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Alterações na carteira internacional e de renda: adeus (ou até logo) aos BDRs de ETFs.

Escrito por Felipe Arrais em INTERNACIONAL

12 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  • O mercado de BDRs de ETF ainda tem um longo caminho pela frente em relação ao desenvolvimento e profundidade para que seja saudável o processo de compra e venda. Por isso, decidimos retirá-los da nossa lista de recomendados e detalhamos os motivos dessa decisão.

  • Visão geral sobre a negociação de BDRs e BDRs de ETF no Brasil. Ainda temos uma baixa disposição de investidores em operar BDR de ETFs no Brasil, no atual cenário, contrastando com a rápida evolução dos BDRs de ações individuais.

  • Como ficará a carteira de valorização e de renda (na fatia de ativos internacionais), que a partir de agora, não mais contará com os BDRs de ETF recomendados. 

  • Na carteira de valorização, saem BLQD39 e BHYG39, permanecendo USDB11 e BNDX11Na carteira de renda, sai o BLQD39 para aumento na mesma proporção do Tesouro IPCA+ 2040 com juros semestrais.

O relatório de hoje detalhará os motivos que nos levaram a retirar as recomendações de BDRs de ETF de nossas carteiras. Embora o instrumento seja democrático e acessível em termos de custo, ainda necessita de aprimoramento no processo de investimento no atual mercado brasileiro, o que resulta em dificuldades na sua implementação.

Aqui na Finclass, como uma casa de análise relevante no mercado e que alcança milhares de pessoas, além da construção da carteira por si só, sempre consideramos todo o processo que nossos assinantes enfrentarão ao comprar e vender os ativos contidos nela.

Inclusive, tomamos esse mesmo cuidado ao recomendar opções de investimento que estejam disponíveis nas principais corretoras do país. A decisão de retirar as BDRs almeja facilitar a implementação e, é claro, reduzir riscos de perda de patrimônio por conta das distorções de preço. 

Desde já dizemos que a saída dos BDRs pode, na verdade, ser apenas um “até logo”, pois acreditamos que este mercado evoluirá ao longo dos próximos anos. 

Atendendo as condições necessárias para que nossos assinantes possam comprar e vender esses ativos de maneira mais simples, podemos voltar a recomendar esta classe, o que pode ampliar nosso leque de opções para investimentos internacionais. 

Discorreremos ao longo das próximas páginas os argumentos que nos levaram a tomar essa decisão. 

Uma boa leitura!

O mercado de BDRs

BDRs são certificados que possuem lastro em ativos listados no exterior e funcionam como uma maneira indireta de acessar investimentos internacionais. Apesar de não serem novidade em nosso mercado, existindo desde o final de 2010, passaram a estar disponíveis para investidores em geral apenas no final de 2022. 

Essa liberação proporcionou um grande avanço em termos de acesso e, na época, acreditávamos que a maior acessibilidade também atrairia um maior interesse dos investidores.

Junto à liberação, houve a criação de BDRs que tivessem lastro em ativos diferentes de ações individuais, os famosos BDRs de ETF. Como nossa filosofia de investimento internacional não conta com a seleção individual de ativos (stock picking), a utilização de BDRs de ETF parecia fazer todo sentido, afinal, tínhamos um meio barato de acessar o mercado internacional com mais diversidade de produtos, já que rapidamente chegaram dezenas de opções diferentes das poucas oferecidas pelos ETFs listados aqui. 

Como quase tudo na vida, as soluções não são tão simples quanto podem parecer. O BDR é um instrumento muito interessante, mas a categoria ainda não está madura e isso passa a oferecer algumas barreiras operacionais para quem deseja investir neste tipo de ativo. 

Ao longo das próximas páginas, vamos discutir um pouco dos motivos que nos fizeram chegar à decisão de retirar as recomendações de BDRs de ETF. De forma resumida, o amadurecimento deste mercado ocorreu de forma mais lenta do que havíamos presumido em 2022 e preferimos aguardar de fora, utilizando opções mais simples que ofereçam benefícios similares. 

