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A performance das carteiras em novembro de 2024

Escrito por Rodrigo Xavier em OUTROS

14 min de leitura

Olá, turma!

No relatório de hoje, trouxemos os resultados de novembro de 2024, juntamente com a análise dos ativos e fundos que foram promotores e detratores para a nossa performance.

Para facilitar o seu entendimento neste relatório, veja abaixo a sequência que utilizaremos:

·       O que rolou nos mercados

·       Alterações nas carteiras em novembro

·       Retorno em novembro: Carteiras de Valorização por ativos

·       Retorno em novembro: Carteiras de Valorização por fundos

·       Retorno em novembro: Carteira de Renda

·       O Dividend Yield da Carteira de Renda

·       Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

·       Histórico dos resultados

O que rolou nos mercados

O resultado das nossas carteiras

Se por um lado tivemos um mês duro para ativos de risco no Brasil, como ações e fundos imobiliários, por outro vimos nossas propostas de investimentos internacionais e criptoativos decolarem. Como resultado destes movimentos, as nossas carteiras de valorização conseguiram subir +1,45% na execução por ativos e +1,53% por fundos, contra um CDI de 0,79%.

Já a carteira de renda, muito concentrada no Brasil, por não existirem muitas opções eficientes geradoras de renda em outros segmentos, performou aquém do esperado, recuando 1,82%.

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Obs.: No site da Finclass as carteiras de renda são calculadas a partir de 7/11/22

Pontos positivos

Com a vitória do presidente americano Donald Trump, os investimentos internacionais e criptoativos foram favorecidos. As políticas tarifárias propostas por Trump podem ser ruins para muitos países, porém, de certa forma, fazem bem ao mercado americano, onde  a maior parte da nossa alocação global se encontra; não à toa, tivemos retornos expressivos neste segmento, além da apreciação do dólar frente ao real, que subiu 3,89%, chegando a R$ 6.

Por Trump também ser entusiasta do mercado cripto, houve um destravar de valor deste setor no mês; pudemos observar um expressivo retorno de 42,6% do Bitcoin, além de retornos ainda maiores de outros criptoativos de nossa carteira, o que fatalmente foi muito positivo.

Pontos negativos

O imbróglio na situação fiscal brasileira prejudicou o resultado das ações e dos fundos imobiliários; com isso, o IBOVESPA caiu 3,12% e o IFIX sofreu queda de 2,11%. O tão esperado rali de final de ano parece que não acontecerá desta vez.

O mercado aguardou ansiosamente o tão falado pacote de corte de gastos do governo, o qual teve seu anúncio postergado por diversas vezes, deixando todos ainda mais apreensivos.

O que se previa era um pacote do corte de gastos girando em torno de R$ 70 bilhões para dois anos, com todos os detalhamentos de como se chegaria neste valor. No entanto, o que se viu foi um anúncio sem detalhes e com a proposta de isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil; o que pode ter seu lado positivo pela questão social, mas pode ser nocivo para as contas públicas e a estabilidade econômica do país.

Durante novembro, as curvas de juros futuros, que determinam a direção dos ativos de natureza mais arriscada, subiram consideravelmente, prejudicando naturalmente nossas recomendações de renda variável local.

Reflexão sobre o momento atual

É óbvio que a situação dos ativos locais nos incomoda, entretanto, é importante mencionar que nossas carteiras detêm opções com fundamentos sólidos e potencial de retorno à frente promissores.

Agora não é hora de se desesperar e sair vendendo nada; vamos respeitar o processo e confiar nas recomendações do qualificado time de análise da Finclass. Estamos certos de que, no médio e longo prazo, seremos recompensados pela resiliência de hoje.

As alterações nas carteiras em novembro

Em novembro, tivemos apenas um relatório apontando ajuste na carteira. Veja abaixo:

Trata-se do relatório “Venda de FATN11 e compra de KFOF11: reforçando a alocação em FOFs”, que foi publicado em 26 de novembro (clique aqui).

