Olá, turma!
No relatório de hoje, trouxemos os resultados de outubro de 2024, juntamente com a análise dos ativos e fundos que foram promotores e detratores para a nossa performance.
Para facilitar o seu entendimento neste relatório, veja abaixo a sequência que utilizaremos:
- O que rolou nos mercados
- Alterações nas carteiras em outubro
- Retorno em outubro: Carteiras de Valorização por ativos
- Retorno em outubro: Carteiras de Valorização por fundos
- Retorno em outubro: Carteira de Renda
- O Dividend Yield da Carteira de Renda
- Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
- Histórico dos resultados
O que rolou nos mercados
Em outubro, nossas Carteiras de Valorização apresentaram rentabilidade positiva - ainda que modesta -, enquanto a Carteira de Renda teve desempenho negativo.
Esse resultado reflete um cenário desafiador no mercado local, onde está concentrada a maior parte da Carteira de Renda.
A demora na definição do esperado pacote de corte de gastos gerou apreensão no mercado, resultando em uma abertura (subida) das curvas de juros futuros de longo prazo. Isso impactou negativamente os ativos de risco e contribuiu para a queda dos principais índices locais, como o IFIX (-3,06%), o IBOVESPA (-1,60%) e o IMA-B (-0,65%). Além disso, essa inquietação também provocou fuga de capitais, resultando na apreciação do dólar frente ao real próxima a 6%.
A Carteira de Valorização conseguiu mitigar o impacto negativo do mercado local, beneficiando-se da nossa alocação internacional de 20%, que “surfou a onda do câmbio”.
Na agenda econômica, vimos os Estados Unidos com indicadores de inflação e atividade próximos do esperado, encorajando as autoridades monetárias a seguir com discursos pró-afrouxamento monetário, sem causar “problemas” ao mercado. Além disso, com o avanço de Donald Trump nas pesquisas eleitorais, cuja agenda é mais pró-criptoativos, observamos uma valorização importante da mais famosa criptomoeda do mundo, o Bitcoin, que obteve retorno de +18,4% no mês.
Como resultado dos pontos citados, em outubro, observamos um retorno médio de +0,50% nas Carteiras de Valorização por ativos, e +0,49% nas Carteiras de Fundos. Em contrapartida, a Carteira de Renda caiu 2,92%.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
As alterações nas carteiras em outubro
Em outubro, tivemos dois relatórios referenciando ajustes de carteira. Veja abaixo:
1) Em 18 de outubro, publicamos o relatório “Alteração nas Carteiras de Fundos acima de R$ 500 mil: substituição de Gávea por Ibiúna STH” (clique aqui).
Neste relatório, aproveitamos a abertura para novas captações do Ibiúna Hedge STH e o incluímos na alocação base das carteiras da Finclass.
Os Fundos da Gávea continuam sendo recomendações da Finclass e podem ser encontrados normalmente na área logada pela seção de “Fundos Aprovados”. Entretanto, dada a maior dificuldade de vermos o Fundo da Ibiúna aberto, optamos por aproveitar este momento e deixá-lo na alocação principal.
Caso você já tenha o Fundo da Gávea e goste dele, não seria um problema continuar alocando no próprio normalmente. Ambas as gestoras oferecem excelentes propostas para compor nossa classe de Multimercados.
2) Em 28 de outubro, publicamos o relatório “ONDO: conectando as finanças tradicionais com o mercado digital” (clique aqui).
A recomendação do relatório foi trocar AVAX pela ONDO diretamente. Assim, nossa Carteira de Valorização passou a ter 0,25% de ONDO nas carteiras a partir de R$ 100 mil.
Mediante a temporada do Halving do Bitcoin, estamos sempre muito atentos aos projetos promissores que possam nos garantir retornos cada vez melhores; desta vez, apostamos na ONDO, que é líder do setor RWA e vem seguindo ritmo de crescimento constante.
Retorno em outubro: Carteiras de Valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?
Renda Fixa Pós (execução por ativos): A classe na execução por ativos não costuma trazer surpresas, na média entregamos 0,97% contra 0,93% do referencial, o equivalente a pouco mais de 105% do CDI.
Os três ativos que compõem nossas propostas são o Tesouro Selic e os CDBs do Daycoval e BTG Pactual, todos com retorno acima do CDI.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): Em outubro, assim como em setembro, a curva de juros de longo prazo voltou a se elevar, o que levou o índice IMA-B a recuar 0,65%. Mediante a isto, nossas carteiras, que possuem uma maior exposição a ativos de prazos mais longos, sofreram um impacto significativo, com quedas variando entre 2,15% e 2,52%.
