O ano de 2024 começou com uma montanha-russa de emoções para o mercado cripto. Desde outubro do ano passado, vínhamos com uma alta expectativa de aprovação do ETF de BTC à vista nos Estados Unidos, e, conforme esperado, foram aprovados ETFs de 11 gestoras no mesmo dia este mês.
Sem dúvida foi um dia para entrar para a história do mercado financeiro. Uma nova classe de ativos se consolida depois do reconhecimento da SEC. Uma grande vitória dos criptoativos.
Mas desde o primeiro dia de negociação, o BTC segue um movimento contínuo de correção. Afinal, se a notícia é boa, por que estamos presenciando essa reação negativa do mercado? Quais estão sendo os impactos dessa aprovação? É isso que vamos analisar no relatório de hoje.
Cenário macro
Antes de entrarmos no tema de hoje, o cenário macro, focado nos Estados Unidos, sempre terá seu espaço reservado no relatório mensal da classe de alternativos, pois, afinal de contas, é um mercado global. Então, caso você tenha começado a investir recentemente nos criptoativos, essa parte do relatório será fundamental para entender como o mercado financeiro tradicional impacta esse novo mercado. Por isso, hoje trago para você a ideia básica do que precisamos entender dessa dinâmica e vamos nos aprofundando no assunto a cada relatório.
Apesar de o mercado cripto ter nascido com a ideia de ser extremamente independente de governos e dos bancos tradicionais, pois não dependemos deles para armazenar ou para realizarmos nossas transações, hoje em dia, os criptoativos já podem ser considerados, de fato, uma nova classe de ativos, mundialmente aceitos, e por isso já estão integrados ao sistema financeiro tradicional.
Em uma escala de risco, podemos considerar cripto como o mercado mais agressivo de todos, até mais do que o de ações. Se você está neste mercado há cerca de um ano, talvez não ache isso, mas a volatilidade desse período não representa de forma realista essa característica.
No gráfico abaixo, temos a volatilidade histórica do BTC em uma média de 30 dias. A volatilidade média de 2023, por volta de 2%, é relativamente baixa em relação aos anos anteriores
Volatilidade média de 30 dias do BTC
Fonte: Buy Bitcoin Worldwide
Para os próximos anos, podemos esperar uma volatilidade média entre 2,5% e 5% diariamente — esteja preparado. Por isso, o mercado cripto é extremamente arriscado e você deve tomar um cuidado extra para não se expor demais a ele. Mas conforme o mercado cresce, a tendência natural é que essa volatilidade diminua, pois será preciso maior volume financeiro para movimentar os preços.
Por outro lado, muito do capital absorvido nos últimos anos foi de investidores institucionais, e, agora, com a aprovação dos ETFs de BTC à vista, essa relação com o mercado financeiro tradicional só tende a se intensificar. Consequentemente, por ser o mercado mais agressivo de todos, é onde os investidores tendem a diminuir a exposição rapidamente em momentos de incertezas. Além disso, os juros altos ao redor do mundo desincentivam mercados agressivos como cripto e bolsa.
Mas o contrário também é válido. Atualmente, já temos grandes expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos no primeiro semestre deste ano. Se isso realmente acontecer, vamos começar a ter um fluxo contrário, ou seja, o dinheiro vai começar a sair dos investimentos conservadores e migrar para os mercados mais agressivos como bolsa e criptoativos, pois os investidores vão topar um risco maior para buscarem melhores retornos.
Um dado que sempre vou acompanhar nos relatórios é a expectativa das taxas de juros para as reuniões do Fomc. É nessa reunião que o presidente do banco central americano, Jerome Powell, anuncia a taxa básica de juros dos Estados Unidos.
A próxima reunião acontece no dia 31 deste mês e está com 97,4% de chance de manutenção da taxa de juros segundo a CME. Nesse caso com um cenário predominante, certamente já temos um mercado precificado, mas as projeções mudam significativamente para a outra reunião, do dia 20 de março, deixando uma incerteza no ar, o que pode surpreender o mercado.
