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Carteira Internacional: o balanço do 1º semestre de 2026

Escrito por Felipe Arrais em INTERNACIONAL

11 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  •  Como o susto do primeiro trimestre (conflito com o Irã, disparada do petróleo e volta da inflação) derrubou as bolsas globais e fez ações e renda fixa caírem juntas.

  •  A virada do segundo trimestre, puxada por inteligência artificial e semicondutores, com Coreia e Japão à frente e a China ficando para trás.

  • O balanço do semestre índice a índice, mais o comportamento de juros, inflação, câmbio, ouro e petróleo, incluindo a troca no comando do Federal Reserve.

  • A carteira internacional da Finclass frente ao benchmark de ativos reais, em dólar e em real, e o efeito da valorização do real no retorno.

  • Nossa leitura de riscos e oportunidades para o segundo semestre, com foco em concentração, inflação e política monetária.

A montanha-russa dos mercados internacionais no primeiro semestre de 2026

O primeiro semestre terminou e não faltou emoção. Aproveitando o fim do clima de Copa do Mundo, tivemos uma competição liderada pelos times coadjuvantes já que as 7 magníficas empresas dos EUA que frequentemente vinham puxando as altas do mercado pouco fizeram no semestre em questão (algumas delas até com retorno negativo).

Guerra, inflação, juros, IA e semicondutores foram temas frequentes em nossas comunicações e relatórios ao longo do semestre e, agora que terminamos ele, fica a pergunta: como a nossa carteira reagiu a essa montanha-russa?

O relatório de hoje busca contar a narrativa do primeiro semestre dividindo em dois capítulos, o primeiro e o segundo trimestre. Aproveitaremos a oportunidade também para exibir o resultado de nossas carteiras recomendadas tanto em reais quando em dólares já que essa visualização frequentemente causa confusão e ansiedade em boa parte de nossos assinantes.  

Uma ótima leitura!

 

1.            INICIA-SE O PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

O primeiro trimestre começou com otimismo e terminou no vermelho. O principal gatilho foi geopolítico. A escalada do conflito envolvendo o Irã ameaçou o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz e jogou o preço do barril de petróleo para cima. Entre o fim de dezembro e o fim de março, o petróleo subiu cerca de 43%.

Paralelamente a este evento, veio a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa global de 10%, que reforçou o ambiente protecionista. A soma de energia mais cara e comércio mais fechado trouxe de volta uma velha conhecida, a inflação.

Os números mostram a pressão. O CPI americano saiu de 2,7% para 3,3% em doze meses, o núcleo do PCE, medida preferida do Fed, subiu de 3,0% para 3,25%, e o juro do Treasury de 10 anos avançou de 4,17% para 4,32%. Com inflação subindo e juro longo em alta, ações e títulos caíram ao mesmo tempo. O MSCI ACWI, índice que reúne as ações globais, e o S&P 500 recuaram 3,10% e 4,35% respectivamente em dólar no primeiro trimestre. O índice de renda fixa global Bloomberg Global Aggregate recuou 1,07% em dólar. Foi um lembrete de que ações e renda fixa vêm andando mais juntas do que separadas desde 2022, o que reduz o efeito de proteção que a renda fixa costumava oferecer (algo que exploramos bem no relatório em que reduzimos a parcela de renda fixa em nossa carteira).

Mas nem todas as partes do mercado sofreram. O primeiro trimestre concentrou seu desempenho negativo nas gigantes americanas de tecnologia e software, com o mercado passando a temer que a própria inteligência artificial pudesse corroer margens de negócios já estabelecidos.

Na direção oposta, surfando um bom momento, tivemos os ativos reais e os semicondutores. Os REITs americanos subiram 3,85%, o índice de semicondutores SOX avançou 7,31%, e alguns mercados da Ásia mostraram força, com o Nikkei recuando 0,71% e a Coreia disparando 17,87%, puxada pela demanda por memória para infraestrutura de IA (todos os dados em moeda local).

