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A performance das carteiras em março de 2025 e no ano

Escrito por Rodrigo Xavier em OUTROS

15 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  • Um resumo dos principais acontecimentos do mercado financeiro e o que tivemos de alterações nas carteiras em março;

  • Os retornos totais e por classe de ativo, das carteiras de Valorização e de Renda, em março e no primeiro trimestre de 2025, com uma explicação dos Ativos e Fundos que tiveram maior relevância nos resultados totais;

  • Uma explicação sobre os conceitos de cálculo utilizados e o histórico dos nossos resultados.

O que rolou nos mercados:

O resultado das nossas carteiras

Março foi um mês positivo para nós. Na média das faixas de patrimônio, a carteira de Valorização por ativos avançou 2,00%, enquanto a carteira de Fundos teve um retorno de 1,74%.

O destaque do mês ficou com a carteira de Renda, atualmente focada em ativos locais, que registrou alta de 4,79%. As principais adversidades, quando analisamos as classes de ativos, vieram dos investimentos internacionais e criptoativos — justamente os segmentos que não compõem a carteira de Renda.

No acumulado do primeiro trimestre, os resultados foram bastante influenciados pelo mês de março: a carteira de Valorização por ativos acumulou alta de 2,70%, a de Fundos subiu 1,64% e a carteira de Renda avançou 5,39%. No mesmo período, o CDI rendeu 2,98%.

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Alocação global sofre por conta da guerra comercial imposta pelos EUA

Se existe uma palavra que incomoda os agentes envolvidos no mercado financeiro, essa palavra é “incerteza”. A política tarifária de Trump está representando exatamente o aumento da incerteza global.

Os diversos índices de confiança da economia e da indústria, publicados nos países ao redor do mundo, vêm sofrendo fortes quedas por conta dessa forma agressiva de reorganizar o sistema de comércio global. A estratégia defendida por Trump visava gerar empregos e aumentar a representatividade da indústria americana, porém, as prováveis pressões inflacionárias e o risco de recessão podem prejudicar justamente o povo americano e, por tabela, o mundo todo. A postura adotada por Trump também tem gerado atritos com aliados históricos, desafiando alianças internacionais que sustentam a estabilidade do sistema econômico global.

As consequências já são perceptíveis nos mercados financeiros, visto que abril apresenta volatilidade altíssima e o mês de março fechou negativo em 4,20%, no Dow Jones, 5,75%, no S&P 500, 8,21%, no Nasdaq, e 4,18%, no Euro Stoxx 600.

Ainda há muito debate para rolar em relação a isso; mas, até o momento, o que se viu foi a destruição de valor no mercado financeiro.

Na fotografia até março, o mercado foi positivo para o Brasil e demais países emergentes

O mercado brasileiro se mostrou resiliente, mesmo diante dos desafios globais impostos pela política tarifária do presidente americano Donald Trump. Esse contexto naturalmente aumentou a volatilidade por aqui, mas, ainda assim, o IBOVESPA registrou alta de 6,08% em março, acumulando valorização de 8,29% no ano. Já o IFIX, índice que representa o mercado de fundos imobiliários e sofreu uma pressão vendedora de investidores pessoas físicas no início do ano, mostrou uma recuperação expressiva, com retorno de 6,14%, em março, e um ganho de 6,32%, no primeiro trimestre de 2025.

Esse movimento positivo se destaca especialmente quando comparado ao desempenho ruim das bolsas americanas. Parte da valorização pode ser explicada por uma rotação global de capitais, com saídas relevantes de mercados desenvolvidos, especialmente dos EUA, em direção às economias emergentes, como Brasil, México, China e Chile.

Até março, houve fluxo líquido positivo de mais de R$ 4 bilhões por parte dos investidores estrangeiros em nossa Bolsa, reforçando a tendência de rotação do capital que citei. Soma-se a isso a percepção de que os ativos brasileiros estão subavaliados e há expectativa pelo fim do ciclo de alta de juros, o que tende a favorecer os ativos de risco no país.

Nossa política interna, que, nos últimos tempos, trouxe problemas e volatilidade ao mercado local, não apresentou algo que pudesse impedir a tendência de alta observada.

As alterações nas carteiras em março

Em março, tivemos três alterações de recomendação, seguem abaixo:

- Em 8 de março publicamos o relatório “Mais uma opção de prefixado de curto prazo: IDKA11”, no qual trouxemos o ETF IDKA11 para nossas recomendações da carteira de Valorização por ativos.

