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₿itcoin (BTC): o ouro digital

Escrito por Thales Inada em ALTERNATIVOS

15 min de leitura

Introdução

Parabéns, se você chegou até aqui, com certeza você já está disposto ou disposta a começar neste mercado!

Então, hoje vamos abordar o tema como um todo e seus diversos fatores, assim você terá uma visão geral do mercado. Com o tempo, vamos nos aprofundando em cada um dos temas isoladamente.

Neste relatório, iniciaremos com a origem do Bitcoin, passaremos pela sua atual situação no mercado, depois vamos abordar suas diversas narrativas durante esse período, quais as tecnologias que proporcionam toda essa segurança para a rede e, por fim, vamos comentar o clico de preços do mercado.

Após essa visão geral, certamente você já confiará plenamente no Bitcoin (BTC)!

Para fechar, deixaremos nossas sugestões de exchanges e comentaremos sobre as vantagens e desvantagens de cada uma para adaptá-las melhor ao seu perfil de investidor e investidora.

Origem do Bitcoin (BTC)

O BTC iniciou sua jornada logo após a crise do subprime em 2008, quando foi publicado seu whitepaper, como é chamado o primeiro documento oficial sobre determinado assunto, denominado: “Bitcoin: A peer-to-peer Eletronic Cash System”.

Até hoje, ninguém sabe quem realmente foi seu criador ou se foi um grupo de pessoas, mas o pseudônimo utilizado foi Satoshi Nakamoto. Essa certamente é uma característica muito importante do criptoativo, pois ele não é influenciado pela opinião de um representante, e sim pelo consenso de toda a comunidade.

Seu objetivo principal era propor um sistema financeiro alternativo, no qual as transações poderiam ser feitas de pessoa para pessoa sem a necessidade de uma instituição financeira como intermediária.

Em seu primeiro bloco minerado, em 3 de janeiro de 2009, Satoshi registrou a seguinte frase:

“The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks.”

fonte: https://www.thetimes03jan2009.com/

Na época, o parlamentar britânico Alistair Darling havia decidido injetar bilhões de dólares na economia para salvar os bancos. Assim, ficou registrada sua insatisfação com o sistema financeiro, que o motivou a criar um ativo escasso e robusto semelhante ao ouro, mas que não pode ser confiscado, assim como já foi feito com o ouro físico.

Coincidentemente, estamos vivenciando um cenário bem parecido atualmente com toda essa impressão de dinheiro pelo mundo. Inclusive, há mais ou menos um ano, tivemos um fato bem relevante na rede, o Halving (comentaremos em breve), que aconteceu em 9 de abril de 2020. Foi registrada a seguinte frase em seu Blockchain:

“NYTimes 09/Apr/2020 With $2.3T injection, Fed´s plan far exceeds 2008 rescue”

Nesse meio-tempo, o BTC com certeza já foi puramente especulativo, sofreu fortes restrições em alguns países e chegou a ser utilizado até mesmo na deep web. Mas neste relatório vamos ver que hoje em dia esse mercado é completamente diferente.

Visão geral sobre o mercado de criptoativos

Segundo dados do CoinMarketCap.com, hoje já existem mais de 9 mil criptomoedas. Já vale alertar que a grande maioria não é confiável e poucas terão chances reais nesse mercado. Portanto, você que está começando, não tente encontrar “o novo Bitcoin”.Por se tratar de um mercado altamente volátil e arriscado, aqui na Spiti vamos nos limitar apenas a analisar e recomendar os projetos mais consolidados e com maior market capitalization.

“Mas o que isso significa, Thales?”

No momento, a capitalização total do mercado de criptomoedas gira em torno de US$ 1,8 trilhão, mas somente o BTC detém cerca de US$ 1,1 trilhão – esse é seu marketcap. Portanto, sua dominância – participação do mercado – é de por volta de 60%.

Já a capitalização da segunda maior criptomoeda, a Ethereum (ETH), está em por volta dos US$ 212 milhões, ou seja, ela possui uma dominância de aproximadamente 11,5%.

Para ter uma ideia do tamanho, podemos comparar o BTC com outros mercados, como o de metais preciosos e as maiores empresas do mundo.

