Olá, turma!
No relatório de hoje, trouxemos os resultados de setembro de 2024, juntamente com a análise dos ativos e fundos que foram promotores e detratores para a nossa performance.
Para facilitar o seu entendimento ao longo do relatório, veja abaixo a sequência que utilizaremos:
· O que rolou nos mercados
· Alterações nas carteiras em setembro
· Retorno em setembro: carteiras de valorização por ativos
· Retorno em setembro: carteiras de valorização por fundos
· Retorno em setembro: carteira de renda
· O Dividend Yield da carteira de renda
· Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
· Histórico dos resultados
O que rolou nos mercados
O resultado das nossas carteiras
O terceiro trimestre encerrou positivo, porém o mês de setembro não foi dos melhores!
No final de agosto, o IBOVESPA, nossa principal referência do mercado de ações, atingiu sua máxima histórica, ultrapassando os 137 mil pontos. Entretanto, tivemos uma correção gradual a partir da segunda quinzena de setembro, que trouxe o índice de volta para perto dos 132 mil pontos. Nesse cenário, o IBOVESPA fechou o mês com uma queda de -3,08%, mas ainda assim registrou uma alta de +6,38% no terceiro trimestre.
Alguns fatores contribuíram para esse resultado mensal, como a elevação da taxa básica de juros no Brasil casada com a subida do juro americano de 10 anos, o que não é nada bom para ativos de risco em geral. Além disso, a preocupação com a situação fiscal vem se intensificando a partir das estatísticas divulgadas sobre o tema, o que causa incerteza no mercado.
Nos Estados Unidos, o cenário foi mais atrativo para as ações, visto que não houve nenhuma surpresa negativa nos dados de inflação e atividade, além disso houve o início do ciclo de corte de juros; com isso, os três principais índices fecharam no azul: o Dow Jones subiu +1,85%, o S&P 500 avançou +2,02% e o Nasdaq teve um ganho de +2,68%.
Apesar desse movimento favorável, nossas carteiras globais não se beneficiaram, já que a desvalorização de 3,43% do dólar comercial impactou nossos ativos internacionais, resultando em retornos ligeiramente negativos.
Em termos de desempenho das carteiras, na média, as alocadas em ativos fecharam setembro com queda de -0,95% e encerraram o trimestre com alta de +3,33%.
Já as carteiras executadas por fundos caíram -1,17% no mês, mas subiram +2,14% no trimestre.
Por fim, a carteira de renda registrou uma queda de -2,31% em setembro, embora tenha apresentado um ganho de +1,31% no terceiro trimestre.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Pontos positivos
Neste mês, destacamos positivamente as classes de alternativos e fundos multimercados. Além de os benchmarks dessas classes terem fechado no positivo num mês em que a maioria das outras categorias terminou no vermelho, nossas carteiras conseguiram superar os referenciais, graças ao bom desempenho dos ativos e fundos recomendados.
Nos alternativos, o Bitcoin fechou o mês com um retorno de +3,04%, enquanto nossas carteiras apresentaram retorno médio de 4,56%. Já nos fundos multimercados, as carteiras fecharam positivas com média de +1,59%, superando o IHFA (Índice de Hedge Funds Anbima), que subiu apenas +1,08% e o CDI que foi positivo em +0,83%.
Os fundos multimercados têm sido muito criticados pelo mercado, e diríamos que com certa razão, devido aos resultados recentes. Essa classe tende a perder mais do que ganhar se você fizer uma média dos fundos em atividade no mercado. No entanto, sempre reforçamos que uma boa seleção de fundos pode gerar excelentes resultados.
Continuamos convictos com a tese de ter fundos multimercados na alocação estrutural, pois acreditamos que, com uma seleção criteriosa, podemos não só entregar ótimos retornos, como também proporcionar importantes elementos de diversificação e flexibilidade para as carteiras como um todo.