O único ativo recomendado que fechou o mês positivo foi o fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo, que subiu 0,50%. Esse desempenho positivo deve-se ao fato de que, para ativos de prazos mais curtos, como os presentes na estratégia do fundo, houve um leve fechamento (queda) da curva de juros.
Do lado negativo, os ativos mais afetados naturalmente foram o PACB11, que caiu 2,61%, e o Tesouro IPCA 2045, que recuou 5,41%. Esses ativos ocupam o espaço de 7,5% em nossas carteiras (ou 37,5% da classe) e podem ser utilizados de forma alternativa, permitindo que o investidor escolha entre um ou outro para compor essa parcela do portfólio.
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): O mercado de FIIs vem sofrendo bastante nos últimos tempos, sobretudo devido ao cenário político-econômico. Por conta disso, em outubro, o principal referencial da classe, o IFIX, caiu 3,06%, a pior queda mensal desde novembro/2022.
Em meio ao cenário complexo, nossas carteiras obtiveram quedas entre 2,02% e 5,13%, ainda que tenhamos distribuído um DY (Dividend yield) médio de 0,95% no mês, o qual é livre de IR no Brasil.
Dos 12 ativos que recomendamos, cinco estiveram acima do IFIX e sete abaixo, com destaque negativo para o RBFF11, que caiu 10,15%, e integra todas as carteiras com patrimônio de R$ 10 mil ou mais, pesando no resultado médio das carteiras.
O ciclo não está fácil, mas pedimos resiliência neste período; quando o ambiente estiver mais favorável, é provável que tenhamos ótimos resultados.
Ações (execução por ativos): O ambiente político-econômico também prejudicou o mercado acionário, como pudemos observar pela queda de 1,60% do IBOVESPA. As nossas carteiras, no geral, tiveram quedas próximas do referencial, exceto as carteiras de R$ 10 mil até R$ 50 mil, que fecharam positivas em +5,27%.
Essa discrepância entre as carteiras da faixa de patrimônio citada e as demais estão no resultado de C&A (CEAB3), que nos entregou alta de 24,1% em outubro. A empresa tem peso de 33,33% da classe ações para as faixas patrimônios entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, enquanto para propostas acima deste valor o peso é de apenas 14,3%.
Das sete ações que compõem as carteiras com patrimônio acima de R$ 50 mil, apenas o BBDC esteve melhor que o IBOVESPA, com queda de apenas 0,79%. Pelo lado negativo, observamos algumas quedas relevantes, como foram os casos das Lojas Quero Quero (-12,73%), Sanepar (-8,41%) e SLC Agrícola (-6,54%).
Por ora, nosso time está confiante com as recomendações e analisando a fundo as empresas, mediante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. Caso tenhamos alguma alteração, você será devidamente informado.
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): Todas as carteiras fecharam acima do IHFA (índice de hedge funds ANBIMA), com resultado médio de +1,11%, contra 0,29% do referencial.
A maior parte dos nossos fundos superou o IHFA, com destaque para os Fundos Giant Zarathustra (+2,99%) e Ace Capital (2,07%). Ambos vinham com retornos abaixo do esperado nos meses anteriores, mas demonstraram uma boa recuperação neste mês.
Com carteiras muito diversificadas e alocação geralmente mais voltada para renda variável e juros, a indústria de Multimercados vem apresentando dificuldades para superar consistentemente o CDI. Ainda assim, acreditamos bastante nos gestores que selecionamos, os quais já demonstraram o valor do seu trabalho em diversas oportunidades no decorrer de suas trajetórias profissionais.
Internacional (execução por ativos e fundos): Favorecidas pela apreciação de 5,96% do dólar em relação ao real, nossas carteiras registraram outro retorno expressivo em outubro, com um rendimento médio de 4,60%.
Embora o desempenho tenha ficado levemente abaixo do benchmark composto, isso não nos preocupa. Como parte do índice é formado pelos próprios ativos recomendados, é natural que, se os demais recomendados não acompanham o movimento, o resultado possa ficar um pouco abaixo do índice.
Esse foi o caso da nossa parcela de renda variável, em que o ALUG11 (+2,55%) e o fundo Morgan Stanley Global Brands (+2,92%) apresentaram retornos abaixo do ETF WRLD11, que fechou o mês com alta de 4,05%.
