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Análise da carteira e modificações na ARCA Renda

Escrito por Evandro Medeiros em AÇÕES

11 min de leitura

Olá, estimado(a) assinante,

Nesse relatório trouxemos pequenas modificações na ARCA Renda e uma análise integral da carteira como um todo, incluindo discussões detalhadas sobre as principais posições e sua resiliência no cenário atual.

ARCA Renda

Realizamos algumas modificações na ARCA Renda visando desfrutar de assimetrias favoráveis.

Com o desempenho de BB Seguridade (BBSE3) que se destacou, sendo impulsionada pela expectativa de juros elevados por mais tempo, o ativo ultrapassou seu preço máximo de R$ 36,00 e, no momento em que escrevemos, está negociando a R$ 38,19.

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Fonte: Bloomberg, com base no fechamento de 16/jun/26. Elaboração: Finclass.

Com isso, optamos por reduzir em 1 ponto percentual a alocação em BBSE3 para distribuir 0,5 ponto percentual em BR Partners (BRBI11) e Ferbasa (FESA4), respectivamente.

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Vale ressaltar que você não deveria idealmente vender parcialmente suas posições em BBSE3, que teve a alocação reduzida, mas sim direcionar os aportes para os ativos que estão abaixo do percentual recomendado.

Em nossas estimativas, BBSE3 ainda deverá entregar um retorno um pouco acima de IPCA + 10% nos preços atuais. Por outro lado, a seguradora negocia acima do seu preço máximo de compra e BRBI11 e FESA4 apresentam assimetrias bastante interessantes dada a qualidade dos negócios e os preços descontados.

A Ferbasa, inclusive, deverá se beneficiar da recuperação dos preços do ferrocromo, seu principal produto, observada no segundo trimestre de 2026.

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Fonte: Fastmarkets.

Já a BR Partners vem se deparando nos últimos anos com um mercado desafiador. Os juros elevados coibiram o apetite por transações de fusões & aquisições (M&A), penalizando a principal linha de receita da companhia. No lado positivo, o mercado vem apresentando recuperação em 2026. De acordo com a Evercore, o volume de transações de M&A foi de R$ 81 bilhões no 1T26. Anualizando esse valor, já ultrapassaríamos com folga os R$ 225 bilhões observados no ano anterior.

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Fontes: Anbima e Evercore. Elaboração: Finclass.

Entendemos que o cenário adverso dos últimos anos gerou uma demanda reprimida e a BR Partners tende a se beneficiar disso.

Tanto FESA4 quanto BRBI11 deverão ser excelentes pagadoras de dividendos nos anos por vir.

ARCA Valorização

Esse portfólio nos parece bem calibrado para desfrutar do próximo ciclo de alta, portanto, permanece inalterado.

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O ativo da ARCA Valor que, no momento, mais nos chama a atenção é a Prio (PRIO3).

Recentemente a empresa divulgou um Fato Relevante de que deverá limitar a produção de Wahoo, o campo mais recente do portfólio, em 40 mil barris/dia. 

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Fonte: Prio.

Com o incremento de produção desse campo, estimamos que a Prio consiga produzir, em média, 180 mil barris ao dia ao longo de 2026.

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Fonte: Prio (histórico). Projeção e elaboração: Finclass.

Nesse sentido, seu potencial de geração de caixa é enorme. Estimamos que o EBITDA somente do segundo trimestre do ano exceda US$ 1 bilhão, alcançando um recorde trimestral da companhia.

Ademais, o potencial de pagamento de proventos da Prio não deve ser subestimado. Se torna cada vez mais provável que a empresa passe a pagar dividendos em 2027. A magnitude? Difícil dizer pois dependerá da decisão do Conselho, mas, nos preços atuais (R$ 56,74), algo em torno de 10% seria mais próximo do piso do que do teto.

Quem busca dividendos, contudo, deve encarar essa projeção com certo ceticismo saudável, afinal, a empresa pode direcionar seus enormes excedentes de caixa para aquisições, como fez no passado. Ainda assim, no último Investor Day da Prio, tivemos uma sinalização de que poderemos ter dividendos à vista.

ANÁLISE COMPLEMENTAR: PERSPECTIVA SOBRE A CARTEIRA

As análises que seguem foram publicadas no Finclub (a comunidade da Finclass) com o título "Acalmar os ânimos" (Parte I | Parte II) e complementam a visão macro e alocação apresentadas acima. Decidimos incorporá-las neste relatório para proporcionar a todos uma perspectiva integrada sobre cada posição.

Parte I

O Ibovespa, após liderar os mercados globais no início do ano, devolveu boa parte da alta e acumula valorização de "meros" 5,31% no ano.