Pontos negativos
O mês foi mais desafiador para ativos de risco locais, como é o caso, principalmente, das ações e fundos imobiliários.
Como abordamos no início do tópico, os rumos da nossa política monetária e fiscal estão deixando o ambiente para negócios mais desafiador, vide a taxa básica de juro em patamar elevado e o controle fiscal controverso, o que resultou em quedas de 3,08% do IBOVESPA e 2,58% do IFIX.
Apesar dessa instabilidade não há motivos para desespero, IBOVESPA rendeu 6,38% no terceiro trimestre e nossos FIIs recomendados estão nos entregando Dividend Yield próximo de 0,90% ao mês, reforçando para nós a importância de manter uma carteira sempre diversificada e perseguindo a alocação estrutural.
As alterações nas carteiras em setembro
Em setembro, tivemos três relatórios referenciando ajustes de carteira. Veja abaixo:
1) Em 2 de setembro, publicamos o relatório “Alteração nas carteiras de fundos acima de R$ 500 mil: substituição do JGP Select” (clique aqui).
Nele, retiramos o fundo JGP Select das carteiras de fundos com patrimônio de R$ 500 mil ou mais devido ao seu fechamento para novos aportes.
O fundo continua sendo uma recomendação da Finclass e pode ser encontrado normalmente na área logada pela seção de “fundos aprovados”, entretanto, nós adotamos como premissa central manter apenas fundos abertos para novos aportes na carteira base.
2) Em 9 de setembro, publicamos o relatório “A ferramenta indispensável para quem investe em renda fixa e uma nova recomendação: PACB11” (clique aqui).
O ETF PACB11 foi inserido em nossa lista de recomendados para ser uma alternativa ao título público Tesouro IPCA 2045, e pode ser adquirido por todas as carteiras de valorização executadas por ativos.
A presença dele não altera a posição de nenhum outro ativo das carteiras; é literalmente uma alternativa adicional ao título público. Você pode escolher um ou outro, só ampliamos as possibilidades para se expor aos indexados à inflação de longo prazo.
3) Em 19 de setembro, publicamos o relatório “Sobe a placa de substituição: Sai BCIA11, entra RVBI11” (clique aqui).
Por meio deste relatório, nós fizemos a simples troca do fundo BCIA11 pelo RVBI11 em todas as carteiras de valorização, desde as menores até as maiores e também na carteira de renda.
Essa alteração não afetou nenhum outro ativo das carteiras, todos eles continuaram com os mesmos pesos de antes.
Retorno em setembro: carteiras de valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
As explicações abaixo têm o intuito de ajudá-lo a compreender quais ativos mais contribuíram ou prejudicaram nosso resultado, por classe de ativos. Vamos lá?
Renda Fixa Pós (execução por ativos): Com nova alta da taxa básica de juros, a classe vem apresentando bom retorno mensal e, desta vez, não foi diferente: as carteiras renderam em média 0,87%, enquanto o CDI foi de 0,83%.
A classe é composta inteiramente por Tesouro Selic para patrimônios de até R$ 30 mil, e por uma combinação de 5% em Tesouro Selic e 10% em CDBs, do Banco Daycoval ou BTG, para patrimônios superiores a R$ 30 mil.
Geralmente, as carteiras maiores que R$ 30 mil rendem um pouco mais, mas, neste mês, o Tesouro Selic performou um pouco melhor do que o usual e praticamente se igualou aos CDBs, como podemos ver pelos resultados da tabela.
Renda Fixa Dinâmica (execução por ativos): A abertura na curva de juros observada no mês impactou negativamente a classe, resultando em uma queda de 0,67% no IMA-B e uma retração média de 0,64% nas nossas carteiras.
Atualmente, 7,5% da nossa alocação é destinada a ativos indexados à inflação de longo prazo, onde registramos quedas de 1,97% no PACB11 e 3,19% no Tesouro IPCA 2045. Como ambos ocupam a mesma parcela de 7,5% da carteira, o ponto médio de desempenho para o cálculo teórico foi uma queda de aproximadamente 2,6%, tornando-se o maior detrator da classe no período.
