Uma explicação sobre qual a taxa mínima de retorno que deveríamos exigir ao comprar um ativo de renda fixa.
Interpretando as taxas de retorno na renda fixa
Escrito por Guilherme Cadonhotto em RENDA FIXA
Neste relatório, você encontrará:
O passo a passo para utilizar as taxas indicativas da Anbima como referência de análise.
Uma forma inteligente de avaliar se deve ou não vender um título de renda fixa de emissor privado.
Você que é assinante da Finclass já deve ter recebido algumas “oportunidades” de investimentos na renda fixa por meio de seu banco ou corretora.
Por vezes, essas oportunidades podem oferecer taxas de retorno que parecem atrativas à primeira vista, mas geralmente apresentam algumas “pegadinhas”.
Em alguns casos, o vencimento do papel é muito curto, não dando tempo de essa “boa taxa” se materializar de fato. Em outros momentos, existe algum limite de valor máximo para investir, o que de certa forma trava o potencial de ganho financeiro.
Outras propostas têm prazos mais longos, com promessa de retornos que irão premiar muito bem a sua espera (falaremos bastante desses casos).
Ocorre que nem sempre essas “propostas” são benéficas para nós, por isso, no relatório de hoje a minha ideia é ensinar como fazer uma checagem mais objetiva para te auxiliar na decisão de comprar ou vender um ativo de renda fixa.
Vamos lá?
Refletindo sobre a taxa de retorno mínima a ser exigida
Quando se fala em segurança no mundo dos investimentos, os títulos públicos federais são, indiscutivelmente, a referência máxima dentro de uma estrutura de mercado.
Investir neles é, em essência, emprestar dinheiro ao governo.
Mas por que os títulos públicos são os ativos mais seguros?
A resposta está na capacidade “soberana” de um governo honrar com seus compromissos.
O governo federal possui duas capacidades únicas que o diferenciam de qualquer outro emissor de dívida (bancos, empresas etc.):
- Capacidade de tributar: o governo pode elevar os impostos da população e das empresas. Essa solução por vezes pode causar algum desconforto com a sociedade, mas é uma alternativa viável e que acontece bastante e muitas vezes nem percebemos.
- Capacidade de emitir moeda: em último caso, o governo tem o poder de emitir (criar) a própria moeda. Essa medida é perigosa pois pode gerar inflação, mas a capacidade de imprimir dinheiro para quitar uma dívida pode eliminar, tecnicamente, um possível calote.
Nos bate-papos de mercado costumamos brincar que, antes de o Estado quebrar, muito provavelmente as empresas e bancos daquela economia já estarão com problemas maiores.
Portanto, seguindo a lógica de que merecemos receber um prêmio adicional para assumir um risco adicional, você não deveria nem cogitar investir em um CDB ou qualquer outro ativo de renda fixa se ele não estiver remunerando ao menos o que se remunera em um título público.
O retorno do título público não necessariamente deveria ser sua taxa mínima exigida!
Quem me acompanha há mais tempo sabe que sempre digo: não é porque um ativo de renda fixa paga um pouco mais do que um título público que já vale a pena investir nele.
Não é o objetivo deste relatório entrar a fundo na análise de crédito — ou seja, avaliar se o emissor tem boa capacidade de pagamento. Mas o fato é que, por uma “merreca” a mais, muitas vezes não compensa correr o risco.
Considere um investimento de um ano, sendo que o mercado avalia que um título público renderia 15% nesse período. Será que vale a pena aplicar em um título privado pagando 15,5% ou 15,75%? Esse ganho incremental pode parecer atraente, mas pode ser pequeno demais perto do risco envolvido.
E quando falamos de prazos maiores, como três ou cinco anos, a exigência deveria ser ainda mais alta. Nesse caso, talvez só faça sentido se o título pagar algo entre 2% e 3% acima da taxa de referência dos títulos públicos.
Aqui usei o exemplo de um papel prefixado porque fica mais simples de entender, mas a lógica também se aplica a outros contextos, como num IPCA+ com parcela prefixada.
