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A performance das carteiras em março de 2024 e no ano

Escrito por Rodrigo Xavier

18 min de leitura

A performance das carteiras em março de 2024 e no ano

Olá, turma!

No relatório de hoje, trouxemos os resultados do mês de março e do primeiro trimestre fechado de 2024. Também evidenciamos os ativos e fundos que contribuíram ou prejudicaram nossa performance. 

Para facilitar seu entendimento ao longo do relatório, veja abaixo a sequência que utilizaremos:

- O que rolou nos mercados

- As alterações nas carteiras em março

- Retorno em março e no ano: carteiras de valorização por ativos

- Retorno em março e no ano: carteiras de valorização por fundos

- Retorno em março e no ano: carteira de renda

- O Dividend Yield da carteira de renda

- Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

- Histórico dos resultados

O que rolou nos mercados

O resultado das nossas carteiras

Embora março tenha apresentado desafios no cenário local, conseguimos registrar ganhos significativos nas carteiras de valorização. Em média, alcançamos +1,61% nas carteiras de ativos e +1,62% nas de fundos, superando o CDI, que ficou em apenas 0,83%. Já na carteira de renda, muito concentrada em ações locais e FIIs, observamos um desempenho mais modesto, positivo em 0,30%.

No trimestre, as nossas carteiras de valorização por ativos renderam, em média, +3,46% e por fundos +3,98%, contra um CDI de +2,62%. Enquanto isso, nossa carteira de renda encerrou o trimestre com +0,06%, prejudicada pela queda generalizada no mercado acionário representada pela baixa de 4,53% no Ibovespa.

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Destaques positivos

O destaque para o bom desempenho das carteiras de valorização, tanto no mês quanto no ano, foram as classes de ativos internacionais e alternativos. Por exemplo, o Bitcoin em reais obteve uma valorização de +16,1% no mês e +71,8% no ano. 

No mercado internacional, vimos uma série de renovações das máximas históricas em diversas bolsas ao redor do mundo, como no DAX (Alemanha), Nikkei (Japão), Nasdaq e S&P (Estados Unidos), entre outras, o que resultou em um desempenho notável do ETF WRLD11, que obteve +4,50% em março e +11,4% no ano. 

O ETF busca seguir um índice composto por uma posição de renda variável global, com pesos condizentes com o tamanho dos respectivos mercados e está presente em todas as nossas propostas de carteiras de valorização.

Em março, a maioria dos indicadores macroeconômicos e financeiros divulgados estava em linha com as expectativas do mercado. Já a temporada de resultados das empresas ao redor do mundo, na média, superou as expectativas, o que contribuiu bastante para o desempenho das bolsas estrangeiras.

Pontos negativos

Pelo lado negativo, temos o Ibovespa, representante do mercado acionário brasileiro, que registrou uma queda de 0,71% em março e de 4,53% no primeiro trimestre. 

O fluxo de resgate do investidor estrangeiro na bolsa foi superior a R$ 20 bilhões no trimestre e teve um papel determinante nesse resultado, visto que observamos uma redução na diferença entre as taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos, preocupações sobre o ambiente fiscal no Brasil, entre outros pontos que naturalmente pressionam para baixo os preços das nossas ações. 

Além disso, as expectativas de uma redução nas taxas de juros nos Estados Unidos foram adiadas de março para entre junho e setembro, o que impactou negativamente nosso mercado e vem travando o potencial de crescimento da maior parte das nossas recomendações na classe. 

Embora o Banco Central do Brasil tenha mantido sua promessa de reduzir as taxas de juros em 0,50% até março, observamos uma mudança no tom dos discursos, sugerindo uma possível desaceleração no ritmo de cortes. Essa alteração poderá ter impactos significativos no mercado local nos próximos meses, o que torna essencial estarmos atentos a essa questão.

Apesar do revés no mercado de ações, o IFIX, que representa o setor imobiliário no Brasil e tem uma participação estrangeira irrelevante, teve um desempenho melhor, com uma alta de 1,43% em março e de 2,92% no ano.