O ativo que ajudou a mitigar uma queda mais acentuada foi o fundo de infraestrutura JURO11, que rendeu +1,25% e representa 5% da carteira teórica para patrimônios acima de R$ 10 mil (ou 25% da classe de renda fixa dinâmica).
Fundos Imobiliários (execução por ativos e fundos): Nossas carteiras registraram perdas médias de 4,41%, enquanto o IFIX encerrou o mês com uma queda de 2,58%.
Das 12 recomendações, apenas cinco superaram o referencial, com destaque positivo para o FATN11, que teve um ganho de +0,21%, sendo o único fundo com desempenho positivo no mês.
Do lado negativo, chamou mais atenção a perda de 9,46% do PVBI11 e a queda de 3,7% do BCIA11 em seu último dia dentro das nossas carteiras (19/9), tornando ambos os principais detratores de retorno no período.
A janela de curto prazo está mais desafiadora, mas acreditamos que a carteira está bem estruturada para o próximo ciclo. Apesar do desempenho recente abaixo do esperado, desde o início da carteira, conseguimos um retorno 1,5x superior ao referencial (15,46% vs 10,45%).
Ações (execução por ativos): O retorno médio das nossas carteiras foi de -2,84%, contra -3,08% do IBOVESPA. No entanto, apenas as carteiras com patrimônio entre R$ 10 mil e R$ 50 mil conseguiram superar o índice no mês.
Das oito ações recomendadas, metade superou o benchmark e metade ficou abaixo. Entre os destaques positivos vale mencionar a C&A (+3,24%), SLC Agrícola (+3,06%) e Sanepar (+2,86%), que, mesmo em um cenário adverso, apresentaram desempenhos positivos.
O principal fator que prejudicou nossas carteiras, especialmente aquelas com patrimônios acima de R$ 50 mil, foi a queda de 22,35% das ações da Lojas Quero-Quero (LJQQ3). Apesar de não haver mudanças nos fundamentos da empresa, ela é mais sensível às oscilações nas taxas de juros, o que resultou em uma queda expressiva, impactando em uma retração de 3,77% nas carteiras maiores.
A carteira com patrimônio inferior a R$ 10 mil também apresentou desempenho negativo, pois recomendamos investir em um ETF que acompanha o IBOVESPA, o que possibilita garantir diversificação, mesmo para portfólios menores.
Fundos Multimercados (execução por ativos e fundos): A classe que vem sendo muito criticada pelo mercado nos últimos tempos foi um dos destaques positivos do mês. Nossas carteiras renderam em média +1,59%, enquanto o IHFA rendeu +1,08% e o CDI +0,83%.
Dos nove fundos recomendados, apenas um esteve abaixo do IHFA e CDI; os demais estiveram acima dos dois referenciais. O fundo que performou abaixo neste mês foi o Absolute Vertex, subindo 0,51%.
Como destaques positivos, podemos citar os fundos da Kapitalo, onde o Zeta rendeu +3,16% e o Kappa +2,10%. Outro que também merece ser citado é Gávea Macro Plus, que entregou +2,50%.
Internacional (execução por ativos e fundos): Em setembro, nosso desempenho ficou próximo do benchmark da classe, com uma queda média de 1,18%, enquanto o referencial caiu 1,15%. As carteiras que ficaram abaixo do referencial foram as de menor valor, pois não incluem ouro, que foi o destaque do mês com um retorno de +1,55%
Vale ressaltar que, apesar dos ativos em si terem tido um desempenho positivo em dólar, eles são influenciados pela variação cambial. Com a queda de 3,43% do dólar comercial, isso acabou pressionando a classe para baixo.
