, que caiu 5,33% em junho e 13,54% no mês, e representa 7,5% da carteira total (ou 37,5% da renda fixa dinâmica) para patrimônio igual ou superior a R$ 10 mil.

Pelo lado positivo, podemos destacar o rendimento dos fundos de infraestrutura no ano, onde o KDIF11 da Kinea rendeu +3,96% no ano e o JURO11 da Sparta +5,89%, ajudando a amenizar uma queda que poderia ser maior.

As nossas carteiras estão posicionadas para um ciclo de corte de juros, portanto, no menor sinal de início dessa situação, poderemos ver excelentes retornos no tesouro IPCA, por isso, mantemos normalmente a recomendação.

Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): Infelizmente, ficamos abaixo do IFIX no mês e no ano, como podemos verificar nas tabelas acima. Obtivemos retorno médio das carteiras de -2,15% no mês e -0,19% no ano, contra o IFIX rendendo -1,04% no mês e +1,08% no ano.

A diferença não é tão grande dada à volatilidade da classe. E se olharmos desde o início da carteira em novembro de 2022, performamos +18,77% contra apenas 11,84% do benchmark, logo, essa janela de curto prazo não nos preocupa e faz parte do processo.

No mês, os retornos dos fundos oscilaram entre -0,15% e -6,72%. Destaque negativo para o BRCR11 (-6,72%), FATN11 (-4%) e VISC11 (-3,78%), enquanto o fundo “menos negativo” foi o XPML11 (-0,15%).

Já no ano, nossos maiores detratores foram o BRCR11, com queda de 8,36%, e o PVBI11 caindo 7%. No caso do BRCR11, tivemos um evento corporativo ligado ao fundo onde todo cotista ganhou uma ação do CNES11, a qual recomendamos a venda alguns dias depois. Em meio a essa operação, o cômputo final da operação apontou para uma queda parecida com a do PVBI11.

Pelo lado positivo, destacamos o PORD11 com +6,41%. Os demais fundos performaram entre 4,14% e -3,81%, durante os períodos em que estiveram na carteira.

Ações (execução por ativos): Superamos o IBOVESPA, em junho, na média das carteiras por faixa de patrimônio, fechamos em 2,90% contra 1,48% do referencial. Em contrapartida, no ano, estivemos um pouco abaixo: na média das carteiras, ficamos com -7,97% contra -7,66% do benchmark.

Das oito ações que compuseram a carteira em junho, apenas duas superaram o IBOVESPA, mas elas foram muito bem. Destaque para a Ambipar (AMBP3), que subiu incríveis 59,85% por conta de efeitos especulativos recentes e a Fleury (FLRY3), com retorno de +6,98%. Pelo lado negativo, vimos as Lojas Quero Quero (LJQQ3) caindo 13,69%.

Dado que a Ambipar integra apenas as carteiras de R$ 50 mil ou mais, vimos essas carteiras superando com folga o IBOVESPA, enquanto as carteiras menores ficaram um pouco abaixo do índice. O caso de Ambipar está sendo explorado com mais detalhes pelo nosso time de ações em outros meios de comunicação da Finclass, mas no momento em que escrevemos este relatório o aumento já passa de 130%.

No ano, tivemos algumas retiradas, entradas e trocas de ações. Na média das carteiras, fechamos próximos do IBOVESPA, mas as carteiras para patrimônios menores performaram melhor que as maiores.

No geral, nossas apostas em 2024 estiveram abaixo do índice, mas podemos destacar positivamente as ações da C&A (CEAB3), que se valorizaram em 19,28% no ano, e estiveram presentes em todas as carteiras, porém com mais peso nas menores.

Pelo lado negativo, temos a Ambipar (AMBP3), que fechou o semestre com queda de 20,62% (mas já se recupera em julho) e o Bradesco (BBDC4), que acumulou perdas de 18,27% no semestre desde que adentrou em nossas carteiras. Ambas as empresas estão apenas nas carteiras de R$ 50 mil ou mais. 