Expectativa dos juros nos EUA para março
Fonte: CME (23/01/2024)
De qualquer forma, já temos uma expectativa relevante de 43,5% de corte na taxa básica de juros dos Estados Unidos a partir de março, ficando predominantes só em maio. Esta reunião acontece a cada 45 dias aproximadamente e, por causa da sua influência no mercado cripto, precisamos acompanhar estes dias de perto.
Como foram os primeiros dias de negociação
Os modelos anteriores de ETFs de BTC, como o GBTC e BITO, eram ETFs de BTC futuros, ou seja, simplesmente seguiam um índice. Por isso, são bem diferentes dos que foram aprovados agora, pois com o novo modelo as gestoras são obrigadas a possuir o BTC de fato e, para isso, são obrigadas a comprar o ativo. Deste modo, o dinheiro efetivamente entra no mercado cripto, o que não acontecia com os ETFs de futuros.
A briga com os reguladores para a aprovação de um ETF de BTC à vista começou em outubro de 2021, quando a maior gestora de criptoativos do mundo, a Grayscale, entrou com o pedido na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unido (SEC) para converter seu fundo, o Grayscale Bitcoin Trust (GBTC), em um ETF de BTC à vista. O pedido foi negado sem clara justificativa e, por isso, em junho de 2022, a gestora entrou com um processo judicial contra a SEC para que ela esclarecesse o caso, o que não foi feito. Assim, a Grayscale entrou com um novo pedido junto à SEC, desta vez, com uma sentença exigindo a revisão do projeto.
Aproveitando a situação, em junho de 2023, a BlackRock, maior gestora do mundo, atualmente com mais de US$ 10 trilhões em ativos sob gestão, também entrou com pedido de ETF de BTC à vista na SEC, fato que abalou o mercado financeiro, pois até então, em toda sua história, somente um ETF da gestora fora negado pelo regulador.
Depois desse movimento, muitas outras gestoras literalmente copiaram o modelo da BlackRock e também solicitaram ou renovaram seus pedidos de ETFs nos dias seguintes. Até que, no dia 10 de janeiro deste ano, a SEC aprovou em um só dia 11 ETFs de BTC à vista. São eles:
- BTCW – WisdomTree;
- GBTC – Grayscale Bitcoin Trust;
- IBIT – BlackRock;
- EZBC – Franklin Templeton Bitcoin;
- BRRR – Valkyrie Bitcoin Fund;
- BTCO – Invesco Galaxy Bitcoin;
- DEFI – Hashdex Bitcoin;
- HOLD – VanEck Bitcoin Trust;
- FBTC – Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund;
- BITB – Bitwise Bitcoin;
- ARKB – Ark Invest.
Nessa lista, podemos destacar algumas gestoras. Além da BlackRock, a maior gestora do mundo, também podemos citar a Fidelity, terceira maior do mundo, com US$ 4,6 trilhões sob gestão, e a Invesco e a Franklin, que ficam entre as 10 maiores. Essa presença das maiores gestoras do mundo certamente chama bastante atenção.
Com essa briga de gigantes, foi criada uma enorme expectativa para o dia 11 de janeiro, o primeiro dia de negociação dos ETFs, pois um dia antes as gestoras divulgaram as taxas que cobrariam de seus clientes e algumas até mesmo diminuíram as taxas após a divulgação das concorrentes.
A maior gestora do mundo surpreendeu positivamente com as taxas relativamente baixas do seu ETF iShares Bitcoin Trust (IBIT), forçando seus concorrentes, como a WisdomTree, a baixar sua taxa de 0,50% para 0,30%, e a Valkyrie, de 0,80% para 0,25%, de última hora. Enquanto isso, a Invesco e a Ark chegaram até mesmo a zerar as taxas nos seis primeiros meses ou até alcançarem uma capitalização de US$ 5 bilhões. Em seguida, depois desse movimento dos concorrentes, a BlackRock também diminuiu as taxas nos 12 primeiros meses para 0,12% ou até o fundo atingir uma captação de US$ 5 bilhões. A Grayscale ficou como o destaque negativo, pois manteve as taxas elevadas do seu ETF de BTC futuros.
