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Ainda vale a pena ter renda fixa na carteira?

Escrito por Guilherme Cadonhotto, Felipe Arrais em RENDA FIXA

13 min de leitura

Ainda vale a pena ter renda fixa na carteira?

Por que a renda fixa é tão importante na minha carteira de investimentos?

Essa é uma pergunta que muitas pessoas se fazem, afinal, por que não investir somente em renda variável, preenchendo a carteira com ações e fundos imobiliários, e ganhar mais dinheiro no médio e longo prazo?

A resposta não é simples, mas você vai entender no decorrer deste relatório.

Antes de mais nada, preciso te explicar o que é benchmark.

Um benchmark, em termos simples, é uma referência ou padrão usado para comparar e avaliar o desempenho de algo. Isso pode ser aplicado em diversos campos, não apenas no mercado financeiro.

Por exemplo, suponha que você queira avaliar o desempenho de diferentes carros em relação ao consumo de combustível. Para fazer isso, você escolhe um modelo específico, digamos, um carro econômico popular que considera como referência. Esse veículo se torna o seu benchmark.

Então, você testa outros modelos em relação ao consumo de combustível e compara os resultados com o seu carro benchmark. Se um modelo consome menos combustível do que o veículo de referência, é considerado mais eficiente. Se consome mais, é menos eficiente em termos de consumo de combustível. O carro benchmark funciona como um referencial para determinar como os outros se saem em comparação.

Assim, em resumo, um benchmark é um ponto de referência usado para comparar e avaliar o desempenho de algo em relação a um padrão conhecido. Isso pode ser aplicado em diversas áreas, como tecnologia, esportes, educação e muitos outros campos além do financeiro.

Estou começando o texto explicando isso porque a partir de agora vou te apresentar os principais benchmarks, ou índices de referência, do mercado financeiro brasileiro.

Certificado de Depósito Interbancário (CDI)

O CDI é um indicador que representa a taxa de juros que os bancos usam para emprestar dinheiro uns aos outros no mercado interbancário. Ele serve como uma referência para o custo do dinheiro no mercado financeiro brasileiro. Os investidores muitas vezes usam o CDI como benchmark para avaliar o desempenho de investimentos de renda fixa mais conservadores, como CDBs, LCIs e LCAs, que geralmente oferecem retornos próximos ou superiores ao CDI.

Índice de Mercado Anbima – Série B (IMA-B)

O IMA-B é um índice que mede o desempenho dos títulos públicos brasileiros indexados à inflação, especificamente os títulos do Tesouro IPCA+. Ele reflete a variação dos preços desses títulos no mercado secundário e é amplamente utilizado como referência para investimentos em renda fixa atrelados à inflação no Brasil.

Índice de Mercado Anbima – Série B 5 anos (IMA-B 5)

O IMA-B 5 é uma subcategoria do IMA-B que se concentra em títulos públicos brasileiros indexados à inflação com um prazo de vencimento de até cinco anos. Ele fornece uma visão mais específica do desempenho dos títulos de curto prazo atrelados à inflação.

Índice de Mercado Anbima – Série B 5 anos ou mais (IMA-B 5+)

Similar ao IMA-B 5, mas abrange títulos indexados à inflação com prazos superiores a cinco anos. Isso permite que os investidores avaliem o desempenho de títulos de longo prazo nesse segmento.

Índice de Renda Fixa – Mercado (IRF-M)

O IRF-M é um índice que acompanha o desempenho dos títulos públicos de renda fixa prefixados negociados no mercado brasileiro. Ele também serve como um indicador de referência para avaliar o desempenho geral dos investimentos de renda fixa, como títulos do Tesouro Direto e CDBs, mas sempre de investimentos prefixados.

Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (Ifix)

O Ifix é um índice que mede o desempenho dos fundos de investimento imobiliário (FIIs) negociados na B3 (Bolsa de Valores brasileira). Ele reflete a variação dos preços das cotas desses fundos e é usado como referência para avaliar o desempenho do mercado imobiliário no Brasil.

