Um resumo dos principais acontecimentos do mercado financeiro e o que tivemos de alterações nas carteiras em maio;
A performance das carteiras em maio de 2025
Escrito por Rodrigo Xavier em OUTROS
Neste relatório, você encontrará:
Os retornos totais e por classe de ativo das carteiras de Valorização e de Renda no mês, com uma explicação dos Ativos e Fundos com maior relevância nos resultados totais;
Uma explicação sobre os conceitos de cálculo utilizados e o histórico dos nossos resultados.
O que rolou nos mercados:
O resultado das nossas carteiras
Com as boas rentabilidades observadas no ano, sobretudo nos últimos três meses, nossas carteiras superam o CDI em 2025. Maio deu sequência a esse bom momento, com retorno médio de 2,18% na Carteira de Valorização por ativos, 2,36% na versão por Fundos, e 1,04% na Carteira de Renda.
Os destaques do mês foram os ativos internacionais e os criptoativos — justamente as classes que não compõem a Carteira de Renda. Por isso, ela não conseguiu acompanhar o ritmo de desempenho das demais.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Cenário Global
Um evento muito importante acabou ditando o ritmo dos mercados em maio: a diminuição das tensões comerciais entre China e Estados Unidos. Após sucessivos aumentos tarifários — que chegaram a 145% dos EUA para a China e 125% da China para os EUA —, os dois países firmaram um acordo para, durante 90 dias, restaurar as alíquotas aos níveis anteriores às tensões, enquanto buscam destravar as negociações com os devidos cuidados.
Vale destacar que, antes da escalada citada, as tarifas estavam em 30% dos EUA para a China e 10% no sentido inverso. Essa sinalização trouxe alívio aos mercados, que passaram a enxergar uma possibilidade de trégua por parte do presidente Donald Trump, inclusive nas negociações com outros países.
Além disso, não houve divulgação de indicadores de atividade, inflação ou mercado de trabalho que trouxessem surpresas muito negativas - o que contribuiu para a manutenção de um ambiente mais construtivo. A temporada de resultados corporativos também começou de forma positiva, com a maior parte das empresas reportando números em linha com o esperado ou ligeiramente acima.
O bom humor global impulsionou os mercados acionários. As bolsas americanas se destacaram, com alta de 9,56%, no Nasdaq, 6,15%, no S&P 500, e 3,94%, no Dow Jones. Na Europa, o Euro Stoxx 600 subiu 4,02%, enquanto o Hang Seng, da China, avançou 5,29% e o Nikkei 225, do Japão, fechou em alta de 5,33%.
Esse movimento global favoreceu nossa alocação em ativos internacionais, que se destacou nas Carteiras de Valorização. Além disso, o Bitcoin voltou a destravar valor e entregou um retorno de 12% em reais, contribuindo positivamente para os resultados do mês.
Cenário Local
O Brasil poderia ter aproveitado mais do bom momento externo, mas, mesmo assim, não ficou para trás. Encerramos o mês com alta de 1,45% no IBOVESPA e de 1,44% no IFIX, índice dos fundos imobiliários. Já o IMA-B, que representa a dívida pública indexada à inflação, fechou com ganho de 1,70%.
Esse foi o terceiro mês consecutivo de alta para o IBOVESPA, que também registrou quatro renovações de máxima no período. A entrada dos investidores estrangeiros também ajudou a sustentar esse desempenho. No acumulado do ano, o Brasil continua sendo destaque quando comparado com Bolsas de Valores de outros países.
O que pode ter segurado um pouco do resultado foram as preocupações com o controle fiscal e como o governo tem buscado elevar a arrecadação, como o recente aumento do IOF em algumas operações, as quais ainda estão sendo discutidas e trouxeram um pouco mais de cautela ao mercado. Ainda assim, o saldo do mês foi positivo, com um sentimento favorável em relação aos resultados entregues.
As alterações nas carteiras em maio
Em maio, tivemos duas alterações de recomendação, ambas na Carteira de Renda, seguem abaixo:
- Em 5 de maio, publicamos o relatório “Reforço na renda recorrente e expectativa de TIR: Sai GARE11, entra BTHF11”.
Fizemos uma simples troca na Carteira de Renda, retirando o fundo imobiliário GARE11 para abrir espaço para a entrada do BTHF11.
Essa troca, segundo os estudos do nosso time, trata-se de uma alteração de caráter tático, que otimiza a geração de renda e amplia o potencial de ganho de capital.
- Em 15 de maio, publicamos o relatório “Até logo, Tegma!”, que, como já diz no nome, trata-se da retirada da empresa da Carteira de Renda.