Taxas praticadas pelos ETFs aprovados
Fonte: SEC
Para termos uma referência, os fundos de índices de ações dos Estados Unidos, por exemplo, como o ETF S&P 500 (SPY), cobram 0,10%. Enquanto isso, os maiores fundos de commodities, como o GoldShares (GLD), cobram 0,40%. Dado o mercado cripto ser novo, aparentemente eram esperadas taxas maiores, mas o movimento da BlackRock pegou todos de surpresa, criando uma forte competição por taxas mais baixas e maior potencial de disputar volume de negociação. Quem saiu ganhando certamente foi o mercado.
O primeiro dia (11/1) de negociação começou com uma captação mediana, com um saldo final de US$ 720 milhões. Inicialmente, foi liderado pela Bitwise, que captou US$ 237 milhões, seguida da Fidelity, com US$ 227 milhões. A BlackRock ficou em terceiro lugar com modestos US$ 111,7 milhões, mas a maior gestora do mundo tinha outra carta na manga e, no segundo dia de negociações, teve a maior captação de todas, com cerca de US$ 386 milhões, quase o dobro da Fidelity.
Nos dias seguintes, a disputa por captação seguiu acirrada entre as gigantes Fidelity e BlackRock conforme destacado em verde na tabela abaixo.
Captação nos seis primeiros dias de negociação (milhões)
Fonte: Bloomberg
O que também chamou a atenção nos primeiros dias foi a forte venda da Grayscale, que iniciou no segundo dia com US$ 484 milhões e continuou vendendo nos dias seguintes. Essa venda é a somatória de alguns motivos. Primeiro porque os investidores do GBTC ficaram com seu dinheiro travado no fundo por meses enquanto essa mudança ocorria. Segundo porque o mercado já havia subido mais de 80% desde outubro e por isso já havia precificado a aprovação do ETF e os investidores estavam de fato “vendendo a notícia” quando o fundo liberou os saques e, por último, agora muitos investidores estão desfazendo suas posições no GBTC por causa das altas taxas cobradas, pois agora existem opções muito mais baratas no mercado.
Para termos uma ideia desse fluxo de capital, em toda a história dos Estados Unidos, os ETFs que chegaram a captar US$ 1 bilhão mais rápido foram: o ETF de Futuros de BTC da ProShares (BITO), em outubro de 2021, que demorou apenas dois dias; em seguida, o Gold Shares (GLD), principal ETF de ouro, lançado em 2007, que demorou três dias; e agora entram no ranking o IBIT, em terceiro lugar com quatro dias, e o FBTC, em quarto lugar com cinco dias.
Um dado que chamou bastante a atenção do mercado foi o volume de negociação no primeiro dia, com a BlackRock negociando mais de US$ 1 bilhão. Esse é o resultado de escolherem uma taxa extremamente competitiva juntamente com a qualidade excepcional da maior gestora do mundo. Mas por enquanto o GBTC ainda segue sendo o ETF mais negociado, pois herdou os investidores do seu modelo anterior.
Volume negociado
Fonte: Bloomberg
Ao final do sétimo dia (19/1) de negociação, conforme a tabela abaixo, a BlackRock liderava a captação, somando US$ 1,6 bilhão e incríveis 41.204 BTC custodiados. Enquanto isso, no outro extremo, o GBTC acumulava uma venda de US$ 3,44 bilhões em ativos.