Atualmente, o BTC é o oitavo ativo com maior capitalização do mundo, acima de Facebook e Tesla, e já disputando a sétima colocação com a prata.Apesar de muitos não conhecerem a ETH, ela também já entra bem posicionada nesse ranking de ativos mais valiosos do mundo. No momento, ela está em 39º lugar, acima de Nexflix, Coca-Cola, Toyota, Nike, Oracle, Pepsi, Accenture, McDonalds, entre outras gigantes do mercado.

Mesmo com o menor volume financeiro negociado nas últimas semanas, o BTC vem movimentando em média mais de US$ 50 bilhões por dia. Para ter uma ideia, a NYSE movimenta cerca de US$ 160 bilhões, ou seja, somente o BTC movimenta o equivalente a quase 1/3 do que negocia a maior Bolsa de Valores do mundo. Esse não é mais um mercado qualquer.Aproveitando essa comparação, podemos dizer que o BTC é um ativo global e, por ter seu maior volume de negociação em dólares, essa é sua referência de preço. Portanto, além de estar exposto ao mercado de criptomoedas, você pode considerá-lo também como um investimento dolarizado.

Como funciona esse mercado?

Esse é um mercado descentralizado globalmente; não possui um centro de operações, muito menos uma localização definida no mundo. A rede funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.Uma dúvida frequente é: que horas o mercado segue?

Usualmente, é considerado como referência o UTC+0. Portanto, aqui no Brasil, o dia termina e inicia às 21h.Para quem gosta de acompanhar a abertura e o fechamento, esse é um horário bem interessante para o mercado.

Por outro lado, devido a essa descentralização, o mercado ainda não é unificado assim como na B3, onde temos todas as corretoras operando o mesmo book de ofertas. Por isso, cada exchange negocia apenas entre seus próprios clientes e, consequentemente, temos preços diferentes em todas as exchanges pelo mundo.De forma geral, o preço tende a se estabilizar por volta da cotação do BTC em dólares, mas existem países com uma supervalorização do BTC devido às crises financeiras.

Como está a regulamentação?

Para começar, recomendo que você não se preocupe quanto à legalidade do mercado. No Brasil, as exchanges sofrem fortes regulamentações da CVM. Elas são obrigadas a reportar todas as movimentações dos clientes periodicamente.

Neste ano, logo que abrimos o programa da declaração do Imposto de Renda, temos um alerta informando que já temos até um campo específico para a declaração dos criptoativos – precisamos, inclusive, saber diferenciá-los entre BTC, Altcoins e Tokens.

Mais recentemente, no dia 19 de março, o Brasil se tornou o segundo país a aprovar um ETF de BTC, o QBTC11, aprovado pela CVM para ser negociado na B3. Sua referência é o índice de contratos futuros da Chicago Mercantil Exchange (CME), a maior Bolsa de commodities e futuros do mundo. Portanto, será 100% exposto ao BTC.Também temos outro ETF para ser lançado, o HASH11 da Hashdex, uma gestora que já possui fundos de criptomoedas operando no Brasil e que já foram recomendados pela Spiti.Esse ETF, por sua vez, será atrelado às movimentações do Nasdaq Crypto Index (NCI), um índice da Hashdex criado em parceria com a Nasdaq. Nesse caso, ele terá exposição a uma carteira de criptomoedas, e não somente ao BTC.

Nos EUA também já é um mercado amplamente aceito e certamente a Nasdaq, a Bolsa de tecnologia, é uma forte apoiadora do BTC.A Bolsa de Chicago (CME), principal mercado de derivativos do mundo, também colabora com o mercado, operando os contratos futuros do BTC desde 2017. Em fevereiro deste ano, a corretora lançou até mesmo contratos futuros de ETH.

A Intercontinental Exchange (ICE), dona da Bolsa de Nova York (NYSE), lançou em 2018 a Bakkt, uma plataforma regulamentada pela SEC para as grandes instituições financeiras poderem investir no BTC com segurança também por meio dos contratos futuros.