Alternativos (execução por ativos e fundos): O Bitcoin (BTC) está imparável. No momento em que divulgamos este relatório, ele já renovou sua máxima histórica em novembro; em outubro não foi diferente, fechando o mês com um retorno de +18,45% em reais.
Em média, nossas carteiras entregaram um retorno de “apenas” 12,49%, pois somente o criptoativo Pendle, presente nas carteiras de R$ 50 mil ou mais, superou o desempenho do BTC, com uma valorização de +19,83% em reais.
Os demais criptoativos incluídos em nossa carteira apresentaram retornos mais modestos, chegando a 2,50%, no máximo.
Retorno em outubro: Carteiras de Valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% IFIX, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como você já deve saber, as classes de FIIs, Fundos multimercado, Internacionais e Alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): Tivemos mais um mês abaixo do esperado para a classe, com retorno médio das carteiras em 0,81%, contra 0,93% do CDI.
Novamente foram os fundos da Capitânia que fecharam abaixo do referencial e influenciaram negativamente o resultado, com desempenhos de 0,45% no Fundo Premium (público geral) e 0,45% no Radar (apenas para investidores qualificados).
O feedback que recebemos da gestora foi similar ao do mês passado. Está tudo em ordem com a Carteira de Crédito dos Fundos, entretanto, a casa faz apostas pontuais em alguns fundos imobiliários, os quais sofreram no mês.
As demais recomendações obtiveram retornos entre 0,93% e 1,11%.
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Em outubro, tivemos retornos entre -0,38% e -1,62%, contra o IMA-B, que foi de 0,65%. Na média das sete faixas de patrimônio que consideramos, chegamos ao resultado de -1,07%
Nossa estratégia se baseia em alocar nos fundos de infraestrutura até R$ 30 mil, atualmente representados por KDIF11 e IFRA11. Após esse valor, incluímos o fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo, para representar a parcela de indexados à inflação de prazo mais curto; e os passivos de Inflação Longa, para a parte de prazos mais longos.
O único fundo que superou o referencial foi o Western Asset, com um ganho de 0,50%, enquanto os outros três apresentaram quedas entre 0,38% e 2,87%, o que explica nosso desempenho abaixo do benchmark.
Ações (execução por fundos): Embora nossas carteiras tenham apresentado desempenho negativo, a maioria delas superou o IBOVESPA, que recuou 1,60%, com nosso retorno médio pelas faixas de patrimônio sendo de -1,28%, como podemos ver na tabela acima.
Dos oito fundos que recomendamos, apenas um ficou abaixo do benchmark: o Brasil Capital 30 (-1,84%), único presente em todas as carteiras, cujo peso diminui gradualmente à medida que o patrimônio cresce.
Destacando-se pelo lado positivo, o fundo SPX Falcon encerrou o mês com uma valorização de +0,99%, sendo o único fundo a fechar o período no azul.
Os demais fundos tiveram desempenhos entre -1,31% e -0,16%.
Retorno em outubro: Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% IFIX, 30% IBOVESPA
Renda Fixa Corporativa: A classe caiu 1,89% e o IMA-B teve queda de 0,65%.
O fundo que, de certa forma, amenizou nossas perdas, foi o KDIF11, com uma queda de apenas 0,38%. Em contrapartida, os fundos JURO11 e IFRA11 tiveram quedas mais acentuadas, com perdas de -2,48% e -2,87%, respectivamente.
Vale lembrar que a nossa proposta de Renda Fixa Corporativa detém apenas estes três fundos de infraestrutura, todos com o mesmo peso na alocação.
Título Público: Como os nossos assinantes mais assíduos já sabem, a maior parte da nossa carteira está alocada em ativos de prazos mais longos, o que resultou em uma queda de 1,46%, inferior ao desempenho do IMA-B, que recuou 0,65%.
Esse movimento era esperado, dada a abertura da curva de juros de longo prazo observada no mês, assim como costumamos superar o referencial quando há um fechamento das curvas.
Os quatro títulos públicos que recomendamos estiveram abaixo do IMA-B, com desempenhos entre -0,98% e -2,45%.
Fundos Imobiliários: Assim como mencionamos na parte de FIIs da Carteira de Valorização, o ambiente político-econômico não vem ajudando a classe e, por conta disso, o IFIX sucumbiu em uma queda de 3,06%; já a nossa carteira de FIIs caiu 4,34%.
