Relatórios

Mapeamento de fundos: fundos multimercados

Escrito por Felipe Arrais em FUNDOS

36 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  • Multimercados, apesar de não serem uma classe de ativos, merecem um espaço em nossa carteira por nos oferecerem grande diversificação, flexibilidade e possibilidade de defender ou alavancar ganhos das outras fatias de nossas carteiras.

  • Apesar de termos uma alocação que prioriza fundos e outra que prioriza ativos, temos exceções dos dois lados. A exemplo da fatia de multimercados que é formada por fundos e está presente nas duas implementações.

  •  Resumo sobre a história das gestoras recomendadas, assim como uma breve discussão sobre como as estratégias de cada uma funciona.

  • Resumo de dados quantitativos para cada fundo e uma escala de volatilidade que te auxiliará a entender o nível de chacoalho que pode esperar de cada um de nossos recomendados.

Multimercados: o que são e qual sua função em nossa carteira?

A nossa alocação da carteira de valorização da Finclass é dividida em diversas classes de ativos. Por isso, muitas vezes, nos perguntam sobre a presença dessa classe de fundos em nossa alocação recomendada, afinal, fundos multimercados não são uma classe de ativos em si. Eles representam uma modalidade de fundos extremamente flexível que pode investir em várias classes distintas de diferentes mercados do mundo.

Existem dois principais motivos para tal. O primeiro é a possibilidade de mitigar o risco de tomarmos decisões equivocadas ao delegar a gestão de parte da carteira a gestores profissionais. Aqui, estamos falando tanto da escolha inadequada de ativos quanto da realização de movimentos na carteira em momentos inoportunos, por pura emoção, pânico ou euforia.

Além disso, ao buscarmos uma exposição aos multimercados, ganhamos um componente tático que pode proteger nossa carteira em momentos de maior aversão ao risco, desde que os gestores sejam bem escolhidos.

Esses fundos, por mais que visem entregar retornos no longo prazo, costumam ter flexibilidade e agilidade para trocar de posições quando o cenário se modifica, para nos proteger também no curto prazo. Eles têm flexibilidade para fazer apostas não só na alta, mas também na queda dos ativos, em diferentes mercados, como renda fixa, moedas e ações, nas variadas regiões no mundo.

Um bom exemplo disso foi a performance da classe ao longo do difícil ano de 2022, no qual a maior parte dos gestores de fundos multimercados interpretou muito bem a leitura de que os juros nos EUA se elevariam para conter a inflação. Essa alta de juros fez com que a maior parte das classes de ativos ao redor do mundo se desvalorizasse intensamente.

Muitos gestores multimercados se posicionaram com ajuda de derivativos para ganhar dinheiro com esse movimento. Para nós, pessoas físicas, é muito difícil operacionalizar esse tipo de investimento com a mesma eficiência que os gestores.

Veja abaixo um gráfico da performance de diversas classes de ativos ao longo do ano de 2022, no qual o índice IHFA (índice que representa a média dos fundos multimercado do Brasil) mostrou grande destaque:

image.png
image.png

Esse dinamismo serve como uma possibilidade de defesa, aproveitando os movimentos táticos dos gestores, mas também pode nos ajudar a alavancar ganhos. Pense em um momento que as ações estejam se valorizando. Nossa fatia de ações performaria bem e muito provavelmente os próprios gestores dos fundos multimercado pudessem estar mais alocados em ações, ampliando a exposição direcional da carteira.

Os multimercados têm como meta superar o custo de oportunidade, o CDI. Entretanto, também gostamos de avaliar nossos recomendados em comparação com a média da classe. Por isso, ao longo das próximas páginas, apresentaremos um resumo da performance dos nossos recomendados contra dois diferentes benchmarks (CDI e, também, IHFA).

Presença na implementação via fundos e por ativos e a escolha entre os recomendados

Temos duas maneiras de implementar a alocação recomendada pela Finclass: através de fundos ou por meio de ativos. A verdade é que uma alocação tem ênfase em ativos e a outra prioriza os fundos. Mas existem exceções que precisam ser compreendidas.

Um exemplo é a compra individual de fundos imobiliários (FIIs), mesmo na carteira por fundos. Como fundos tradicionais têm restrições para investir em FIIs, não temos muitas opções de fundos que invistam nessa classe para recomendar, restando-nos a escolha de manter a carteira de FIIs por meio de ativos.

Por outro lado, a carteira de ativos também pode usar fundos em suas composições, como inclusive já acontece na fatia de renda fixa, por exemplo. Já na fatia de fundos multimercado, é esperado que precisemos investir em fundos. Portanto, mesmo quem segue a implementação com ênfase em ativos, terá alguns fundos na composição de sua carteira. 

Sobre os fundos selecionados nas tabelas das carteiras, vale um lembrete sobre nossa lista de recomendações.