Atualmente o maior fundo de BTC do mundo é o norte-americano Grayscale. Ele detém nada menos do que 654.885 BTC, o equivalente US$ 37 bilhões hoje, dia 20 de março, considerando o BTC aos US$ 56.500 . Mas também temos empresas como a MicroStrategy, que detém 91.326 BTC, equivalentes a US$ 2.2 bilhões e em seguida, vem nosso querido Elon Musk com 48.000 BTC investidos pela Tesla.

Além deles, muitas outras gigantes possuem BTC em seu portifólio. A grande sacada é que esses investidores certamente não estão pensando no curto prazo, mas sim em um horizonte bem distante. Você está com eles?

Afinal, o que é o BTC?

O Bitcoin (BTC) surgiu com o intuito inicial de transferir valores de pessoa para pessoa, sem que fosse necessário um intermediário para realizar a transação e armazenar seu dinheiro. Essa ideia, no entanto, foi mudando com o passar do tempo.

Conforme o gráfico abaixo, diversas narrativas já foram criadas para justificar o surgimento da principal criptomoeda do mercado. Iniciamos com a ideia original em azul baseada em transações de pessoa para pessoa, simultaneamente tivemos o período em vermelho ondo tínhamos transações baratas, passamos pelo período da deepweb em cinza com as transações anônimas, mas desde sempre a comparação com o ouro sempre existiu devido sua reserva de valor em amarelo.

Gráfico 1: https://medium.com/@nic__carter/visions-of-bitcoin-4b7b7cbcd24c

Claro que, devido à sua alta volatilidade, ainda estamos longe dessa comparação com o ouro. O mercado precisa amadurecer, crescer sua capitalização e, quem sabe um dia, chegaremos ao nível dele. Mas por que essa comparação?

Sua jornada de preços por narrativa

Conforme sua narrativa foi se modificando no mercado, cada vez mais valor foi agregado ao Bitcoin. Portanto, é bem interessante conseguirmos acompanhar sua variação de preço conforme essa mudança de foco e evolução do mercado.

Gráfico 2: https://medium.com/@100trillionUSD/

Esse modelo baseado na produção anual de um ativo (Stock to Flow) e em um estudo estatístico da escassez dos ativos para a definição do seu valor. Conforme vimos anteriormente, essa é, no momento, uma das suas principais características.O BTC possui uma corrente finita, ou seja, sua produção terá um limite de moedas, que é de 21 milhões de unidades. Aqui é que entra sua escassez e o que o torna mais valioso com o passar do tempo.

Portanto, seguindo a ideia de ouro digital que vem ganhando força nos últimos anos, podemos compará-lo, sim, ao ouro, que também é bem escasso. Mas podemos também acrescentar até mesmo a prata nessa comparação.

Seguindo os dados da Tabela 1, na qual comparamos os principais ativos do mundo, vimos que já estamos praticamente no patamar da prata, que seria o sétimo ativo mais valioso do mundo. Agora, neste Gráfico 2, podemos notar como estamos realmente chegando próximo dela e, seguindo na linha reta logarítmica, ela nos leva para a reserva de valor do ouro – nosso principal objetivo no momento.

Extremamente seguro

Aqui não estamos falando de um investimento seguro. Estamos, sim, nos referindo à sua tecnologia, que é baseada em uma rede de computadores distribuída por todo o mundo: o blockchain, tecnologia por trás do BTC.

Satoshi Nakamoto juntou diversas ferramentas tecnológicas já consolidadas do sistema financeiro e criou um open source software, ou seja, com código aberto para qualquer um acessá-lo e verificar seu funcionamento. Assim, qualquer um também pode procurar falhas e propor soluções.

Podemos comparar o modelo com o Linux, sistema operacional criado da união de programadores para construir um concorrente grátis do Windows e que é até mais eficiente, pois a comunidade frequentemente reporta as falhas do sistema.

Como o próprio nome diz, o blockchain é uma corrente de blocos. Basicamente, cada bloco carrega um pacote de informação contínuo e interligado. Todos da rede possuem uma cópia e cada vez que mais um bloco é descriptografado, o minerador divulga a informação, que é validada por todos da rede, e, então, ele recebe uma quantia de BTC.