A questão da renda fixa é que, quando acontece um calote ou problema com quem emite a dívida, o resultado pode ir a zero ou próximo disso. E esse é o grande perigo.
Mas, Gui, e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos)? Não cobre o risco?
Sim, ele existe e é uma proteção válida que só se aplica a ativos de emissão bancária. Mas vale lembrar que, até o processo ser resolvido e o dinheiro devolvido, seus recursos ficam travados. E dependendo do momento da sua vida, isso pode ser bem prejudicial — sem considerar que nesse período os títulos ficam sem rendimento.
Em resumo, reflita se realmente compensa assumir um risco adicional só para ganhar um retorno um pouco maior. Partindo do princípio de que um título público é altamente seguro, faz sentido sempre exigir um “prêmio” ao escolher outro ativo. E esse prêmio precisa ter alguma relevância, senão não compensa!
Os juros futuros são uma importante referência para se considerar
Quando pensamos em juros nos investimentos, logo nos vem à mente a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da nossa economia. Mas pouca gente sabe que também existe uma curva de juros futuros.
Mas o que são juros futuros?
É a expectativa do mercado para os juros de hoje até uma data no futuro – daí o nome. Essas estimativas são definidas pelos grandes participantes do mercado, que precisam proteger ou ajustar suas posições de investimento.
Ela é construída a partir de valores negociados em contratos de derivativos na Bolsa, que permitem aos investidores “travarem” uma taxa de juros futura para diferentes objetivos: se proteger da volatilidade nos juros, especular ou até fazer operações de arbitragem.
O resultado médio desses negócios executados na B3 forma a curva de juros futuros, que também funciona como um termômetro da economia brasileira, refletindo as expectativas legítimas do mercado sobre a Selic e a inflação.
E por que estamos falando disso?
Na prática, salvo raras exceções, todo título de renda fixa tem uma data de vencimento pré-definida. Então, quando comparamos as taxas que chegam até nós com o que seria justo, podemos usar como referência justamente essas taxas de juros no futuro do mercado para papéis com o “mesmo vencimento”.
As taxas indicativas da Anbima
Para iniciar, é importante explicar brevemente o que é a Anbima, sigla para Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.
Em resumo, trata-se de uma associação que reúne gestoras e bancos de investimento, auxiliando o mercado e os reguladores nas funções de autorregulação, disponibilização de dados e promoção da transparência no mercado financeiro brasileiro.
Embora não seja um órgão governamental, sua atuação é bastante benéfica para o desenvolvimento do mercado como um todo.
Sobre a taxa indicativa
As taxas indicativas são valores estimados e divulgados pela Anbima como uma referência de preço justo para negociação de ativos financeiros em diversos prazos no futuro.
A Anbima define as taxas indicativas como “taxas avaliadas pela instituição como referência de preço justo, em que a oferta encontra a sua demanda para negociação do ativo no fechamento do mercado”.
Para quem gosta dos detalhes e aspectos técnicos do cálculo, seguem dois arquivos que podem ser consultados:
Metodologia Anbima de Precificação de Títulos Públicos Federais
Intervalo Indicativo para Títulos Públicos
De um modo geral, o processo de construção das taxas indicativas divulgadas ao mercado envolve:
- Coleta de dados: instituições participantes (contribuidoras) enviam informações de negócios reais registrados no mercado secundário e referências sobre taxas que estão sendo negociadas a mercado.
- Filtros estatísticos: essas taxas passam por filtragem para eliminar dados que possam estar fora da realidade, garantindo robustez estatística.
- Média: calcula-se uma média (indicativa) dos dados filtrados. Dependendo do ativo, considera-se a Taxa Interna de Retorno (TIR), percentual sobre DI, spread, base anual de 252 dias úteis etc.
Encontrando a taxa indicativa de títulos públicos no site da Anbima
Por se tratar de um órgão regulador, a associação usa uma terminologia mais técnica. Assim, é importante saber de qual título estamos falando para evitar confusão na hora da pesquisa.