Ibovespa (Ibov)

O Ibovespa é o índice mais conhecido da B3 e representa o desempenho médio das ações das empresas listadas na Bolsa de Valores brasileira. Ele é um dos principais indicadores do mercado de ações no Brasil e é frequentemente utilizado como referência para investidores e analistas para acompanhar o desempenho geral desse mercado.

Agora, vamos observar como os principais índices de referência do mercado brasileiro vêm se comportando nos últimos anos, ou seja, qual sua rentabilidade ao longo do tempo.

Com isso conseguiremos identificar os destaques positivos e entender o que, de fato, faz sentido carregarmos em nossa carteira de investimento e de que maneira vamos selecionar esses ativos.

Primeira análise: retorno desde o início

Essa não é a minha análise favorita, afinal, quando você analisa a performance de um investimento, um índice, um ativo em específico a partir de um único dia na sua história, isso não diz muito sobre sua performance relativa — mas depois te explico o motivo disso. Antes, vamos dar uma olhada na rentabilidade acumulada desses índices ao longo do tempo.

Primeiro, vamos observar sua performance sem a presença do Ifix, o índice de fundos imobiliários.

Vamos tirar o Ifix não porque não gostamos do índice ou da classe de investimentos, mas, sim, porque ele é um índice relativamente novo, acabou de completar pouco mais de dez anos de história, e neste primeiro momento queremos nos alongar um pouco mais na análise.

Como você pode ver no gráfico abaixo, desde 17/09/2003, com a criação dos índices atrelados à inflação, os famosos IMA-B, essa é a ordem de rentabilidade dos principais índices do mercado brasileiro:

1 – IMA-B 5+: 1.522,5%

2 – IMA-B: 1.271,5%

3 – IMA-B 5: 1.058,5%

4 – IRF-M: 930,9%

5- Ibovespa: 716,49%

6- CDI: 701,68%

Fonte: Quantum

Os primeiros lugares são preenchidos completamente por índices de renda fixa com o famoso “risco de mercado”. Risco de mercado nada mais é do que volatilidade, ou seja, oscilação no preço dos ativos.

Mas deixamos de fora uma importante classe de ativos nessa análise de quase 20 anos, os fundos imobiliários. Agora vamos incluí-los e verificar qual o resultado:

Fonte: Quantum

Podemos notar nessa análise de um período mais atual que o topo do ranking tem exatamente a mesma composição, mas, claro, com percentuais de rentabilidade diferentes.

1 – IMA-B 5+: 324,52%

2 – IMA-B: 315,91%

3 – IMA-B 5: 303,70%

4 – IRF-M: 274,51%

5 – Ifix: 232,44%

6 - CDI: 216,39%

7- Ibovespa: 91,67%

Analisamos os índices em duas janelas de prazos significativamente longos. Será que com isso podemos afirmar que os índices de renda fixa, principalmente aqueles atrelados à inflação, são melhores do que os de renda variável?

Definitivamente, não.

Essa análise, apesar de adotar horizontes de longo prazo, é muito rasa.

Para tentar traduzir o meu próximo tópico, vamos fazer um breve exercício de imaginação.

Vamos supor que você é técnico, ou técnica, da seleção brasileira de futebol, e tem a difícil missão de escolher o nosso atacante, ou seja, aquela pessoa responsável por fazer gols, a principal função de um time de futebol.

Você tem duas opções:

- Um atacante de 30 anos que tem 400 gols em toda a sua carreira.

- Um atacante de 30 anos que tem 300 gols em toda a sua carreira.

Quem você escolheria?

Se essa fosse a única informação disponível sobre os jogadores, provavelmente você escolheria o que tem mais gols, correto?

Agora deixa eu te dar mais informação sobre ambos.

Dos 400 gols na carreira da primeira opção de jogador, 250 foram marcados durante os seus primeiros cinco anos como profissional, dos 18 aos 23 anos, uma incrível marca de 50 gols por ano. Dos 23 até os 30 anos, esse jogador marcou o restante dos 150 gols, mantendo uma média nesse período de aproximadamente 21 gols por ano.

Vinte e um gols por ano não é um número muito ruim, mas vamos analisar o contexto do próximo jogador.