Resumo das negociações até o dia 19 de janeiro
Fonte: Bloomberg
Resumindo a história, até o dia 19, com uma entrada total de aproximadamente US$ 4,52 bilhões nos novos ETFs e subtraindo a saída de US$ 3,44 bilhões do GBTC, no final das contas, a entrada de capital no mercado cripto foi de pouco mais de US$ 1 bilhão. Considerando que dias antes da aprovação dos ETFs o BTC tinha uma capitalização de quase US$ 900 bilhões, esse capital que entrou no mercado cripto até o momento ainda não foi tão significativo.
Mas se a notícia é boa, porque o BTC está corrigindo?
Desde outubro do ano passado, até o topo do BTC em janeiro, o ativo saiu dos US$ 26,5 mil e buscou os US$ 49 mil um dia depois da aprovação do ETF, uma alta de mais de 82%. Por isso, podemos dizer que o mercado já havia precificado a aprovação e agora estamos presenciando um velho ditado do mercado financeiro, “compre no boato e venda no fato”.
Outro fator que reforçou essa correção do BTC foi o movimento da ex-segunda maior exchange do mundo, a FTX, que entrou com pedido de recuperação judicial no final de 2022. A exchange detinha 22,28 milhões de ações da GBTC, o equivalente a mais de US$ 900 milhões no dia da aprovação dos ETFs. De acordo com uma reportagem da Bloomberg no dia 22 de janeiro, mais de dois terços dos ativos foram vendidos nos três primeiros dias de negociação, pois a exchange tem como objetivo pagar pelo menos 90% do que ficou devendo para cada cliente. No momento atual, já é possível inclusive que tenham fechado toda a posição, por isso, a dinâmica de venda do GBTC pode diminuir significativamente nos próximos dias.
A partir de agora, o cenário já pode mudar a qualquer momento. Além de a pressão vendedora da FTX provavelmente ter acabado e ser um fato excepcional, também já estamos passando pela etapa de “venda no fato” e nas próximas semanas já é possível que o mercado comece a se recuperar.
Nesse primeiro momento, realmente estamos vivenciando um momento de realização dos lucros, e apesar da provável temporada de alta do mercado cripto para os próximos anos, fique ciente de que essas correções de 20% a 30% devem acontecer frequentemente.
Agora, o mercado cripto ganhou credibilidade, maior aceitação, vamos ter um fluxo de capital, principalmente de investidores institucionais, e, consequentemente, maior tranquilidade para o investidor pessoa física, que passa a ver esse mercado com outros olhos.
Outro fator positivo que podemos citar é que agora já temos um modelo de ETF para seguir para os demais criptoativos. Inclusive, em novembro de 2023, até mesmo a BlackRock já oficializou o pedido de ETF de ETH à vista, registrando o produto nomeado de iShares Ethereum Trust. Segundo analistas da Bloomberg, temos 70% de chances de o ETF de ETH à vista ser aprovado ainda este ano.
Agenda dos ETFs de ETH à vista
Fonte: Bloomberg
Desta vez, o deadline das aprovações está com datas relativamente espaçadas, entre maio e agosto, o que vai dificultar a expectativa do mercado. Para serem aprovados todos no mesmo dia, como foi feito com o BTC, será necessário respeitar a data da VanEck, para 23 de maio.
Entusiasta Cripto
Caso você não seja um assinante da minha antiga série da Spiti, Carteira do Futuro, saiba que nela eu tinha muito mais ativos recomendados do que na Carteira de Valorização da Finclass, pois era uma série totalmente focada no mercado cripto.
Como agora tenho apenas 3% da carteira disponível para o mercado cripto, fui forçado a diminuir o número de ativos para não criar posições extremamente pequenas — e quase irrelevantes — dentro de uma carteira completa de investimentos. Além disso, todos os analistas precisaram reduzir o número de ativos recomendados para limitarmos a quantidade total de ativos na carteira.