  

2.            SEGUNDO TRIMESTRE EM CLIMA DE SUSPENSE

Se o primeiro trimestre foi o susto, o segundo foi a virada. Conforme o cenário caminhou para uma trégua no Oriente Médio, o apetite por risco voltou com força. O MSCI ACWI Total Return (que considera o reinvestimento dos dividendos) subiu 15,06% no trimestre, a maior alta para um segundo trimestre em seis anos. E dessa vez a liderança teve endereço claro, inteligência artificial e, dentro dela, semicondutores. O índice SOX saltou quase 88% no trimestre. A Ásia foi o epicentro, com a Coreia subindo 67,17% e o Japão, 37,30% (em moeda local). O S&P 500 recuperou 15,20% em dólares e voltou a renovar máximas.

Nem todo mundo entrou na festa. A China e Hong Kong ficaram para trás, com o Hang Seng caindo 6,44% no trimestre, pressionado por fluxo de capital e por uma recuperação doméstica ainda morna.

Por trás da euforia, dois temas seguiram incomodando. O primeiro foi a inflação, que não deu trégua. O CPI acelerou de 3,3% para 3,5%, tendo chegado a tocar 4,2% em maio, e o núcleo do PCE marcava 3,4% em doze meses na leitura mais recente. O segundo foi a política monetária. O semestre marcou a chegada de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para o comando no Federal Reserve, o que abriu uma discussão sobre uma possível mudança de regime na condução dos juros. Com inflação mais alta e um Fed em transição, o Treasury de 10 anos seguiu subindo e fechou junho em 4,47%. O ouro, que tinha funcionado como refúgio no primeiro trimestre, devolveu todo o ganho, e mais um pouco, quando o medo passou. Em junho, um soluço nas gigantes de tecnologia lembrou que a liderança do mercado ficou concentrada e, por isso, mais sensível a qualquer decepção.

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Figura 1 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

 

3.              O SEMESTRE CONSOLIDADO

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Figura 2 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Juntando as duas metades, o semestre desenhou um V. Começou caindo, encontrou fundo no fim de março e terminou perto das máximas. As ações globais representadas pelo MSCI ACWI Total Return terminaram o semestre subindo cerca de 10% em dólar. Mas o retorno médio esconde uma dispersão enorme. Quem estava exposto a semicondutores e à Ásia teve um semestre extraordinário. Quem estava na China, não. A grande mensagem de 2026 até aqui é que a inteligência artificial deixou de ser uma promessa de valorização e virou a principal história de lucros do mercado, com uma concentração que traz tanto retorno quanto risco.

O gráfico abaixo ilustra com mais detalhes a divergência de retornos entre o primeiro e segundo trimestre do ano. Todos os retornos estão em moeda local e consideram reinvestimento de dividendos.

Figura 3 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

3.1 Performance de índices globais relevantes

A tabela abaixo resume o semestre índice a índice, do susto do primeiro trimestre à virada do segundo.

ÍndiceDescrição1º tri2º tri1º sem
MSCI ACWI (ações globais, US$)Bolsa global-3,10%+15,06%+11,50%
S&P 500Bolsa americana-4,35%+15,20%+10,19%
STOXX Europe 600Bolsa europeia-0,83%+11,88%+10,95%
Nikkei 225Bolsa japonesa-0,71%+37,30%+36,32%
KOSPI (Coreia)Bolsa coreana+17,87%+67,89%+97,89%
PHLX Semicondutores (SOX)Semicondutores+7,31%+87,98%+101,73%
Hang SengBolsa de Hong Kong-2,98%-6,44%-9,22%
FTSE Nareit REITsImobiliário (REITs)+3,85%+10,73%+15,00%
Bloomberg US AggregateRenda fixa IG Americana-0,05%+0,67%+0,62%
Bloomberg Global AggregateRenda fixa IG Global-1,07%+0,87%-0,21%

Tabela 1 - Fonte: Bloomberg. Retornos em total return, na moeda local de cada índice. IG = grau de investimento (investment grade). Elaboração Finclass.

A tabela mostra que apesar do comportamento de “gangorra” a maior parte dos índices globais terminam o semestre com uma valorização. O gráfico abaixo exibe o resultado consolidado do semestre em uma visão diferente, que pode deixar ainda mais claro a performance positiva apesar da grande incerteza.

Figura 4 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Fora da renda variável, o pano de fundo mudou. A inflação americana voltou a preocupar, os juros longos avançaram, o petróleo terminou o semestre cerca de 20% acima de onde iniciou o ano, mesmo depois de recuar da máxima, e o ouro, apesar da queda no segundo trimestre, seguiu como um dos personagens do ciclo.