O IDKA11 entrou como uma alternativa ao ETF FIXA11, portanto, o assinante da Finclass poderia utilizar o que preferisse. Não se faz necessária, ao menos por enquanto, a troca efetiva do FIXA11 para o IDKA11. Porém, conforme o produto ganhe mais corpo e liquidez de tela, ele eventualmente será a nossa principal alocação de prefixados de curto prazo por conta dos argumentos citados no relatório.

- Em 17 de março, publicamos o relatório “Ajuste na Renda Fixa Dinâmica: mudanças na estrutura e saída de estratégias ativas de Inflação Curta + Encerramento do fundo Itaú Alvorada Ultra”, do qual retiramos o fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo de todas as nossas carteiras de Valorização via fundos.

Além disso, também retiramos os passivos ao IMA-B 5+ das carteiras, visando focar apenas em ativos atrelados ao IMA-B. Veja abaixo como ficou:

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- Por fim, em 25 de março, publicamos o relatório “Alteração na Carteira via ativos após a retirada do fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo”, do qual também retiramos o fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo; porém, dessa vez, foi das carteiras de Valorização por ativos.

A saída do fundo afetou as carteiras com patrimônio entre R$ 10 mil e R$ 100 mil e, para o seu lugar, incluímos o ETF B5P211, cujo mandato é seguir o índice IMA-B 5, calculado pela ANBIMA.

Retornos: Carteiras de Valorização por ativos

Retorno em março

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Retorno em 2025 até março

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?

Renda Fixa Pós (execução por ativos): Como de costume, as carteiras dessa classe não apresentaram surpresas, superando o CDI por uma margem pequena. Fechamos março com retorno médio de 0,98%, frente a 0,96% do CDI. No acumulado do ano, o retorno foi de 3,11% para as carteiras, contra 2,98% do referencial.

Para patrimônios de até R$ 30 mil, nossa alocação é totalmente em Tesouro Selic. Acima desse valor, alocamos dois terços em CDBs, do Daycoval ou BTG, e um terço em Tesouro Selic. Por isso, observamos que as carteiras menores tendem a descolar menos do CDI.

Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): O mês de março foi importante para superarmos o benchmark da classe, tanto no mês quanto no acumulado do ano. Nosso retorno médio foi de 3,00% em março, frente a 1,84% do benchmark. No ano, fechamos com alta de 5,78%, contra 3,45% do IMA-B.

As altas de 6,20% do fundo de infra IFRA11 e de 6,07% do Tesouro IPCA 2050 em março contribuíram bastante para esse resultado. No acumulado do ano, com exceção do fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo (2,9%) — recentemente retirado da alocação — os demais superaram o referencial, com retornos entre 4,65% (PACB11) e 7,09% (JURO11).

Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): O mês de março também foi fundamental para que nossas carteiras de FIIs superassem o IFIX, tanto no mês quanto no ano. Fechamos março com um excelente retorno de +8,01%, contra 6,14% do índice. No acumulado do ano, encerramos com alta de 6,55%, frente a 6,32% do referencial.

Em março, oito dos 12 fundos superaram o IFIX, com todos os FIIs “no azul”. Os destaques ficaram por conta do CPTS11 (+15,1%) e do RBFF11 (+11,9%). Pelo lado negativo, os menores retornos foram do PVBI11, com “apenas” +2,7%, e do BRCR11, com +2,5%. Os demais fundos entregaram entre 4,7% e 8,5% no mês.

No primeiro trimestre fechado, o desempenho foi mais equilibrado: seis fundos superaram o benchmark e seis ficaram abaixo. Os melhores retornos no período foram VILG11 (+14,5%), LVBI11 (+10,4%) e KFOF11 (+10,2%), enquanto os piores foram RBVA11 (-3,54%) e BRCR11 (-0,26%) — os únicos com desempenho negativo no trimestre.

Ações (execução por ativos): As ações foram o grande destaque da nossa carteira até aqui, com retorno de +8,46%, em março, e +15,53%, no acumulado do ano. No mesmo período, o IBOVESPA avançou 6,08%, no mês, e 8,29%, no primeiro trimestre.

Entre as sete ações recomendadas, quatro superaram o referencial em março e três ficaram abaixo. Os destaques positivos foram as Lojas Quero-Quero (+25,5%) e o Bradesco (+12,9%). Já a Sanepar foi a única a fechar o mês no campo negativo, com -1%.