Reflexão sobre as carteiras 

Como sempre destacamos, o mercado é cíclico. No ano passado, por exemplo, o Ibovespa teve uma queda de 7,16% no primeiro trimestre, seguida por um aumento de +15,9% no segundo trimestre. Por isso, nossa proposta é manter nossa alocação estrutural de forma consistente, para não perder oportunidades importantes tentando acertar o timing do mercado

Antes de prosseguirmos, é importante ressaltar que um maior detalhamento na visão por classes de ativos pode ser encontrado nos relatórios mensais divulgados na Finclass. O relatório de performance tem o intuito de trazer um enfoque mais generalista dos temas.

As alterações nas carteiras em março

Durante o mês de março, tivemos três relatórios apontando para alterações em nossas carteiras, sendo dois direcionados para a carteira de renda e um para a carteira de valorização. Vamos ver abaixo quais foram as alterações:

1) Em 8 de março, publicamos o relatório “Montando uma carteira de renda fixa”. Nele, aproveitamos para fazer dois ajustes na nossa carteira de renda: 

- Retiramos a LCA do BTG com pagamento de juros mensais para a inserção do título público Tesouro Prefixado com juros semestrais 2035 em seu lugar. Aqui, vale um aviso de que o Tesouro Prefixado paga juros apenas semestralmente, nos meses de janeiro e julho.

- A segunda troca foi por motivo mais simples: o Tesouro IPCA+ 2032 deixou de ser emitido pelo Tesouro Nacional. Agora, o ativo IPCA+ com juros semestrais mais curto passou a ser o Tesouro IPCA+ 2035. Portanto, fizemos essa atualização por questão de disponibilidade do ativo.

Vale observar que o Tesouro IPCA+ 2032 pagava juros em fevereiro e agosto, enquanto o Tesouro IPCA+ 2035 pagará juros nos meses de maio e novembro.

2) Em 12 de março, publicamos um relatório extraordinário chamado “Mudanças na carteira de renda e as nuances do mercado”, o qual trouxe muitas movimentações na classe de ações da carteira de renda. 

Nosso intuito com essa quantidade excessiva de trocas foi nos enquadrarmos à filosofia de investimentos da nossa empresa parceira na classe ações, a Varos Research. Veja abaixo o que alteramos:

- Entraram na carteira as ações do Bradesco, Tegma, Klabin, SLC Agrícola, Kepler Weber, Taurus e Banco ABC

- Saíram da carteira as ações do Itaú, B3, Vivo, Taesa e Minerva.

- Ao final deste fluxo de trocas, ficamos com nove ações na carteira de renda, todas elas com pesos iguais. Veja como ficou:

A tendência é que agora nossas mudanças na carteira sejam menores e mais comedidas, porém era necessário atualizar a proposta de ações para o próximo ciclo de mercado.

3) Em 28 de março, publicamos o relatório “Avalanche (AVAX): a blockchain escolhida pelos bancos”, no qual substituímos a Polkadot (DOT) por Avalanche (AVAX) nas carteiras de valorização com patrimônio de R$ 100 mil ou mais. Atualmente, o peso deste ativo é de 0,25% da carteira total ou 8,33% da classe de alternativos. 

Retorno em março e no ano: carteiras de valorização por ativos

Retorno em março

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Retorno no ano de 2024

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

As explicações abaixo têm o intuito de auxiliá-lo na compreensão de quais os ativos que mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado por classe de ativos. Vamos lá?

Renda Fixa Pós (execução por ativos): Na fatia de 15% destinada para a renda fixa pós, nossas carteiras são compostas integralmente por Tesouro Selic para patrimônios de até R$ 30 mil. Para valores acima dessa quantia, alocamos 5% no Tesouro Selic e 10% no CDB do banco Daycoval.  

Dado que não tivemos mudanças ao longo do ano e o Tesouro Selic rendeu bem próximo do CDI, e o CDB do Daycoval esteve ofertado entre 107% e 110% do CDI, tivemos um retorno médio das carteiras um pouco superior a 105% do CDI, tanto no mês quanto no ano.

Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): No mês e no ano, nossas carteiras estão um pouco abaixo do referencial da classe, o IMA-B.

Fechamos março com retorno médio das carteiras em -0,05% e o IMA-B +0,08%. Já no ano, foi de -0,64% contra +0,18% do referencial. 

