Através do mapeamento, trazemos informações essenciais sobre cada gestora e a dinâmica de suas estratégias, oferecendo um panorama claro e resumido das integrantes da nossa caixinha de fundos long bias.
Mapeamento de fundos: ações Long Bias
Escrito por Felipe Arrais em FUNDOS
Neste relatório, você encontrará:
Apresentamos alguns indicadores quantitativos, mas sempre reforçando que a análise deve equilibrar consistência entre os pilares quantitativos e qualitativos.
Por fim, adicionamos a escala de volatilidade para uma visão mais simplificada do comportamento individual desde o início de cada estratégia.
Hoje, retomamos a série de Mapeamentos; desta vez, exploramos a caixinha long bias (ou long biased), que reúne fundos de ações com uma estratégia predominantemente comprada, mas que podem, de forma estratégica, operar vendidos (ganhar dinheiro com a desvalorização dos ativos), seja para se proteger ou para capturar oportunidades em momentos de baixa.
Atualmente, estamos atravessando um momento desafiador para os ativos de risco no Brasil. A alta da taxa básica de juros trouxe um CDI mais elevado, tornando os investimentos de renda fixa ainda mais atrativos. Esse cenário aumenta o custo de oportunidade para investir em ativos mais voláteis, como ações, o que exige ainda mais dos nossos gestores.
Fazer gestão ativa no Brasil nunca foi fácil, principalmente porque somos um país com inflação alta e juros elevados, que persistem devido a desafios econômicos conjunturais. Em momentos como o atual, essa complexidade se amplifica, exigindo ainda mais habilidade e estratégia para lidar com as incertezas do mercado. Ainda assim, mesmo com muita técnica e dedicação, superar o desempenho de um CDI elevado, em um ambiente de juros altos por muito tempo, torna-se uma tarefa extremamente difícil.
Por isso, é fundamental conhecer com máxima profundidade os produtos em que costumamos ou pretendemos investir, além de entender seus fundamentos para alinhar-se aos seus horizontes.
Adotar essa postura é muito importante para reduzir os vieses comportamentais que afetam muitos investidores. Esses vieses levam, por exemplo, à busca constante pelo rendimento imediato, ou ainda ao desespero diante de resultados de curto prazo abaixo das expectativas. Essa combinação pode levar a decisões precipitadas, prejudicando o patrimônio ao longo do processo e gerando uma péssima experiência com os investimentos. Por isso, manter a disciplina e a clareza sobre a estratégia ajuda a navegar por momentos difíceis com mais confiança.
Antes de seguirmos, realizamos três atualizações importantes em nossa tabela de aprovados: a retirada dos fundos Apex (da categoria long bias) e Pátria Pipe (da categoria long only), além da inclusão do fundo Absolute Pace na categoria long bias.
Se quiser entender melhor as razões por trás dessas mudanças, não deixe de conferir os relatórios detalhados:
Alteração na lista de fundos aprovados: sai Apex Long Bias.
Retirada de recomendação: Pátria Pipe
Absolute Pace: A nova recomendação Long Bias
Uma ótima leitura!
Fundos Long Bias
Long Bias é um fundo de ações, já que a principal matéria-prima para a composição de sua carteira vem do mercado acionário. No entanto, o diferencial do long bias está em sua flexibilidade.
Embora tenha um viés comprado (long) na Bolsa, ele também pode assumir posições vendidas, que se beneficiam de quedas. Isso permite que a equipe de gestão lucre em cenários de alta ou baixa, além de proteger a carteira contra a volatilidade de curto prazo.
Um fundo long bias (ou long biased) é sinônimo de versatilidade no universo dos investimentos e, justamente, por isso é difícil criar uma definição única que represente essa classe tão diversa.
Cada gestora adota sua própria abordagem, explorando essa estratégia de maneiras distintas.
Em geral, esses fundos desempenham um papel importante em nossa carteira, buscando entregar retornos consistentes em períodos de alta do mercado, ao mesmo tempo em que tentam limitar perdas em cenários difíceis.
Essa característica faz com que os fundos long bias possam ser uma boa “porta de entrada” para quem quer investir na Bolsa, mas ainda não está preparado para o nível de volatilidade que a classe oferece. Além disso, se engana quem pensa que os long bias tendem a diminuir o retorno da carteira em relação aos fundos long only.
Em momentos de euforia de mercado, eles tendem a performar menos. No entanto, a característica mais defensiva faz com que as perdas sejam mais comedidas em momentos de estresse (que não faltam no Brasil). Dessa maneira, o retorno de longo prazo tende a ser muito competitivo.
Em nossa avaliação, até metade da carteira de ações pode ser montada utilizando fundos long bias. Portanto, se desejar ter uma exposição maior à classe em relação ao que a carteira sugere, você pode, desde que não exagere.