Você vai se deparar com cinco tipos de títulos no site da associação:
· Letras Financeiras do Tesouro (LFT) ou Tesouro Selic
Títulos pós-fixados comumente chamados de Tesouro Selic, os de menor risco de mercado.
· Letras do Tesouro Nacional (LTN) ou Tesouro Prefixado
Títulos prefixados mais comuns no mercado, não possuem pagamento de cupom de juros semestrais.
· Nota do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) ou Tesouro IPCA+ (com e sem juros semestrais)
Títulos públicos indexados à inflação, tanto com quanto sem pagamento de juros semestrais.
· Nota do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) ou Tesouro Prefixado com juros semestrais
Títulos prefixados com pagamento de cupom de juros semestrais.
· Nota do Tesouro Nacional Série C (NTN-C)
Títulos públicos indexados ao IGP-M, que já não são emitidos pelo Tesouro Nacional.
Após entender as terminologias, vamos ao passo a passo para acessar:
- Acesse o site da Anbima
- Clique em “informar” na área superior do site;
- Clique em “Preços”, na primeira seção de “preços e índices”;
- Clique em “Taxas de Títulos Públicos”;
- Clique em “Consulta às taxas médias de títulos públicos”.
Fonte: Anbima
Perceba que a tela inicial das taxas indicativas nos trouxe as referências do Tesouro pré-fixado, ou LTN.
Se estivéssemos procurando a referência para os indexados à inflação, bastaria clicar em NTN-B, em amarelo na parte inferior da tela.
Outra forma de encontrar essas mesmas informações é no Anbima Data, que é uma plataforma gratuita de disponibilização de dados bem interessantes da Anbima, onde você pode encontrar as próprias taxas indicativas dos títulos públicos e diversas outras informações de mercado.
Para consultar, siga estes passos:
- Acesse o site o Anbima Data;
- Clique em Dados de mercado;
- Clique em Títulos Públicos.
Ao checar essas taxas, é necessário sempre compará-las com títulos de mesmo vencimento e indexador (prefixado com prefixado ou indexado à inflação com indexado à inflação).
Aqui um ponto muito importante: antes de pensar em executar qualquer investimento, no contexto dos títulos privados de renda fixa, você deve analisar também a qualidade de crédito do emissor do papel, para se resguardar quanto à capacidade dessa instituição de honrar o compromisso de devolver seu dinheiro com os juros acordados no vencimento.
Para facilitar a compreensão do que apresentei até aqui, nos tópicos a seguir vou mostrar exemplos práticos de como realizar essa checagem em um ativo real, utilizando as taxas indicativas da Anbima.
Exemplo prático: comprando CDBs prefixados
Antes de começar a análise, reforço mais uma vez que não estamos analisando a qualidade do emissor, mas apenas a taxa.
Nós poderíamos utilizar outro tipo de instrumento financeiro para fazer este exercício prático, mas definimos o CDB apenas por acreditar que é um ativo mais conhecido pelas pessoas do que outros instrumentos da renda fixa e que utiliza as mesmas regras de tributação que um título público, o que facilita ainda mais nossa base comparativa.
- CDB prefixado do Banco Haitong (abaixo do exigido)
Fonte: XP Investimentos | Extraído em 3/9/25
O banco promete remunerar 12,94% a.a. em um CDB prefixado com vencimento em setembro de 2027 (2 anos). Ou seja, se você não vender o CDB antes do vencimento irá receber 27,55%.
Porém, a taxa indicativa para um prazo similar é de 13,52%, como podemos ver abaixo, logo, se trata de um investimento pior em termos de risco e retorno do que investir num título público federal para este prazo.
Fonte: Anbima | Extraído em 3/9/25
- CDB prefixado do Banco XP (pouco acima do exigido)
Fonte: XP Investimentos | Extraído em 3/9/25
O Banco XP promete remunerar 14,65% em setembro de 2026 (1 ano).
Em data bem próxima, o mercado negocia um título público Tesouro prefixado a 14,25%, como podemos ver na mesma tabela da Anbima.
Portanto, ainda que não pareça uma diferença tão grande, pode ser considerada como uma opção válida.