Nele, explicamos as motivações que nos levaram a trocar o fundo FATN11 pelo KFOF11 na carteira de renda e nas carteiras de valorização para quem tem patrimônio acima de R$ 100 mil.

Retorno em novembro: Carteiras de Valorização por ativos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?

Renda Fixa Pós (execução por ativos): Por aqui, como de costume, não tivemos surpresas; nossas carteiras renderam 0,83% contra um CDI de 0,79%.

Nossas recomendações entregaram os mesmos 0,83% das carteiras. Para essa classe, utilizamos como referência a média do Tesouro Selic, medida pelo IMA-S, e a média dos CDBs do Daycoval e BTG Pactual.

Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): Enquanto o referencial nos entregou +0,02%, nossas carteiras tiveram desempenho médio de -1,17%.

Os maiores detratores do nosso resultado no mês foram os fundos de Infraestrutura KDIF11 (-4,04%) e JURO11 (-1,84%), além do ETF FIXA11 (-1,74%). No caso dos dois últimos, ambos estão presentes em todas as carteiras, desde as de menor valor; já o KDIF11 integra apenas as com R$ 100 mil ou mais.

Essa queda recente dos fundos de infra não reflete uma perda de qualidade na gestão ou nos ativos que compõem suas carteiras, mas sim uma certa impaciência do mercado diante das oscilações. Nossas análises indicam que esses papéis estão sendo negociados abaixo de seu preço real, o que nos deixa otimistas quanto a retornos melhores no futuro.

Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): O cenário desafiador para o segmento nos fez perder 3,91% na média das carteiras, enquanto o IFIX caiu 2,12%.

Como a nossa proposta visa superar o benchmark, é natural que, em mercados de baixa, fiquemos um pouco atrás do referencial e nos mercados de alta buscamos estar, consideravelmente, acima; é assim que montamos a nossa proposta, sempre com o pensamento no longo prazo.

No mês, apenas dois dos 12 fundos que compõem a proposta superaram o IFIX, que foram o PORD11 (-0,99%) e o BRCR11 (-0,99%). Os demais tiveram retornos entre -2,21% e -6,84%.

Pelo lado negativo, quem se deu pior foram o PVBI11 (-6,84%), o VISC11 (6,82%) e o RVBI11 (-5,48%).

Os fundos imobiliários têm enfrentado uma forte pressão vendedora recentemente, reflexo, principalmente, da alta participação de investidores pessoa física, que tendem a demonstrar menor resiliência em momentos de adversidade. No entanto, em nossa visão, existem diversos ativos sólidos, com ótimo potencial de valorização. Quando o valor desses ativos for destravado em um contexto de mercado mais favorável, acreditamos que poderão gerar excelentes resultados

Ações (execução por ativos): Em novembro, nossas carteiras registraram uma queda média de 6,91%, enquanto o IBOVESPA recuou apenas 3,12% no mesmo período.

O principal impacto negativo no desempenho mensal veio da ação que mais contribuiu para nossos ganhos ao longo do ano: a C&A (CEAB3). Apesar da desvalorização de 18,88% no mês, a ação ainda acumula uma alta expressiva de +35% no ano.

Recentemente, revisamos a tese de investimento para a C&A e seguimos confiantes na recomendação. No entanto, é preciso entender que a ação possui uma característica de maior oscilação no dia a dia.

Das sete empresas que recomendamos, apenas duas superaram o índice no mês: a Sanepar (SAPR11), com um expressivo retorno de +12%, devido aos rumores de privatização, e a SLC Agrícola (SLCE3), com +2,35%. Por outro lado, tivemos quedas mais acentuadas, como a já mencionada C&A, além do Bradesco (BBDC4) e do Fleury (FLRY3), que recuaram 12% e 11,1%, respectivamente.