Antes de começarmos este passeio pelos nossos fundos long bias, vale destacar que o objetivo é explorar um pouco mais sobre cada gestora e compreender a dinâmica das estratégias aprovadas dentro dessa categoria.
Para maiores interesses e detalhamento profundo, recomendamos a leitura do relatório individual de cada peça.
Ao final de cada estratégia, incluímos uma análise quantitativa simplificada exibindo a rentabilidade e as janelas móveis de retorno acumulado. Esses indicadores podem ser úteis, mas, sozinhos, não servem para embasar uma decisão. A escolha de um fundo para a carteira exige uma análise mais ampla, afinal, retornos passados não garantem resultados futuros.
É importante destacar que, mesmo que tenham benchmarks específicos, todos os fundos também foram comparados ao IBOVESPA, principal índice de renda variável no Brasil.
Apesar de serem fundos de ações, a prerrogativa de poder operar na outra direção faz com que muitos fundos gostem de se comparar a um benchmark de renda fixa para averiguar a capacidade de entregar retornos consistentes acima da inflação.
A questão é que, se um fundo de ações escolhe um benchmark de renda fixa, a legislação exige que ele fique restrito a investidores qualificados. Para contornar essa situação, algumas gestoras criaram versões desses fundos utilizando a “casca” de um fundo multimercado. Dessa forma, é possível escolher um benchmark de renda fixa sem restringir a acessibilidade do investimento para o público em geral.
Em nossas análises, costumamos elevar a régua e utilizar também o IBOVESPA como forma de comparação, mesmo que o benchmark oficial do fundo seja um índice de renda fixa.
Começaremos a apresentar as gestoras recomendadas por ordem alfabética.
Absolute Pace
A Absolute Investimentos, criada por Fabiano Rios (CIO) e Thiago Sant’anna (CEO) em 2013, começou a sua trajetória como uma gestora focada em macroeconomia. Com o passar dos anos, expandiu sua atuação e se consolidou como uma das maiores gestoras do mercado brasileiro, oferecendo estratégias de macro, renda variável, crédito e arbitragem. Atualmente, conta com cerca de 60 profissionais e possui sob gestão aproximadamente R$ 52 bilhões.
A maioria dos assinantes já deve conhecer muito bem a Absolute, afinal, sua estratégia macro, Absolute Vertex (carro-chefe da casa), é uma das nossas recomendações e é amplamente reconhecida no mercado pela consistência do seu resultado ao longo do tempo.
A equipe do Pace é liderada pelos gestores Christian Faricelli e Tiago Ring, que trabalham com uma equipe de oito analistas dedicados exclusivamente à estratégia.
Christian Faricelli, gestor do fundo, é engenheiro mecânico formado pela Poli-USP e atua na gestão de ações desde 2007. Ele tem ampla experiência em estratégias como long short, long only e long bias, com passagens por grandes instituições como Pátria Investimentos, Capitânia e Canvas Capital, onde foi sócio e co-gestor. Além disso, já trabalhou com Tiago Sant’Anna, na Ashmore Brasil.
Tiago Ring, co-gestor do fundo, também é formado pela Poli-USP, mas em Engenharia de Produção. Ele começou sua carreira em 2009 como analista de fundos no Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG) e, depois, atuou como analista sênior de ações na Kapitalo Investimentos. Antes de integrar a Absolute, foi co-gestor na Arkon Investments, acumulando uma experiência sólida na gestão de ações.
O fato de serem analistas admirados pelo time da Absolute, somado ao histórico de gestão de ações em gestoras macro, levou Sant’Anna e Rios a escolherem os dois a dedo para tocarem os fundos de ações da casa.
O time conta com o suporte integral de economistas, pesquisadores e analistas da gestora, aproveitando ao máximo a sinergia entre as equipes. Essa integração foi considerada, por Fabiano Rios e Tiago Sant’Anna, como um requisito essencial para a criação do fundo.
Embora Fabiano não participe diretamente da gestão do fundo, ele mantém um contato próximo com a equipe, contribuindo com ideias e promovendo debates regulares. Essa troca constante fortalece o trabalho do time e agrega ainda mais valor à estratégia.
Estratégia
O time parte da premissa de que, no Brasil, investir na bolsa exige uma análise integrada do cenário macroeconômico e dos fundamentos das empresas. Por isso, o Pace combina as abordagens top-down (de cima para baixo, partindo da visão macro) e bottom-up (de baixo para cima, começando pelos fundamentos das empresas).
O processo de investimento é estruturado em quatro etapas. A primeira é a “geração de ideias”, na qual o time identifica oportunidades de investimento com foco em mid e large caps, mas não descarta small caps, desde que ajustadas ao nível de risco. Além disso, possui limites de exposição por setor e tamanho de posição, com volatilidade controlada em relação ao IBOVESPA.
A segunda etapa é a “análise”, que integra uma avaliação qualitativa (avaliando fundamentos, setores e lideranças) e uma análise quantitativa, baseada em métricas financeiras, testes de estresse e indicadores.
