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ETFs de Bitcoin nos EUA: BTC da Grayscale e outras opções a considerar

Escrito por Felipe Arrais em INTERNACIONAL

14 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  • Atualização sobre o momento atual de ETFs de cripto nos EUA.

  • Recomendação do ETF BTC da gestora Grayscale, e avaliação de outras opções possíveis, como o IBIT.

  • O ETF não integrará a carteira oficial da Finclass, mas entra no rol de recomendações internacionais contidas no “tabelão de recomendações” sempre presente no final de todo relatório.

  • Instruções de adequação para a carteira de valorização para quem deseja investir através de ETFs em vez de fazer a compra direta dos criptoativos recomendados.

Na Finclass, a carteira de valorização segue uma alocação estrutural muito bem definida que conta com 3% em ativos alternativos. Nesta categoria de alternativos podemos encaixar a classe de criptoativos, mas a “caixinha” não se restringe a eles.

A natureza vasta do que pode ser considerado um ativo alternativo nos incentiva a ter como principal recomendação para a categoria a seleção individual de ativos feita por nosso especialista Thales Inada. Apesar de a carteira hoje conter apenas criptoativos, no futuro pode conter ativos de naturezas diferentes e esses movimentos seriam melhor acompanhados seguindo ativamente a carteira proposta por ele.

Entretanto, aqui na Finclass também prestamos muita atenção às necessidades de nossos assinantes. Sabemos que muitos não querem ou até mesmo não conseguem acompanhar as recomendações propostas por nosso analista de alternativos.

A caixinha de alternativos, que até agora teve apenas criptoativos, contribuiu muito com a rentabilidade da carteira de valorização desde o início. Se muitos assinantes deixam de tomar exposição a essa classe por uma dificuldade de implementação, podem estar deixando de ganhar dinheiro.

Para quem investe direto do Brasil já tínhamos alternativas. Na implementação via fundos orquestrada por Rodrigo Xavier já existe uma proposta de fundo de investimento de Bitcoin para aqueles que priorizam a comodidade. Você pode acessar o relatório específico clicando aqui.

Também temos a recomendação do HASH11, que atualmente veio para debaixo do guarda-chuva de investimentos internacionais já que o tema cripto tem grandes similaridade com o tema Internacional. Também por ser um ETF, instrumento amplamente utilizado aqui na “caixinha” internacional e que é um pouco diferente de um fundo aberto tradicional, que é o principal foco do time de fundos.

Dado esse contexto, recebemos solicitações de recomendações de ETFs de criptoativos para quem investe diretamente no exterior, afinal, para investir daqui do Brasil já temos o HASH11. E é justamente este o objetivo do relatório de hoje, trazer a recomendação do ETF BTC da gestora Grayscale além de um relato completo sobre o desenvolvimento dos ETFs de cripto nos EUA e outras opções de ETFs para considerar além do que será oficialmente recomendado hoje.

Uma ótima leitura!

Contexto histórico dos ETFs de criptoativos à vista

Em 10 de janeiro de 2024, a SEC (autarquia de investimentos dos EUA), que por anos negava pedidos semelhantes, finalmente aprovou os primeiros ETFs de bitcoin à vista (spot) nos EUA. De uma só vez ocorreu a liberação de 11 ETFs de spot em bitcoin, rompeu-se um tabu que vigorava há quase uma década: o de que não seria possível supervisionar de forma adequada a formação de preço à vista em cripto dentro do arcabouço do mercado de capitais americano.

A virada foi lenta, e começou meses antes ainda no final de agosto de 2023, quando a Corte de Apelações do Distrito de Columbia determinou que o regulador revisse a negativa ao pedido da gestora Grayscale de converter seu veículo em ETF.

O efeito dominó veio em etapas:

·       Aprovação dos ETFs de spot em BTC (10/01/2024);

·       Liberação para listagem dos ETFs de spot em Ether (ETH) (23/05/2024);

·       Estreia do produto em ETH no pregão (23/07/2024).