Estar alocado em moeda forte faz parte da nossa estratégia. No acumulado do ano, por exemplo, essa parte da carteira nos entregou, em média, um retorno de 26,65%, com uma forte contribuição da valorização cambial, já que o dólar subiu 12,45% no mesmo período.
Alternativos (execução por ativos e fundos): Impulsionadas pelo início do ciclo de cortes de juros nos EUA, nossas carteiras tiveram desempenhos positivos no mês, com um retorno médio de 4,56%, enquanto o Bitcoin subiu 3,04%.
As carteiras com melhor performance foram as de R$ 50 mil ou mais, já que nessas incluímos a Pendle, e nas carteiras acima de R$ 100 mil, que também conta com AVAX. Esses ativos renderam +23,9% e +14,7%, respectivamente.
Recentemente, decidimos aumentar ligeiramente o risco dessa classe, visando aproveitar as oportunidades presentes no mercado cripto. Nosso time está confiante de que há boas perspectivas de retorno à frente. No entanto, reforçamos a importância de manter a alocação no tamanho que estamos propondo, pois, as quedas deste setor, por vezes, podem ser bastante severas.
Retorno em setembro: carteiras de valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* 51% WRLD11, 13,6% USDB11, 20,4% BNDX11 e 15% ouro
** 15% CDI, 20% IMA-B, 15% Ifix, 15% IBOVESPA, 12% IHFA, 20% misto *, 3% Bitcoin
Como você já deve saber, as classes de FIIs, fundos multimercado, internacionais e alternativos são idênticas na execução por ativos e fundos; portanto, os pontos destacados no tópico anterior sobre essas classes valem para cá também. Abaixo, vamos aos detalhes das classes renda fixa pós, renda fixa dinâmica e ações.
Renda Fixa Pós (execução por fundos): O mês de setembro foi aquém do esperado por nós, fechamos com retorno médio das carteiras de 0,69% contra 0,83% do CDI.
Os fundos da Capitânia tiveram retorno abaixo do referencial e foram os grandes detratores dos resultados da classe, o fundo Radar, que está nas carterias de R$ 1 milhão ou mais, caiu 0,24% e o Premium, que consta nas carteiras de R$ 10 mil até R$ 1 milhão, subiu apenas 0,36%.
O time da Capitânia nos informou que está tudo em ordem com a carteira de crédito dos fundos, entretanto, a casa faz apostas pontuais em alguns fundos imobiliários, os quais sofreram no mês.
Os demais fundos renderam entre +1,04% e 1,24%, superando com alguma folga o CDI, cumprindo perfeitamente com os seus objetivos de rentabilidade.
Renda Fixa Dinâmica (execução por fundos): Obtivemos um retorno médio de -1,26%, enquanto o IMA-B caiu -0,67%.
Nossa estratégia se baseia em alocar nos fundos de infraestrutura até R$ 30 mil, atualmente representados por KDIF11 e IFRA11. Após esse valor, incluímos o fundo Western Asset IMA-B 5 Ativo para representar a parcela de indexados à inflação de prazo mais curto, e os passivos de Inflação Longa para a parte de prazos mais longos.
O único fundo que superou o referencial foi o Western Asset, com um ganho de 0,11%, enquanto os outros três apresentaram quedas entre 1,03% e 1,97%, o que explica nosso desempenho abaixo do benchmark.
Ações (execução por fundos): Na média, as nossas carteiras fecharam o mês um pouco abaixo do IBOVESPA, com -3,27% contra -3,08% do índice.
Dos nove fundos recomendados, tivemos seis acima do IBOVESPA, com retornos entre -1,03% e -2,32%. Já dentre os que não superaram o benchmark, os retornos foram entre -3,52% e -4,29%.
Pesou para a média estar abaixo o fato de o fundo Brasil Capital, presente em todas as carteiras até R$ 1 milhão, ter sido o fundo de pior performance, o qual joga essa média para baixo, principalmente nas carteiras menores onde tem maior peso na alocação.