Atualmente, a rede computacional do BTC é a mais poderosa do mundo. Essa força computacional aliada ao Blockchain torna a rede extremamente segura, pois seria preciso outra rede de computadores superpoderosos para conseguir superá-lo a fim de violá-lo ou até mesmo de reverter operações.

Esse modelo de mineração por meio de força computacional é conhecido como proof of work – em português, prova de trabalho.

A cada quatro anos...

Gráfico 3: bashco.github.io

Para aumentar sua escassez com o tempo, o BTC é programado para diminuir sua emissão de moedas a cada 210 mil blocos minerados, e isso ocorre a cada quatro anos aproximadamente. Essa redução do prêmio dos mineradores é representada pela linha laranja e é conhecida como Halving.

No Halving do ano passado, a recompensa saiu de 12,5 BTC por bloco para 6,25 BTC. A cada Halving do mercado, a recompensa se reduz pela metade, o que diminui sua oferta e, consequentemente, aumenta sua demanda. Além disso, esse evento torna o BTC um ativo minimamente inflacionário devido à sua produção limitada.

Gráfico 4: btc.com

No gráfico acima, podemos reparar que nenhum grupo de mineradores possui uma participação muito maior do que os demais, ou seja, ninguém domina a rede.Essa redução causada pelo Halving faz com que a mineração do BTC fique mais difícil por aumentar a concorrência pelos poucos BTC produzidos. Esse aumento da disputa pelos mineradores é medido pelo Hash, ou seja, pela força computacional dedicada exclusivamente para a mineração.

Quanto mais distribuído esse poder de mineração, mais disputado fica o BTC, o que aumenta o hash da rede e, consequentemente, torna a rede cada vez mais segura. Portanto, certamente esse dado faz parte dos fundamentos do mercado, pois o torna cada vez mais descentralizado pelo mundo.

Por que começar agora?

Até o momento, tivemos apenas três Halvings e, após cada um deles, o BTC iniciou sua corrida de alta. Conforme comentado anteriormente, o último foi em abril do ano passado, então ainda temos tempo para aproveitar esse momento de alta.

Isso porque o ciclo do BTC é baseado nesse evento. Portanto temos o período de alta forte por volta de um ano e meio, o período de baixa no ano seguinte um período lateral e depois o período de leve alta que antecede o próximo Halving.

Transformando o Gráfico 2 de comparação com o ouro e a prata para o gráfico de preços, em relação ao ano e dias até o próximo Halving, temos o seguinte gráfico:

Gráfico 5: lookintobitcoin.com

Aqui podemos ver mais nitidamente a evolução dos preços conforme o ciclo baseado no Halving. Cada degrau indica uma possível mudança de narrativa e o novo movimento de alta após o Halving.No momento, é possível dizer que ainda estamos no meio da temporada de alta, na zona laranja. O gráfico indica que neste ciclo devemos estabilizar por volta dos US$ 100 mil, mas não vamos parar por aí em um primeiro momento. Devemos superá-lo brevemente durante a etapa verde do ciclo, quem sabe buscando algo por volta dos US$ 150 mil a US$ 200 mil.

Por isso, é importante começar o mais rápido possível, para aproveitar ao máximo esse movimento.

Por outro lado, um detalhe extremamente importante é que o pico se forma por volta de mil dias antes do próximo Halving. A partir desse momento, iniciamos um período prolongado de baixa, no qual historicamente tendemos a corrigir por volta de 80%.

Claro, tentaremos identificar os sinais para evitar esse ciclo de baixa o mais rápido possível, realizando os lucros conforme os fundamentos vão se perdendo, mas com certeza não vamos acertar o topo do mercado e, inevitavelmente, devolveremos parte do lucro. Mas lembrando que nosso foco principal não é no atual ciclo de alta, e sim o longo prazo, ou seja, além dos próximos quatro anos, após o próximo Halving.

Como escolher sua exchange

Depois de toda essa explicação, que tal aproveitar essa temporada de alta do BTC, que ainda pode ter por volta de 200 dias de duração? Lembrando que o ideal certamente é focarmos no longo prazo de alguns anos.

Assim como no mercado tradicional, no qual precisamos escolher uma corretora, aqui precisamos escolher a exchange.Primeiro, você deve definir seu perfil. Você é bem ativo ou ativa nos trades e pretende operar frequentemente? Vai realizar os lucros e sacar constantemente? Quer diversificar bastante em outros criptoativos?