Houve uma abertura da curva de juros no mês e no ano, o que significa que as taxas oferecidas em prazos mais longos estão mostrando tendência de alta. Neste contexto, ativos indexados à inflação e prefixados com prazos mais longos tendem a ter perdas na marcação a mercado do ativo. Por isso, dado que 7,5% das carteiras com patrimônio de R$ 10 mil ou mais estão investidas no Tesouro IPCA 2045, ficamos atrás do benchmark.

A título de curiosidade, o Tesouro IPCA 2045 perdeu 1,65% no mês e 5,01% no ano. Como contrapartida, destacamos pelo lado positivo o fundo de infraestrutura JURO11, que rendeu 1,30% no mês e 2,36% no ano e detém 5% das carteiras em qualquer faixa de patrimônio.

Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): O mês de março não foi dos melhores para nós. Na média das carteiras, obtivemos retorno de 0,38% contra 1,43% do IFIX. O resultado de março prejudicou o ano, onde fechamos com retorno médio de 2,86% contra 2,92% do benchmark.

Antes de explicar os motivos pelos quais obtivemos os retornos citados, gostaríamos de ressaltar que alguns solavancos em períodos muito curtos são normais e fazem parte do processo. No entanto, nossas carteiras entregam, em média, um retorno de 22,41%, contra 13,87% do IFIX desde o início, em 7 de novembro de 2022.

Em março, apenas dois dos nossos 12 fundos recomendados para as carteiras estiveram acima do referencial. Trata-se do VISC11 e do LVBI11, que renderam 2,23% e 2,07%, respectivamente. Pelo lado negativo, destacamos o BRCR11, que perdeu 2,58%, enquanto os outros 10 fundos tiveram retornos entre -0,88% e +1,39%.

Em 2024, cinco fundos superaram o IFIX, enquanto sete ficaram abaixo. Assim, o resultado médio das carteiras esteve próximo ao índice. Destaque positivo para o HGLG11 (+6,43%), KFOF11 (+5,33%) e PORD11 (+5,23%). O ponto negativo fica por conta do BRCR11, único FII em queda no ano com perda de 0,58%. Os demais fundos tiveram retornos entre 0,28% e 3,75%.

Ações (execução por ativos): Em meio aos ajustes necessários que fizemos no início do ano, chegamos ao retorno médio das carteiras de +0,71% em março e -3,39% em 2024, superiores ao Ibovespa, que caiu 0,71% no mês e 4,53% no ano.

No mês, apenas oito ações estiveram presentes nas carteiras, das quais quatro foram superiores e quatro inferiores ao benchmark. O grande destaque, que fez a diferença no resultado, foi C&A (CEAB3), que fechou em 13,55% no mês, algo que ocorreu basicamente nos dois últimos dias do mês. Vale lembrar que a empresa consta em todas as carteiras com patrimônio igual ou superior a R$ 10 mil.

Essa queda no ano não nos preocupa, visto que estamos superando o referencial. Em meio às trocas que fizemos, enxergamos que apenas duas ações fizeram uma diferença mais substancial no portfólio e, por coincidência, ambas estão presentes na carteira desde o início do ano. Pelo lado positivo, destacamos C&A (CEAB3), que rendeu 35,89% no ano, e pelo negativo, a queda de Vale (VALE3) com uma desvalorização de 17,68%, em meio a tensões políticas associadas à empresa. 

Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): Pela média das carteiras, tivemos um retorno de 1,08%, contra 0,85% do benchmark IHFA em março, e no ano foi de 1,14% versus 0,68% do referencial. Vale citar que o CDI no ano foi de 2,62%.

Conforme observado na tabela acima, as carteiras com patrimônio igual ou superior a R$ 500 mil se destacaram, impulsionadas principalmente pelo retorno do Kapitalo Zeta, que rendeu +4,02% em março. Em contrapartida, as carteiras com patrimônio abaixo de R$ 30 mil tiveram desempenho inferior ao IHFA, principalmente devido ao desempenho do Ace Capital (0,71%) e Absolute Vertex (0,31%).