Na terceira etapa, chamada de “investimento”, o time define o tamanho das posições, com base no grau de convicção e nos catalisadores de valorização (drivers), sempre buscando assimetrias positivas entre risco e retorno. Por fim, na etapa de “monitoramento”, o portfólio é revisado constantemente para garantir que as teses estejam viabilizadas e alinhadas ao cenário macroeconômico, além de acompanhar os resultados financeiros e outras variáveis relevantes do mercado.
Embora seja uma estratégia voltada para o longo prazo (com recomendação mínima de permanência de cinco anos para nós), o fundo também considera o curto prazo em suas decisões. É justamente por isso que a combinação com a análise macroeconômica é essencial para determinar o tamanho das posições e o timing de entrada e saída nos papéis. Mesmo que uma empresa tenha um grande potencial de retorno no futuro, sua participação na carteira será definida com base no cenário econômico atual e sua sensibilidade às variáveis de curto prazo.
Sobre a tabela quantitativa a seguir, vale destacar um ponto sobre a análise de janelas móveis. Nós recomendamos um prazo de, pelo menos, cinco anos para investimento em ações e, por isso, optamos por fazer o estudo de janelas móveis em cinco anos.
Esse estudo mostrará se investidores que permanecem investindo por cinco anos, independentemente do ponto de entrada escolhido, têm ganhado mais dinheiro em relação aos índices de referência.
Para um fundo criado no final de 2018, portanto com pouco mais de seis anos de vida, a análise de janelas móveis de cinco anos perde um pouco de força e, por isso, exibiremos também as janelas móveis de três anos, onde teremos mais pontos para analisar.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Mesmo com sua curta trajetória, o fundo apresenta consistência de 100% em relação aos benchmarks, ao longo de cinco anos. Em um horizonte mais curto, de 36 meses, a consistência em relação ao IPCA + Yield do IMA-B é um pouco menor, alcançando 89,37%, mas ainda assim demonstra resultados sólidos e satisfatórios.
Dahlia Total Return
A Dahlia Capital, fundada em 2017 por José Rocha, CIO, junto à equipe de análise de ações, que veio do Bank of America Merrill Lynch e tem mais de 20 anos de experiência no mercado de ações. É uma gestora focada nos mercados de ações e dívida corporativa na América Latina, mas que não deixa de olhar para outras classes de ativos ao redor do mundo.
O nome “Dahlia” foi inspirado em uma flor latino-americana bastante perene, conhecida por sua capacidade de prosperar em qualquer clima, simbolizando resiliência e adaptação.
Zé Rocha, gestor-chefe da casa, iniciou sua carreira em 2000 no Credit Suisse, onde atuou na mesa proprietária de renda fixa. Posteriormente, passou por duas gestoras independentes de destaque, a Apex e a Quest. Ao encontrar profissionais que compartilhavam a mesma visão e paixão, decidiu fundar a Dahlia Capital, reunindo uma equipe sênior comprometida com a excelência e a inovação no mercado financeiro.
A gestora tem como objetivo oferecer opções de investimento acessíveis ao público em geral, mantendo um elevado padrão de qualidade. Com um firme compromisso com a preservação de capital e a busca por retornos consistentes, a Dahlia adota uma abordagem integrada como premissa de suas estratégias. Essa abordagem combina a análise top-down, que examina as condições macroeconômicas e as tendências globais do mercado para definir estratégias, com a análise bottom-up, focada na avaliação detalhada de empresas individuais. Dessa forma, a Dahila garante uma gestão robusta e alinhada com os interesses dos investidores.
Na prática, trata-se de identificar empresas com desempenho sólido e indicadores atrativos (microassimétricos), enquanto avaliamos o estágio do ciclo econômico global. Essa estratégia é essencial para mercados emergentes, que são bastante afetados pelas condições internacionais.
A Dahlia destaca a importância de monitorar as economias de grandes potências, como EUA, China e Europa, para entender os impactos globais e agir de forma eficaz. Integrando essas análises macro e micro, a equipe constrói teses de investimento com uma abordagem estratégica e bem embasada.
Um fato interessante é que, no início da gestora, os fundadores investiram praticamente todo o capital que tinham disponível na primeira e principal estratégia da casa, o fundo Dahlia Total Return. Até hoje, eles mantêm capital próprio investido, mas agora também diversificam entre duas estratégias da gestora: o Dahlia Ações, focado exclusivamente em ações brasileiras, e o Dahlia Global, um fundo multimercado que opera em mercados globais.
Estratégia
O processo de decisão é colegiado, com discussões diretas e a participação ativa de todos. A longa convivência e a experiência conjunta da equipe criaram um ambiente de liberdade para questionar e criticar ideias de maneira aberta e construtiva, fortalecendo as decisões tomadas.
