Onde fazer a declaração do IR?
Guia do Imposto de Renda 2026: Renda Fixa
Escrito por Eduardo Perez em RENDA FIXA
Neste relatório, você encontrará:
O que é necessário ter em mãos
Como declarar títulos públicos, CDBs, RDBs e Debêntures que pagam IR
Como declarar LCIs, LCAs, LCDs, CRIs, CRAs, LIG e Debêntures de infraestrutura
Sobre os fundos de infraestrutura listados em bolsa e ETFs de Renda Fixa
Importante: Este relatório tem por finalidade ser uma fonte adicional de auxílio a investidores e investidoras na tarefa de preenchimento da declaração anual de IR. Caso você possua dúvidas que não foram possíveis de serem esclarecidas aqui, seja por situações extraordinárias, seja devido à complexidade particular, recomendamos que procure um profissional de contabilidade ou advogado tributarista
Onde fazer a declaração?
Existem três formas possíveis:
- Computador: é preciso baixar e instalar o programa de Imposto de Renda no computador para preencher e enviar a declaração à Receita Federal. O download do Programa Gerador de Declaração (PGD) pode ser feito diretamente no site da Receita Federal, pelo botão “Baixar Programa”. Clique no link abaixo:
Fonte: Site da Receita Federal
Para prosseguir com a instalação, basta seguir os seguintes passos:
Fonte: Programa Gerador de Declaração 2026
O processo de instalação do programa no computador é bastante intuitivo e rápido.
- Declaração Online: o preenchimento e envio da declaração são feitos diretamente pela internet, sendo necessário possuir uma conta gov.br com nível prata ou ouro de segurança. Na mesma página mencionada acima, clique na opção “Fazer Online” e você será redirecionado para a página de login:
Fonte: Site da Receita Federal
- Smartphones ou Tablets: é necessário instalar a última versão disponível chamada “Meu Imposto de Renda”, que pode ser encontrada nas lojas online (App Store ou Google Play), gratuitamente.
Fonte: Aplicativo Receita Federal
Fonte: Aplicativo Receita Federal
Fonte: Aplicativo Receita Federal
Vale mencionar que, para declarar através do aplicativo, é necessário ter uma conta no gov.br nível Prata ou Ouro.
Todas as maneiras possíveis têm caminhos muito semelhantes entre si.
O que é necessário ter em mãos
Antes de começar a fazer a declaração, reúna todos os documentos de que você vai precisar para preencher os dados. Entre eles, destacam-se:
· Cópia completa da última declaração;
· Dados de conta bancária para pagamento de eventual restituição;
· Informes de rendimentos de instituições financeiras com as quais manteve relacionamento em 2025;
· Notas de corretagem relativas às operações realizadas em 2025;
· Informes de rendimentos fornecidos por todas as fontes pagadoras do ano-base de 2025;
· Informações sobre bens e direitos, como matrícula de imóveis e boletos de IPTU;
· Comprovantes de gastos com educação pessoal ou de dependentes;
· Recibos ou nota fiscal de gastos com saúde;
· Comprovante de pagamento de previdência complementar.
Como declarar títulos públicos, CDBs, RDBs e Debêntures que pagam IR
A declaração de posse pela ficha “Bens e Direitos”
1. Clique na aba “Bens e Direitos” e depois em “adicione um novo bem”;
2. Selecione o grupo “04 – Aplicações e Investimentos”;
3. Selecione o código “02 – Títulos públicos e privados sujeitos à tributação (Tesouro Direto, CDB, RDB e Outros)”;
4. Informe a sua localização: “105 – Brasil”;
5. Preencha o campo CNPJ correspondente à instituição pela qual você investiu, ou seja, o CNPJ da sua corretora ou banco;
6. No campo “Discriminação”, informe o emissor do produto e detalhes do título, como, por exemplo, “Tesouro Direto – Título Tesouro Selic 2031” ou “Título Tesouro IPCA+ 2060 com pagamento de juros semestrais” ou “CDB do Banco Daycoval com vencimento em 2026”;
7. Por fim, é só preencher os seus saldos na aplicação em 31/12/2024 e em 31/12/2025, conforme consta no seu informe de rendimentos.
Preenchendo a ficha “Bens e Direitos”
Fonte: IRPF 2026
É importante lembrar que o preenchimento da ficha “Bens e Direitos” deve ser realizado para todos os seus ativos de forma independente. Além disso, caso possua o mesmo ativo em mais de uma corretora ou banco, é necessário seguir o informe de rendimentos de cada instituição financeira e preencher conforme o montante que você tem em cada uma delas.