Retorno em setembro: carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
* Acompanha ajustes na alocação base e a última posição é de 30% IMA-B, 40% Ifix, 30% IBOVESPA
Renda Fixa Corporativa: A classe caiu 0,58% e o IMA-B teve queda de 0,67%.
A nossa proposta de renda fixa corporativa detém três fundos de infraestrutura, todos com o mesmo peso na alocação.
O fundo que nos garantiu estar acima do referencial foi o JURO11, que foi positivo em 1,25%, no mesmo período o IFRA11 caiu 1,03% e o KDIF11 recuou 1,97%.
Título Público: A maior parte da nossa carteira está alocada em ativos de prazos mais longos, o que resultou em uma queda de 1,47%, inferior ao desempenho do IMA-B, que recuou 0,67%.
Esse movimento era esperado, dada a abertura da curva de juros observada no mês, assim como costumamos superar o referencial quando há um fechamento das curvas.
Dos quatro ativos que recomendamos, apenas o Tesouro Prefixado 2035 teve uma queda menor que o IMA-B, recuando 0,46%, enquanto os demais apresentaram retornos negativos entre -1,18% e -2,09%.
Fundos Imobiliários: Apesar da queda de 2,28% no mês, nossa carteira de FIIs foi um pouco melhor que a do IFIX, que fechou em -2,58%.
Dos 17 fundos recomendados, 10 estiveram acima do referencial, com destaque para o KNSC11 (+1,42%), BTCI11 (+1,03%) e o FATN11 (+0,21%), os dois primeiros integram apenas a carteira de renda, já o último também faz parte das carteiras de valorização.
Pelo lado negativo, destacamos o PVBI11, que teve queda de 9,46% e foi o maior detrator do mês. O restante obteve retornos entre +0,08% -4,77%.
Ações: Nossa carteira de ações fechou muito próxima do referencial, com resultado de -3,17% contra -3,08% do IBOVESPA.
Das nove empresas recomendadas, apenas quatro performaram melhor que o IBOVESPA, sendo três delas positivas: SLC Agrícola (+3,06%), Sanepar (+2,86%) e Tegma (+2,10%).
Em contrapartida, algumas empresas foram bem negativas, como Kepler (-10,83%) e Taurus (-7,8%).
O Dividend Yield da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Em setembro, nosso Dividend Yield (DY) foi de 0,57%, uma queda importante em comparação aos 1,12% registrados em agosto. No acumulado de 12 meses, mantivemos os mesmos 9,55% do mês anterior, já que o DY de setembro/23 também foi de 0,57%.
Como de costume, as classes que mais influenciaram nos resultados foram títulos públicos federais e ações.
Na parte de títulos públicos, a diferença ocorreu porque no mês passado recebemos o pagamento do cupom semestral de juros do Tesouro IPCA 2040, que representou 0,27% do DY de agosto.
Já no segmento de ações, Vale, Klabin e Kepler pagaram proventos no mês passado, mas não neste. Além disso, o Banco do Brasil distribuiu proventos em ambos os meses, porém com valores mais expressivos em agosto. No total, observamos uma queda de -0,35% na comparação entre os dois meses.
Contribuindo positivamente para setembro, temos o Bradesco, que pagou um valor maior de juros sobre capital próprio em setembro do que em agosto, o que gerou uma diferença positiva de +0,05% na base comparativa.
Os fundos imobiliários e de infraestrutura, que, com alguns pagamentos ligeiramente melhores e algumas mudanças de cota base, aumentaram 0,02% no DY de setembro.
Considerando os aumentos e diminuições, chegamos a uma diferença aproximada de -0,55% na comparação entre os meses, o que não nos preocupa, já que esse tipo de oscilação é comum pelas questões sazonais da carteira.
Orientações sobre como calculamos nossas carteiras (sempre presente no relatório)
Neste tópico, explicamos de maneira sucinta alguns conceitos importantes para o entendimento do relatório. Não será nada muito complexo, mas ainda assim é importante que você esteja atento.