Embora os analistas sejam divididos por setores, eles não têm a obrigação de recomendar ativos apenas por estarem em sua área de atuação. Se não houver boas oportunidades, a prioridade é não fazer recomendações, evitando qualquer ativo que possa comprometer o portfólio. O objetivo é sempre identificar as melhores ideias alinhadas ao cenário atual.
E tudo começa com uma visão do macro global, que vai sendo refinada para entender como impacta os mercados emergentes e, depois, o Brasil. A ideia é sempre olhar o todo, conectando as melhores oportunidades ao cenário, sem analisar de forma isolada.
O fundo Dahlia Total Return mantém uma exposição líquida em ações, que é a diferença entre as posições compradas e as posições vendidas, entre 20% e 80%. Essa exposição é ajustada conforme o nível de otimismo do mercado, com um ponto médio em torno de 50% em posições compradas.
Em contrapartida, sua exposição bruta, que é a soma das posições compradas e vendidas, fica entre 70% e 100%. Além de ações, o fundo opera em outros mercados, como juros no Brasil, moedas, commodities e ativos internacionais, como bolsas e ETFs. A renda fixa local é usada como complemento, dado que a principal expertise da gestora é em renda variável e commodities.
O fundo se destaca por sua baixa volatilidade dentro da categoria, e sua atuação não se restringe ao mercado de ações brasileiro. A equipe aproveita sua experiência em mercados internacionais, especialmente na América Latina, para diversificar o portfólio e mitigar riscos locais.
Da mesma maneira que explicamos na parte da gestora Absolute, a análise de janelas móveis de cinco anos é menos relevante para um fundo que tem um histórico menos longo. Nesse caso, faremos também uma análise em janelas de três anos, que, por mais que seja curta demais para analisar o desempenho de ações, nos traz uma visão adicional.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Em janelas de cinco anos, o fundo demonstra uma consistência elevada em relação ao IBOVESPA, atingindo 100%, mas apresenta um desempenho inferior frente ao IPCA + Yield do IMA-B, com apenas 39,47%. Já, na análise de janelas de três anos, a consistência mostra dados aquém do que gostaríamos.
Neste caso, entra em ação outro aspecto importante da análise de fundos, que explica o contexto e os motivos dos retornos terem sido dessa forma. A piora da performance foi concentrada no período de elevação de juros, a partir de 2021. Com juros subindo, temos dificuldades no mercado acionário, ao mesmo tempo que fortalece um benchmark de renda fixa, como o IPCA + Yield do IMA-B.
Estamos acompanhando de perto para avaliar a melhora de resultados do time a partir de aqui. Ainda temos convicção na estratégia, mas te avisaremos se essa convicção for alterada no futuro.
Navi Long Bias
Atualização: O fundo Navi Long Bias foi retirado das nossas recomendações no dia 18/08/2025. Para saber mais, clique aqui.
A Navi Capital nasceu em 2018, por Waldir Serafim e Felipe Campos (co-gestores dos fundos), uma gestora relativamente nova, mas com peças antigas; isto, porque ambos os sócios começaram a tocar as estratégias ainda na Kondor Invest. Atualmente, a casa possui cerca de 40 funcionários e R$ 10 bilhões sob gestão. Além de possuir estratégias de ações, também compõe o seu portfólio estratégia de Real Estate e Infraestrutura.
Waldir é formado em economia pelo Insper e iniciou sua trajetória em 2005 como trainee na Emerging Markets Information Service, uma plataforma de inteligência de mercado focada em informações sobre mercados emergentes. Logo, ingressou como analista na Invest Tech, passando em seguida pelo Banco Safra na mesma função. Mais tarde, entrou na Kondor Invest, onde atuou como gestor e conheceu seu atual sócio.
Já Felipe, por sua vez, é engenheiro formado pela UFRJ e começou sua carreira em 1999 como estagiário no Banco BBM (atual Banco Bahia). Depois, passou pela Axios Investimentos como gestora de ações e, posteriormente, pelo Banco Itaú BBA. Tornou-se CIO de ações na Kondor Invest, onde permaneceu até a criação de sua própria gestora.
A cultura do time é aberta e colaborativa; todos têm voz, desde estagiários até o CEO. As ideias são avaliadas pelo conteúdo e pelo valor que trazem, independentemente de quem as propôs.
Esse ambiente de debate constante é nutrido pela equipe. Ocorre o que o gestor, Waldir, chama de “Darwinismo de ideias”: as boas ideias prevalecem naturalmente, enquanto as menos eficazes são descartadas.
Estratégia
A equipe foca em uma carteira composta por aproximadamente 20 ativos, escolhidos com base na melhor assimetria identificada entre as empresas sob cobertura. Além disso, implementa estratégias complementares, como pares long-short e investimentos em empresas correlacionadas aos principais ativos. A carteira também pode incluir hedges (proteções) com índices, futuros e operações internacionais, graças à flexibilidade que os long bias proporcionam.