Agora precisamos analisar alguns critérios importantes:

  • TaxasComo nesse mercado ainda não temos taxa zero de corretagem, a escolha de determinada exchange pode ser, sim, um diferencial caso você pretenda operar bastante. Nesse caso, existem basicamente dois tipos de ordem, assim como no mercado tradicional: a ordem limitada e a ordem a mercado.Caso você não se importe de esperar a execução da sua ordem, pode pendurá-la no book de ofertas e pagar uma taxa mais barata na ordem limitada, que no Brasil gira em torno de 0,2% a 0,3%. Não temos muita variação de custo nesse tipo de ordem, mas, caso queira executá-la instantaneamente, você pagará uma taxa mais cara na ordem a mercado. Nesse caso, o custo gira em torno de 0,4% a 0,7%. Portanto, se você quer ordens instantâneas, esse custo de operação pode, sim, fazer diferença.Outra taxa que pode ser relevante é a taxa de saque. Como esse mercado pode te dar retorno rápido, o saque dos lucros pode ser um pouco mais frequente. Nesse caso, temos taxas fixas, mas algumas corretoras também cobram uma taxa variável, como uma porcentagem do valor a ser sacado.As taxas no geral podem ser um diferencial na hora de escolher sua exchange, porém não são o critério mais relevante para se levar em conta.
  • Volume de negociaçãoO dado mais importante para ser analisado de forma geral é o volume. Primeiro, porque, no Brasil, ainda temos pouca negociação, e isso é conhecido no mercado como baixa liquidez. Então, se você pretende negociar frequentemente ou com maior volume financeiro, escolha entre as exchanges que possuem maior volume de negociação.Isso também influencia no spread do book de ofertas, ou seja, quanto maior a liquidez, menor tende a ser a diferença entre o preço de compra e de venda do book de ofertas. Em um primeiro momento, essa diferença parece insignificante, mas hoje em dia gira em torno de 0,3% nas maiores exchanges e podem passar de 1% nas exchanges menores. Apenas essa diferença de preços do book, devido ao baixo volume, já pode compensar uma taxa superior de corretagem.
  • Tamanho da exchangeAlém disso, as exchanges maiores tendem a ser mais seguras, uma característica importantíssima, pois frequentemente são alvos de hackers; portanto, o ideal é não deixar o saldo de suas criptomoedas nas contas das exchanges.
  • Ativos disponíveisOutro diferencial na escolha também pode ser o número de altcoins ou de ativos alternativos, como PAXG lastreado ao ouro, tokens de times de futebol ou precatórios, créditos de carbono entre outros.Se você pretende diversificar nesse mercado, aqui no Brasil terá poucas boas opções.
  • SuporteDe forma geral, o suporte neste momento agitado de alta deixa um pouco a desejar, mas também precisa ser levado em consideração se você não se sente confiante na plataforma.
  • No exteriorAgora, se você já investe em ações, já se sente confortável em operar, pode até mesmo ir para uma exchange internacional. Nesse caso, conseguimos melhores taxas e uma liquidez enorme, porém um atendimento ainda muito precário no Brasil. Portanto, se você está começando nesse mercado, essa opção não é tão recomendada.
  • Para facilitarComo esse é um mercado em constante evolução, temos frequentes mudanças nas taxas e na líder do mercado. Assim, para facilitar a comparação, seguem dois sites bem práticos para analisar as exchanges:cointradermonitor.com/arbitragemNesse site, ordene pela coluna de volume do maior para o menor, avalie as características das exchanges que possuem maior volume e veja qual delas se enquadra melhor às suas necessidades. Teste pelo menos duas para ver com qual você se adapta melhor.Depois, acesse este outro site para comparar de forma prática as taxas:biscoint.io/fees/btc/brlLembre-se de verificar se os dados estão atualizados. Você pode encontrar essas informações facilmente acessando o site das exchanges de seu interesse e procurando pelas taxas aplicadas.