Figura 5 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Não podemos nos esquecer de que, para o investidor brasileiro, há um detalhe que pode mudar completamente a percepção de um semestre de bons retornos em dólar. O real se valorizou perto de 6% frente ao dólar no semestre, o que reduz o retorno em reais de qualquer ativo dolarizado.

Por isso, ao longo da próxima seção, exibiremos o resultado de nossos ativos recomendados.

 

4.            A CARTEIRA INTERNACIONAL DA FINCLASS

Antes de olhar para o resultado, vale relembrar como a carteira é montada. O núcleo é passivo e global, ancorado em ações do mundo todo (VT no exterior, WRLD11 no Brasil) e em renda fixa americana e global (BND e BNDX lá fora, USDB11 e BNDX11 aqui). A esse núcleo somam-se posições em REITs listados (VNQ e ALUG11), ouro (IAU e GOLD11) e uma parcela de gestão ativa em crédito e ações, via PIMCO Income, Oaktree Global Credit e Morgan Stanley Global Opportunity (lembrando que os fundos de renda fixa só integram as carteiras recomendadas de valores superiores a R$ 1 milhão).

Nosso benchmark alvo é uma carteira padrão 60/40 (proporção entre ações globais e renda fixa) com o adicional da fatia de ouro como proteção, resultando em um benchmark de aproximadamente 50/35/15 entre ações globais, renda fixa global e ouro.

Para os resultados exibidos a seguir, levaremos como base o resultado apresentado pelos ETFs listados no Brasil. São eles que utilizamos como parâmetro de comparação dado que é o acesso mais democrático e seguido pela maior parte de nossos assinantes.

Para quem investe diretamente no exterior utilizando os ativos análogos, como VT, VNQ, BND, BNDX e IAU, o resultado pode ser ligeiramente diferente, mas nada que distorça de maneira relevante os resultados reais auferidos.

4.1 Resultados em dólares

Primeiro, exibiremos os resultados em dólares.

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Figura 6 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Note que, com exceção do ETF de ouro, todos os ativos tiveram performance positiva em dólares no semestre.

 Como temos carteiras distintas para diferentes faixas de patrimônio, exibiremos a seguir o recorte da performance em dólares de cada uma dessas faixas destacando a performance em cada trimestre em separado e para o semestre consolidado. 

Figura 7 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Figura 8 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Figura 9 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Vale mencionar que apesar de não ter sido feito com o foco no curto prazo, o movimento recente de aumento da parcela de renda variável justamente no momento de retomada ao longo do segundo trimestre nos ajudou a superar os benchmarks propostos.

4.2 Resultados em reais

Agora exibiremos os dados da carteira fazendo a conversão para reais, que seria mais próximo do resultado percebido por quem investe através dos ativos disponíveis aqui no Brasil.

Lembre que quem investe diretamente no exterior também está exposto à queda do dólar frente ao real no semestre embora não veja este efeito diretamente pelo fato de a corretora exibir os valores em dólares.        

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Figura 10 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Com o efeito da queda de quase 6% do dólar frente ao real, ativos que tiveram uma valorização inferior na moeda americana acabam tendo uma performance negativa quando avaliada em reais. É o caso dos ETFs de renda fixa e de ouro, como observado no gráfico anterior.

Como fizemos na seção anterior, exibiremos a seguir o recorte da performance de cada uma dessas faixas destacando a performance em cada trimestre em separado e para o semestre consolidado. Desta vez os resultados são exibidos em reais.

Figura 11 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Figura 12 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Figura 13 - Fonte: Bloomberg. | Elaboração Finclass.

Embora nossa carteira tenha coletado resultados positivos no primeiro semestre do ano (em torno de 5% em dólares), quando aplicamos o efeito da variação cambial, a percepção é de um semestre negativo em reais.

4.3 Encarando o movimento do câmbio

Entendemos que, como brasileiros, tendemos a valorizar mais o resultado de nossa carteira em reais, que é nossa moeda base do dia a dia. Entretanto, uma carteira de ativos internacionais é cotada em outras moedas e seus fundamentos ligam pouco (para não dizer quase nada) para o que acontece com a moeda de um país emergente como o Brasil.

Nossa alocação estrutural preza por uma exposição constante a ativos dolarizados pelo efeito positivo que essa fatia tem em prazos longos. Mas isso não significa que o dólar vai se valorizar a todo momento.