Nosso objetivo é manter na tabela modelo fundos que tenham boa acessibilidade (que estejam disponíveis nas maiores corretoras do Brasil) e, principalmente, que estejam abertos para captação, afinal fundos abrem e fecham a todo momento.

Você não precisa restringir sua escolha apenas aos fundos apresentados na tabela, ficando livre para escolher algum outro que goste, desde que ele esteja presente na tabela de fundos aprovados na plataforma da Finclass.

Essa maior liberdade de escolha ajuda, por um lado, mas, por outro, leva a uma dificuldade em entendermos o estilo de cada um. Justamente por isso, criamos esta série de relatórios, chamada “Mapeamento dos fundos”.

Ao longo das próximas páginas, detalharemos um pouco as características de cada um de nossos recomendados. É válido dizer que o breve resumo que verá sobre cada fundo não substitui a leitura dos relatórios de recomendação de cada um deles, mas deve ajudar no entendimento de como cada estratégia funciona.

Absolute Vertex

O Absolute Vertex integra o portfólio da renomada Absolute Investimentos, uma gestora fundada em 2013. A equipe é composta por 62 pessoas e atualmente administra um pouco mais de R$ 41 bilhões, com a maior parte da carteira alocada em sua estratégia principal, os fundos da categoria macro.

A gestora foi criada pelos sócios Fabiano Rios, diretor de investimento, e Tiago Sant’Anna, diretor-executivo. Rios, que lidera a equipe de gestão, é amplamente reconhecido por sua vasta experiência. Ele se destacou pela consistência e altas performances, acumulando quase 10 anos como responsável pela área de ações e moedas na tesouraria do Banco Santander. Antes de se tornar sócio-fundador da Absolute, Rios também foi gestor na Claritas Investimentos, onde consolidou sua reputação como um gestor de fundos de investimento de excelência.

Rios e Tiago fazem questão de manter uma equipe com valores e interesses profissionais alinhados. Por isso, sempre almejam a criação de princípios e processos claros, priorizando o tempo e a energia dedicados a cada atividade.

Atualmente, com mais de 10 anos no mercado, a gestora é reconhecida pela consistência de seus fundos, especialmente os de estratégia macro. A Absolute agregou ainda mais valor com duas mudanças relevantes: em 2022, adicionaram ao seu portfólio a estratégia de crédito High Grade, aquele crédito com menor risco embutido, contratando profissionais de renome para dar vida à nova célula de análise que, logo após ser criada, já foi capaz de ajudar a estratégia principal da casa. No final de 2023, ampliaram a estratégia ao adicionar o crédito High Yield,  uma categoria que visa retornos significativamente acima dos créditos considerados “seguros” ou menos arriscados.

A adição de mais estratégias, juntamente com uma cultura de entrosamento de equipes, criou uma verdadeira sinergia quando o assunto é otimizar informações entre as equipes das estratégias de Crédito, Ações, Arbitragem e Macro.

Além disso, a Absolute possui uma área de ciência de dados que criou robustez em 2020. A área tem como objetivo trazer maior eficiência na parte operacional de processos, no cruzamento de dados internos com dados externos e trading, sendo suporte para as áreas de pesquisas e para o time de gestão.

Estratégia:

O Absolute Vertex surgiu em 2015, como uma versão mais alavancada da estratégia Absolute Hedge, criada em 2013. Essa estratégia foca em operações direcionais para encontrar grandes assimetrias de informações, que basicamente são aquelas oportunidades “raras” e valiosas.

O time de gestão, ao lado das equipes de pesquisa e tecnologia, faz projeções sobre o futuro do cenário econômico para aproveitar essas chances. Mesmo que essas oportunidades não apareçam sempre, quando surgem, a ideia é que o fundo esteja pronto para tirar o máximo de proveito delas.

Fabiano Rios é tido por muitos como um gestor experiente na análise macro de ações. Entretanto, o fundo, desde sua criação, tem tido muito sucesso em extrair bons retornos de diferentes classes de ativos no Brasil e no mundo, mostrando na prática o potencial de suas diversas áreas de análise, principalmente em juros.

Vale ainda dizer que a casa possui um bom fundo de ações Long Bias (que estamos avaliando constantemente), cujo núcleo de análise colabora intensamente com as posições em renda variável do Absolute Vertex. 

O discurso é coerente quando analisamos a parte quantitativa. Em janelas móveis de 36 meses (tempo mínimo de permanência recomendado), o fundo possui 100% de consistência desde a sua criação.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

Desde o início, a gestora nasceu com credibilidade por ser liderada por um gestor conhecido pela consistência de seus resultados. No entanto, acima de tudo, sustentou essa credibilidade através da constância em sua performance ao longo do tempo.