Liquidez como indicativo de interesse

Nem todos os BDRs de ETFs negociados no Brasil têm atraído interesse dos investidores, o que resulta em uma baixa liquidez média.

Se pensarmos que a maioria dos brasileiros que investem não possui exposição a investimentos internacionais, e que nem todos que se interessam pelo tema estão inclinados a operar BDRs de ETF, é fácil imaginar que os volumes de negociação desses ativos não seja dos mais elevados.  

Agora, quando falamos dos BDRs de ações individuais, a história já é bastante diferente. Investidores brasileiros (sejam pessoas físicas ou investidores institucionais) têm notadamente operado mais BDRs de ações individuais do que BDRs de ETF.

Apenas para termos uma base de comparação, veja abaixo como o volume financeiro e número de investidores de BDRs de ações individuais se desenvolveu ao longo do tempo:

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Fonte: B3

Compare agora este dado com os números dos BDRs de ETFs:

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Embora possamos notar um crescente número de investidores, temos algo em torno de 19 mil investidores de BDRs de ETF segundo os dados do fechamento de abril de 2024, contra 832 mil investidores de BDRs de ações individuais. 

Em termos de estoque, ou seja, volume financeiro dos ativos investidos, temos uma comparação de R$ 3 bilhões para BDRs de ETF contra R$ 16,2 bilhões para BDRs individuais. 

Volume de negociação

Este menor interesse ocasiona uma liquidez muito inferior para os BDRs de ETF, conforme podemos comparar nos gráficos a seguir. 

O próximo gráfico mostra o avanço do volume médio de negociação diária (ADTV) e o número médio de negócios realizados dos BDRs de ações individuais:

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Fonte: B3

Estamos falando de um volume médio de R$ 274 milhões por dia em 2024, tendo chegado a R$ 393 milhões em 2022 - lembre-se que 2022 foi um ano péssimo para ativos internacionais, o que afastou um pouco o interesse dos investidores. 

Agora, compare os dados da tabela anterior com os dados de liquidez dos BDRs de ETF:

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Fonte: B3

Em 2024, caímos para um número de R$ 29 milhões negociados por dia, com um pico que chegou a atingir R$ 47 milhões em 2022. 

Isso é um dado médio da negociação dos BDRs listados, ou seja, existem BDRs de ETF que possuem uma boa liquidez e puxam essa média para cima, mas também existem BDRs de ETF com liquidez quase nula. 

Veja os 10 BDRs de ETF mais negociados nos últimos 12 meses:

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Fonte: B3

Desta lista, temos alguns BDRs de ETF que foram recomendados por nós, mas apenas o BHYG39 faz parte da carteira modelo da Finclass. 

Ainda que estes sejam os BDRs de ETF que atraiam mais atenção dos investidores, ou pelo menos que atraíram mais atenção ao longo dos últimos 12 meses, compare o dado de ADTV (volume de negociação) dos BDRs de ações individuais mais negociados:

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O décimo colocado da lista, BABA34, que se refere às ações da empresa chinesa Alibaba, teve mais de duas vezes o volume de negociação do que o primeiro colocado da lista de BDRs de ETF, o BEGU39. 

O fim das recomendações de BDRs de ETF

Como discutimos até aqui, a liquidez média dos BDRs de ETF no Brasil ainda é muito baixa, sendo um fator de atenção que discutiremos melhor a partir de agora. 

A liquidez baixa não é um impeditivo para a compra, mas exige uma sequência de procedimentos que pode ser complexa para muitas pessoas. 

Como assim a liquidez não é necessariamente um problema? 

Existem participantes do mercado que ajudam a trazer mais liquidez para os ativos. No entanto, como discutiremos a seguir, a atuação deles ainda não é eficiente o bastante para que possamos comprar e vender sem qualquer preocupação adicional. 