O segundo jogador marcou 300 gols na carreira, porém durante seus primeiros anos de carreira ele não marcou nenhum gol, afinal, jogava em outra posição.

Nos últimos sete anos, o jogador em questão tem uma média de aproximadamente 43 gols por ano, mais que o dobro do seu concorrente pela vaga na seleção brasileira no mesmo período.

Agora eu refaço a pergunta: quem você escolheria para jogar na sua seleção?

Acredito que a sua resposta tenha mudado. Sabe o porquê dessa mudança?

Você não está procurando lampejos de brilhantismo, ou seja, uma única temporada ou um único ano extraordinário, mas, sim, consistência em entregar bons resultados.

Isso significa que você prefere alguém que se mantém em um ótimo nível de maneira consistente a alguém que vez ou outra tem um momento de gênio, se destaca, mas logo passa a ter resultados medíocres.

Na sua carteira de investimentos, provavelmente você busca a mesma coisa, ou pelo menos deveria.

Querer encontrar e comprar ativos que mantêm boa performance de maneira consistente ao longo do tempo. Do contrário, se optar por colocar a maior parte do seu dinheiro em um ativo que se assemelha ao primeiro jogador, o que pode acontecer?

Seus tempos de brilhantismo podem ter ficado para trás e o que resta é uma performance ruim, logo sua carteira tenderia a apresentar uma performance ruim também.

Mas como fazer esse tipo de análise que aplicamos aos jogadores de futebol para os nossos investimentos?

Fazendo o estudo que chamamos de janelas móveis.

O que seria isso?

Uma análise em que verificamos em janelas específicas de tempo, que são móveis, qual ativo apresentou o melhor retorno e, depois, verificamos a consistência dos investimentos em apresentar aquela performance de destaque.

Vou tentar simular o mesmo tipo de análise com os jogadores citados no exemplo acima.

Vamos verificar, para todos os anos, quem levou a melhor entre os jogadores.

Fonte: Finclass

Veja só, nos 12 anos analisados, o jogador 2 ficou à frente em sete ocasiões, o que dá uma taxa de vitória de 58%.

Isso significa que em 58% das vezes o jogador 2 superou o primeiro em número de gols. Olhando por esse dado, podemos afirmar que o jogador 2 é mais consistente do que o jogador 1, logo faz sentido convocá-lo para a seleção.

Com investimentos é a mesma coisa, precisamos verificar os índices com o maior número de “vitórias” nas janelas anuais?

Não, e eu te explico por que essa não é a melhor maneira de fazer essa análise.

Diferente de um jogo de futebol, os preços dos ativos respondem ao movimento das economias nacional e internacional.

A economia global funciona normalmente em ciclos. Por vezes ela está em um ritmo bem acelerado, depois desacelera, entra em recessão e trilha seu caminho na retomada.

Esses ciclos podem levar anos para serem concluídos e os ativos tendem a responder de maneira diferente em cada um deles, por isso uma análise anual pode levar a uma conclusão errada.

Uma análise de janelas temporais precisa ter, no caso de ativos e índices do mercado financeiro, no mínimo três anos na minha opinião.

Há uma outra diferença frente ao exemplo simplista do futebol: jogos não acontecem todos os dias, o mercado, sim.

Ou seja, precisamos englobar todos os dias de mercado nessa análise, e é por isso que utilizaremos as janelas móveis.

O objetivo da análise por janelas móveis também é verificar a consistência de cada um dos índices em entregar resultados relevantes frente às outras opções disponíveis, porém o nome “móvel” vem do fato de que você vai fazer essa análise em uma determinada “faixa temporal”, que vai correndo ao longo do tempo.

Ficou complicado? Calma que vou simplificar.

Para fazer a análise de janelas móveis, você precisa basicamente definir três coisas:

1 – A janela, ou a faixa de tempo, a ser analisada (por exemplo, 1 ano).

2 – O período total a ser analisado (por exemplo, os últimos 12 anos).

3 – A recorrência, ou periodicidade (diária, mensal, etc.).

Vamos fazer a janela móvel dos dois jogadores de futebol com os parâmetros acima.