O nosso time tem como propósito buscar as melhores oportunidades disponíveis no mercado, mas alguns fatores políticos e econômicos precisam acontecer para que o valor de algumas ações seja destravado, por isso, uma janela semestral pouco explica sobre aonde queremos chegar. O momento agora é de resiliência, até porque quando os retornos positivos chegarem, eles tendem a vir fortes e rapidamente.

Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): Nossas carteiras, em média, tiveram retorno de +0,62% no mês, contra +0,76% do IHFA. Já no ano, até junho, fechamos em 0,63%, contra 0,20% do índice.

Num cenário de mercado com alto grau de imprevisibilidade, a classe tende a sofrer um pouco mais, por isso ficamos para trás do próprio CDI nas janelas de curto prazo; o referencial rendeu 0,79% no mês e 5,22% no semestre.

Em junho, a maior parte dos fundos teve bons desempenhos; sobretudo, os fundos que integram as carteiras de R$ 500 mil ou mais, que fecharam com retornos entre +0,97% e +2,45% - destaque para o Gávea Macro Plus (+2,45%) e o Kapitalo Zeta (+2,16%).

Em contrapartida, ainda no mês, dois dos três fundos que participam das carteiras inferiores a R$ 500 mil estiveram abaixo do referencial, foram os casos de Ace Capital com -0,77% e Kinea Atlas em +0,42%. Por isso, vimos as carteiras maiores com desempenhos melhores no mês.

No ano, a única carteira que ficou abaixo do IHFA foi a de R$ 5 mil até R$ 10 mil, pois só conta com a presença do Ace Capital e o mesmo teve retorno negativo de 2,49%. Os demais fundos, no geral, foram superiores ao referencial, valendo um destaque positivo para o Absolute Vertex, que subiu +3,51%.  

Internacional (execução por ativos e fundos): A classe foi o maior destaque em termos de retorno absoluto no mês, com um resultado médio das carteiras de 7,52%, contra 7,37% do benchmark composto por índices. No ano, o desempenho também foi positivo, com um retorno médio de +20,80%, ligeiramente abaixo do benchmark, que registrou +22,29%.

Ainda se beneficiando do boom das empresas de tecnologia listadas nos EUA, e contando com a valorização do dólar frente ao real em 6,30%, tivemos um excelente mês de junho. Os ativos recomendados renderam entre 5,85% e 8,98%, destacando-se os fundos Morgan Stanley Global Brands (+8,98%) e ETF ALUG11 (+8,50%). No contexto onde ambos não fazem parte do benchmark da classe, conseguimos um retorno médio ligeiramente acima do referencial.

No ano, os maiores destaques foram o ouro, por meio do ETF GOLD11 (+29,02%), e o ETF WRLD11 (+26,30%), ambos integrantes da composição do índice. Por outro lado, o ALUG11, que reflete o mercado de REITs americanos, teve o pior desempenho no semestre, com retorno de “apenas” + 9,67%. Este ativo, que representa uma aposta do time na renda variável global, prejudicou nosso resultado quando comparado ao referencial.

Acreditamos que há muito potencial nas nossas apostas, como no caso do ALUG11. No entanto, mantemos uma visão de longo prazo e preferimos não aumentar a rotatividade das carteiras para capturar ganhos de curtíssimo prazo; na hora certa, o ativo destravará seu valor.

Alternativos (execução por ativos e fundos): Na média das carteiras, tivemos retorno negativo de 6,77% em junho, contra queda de apenas 4,74% do Bitcoin (sempre considerando em reais). No ano, o retorno absoluto da classe foi o grande destaque da carteira, com +54,84% ante +63,39% do Bitcoin.

Essa nossa “perda” para o Bitcoin se justifica, pois a moeda digital também faz parte da carteira, mas as demais alternativas estiveram abaixo dela no mês e no ano.

O Ethereum até que fica próximo ao Bitcoin nos retornos mensais e anuais, mas, em junho, o retorno da Avalanche (AVAX) foi de -17,95% e da Chainlink (LINK) -20,79%.