Fonte: Anbima | Extraído em 3/9/25
Exemplo prático: comprando CDBs indexados à inflação
Agora vamos fazer um exercício muito similar, porém com foco em títulos indexados à inflação.
Ao consultar as taxas indicativas no site da Anbima, será importante clicar na parte inferior da página em “NTN-B”, para que possamos estar olhando para ativos com mesmo indexador, como comentei anteriormente.
- CDB indexado à inflação do banco XP (abaixo do exigido)
Fonte: XP Investimentos | Extraído em 3/9/25
A XP lançou um CDB indexado à inflação de IPCA + 7,20% a.a. com vencimento para daqui a 5 anos, porém, o mercado negocia títulos neste mesmo prazo e indexador a IPCA + 7,85%.
Portanto, existe uma desvantagem em comprar este ativo, como podemos consultar na tabela de taxas indicativas abaixo.
Fonte: Anbima | Extraído em 3/9/25
- CDB indexado à inflação do banco Daycoval (pouco acima do exigido)
Fonte: Daycoval | Emissão em 3/9/25 | Vencimento em 3/9/27
O banco promete remunerar o IPCA + 9,5% a.a., tranquilamente acima de prazos próximos das taxas indicativas, por isso, pode ser considerada uma alternativa válida.
Nem sempre teremos exatamente os mesmos prazos para comparar, mas neste caso temos uma boa margem de segurança para saber que existe um retorno adicional de aproximadamente 1% ao ano.
Fonte: Anbima | Extraído em 3/9/25
Cheguei na Finclass com ativos de renda fixa não recomendados, o que fazer?
Antes prosseguir, vamos entender o que é o mercado primário e secundário de renda fixa.
O mercado primário de renda fixa é onde os títulos são emitidos pela primeira vez. Nele, o investidor compra diretamente do emissor (banco ou empresa). Já o mercado secundário é onde ocorre a negociação de títulos já emitidos, ou seja, quando o investidor decide vender antes do vencimento e outro investidor compra esse papel.
Diferente do mercado primário, o dinheiro da negociação não vai mais para o emissor, mas sim para o investidor que está se desfazendo do ativo. É nesse ambiente que surgem fatores como marcação a mercado, variações de preço e spreads de recompra.
No Brasil, o mercado secundário de renda fixa ainda é pouco líquido, ou seja, tem um volume de negócios baixo, o que dificulta negociar ativos sem maiores distorções de preço, especialmente em títulos privados.
Isso significa que dificilmente você escapará da negociação com um banco ou corretora para dar saída a estes papéis.
Os desafios de negociar no mercado secundário
Uma venda equivocada de um título de renda fixa antes do seu vencimento pode gerar perdas relevantes, principalmente se for um crédito privado.
Isso ocorre pois bancos e corretoras, por meio de suas mesas de renda fixa, determinam o preço de recompra do ativo — sempre inferior ao valor justo, já que precisam incluir o spread (a diferença entre o preço que pagam e o que revendem) e eventuais descontos para atrair um novo comprador.
Dadas as dificuldades de operar no mercado secundário, a instituição tem vantagem na precificação, e o investidor pode acabar assumindo um prejuízo considerável ao vender antes do vencimento, ao mesmo tempo que a instituição pode auferir um lucro alto nesse tipo de operação a depender da situação.
Conhecendo o valor justo de um crédito privado
“Poxa, Gui, mas tenho debêntures, CRIs e CRAs na carteira de antes de conhecer a Finclass. Como me desfazer deles sem ser prejudicado pela venda antecipada na corretora?”
É aí que descobrimos o pênalti!
Pênalti é o nome que damos para o desconto com relação ao valor justo de um determinado ativo de crédito.
Por exemplo, talvez você queira vender debêntures que estão marcadas na sua carteira ao valor de R$ 1.100 e, ao falar com seu assessor, recebe a desagradável notícia de que irão te pagar apenas R$ 800 pelo ativo.
Normalmente essa oferta vem acompanhada de uma narrativa de deterioração do mercado de crédito privado e um cenário macroeconômico mais desafiador.