No ano, os resultados das carteiras maiores de R$ 500 mil também se favoreceram, principalmente  devido ao desempenho do Kapitalo Zeta, que fechou o trimestre com 4,03%. Por outro lado, as carteiras menores de R$ 500 mil, além de não contarem com o Zeta, estão sofrendo devido à presença do Ace Capital, que está negativo em 1,16%.

Internacional (execução por ativos e fundos): Se olharmos para o retorno absoluto, a classe é destaque no mês e no ano, ficando atrás somente da classe de alternativos. Entretanto, todas as nossas carteiras estão abaixo do referencial proposto para a classe no mês e ano. Ainda que nossa proposta de investimentos globais seja bastante ancorada no índice que está apontado na nota abaixo das tabelas, nós fazemos algumas “apostas pontuais” para obter alguns ganhos extras no longo prazo, os quais ainda não destravaram valor em 2024.

Em renda variável, apostamos uma parte da composição nos REITs americanos, via ETF ALUG11 (ou VNQ no exterior). Na renda fixa, investimos em BDRs de crédito corporativo global, como o BLQD39 e o BHYG39. Para as carteiras de R$ 1 milhão ou mais, optamos por fundos destinados a investidores qualificados da Oaktree e Pimco para renda fixa, e Morgan Stanley para renda variável.

Dito isso, o que ocorreu para estarmos abaixo do benchmark é justamente o desempenho melhor dos ETFs recomendados que fazem parte do referencial, em comparação com as “apostas”. Por exemplo, na renda variável, o ETF WRLD11 obteve retorno de 4,50% em março e 11,41% no ano, enquanto o ALUG11 fechou em 0% no mês e 7,96% no ano, e o Morgan Stanley Global Brands com 0,54% no mês e 7,66% no ano.

As performances citadas acima explicam quase a totalidade da diferença, uma vez que o descasamento na parcela de renda fixa foi mais comedido. Aqui, cabe um destaque: o ouro, representado pelo ETF GOLD11 (IAU no exterior), fechou o mês com +9,53% e no ano já acumula 10,78%, o que, com seus 3% da carteira (ou 15% se olharmos apenas a fatia internacional), ajuda a impulsionar o retorno absoluto da classe e das carteiras na totalidade.

Alternativos (execução por ativos e fundos): A classe é nosso grande destaque no mês e no ano. Na média, nossas carteiras renderam +12,24% no mês e 63,08% no ano. Porém, o BTC em reais, utilizado como referencial de comparação da classe, esteve positivo em 16,1% no mês e 71,8% no ano até 29 de março.

Conforme a carteira vai aumentando, os pesos sugeridos para o BTC vão caindo e, como ele teve o melhor desempenho entre os quatro ativos que recomendamos no trimestre, inevitavelmente ficamos abaixo do referencial.

As carteiras maiores vão apresentando desempenhos inferiores às menores, tanto pelo peso do BTC, que vai caindo, quanto pelo resultado menor da DOT e LINK na comparação com BTC e ETH no ano, pelo fato de só adentrarem na carteira em patrimônios maiores.

Retorno em março e no ano: carteiras de valorização por fundos

Retorno em março

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Retorno no ano de 2024

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% Ibovespa, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

Como muitos de vocês já sabem, as classes de FIIs, fundos multimercado, internacional e alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos, portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.

Renda Fixa Pós (execução por fundos): O ano passado foi um dos mais difíceis para o nosso mercado de crédito. Alguns problemas em empresas que detinham boa avaliação de crédito desestabilizaram um pouco o setor, o que prejudicou nossas recomendações. Porém, desde o final do ano passado a situação vem se normalizando e a recuperação vem acontecendo de maneira interessante.

Assim como nos meses de janeiro e fevereiro, março foi atrativo para nossas carteiras e obtivemos retorno médio por classe de +1,06%, contra 0,83% do CDI. Se olharmos essa média das carteiras no ano, estamos com retorno de 3,50% contra 2,62% do referencial.

Os fundos de crédito que compõem nossa proposta foram capazes de render entre 120,9% e 154,8% do CDI no ano, com destaque para os fundos JGP Select e Capitânia Radar 90.

Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Diferente da execução por ativos, aqui na parte de fundos conseguimos superar o IMA-B no mês e no ano, com retorno médio das carteiras de 0,17% no mês e 1,59% no trimestre, enquanto o IMA-B fechou em 0,08% no mês e 0,18% no ano.

No mês, o ativo que mais contribuiu com o resultado foi o fundo Western Asset IMA-B 5 ativo, que entregou 0,65% e consta nas carteiras de R$ 30 mil ou mais. Entretanto, vimos que as carteiras de R$ 30 mil ou menos performaram melhor que as demais e a explicação é que, para essas faixas de patrimônio, o nosso fundo indexado ao IMA-B 5+ não está presente, logo sua queda de 0,58% não prejudicou tais carteiras.

Quando observamos o ano temos o IFRA11 como maior destaque. Presente em todas as carteiras com R$ 10 mil ou mais, nos entregou retorno de +3,81%. 

Ações (execução por fundos): Praticamente todas as nossas carteiras superaram o desempenho do Ibovespa tanto no mês quanto no acumulado de 2024. No último mês, registramos um retorno médio das carteiras de 0,35%, enquanto o Ibovespa teve um desempenho negativo de -0,71%. No acumulado do ano, nossas carteiras apresentaram um retorno médio de -3,63%, comparado ao desempenho do Ibovespa de -4,53%.

Dos oito fundos recomendados atualmente, apenas um ficou aquém do Ibovespa no mês, que foi o Ibiuna Equities, com uma perda de 1,60%. O destaque positivo foi o Truxt Long Bias, que registrou um retorno de 3,13%.

No ano, seis dos oito fundos estão acima do desempenho do Ibovespa, com ênfase para o fundo long biased SPX Falcon, que obteve um retorno positivo de 3%. Por outro lado, o fundo Brasil Capital teve um desempenho negativo de 6,55%. É importante notar que o Brasil Capital está presente em todas as carteiras, exceto aquelas com patrimônio superior a R$ 1 milhão. Além disso, para patrimônios inferiores a R$ 10 mil, ele é a única opção recomendada.

Retorno em março e no ano: carteira de renda

Retorno em março

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Retorno no ano de 2024

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 27,5% IMA-B, 40% Ifix, 30% Ibovespa, 2,5% dólar comercial

Renda Fixa Corporativa: Os ativos recomendados em nossa carteira tiveram um desempenho positivo no mês e no ano, superando assim seu benchmark. 

No mês, registramos um retorno de 0,69% da classe contra 0,08% do IMA-B, sendo o fundo de infraestrutura JURO11, com retorno de 1,30%, o principal promotor do resultado. No ano, a diferença se torna ainda mais significativa, com nossa carteira entregando 2,63% contra 0,18% do IMA-B. Todos os ativos da carteira superaram confortavelmente o referencial, com destaque para o fundo gerido pelo Itaú, IFRA11, que obteve um retorno de 3,81% no ano.

Título Público: Devido ao movimento de alta nas curvas de juros futuros, nossos ativos recomendados, que na sua maioria têm prazo mais longos, naturalmente sofreram com esse movimento, resultando em desempenho inferior ao  IMA-B no mês e no ano.

Em março, a classe teve um retorno de -0,65% em comparação com 0,08% do IMA-B, e no ano registramos-1,35% contra 0,18% do benchmark.

Todos os ativos selecionados para esta classe tiveram desempenho negativo, com perdas variando entre 0,17% e 0,85% em março, sendo que as perdas aumentam quanto maior é o vencimento do título público. Ao longo do ano, a situação foi semelhante, com rentabilidades negativas variando entre 0,19% e 2,55%. 

Fundos Imobiliários: O mês de março foi desafiador para a classe. Dos 18 fundos envolvidos na carteira, apenas cinco superaram o IFIX, resultando em um retorno de 0,62% contra 1,43% do benchmark.

Em março, realça-se positivamente o RBRR11 que subiu 5,19% mesmo em um ambiente mais complexo para nosso grupo de recomendações. O aspecto negativo é que o BRCR11 teve uma queda de 2,58%.