Essa flexibilização teve efeito imediato, acelerando volumes recordes logo na estreia e, em poucos meses, já tinha dezenas de bilhões de dólares sob gestão. De lá para cá, a indústria amadureceu numa velocidade rara para os padrões de Wall Street: em 17 de setembro de 2025, o IBIT (BlackRock) alcançou US$ 88,35 bilhões de patrimônio, o FBTC (Fidelity) somava aproximadamente US$ 23,9 bilhões e o GBTC (Grayscale) algo como US$ 20,58 bilhões — consolidando os EUA como o novo polo de liquidez institucional de cripto.

Fonte: Farside

Rapidamente diversas gestoras passaram a lançar seus produtos de cripto, inclusive, empresas que no passado tinham certo receio de operar neste tipo de mercado, como a gigante do mundo dos ETFs BlackRock.

Robbie Mitchnick, responsável pelo segmento de ativos digitais na BlackRock, chegou a comentar em sua participação no evento Token2049 que a empresa nem sempre teve esse bom sentimento em relação a criptoativos.  Hoje eles têm o maior ETF do segmento com quase US$ 90 bilhões e recomendam cerca de 2% de exposição para seus clientes de carteiras de longo prazo. Então, o que será que mudou?

A performance do Bitcoin foi superior a quase qualquer tipo de ativo financeiro ao longo da última década. Não tem amarras com bancos centrais e oferta limitada o que tem feito com que cada vez mais pessoas apostem no ativo como uma reserva de valor ou uma alternativa às moedas tradicionais.

Ou seja, se tornou muito difícil ignorar o Bitcoin.

Em eventos recentes, executivos da BlackRock explicaram que o Bitcoin não é mais uma aposta especulativa, afirmando que o se mostrou genuinamente útil em um portfólio de longo prazo. Para corroborar com o argumento, apontaram para a baixa correlação com ativos tradicionais como ações e bonds.

O que é um ETF à vista e por que isso importa?

Existem algumas maneiras de se obter exposição a algum ativo sendo as duas principais a compra direta (que chamamos de ETF à vista, ou spot) e o uso de derivativos que oscilam conforme a variação de preço futura (futuros).

A diferença central entre essas duas alternativas está na maneira de tomar exposição ao ativo ou índice desejado e no custo estrutural de funcionamento do ETF em cada modalidade.

Os ETFs spot compram e guardam o ativo subjacente (Bitcoin ou Ether), buscando refletir índices de referência à vista como o Bitcoin Reference Rate New York (BRRNY) elaborado pela CME Group — cálculo diário sincronizado ao fechamento de Nova York. Se um índice é desenvolvido para acompanhar a valorização do Bitcoin e um ETF tem Bitcoins em carteira, tendemos a ter um melhor casamento entre a referência e o preço da cota do ETF ao longo do tempo.

Já os ETFs de futuros replicam carteiras de contratos futuros, rolados periodicamente, o que embute custo de rolagem (roll) e pode gerar uma diferença de preços (tracking difference) em relação ao preço à vista.

Um sinal do ganho de eficiência pós-lançamento: os spreads dos ETFs de BTC spot estreitaram rapidamente nos primeiros meses de negociação, reduzindo o custo implícito para o investidor.

Os ETFs à vista possibilitaram melhorias subsequentes como a entrega in-kind, quando as criações/remoções de cotas do ETF são feitas trocando o ativo da cesta (ex.: Bitcoin, ações) diretamente entre o emissor e os participantes de mercado (como bancos e corretoras), em vez de dinheiro. Isso melhora a eficiência do ETF em termos de custos, spreads de negociação e descolamentos em relação ao índice.

Ainda assim, por se tratar de um ativo não tradicional que é negociado 24 horas por dia, todos os dias da semana e por apresentar uma alta volatilidade é muito difícil ser 100% eficiente.