Já no semestre, a Chainlink entregou apenas 1,70%. Se fizermos uma costura entre a Polkadot enquanto esteve recomendada e a Avalanche após sua entrada, uma vez que trocamos uma pela outra, teríamos um retorno negativo de 32,6% nesta “posição conjunta”. Logo, isso explica o retorno abaixo do benchmark.

Aqui, também vale um destaque importante: estamos posicionados para a temporada de halving do Bitcoin, onde as altcoins (criptoativos que não são o Bitcoin) tendem a performar muitíssimo bem, portanto, estamos muito confiantes de que essa diferença será resolvida no próximo ciclo.

Retorno em junho e no ano: carteiras de valorização por fundos

Mês de junho

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

1º semestre de 2024

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

Como você já deve saber, as classes de FIIs - fundos multimercado, internacional e alternativos - são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes de renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.

Renda Fixa Pós (execução por fundos): O ano de 2023 foi muito duro para a indústria de fundos renda fixa pós, visto que houve uma quantidade expressiva de problemas no setor, como foi o caso dos eventos de crédito nas das lojas Americanas e Credz. Por conta disso, em 2024, iniciamos um movimento de recuperação, uma vez que bons gestores conseguem aproveitar boas oportunidades nos momentos de estresse do mercado.

Dito isso, o que vimos no mês de junho e no semestre foram retornos acima do CDI. Na média das carteiras, tivemos retornos de 0,86% no mês e 6,09% no ano, contra o CDI de 0,79% em junho e 5,22% no semestre.

Em junho, com exceção dos fundos da Capitânia, onde o Radar rendeu +0,58% e o Premium +0,78%, ainda por conta de problemas com debêntures das Casas Bahia, os demais fundos estiveram acima do CDI, com retornos entre 0,93% e 1,07%, o que nos fez ver praticamente todas as carteiras superando o referencial no mês.

No ano, todos os fundos e, consecutivamente, as carteiras superaram o CDI. A marca negativa ficou por conta dos fundos da Capitânia, que renderam 103,5% do CDI na versão para qualificados (Radar) e 105,1% do CDI na versão para público geral (Premium), prejudicando nosso retorno total da classe. Os demais fundos estiveram entre 121,9% e 141,60% do CDI, com destaque para o JGP Select, que rendeu até junho 7,39% no ano.

Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Assim como na renda fixa pós, por aqui, também estivemos acima do referencial no mês e no ano. O retorno médio das carteiras foi de 0,98% em junho, contra queda de 0,97% do IMA-B. No semestre, nosso retorno médio foi de 3,23% ante a rentabilidade negativa de 1,10% do benchmark.

O grande destaque do mês e do ano foi o IFRA11, fundo de infraestrutura listado do Itaú, que rendeu +4,64% no mês e 9,16% no ano, e integra todas as carteiras com R$ 10 mil ou mais. Além dele, também cabe destaque ao KDIF11 da Kinea, que rendeu 0,64% em junho e +3,96% no ano, e faz parte de todas as carteiras.

O desempenho da classe poderia ser maior se não fossem os passivos ao IMA-B 5 +, que caíram 2,28% no mês e 5,26% no ano, e representam 25% da classe (ou 5% do total) nas carteiras de R$ 30 mil ou mais.    

Ações (execução por fundos): Em junho, seis das nossas sete faixas de patrimônio superaram o IBOVESPA. Considerando a média dessas sete faixas, obtivemos um retorno de 1,85% contra 1,48% do índice. No acumulado do ano, tivemos uma perda média de 8,65% em comparação à queda de 7,66% do referencial.

No mês, apenas três dos oito fundos superaram o IBOVESPA. No entanto, esses três fundos — Dahlia Total Return, Brasil Capital e Ibiuna Equities — estão na maior parte das carteiras, o que nos permitiu superar o IBOVESPA em todas as carteiras iguais ou inferiores a R$ 1 milhão. Destacou-se positivamente o fundo Dahlia Total Return, com retorno de +2,86%, enquanto pelo lado negativo, evidenciamos o Truxt Long Bias, com queda de 0,11%.