Ademais, em vez de se basearem em um único cenário, os gestores criam múltiplos cenários e utilizam esses diferentes contextos para identificar essas assimetrias e avaliar os riscos. Quando um dos cenários favoráveis se concretiza, a estratégia pode gerar retornos superiores.
A equipe prioriza uma alocação eficiente do tempo, tomando decisões próximas e cuidadosas sobre como os analistas devem utilizá-lo. Antes de executar qualquer operação, os analistas passam por um processo rigoroso de estudo e avaliação de riscos. Eles operam apenas em ações nas quais têm forte convicção na tese de investimento
O fundo investe principalmente em empresas brasileiras, com foco em grandes empresas conhecidas como “large caps”. Essas empresas são companhias com alto valor de mercado, geralmente líderes em seus setores, que possuem maior estabilidade e liquidez no mercado de ações. Em paralelo, ficam vendidos em empresas que consideram caras ou têm projeções negativas; como consequência, mitigam os riscos.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
A estratégia do fundo é ainda mais antiga que a própria Navi, tendo sido desenvolvida inicialmente na Kondor Invest. Desde o começo, acumula um retorno de 169,06%, superando os 114,10% do IBOVESPA e os 105,80% do IMA-B no mesmo período. Além disso, destaca-se por sua consistência: em janelas móveis de cinco anos, supera tanto o IBOVESPA quanto o índice de renda fixa IMA-B, em 100%.
Oceana Long Bias
A Oceana Investimentos foi fundada em 2008, por Alexandre Rezende, Leonardo Messer e Marcello Ganem, no auge de uma das maiores crises financeiras globais das últimas décadas, a crise do subprime. É uma casa que, desde sua criação, tem um foco totalmente em renda variável brasileira.
Atualmente, a gestora carioca administra cerca de R$ 9,5 bilhões, contando com uma estrutura sólida para sustentar suas operações. Um ponto interessante é que a maior parte desse dinheiro vem de investidores institucionais, como fundos de pensão, seguradoras e grandes empresas. Apenas cerca de 2% do patrimônio está em plataformas voltadas para pessoas físicas. Esse perfil de clientes ajuda a gestora a ter mais estabilidade e a manter o foco no longo prazo, já que o risco de grandes retiradas de recursos é bem menor.
Alexandre é formado em Engenharia da Computação e Engenharia Financeira, pela PUC-Rio, e ingressou no mercado financeiro em 1999. Atuou como Gerente de Riscos na Latinvest Asset, Gerente de Desenvolvimento de Negócios na Reuters, e foi sócio da Fides Asset, Plenus Gestão de Recursos e Meta Asset Management. Além disso, foi integrante do Comitê de Ações da Anbima, antes de fundar sua própria gestora.
Messer, gestor do portfólio, possui formação em Engenharia de Produção pela PUC-Rio; iniciou sua carreira em 1999, como trainee, no Banco Pactual (atual BTG Pactual). Lá, ele adquiriu uma visão abrangente ao passar por diversas áreas, aprendendo sobre cálculo de cotas, auditoria, contabilidade, custódia e backoffice. Posteriormente, atuou como analista de renda variável, na gestora Investidor Profissional (atual IP Capital), e foi gestor da estratégia long and short de um fundo da Meta Asset. Com essa experiência consolidada, decidiu empreender e fundou a Oceana Investimentos.
Marcello Ganem é formado em engenharia industrial pela UFRJ; iniciou sua carreira em 1993, como estagiário, no Banco Brascan. Posteriormente, atuou como consultor na Booz Allen & Hamilton. No Banco Citi, trabalhou nas áreas de M&A e Project Finance, além de ter uma passagem pelo Lehman Brothers. Em seguida, ocupou um cargo na McKinsey & Company e, posteriormente, tornou-se Gerente de Unidade de Negócios de Serviços Logísticos na Pamcary. Antes de cofundar a Oceana Investimentos, também atuou como Analista Sênior de Ações na Meta Asset Management.
Desde a sua criação, a Oceana é marcada pela convicção em sua estratégia, mesmo enfrentando nada menos que cinco circuit breakers no primeiro mês de operação. Esse compromisso se destaca pela firmeza em não deixar que cenários presentes ou futuros interfiram em suas análises. Possui uma abordagem bottom-up focada nos fundamentos rigorosos das empresas e na margem de segurança de cada investimento.
A casa é focada em identificar ativos com preços atrativos, mesmo diante de projeções desfavoráveis a curto prazo;, adota uma perspectiva de longo prazo, que continua sendo uma característica destacável da gestora no mercado. Esse diferencial é sustentado através de um rigoroso processo de investigação, viabilizado por uma equipe experiente e principalmente estável, com baixíssima rotatividade, garantindo consistência na análise e nas decisões de investimento.
Embora a Oceana tenha como características principais desviar o foco do curto prazo e direcionar seu olhar para o longo prazo, a gestora reconhece que um planejamento eficaz exige uma análise honesta da realidade, além da disposição de corrigir eventuais erros ao longo do caminho.