O desempenho abaixo do esperado no mês também reflete um cenário doméstico mais desafiador. Contudo, seguimos confiantes em nossas propostas de investimento. Afinal, investir em ações exige entender que oscilações de curto prazo fazem parte do processo.

Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): O mês foi bom para os fundos Multimercados das nossas carteiras; na média, entregamos +2,47% na classe, já o seu referencial IHFA subiu “apenas” 1,40% e o CDI +0,79%.

Os oito fundos entregaram retornos entre +1,04% e +3,55%, sendo os fundos da Kapitalo, que estão um pouco mais alocados em renda variável local, os únicos que estiveram abaixo do IHFA, com retornos de +1,04% no Kappa e + 1,35% no Zeta.

Os destaques positivos ficaram por conta do Kinea Atlas (+3,55%) e do recém-entrante na nossa proposta base, o Ibiúna Hedge ST, que subiu +3%.

Internacional (execução por ativos e fundos): Impulsionados pela agenda pró-Estados Unidos do presidente eleito Donald Trump, além de uma temporada de resultados positivos, os investimentos internacionais se destacaram no mês, com retorno médio das carteiras de +8,51%, superando ligeiramente o benchmark composto, que avançou 7,91%.

Os principais índices de renda variável americanos registraram altas expressivas, como o S&P 500 (+5,73%), o Nasdaq (+6,21%) e o Dow Jones (+7,54%). Além disso, o dólar comercial se valorizou 3,89% em relação ao real, favorecendo os ativos internacionais em nossa carteira.

Entre os destaques positivos, mencionamos o USDB11, com retorno de +11,25%, seguido pelo ALUG11, com +10,8%, e o WRLD11, com +9,1%. Por outro lado, o desempenho mais modesto ficou com o ouro, que encerrou o mês no zero a zero.

Alternativos (execução por ativos e fundos): Esta foi a classe de maior retorno no mês e, consecutivamente, tem sido a mais rentável no ano. Em novembro, nossas carteiras registraram um desempenho médio de +46,61%, superando o Bitcoin, que avançou +42,58% até o dia 29 de novembro.

Atualmente, nossa alocação é integralmente composta por criptoativos. O grande destaque do mês foi a ONDO, que apresentou um retorno de +77% em reais. Essa cripto foi incluída recentemente nas carteiras, no final de outubro, e segue presente em alocações de R$ 100 mil ou mais, com peso de 0,25% (equivalente a 8,33% na carteira de alternativos).

Além do Bitcoin e da ONDO, os demais criptoativos também tiveram desempenhos expressivos: o Chainlink (LINK) registrou +67,8%, o Ethereum (ETH) subiu +49,65%, e a Pendle avançou +23,4%.

Retorno em novembo: Carteiras de Valorização por fundos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro

** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin

Como você já deve saber, as classes de FIIs, Fundos Multimercados, Internacionais e Alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.

Renda Fixa Pós (execução por fundos): Após alguns meses de desempenho abaixo do CDI, nossas carteiras fecharam novembro com retorno médio de 0,91%, equivalente a 114,8% do CDI, que registrou 0,79% no período.

Todos os fundos superaram o CDI no mês, mas o grande destaque foi o Capitânia Premium, que impulsionado por uma remarcação das debêntures Kora Saúde, obteve um retorno de 1,02%. Este fundo, presente em todas as carteiras com patrimônio entre R$ 10 mil e R$ 1 milhão, acabou tendo uma contribuição significativa para o resultado geral.

Outro destaque foi o Solis Antares, uma das nossas principais sugestões entre os fundos de fundos de FIDC, que obteve um retorno de +0,94% e está alocado nas carteiras de R$ 1 milhão ou mais.

O fundo com menor retorno foi o Capitânia Radar, impactado pela sua exposição ao setor imobiliário, que enfrentou um desempenho mais fraco no mês. Ainda assim, entregou um retorno de 0,80% em novembro, ligeiramente acima do CDI.

Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Nossas carteiras registraram uma perda média de 2,50% no mês, enquanto o IMA-B apresentou uma leve alta de 0,02%.

Os principais detratores de desempenho foram os fundos de infraestrutura listados, o KDIF11, com queda de -4,04%, e o IFRA11, que recuou -3,65%. O KDIF11 está presente em todas as carteiras de fundos, enquanto o IFRA11 compõe as carteiras com patrimônio acima de R$ 10 mil.

Conforme mencionado na análise das carteiras de ativos, os fundos seguem com fundamentos sólidos. No entanto, o desempenho negativo foi impactado pela pressão vendedora, principalmente devido à elevada participação de investidores pessoa física. Essa dinâmica resultou em uma queda nos preços, que agora estão descontados no mercado. Acreditamos que esses preços têm potencial para uma recuperação em breve.

Ações (execução por fundos): Na média, as nossas carteiras desvalorizaram 4,65% e o IBOVESPA caiu apenas 3,12%.

Dos oito fundos recomendados, quatro estiveram acima do referencial e os outros quatro ficaram abaixo.

Destaque positivo para o fundo SPX Falcon, que caiu apenas 0,03% no mês e consegue estar positivo no ano.Apesar do cenário desafiador, ele acumula ganhos de 1,81% até novembro, enquanto o IBOVESPA caiu 6,35% no mesmo período.

Já pelo lado negativo, destacamos o fundo Brasil Capital, que caiu 7,57% e está em todas as carteiras, com peso maior nas menores, influenciando no nosso término de mês abaixo do benchmark.

Retorno em novembro: Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% IFIX, 30% IBOVESPA      

Renda Fixa Corporativa: A classe caiu 3,15% e o IMA-B subiu 0,02%

Nossas três recomendações tiveram desempenhos negativos, com -4,04% no KDIF11, -3,65% no IFRA11 e -1,84% no JURO11.

O mês foi bem complicado para os fundos de infraestrutura listados, que sofreram dificuldades devido à elevada presença de investidores pessoas físicas em suas bases. Como mencionado nas carteiras de valorização, houve uma pressão vendedora dos ativos por conta do cenário econômico, fazendo cair o valor da cota.

Mas, afirmamos que os ativos continuam com ótimos ativos e fundamentos sólidos, o que nos leva a crer que essas perdas serão recuperadas.

Título Público: A nossa carteira de títulos públicos caiu 0,72% no mês e o IMA-B subiu 0,02%.

Nossa proposta inclui ativos indexados à inflação com prazos um pouco mais longos, que registraram entre -0,31% e -0,35%. Entretanto, o ativo com maior impacto negativo  no nosso desempenho veio do prefixado 2035, com pagamento de juros semestrais, que caiu 2,65% devido à alta nas taxas de juros nessa parte da curva.

Fundos Imobiliários: Nossa carteira apresentou uma queda de 3,42% em novembro; já o IFIX recuou 2,11% no mesmo período.

Entre os 17 fundos recomendados, apenas cinco superaram o índice de referência. O destaque positivo foi o BTCI11, que registrou um retorno de +0,67%, sendo o único a encerrar o mês no terreno positivo.

Por outro lado, o fundo com pior desempenho foi o PATL11, que caiu 10,48%, resultado significativamente inferior aos demais, cujos retornos variaram entre -0,99% e -6,84%.

O mercado de Fundos Imobiliários (FIIs), que possui uma alta concentração de investidores pessoa física, atravessa um momento delicado, marcado por forte pressão vendedora, o que explica as recentes quedas significativas, assim como mencionamos no caso dos fundos de infraestrutura listados em bolsa.

Apesar disso, nossa equipe mantém a confiança na estratégia adotada e acredita que os preços atuais refletem um nível de desconto atrativo, podendo gerar boas oportunidades de investimento no futuro.

Ações: Nossa carteira de ações obteve retorno positivo de +0,60% em novembro, superando o IBOVESPA, que encerrou o mês com queda de 3,12%.