Em um mundo perfeito um ETF deveria render igual ao índice de referência subtraída a sua taxa de administração. Significaria que não existiria perdas de retorno por corretagem, spreads na hora de comprar e vender, custos operacionais do ETF, o que é algo utópico embora seja possível chegar perto deste cenário em alguns casos do mercado tradicional.

Se analisarmos um ETF barato com imenso patrimônio como o ETF IVV da BlackRock, que acompanha o índice S&P 500, o retorno anualizado de longo prazo apresenta algo muito próximo a S&P 500 menos 0,03% ao ano (quase como se o único impacto na performance fosse a sua taxa de administração de 0,03% ao ano). Esse nível de eficiência (pelo menos ainda) não é possível no mercado cripto, por isso teremos que tolerar algum tipo de ineficiência maior em relação aos mercados tradicionais.

Por que um ETF de Bitcoin?

O Brasil saiu na frente dos EUA em termos de listagem dos primeiros ETFs de cripto à vista e já conta com uma maior diversidade de produtos (apesar de ter um volume bem menor).

Você deve ter percebido que nossa abordagem aqui na carteira internacional é pautada em alocação e muitas vezes temos a preferência de seguir o mercado ao invés de apostar em algum ativo individual.

Se tivéssemos um ETF no exterior similar ao HASH11 que temos no Brasil, que procura representar o mercado cripto como um todo, tendo como maior parte de sua composição Bitcoin e Ether, mas com uma pitada de diversas altcoins que podem ser importantes no futuro, muito provavelmente estaríamos trazendo uma recomendação mais diversificada.

Nos EUA só temos ETFs à vista de Bitcoin, Ether e Solana, e assim sendo, preferimos recomendar um ETF de Bitcoin por ser o principal ativo desse mercado.

Se novas opções surgirem no futuro, podemos considerar novas recomendações ou até mesmo uma substituição.

Os ETFs investigados

Para a realização deste relatório pesquisamos 11 ETFs de Bitcoin à vista disponíveis no mercado norte-americano e procuramos avaliar diversos fatores para elegermos um para trazer oficialmente para nossa tabela de ativos recomendados.

Isso porque, conforme você verá ao longo das próximas páginas, existe mais de uma boa opção para acompanharmos o preço do Bitcoin.

O ETF mais novo da seleção é o da Grayscale BTC, que replica a mesma estratégia de seu irmão mais velho (também da Grayscale) GBTC, sendo a única diferença o a taxa de administração. O curioso é que a Grayscale possui simultaneamente o ETF mais barato e o mais caro da seleção investigada por nós.

Antes de mostrarmos algumas análises, vale registrar que quase todos os ETFs estudados passaram (ou ainda passam) por políticas de waiver de preço em que é dado um desconto parcial ou total da taxa de administração até que algum gatilho seja cumprido (normalmente uma data determinada ou patamar de patrimônio).

Essa questão impacta o retorno auferido, e torna mais difícil identificarmos o impacto gerado por eventuais ineficiências. Justamente por isso, demos mais peso ao período mais recente, em que boa parte desses descontos já deixaram de existir.

Listaremos o histórico de waivers identificados em nossas pesquisas caso você queira considerar outras opções além da que será oficialmente recomendada hoje.

·       IBIT (BlackRock/iShares) — waiver parcial: por 12 meses a partir de 11-jan-2024, a taxa cai para 0,12% sobre os primeiros US$ 5 bilhões; tanto o gatilho de patrimônio como o de tempo já foram cumpridos de forma que atualmente a taxa efetiva seja 0,25%.

·       FBTC (Fidelity) — waiver total do sponsor fee até 31-jul-2024 (depois, 0,25% passou a valer).

·       BITB (Bitwise) — waiver total por 6 meses a partir do lançamento em janeiro de 2024 nos primeiros US$ 1 bilhão de AUM (já encerrado).

·       ARKB (ARK/21Shares) — waiver total por 6 meses (desde 11-jan-2024) ou até US$ 1 bi de AUM (já encerrado).

