Relatórios

Alteração na carteira Renda Total: redução de Tesouro IPCA+ 2030 para compra de Kinea Infraestrutura (KDIF11) + Itaú FIC FIDC Infraestrutura (IFRA11)

Escrito por Guilherme Cadonhotto, Fillipe Colus, Luciana Seabra em RENDA TOTAL

12 min de leitura

Nos meus anos de consultoria estratégica, eu, Fê, já auxiliei diversos projetos grandes de empresas que levariam anos para trazer frutos para investidores. Tratava-se de grandes rodovias, centros de distribuição, armazéns, portos... Uma lista de peso.

Um dos pontos mais sensíveis desses projetos eram as estimativas de retorno e as premissas dos projetors que iriam guiar todo o projeto. Como levariam anos para amadurecer e dar frutos generosos a quem se dispusesse a investir neles, essas premissas e análise tinham de ser sólidas para resistir o passar dos anos.

Investidores e investidoras podem também investir em ativos que vão financiar essas obras e com o benefício da isenção de Imposto de Renda. Chamamos esses títulos de debêntures de infraestrutura.

Como mencionei, esses empreendimentos levam anos para ser finalizados e precisam de um acompanhamento de perto para garantir que o projeto está andando conforme o esperado. Por isso, hoje vamos recomendar dois fundos que possuem gestão experiente e fazem a gestão de uma carteira focada em debêntures de infraestrutura.

Para isso, vamos fazer uma alteração em nossa carteira recomendada: vamos retirar uma parcela investida em títulos de renda fixa (Tesouro IPCA+ 2030) para adicionar dois fundos que investem nessas debêntures. São eles: o KDIF11 – Kinea Infraestrutura – e o IFRA11 – Itaú FIC FIDC Infraestrutura. Ambos os fundos são restritos a investidores qualificados, que possuem mais de R$ 1 milhão investidos, mas estão em transição para aceitar investidores comuns.

Debênture: tradicional e de infraestrutura. Quais as diferenças?

Uma debênture é um título de dívida como qualquer outro título de renda fixa, mas, nesse caso, quem o compra financia as operações de determinada empresa, e não de uma instituição financeira nem de um banco.

No caso, os fundos de investimento que estamos recomendando investem em debêntures de infraestrutura. Essas debêntures, também conhecidas como isentas ou incentivadas, são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas e fundos de investimentos que concentrem menos de 85% da carteira nesse tipo de ativo, conforme Lei nº 12.431 de 2011.

Mas nem tudo são flores. Normalmente, essas emissões são para grandes projetos que requerem muitos recursos e, muitas vezes, leva-se um tempo significativo até que o investimento produza um retorno razoável.

Além disso, alguns projetos são novos e as projeções são, na verdade, apenas previsões baseadas em muitas pesquisas, mas nem sempre comprovadas na prática. Até esses projetos de infraestrutura ficarem prontos – o que na prática leva anos –, as situações locais desses empreendimentos podem mudar e impactar na sua rentabilidade.

Por que preferimos investir por meio de fundos agora?

Por dois motivos: liquidez e diversificação. Primeiro porque ambas as recomendações possibilitam o investimento em títulos de crédito privado com liquidez, isso porque as cotas das duas recomendações são negociadas em Bolsa – isso mesmo, pelo home broker de qualquer corretora.

Sobre o segundo ponto pelo qual gostamos desses dois fundos no momento: vimos que as incertezas do mundo pós-pandemia persistem. Por conta disso, algumas empresas podem sofrer mais e outras, menos. Com isso, os ativos de crédito privado se desvalorizaram, abrindo uma oportunidade interessante para quem estava de fora ingressar nesses investimentos.

O fato é que os preços estão melhores, mas as incertezas ainda são muitas. Nesse caso, optar pela pulverização, ou seja, investir em vários papéis de uma única vez faz muito sentido, o que justifica a busca por um fundo de investimento. Mas não é qualquer fundo: estou falando, sim, de dois produtos excelentes!

Para isso, pedimos ajuda ao time responsável pela série A Seleção de Fundos, da Spiti, e contamos com a análise muito bem elaborada pelo time liderado pela nossa CEO, Luciana Seabra, que, junto com a Alessandra Bellotto, cuida da análise qualitativa, enquanto o Rodrigo Xavier faz as análises quantitativas.