Atuação de formador de mercado

O BDR precisa acompanhar o preço do ativo internacional, o que pode ser uma tarefa difícil, uma vez que o ativo é listado em bolsa. Isso significa que ele pode sofrer pressões de compra e venda no mercado nacional, e consequentemente afetando e tornando-o menos aderente ao ativo lastro.

O formador de mercado tem como prerrogativa ajudar o preço do BDR no Brasil a manter sua relação com o ativo internacional. E faz isso comprando ou vendendo cotas no mercado, criando e cancelando certificados para aumentar ou diminuir a oferta e, assim, corrigir os preços. 

Acontece que esta correção não é perfeita. 

A contratação de formadores de mercado pela B3 acontece no regime de voluntariado em que empresas apresentam propostas de quanto seria o spread máximo permitido e o tempo de presença em tela. 

A concorrência por esse tipo de atuação ainda não é muito grande, o que faz com que as propostas vencedoras não sejam tão boas como poderiam ser. 

Veja abaixo as condições propostas pelos formadores de mercado que atuam sobre os BDRs de ETF que foram recomendados por aqui:

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Em termos de spread, os recomendados apresentam uma média de 0,54% de spread permitido. Não é um valor extremamente elevado, mas, definitivamente, poderia ser menor. 

A presença mínima em tela traz mais preocupações para nós.

O que mais causa problemas para os investidores é o tempo mínimo de tela de 65%, o que significa que, ao longo do pregão, os formadores só têm a obrigação de atuar em 65% do tempo.

Comprar nos momentos de “não-presença” pode gerar alguns problemas para nós, investidores.

Dificuldades de implementação pela pessoa física

Infelizmente não temos um cronograma de atuação, pois poderíamos escolher comprar ou vender nossos BDRs apenas quando tivéssemos certeza de que o formador está atuando. 

Se um ativo tiver um grande volume de compra ou venda, podemos ter distorções de preço que não são imediatamente corrigidas pelos formadores de mercado. 

Veja o gráfico de negociação de um ativo como o exemplo abaixo do BIVB39, em que destacamos momentos em que a distorção ocorreu e o pregão fechou com um valor distorcido que foi corrigido logo no primeiro horário de negociação do dia seguinte. 

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Quando uma grande distorção como essa acontece, a B3 interrompe as negociações do ativo e convoca um leilão, onde participantes do mercado poderão corrigir o preço. Quando o mercado fecha com um valor distorcido, esse preço é corrigido logo no leilão de abertura do próximo dia. 

Na maioria das vezes, a pessoa física sequer conseguiria executar uma operação de compra ou venda nessas grandes distorções, mas existem casos em que a distorção não é corrigida com o leilão e outros em que a distorção é menor, não configurando o início do leilão, mas possibilitando que alguém compre um ativo por um valor maior do que deveria. 

Por isso, estávamos sugerindo um procedimento de verificação de preço que precisava ser feito toda vez antes de comprar ou vender um BDR de ETF.

Antes que você se pergunte, ao fim do relatório, teremos o passo a passo do procedimento, que será necessário para que você faça a venda dos ativos de uma maneira saudável e se adeque à nova carteira. 

Muitos assinantes relataram dificuldades ao executar o procedimento e outros afirmaram que já estão comprando os ativos sem qualquer tipo de verificação, o que configura um risco de execução. 

E esse é um risco que não queremos que você corra. 

Clareza nas taxas

No processo de criação de um BDR, existe um fluxo de dinheiro que sai do Brasil para o exterior para efetivar a compra dos ativos que serão custodiados. Para cada BDR de ETF existente aqui, existem cotas do ETF internacional que foram de fato compradas e que são guardadas por um grande Banco. 

Nesta transferência existem custos, como, por exemplo, do IOF e taxa de remessa que, apesar de sabermos que isso afeta a negociação dos ativos, não é claro o tamanho do impacto. 