Estratégia
Sob a liderança de seu fundador e gestor, Leonardo Messer, a equipe adota uma abordagem fundamentalista bottom-up, conforme descrito anteriormente. Eles buscam cobrir, pelo menos, 100 empresas brasileiras que possuam uma liquidez diária superior a R$ 10 milhões na Bolsa.
A estratégia do fundo pode alocar de 60% a 70% do portfólio em posições compradas (net long), entre 0% e 10% em posições vendidas (short), e de 20% a 40% em operações de valor relativo. O portfólio normalmente é composto por 30 a 35 posições.
Além disso, a equipe estima cenários de estresse operacional para as companhias, com simulação de compressão de margem e cenário de vendas caindo. O objetivo é responder a uma pergunta: “Se eu investir nessa empresa hoje e o cenário de estresse se materializar, qual será o retorno do meu investimento?”
Com esse modelo, o time foca na margem de segurança, com um acompanhamento detalhado das ações. Eles ajustam frequentemente o tamanho das posições e fazem rotações na carteira, em busca de assimetrias. Como resultado, os papéis que compõem o portfólio podem mudar com mais frequência, refletindo uma gestão dinâmica e flexível.
A premissa central é o foco no retorno de longo prazo, buscando assimetrias expressivas no mercado, mesmo em cenários desfavoráveis no curto prazo, exigindo disciplina e aprimoramento contínuo nas técnicas que já fazem. A equipe analisa cuidadosamente cada movimento para determinar se ele é temporário ou sustentável a longo prazo, sempre confiando na excelência das práticas já estabelecidas e buscando constantemente melhorar suas habilidades.
Além disso, o fator humano é fundamental: ter uma análise fundamentalista robusta requer um estudo investigativo profundo, que abrange a realidade competitiva, o risco regulatório, as vantagens em relação aos concorrentes, a força diante os clientes e uma análise detalhada da gestão da empresa.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
O fundo Oceana Long Bias apresenta um retorno acumulado significativo de 398,06%, superando os 86,83% do IBOVESPA (com folga) e os 396,83% do IPCA + 6% ao ano. Além disso, o fundo demonstra uma consistência notável: em janelas móveis de cinco anos, supera o IBOVESPA em 90,38% das vezes e o IPCA + 6% a.a. em 65,14%.
SPX Falcon
A SPX Capital, fundada em 2010, recebeu seu nome das iniciais dos sobrenomes dos sócios-fundadores: Daniel Schneider (S), Bruno Pandolfi (P) e Rogério Xavier (X). Com uma equipe robusta de cerca de 280 profissionais, muitos com uma parceria de 28 anos de trabalho conjunto, a gestora consolidou-se como uma referência no mercado financeiro.
Assim, como aconteceu com a Absolute, não é a primeira vez que citamos a SPX em nossos relatórios de mapeamento. Pois, além de incluir o SPX Falcon em nossa classe de long bias recomendados, também possuímos os fundos SPX Nimitz e Raptor, que pertencem à caixinha de multimercados, e os SPX Seahawk e Seahawk Global, que integram a renda fixa pós-fixada.
Atualmente, a SPX Capital gerencia, aproximadamente, R$ 60 bilhões e é amplamente reconhecida no cenário internacional, com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York, Cascais (Portugal), Londres e Singapura. Todos os sócios-fundadores são oriundos do Banco BBM (antigo Banco Bahia).
A área de ações, responsável pelo SPX Falcon, é liderada por Leonardo Linhares. Apesar de integrar uma das maiores gestoras do mercado, essa equipe opera de forma independente, com gestão e análise totalmente segregadas das demais estratégias da casa (mesmo que haja comitês de investimento que vários núcleos de gestão da SPX participam).
Leonardo, graduado em economia pela UFRJ, iniciou sua carreira no Banco BBM em 1994, tornando-se sócio em 2003. Ele foi nomeado Diretor de Renda Variável, na unidade de Gestão de Recursos de Terceiros, e, em 2012, foi convidado a se juntar aos seus antigos colegas de BBM na SPX.
Estratégia
A dinâmica do fundo é marcada pela colaboração entre o time de gestão e o time de análise, que desempenham papéis complementares. As posições estratégicas do fundo são definidas a partir de uma abordagem integrada desse trabalho em conjunto, que combina uma análise macroeconômica ampla com um estudo detalhado e aprofundado das companhias.
A gestão é responsável por alocar riscos entre as diferentes posições, realizar um controle rigoroso de riscos e interpretar o cenário macroeconômico.
Dado o cenário traçado, a equipe de análise, formada por especialistas em setores específicos, oferece um acompanhamento detalhado e profundo das empresas e dos segmentos de mercado. Essa especialização é complementada por uma cultura colaborativa, onde analistas compartilham conhecimentos e experiências, promovendo uma interação saudável e natural, que enriquece a visão estratégica da equipe como um todo.