KDIF11 – Kinea Infraestrutura

O Kinea Infra, como também é conhecido, é um fundo que investe em debêntures de infraestrutura e tem suas cotas negociadas em Bolsa. Diferentemente dos fundos tradicionais, que decidem quando querem captar investimento, os fundos listados em Bolsa possuem negociação diária. Para resgatar o dinheiro, cotistas atuais devem literalmente vender suas cotas para investidores que desejam entrar no fundo, e essa negociação é feita por meio da Bolsa de Valores.

E, como mencionamos, os fundos de crédito privado sofrem pela falta de liquidez, ou seja, falta de capacidade para negociar, comprar e vender esses ativos no mercado secundário. Quando resgates grandes são feitos de um fundo, para honrá-los, ele precisa vender seus papéis, e muitas vezes essa venda às pressas acaba gerando perdas, dado que a venda normalmente não é feita a um preço atrativo.

Esse fator é intensificado no caso das debêntures de infraestrutura, que têm uma liquidez menor do que as debêntures comuns e ativos de instituições financeiras.

Como o Kinea tem cotas negociadas em Bolsa, o/a cotista que desejar sair do fundo não precisa resgatar o dinheiro, mas simplesmente vender sua cota a alguém interessado em comprá-la.

Além dessa vantagem, que, na nossa opinião, coloca o Kinea Infra anos-luz à frente de qualquer outro fundo com negociação tradicional, a gestão de crédito realizada por eles é fenomenal e conservadora. E a equipe é coordenada por Aymar Almeida, que tem 20 anos de experiência no mercado e atua na empresa desde a sua criação, como um braço independente do Itaú.

Ademais, observamos nos últimos dias uma queda elevada nos preços dos títulos privados, causada por dois fatores.

O primeiro é a elevação dos prêmios dos títulos públicos indexados ao IPCA, que são os títulos Tesouro IPCA+. Como as debêntures incentivadas também têm o indexador em IPCA, quando os títulos públicos sofrem uma alta em suas taxas e, consequentemente, uma queda nos preços, esses ativos seguem o mesmo caminho.

Além disso, o ano de 2021 não tem sido tão positivo quanto a expectativa do mercado e joga temores quanto à sustentabilidade de algumas empresas, o que faz com que as taxas desses papéis de crédito privado subam mais do que os títulos públicos.

Mas, Fê, por que você está recomendando comprar cotas desse fundo, então?

Pois o portfólio do Kinea Infra está 48,3% alocado em debêntures de linhas de transmissão de energia, que têm contratos de concessão de 30 anos e receita bem previsível. Portanto, suas receitas não oscilam com a variação do PIB do Brasil, por exemplo – na verdade, elas são bem previsíveis. Além disso, são papéis que contam com garantias reais em caso de não pagamento da dívida.

A cereja do bolo: cota patrimonial menor que a cota de mercado

Por ter suas cotas negociadas em Bolsa, muitas vezes a soma total do valor das cotas fica abaixo da soma do valor de todos os ativos dentro do fundo.

Isso acontece porque muitas vezes a pressa e a vontade de sair do fundo são tão grandes por parte de quem detém as cotas que ele ou ela acaba as vendendo a preços inferiores do que elas valem.

Ruim? Para quem vende, sim. Para você, que vai comprar agora, isso pode ser ótimo! Quer um exemplo?

Enquanto escrevo este relatório, o valor da cota patrimonial, ou seja, a soma de todos os ativos do fundo divididos pelo número de cotas, está em R$ 137,93, enquanto o valor de mercado negociado da cota é de R$ 130.

Isso significa que você está, de largada, comprando ativos com 4% de desconto. Além disso, acredito que o próprio valor patrimonial da cota deva voltar a subir de maneira significativa, quando o estresse passar e a diferenciação entre os ativos começar a ser feita de maneira mais racional pelo mercado.

Inclusive, isso já vem acontecendo. No ano passado, após o primeiro choque da pandemia do novo coronavírus, que aconteceu em março, esse desconto chegou a ser de 10%, e esperamos que esse movimento continue.