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Fonte: IBOV

Nos últimos meses, muitos ativos da nossa carteira se desvalorizaram de forma relevante, mas isso faz perfeitamente parte do jogo. Não há estratégia de renda variável capaz de superar as médias de mercado entregando retornos consistentemente positivos. Quando isso ocorre, como foi o caso dos fundos de Bernie Madoff, é motivo para desconfiança.

A seguir abordamos com detalhe as principais companhias, trazendo perspectivas atualizadas sobre seus fundamentos e potencial de geração de valor. O objetivo é solidificar a convicção nas teses em um momento em que volatilidade cria oportunidades.

Prio (PRIO3)

Quando suas ações bateram os R$ 72, alguns assinantes disseram “é hora de vender pois a guerra vai acabar”. Eu entendia essa possibilidade e mesmo assim optei por mantê-la em carteira. Mas por quê? Tenho limitações cognitivas? É possível, mas julgo que foi a melhor decisão por dois principais fatores:

(1) não me contentaria com o retorno de vender PRIO3 a R$ 72, pois entendo que alguns anos negociará a preços muito mais elevados que isso;

(2) quero evitar o giro de carteira para facilitar a vida (e a declaração do IR do meu assinante) e fazer com que alguns de vocês não precisem pagar impostos, pois se não há ganho de capital, não há DARF, uma grande vantagem tributária de girar pouco a carteira.

A Prio tem elevado sua produção e, em nossas estimativas conservadoras, estimamos que possa chegar a 172 mil barris ao dia em 2026 com os incrementos de Peregrino.

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Fonte: Prio. Estimativas e elaboração: Finclass.

PRIO3 é um ativo valiosíssimo que quase que literalmente extrai dólares do fundo do mar e, portanto, será cada vez mais uma máquina geradora de caixa. É possível que com tanta robustez de produção e conservadorismo na alavancagem e hedges, a empresa se torne uma forte pagadora de proventos em 2026. Não nos surpreenderia o início do pagamento de dividendos em 2027. Em nossas premissas mais atualizadas de produção, dólar e Brent, temos uma TIR de IPCA + 16%.

Grupo Mateus (GMAT3)

Vimos alguns assinantes preocupados com as notícias de que a empresa vem fechando lojas, especialmente após verem manchetes como essa:

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Fonte: Portal Tempo Novo.

Curiosamente, avaliamos essa notícia como positiva para o Grupo, que tem fechado lojas deficitárias e focado nos melhores pontos. A empresa tem priorizado rentabilidade, o que ficou claro no resultado do 1T26, em que houve queda das vendas em mesmas lojas, mas melhora da margem bruta.

Dito isso, se olharmos o número consolidado de lojas do Grupo Mateus, houve abertura líquida de 4 pontos. Mas como isso é possível se, segundo os portais de notícias, a empresa fechou 28 lojas entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026? É simples: abriu-se mais lojas do que foram fechadas.

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Fonte: Grupo Mateus. Elaboração: Finclass.

O diferencial do bom investidor está em ler as notícias e interpretar os efeitos de segunda ordem e não cair nas armadilhas mentais como “se a ação está caindo, alguma coisa deve estar errada”.

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Fonte: Google.

Nos preços atuais, estimamos que GMAT3 deverá ser capaz de entregar um retorno de impressionantes IPCA + 17%. É uma projeção de retorno impressionante, sem dúvidas, e alguns podem pensar “vou encher o carrinho”. Contudo, alertamos à possibilidade de estarmos errados e, portanto, sugerimos respeitar a alocação máxima que para a maior parte das faixas de patrimônio se situa entre 1,5% a 2,5% do portfólio. Ainda assim, nos preços atuais, há ampla margem para erro e entendemos que GMAT3 apresenta uma assimetria profundamente favorável ao investidor.

Klabin (KLBN4)

A Klabin passa por uma tempestade perfeita: dólar fraco, preços deprimidos da celulose e um elevado volume de Capex (investimentos).

O que está sob o controle da empresa vem sendo endereçado, como mostra a trajetória decrescente do guidance de Capex:

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Fonte e projeções: Klabin. Elaboração: Finclass.

Com a redução do montante investido, haverá maior geração de caixa disponível para dividendos e, caso ocorra uma apreciação do dólar acompanhada da recuperação dos preços de fibras e embalagens, a KLBN4 poderá registrar dividend yields superiores a 15% por alguns anos. Essa capacidade de distribuição de proventos, aliada à maturação de projetos como o Caetê, que deverá contribuir para o crescimento da companhia, pode transformar a ação em uma combinação rara de renda e valorização.

Kepler Weber (KEPL3)

KEPL3 vem acumulando uma queda próxima a 36% desde o início do ano.