Por isso, posso dizer que na carteira da Finclass agora estão de fato somente meus ativos favoritos. Mas caso você se interesse bastante pelo mercado, neste campo do relatório, vou aproveitar para trazer algumas atualizações gerais além dos ativos recomendados e inclusive criar uma lista de ativos aprovados por mim. Então se você é assinante antigo da Carteira do Futuro, não se preocupe, vamos seguir uma lista com uma dinâmica semelhante ao que tínhamos anteriormente.
Ativos aprovados
Fonte: Spiti
Por isso, caso já tenha um pouco mais de afinidade com o mercado cripto, ou se interesse por uma aplicação específica, nessa lista você terá algumas possibilidades de ativos em variados setores para diversificar seus investimentos. Assim como no mercado de ações ou FIIs, o ideal é escolher ativos em setores diferentes, por isso, não concentre sua posição, pois sem diversificação da carteira, o seu risco aumenta.
Apesar de o mercado cripto seguir o ritmo do BTC na maior parte do tempo, alguns setores costumam ter vontade própria devido ao destaque daquele setor específico. Para este ano, estou bastante otimista com os mercados de staking, escalabilidade e NFT.
Um cuidado que precisamos ter é que aumentar o número de ativos demanda mais tempo para acompanhamento. Por isso, pulverizar demais entre diversos ativos também não é vantajoso, sua relevância fica muito pequena mesmo que você consiga alguns retornos excelentes. Também precisamos nos atentar para não nos empolgarmos demais e não nos expormos mais do que o devido no mercado cripto.
Aproveito também para retirar da lista os ETFs do mercado tradicional, os de urânio (URA) e de cannabis (MJ), pois eles entraram na carteira com objetivo de nos proteger da correção do mercado cripto, que já se encerrou, e a partir de agora certamente os criptoativos têm muito mais potencial de valorização nesse período de alta do que esses ativos do mercado tradicional, que, além disso, também têm seu risco aumentado pelo cenário político.
Conclusão
O mercado cripto começou o ano com altas emoções. A grande expectativa de aprovação de ETF de BTC à vista foi confirmada. Os ETFs de BTC à vista realmente favorecem o crescimento do mercado, ao contrário dos ETFs futuros, que favoreciam predominantemente o mercado tradicional. Os ETFs até podem ser considerados um dos meios mais fáceis de acesso ao mercado cripto para o investidor institucional, pois não precisam fazer a custódia de enormes valores financeiros e evitam diversas questões burocráticas, regulatórias e dificuldades jurídicas.
Já para o investidor pessoa física, não muda muita coisa; o ideal é investir diretamente no ativo por meio de uma exchange. Assim terá total independência do sistema financeiro tradicional se fizer a custódia por conta própria — mas claro que isso também demanda maior responsabilidade.
No final das contas, certamente a aprovação do ETF aumentou bastante a credibilidade do mercado cripto, que aos poucos vai deixando para trás aquela infame associação a golpes financeiros e lavagem de dinheiro, acusações que são frequentemente feitas por quem desconhece o mercado.
Por isso, não se assuste com esta correção. Apesar de 20% em menos de duas semanas parecer uma correção forte, podemos considerá-la normal para o mercado cripto e é isso que você deve estar preparado para enfrentar, esse é um movimento natural. Veja esse momento como uma ótima oportunidade para quem está entrando agora no mercado ou para quem ainda precisa aumentar a posição. Pois apesar da alta do ano passado, o mercado ainda está na sua fase inicial de otimismo e eu realmente acredito que essa deve ser a última correção mais significativa antes do forte movimento de alta.
Mas não se anime muito. É possível que o mercado continue lateral por bastante tempo, quem sabe até mesmo alguns meses depois do halving, pois o investidor institucional precisa comprar aos poucos e para isso precisará de bastante tempo para consolidar uma posição antes do próximo movimento de alta.
Então, mantenha o foco no longo prazo, o fluxo de capital novo entrando no mercado cripto vai ser contínuo durante os próximos anos.
Forte abraço,
Thales