Das nove ações recomendadas, quatro apresentaram desempenho positivo, duas registraram quedas, mas ainda ficaram acima do índice de referência, e três tiveram retornos inferiores ao IBOVESPA.

Os destaques do mês foram a Sanepar (SAPR11), que avançou 12,04%, seguida pela Klabin (KLBN11) com alta de 8,20%, e pela Tegma (TGMA3), que valorizou 6,26%.

Por outro lado, no campo negativo, o Bradesco (BBDC4) teve a maior queda, recuando 11,99%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) e o Banco ABC (ABCB4) registraram desvalorizações de 4,13% e 3,30%, respectivamente.

O Dividend Yield da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass

Com o reforço do pagamento semestral (cupom) dos títulos públicos e do pagamento de juros sobre o capital próprio de diversas ações, encerramos o mês de novembro com o maior volume de dividendos distribuído no ano, atingindo 1,15%.

No acumulado dos últimos 12 meses, a distribuição alcançou 9,84%, refletindo um aumento significativo no Dividend Yield (DY).

Os títulos públicos do Tesouro IPCA 2055 e 2035 desempenharam um papel importante ao efetuarem o pagamento de seus juros semestrais, contribuindo com +0,35% para o resultado do mês, na comparação com outubro.

A classe de ações foi a segunda maior responsável pelo desempenho mensal. Banco do Brasil, Kepler, Klabin e Tegma realizaram o pagamento de juros sobre o capital próprio, marcando uma diferença em relação ao mês anterior, quando apenas o Banco do Brasil havia efetuado pagamentos, mas em menor volume. Essas movimentações em ações geraram um impacto positivo de +0,26% no DY de novembro.

Os fundos imobiliários, que possuem maior peso na alocação da carteira, mantiveram seus pagamentos em níveis similares ao mês anterior, contribuindo com um aumento modesto de +0,01% no DY mensal. Já os fundos de infraestrutura listados mantiveram os mesmos níveis de distribuição observados em outubro.

Com isso, novembro teve um aumento de 0,62% em relação ao mês anterior, consolidando um desempenho robusto em termos de geração de renda para a carteira.

Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)

Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.

Como é calculado o retorno das nossas carteiras

Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual que é utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.

Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o IBOVESPA, IFIX e outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.

Interpretando o retorno por classe

Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.

Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).

Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade

A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica a fundos ou carteiras de investimentos).

No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias em um determinado período.

Máximo Drawdown

O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.

Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.

Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.

Sobre o Dividend Yield (DY)

É um indicador que avalia em termos percentuais o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.

O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.

É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.

Histórico dos resultados

Retorno das Carteiras de Valorização por ativos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Retorno das Carteiras de Valorização por fundos

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Retorno da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Volatilidade de 252 dias úteis da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Máximo drawdown das Carteiras de Valorização

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22

Máximo drawdown da Carteira de Renda

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Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020

Ficamos por aqui

Apesar do cenário local conturbado, nossas carteiras de valorização fecharam o mês positivas e acima do CDI, devido aos nossos investimentos internacionais e nos criptoativos, principalmente.

Dificilmente todas as classes de ativos que investimos estarão performando bem ao mesmo tempo, por isso a diversificação serve para amortecer períodos de queda e subir de maneira consistente nos períodos de alta - estamos experimentando isso em 2024.

Manter o foco na alocação estrutural e acompanhar de perto a percepção dos nossos analistas, com toda a certeza, vai te fazer atingir os objetivos financeiros. Conte conosco nessa jornada!

Espero que tenha gostado da nossa “prestação de contas” mensal. Se tiver dúvidas relacionadas aos nossos resultados ou qualquer outro tipo de questão, compartilhe conosco nas lives e na comunidade, dentro do aplicativo Circle.

Um grande abraço e bons investimentos!

Rodrigo Xavier

Sobre os analistas

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.