Hoje, a carteira do fundo paga em média uma remuneração de IPCA+ 6,31% para um prazo médio semelhante ao de uma NTN-B 2030 (Tesouro IPCA+), que trabalha com uma taxa próxima de IPCA+ 4,69%.

Isso já é bom por si só. Mas lembre-se: o rendimento obtido pelo fundo Kinea Infra é totalmente isento do Imposto de Renda, e o do Tesouro IPCA+ não.

É importante lembrar também que, assim como nossas outras recomendações, esse é um ativo que oscila bastante, então seu horizonte de investimento é para o longo prazo.

Nesses níveis de preço, esta é uma excelente opção de investimento e que se encaixa muito bem em nossa carteira recomendada, ainda mais agora que a equipe da Kinea decidiu transformar o fundo de restrito a apenas investidores qualificados para aberto a todos investidores.

E a boa notícia de hoje é que essa mudança está mais perto do que nunca, e quem reportou isso foi o time da série A Seleção de Fundos, comandado pela Luciana Seabra.

No começo do mês, a Kinea anunciou a convocação da assembleia para votar a transformação do fundo. A votação se encerra ainda neste mês, no dia 20 de setembro. Com tudo aprovado, a Kinea divulga o fato relevante, e a mudança é efetivada no dia 16 de novembro, transformando o fundo em acessível ao varejo. Fora isso nessa votação também se altera o periodo de pagamento que passa a ser mensal.

Até o momento, o fundo distribui proventos semestralmente. Ainda que as debêntures de infraestrutura paguem renda a cada seis meses, Aymar contou para a equipe da Seleção de Fundos que eles fizeram simulações e concluiram que conseguem organizar o portfólio para renda mensal porque ele carrega hoje 24 ativos, com pagamento descasado. "Tenho hoje na média duas debêntures por mês pagando", conta.

Aprovado o tema em assembleia, o último pagamento semestral será em 16 de novembro. A partir de então, vai acontecer sempre no quinto dia útil do mês. O primeiro, portanto, será no dia 5 de dezembro.

IFRA11 – Itaú FIC FIDC Infraestrutura

O outro fundo que trouxemos hoje para substituir parte da parcela dedicada ao Tesouro IPCA+ 2030 é o Itaú FIC FIDC Infraestrutura, negociado na Bolsa sob o código IFRA11.

O fundo nasceu em janeiro de 2020, com uma captação de R$ 850 milhões no IPO, e estreou na Bolsa no início de março. Na ocasião, o IFRA11 foi estruturado de forma que fosse restrito a investidores qualificados. Mas a gestora nos informou que trabalha para fazer a virada do produto para o varejo no início do quatro trimestre – esse é o prazo estimado.

Com um patrimônio de cerca de R$ 954 milhões e mais de 3,3 mil cotistas, o IFRA11 tem como foco investir em debêntures de infraestrutura que proporcionem um retorno para o fundo, no longo prazo, de 0,5% a 1% acima do que pagam os títulos públicos indexados à inflação, as NTN-Bs, de prazos equivalentes.

Alerta: aqui estamos falando de rentabilidade-alvo, não de promessa ou garantia de retorno!

Segundo o último relatório da Itaú Asset Management sobre o IFRA11, com os dados de julho, a carteira do fundo tinha 16 ativos, com um prêmio médio sobre a NTN-B equivalente a 1,31% (sem descontar a taxa de administração e outras despesas) – acima da meta – para um prazo médio de 4,7 anos.

O KDIF11, por outro lado, possui um prazo médio mais longo, próximo a 7 anos. Isso significa que o IFRA11 está mais próximo de um título indexado à inflação de curto prazo, enquanto o KDIF11, a um de longo prazo.

Em termos setoriais, concessões rodoviárias e energia representavam, de acordo com o último relatório, publicado em julho, a maior parte da alocação, com 49% e 30%, respectivamente. O fundo ainda tinha uma exposição aos setores de telecomunicações (9%), esta feita recentemente, e gás natural (5%). A diferença é o caixa, aplicado em títulos públicos.

A busca pela diversificação é um ponto que consideramos bastante positivo no fundo, como forma de mitigar potenciais problemas, uma vez que os projetos envolvem riscos das mais diversas naturezas, do desempenho da economia a questões específicas dos setores, como a falta de chuvas.