A declaração dos rendimentos pela ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”
No caso de haver rendimentos dos ativos de renda fixa, como é usual nas nossas recomendações da carteira de renda, essas informações também devem constar nos informes de rendimentos.
Você pode acessar essa seção da seguinte forma:
1. Clique na aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva” e adicione um novo bem;
2. Selecione o código “06 – Rendimento de aplicações financeiras”;
3. Preencha o campo CNPJ correspondente à instituição pela qual você investiu, ou seja, o CNPJ da sua corretora ou banco que é quem fará o repasse dos rendimentos;
4. No campo “Nome da Fonte Pagadora”, informe o nome social da corretora ou banco;
5. Em seguida, preencha o campo “Valor” com o resultado apresentado no seu informe de rendimentos.
Fonte: IRPF 2026
Como declarar LCIs, LCAs, LCDs, CRIs, CRAs, LIG e Debêntures de infraestrutura
Para declarar os títulos privados “isentos”, o processo será praticamente o mesmo em relação aos públicos, mas atente-se aos códigos que vêm descritos em cada ativo no seu informe de rendimentos.
A declaração de posse pela ficha “Bens e Direitos”
Note que o processo é bem similar ao dos títulos públicos:
1. Clique na aba “Bens e Direitos” e depois adicione um novo bem;
2. Selecione o grupo “04 – Aplicações e Investimentos”;
3. Selecione o código “03 - Títulos isentos de tributação (LCI, LCA, LCD, CRI, CRA, LIG, Debêntures de Infraestrutura e outros)”.
4. Informe a sua localização: “105 – Brasil”;
5. Preencha o campo CNPJ correspondente à instituição pela qual você investiu, ou seja, o CNPJ da sua corretora ou banco;
6. No campo “Discriminação”, informe o nome do emissor do produto e detalhes do título, como por exemplo, “Debênture CVRDA6” ou “LCA Prefixada”;
7. Por fim, é só preencher os seus saldos na aplicação em 31 de dezembro de 2023 e em 31 de dezembro de 2025, conforme consta no seu informe de rendimentos.
Fonte: IRPF 2026
Reforçamos que, para cada ativo que possuir, você deve incluir uma nova ficha na seção “Bens e Direitos” inserindo as informações referentes ao seu informe de rendimentos.
A declaração dos rendimentos pela ficha “Rendimentos Isentos e não tributáveis”
De maneira muito similar, seguem os passos:
1. Clique na aba “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” e adicione um novo bem;
2. Selecione o código “12 – Rendimento de cadernetas de poupança, letras hipotecárias, letras de crédito do agronegócio e imobiliário (LCA e LCI) e Certificado de recebíveis do agronegócio e imobiliário (CRA e CRI)”;
3. Preencha o campo CNPJ correspondente à instituição pela qual você investiu, ou seja, o CNPJ da sua corretora ou banco, que é quem fará o repasse dos rendimentos;
4. No campo “Nome da Fonte Pagadora”, informe o nome social da corretora ou banco;
5. Depois, preencha o campo “Valor” com o resultado apresentado no seu informe de rendimentos.
Fonte: IRPF 2026
Sobre os fundos de infraestrutura listados em bolsa e ETFs de Renda Fixa
Para evitar duplicidade em nossas publicações, optamos por deixar o passo a passo destes ativos no relatório de fundos, clicando aqui.
Sobre os analistas
Eduardo Perez
Especialista em Renda Fixa
Eduardo Perez é analista CNPI-P, com certificações CGA e CGE da Anbima, e especialista em renda fixa na Finclass. Formado em Economia e Gestão Financeira, construiu sua trajetória no mercado financeiro passando por diferentes áreas, desde o atendimento ao cliente na Easynvest até o research de renda fixa e análise macroeconômica no Nubank, onde também contribuiu com recomendações e conteúdos para o portal InvestNews. Posteriormente, atuou na mesa de operações de renda fixa, integrando a equipe de gestão do book proprietário. Acredita que o mercado de capitais brasileiro ainda tem um amplo espaço para crescimento e amadurecimento, especialmente do ponto de vista do investidor pessoa física, e vê a educação financeira como o principal caminho para transformar esse potencial em decisões de investimento mais conscientes e eficientes.