Também não são evidentes outras  ineficiências de custos que podem existir, diferentemente de um ETF listado por aqui, que, por ser um fundo, possui regras específicas e os custos podem ser observados ao analisar a carteira e o balancete. 

A retirada dos BDRs de ETF e o desenvolvimento futuro da indústria

Por mais que acreditemos que este mercado ainda se desenvolverá muito, essa maturidade parece estar distante dos dias atuais. Nós, da Finclass, temos uma imensa responsabilidade de atender mais de 130 mil clientes ativos que potencialmente seguem nossas carteiras. 

Por isso, queremos evitar riscos e simplificar a execução do processo.

Chegamos à decisão de retirar toda e qualquer recomendação de BDR de ETF em nossas análises até que o mercado tenha evoluído e passe a apresentar mais liquidez e uma melhor eficiência na atuação dos formadores de mercado que atuam nesses ativos. 

Alterações na carteira de valorização

A retirada dos BDRs de ETF afeta, na carteira de valorização, apenas a fatia internacional. 

Abaixo, você pode ver como esta fatia estava formatada antes da alteração, contendo dois BDRs de ETF de Renda Fixa Internacional, o BLQD39 e o BHYG39:

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Fonte: Finclass

Após a retirada a carteira, passa a se configurar da seguinte maneira:

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Fonte: Finclass

Note que, a partir de R$ 30 mil, a carteira passa a ser a mesma até R$ 1 milhão. Acima desses valores, a fatia de renda fixa internacional já utilizava os fundos da Oaktree e Pimco por serem fundos destinados a investidores qualificados. 

Teremos em nossa carteira exposição a apenas dois ETFs que, por sua vez, são extremamente diversificados entre crédito corporativo e títulos públicos de diferentes geografias do mundo. São eles o USDB11 e o BNDX11.

Alternativas de implementação

Se você já havia se adaptado a comprar e vender seus ativos, não há problema em continuar com eles em sua carteira. No entanto, é importante que tenha entendido os prós e contras dessa escolha. 

Na parte positiva, há uma maior possibilidade de diversificação, visto que não temos ETFs que cumpram o papel de alguns BDRs de ETF que tínhamos em carteira. Na parte negativa, há a necessidade de manter esta disciplina de verificar os preços toda vez que for operar, tentando sempre “espremer” o spread e comprar os ativos pelo valor mais próximo possível do valor justo, calculado através do procedimento que explicamos em outro relatório (o mesmo que disponibilizamos o link hoje). 

Uma alternativa é analisar a possibilidade de investir diretamente no exterior, um mercado extremamente líquido e muito mais eficiente que o nosso. Onde não teríamos qualquer problema de comprar ou vender pelo preço de tela. 

Com esta última informação, já fica evidente que quem já investe diretamente no exterior, pode optar por continuar com os ativos em carteira normalmente. Apenas entenda que a carteira modelo na Finclass será, a partir de hoje, um pouco diferente da que você implementou. 

Alterações na carteira de renda

Na carteira de renda, ocorre a saída do BLQD39 e o aumento na mesma proporção do Tesouro IPCA+ com juros semestrais. Veja abaixo como era a carteira antes da alteração:

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Após a retirada do BLQD39 e adição do Tesouro IPCA+ 2040 com juros semestrais, a carteira de renda passa a ficar da seguinte maneira:

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Boas práticas para vender seus BDRs

Vamos relembrar o procedimento de verificação de preço para que você utilize na hora de vender seus BDRs de ETF. O passo a passo é simples e tem o objetivo de identificar se há alguma distorção de preço neste momento. 

O processo começa quando buscamos a paridade dos BDRs de ETF que vamos vender. Para facilitar, traremos a paridade dos BDRs de ETF que faziam parte das carteiras Finclass:

  • BLQD39 – 1:10 (uma cota de LQD equivale a dez cotas de BLQD39)
  • BHYG39 – 1:8 (uma cota de HYG equivale a oito cotas de BHYG39)

Com as paridades em mãos, você pode pular direto para o passo 6.