Aliás, a gestão ativa da carteira é outro diferencial do IFRA11. Ricardo Heil Martins, principal gestor do IFRA11, conta que conseguiu aproveitar as “excelentes oportunidades” que surgiram com o estresse do mercado logo após o estouro da pandemia, porque tinha acabado de fazer o IPO e estava com o caixa gordo.

A gestora também atua na originação de emissões com empresas que estão fora do radar do mercado, a fim de buscar retornos melhores. Nesses casos, o fundo costuma ficar com toda a operação, mas tem a vantagem de negociar diretamente os termos, assim como o pacote de garantias. E, por serem emissões menores e com menos liquidez, tendem a ser levadas até o vencimento.

Hoje, da carteira total do IFRA11, 30% das emissões estão sem avaliação externa. Da parcela restante, a alocação por rating está distribuída da seguinte forma: papéis com nota “AAA” representam 36%; “AA+” são 5%; “AA”, 8%; “AA-”, 11%; “A+”, 1%; e “A”, com 2%. O fundo só entra em papéis considerados de baixo risco de crédito.

Desempenho até aqui

O IFRA11 paga rendimentos semestralmente, nos meses de maio e novembro. Desde o início, já fez três distribuições. A última, referente ao período de 30 de outubro de 2020 a 30 de abril de 2021, foi de R$ 3,20 por cota, considerando o valor de R$ 104,62 do início do período. Isso equivale a um retorno percentual no semestre de 3,06% ou, em termos anualizados, de 6,21% ao ano.

A gestora diz estar estudando ampliar a frequência com que distribui os dividendos, mas não deve passar a ser mensal, como os fundos imobiliários. Desde o início do fundo, até o fim de julho, a rentabilidade acumulada da cota patrimonial foi de 16,33%. Nessa conta, entram os rendimentos pagos pelo fundo mais a variação das debêntures em carteira.

Igual ao KDIF11, os dados mostram o descasamento entre a cota de mercado e a patrimonial. Em outras palavras, o fundo está sendo negociado hoje por um valor menor que ele de fato vale - similar ao que acontece com o KDIF11. Compare a cota patrimonial (o quanto contabilmente cada cota vale) com o valor sendo praticado na B3:

Fontes: Spiti, Quantum e B3

Assim como o KDIF11, estamos incluindo o IFRA11 pensando no longo prazo, dado o seu risco de mercado por ser negociado em Bolsa. Mesmo você podendo entrar e sair quando quiser sem afetar a gestão (é só vender o fundo na Bolsa, como faria com uma ação), esses investimentos são feitos com foco no longo prazo, a fim de aumentarmos a probabilidade de termos bons resultados.

Como sempre dizemos aqui, se quisermos aumentar o potencial de retorno da carteira no longo prazo, devemos topar prejuízos no curto prazo. É o caso desse fundo. Apesar de ele investir em ativos de crédito, dada a especificidade dos papéis em que aloca, que oscilam ao sabor das expectativas para os juros, ele pode, sim, ter períodos de prejuízo relevantes. No longo prazo, entretanto, tem um potencial de retorno bastante atraente, como mostramos.

Time experiente

O motivo principal que nos deixa bastante confortáveis com o fundo, além do histórico quantitativo, é a qualidade do time de gestão. A equipe da Itaú Asset é bastante sênior. Ricardo, que toca o IFRA11, começou sua carreira em 2001 no Unibanco, tendo passado os últimos anos na área de “project finance” no time do Itaú BBA.

A área conta ainda com Felipe Wright, na Itaú Asset desde 2013 e responsável pela gestão e análise dos diversos setores da economia; Fabiana Verdi Cunha, que começou como trainee no Itaú BBA em 2003 e, desde 2016, atuava como gerente sênior de crédito do Itaú BBA, com foco em energia; e Rafael Zapata, na Itaú Asset desde o fim de 2011, sendo os últimos dois anos na equipe de crédito. Mais recentemente, juntou-se à mesa Gabriel Maitan Pegorer, no banco desde 2016, para apoiar a frente do agronegócio.

Alteração na carteira Renda Total

A alteração de hoje vem para aumentar o leque de investimentos em crédito privado em opções que atualmente estão com um preço menor que o justo, pagam rendimentos periódicos e podem ser compradas a partir de qualquer plataforma que tenha o home broker.