No acumulado do ano, as três maiores altas de todas as carteiras da Finclass também vieram do segmento de ações: C&A (+37,8%), Lojas Quero-Quero (+25,5%) e Banco do Brasil (+19,4%). Novamente, quatro das sete recomendações superaram o índice de referência. A Sanepar seguiu como a única posição negativa no ano, com leve queda de -0,04%. A Fleury, embora tenha subido 9,9% em março, acumula apenas +1% no ano, sendo o segundo pior desempenho da classe.

Vale destacar que uma carteira diversificada dificilmente terá todos os ativos no positivo ou acima do benchmark. No entanto, contar com alguns cases de forte valorização é o que permite à carteira prosperar de forma consistente no agregado.

Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): Nossas carteiras de Multimercados fecharam o mês e o ano ligeiramente abaixo do IHFA (Índice de Hedge Funds da Anbima). Em março, registramos queda de 0,38%, enquanto o referencial recuou 0,07%. No fechamento do primeiro trimestre, tivemos retorno positivo de 0,15%, frente aos 0,92% do benchmark.

As recomendações no mês variaram entre -2,1% e +1,30%, com o Kinea Atlas apresentando o pior desempenho, e o Kapitalo Zeta, o melhor. Os fundos da Kapitalo, que se destacaram no período, estão presentes apenas nas carteiras a partir de R$ 500 mil. Já o Kinea Atlas integra as carteiras entre R$ 30 mil e R$ 500 mil, o que ajuda a explicar as diferenças de retorno por faixa de patrimônio — como pode ser observado na tabela de resultados.

No acumulado do ano, apenas dois fundos superaram o IHFA: o Kapitalo Zeta (+1,31%) e o Ace Capital (+1,25%). Por outro lado, o Kinea Atlas (-2,74%) e o Giant Zarathustra (-2,75%) encerraram o trimestre com os piores desempenhos. Vale destacar que, nas carteiras com patrimônio de até R$ 30 mil, conseguimos superar o referencial, reflexo do maior peso alocado no fundo Ace Capital.

Internacional (execução por ativos e fundos): A classe é um dos destaques positivos da carteira, quando analisamos desde o início, mas apresentou rentabilidade negativa no mês e no ano. Em março, a queda média foi de 4,16%, frente a -3,84% do benchmark. No acumulado do ano, recuou 5,57%, enquanto o referencial registrou perda de 5,40%.

A alocação global tem sido impactada pela tensão gerada pela guerra comercial imposta pelos EUA, além da desvalorização do dólar frente ao real, com quedas de 3,4% em março e de 7,7% no primeiro trimestre.

Tanto no mês quanto no ano, o principal detrator de performance foi o WRLD11, nosso principal representante da renda variável global nas carteiras, com queda de 6,8% em março, e 9,1%, no acumulado do ano. Em contrapartida, o ouro tem se mostrado um importante defensor da alocação global, com alta de 6,1%, no mês, e 10,5%, no trimestre.

Ao analisarmos o desempenho por faixa de patrimônio, fica evidente que as carteiras menores sofrem mais, justamente por não adicionarmos ouro nessa fase inicial de construção patrimonial - contexto em que se faz menos necessário, diante do potencial de retorno das demais recomendações, conforme apontam os nossos estudos.

Alternativos (execução por ativos e fundos): A classe de criptoativos registrou o pior desempenho da carteira, tanto no mês quanto no acumulado do ano, com quedas na média de -10,19%, em março, e -32,32%, no primeiro trimestre.

Todos os cinco ativos recomendados encerraram o mês no negativo, com perdas variando de -5,50% (Bitcoin) até -22,7% (Ondo). No acumulado do ano, o cenário foi semelhante, com retrações entre -18,9% (Bitcoin) e -49,2% (Ethereum). Como o Bitcoin é utilizado como referencial da classe e teve desempenho menos negativo do que os demais, acabamos ficando atrás dele.

O setor cripto segue aguardando os resultados do halving do Bitcoin, evento que historicamente impulsiona os preços, mas que, por ora, ainda não se concretizou, devido ao cenário macroeconômico fragilizado.

Em meio a esse contexto de maior incerteza, observamos um aumento na dominância do Bitcoin dentro do mercado cripto, o que proporcionalmente prejudica nossa carteira quando comparada ao referencial, visto que uma parte considerável da nossa proposta está voltada para altcoins.