·       BTCO (Invesco Galaxy) — waiver total por 6 meses até US$ 5 bilhões (encerrado).

·       EZBC (Franklin Templeton) — waiver total até 2-ago-2024 nos primeiros US$ 10 bilhões (encerrado).

·       BRRR (CoinShares/Valkyrie) — waiver total por 3 meses após o início das negociações em 11-jan-2024 (encerrado).

·       HODL (VanEck) — waiver total em vigor para os primeiros US$ 2,5 bilhões até 10-jan-2026; acima de US$ 2,5 bilhões antes dessa data, cobra 0,20% sobre o excedente (média ponderada para todos os cotistas). O patrimônio atual está ligeiramente superior a US$ 2 bilhões .

·       BTCW (WisdomTree) — waiver total por 6 meses (11-jan-2024 a 11-jul-2024) no primeiro US$ 1 bilhão (encerrado).

·       GBTC (Grayscale Bitcoin Trust ETF)não houve waiver (permaneceu 1,5%).

·       BTC (Grayscale Bitcoin Mini Trust)sem waiver; o produto foi lançado com 0,15% (foi lançado para ser o ETF mais barato listado até o momento e não ofereceu waiver).

Retorno acumulado

Para nossas simulações de performance, consideramos o período a partir do qual todos os ETFs coexistiam, ou seja, a partir do lançamento do ETF mais recente (BTC da Grayscale).

Como estamos falando de ETFs, alguns meses de análise já nos permite avaliar seu comportamento e eficiência, diferentemente de quando falamos de estratégias ativas que temos que analisar períodos longos para termos mais convicção.

Abaixo você verá um gráfico de valorização de todos os ETFs em comparação ao índice de referência de Bitcoin à vista disponível no terminal Bloomberg, desde 31 de julho de 2024 quando o BTC da Grayscale foi lançado.

Como são muitas linhas o gráfico não nos permite avaliar a rentabilidade individual de cada um, mas nos dá boas ideias do comportamento dos ativos. A primeira percepção é que todos os ETFs parecem caminhar juntos, sem grandes descolamentos (muitas vezes em análises como essa, já é possível destacar negativamente algumas opções que se descolem muito da referência).

Como um pequeno destaque negativo nesta primeira análise podemos apontar para o final da série, em que é possível perceber a linha marrom se distanciando negativamente, o que faz sentido por se tratar do GBTC, que possui a maior taxa de administração contida na amostra (1,5% ao ano).

Alguns conceitos importantes que utilizamos para analisar ETFs vão além de apenas olhar a taxa de administração. Temos que levar em conta diversos fatores desde a credibilidade da gestora, taxa de administração, tracking error, tracking difference e fazer isso analisando não só a cota dos ETFs em relação ao preço do Bitcoin, mas principalmente olhar o valor patrimonial do ETF, que em inglês chamamos de Net Asset Value, ou NAV.

O que são Tracking Difference (TD) e Tracking Error (TE)

  • Tracking Difference mede o viés médio de performance do ETF versus o índice no período (retorno do ETF − retorno do índice). Na prática é a média dos retornos diários do ETF subtraídos os do Índice. Portanto, quanto menos negativo o valor, melhor.
  • Tracking Error mede a consistência desse acompanhamento: é o desvio-padrão das diferenças de retorno (geralmente anualizado). Quanto menor o TE, mais próximo o ETF segue o índice dia após dia. Por isso, quanto menor o tracking error, melhor.

Em termos práticos: TD capta o quanto o ETF ficou acima/abaixo; TE capta o quão estável foi esse acompanhamento.

Veja abaixo uma tabela que reúne informações gerais dos resultados de nossas análises de tracking error, tracking difference, retorno da cota, retorno do NAV, taxa de administração e patrimônio de cada ETF e organizamos com uma escala de cor por linha, em que cada linha está organizada do melhor (verde) para o pior (vermelho) indicador.