Ao abrir o home broker da sua corretora e buscar pelo ativo, a tela vai mostrar o último preço a que foi negociado. Você pode compará-lo com a cota patrimonial a qualquer momento, divulgada diariamente pela Itaú Asset e pela Kinea. Veja essas informações na tabela a seguir junto com o resumo das duas recomendações:

Tabela resumo

 Onde comprar?Liquidação (Tempo até ter o dinheiro na conta depois da venda)Público-alvoLink para Cota PatrimonialPrazo médio dos ativos em carteira
IFRA11Home broker2 dias úteisInvestidores qualificados*Link4,7 anos
KDIF11Home broker2 dias úteisInvestidores qualificados*Link7 anos

Fonte: Spiti

* Ambas as gestoras estão trabalhando para tornar os fundos acessíveis para todos os tipos de investidores.

Hoje possuímos 100% da carteira alocada, então, para fazermos essa alteração, vamos diminuir a nossa exposição do Tesouro IPCA+ 2030, que atualmente representa 12,5% da nossa carteira.

Nossa recomendação então é reduzir 7,5% da carteira do ativo IPCA+ 2030 e alocar 5% no KDIF11 e 2,5% no IFRA11.

Segue uma tabela em que resumimos as alterações propostas:

AtivoPercentual antes da recomendaçãoPercentual recomendadoAlteração percentual (%)
Tesouro IPCA+ 203012,5%5%-7,5%
KDIF110%5%+5%
IFRA110%2,5%+2,5%

Fonte: Spiti

Lembrando que, caso você não seja considerada ou considerado investidor qualificado, ambos os fundos estão em transição para estarem disponíveis também para investidores comuns.

Conclusão

Investir em infraestrutura é um negócio que precisa de acompanhamento e não tem um retorno tão rápido. Quem já construiu a própria casa ou comprou um apartamento na planta sabe bem do que estou falando.

No entanto, a oportunidade de investir em infraestrutura tem vários benefícios, como prêmio de retorno sobre um título público de mesma duração com a vantagem de ser isento de IR. Hoje temos algumas opções de investimentos nesses ativos, mas escolhemos fundos justamente por contarem com uma equipe de qualidade e experiente nesse ramo e por fornecer liquidez a quem investe.

Trouxemos duas boas recomendações de fundos que investem nesses ativos e vão entrar na carteira do Renda Total por conta do pagamento de dividendos periódico e da possibilidade de ganhos de capital no médio e longo prazos.

Atualmente, apenas investidores qualificados conseguem investir nesses ativos, mas ambas as gestoras estão em movimentação para abrir essa possibilidade de investimento para o investidor comum.

Quando adquirir esses ativos, lembre-se de que a nossa recomendação é diminuir 7,5% da sua alocação em Tesouro IPCA+ 2030 para abrir espaço na carteira e aplicar não mais que 5% da carteira no KDIF11 e 2,5% no IFRA11.

Abraços,

Filipe Colus e Gui Cadonhotto

Sobre os analistas

Guilherme Cadonhotto

Sócio

Além de estrategista-chefe da Finclass, Guilherme Cadonhotto é reconhecido como uma das principais autoridades brasileiras em renda fixa, ensinando seus assinantes e seguidores como conseguir, investindo em renda fixa, rendimentos tão grandes (ou até maiores) que os das ações.

Fillipe Colus

É especialista em renda fixa da Spiti, bacharel em Engenharia Mecânica e especialista em Finanças. Auxiliou mais de 15 empresas com recomendações financeiras e operacionais em dois anos de consultoria estratégia e trabalhou na KPMG, ao lado de executivos e diretores de empresas líderes de segmentos, bem como no mercado público, auxiliando órgãos federais. Acredita que conhecimento bom deve ser repassado de uma forma simples e direta. Por isso, adora falar de finanças para quebrar tabus, e faz isso até nas horas vagas.

Luciana Seabra

Fundadora

Fundadora da Spiti, uma das maiores casas de análise do Brasil, Luciana Seabra é reconhecida por sua abordagem clara e acessível para explicar assuntos complexos relacionados ao mundo financeiro para o público em geral.