Nossas sugestões

Levando em conta os critérios acima descritos, atualmente no Brasil temos as duas seguintes opções de exchanges:

MercadoBitcoin: líder na América Latina em volume negociado, número de clientes e funcionários. Possui também diversas variedades de ativos alternativos, como precatórios, consórcios e tokens de ouro, times de futebol, créditos de carbono, entre outros. Como ponto negativo, tem taxas mais caras e poucas altcoins.

Novadax: vem ganhando mercado e volume de negociação. Possui diversas altcoins para diversificar e taxas bem competitivas. Não possui outros tipos de ativos.

Já no exterior, ficam as seguintes recomendações:

A Binance é a líder mundial. Aceita transferência por PIX, possui uma plataforma completa, taxas baixas, diversas funções, uma infinidade de criptomoedas e liquidez enorme. Seu único defeito é o suporte no Brasil por não possuírem uma equipe aqui; portanto, se você está começando, pode ter algumas dificuldades com eles, e sua plataforma pode até ser profissional demais para quem está começando.

Para utilizar a Kraken e Coinbase, você precisará comprar o BTC em uma exchange nacional para depois enviá-lo para a conta na exterior, pois elas não aceitam depósitos em reais. Mas a vantagem delas é que você conseguirá sacar dólares americanos, canadenses, libras ou euros se você tiver alguma conta em banco do exterior.

Quanto investir?

O BTC no momento está cotado em por volta dos R$ 335 mil ou US$ 60 mil. Mas não se preocupe, você pode comprar frações do BTC até a oitava casa decimal, ou seja, você consegue comprar 0,12345678 BTC se quiser. Claro que o valor mínimo depende da sua exchange, mas geralmente fica em por volta dos R$ 50.

Certamente o BTC ainda está muito longe de ser uma reserva de valor devido à sua alta volatilidade. Isso aumenta muito seu risco e essa deve ser sua principal referência para definir o tamanho da sua posição.

Fonte: https://www.buybitcoinworldwide.com/pt-br/indice-volatilidade/

Conforme o gráfico acima, a linha azul se refere à volatilidade média dos últimos 30 dias e a linha preta, dos últimos 60 dias. Para o mercado de ações, por exemplo, um dia de 4,5% de movimentação certamente já é um absurdo, mas para o BTC podemos considerar um dia relativamente comum.

Vale repararmos que, de forma geral, a volatilidade tende, sim, a diminuir, mas isso ainda vai levar tempo. A pergunta importante a se fazer agora é: você está preparado ou preparada para essa volatilidade atual?

Independentemente da sua resposta, a verdade é que cada um deve encontrar sua tolerância ao risco com base no seu perfil de investidor.

Para o investidor conservador podemos nos contentar com apenas 1% da carteira neste mercado. Um investidor moderado com alguma tolerância ao risco, pode chegar aos 3%, e, no extremo da agressividade, é possível considerarmos até 6% da carteira total.

Para definir melhor sua exposição, imagine qual seria o efeito desse mercado na sua carteira caso o mercado corrija entre 70% e 80% durante seu ciclo de baixa, ou valorize 200% durante o ciclo de alta. Quanto você está disposto a pôr em risco para um retorno até superior aos 200% nos próximos cinco anos?

Para diminuir esse risco, assim como no mercado de ações, podemos diversificar a estratégia, segurando uma parte para o longo prazo, realizando apenas uma parcela do investimento neste atual ciclo de alta e simplesmente acumular no período de queda com foco em cinco anos. Também podemos diversificar em outros criptoativos para diminuir o risco, mas este é um assunto que abordaremos no próximo relatório.

Um abraço,

Thales Inada

Sobre os analistas

Thales Inada

Especialista em Criptoativos

Especialista em criptoativos e investimentos alternativos da Finclass. Engenheiro, com MBA em investimentos e Asset Allocation. Iniciou no mercado de criptoativos em 2017, com passagem por importantes exchanges como Binance (a maior do mundo), Mercado Bitcoin (a maior da América Latina) e XDEX, a antiga exchange da XP Inc. Agora, deixou as instituições para ficar do lado de investidoras e investidores, com missão de democratizar o universo dos criptoativos e investimentos alternativos por meio de uma linguagem simples e direta, a fim de tornar esse mercado visionário acessível a todas as pessoas.