Primeiro vamos analisar uma janela de 1 ano, ou seja 365 dias. Como analisaremos os últimos 12 anos, vamos começar no dia 4 de janeiro de 2012. E como usaremos uma periodicidade diária, vamos jogando essa faixa de tempo de 1 ano, ou seja, 365 dias, para frente a cada dia.

Por exemplo, a primeira janela de comparação entre o jogador 1 e o jogador 2, no quesito número de gols, compreenderá os gols marcados por ambos entre o dia 4 de janeiro de 2012 e 4 de janeiro de 2013.

Veja, essa é apenas uma janela de observação.

Agora vamos para a segunda, que será a de 5 de janeiro de 2012 a 5 de janeiro de 2013. Essa será a segunda janela de observação. A terceira será a janela de 6 de janeiro de 2012 a 6 de janeiro de 2013.

Vamos fazer isso até chegar à última janela de observação, a de 4 de janeiro de 2023 até 4 de janeiro de 2024, exatamente o dia em que escrevo este relatório.

São milhares de janelas de observação nesse caso, e talvez você se pergunte se isso é realmente necessário.

No caso do futebol, provavelmente, não. Afinal, não temos jogos todos os dias.

Porém, no caso de investimentos, essa análise minuciosa é preferível, já que estamos falando do seu dinheiro, que provavelmente você levou muito tempo para ganhar. E todos os dias úteis, exceto feriados, temos mercado. Logo faz sentido essa análise diária. Se houvesse jogo de futebol todos os dias, também faria sentido aplicar essa mesma lógica.

Depois de verificarmos a rentabilidade, ou, no caso do exemplo, o número de gols, de cada um em todas as janelas, vemos o percentual em que um superou o outro. Essa análise vai nos dar uma métrica de consistência extremamente confiável quando o assunto é investimento.

Que tal aplicá-la agora na vida real, ou seja, com investimentos de verdade, utilizando os índices que citamos no início do relatório?

Então vamos retomar o que precisamos para a análise de janelas móveis:

1 – A janela, ou a faixa de tempo, a ser analisada.

Como disse anteriormente, o ideal quando falamos de investimento é analisarmos janelas de pelo menos três anos, então vamos seguir com elas.

2 – O período total a ser analisado.

Vamos analisar o período desde 2003, com a criação dos índices dos indexados à inflação, os famosos IMA.

3 – A recorrência, ou periodicidade.

Deixamos o futebol para trás, certo? Agora estamos falando de investimentos, logo a periodicidade vai ser diária, como recomendado.

Aqui está a lista dos índices que vamos acompanhar: CDI, IMA-B, IMA-B5+, IMA-B5, IRF-M, Ibovespa e Ifix.

Lembrando que, no caso do Ifix, só poderemos analisar com uma data inicial posterior a 2010.

Começando em 2003, a tabela abaixo mostra a consistência de cada um dos índices em superar o CDI. O CDI é o principal índice do mercado brasileiro e possui o menor risco dentre todos, por isso a comparação com esse benchmark.

Fonte: Finclass e Quantum

Os percentuais indicam em quantas janelas de observação de 3 anos os índices ficaram acima do CDI.

O Ibovespa, por exemplo, superou o CDI em 45,56% das oportunidades, sendo superado pelo principal índice do mercado brasileiro em 54,44% das observações. Ou seja, o Ibovespa não possui uma consistência relevante em superar o principal índice do mercado brasileiro. Vale lembrar que a quantidade de janelas que estamos analisando é gigante, mais especificamente 4.342. Isso nos dá um grau de confiança maior ao escolher os ativos para nossa carteira.

Agora vamos dar uma olhada nos índices com risco de mercado da renda fixa frente ao CDI.

O IMA-B possui uma consistência de 84%, ou seja, a cada 100 janelas de observação de 3 anos, os indexados à inflação no Brasil superam o CDI em 84 oportunidades, ficando atrás em apenas 16 ocasiões.

O IMA-B5, que compreende os títulos indexados à inflação de curto prazo, tem uma consistência ainda maior contra o CDI, ficando acima do principal índice do mercado brasileiro em 92% das janelas, ou seja, perdendo em apenas 8% das ocasiões.