Dos 17 recomendados, apenas sete estiveram acima do referencial, com destaque positivo para o GARE11, que fechou em +1,45%, o único positivo da classe.
Já pelo lado negativo, chamamos a atenção para alguns, como o PATL11 (-10,92%), o RBFF11 (-10,15%), o BTCI11 (-8,23%) e o BRCR11 (-7,86%). Os demais tiveram retornos entre -6,80% e -0,26%.
Apesar das cotas estarem “machucadas” com o momento atual, a nossa Carteira de Renda mantém uma boa distribuição de dividendos, com DY de 0,94% no mês.
Ações: Com cenário local mais desafiador, nossa Carteira de Ações caiu 2,32%, enquanto o IBOVESPA teve queda de 1,60%.
Das nove ações recomendadas, cinco perderam para o referencial e quatro venceram.
Após o bom humor do mercado com a Tegma, vimos a empresa destoar pelo lado positivo e fechar em +10,15%. Juntando-se a ela, no azul, temos a Kepler Weber, com retorno mais modesto, de +1,91%.
Em contrapartida, vimos algumas empresas sofrendo e empurrando nosso resultado para baixo; foram os casos de Taurus (-9,62%), Sanepar (-8,41%) e SLC Agrícola (-6,54%).
O Dividend Yield da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Assim como em setembro, o mês de outubro costuma apresentar um Dividend Yield (DY) um pouco mais baixo, devido à ausência de distribuição dos juros semestrais dos títulos públicos e ao menor número de ações pagando dividendos.
Dessa forma, observamos uma leve redução do DY em relação ao mês anterior, passando de 0,57% para 0,53%. Apesar da queda mensal, na janela de 12 meses, o DY subiu de 9,55% para 9,60%, já que em outubro de 2023 registrou apenas 0,48% de DY distribuído.
A classe de ações foi a principal responsável pela queda do DY na comparação com setembro, com uma redução de 0,07%. Isso ocorreu porque o Banco do Brasil distribuiu Juros sobre Capital Próprio (JCP) no mês passado, o que não se repetiu em outubro. Além disso, o Bradesco distribuiu JCP de R$ 0,20 no mês anterior, mas apenas R$ 0,02 neste mês. As demais ações não pagaram dividendos nos dois meses.
Os fundos de infraestrutura contribuíram para elevar o DY total em +0,01%, já que os fundos KDIF11 e IFRA11 pagaram um dividendo um pouco superior em outubro.
Os fundos imobiliários, que têm maior peso na alocação da carteira, também contribuíram para um aumento de +0,02% no DY. Embora os dividendos distribuídos em termos nominais tenham sido semelhantes aos do mês anterior, a queda nas cotações dos FIIs resultou em um DY um pouco maior, pela forma como é feito o cálculo (explicação no tópico seguinte).
Considerando esses aumentos e reduções, e que os títulos públicos não distribuíram rendimentos tanto neste mês quanto no anterior, chegamos à leve queda de 0,04% no DY, conforme mencionamos no início.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras
Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual que é utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o IBOVESPA, IFIX e outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).
Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica a fundos ou carteiras de investimentos).
No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias em um determinado período.
Máximo Drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o Dividend Yield (DY)
É um indicador que avalia em termos percentuais o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.
Histórico dos resultados
Retorno das Carteiras de Valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno das Carteiras de Valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Volatilidade de 252 dias úteis das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Máximo drawdown das Carteiras de Valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Máximo drawdown da Carteira de Renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Ficamos por aqui
Os últimos meses não foram fáceis para as nossas carteiras, mas nosso prêmio está no longo prazo e na disciplina de nos manter comprometidos em seguir a alocação estrutural.
Embora essa mensagem possa soar repetitiva para os leitores mais assíduos, é sempre importante reforçá-la. Mudanças repentinas e imprevisíveis ocorrem com mais frequência do que imaginamos, e manter-se “diversificado” é nosso maior trunfo.
Acreditamos que, ao manter a calma em momentos adversos e controlar a euforia nas fases desafiadoras, o sucesso é certo no mercado financeiro — especialmente, quando há disciplina e acompanhamento profissional, como oferecemos aqui na Finclass.
Espero que tenha gostado da nossa “prestação de contas” mensal. Se tiver dúvidas relacionadas aos nossos resultados ou qualquer outro tipo de questão, compartilhe conosco nas lives e na comunidade, dentro do aplicativo Circle.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo Xavier