Como é calculado o retorno das nossas carteiras
Ao construirmos a metodologia de cálculo das carteiras, decidimos ir pelo caminho mais usual que é utilizado para calcular carteiras “teóricas”: a suposição de um rebalanceamento diário, que mantém fixos os percentuais indicados para cada ativo todos os dias.
Vale observar que, assim como os principais indicadores do mercado financeiro, como o IBOVESPA, IFIX e outros, nossas carteiras também partem da premissa de que os dividendos recebidos são reinvestidos na carteira, de modo a absorver todo o ganho potencial dos investimentos.
Interpretando o retorno por classe
Quando nos referimos ao retorno por classe, estamos pressupondo a existência de uma carteira composta exclusivamente por ativos pertencentes a essa classe. O objetivo é comparar se nossos analistas estão superando ou não o principal benchmark, devido às escolhas de ativos feitas.
Por exemplo, se um ativo representa 1,5% da alocação total da carteira, mas sua classe de ativos corresponde apenas a 15% da alocação estrutural, então, no contexto do retorno por classe, ele terá uma participação de 10% na carteira dessa classe (equivalente a 1,5% dividido por 15%).
Falando um pouco sobre o conceito de volatilidade
A volatilidade é um indicador estatístico que serve para medir a frequência e a intensidade com que o preço de um ativo pode oscilar (o mesmo se aplica a fundos ou carteiras de investimentos).
No mercado, é comum analisar essa métrica em termos anuais, ou seja, explicando de maneira muito objetiva e sem grandes preocupações com a parte técnica. É como se identificássemos quanto nossa carteira poderia oscilar em um ano (para cima ou para baixo), de acordo com a média de suas variações de retorno diárias em um determinado período.
Máximo Drawdown
O máximo drawdown é a maior perda que um investimento sofreu, do seu ponto mais alto até o mais baixo, antes de se recuperar. É uma medida de risco, mostrando o quanto o investimento pode cair em determinado período.
Por exemplo, se você investiu R$ 1.000 e o valor chegou a R$ 1.500 antes de cair para R$ 750 e subir novamente, o máximo drawdown seria de R$ 750 (R$ 1.500 - R$ 750), ou máximo drawdown de 50%, resultado do retorno calculado de R$ 750 / R$ 1.500 - 1.
Então, quanto maior o máximo drawdown, mais volátil e arriscado é o investimento.
Sobre o Dividend Yield (DY)
É um indicador que avalia em termos percentuais o quanto um investimento obteve de retorno oriundo dos dividendos distribuídos em determinado período.
O cálculo consiste em dividir os dividendos pagos no período avaliado pela cotação de fechamento do ativo.
É importante mencionar que o DY auferido no passado não garante que o mesmo se manterá no futuro.
Histórico dos resultados
Retorno das carteiras de valorização por ativos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno das carteiras de valorização por fundos
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Retorno da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Volatilidade de 252 dias úteis das carteiras de valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Volatilidade de 252 dias úteis da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Máximo drawdown das carteiras de valorização
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 7/11/22
Máximo drawdown da carteira de renda
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass | * início em 26/10/2020
Ficamos por aqui
Como dissemos no começo do relatório, o mês não foi dos melhores, porém o trimestre foi vantajoso.
Carteiras montadas com algum grau de sofisticação para o longo prazo podem apresentar alguns resultados negativos no curto prazo, entretanto quando a janela temporal vai se alongando os resultados vão se mostrando interessantes e aquele investidor ou investidora paciente é quem colhe os melhores e maiores frutos lá na frente.
Espero que tenha gostado da nossa “prestação de contas” mensal. Se tiver dúvidas relacionadas aos nossos resultados ou qualquer outro tipo de questão, compartilhe conosco nas lives e na comunidade dentro do aplicativo Circle.
Um grande abraço e bons investimentos!
Rodrigo Xavier