A Tegma saiu sem que outra ação entrasse em seu lugar; as demais empresas da carteira receberam o peso de Tegma proporcionalmente.
A retirada foi uma decisão técnica, pautada única e exclusivamente pelo patamar de preço. A empresa continua sendo uma referência no setor e pode, sim, voltar à carteira, caso o mercado ofereça uma nova janela de entrada com margem de segurança.
Retornos: Carteiras de Valorização por ativos
Retorno em maio
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?
Renda Fixa Pós (execução por ativos): A classe novamente rodou como o esperado. Em maio, tivemos retorno de 1,16% para carteiras com patrimônio inferior a R$ 30 mil e de 1,18% para aquelas com patrimônio superior; já o CDI ficou em 1,14%.
O Tesouro Selic, que compõe integralmente a classe nas carteiras de até R$ 30 mil, rendeu 1,16%. Já a média dos CDBs do Daycoval e BTG — que representam 10% dos 15% alocados nessa classe, para carteiras acima de R$ 30 mil —, teve retorno de 1,19%.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): O retorno médio da classe foi de 3,48%, muito superior ao 1,70%, observado no IMA-B.
Os principais destaques foram o Tesouro IPCA 2050, que se beneficiou do fechamento das curvas de juros futuros e entregou um retorno de 5,44% no mês, ele representa 7,5% da alocação dentro dos 20% destinados à classe.
Outro destaque relevante foi o fundo de infraestrutura JURO11, que fechou com alta de 4,29%. Ele compõe 5% das carteiras com patrimônio acima de R$ 10 mil e 7,5% das carteiras menores.
Os demais ativos recomendados tiveram desempenhos mais comedidos, ficando um pouco abaixo do referencial, com retornos entre 0,7% e 1%.
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): Após registrarmos um retorno consideravelmente acima do IFIX em abril - o que ajudou a manter nosso desempenho acima do referencial no ano -, maio se mostrou um mês mais desafiador. O retorno médio das nossas carteiras foi de +0,10%, enquanto o referencial entregou +1,44%.
Dos 12 fundos recomendados, apenas quatro superaram o índice: RBFF11 (+5,17%), BRCR11 (+4,14%), KFOF11 (+2,46%) e PORD11 (+2,07%).
Dos oito que ficaram abaixo do IFIX, cinco fecharam no campo negativo. Quem mais sofreu foi justamente o RVBI11 (-2,31%), presente em todas as carteiras e com peso maior nas de menor valor patrimonial - não à toa, as carteiras menores performaram pior.
Outros fundos, que podem ser mencionados pelo lado negativo, são o CPTS11 (-2,03%) e o VISC11 (-1,94%).
Ações (execução por ativos): O desempenho da maior parte das carteiras de ações foi relativamente próximo ao do IBOVESPA, que rendeu 1,45% no mês. Entretanto, para quem possui patrimônio entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, o retorno ficou bem aquém, encerrando o período com queda de 4,79%.
Após a divulgação de resultados corporativos abaixo do esperado, o Banco do Brasil registrou uma queda de 19% — a pior entre todos os ativos e fundos recomendados no mês. Como ele representa um terço das carteiras nas faixas de patrimônio citadas acima, acabou impactando negativamente essas carteiras.
Em um vídeo, postado na área logada da Finclass (link do vídeo), você pode entender com mais clareza o que ocorreu com a empresa, que segue normalmente entre nossas recomendações.
Das outras cinco empresas recomendadas, duas ficaram abaixo do referencial e fecharam no campo negativo: SLC (-1,83%) e Fleury (-1,08%).
Já as demais tiveram bom desempenho, como Lojas Quero-Quero (+4,35%), Sanepar (+6,64%) e Bradesco. Essa última se destacou ainda mais após resultados corporativos acima do esperado, fechando em +18,16% - o que quase anulou o impacto do Banco do Brasil nas carteiras com patrimônio superior a R$ 50 mil.
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): O retorno médio da classe foi de 1,02%, pouco abaixo do IHFA (1,13%) e do CDI (1,14%).
Dos sete fundos recomendados, três superaram os referenciais e quatro ficaram abaixo. Os destaques positivos foram o Kinea Atlas, com retorno de +4,07%, o Kapitalo Zeta, com +3,94%, e o Kapitalo Kappa, com +2,77%.
Na ponta negativa, tivemos o SPX Nimitz, com -0,05%, o Absolute Vertex, com +0,01%, o Giant Zarathustra, com +0,33% e o Ace Capital, com +0,77%.