No acumulado do ano, quatro fundos superaram o IBOVESPA, enquanto outros quatro tiveram desempenho inferior. Os retornos variaram entre -0,90% e -15,30%. Pelo lado positivo, destacam-se o Dahlia Total Return (-0,90%) e o SPX Falcon (-0,91%), ambos fundos long biased tradicionais, que tendem a se proteger melhor em períodos de baixa do mercado.

Pelo lado negativo, chamaram atenção o Forpus (-15,3%) e o Brasil Capital (-11,39%). Este último integra todas as carteiras, mas seu peso diminui gradualmente conforme o patrimônio aumenta, começando pela proposta de até R$ 10 mil, onde ele é o único fundo de ações, e terminando na de R$ 1 milhão ou mais, onde seu peso é de 3% (ou 20% da classe). 

Retorno em junho e no ano: carteira de renda

Mês de junho

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% Ifix, 30% IBOVESPA        

1º semestre de 2024

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% Ifix, 30% IBOVESPA

Observação inicial: Nas classes de fundos imobiliários e ações, nós trouxemos à tona o conceito de performance atribuída para facilitar a explicação, uma vez que tivemos um número considerável de alterações no ano. Este conceito diz respeito ao quanto cada ativo contribuiu no resultado total da carteira, já considerando seu respectivo desempenho, representatividade e período em que esteve na carteira. O resultado total da classe nada mais é que o somatório do que foi contribuído pelos ativos individualmente.

Renda Fixa Corporativa: A classe superou com folga o IMA-B tanto no ano (6,48% vs -1,10%) quanto em junho (0,95% vs -0,97%). Durante o ciclo, a proposta foi composta por três fundos de infraestrutura listados em bolsa, cada um com 5% de peso na posição total, ou 33,3% na classe.

No mês de junho, fechamos bem graças ao IFRA11 do Itaú, que rendeu +4,64%. O KDIF11 da Kinea também teve um desempenho positivo, rendendo 0,64%, enquanto o JURO11 da Sparta apresentou uma queda de 2,37%.

No acumulado do ano, todos os fundos foram positivos, com retornos de 9,16% no IFRA11, 5,89% no JURO11 e 3,96% no KDIF11.

Título Público: Considerando que as curvas de juros futuros subiram significativamente para prazos mais longos, tanto no mês quanto no ano, foi inevitável conter a queda do IMA-B e, consequentemente, da nossa carteira de títulos públicos. No ano, caímos 4,84% contra -1,10% do referencial, e no mês, nossa baixa foi de -2%, enquanto o índice caiu 0,97%.

Essa queda maior que a do índice se justifica porque temos uma proposta de ativos com prazos longos, os quais sofrem mais em movimentos de abertura das curvas de juros (juros futuros sobem). No entanto, no menor sinal de fechamento das curvas de juros (juros futuros caem), esses ativos tendem a subir fortemente.

Atualmente, temos quatro títulos públicos, sendo três indexados à inflação que pagam juros semestrais, com vencimentos em 2035, 2040 e 2055, e um prefixado, com vencimento em 2035. Esses títulos tiveram retornos entre -1,50% e -3,29% em junho, e entre -3,42% e -7,78% no ano, o que explica os resultados mencionados.

Fundos Imobiliários: Em meio a um semestre com algumas revisões na carteira para prepará-la para o próximo ciclo, fechamos ligeiramente abaixo do IFIX. No mês, tivemos uma rentabilidade negativa de 1,92%, enquanto o IFIX caiu 1,04%. No ano, acumulamos uma rentabilidade de +0,51%, ante +1,08% do referencial.

Dos 17 fundos que compuseram a carteira em junho, dez ficaram abaixo do índice. Dentre as maiores quedas, destacam-se: BRCR11 (-6,72%), FATN11 (-4,03%), VISC11 (-3,78%), JSRE11 (-3,46%) e RBFF11 (-3,44%). Por outro lado, contribuíram para amenizar nossas perdas o KNSC11 (+0,80%) e o GARE11 (+0,30%).