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Fonte: Google.

A empresa opera em um setor cíclico: a demanda por silos e equipamentos de armazenagem de grãos está diretamente ligada ao apetite de investimento do produtor rural, que por sua vez depende de crédito e rentabilidade no campo.

Em um ciclo de juros altos e preços baixos de grãos, a contração é esperada. Isso não muda é o fundamento: o Brasil tem uma safra estimada em cerca de 353 milhões de toneladas em 2026, segundo a Conab, mas capacidade estática para armazenar apenas 225 milhões de toneladas.

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Fonte: Conab. Elaboração Finclass.

O Brasil produz mais grãos do que consegue guardar e essa diferença vem crescendo há décadas. Segundo estimativas da própria Kepler, seriam necessários cerca de R$ 148 bilhões em investimentos para zerar o déficit de armazenagem na safra 2025/26, o equivalente a 71 vezes a receita líquida da empresa no seu pico ajustado pela inflação em 2022.

Não acreditamos que o déficit será sanado, especialmente dado o nível de juros praticado no Brasil, mas entendemos que haverá uma certa redução dessa defasagem e a Kepler é a líder nacional no segmento e a principal beneficiária de uma eventual correção desse desequilíbrio estrutural.

Parte II

O mercado segue estressado. Com os juros na lua, os ativos são precificados de uma forma que não corresponde à sua realidade econômica, e as ações estão entre as mais penalizadas. O Tesouro pré-fixado com vencimento em 2032 está pagando 14,85% ao ano. Quando a renda fixa oferece esse retorno com baixíssimo risco, o custo de oportunidade dispara e boas empresas passam a negociar a múltiplos deprimidos, independentemente da qualidade dos seus negócios.

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Fonte: Tesouro Nacional. Coletado em 10/jun de 2026.

Assim como em dezembro de 2024, a tempestade atual não durará para sempre. Ela vai passar, como já passou antes. O que interessa é se os preços de hoje já pagam para esperar. Vamos à análise dos ativos da carteira.

SLCE3

A SLC é, na sua essência, uma grande dona e operadora de terras agrícolas, próprias e de terceiros. São 359 mil hectares próprios, o equivalente a 503 mil campos de futebol padrão FIFA, e cerca de 231 mil hectares arrendados na safra 24/25.

Na soja e no algodão, as terras da SLC são mais produtivas que as médias do Brasil e dos EUA. Só ficam atrás no milho, que aqui é cultura de segunda safra.

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Fonte: SLC, Formulário de Referência.

Dada a produtividade acima da média, essas terras deveriam negociar com ágio no mercado. Não é o que acontece. Considerando o valor de mercado somado à dívida, ou seja, o Valor da Firma, a SLC negocia por volta de R$ 37 mil por hectare. E essa conta sequer inclui as terras arrendadas, que têm enorme potencial de gerar valor.

E o risco climático? Vale comprar agro com os grãos em baixa e a possibilidade de quebra de safra? É justamente quando o pessimismo domina que o preço compensa. Os eventos climáticos costumam atingir mais os pequenos produtores, sem diversificação geográfica, enquanto a SLC opera em várias regiões. Além disso, o ano de 2026 representa cerca de 6% do valuation de SLCE3, de modo que mesmo um ano ruim machuca pouco o valor intrínseco. Para 2026 estimamos um dividend yield por volta de 7%, com elevação expressiva projetada para 2027 e 2028.

Vamos (VAMO3)

No olho do furacão nem sempre parece óbvio, mas a Vamos negocia muito abaixo do valor dos seus ativos. A cotação tem sido penalizada pela alta dos juros longos e pela dívida de R$ 12 bilhões.

As preocupações do mercado são, na nossa visão, exageradas. Para perdermos dinheiro aqui, a empresa precisaria ter um problema de solvência, e não é o caso. São cerca de R$ 5 bilhões em caixa, lucro operacional de R$ 2,7 bilhões ao ano e a primeira necessidade relevante de rolagem de dívida só chega em 2028. É uma posição confortável.

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Fonte: Vamos, Release de resultados 1T26.

Vale lembrar que a empresa detém quase 40 mil caminhões e 11,4 mil máquinas, empilhadeiras e demais equipamentos. Assumindo valores conservadores, R$ 400 mil por caminhão e R$ 250 mil por máquina, chegamos a R$ 18,7 bilhões. É um número bem acima do Valor da Firma da Vamos, de R$ 15 bilhões. Em outras palavras, o mercado paga menos pela empresa inteira do que custaria recompor apenas a sua frota.

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Fonte: Vamos, Release de resultados 1T26.