Retornos: Carteiras de Valorização por fundos

Retorno em março

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Retorno em 2025 até março

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

Como você já deve saber, as classes de FIIs, Fundos Multimercados, Internacionais e Alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes Renda Fixa Pós, Renda Fixa Dinâmica e Ações.

Renda Fixa Pós (execução por fundos): Depois de um 2024 “desafiador”, nossas carteiras começaram a se recuperar em 2025, apresentando retornos superiores ao referencial. Nossas propostas tiveram retorno médio de 1,16%, em março, e 3,41%, no acumulado do ano, enquanto o CDI avançou 0,96%, no mês, e 2,98%, no fechamento do primeiro trimestre.

Em março, os fundos tiveram desempenho entre 100% e 131,64% do CDI. O menor retorno foi do Capitânia Radar, com 0,96%, enquanto o destaque foi o Capitânia Premium — versão da gestora voltada ao público geral — que entregou +1,26%.

No acumulado do ano, os retornos variaram entre 99% e 120% do CDI. O Capitânia Radar foi quem teve maior dificuldade e entregou +2,95%. Entre os destaques positivos estão o SPX Seahawk (+3,58%) e o Solis Capital Antares (+3,48%).

Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Surfando na boa fase dos fundos de infraestrutura listados em bolsa, nossas carteiras registraram retornos razoavelmente melhores que o IMA-B. No mês, o retorno médio das carteiras foi de 4,74%, contra 1,84% do referencial. No acumulado do ano, fechamos com 6,95%, frente aos 3,45% do benchmark da classe.

Os grandes destaques foram o fundo do Itaú, IFRA11, que rendeu 7,95%, em março, e 14,93%, no ano, e o KDIF11, da Kinea, que entregou 6,20%, no mês, e 5,65%, no acumulado até março.

Os demais fundos da carteira tiveram desempenhos próximos ao do referencial.

Ações (execução por fundos): Na contramão das classes ligadas à renda fixa, nossos fundos de ações encerraram o mês e o ano, até aqui, com desempenho um pouco inferior ao IBOVESPA. Nosso retorno médio foi de 4,25%, em março, e 6,29%, no primeiro trimestre; enquanto o referencial avançou 6,08%, no mês, e 8,29%, no acumulado do ano.

No geral, os fundos ficaram um pouco abaixo do benchmark: entre as oito opções recomendadas, apenas uma superou o IBOVESPA no mês e duas o fizeram no acumulado do ano.

Como destaque positivo, apontamos o SPX Falcon — presente nas carteiras com patrimônio acima de R$ 1 milhão —, que acumula alta de +10,45% no ano. Também vale mencionar o Brasil Capital, com retorno de 6,65%, em março, e 8,48%, no trimestre, participando com maior peso nas carteiras menores.

Pelo lado negativo, Forpus, Dahlia e Truxt apresentaram retornos abaixo de 2,5%, no mês, e de 3,6%, no ano, ficando aquém do benchmark e atuando como detratores da nossa alocação em ações, quando comparada ao IBOVESPA no período.

Retornos: Carteira de Renda

Retorno em março

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Retorno em 2025 até março

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% IFIX, 30% IBOVESPA      

Renda Fixa Corporativa: Essa foi a classe de destaque, impulsionada pela recuperação dos fundos de infraestrutura listados em bolsa.

Atualmente, a alocação é composta por três fundos, com participação igual entre eles. O IFRA11 rendeu 7,95%, em março, e acumulou 14,93%, no ano. O KDIF11 fechou com 6,20%, no mês, e 5,65%, no ano, enquanto o JURO11 entregou 1,50%, em março, e 7,09%, no acumulado do primeiro trimestre.

Título Público: Favorecidos pelo mês de março, os títulos públicos superaram o referencial tanto no mês quanto no primeiro trimestre, com retornos de 3,06% e 3,68%, respectivamente. No mesmo período, o IMA-B registrou 1,84%, em março, e 3,45%, no acumulado do ano.

Os retornos dos ativos recomendados foram relativamente próximos entre si, refletindo o fechamento da curva de juros observada no mercado.

Fundos Imobiliários: Concluímos o trimestre com retornos ligeiramente superiores ao IFIX. Nosso desempenho foi de 7,04%, em março, e 6,50%, no ano; enquanto o referencial fechou com 6,14%, no mês, e 6,32%, no acumulado do ano.