O IMA-B5+, dos indexados à inflação de longo prazo, e o IRF-M, dos prefixados, também não ficam muito atrás, ambos com uma consistência de aproximadamente 80%.

Se eu te digo que em 80% dos casos um jogador supera uma outra opção em termos de rendimento e número de gols, quem você chama para a sua seleção?

Os sinais de que você não pode deixar a renda fixa de fora da sua carteira de investimentos começam a ficar cada vez mais claros.

Mas vejamos agora a análise em um período um pouco mais curto, a partir de 2010, porém com a inclusão do Ifix, o índice de fundos imobiliários.

Desde 2010 esse é o nível de consistência do Ifix em superar o CDI em janelas móveis de 3 anos:

Fonte: Finclass e Quantum

Uma consistência superior à do Ibovespa, mas ainda bem inferior à dos índices com risco de mercado da renda fixa brasileira.

Isso significa que não vale a pena investir em ações e em fundos imobiliários no Brasil?

Calma, ainda é muito cedo para fazer essa afirmação. Aqui analisamos apenas a consistência, mas vamos dar uma olhada no retorno médio nas janelas de 3 anos observadas de cada um dos índices.

Fonte: Finclass e Quantum

Veja acima que mesmo com uma consistência inferior a 50% na hora de superar o CDI, o Ibovespa entrega um retorno médio anual maior do que o principal índice do mercado brasileiro. Esse fator indica uma volatilidade relevante.

Já nos outros índices de renda fixa podemos ver que há uma vantagem significativa frente ao CDI, ou seja, em janelas de 3 anos os índices com risco de mercado na renda fixa não só superaram de maneira consistente o CDI como também entregaram retornos médios bem superiores ao índice.

O que estou querendo mostrar com essa análise?

Que, se fossem jogadores de futebol, os índices de renda fixa estariam fazendo mais gols do que os índices de renda variável e os estariam superando na maioria das temporadas e jogos. Se você quisesse montar um time vencedor, não deixaria de fora os jogadores que têm um histórico de gols maior e mais consistente do que os outros.

Mas é isso que muitas pessoas fazem ao montar sua carteira de investimentos quando optam por não incluir, nem ao menos um pouco, de “jogadores” que comprovadamente mantêm uma boa consistência e um bom retorno.

“Mas, Gui, isso significa que no Brasil devo investir somente em renda fixa então?”

Não, e vou te explicar melhor por quê, mesmo com os dados apontando para mais consistência e retorno nos índices de renda fixa, você ainda deve manter exposição em renda variável através de ações e fundos imobiliários.

A rentabilidade que vimos dos índices de renda variável mostram o desempenho de uma cesta de ações e FIIs. É correto afirmar que na média esses ativos entregaram menos retorno do que os índices de renda fixa. Porém quem disse que você precisa investir através desses índices?

As histórias de sucesso de investidores e fundos que têm uma parte, ou a totalidade, de seus recursos em ações e fundos imobiliários são resultado de uma boa seleção de ativos.

Isso significa que você não precisa ter todas as ações ou FIIs do mercado brasileiro, mas, sim, selecionar os melhores dentre as opções disponíveis. Assim você conseguirá, de fato, boas taxas de retorno e boa consistência em superar o CDI.

Espero que você tenha se convencido de que ter uma parte da sua carteira de investimentos em renda fixa não vai te prejudicar, pelo contrário. Isso tende a trazer bons ganhos e uma boa capacidade de bater o CDI com constância, principalmente no médio e longo prazo.

Abraços,

Guilherme Cadonhotto

Sobre os analistas

Guilherme Cadonhotto

Sócio

Além de Estrategista da Finclass, Guilherme Cadonhotto é reconhecido como um grande especialista em Renda Fixa. Bacharel em Economia pela FGV e pela Nova School of Business and Economics, além de ter mais de 10 anos na gestão de fundos de investimento de Renda Fixa, Crédito Privado e Multimercado, hoje ele ensina seus alunos e seguidores como conseguir, investindo em renda fixa, rendimentos tão grandes (ou até maiores) que os das ações.

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.