Se você ainda mantinha em carteira outros ETFs que já foram recomendados no passado, mas que não faziam parte das carteiras Finclass, siga o passo a passo desde o início para encontrar as paridades. 

1.       Descobrir a paridade do BDR em relação ao ETF usado como lastro. Pesquise no Google o ticker do BDR (ex.: BIVB39) para descobrir o nome do ativo (no caso, iShares Core S&P 500).

2.       Com o nome em mãos, acesse o site do Banco B3, clique em “Produtos e Serviços” no menu superior e depois selecione BDR de ETF. 

Link para o site do Banco B3

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3. Clique em “Programas” no menu à esquerda para exibir a lista de todos os BDRs de ETF que são de responsabilidade da instituição. 

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4. Procure o ativo desejado, por exemplo, o BIVB39, ETF do IVV no exterior cujo nome é iShares Core S&P 500 ETF. Use a ferramenta de busca (CRTL+F) para achar com mais facilidade (não precisa diferenciar letras maiúsculas de minúsculas). 

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5. Clique no nome do ativo para abrir a página de informações específicas. Procure o campo “Paridade do programa”.

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6.       Com a paridade em mãos, você deve procurar a cotação do ativo lastro e a cotação do dólar à vista no momento. Para cotar o ativo lastro, pesquise o ticker (IVV) no Google, e para acessar a cotação do dólar à vista, sugerimos o site Investing ou o Yahoo! Finance.

Com todos esses dados em mãos, calcule qual seria o preço justo teórico do BDR no mercado brasileiro. Para fazer isso, basta multiplicar a cotação do dólar pela cotação do ETF internacional, dividir pela paridade e comparar com o preço do ativo no home broker, como no exemplo abaixo:

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No exemplo acima, o spread entre o preço real e o teórico é pequeno, demonstrando que naquele momento não há distorção de preços. Quando uma distorção acontece, a divergência é gritante e o ativo pode ficar muito mais caro.

A verificação não aponta o preço exato que você deveria tentar vender, e sim traz um indicativo da ordem de grandeza da variação de preços. 

Você pode tentar lançar valores próximos ao valor justo calculado, mas eles podem não ser executados, pois o preço das variáveis usadas no cálculo se altera em tempo real. Por isso, sugerimos que já deixe a estrutura pronta no Excel para não perder tempo entre uma conferência de valores e outra.

Por último, mas não menos importante, a venda BDRs em dias em que o mercado norte-americano esteja aberto. Se você comprar em um dia em que for feriado por lá, não haverá referência para a negociação dos BDRs no Brasil, e isso fará com que você possa comprar a preços distorcidos.

Ficamos por aqui...

Na tentativa de adequar nossas recomendações às necessidades da maioria de nossos assinantes, mudanças são necessárias. Por mais que  ela possa trazer algum nível de desconforto, afinal, sabemos que diversos assinantes já possuem BDRs de ETF em carteira, acreditamos que a mudança épara melhor. 

Se existe uma possibilidade, mesmo que pequena, de os assinantes começarem a perder dinheiro por comprar ativos a preços distorcidos com spreads amplos, queremos estar protegidos. 

Continuaremos avaliando o avanço deste promissor mercado de BDRs de ETF e tão logo as condições de negociação e liquidez melhorem, eles podem voltar com tudo para nossas carteiras. 

Se ainda houver dúvidas específicas sobre o tema, conte com a nossa ajuda, seja mandando perguntas na comunidade do Circle ou comparecendo nas lives tira-dúvidas. 

Estamos aqui para te ajudar. 

Um grande abraço,

Felipe Arrais, Ana Farias e Rodrigo Xavier.

Sobre os analistas

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.