Sob a ótica do semestre, 23 fundos imobiliários estiveram na carteira, considerando as entradas e saídas. Avaliando seus respectivos pesos na alocação e o tempo permanecido na carteira, os maiores promotores dos resultados foram o BTCI11 e o PORD11, que agregaram sozinhos performance atribuída de 0,39% e 0,36%, respectivamente, ao resultado total de 0,51% dos FIIs. Ambos foram incluídos na carteira na revisão de 29/1, com o BTCI11 representando 3% da carteira completa (ou 7,5% dos FIIs) e o PORD11, com peso de 3,5% (ou 8,75% dos FIIs).

No lado negativo, identificamos os fundos BRCR11 e PVBI11, que juntos reduziram 0,86% do total de 0,51% alcançado pela classe, sendo detratores de 0,43% cada um. Embora tenhamos passado por um período desfavorável com esses fundos, suas equipes de gestão e portfólios são excelentes e fizeram bons movimentos de gestão no primeiro semestre, o que nos deixa muito confiantes para o futuro.

Ações: No segmento de ações, ficamos um pouco abaixo do IBOVESPA, tanto no mês quanto no ano. Assim como nos fundos imobiliários, passamos por um período de revisão da carteira para obter melhores resultados no futuro. Em junho, fechamos com +1,01%, contra +1,48% do IBOVESPA. No acumulado do ano, tivemos uma queda de 10,53%, enquanto o índice caiu 7,66%.

Em junho, não fizemos alterações na carteira. Dentre as nove ações recomendadas, três superaram o IBOVESPA: Klabin (5,51%), Taurus (3,71%) e Banco ABC (2,55%). Tivemos seis ações que ficaram abaixo do índice e três casos de retorno negativos, que foram Kepler Weber (-2,74%), SLC Agrícola (-2,08%) e Vale (-1,55%).

No dia 12 de março, realizamos uma revisão importante na carteira: retiramos cinco ações e adicionamos outras sete, totalizando nove ações na nova composição.

No acumulado do ano, entre entradas e saídas, 14 ações fizeram parte da carteira. Destas, apenas três conseguiram adicionar valor no período em que estiveram em nossas carteiras, ajudando a amenizar a queda de 10,53% da classe. Klabin, que entrou na carteira em 12 de março, obteve uma performance atribuída de +0,92%. Itaú, que permaneceu só até 12 de março, adicionou +0,77% para a classe, e o Banco do Brasil, presente na carteira durante todo o ano, agregou 0,05%. Vale lembrar que estamos falando do valor adicionado em relação ao total da classe, e não do retorno absoluto das ações, que naturalmente foi maior que a performance atribuída.

Pelo lado negativo, os maiores detratores do nosso resultado foram: a Vale, que retirou 2,82% do resultado total da classe, estando presente na carteira durante todo o ano; seguida pela B3, que reduziu nosso resultado em 2,14% e esteve na carteira até 12 de março, além da Taurus, que diminuiu 1,93% do nosso resultado desde que entrou na carteira, em 12 de março.

Como mencionamos na seção "O que rolou nos mercados", alguns problemas políticos e econômicos nos impediram de obter resultados melhores no semestre. No entanto, nossa carteira está preparada para absorver essa virada. Na renda variável, é importante ter paciência para aguardar os movimentos positivos, que costumam ocorrer de maneira forte e rápida.

Internacional: Por meio do relatório de 28 de maio, decidimos retirar o BLQD39 da carteira de renda, único ativo que fazia parte da classe de investimento internacional.

Essa decisão foi mais por questões operacionais do que por fundamentos do ativo em si. No entanto, esse fato deve ser cuidadosamente considerado por nós, pois uma execução inadequada pode trazer perdas relevantes.

Devido à limitação de alternativas no nosso mercado, a carteira de renda pode, às vezes, ter sua alocação estrutural alterada à medida que o mercado evolui.