Nosso escolhido: Grayscale Bitcoin Mini Trust (BTC)

Levando em consideração os resultados apresentados anteriormente, e destacando que avaliar o ETF pelo NAV nos traz uma melhor percepção da eficiência de gestão, temos resultados que favorecem a recomendação do ETF BTC da gestora Grayscale.

Desde sua criação em meados de 2024 apresentou o menor tracking error, tracking difference e maior retorno medido pelo NAV. Além disso teve o quarto maior retorno medido pela cota (ficando muito próximo dos primeiros colocados).

Além disso possui uma boa liquidez em Bolsa, a menor taxa de administração e, mesmo que muito menor que o ETF da IBIT da BlackRock já é o quarto maior ETF da amostra mesmo sendo o mais novo.

A Grayscale Investments é uma gestora especializada em cripto desde 2013, pertencente ao grupo Digital Currency Group (DCG). Com sede em Stamford, nos EUA, ela construiu, ao longo de mais de uma década, uma plataforma dedicada a levar exposição a ativos digitais para investidores institucionais e de varejo por meios regulados. A própria companhia se apresenta como um dos maiores e mais antigos players focados em produtos de investimento em cripto, com um portfólio amplo de veículos lançados ao longo do tempo.

O nome da Grayscale ganhou tração global com o Grayscale Bitcoin Trust (GBTC), veículo lançado ainda nos primórdios do mercado e que, por anos, foi a porta de entrada de muitos investidores para o bitcoin via corretoras tradicionais. Em janeiro de 2024, após anos de idas e vindas regulatórias, o GBTC foi convertido em ETF “spot” e passou a ser negociado na NYSE Arca — um passo que ajudou a consolidar ETFs de bitcoin como uma classe de produto mainstream nos EUA como já contamos no início deste relatório.

Além do pioneirismo, a Grayscale tem se mantido como uma das maiores emissoras de produtos de cripto listados, com amplitude de linha e distribuição em canais tradicionais (corretoras/contas de aposentadoria), o que ajuda a legitimar o acesso ao ativo para o investidor de varejo.

A própria NYSE e documentos regulatórios recentes mostram a evolução do ecossistema — inclusive com a criação de opções sobre ETFs como GBTC e BTC — reforçando a entrada dos investidores institucionais na classe.

O GBTC é o ETF mais antigo desta indústria e, mesmo sendo o mais caro, ainda é um dos maiores em termos de patrimônio. O ETF mais novo, BTC, 10x mais barato que seu irmão mais velho, nasce já capturando uma grande eficiência proveniente da experiência do time à frente de um produto diferente como esse.

A custódia dos ativos

Para os ETFs de Bitcoin da Grayscale (GBTC e BTC), a custódia dos ativos não fica com a gestora: ela é feita por custodiantes qualificados.

Historicamente, a Grayscale utiliza a Coinbase Custody Trust Company, LLC — uma companhia regulada pelo Departamento de Serviços Financeiros de Nova York (NYDFS) e reconhecida como custodiante qualificada — para guardar as chaves privadas do bitcoin dos fundos, enquanto a Coinbase, Inc. atua como corretora (broker) para as operações.

No arranjo operacional, o Bitcoin que compõe a carteira do ETF fica em um “Cofre Digital” (frio), com chaves mantidas offline (cold storage) em contas segregadas em nome da instituição. Para facilitar criações, resgates e liquidações diárias, uma parcela pequena dos ativos pode transitar por uma conta separada que funciona em carteiras broker (Coinbase Inc.). Nessa fase, temos como contabilizar o patrimônio do fundo que tem direito pro-rata sobre os ativos dessas carteiras, e os saldos são varridos ao fim do dia para a custódia fria.

De maneira resumida, a estrutura combina contas segregadas em cold storage para custódia e carteiras operacionais para eficiência de execução. Com o nível de controle e autorizações necessárias para acessar as carteiras frias, temos mais camadas de segurança quanto a proteção desses ativos.

