Relatórios

Alteração nas carteiras de fundos acima de R$ 500 mil: substituição de Gávea por Ibiúna STH

Escrito por Felipe Arrais em FUNDOS

5 min de leitura

No relatório de hoje, você encontrará:

·       Atualizamos a composição das carteiras para os níveis de R$ 500 mil e acima de R$ 1 milhão, substituindo o fundo Gávea pelo Ibiúna STH.

·       Fizemos um breve resumo sobre a gestora Ibiúna, ressaltando sua história e explicando como funciona a estratégia de gestão do fundo Ibiúna STH.

·       Para quem já possui o fundo Gávea em sua carteira, não há motivos para preocupação. O fundo continua sendo uma excelente escolha e permanece em nossa lista de recomendados, com a mesma convicção de sua qualidade.

·       Por fim, apresentamos uma tabela que mostra a nova composição das carteiras após essa atualização.

Ibiuna Hedge STH é a versão mais alavancada do fundo Ibiuna Hedge da gestora Ibiuna Investimentos. A gestora nasceu em 2010, fundada por dois ex-diretores de política monetária do Banco Central, Rodrigo Azevedo e Mário Torós. Com 45 profissionais, a empresa possui cerca de R$ 26 bilhões sob gestão.

Os dois sócios acumularam experiências no setor público e privado. Rodrigo começou sua carreira na área acadêmica, mas logo se juntou ao Credit Suisse, onde trabalhou por 10 anos antes de ser convidado a assumir o cargo de Diretor de Política Monetária no Banco Central do Brasil (BACEN), posição que ocupou até 2007.

Mário, por outro lado, teve uma longa trajetória no Banco Santander, onde atuou por 14 anos, até ser indicado por Rodrigo Azevedo para sucedê-lo como Diretor de Política Monetária no BACEN.

Após deixarem o BACEN, ambos se dedicaram à criação de uma gestora independente, aproveitando sua experiência em política monetária com uma visão que vai além do Brasil, abrangendo o cenário global.

Com a expansão da equipe ao longo do tempo, a empresa também passou a se diversificar, trazendo bons profissionais de outras áreas, como André Lion responsável pela gestão de ações da casa (e gestor de nosso recomendado Ibiuna Equities da caixinha de Ações Long Only), e a inauguração de uma área de crédito que tem produtos próprios e colabora com o engrandecimento da estratégia principal da casa.

Mais sobre o fundo...

A principal estratégia do time consiste em fazer análises macroeconômicas para identificar os ciclos de política monetária, que pode ser um movimento de aumento ou queda de juros em alguma economia, por exemplo. Com base nessas análises, a equipe identifica tendências e tenta antecipar possíveis reações das autoridades monetárias e seus impactos na inflação, permitindo assim a tomada de posições estratégicas no mercado.

Apesar de explorarem oportunidades em diferentes classes de ativos, a política monetária é o principal foco de suas análises, pois possuem amplo conhecimento e compreensão suficiente para identificar a dinâmica de cada economia analisada.

A montagem das posições ocorre após o economista-chefe de cada país elaborar cenários baseados em seus estudos. Esses cenários são apresentados ao restante do time de gestão, gerando muitas discussões até que a decisão seja tomada.

O fundo aufere a maior parte de seus retornos aplicados em juros e câmbio no Brasil e no mundo, e isso é explicado pelo próprio objetivo do fundo, que implica em identificar o ponto chave de virada dos ciclos. Mas não deixam de observar oportunidades em mercados acionários, mesmo que a maior expertise da casa seja a gestão de juros e moedas.

Vale relembrar que dentro da casa existem núcleos de análise de ações, crédito e até mesmo um projeto quantitativo, que ajuda o aprofundamento das discussões de mercado.

O resultado de longo prazo é muito satisfatório, mostrando grande consistência contra o CDI e, também, a média da indústria representada pelo IHFA. No entanto, o período recente tem sido mais desafiador, o que corroborou ainda mais para que o fundo permanecesse fechado por bastante tempo.

Quantitativo

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Fonte: Quantum e Finclass

Apesar do cenário de curto prazo estar desafiador, o fundo ainda goza de grande consistência no longo prazo e possui competência e infraestrutura suficientes para continuar realizando um bom trabalho, retornando à entrega de resultados consistentes.

Queremos lembrar que o exercício de investir nos fundos que tiveram um bom retorno recente e resgatar de outros após um ano ruim costuma resultar em retornos muito inferiores ao CDI.

A mudança na carteira...

Vamos relembrar como funciona a dinâmica das carteiras implementadas via fundos. Sugerimos carteiras para diferentes tamanhos de patrimônio, com fundos criteriosamente selecionados por nossa equipe. Porém, sempre destacamos que os fundos exibidos são sugestões, não uma obrigação, uma vez que a alocação via fundos oferece flexibilidade em comparação à alocação via ativos.

Como fundos abrem e fecham para captação, seguimos a diretriz de incluir na tabela apenas aqueles que estão disponíveis, garantindo que todos os novos membros da Finclass possam seguir as recomendações com facilidade.

Neste caso específico, estamos substituindo dois fundos — Gávea Macro e Gávea Macro Plus —, que continuam abertos e acessíveis tanto para novos cotistas quanto para quem deseja continuar aportando, pelo Ibiúna STH. Essa substituição ocorre devido à reabertura do Ibiúna, que ficou fechado por quase três anos e agora está disponível novamente, sem prazo de fechamento. Queremos aproveitar essa oportunidade com o fundo reaberto.

Importante destacar que essa mudança não representa uma perda de confiança nos fundos Gávea, que continuam entre nossas recomendações. A alteração foi motivada pela reabertura do Ibiúna STH, que oferece uma oportunidade, sendo um fundo mais restrito, ao contrário dos Gávea, que raramente fecham para captação.

Além disso, há outras opções de fundos disponíveis, e todas as alternativas para sua carteira estão devidamente listadas na aba “fundos aprovados” da nossa plataforma Finclass.

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Dessa forma, você não precisa se limitar ao que é proposto na tabela modelo. Ela oferece uma orientação objetiva de como equilibrar a carteira seguindo nossa alocação proposta, mas você tem liberdade para escolher outras alternativas, desde que estejam presentes em nossa lista de recomendados.

No caso específico de hoje, os fundos da Gávea saem da tabela modelo, mas continuam abertos, não havendo necessidade de resgatar, afinal eles continuam entre os aprovados.

Abaixo, você verá de forma objetiva a alteração proposta na tabela modelo:

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Ficamos por aqui...

O relatório extraordinário de hoje é simples e objetivo, com a missão de trazer de volta uma recomendação antiga para compor nossa tabela modelo após um longo tempo fechado para captação.

Os fundos da Gávea continuam sendo uma recomendação que apreciamos muito; no entanto, têm se tornado menos exclusivos no sentido de estarem disponíveis em mais corretoras e mais restritos devido ao maior valor mínimo de investimento exigido (R$ 10 mil na maioria das corretoras contra R$ 5 mil do Ibiúna, ou até menos via Banco do Brasil).

Continuaremos nossa missão de elevar o padrão de análise ao procurarmos novas opções de investimento, sem deixar de monitorar atentamente os fundos já recomendados.

Se tiver dúvidas sobre essa mudança, participe de nossa Live todas as sextas-feiras ao meio-dia ou deixe sua mensagem na comunidade Circle.

Um grande abraço,

Felipe Arrais, Ana Farias e Rodrigo Xavier.

Sobre os analistas

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.