No ano, estamos mais próximos do IFIX, com +2,99% contra 2,92% do referencial. Desta vez, a disputa contra o benchmark ficou mais equilibrada, com nove FIIs superando e nove perdendo para o IFIX. A maioria dos fundos não se distanciou de forma relevante do índice, destacando-se apenas os próprios RBRR1 e BRCR11, com retornos de +7,96% e -0,58%, respectivamente.

Aqui, vale ressaltar que, em 19 de janeiro, foram feitos ajustes na carteira, porém  nada do que ocorreu antes de março teve uma diferença relevante em nossa análise dos resultados.

Ações: No dia 12 de março, publicamos um relatório extraordinário com mudanças significativas na carteira, preparando-a para uma jornada de longo prazo.

Com tantas mudanças, estamos relativamente próximos do Ibovespa no mês e no ano, como pode ser observado na tabela.

Destaca-se positivamente a Klabin (KLBN11), que, desde sua inclusão na carteira em 12 de março até o final do mês, obteve um retorno de pouco mais de 14%, contribuindo para os resultados da classe. As demais ações tiveram retornos mais moderados em relação ao índice no período.

Só para constar, atualmente, temos nove ações em nossa posição, todas com o mesmo percentual de 3,33%, totalizando os 30% destinados para a classe.

Internacional: Atualmente, possuímos apenas o BDR BLQD39, um ativo de renda fixa estrangeira que representa 2,5% da carteira. Após um início de ano desafiador, o ativo teve um rendimento de 2,40% no mês, em comparação com um avanço de apenas 0,74% do dólar comercial, utilizado como benchmark para o ativo.

O bom desempenho mensal não foi suficiente para compensar as perdas no ano, resultando em uma queda de 0,10% para o ativo, enquanto o dólar teve um aumento de 3,26% no mesmo período.  

O Dividend Yield da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

No mês, observamos um DY superior ao do mês passado, mais precisamente de 0,82%, conforme evidenciado no gráfico acima.

A maioria dos ativos manteve distribuições iguais ou muito próximas às do mês anterior. No entanto, a aprovação do dividendo de R$ 2,74 por ação pela Vale foi determinante para o aumento observado em março.

Todos os acionistas que detinham ações da empresa até 11 de março receberam o pagamento. A última vez que a Vale havia distribuído dividendos foi em novembro de 2023.

A diferença causada pela distribuição da Vale poderia ter sido maior, mas o dividendo de R$ 1,14 por ação recebido do Itaú no mês passado amenizou um aumento ainda maior em nosso DY.

Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.

Como é calculado o retorno das nossas carteiras

Quando construímos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos seguir o caminho mais usual, que é utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados por nós para cada ativo todos os dias.

Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o Ibovespa, IFIX e outros, as nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.

Interpretando o retorno por classe

Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe, a fim de comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark devido às escolhas de ativos feitas.

Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).

Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade

A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (idem para fundo ou carteira de investimentos).

É padrão no mercado olhar para essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo) conforme a média de suas variações de retorno diárias num determinado período.

Máximo drawdown

O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.

Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown sería de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.

Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.

Sobre o Dividend Yield (DY)

É um indicador que avalia em termos percentuais o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.

O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.

É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.

Histórico dos resultados

Retorno das carteiras de valorização por ativos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * Início em 7/11/22

Retorno das carteiras de valorização por fundos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * Início em 7/11/22

Retorno da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * Início em 26/10/2020

Volatilidade de 252 dias úteis das carteiras de valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * Início em 7/11/22

Volatilidade de 252 dias úteis da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * Início em 26/10/2020

Máximo drawdown das carteiras de valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * Início em 7/11/22

Máximo drawdown da carteira de renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * Início em 26/10/2020

Ficamos por aqui

O relatório de performance é, na verdade, uma grande prestação de contas que fazemos a você, nosso assinante da Finclass, e a nós mesmos, já que também seguimos as carteiras da Finclass em nossa vida pessoal.

Essa é uma forma que encontramos de garantir que tudo seja feito de maneira organizada e profissional pelo nosso lado, mantendo aqueles que nos acompanham seguros e confiantes durante esta jornada de investimentos.

Antes de encerrar, eu ficaria contente se pudesse avaliar o relatório.

Um grande abraço!

Rodrigo Xavier

Sobre os analistas

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.