Existem movimentos estruturais e conjunturais, e a conjuntura atual favoreceu o nosso real, muito por conta da perda de força do dólar no mundo ao longo dos últimos quase 18 meses. Agora, estruturalmente o dólar deve continuar sua trajetória sendo constantemente forte em comparação com nossa moeda.

A possibilidade de acertamos “na mosca” o movimento do dólar no curto prazo é quase nula, por mais que desejemos isso. Tentar acertar o movimento exato para sair dos ativos dolarizados antes de uma queda do dólar é algo extremamente arriscado por dois motivos principais: o primeiro é que podemos errar o timing no próprio dólar; o segundo é que, mesmo que com sorte acertemos o movimento, podemos deixar na mesa uma potencial alta dos ativos.

Por isso vale o lembrete importante de focar nos fundamentos e ativos em sua moeda local, e tolerar o movimento de câmbio no curto prazo mesmo que seja negativo.

Se o dólar passa por um movimento que prejudica sua performance em reais em um semestre como esse, isso pode significar que sua fatia internacional acabou ficando um pouco menor do que deveria, te levando a rebalancear a carteira consequentemente comprando mais ativos dolarizados em um ponto de entrada mais barato, que te ajudará futuramente a compensar a queda.

 

5.            O QUE O SEGUNDO SEMESTRE NOS RESERVA

Olhar para a frente exige separar o que anima do que preocupa. Do lado positivo, o ciclo de lucros segue forte, sustentado por um investimento pesado em infraestrutura de tecnologia, e há sinais de que os ganhos começam a se espalhar para além de um punhado de empresas.

Do lado dos riscos, quatro pontos merecem atenção.

·                 O primeiro é a concentração. Boa parte do retorno de 2026 veio de um grupo estreito de empresas ligadas a semicondutores e IA, o que deixa o mercado mais dependente e mais frágil a qualquer decepção nesse tema.

·                 O segundo é a inflação, que voltou a subir e ainda não deu sinais claros de trégua, pressionada por tarifas, energia e déficits.

·                 O terceiro é a política monetária, com um Federal Reserve em transição de comando e um debate aberto sobre os rumos dos juros.

·                 O quarto é o risco geopolítico, já que uma reescalada dos conflitos no Irã pode voltar a reforçar a alta volatilidade de preços de commodities energéticas e consequentemente trazer mais temor e volatilidade aos mercados.

Some a isso as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos em novembro e fica claro que o segundo semestre pede diversificação e disciplina, não aposta concentrada.

 

Ficamos por aqui...

O primeiro semestre de 2026 provou, mais uma vez, que mercado não precisa de calmaria para entregar retorno. Precisa de confiança de que os lucros continuam crescendo. Foram seis meses de guerra, choque de energia, inflação de volta e troca no Fed, e ainda assim as bolsas fecharam perto das máximas. O trabalho de quem investe não muda por causa disso. Segue sendo entender o que se tem na carteira, saber por que se tem, e não se deixar levar nem pelo pânico de março nem pela euforia de junho.

Nossa carteira apresentou bons resultados em dólar, mas, por conta da desvalorização do dólar contra o real no semestre, os resultados em nossa moeda podem decepcionar. Neste momento é hora de lembrar da filosofia de alocação estrutural e aliar a nossa disciplina de aportes recorrentes e rebalanceamento de carteira.

O dólar está temporariamente pressionado, mas continua como uma moeda muito mais resiliente em relação ao nosso real brasileiro. Tentar acertar os movimentos de curto prazo da moeda é extremamente contraproducente e pode levar a perdas constantes.

A fatia internacional cumpre seu objetivo de superar seu benchmark proposto além de entregar ganho de poder aquisitivo em moeda forte, já que o retorno em dólares no semestre foi substancialmente acima da inflação acumulada em seis meses.

O segundo semestre já iniciou e diversas incertezas permanecem no ar. Hora de apertarmos os cintos e manter a carteira equilibrada e balanceada para possivelmente surfarmos mais um bom semestre e finalizarmos o ano com chave de ouro.

Continue participando de nossas atividades e trazendo perguntas nas lives e comunidade.

Ficamos por aqui.

 

Até o próximo relatório,

Felipe Arrais

Sobre os analistas

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.