Das 17 recomendações, 12 superaram o referencial em março, com destaques para CPTS11 (+15,1%), RBFF11 (+11,9%) e GARE11 (+9,4%). Pelo lado negativo, PVBI11, BRCR11 e KNSC11 registraram desempenhos mais modestos, entre +2,2% e +2,7%.

No acumulado do ano, foram oito dos 17 FIIs que superaram o IFIX, com destaque para VILG11 (+14,5%), LVBI11 (+10,4%) e KFOF11 (+10,2%). Na contramão, RBVA11 recuou 3,1% e BRCR11 teve queda de 0,3%, sendo os únicos dois a fechar no negativo.

Os demais fundos apresentaram retornos entre +1,4% e +9,3% no ano.

Ações: Diferentemente do que observamos nas carteiras de Valorização, nossa alocação na carteira de Renda ficou abaixo do referencial, com retorno de 2,44% no mês, frente aos 6,08% do IBOVESPA. No acumulado do ano, encerramos com 2,55%, enquanto o índice subiu 8,29%.

O desempenho foi impactado principalmente pelas quedas de Kepler (-2%, no mês, e -17,6%, no ano) e Klabin (-5,4%, em março, e -19,4%, no trimestre). Além delas, Banco BMG (-1,5%) e Sanepar (-1,0%) também fecharam março no negativo, dificultando ainda mais a busca pelo benchmark.

O resultado do ano só não foi pior graças aos desempenhos do Banco do Brasil (+19,4%), da Tegma (+17,5%) e do Bradesco (+13,0%) — as únicas, entre as nove ações da carteira, que superaram o referencial no período.

O Dividend Yield da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Nosso Dividend Yield (DY) de março foi de 0,87%, ligeiramente acima dos 0,83% registrados em fevereiro.

Houve uma queda relativa no DY dos títulos públicos, de 0,25 pontos percentuais, que se deve à ausência de pagamento de juros semestrais em março — diferentemente de fevereiro, que contou com o pagamento do Tesouro IPCA 2040.

Por outro lado, houve um acréscimo de 0,32 pontos percentuais no DY do mês, devido ao pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio por parte das nossas ações recomendadas, por meio de Banco do Brasil, Bradesco e Kepler.

Os FIIs e fundos de infraestrutura provocaram uma leve queda de 0,03 pontos percentuais no DY de março, principalmente em função da valorização das cotas, que, ao serem consideradas no cálculo do DY, reduzem o indicador.

No acumulado de 12 meses, o nosso DY está em 10,06%. Em nossa visão, esse patamar é satisfatório, especialmente em um cenário de mercado mais desafiador.

Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.

Como é calculado o retorno das nossas carteiras

Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual, utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.

Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, a exemplo do IBOVESPA, do IFIX e de outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.

Interpretando o retorno por classe

Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.

Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5%, dividido por 15%).

Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade

A volatilidade é um indicador estatístico, que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica aos Fundos ou carteiras de Investimentos).

No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias em um determinado período.

Máximo Drawdown

O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.

Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750) - ou máximo drawdown de 50% -, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.

Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.

Sobre o Dividend Yield (DY)

É um indicador que avalia, em termos percentuais, o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.

O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.

É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.

Histórico dos resultados

Segue abaixo um arquivo Excel com o histórico dos resultados das carteiras de Valorização e Renda.

DOWNLOAD DO ARQUIVO

Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Volatilidade de 252 dias úteis da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Máximo drawdown das Carteiras de Valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Máximo drawdown da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Ficamos por aqui

Como disse Warren Buffett, uma das figuras mais renomadas no mundo dos investimentos: “O mercado é como um pêndulo: sempre exagera para cima e para baixo.”. Essa oscilação é o que cria oportunidades para quem está preparado.

Ao invés de reagir a cada movimento, o investidor sábio observa, analisa e toma decisões baseadas em fundamentos, e não em manchetes ou emoções passageiras.

Aqui, na Finclass, você tem um time de analistas preparados para te ajudar a entender as oscilações de mercado e a se posicionar de maneira estratégica; isso pode ser um grande diferencial para a sua trajetória como investidor, aproveite!

Se tiver dúvidas relacionadas aos nossos resultados ou a qualquer outro tipo de questão, compartilhe conosco nas lives e na comunidade, dentro do aplicativo Circle.

Um grande abraço e bons investimentos!

Rodrigo Xavier

Sobre os analistas

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.