Mas como saber se isso tudo é verdade e o que seria o valor justo a receber do meu ativo de renda fixa?
Basta você consultar o Anbima Data
Página inicial do Anbima Data
Abaixo da guia de busca, você pode entrar nas seções específicas do que quer consultar ou simplesmente já colocar o código do ativo que deseja encontrar para ir direto ao ponto.
Aqui fica uma dica: saber o código do ativo pode economizar tempo e garantir a assertividade da análise.
Caso não tenha o código, tudo bem, basta colocar parte do nome da debênture que o sistema de busca irá lhe auxiliar na missão de encontrá-la.
Para facilitar nossa checagem, vou consultar a debênture emitida pela Eletrobras, que atualmente vem sendo bastante negociada no mercado secundário e é identificada pelo código “ELET14”, com remuneração atrelada ao IPCA e prazo de vencimento em 2031.
Fonte: Anbima Data | Extraído em 3/9/25
Após encontrar o ativo desejado, você pode clicar em “Ver detalhes”, para acessar todas as informações disponíveis.
Como pode ser visto abaixo, o PU indicativo é de R$ 1.083,215613. Essa informação indica o preço justo atual da debênture a partir da metodologia de cálculo da Anbima, como já citado neste relatório.
Já a taxa indicativa é de 7,3%.
Fonte: Anbima Data | Extraído em 3/9/25
Esse quadro, que atualmente fica no canto direito da tela de detalhes, mostra um resumo das informações mais importantes e funciona como uma espécie de “Tabela Fipe” do seu ativo.
Para você que não sabe, a tabela Fipe mostra o valor justo de mercado dos carros de determinados modelos e anos. Se você quer vender um carro para outra pessoa ou concessionária, é extremamente prudente, e recomendável, que consulte a tabela Fipe de seu veículo antes, assim evitará tomar o famoso “pênalti” na hora de vender o seu veículo, vendendo-o por um valor inferior ao que ele efetivamente vale.
Dito isso, essas são as referências de valor justo que você deve utilizar para barganhar uma venda melhor com sua contraparte e avaliar se a distância entre o que te foi oferecido e o que vale faz compensar vender antecipadamente.
Não vou entrar em detalhes de por quanto vale vender ou segurar uma venda, pois isso pode variar mediante o tempo para o vencimento, qualidade do emissor, variáveis econômicas e até mesmo sua situação pessoal, mas com esse ferramental exposto no relatório suas chances de fazer melhores negócios podem melhorar consideravelmente.
Conclusão
Este relatório trouxe questões conceituais sobre negociações na renda fixa e formas práticas para se analisar de modo pragmático.
Dentre os pontos mais importante que citei, temos que você não deve aceitar investir em um título privado só porque ele paga um pouco a mais que um título público, visto que o Tesouro é a referência máxima de segurança no Brasil.
Outra questão bacana e que mostrei de forma prática foi a comparação das taxas que estão oferecendo frente às referências do mercado, como as taxas indicativas da Anbima. Isso te dá uma base justa para avaliar se aquela “oportunidade” é de fato boa ou só mais uma pegadinha de banco ou corretora.
Se você já tem ativos privados na carteira, como ocorre com muitos assinantes por movimentos feitos antes de nos conhecer, deve ter atenção redobrada! A hora de vender um título de renda fixa antes do seu vencimento deve ser muito bem analisada pois os prejuízos podem ser muito grandes.
Espero que tenha gostado dessa abordagem e, em caso de dúvidas. te aguardo nas nossas lives semanais e na comunidade.
Abraços,
Guilherme Cadonhotto
Sobre os analistas
Guilherme Cadonhotto
Sócio
Além de Estrategista da Finclass, Guilherme Cadonhotto é reconhecido como um grande especialista em Renda Fixa. Bacharel em Economia pela FGV e pela Nova School of Business and Economics, além de ter mais de 10 anos na gestão de fundos de investimento de Renda Fixa, Crédito Privado e Multimercado, hoje ele ensina seus alunos e seguidores como conseguir, investindo em renda fixa, rendimentos tão grandes (ou até maiores) que os das ações.