A interação constante entre gestão e análise resulta em um equilíbrio único entre as perspectivas macro e microeconômicas, fundamental para a construção de um portfólio sólido e alinhado com os objetivos do fundo.
Para assegurar o alinhamento e a eficiência no processo decisório, a estrutura conta com comitês estratégicos. Os comitês diários tratam das principais notícias e promovem trocas ágeis de ideias; o comitê semanal revisa posições, avalia a carteira como um todo e discute cenários estratégicos; e os comitês pontuais são convocados, quando necessário, para abordar temas específicos, como setores ou empresas indicados por analistas ou gestores.
Além disso, a área de ações se beneficia da robusta infraestrutura de pesquisa da casa, mantendo contato diário com os macroeconomistas e analistas especializados em commodities e crédito; fato que amplia a perspectiva e fortalece a tomada de decisões.
Cada integrante da equipe tem responsabilidades claramente definidas, mas o verdadeiro diferencial está na interação sinérgica entre todos os envolvidos. A gestão não apenas define os objetivos e tamanhos das posições, com base em uma análise criteriosa de riscos, como também mantém uma visão integrada do portfólio, assegurando que ele esteja alinhado ao cenário econômico, às condições de mercado e à estratégia do fundo. Todo esse esforço coordenado tem um único propósito: entregar retornos consistentes e sustentáveis aos cotistas.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
O fundo de ações da SPX acumula uma impressionante rentabilidade de 409,10% desde o seu início, superando amplamente os 103,33% do IBOVESPA e os 306,15% do IPCA + 6% a.a no mesmo período. Em termos de consistência, suas janelas móveis de cinco anos apresentam um desempenho superior em 76,57% em relação ao IBOVESPA e 78,01% em relação ao IPCA + 6% a.a.
Truxt Long Bias
A Truxt Investimentos foi fundada, em 2017, por José Tovar e Bruno Garcia, que acumulam nada menos que 23 anos de parceria no mercado financeiro. Ambos tiveram uma trajetória conjunta desde a criação da ARX Investimentos, em 2001. Atualmente, a gestora conta com aproximadamente 34 colaboradores, dos quais 12 estão dedicados à estrutura de renda variável e 10 à área macro.
Bruno Garcia, reconhecido no mercado pela sua capacidade de operar a Bolsa, é formado em engenharia elétrica de sistemas e engenharia de produção pela PUC-Rio, iniciou sua carreira na Opportunity Asset, em 1998, na área de risco. Posteriormente, desempenhou um papel importante na ARX Investimentos, onde foi o principal gestor das estratégias long Only e long and Short, além de supervisionar a equipe de análise de renda variável. Em 2017, deixou a ARX para cofundir a Truxt.
José Tovar, graduado em economia também pela PUC-Rio, iniciou sua carreira, em 1984, no JPMorgan, onde atuou como vice-presidente, liderando diversas áreas. Em 2001, fundou a ARX Investimentos, onde se tornou CEO e permaneceu até a criação da Truxt, em 2017. Em março de 2024, Tovar iniciou a transição de suas principais funções para Carla Madeira, que o substituirá após a sua aposentadoria.
É importante destacar que, embora Tovar desempenhe um papel relevante na gestora, ele não integra a equipe de gestão dos fundos. Sua atuação está focada no gerenciamento estratégico da empresa como um todo. Portanto, essa transição não afeta a estrutura de gestão do fundo que recomendamos.
A gestora oferece quatro estratégias de investimento distintas: uma macro, uma long and short, uma long only tradicional e uma long bias, o "cheque em branco” da casa. Esta última é a preferida de Bruno devido à flexibilidade na tomada de decisões, além disso, é a nossa recomendada.
Estratégia
O time busca assimetrias positivas, ou seja, oportunidades de ações em que há maiores chances de ganhar do que de perder. Além disso, a estratégia é bem ativa em relação ao giro de carteira, com uma dinâmica bastante tática. Inclusive, operando também na compra de ações de fora do país e proteções com opções.
O objetivo é obter ganhos de capital primordialmente no mercado de ações, onde está o DNA da casa, mas há também a possibilidade de operar outros mercados de forma dinâmica, como juros, câmbio, commodities e operações de valores relativos.
Uma das principais prioridades é a preocupação com a liquidez. A equipe entende que cometer erros com ativos ilíquidos pode sair muito caro; por isso, opta por ações líquidas, abrindo mão de smallcaps em determinados momentos.
Com expertise adquirida por uma longa experiência, principalmente em momentos turbulentos, o fundo tem se consolidado. Em 2020, em plena crise da pandemia, o Truxt Long Bias conseguiu fechar o ano com um retorno de 44,72%, comparado aos 2,77% do IBOVESPA.