Sendo assim, por falta de período completo, a classe ficou zerada no mês. Enquanto esteve na carteira, do início do ano até 28 de maio, o BLQD39 subiu 0,4%  e representou 2,5% na alocação.

O Dividend Yield da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Em junho, obtivemos um DY de 0,86%, um volume considerado bom, porém abaixo do mês anterior, que foi de 0,95%. Vamos às explicações:

É normal ter algum tipo de oscilação na distribuição mensal, uma vez que temos ativos que pagam dividendos semestral, trimestralmente e até mesmo esporadicamente.

Pelo lado que faz aumentar o valor em relação ao mês passado, temos três ações que pagaram dividendos em junho e não haviam pago em maio: Banco do Brasil, Banco ABC e Kepler Weber. Além disso, o Bradesco pagou mais em junho do que em maio. Somadas, essas ações adicionaram 0,37% de DY à carteira. Além disso, entre ajustes de carteira e oscilações de dividendos pagos nos FIIs, tivemos um acréscimo de +0,02% no DY para junho.

Pelo lado que faz diminuir, sabemos que maio é o mês de pagamento dos juros semestrais dos títulos públicos do Tesouro IPCA 2035 e 2055, os quais haviam adicionado 0,42% no DY do mês passado. Também tivemos a Klabin, que pagou dividendo no mês passado e não distribuiu este mês, causando uma diferença de -0,04% no DY da carteira. Por fim, tivemos o BLQD39, que saiu da carteira e fez reduzir 0,1%, além de uma redução de 0,1% residual dos demais ativos da carteira.

Considerando os 0,39% adicionados e os 0,48% subtraídos, obtivemos uma diferença de -0,09%.

No primeiro semestre de 2024, foram distribuídos 5,21% de dividendos em nossa carteira, enquanto em 12 meses obtivemos 9,57%.

Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

Neste tópico explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.

Como é calculado o retorno das nossas carteiras

Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual e utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais que indicamos para cada ativo todos os dias.

Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o IBOVESPA, IFIX e outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.

Interpretando o retorno por classe

Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark devido às escolhas de ativos feitas.

Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).

Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade

A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica a fundos ou carteiras de investimentos).

No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo) de acordo com a média de suas variações de retorno diárias em um determinado período.

Máximo drawdown

O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.

Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.

Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.

Sobre o Dividend Yield (DY)

É um indicador que avalia em termos percentuais o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.

O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.

É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.

Histórico dos resultados

Retorno das carteiras de valorização por ativos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Retorno das carteiras de valorização por fundos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Retorno da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Volatilidade de 252 dias úteis das carteiras de valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Volatilidade de 252 dias úteis da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Máximo drawdown das carteiras de valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Máximo drawdown da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Ficamos por aqui

É preciso reconhecer que o primeiro semestre foi um pouco abaixo do que esperávamos, isso vale tanto pela ótica do retorno absoluto das carteiras quanto pelos retornos por classe contra seus respectivos benchmarks.

Ocorre que, alguns fatores políticos e macroeconômicos travaram o valor dos ativos que escolhemos, e isso é de certa forma normal.

As nossas convicções continuam representadas pelas recomendações e acreditamos bastante nelas. Com a cabeça sempre voltada para o longo prazo, seremos pacientes com a nossa proposta para que a virada de ciclo nos favoreça.

Em diversos momentos da história dos mercados, os retornos chegam de maneira rápida e forte. Sabendo disso, nos manteremos resilientes e com a carteira pronta para receber os bons resultados, sem nenhum tipo de euforia ou desespero de curto prazo.

Se tiver dúvidas relacionadas às carteiras ou aos ativos que recomendamos, sugiro que compartilhe conosco na nossa comunidade no aplicativo do Circle. Lá, você poderá interagir com os analistas e outros assinantes, além de acessar nossas lives e outros conteúdos exclusivos sobre o acompanhamento do mercado.

Um grande abraço e bons investimentos!

Rodrigo Xavier

Sobre os analistas

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.