Isso, por si só, já estabelece um piso de valuation. Pela ótica dos resultados, a taxa de ocupação vem melhorando e a empresa negocia a apenas 4x EBITDA, o que não condiz com seu valor econômico. Nos preços atuais, vemos VAMO3 como uma excelente oportunidade para aproveitar uma distorção de juros que não deve durar indefinidamente.

Ferbasa (FESA4)

A Ferbasa, assim como a SLC, é uma empresa cíclica, e também passa pela baixa do seu ciclo. Suas margens são voláteis e já acumulam três anos de queda. Por isso entendemos que uma inflexão deve vir em breve, movimento que já aparece nos resultados de outras siderúrgicas, como Usiminas e Gerdau.

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Fonte: Ferbasa e Banco Central.

Nos últimos 12 meses, FESA4 pagou um dividend yield de 11,7% e, para 2026, estimamos 10,3%. A pergunta que organiza a tese é simples: se na baixa do ciclo a empresa paga yields de dois dígitos, quanto pagará na alta? Parece um bom momento para acumular, aproveitando a oportunidade criada pelo dólar fraco e pelos preços deprimidos do ferrocromo (FeCr).

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Fonte: Ferbasa, Apresentações de resultados 4T25 e 1T26.

WIZC3

A Wiz Co. é uma holding que detém participações em corretoras de seguros, consórcios, além de ter redes de correspondentes bancários, que ajudam bancos como o Banco do Brasil a concederem empréstimos.

Uma de suas principais investidas é a BRB Seguros, a corretora de seguros do Banco Regional de Brasília. Esse banco passa por sérios problemas por ter comprado ativos podres do Banco Master e sequer divulga suas demonstrações desde o 2T25. O mais curioso é que a BRB Seguros vem entregando bons resultados e, pelos números, tudo indica que a operação de seguros está operando dentro da normalidade. Os prêmios emitidos por ela, inclusive, totalizaram R$ 256 milhões no 1T26.

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Fonte: Wiz Co. Elaboração: Finclass.

Contudo, vamos traçar o seguinte exercício: o BRB deverá falir e só teremos o lucro do 1T26 da participação, que entregou para a Wiz R$ 14,5 milhões. Qual retorno podemos esperar de WIZC3 em nossas premissas mais atualizadas? Nesse cenário, teríamos uma TIR de IPCA + 11,7%, um retorno bastante atrativo.

Já em nosso cenário base, a TIR estimada é de IPCA +13,1%, um retorno que também chama a atenção. Portanto, seguimos comprados na tese e recomendando aos assinantes que buscam dividendos.

Para 2026, estimamos um dividend yield de 8,2% e, em 2027, esse número deverá passar para algo em torno de 11,4%.

BR Partners (BRBI11)

A cotação das ações do banco tem se provado resiliente, caindo menos que o índice. Isso é reflexo da qualidade do banco, que entregou historicamente crescimento aliado a generosos dividendos.

O mercado de Fusões & Aquisições (M&A) há anos está operando em queda e, mesmo assim, o BR Partners tem sido capaz de entregar rentabilidades acima de 20%.

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Fonte: BR Partners, Release de resultados 1T26.

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Fonte: BR Partners e Bloomberg. Elaboração: Finclass.

Para 2026, estimamos um dividend yield de 7,8% nos preços atuais, que deve ser crescente a quase todo ano que passa, dada a excelência da sua condução e estrutura de alinhamento com o minoritário.

Considerações finais

A bolsa tem caído e assustado os investidores com menos experiência. Se esse é seu caso, tenha a convicção de que você tem sorte. Entrar num bull market (mercado altista) significa pagar cada vez mais caro pelas mesmas empresas. Por outro lado, acumular ativos como PRIO3, BRBI11 e FESA4 em meio a uma guerra com graves consequências geopolíticas, uma crise de responsabilidade fiscal e juros estratosféricos é uma oportunidade que não ocorre com frequência.

Aproveite esse momento para enriquecer seu portfólio de participações e desfrutar de dividend yields invejáveis.

Deixo vocês por aqui com desejos de que invistam com sabedoria.

Forte abraço, 

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Sobre os analistas

Evandro Medeiros

Especialista em Ações

Analista CNPI, economista e especialista em mercado acionário da Finclass. Iniciou sua trajetória em análise de ações em 2019, cobrindo inicialmente o mercado brasileiro e, posteriormente, ampliando seu escopo para os mercados globais, com foco especial em ativos dos Estados Unidos e da Argentina, países onde também teve a oportunidade de residir. É um apaixonado declarado pela filosofia do Value Investing e um entusiasta das empresas “pouco empolgantes”, que muitas vezes oferecem uma precificação mais atrativa do que os grandes nomes conhecidos.