Além disso, por ser um fundo long bias, sua volatilidade costuma ficar em torno de 17,12%. Como em qualquer fundo de ações, é importante considerá-lo para um horizonte de, pelo menos, cinco anos, onde sua consistência em janelas móveis é de 97,27%. Desde o início, o fundo acumula um retorno de 109,89%, superando os 101,04% do IBOVESPA.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Embora sua performance seja bastante satisfatória em relação ao IBOVESPA, o principal veículo da estratégia long bias é o IPCA + Yield do IMA-B, que serve como Benchmark oficial. Por conta de uma janela muito desfavorável, principalmente em 2021, a performance tem deixado a desejar em termos de consistência quando comparada a um benchmark de renda fixa.
Entendemos que o contexto macroeconômico dos últimos anos foi desafiador para ativos de risco; no entanto, foi bastante rentável para um benchmark como o IPCA + Yield do IMA-B, que não sofre risco de mercado. Tanto o IPCA quanto o Yield do IMA-B são taxas prefixadas, que dificilmente operariam em campo negativo.
Temos nos aproximado cada vez mais do time de gestão para observar essa questão, pois é algo que precisa melhorar. Ainda temos confiança no Bruno e no time de gestão que o apoia na Truxt. Se isso mudar, te avisaremos!
Versões Previdenciárias
Fundos previdenciários seguem uma regulamentação diferente dos fundos tradicionais, o que pode trazer desafios para os gestores na hora de replicar fielmente uma estratégia convencional em sua versão previdenciária.
Para aprofundar essa questão, incluímos neste relatório uma tabela originalmente publicada em nosso material sobre previdência, no qual abordamos o tema em mais detalhes. Caso tenha interesse em conferir o relatório completo, clique aqui.
A tabela abaixo destaca o grau de similaridade entre a versão previdenciária e a versão tradicional do fundo dos long bias recomendados, acompanhada de comentários relevantes sobre cada caso.
Fonte: Finclass
O Absolute Pace, “caçula” da caixinha, está no caminho para ganhar sua versão previdenciária, algo que a gestora quer muito. Por enquanto, essa versão ainda não está disponível.
Escala de volatilidade
Agora, trazemos aqui a régua de volatilidade, desde o início, de cada um dos fundos analisados. Embora já tenhamos abordado no início do relatório, é importante reforçar que os dados apresentados, como retorno e volatilidade, são apenas parte da análise necessária para avaliar um fundo.
Quando recomendamos um fundo, consideramos uma série de fatores, incluindo risco, retorno e eficiência, indo muito além dos números apresentados aqui. Por isso, não é só com base na volatilidade ou no retorno que se define se um fundo é bom ou não.
Assim, os dados compartilhados neste relatório têm como objetivo principal trazer mais transparência e ajudar você a conhecer um pouco mais sobre estratégias, antes de investir.
Vale notar que cada indicador de volatilidade está sendo apresentado com suas respectivas datas de início do fundo.
O que queremos dizer é que, por exemplo, um fundo poderia apresentar uma volatilidade maior por ser mais antigo e ter vivenciado um grande evento negativo. Neste caso, poderíamos entender como menos arriscado um fundo que sequer existia neste evento em específico.
Portanto, a régua serve apenas para dar uma ideia do chacoalho que você pode esperar.
Fonte: Quantum Axis | Elaboração: Finclass
Ficamos por aqui...
Chegamos ao último relatório de mapeamento e ao último relatório de fundos do ano; nossa missão com esses materiais sempre foi te ajudar ao máximo. Sabemos que investir pode ser desafiador, e é nosso trabalho te guiar e te ajudar a evitar as armadilhas que o mercado pode esconder.
Esses mapeamentos trazem uma visão abrangente das nossas recomendações, mas vale lembrar que, o processo utilizado para selecionar os fundos que entram na nossa lista é muito mais profundo e detalhado, como mostramos nos relatórios individuais.
Aqui, nosso objetivo é te ajudar a identificar quais fundos têm mais a ver com o que você busca e quais não fazem sentido, facilitando o processo de “afunilar” suas escolhas entre os recomendados. Afinal, investir bem começa com clareza e foco, deixando apenas as opções que realmente combinam com seus objetivos.
Quanto mais confortável você estiver com o fundo de investimento que escolheu para sua carteira, menos propenso a sacar o dinheiro no primeiro tropeço você estará. Lembre-se que resgatar de um fundo que foi mal para aportar no campeão do ano passado, tende a levar à destruição patrimonial no longo prazo.
Estamos aqui para te apoiar!
Todas as sextas-feiras, às 12h, estamos disponíveis para tirar suas dúvidas sobre estratégias, cenários e decisões de investimento. Queremos que você se sinta seguro e confortável ao investir, porque essa é a nossa missão: caminhar ao seu lado e facilitar suas decisões para alcançar os melhores resultados.
Boas Festas!
Felipe Arrais, Ana Farias e Rodrigo Xavier...
Sobre os analistas
Felipe Arrais
Sócio
Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.