Os investidores com patrimônio entre R$ 30 mil e R$ 500 mil encerraram o mês com retorno de +1,60%, devido à combinação dos fundos escolhidos nessas carteiras. Já os demais perfis obtiveram retornos entre +0,39% e +0,77%, como pode ser visto pela tabela de resultados acima.
Internacional (execução por ativos e fundos): Auxiliada pelo bom desempenho do mercado externo, a classe encerrou o mês com retorno médio de +3,39%, ligeiramente abaixo do referencial, que avançou 3,47%.
A renda variável foi a principal responsável pelo resultado, com destaque para o WRLD11, que subiu 6,38%, e para o fundo MS Global Brands, que teve alta de 6,53% — este último, presente apenas nas carteiras com patrimônio superior a R$ 1 milhão.
A renda fixa global teve desempenho mais modesto, com retorno de “apenas” 0,64%, no BNDX11, e 0%, no USDB11.
Ficamos ligeiramente abaixo do benchmark, composto por alguns dos próprios ativos recomendados. Neste sentido, o ALUG11, que não faz parte do índice, subiu só 1,80%, desempenho consideravelmente inferior ao do WRLD11, ETF que representa a renda variável no benchmark.
Alternativos (execução por ativos e fundos): Apesar de representar apenas 3% da carteira, a classe foi destaque no mês, com desempenho médio de +17,44%, contra 12,02%, do Bitcoin (BTC), em reais.
O grande destaque foi o Ethereum, que subiu 42,23% em reais e está presente em todas as carteiras superiores a R$ 10 mil - com peso ainda maior nas carteiras menores. Outro ativo que se destacou, superando o desempenho do BTC, foi a Pendle, com alta de +15,62%.
Pelo lado negativo, as criptos Ondo e Chainlink recuaram 9,2% e 1,9%, respectivamente.
Retornos: Carteiras de Valorização por fundos
Retorno em maio
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como você já deve saber, as classes de FIIs, Fundos Multimercados, Internacionais e Alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes Renda Fixa Pós, Renda Fixa Dinâmica e Ações.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): Nosso desempenho médio foi de 1,17%, frente aos 1,14% do CDI.
Dos seis fundos recomendados, quatro superaram o referencial, com destaque para o Valora Guardian, com +1,29% (113,8% do CDI), o SPX Seahawk, com +1,28% (112,3% do CDI), e o Solis Antares, com +1,25% (110,1% do CDI).
Pelo lado negativo, ficaram os fundos da Capitânia, que, por terem natureza mais volátil e assumirem risco pontual também em FIIs, fecharam o mês com desempenho de +0,86% no Radar (versão para investidores qualificados) e +1,12% no Premium (destinado ao público geral).
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): A rentabilidade média da classe foi de 1,11%, contra 1,70% do IMA-B.
Nossa alocação está 100% concentrada no KDIF11 para carteiras de até R$ 10 mil. Já para as carteiras com patrimônio superior a esse valor, temos 50% alocado em um fundo passivo atrelado ao IMA-B, 25%, no KDIF11, e 25%, no IFRA11.
Dado esse contexto, o resultado das carteiras refletiu os desempenhos individuais: o IFRA11 subiu 0,32%, o KDIF11 fechou com alta de +0,90% e o fundo passivo entregou +1,63%.
Apesar de encerrarmos o mês abaixo do IMA-B, seguimos tranquilos, pois, no acumulado do ano, ainda estamos superando o índice (8,72% vs 7,41%).
Ações (execução por fundos): Os fundos de ações tiveram ótimo desempenho em maio, com retorno médio de 4,06%, enquanto o IBOVESPA registrou rentabilidade de 1,45%.
Dos oito fundos recomendados, apenas um ficou abaixo do referencial: o Forpus, que fechou com alta de +0,93%. Os demais apresentaram retornos interessantes, variando entre 3,27% e 7,33%.
Os maiores destaques foram o SPX Falcon, com 7,33%, e o Truxt Long Bias, com 7,26%, ambos presentes apenas nas carteiras com patrimônio a partir de R$ 1 milhão. Outro fundo que também se destacou foi o Ibiuna Equities, com retorno de 5,95%, integrante de todas as carteiras acima de R$ 30 mil.
Retornos: Carteira de Renda
Retorno em maio
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% IFIX, 30% IBOVESPA
Renda Fixa Corporativa: A classe entregou retorno de +1,85%, enquanto o IMA-B subiu 1,70%.
Nossa proposta conta com três fundos de infraestrutura, que detêm pesos iguais na alocação; neste mês, o destaque positivo foi o JURO11, com +4,29%.
Já os outros dois fundos ficaram abaixo do referencial, casos do KDIF11, com +0,90%, e do IFRA11, em +0,32%.