Características gerais e como comprar:

Os dados abaixo podem ser encontrados no site oficial do ETF, e se referem à data de 16/09/2025.

·       O que é/objetivo: é um ETF de Bitcoin à vista cujo objetivo é refletir o preço do Bitcoin (índice CoinDesk XBX) menos despesas do produto

·       Ticker para compra: BTC

·       Data de listagem: 31/jul/2024.

·       Taxa de administração: 0,15% a.a. (15 bps)

·       Quantidade de cotas em circulação: 106,6 milhões

·       Patrimônio: aprox. US$ 5,51 bilhões

·       Bitcoins em conta: aprox. 47,2 mil

·       Bitcoins por cota: 0,00044272 BTC/cota

·       Preço de uma cota: US$ 51,77

·       Código ISIN: US3899302075

·       Custodiante digital: Coinbase

·       Volume diário (qtd. cotas): 812.720

·       Volume diário (qtd. dólares): aprox. US$ 42 milhões

Lembre-se de que essa recomendação só é válida para corretoras internacionais. Para comprar o ativo basta digitar o ticker BTC na tela de busca de ETFs em sua corretora de preferência:

Exemplo de uso na plataforma da Avenue.

Posso usar outros ETFs de Bitcoin?

Escolhemos o ETF da Grayscale por acreditar ser uma boa alternativa para quem deseja simplificar sua exposição a criptoativos, mas isso não significa que as outras opções são ruins.

O ETF IBIT da BlackRock é uma excelente opção, pois conta com toda a robustez institucional da gigante dos ETFs e é atualmente o mais popular de todos, o que lhe garante o maior patrimônio (no mundo dos ETFs, geralmente mais patrimônio ajuda na diluição de custos).

Portanto, se você preferir utilizar algum outro ETF da lista, não há problema. Todos os caminhos levam a Roma, como reza o velho ditado. Queremos evitar redundâncias em recomendar vários ETFs que cumprem a mesma tarefa e por isso oficializaremos apenas o BTC na tabela de ativos recomendados contida sempre ao final de nossos relatórios internacionais.

Ficamos por aqui...

Como mencionamos na abertura deste relatório, no Brasil temos uma opção interessante que representa não apenas o Bitcoin, mas o mercado cripto, o HASH11. De maneira parecida, escolhemos o ETF de ações WRLD11 (VT) que representa o mercado global de ações e não um único mercado.

Ainda não temos opções similares ao HASH11 listadas nos Estados Unidos, e, portanto, trouxemos uma alternativa “monoativo” que segue o principal ativo do mercado, o Bitcoin.

Me antecipando a perguntas, podemos fazer uma varredura dos ETFs de cripto existentes no Brasil em uma oportunidade futura, atuando em conjunto com Thales Inada, visto que o mercado Brasileiro já conta com bastante inovação em termos de ETFs de cripto. Em breve podemos fazer um relatório dedicado a esse tema.

No dia de hoje estamos apenas fechando uma lacuna existente para quem investe diretamente no exterior que não possuía nenhuma maneira de se expor a criptoativos dentro das recomendações da Finclass.

Lembramos também que nossa principal orientação é que você siga a carteira do Thales, mas caso não queira fazer a compra dos ativos individualmente, por qualquer motivo que seja, pode contar com uma opção prática e simplificada para comprar de sua corretora internacional preferida.

Continue participando conosco em nossa comunidade no Circle e também nas Lives de sexta-feira. Dessa participação que saem a maior parte das ideias para relatórios futuros.

Um grande abraço,

Felipe Arrais

Ativos Internacionais Aprovados

Disponibilizamos, ao final de cada relatório internacional, diversas opções de ativos aprovados, voltados para investidores experientes que desejam exposição mais específica a determinados setores ou mercados.

Considere essas alternativas como um verdadeiro “cardápio” cuidadosamente selecionado, permitindo que você personalize sua estratégia, enquanto mantém ativos com a cobertura da Finclass.

Fundos Internacionais Aprovados

Sobre os analistas

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.