Título Público: Mais uma vez, aproveitando o fechamento das curvas de juros futuros, nossas recomendações entregaram um rendimento de +2,67%, enquanto o IMA-B, como já mencionado, fechou em +1,70%.
Os títulos do Tesouro IPCA com pagamento de juros semestrais se destacaram, com retorno de 3,62% no vencimento em 2060, 3,19% no de 2045 e 2,23% no de 2035. Além deles, completando a lista, o Tesouro Prefixado, com juros semestrais e vencimento em 2035, encerrou o mês com alta de 1,54%.
Fundos Imobiliários: Nossa proposta de fundos imobiliários fechou o mês com desempenho de 0,70%, enquanto o IFIX obteve retorno de 1,44%.
Dos 17 fundos recomendados, oito superaram o referencial, enquanto os demais ficaram abaixo. Um dos destaques foi justamente o BTHF11, que rendeu 7,28% no mês. No entanto, como passou a integrar nossa carteira apenas em 5/5, seu retorno a partir dessa data foi de 4,60%. Outros fundos que também se destacaram foram o RBFF11 (5,17%) e o BRCR11 (4,14%).
Dentre os nove fundos abaixo do referencial, sete apresentaram retorno negativo, com os piores desempenhos observados no RVBI11 (-2,31%), CPTS11 (-2,03%) e VISC11 (-1,94%).
Ações: Em maio, nossa carteira teve um retorno de 0,10%, enquanto o IBOVESPA entregou um resultado de +1,45%.
Das 10 ações recomendadas, incluindo Tegma - que esteve presente na carteira até o dia 15/05 -, sete ficaram abaixo do referencial - todas com desempenho negativo.
O maior detrator foi o Banco do Brasil (-19%), cujo resultado pode ser melhor compreendido no vídeo a seguir (link do vídeo). As demais ações, que fecharam no vermelho, apresentaram quedas entre -3,46% e -0,02%.
O resultado poderia ter sido pior, se não fosse o excelente desempenho do Bradesco (+18,2%), impulsionado pelos fortes resultados do 1º trimestre. Além dele, contribuíram positivamente para o desempenho da carteira, Kepler Weber (+8,3%) e Sanepar (+6,6%).
O Dividend Yield da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
O Dividend Yield (DY) da Carteira de Renda em maio foi de 1,31%, significativamente acima dos 0,67% registrados em abril.
Essa diferença, de 0,64 ponto percentual, se deve integralmente ao pagamento dos juros semestrais dos títulos públicos Tesouro IPCA, com vencimentos em 2035 e 2045 - que, juntos, representam 10% da carteira (5% cada).
Nas demais classes de ativos, houve apenas variações pontuais, sem impacto no total.
Na dívida corporativa, os fundos KDIF11 e JURO11 mantiveram o mesmo nível de DY observado no mês anterior. Já o IFRA11 pagou um pouco mais, mas não o suficiente para alterar a segunda casa decimal do resultado geral.
Na classe ações, Klabin e SLC Agrícola pagaram proventos no mês, compensando as distribuições feitas por Taurus, Tegma e Banco BMG, em abril - que não se repetiram agora.
Nos fundos imobiliários, pequenas mudanças no valor das cotas e no volume distribuído de dividendos acabaram se anulando, sem impacto relevante no DY total.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras?
Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual, utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, a exemplo do IBOVESPA, do IFIX e de outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5%, dividido por 15%).
Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico, que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica aos Fundos ou Carteiras de Investimentos).
No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos o quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias, em um determinado período.
Máximo Drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750) - ou máximo drawdown de 50% -, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o Dividend Yield (DY)
É um indicador que avalia, em termos percentuais, o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos, no período avaliado, pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.
Histórico dos resultados
Segue abaixo um arquivo Excel com o histórico dos resultados das Carteiras de Valorização e Renda.
DOWNLOAD DO ARQUIVO
Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Máximo drawdown das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Máximo drawdown da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Ficamos por aqui
Embora nossas carteiras estejam apresentando um bom desempenho no ano, aproveito a oportunidade para reforçar a importância de manter a disciplina nos investimentos.
Isso significa: seguir com os aportes recorrentes na carteira de investimentos e manter a alocação o mais próxima possível da sugestão indicada pela Finclass.No longo prazo, essa consistência é o que realmente faz a diferença nos resultados. Por isso, é fundamental estar atento a esses pontos e seguir firme no plano.
Se tiver dúvidas relacionadas aos nossos resultados ou qualquer outro tipo de questão, compartilhe conosco nas lives e na comunidade, dentro do aplicativo Circle.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo Xavier
Sobre os analistas
Rodrigo Xavier
Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.