Ace Capital FIM

Esse fundo pertence à Ace Capital, uma gestora fundada em 2019. Apesar de ser uma das gestoras mais novas, quando comparada com outras recomendadas, a Ace Capital foi criada por um grupo de 10 profissionais que já trabalhavam juntos na tesouraria do Banco Santander. Liderada por Fabrício Taschetto, diretor de investimentos, e Ricardo Denadai, economista-chefe, a equipe é composta por profissionais experientes, alguns deles com até 14 anos de experiência trabalhando juntos.

Fabrício trabalhou na tesouraria por 14 anos, durante os quais teve contato com diversos gestores renomados, incluindo Felipe Guerra, gestor e fundador da Legacy, e o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Já Ricardo atuou inicialmente como estrategista-chefe da asset do Banco por nove anos, antes de se juntar à tesouraria como estrategista-chefe, onde trabalhou por um ano.

Os fundadores da Ace quase deixaram o Santander para embarcar na criação da Legacy; entretanto, depois de muita negociação, decidiram permanecer no Banco por mais algum tempo. Posteriormente, optaram por deixar a tesouraria de uma vez por todas para apostar na criação de uma gestora própria e, inclusive, receberam um capital inicial, chamado de Seed Money, do próprio Santander, além do Credit Suisse, da XP e dos próprios sócios.

Com um time entrosado e experiente desde o início, a gestora se beneficiou e se destacou das novas gestoras, superando as barreiras comuns enfrentadas nos primeiros anos de operação, graças à sintonia e vivência compartilhada entre seus membros.

Em 2021, a Ace Capital se uniu à gestora de ações Grou Capital para trazer mais robustez na análise e ampliar o leque de produtos que traria diversificação e ajudaria a ampliar a perenidade do negócio. Atualmente, a gestora possui R$ 7 bilhões sob gestão.

Embora os times macro e de ações continuem operando separadamente devido às diferentes formas de operações e diferentes horizontes de investimento, a fusão permitiu à Ace criar uma célula dedicada exclusivamente à renda variável, um antigo desejo dos sócios-fundadores. Mesmo com cada estratégia sendo conduzida de forma independente, a troca de informações e ideias é muito bem explorada pelos times.

Estratégia:

A estratégia macro da Ace Capital nasceu em 2019, sendo o "carro-chefe" da gestora. O principal propósito do fundo é otimizar o retorno para o investidor com o menor risco possível.

O método de análise de dados possui uma combinação e dosagem entre fundamentalista e técnico.

Inicialmente, são feitas pesquisas e leituras extensas do cenário doméstico e internacional, além da avaliação de documentos e relatórios de diversas empresas. A partir do recolhimento dessas informações macroeconômicas, ocorrem debates diários onde cada membro da equipe contribui com suas análises. Esse processo colaborativo permite filtrar e identificar as melhores ideias.

A segunda etapa consiste em analisar como o mercado está posicionado em relação a essas ideias. Com posições em que o técnico é favorável, ou seja, que não tenha outros gestores apostando naquela ideia em questão. Logo, as posições do fundo são baseadas em três elementos fundamentais: fundamento macro, preço e análise técnica.

Resumidamente, trata-se de uma abordagem fundamentalista combinada com aspectos técnicos, uma forma de garantir que ambas as metodologias, andem em conjunto.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

A amostragem de dados ainda é curta para um fundo criado em 2019, entretanto, o resultado inicial é satisfatório e já demonstra uma boa consistência. Quando analisamos as janelas móveis de 36 meses, a consistência do fundo é de 78,76% e, contra a média da indústria de multimercados, é de 100%.

Alvorada Ultra (Ex-Garde Porthos)

Atualização: O fundo Alvorada Ultra foi retirado das nossas recomendações no dia 17/03/2025. Para saber mais, clique aqui.

O fundo Alvorada Ultra nasceu como Garde Porthos e fazia parte do portfólio da antiga Garde Asset. Fundada em 2013, a gestora criou o seu primeiro fundo chamado de Garde Dartangnan e enfrentou desafios significativos ao longo dos anos, reflexo de um ambiente desafiador para a indústria de gestoras, principalmente para a classe de multimercados.

Em seu auge, a gestora tinha sob gestão R$ 8 bilhões em ativos, mas passou por dificuldades para estabilizar seu patrimônio, principalmente por ter mantido o fundo fechado durante um período em que multimercados estavam captando muitos recursos e logo depois terem passado por um período conturbado de performance em 2018, chegando a um patamar de R$ 1,5 bilhões.

Posteriormente, a casa procurou investir em mais robustez, reformulando a frente de análise em ações, contratando um time de análise quantitativa e criando produtos derivados de sua estratégia principal. Assim nasceram Garde Vallon e Garde Porthos, que seguiam a mesma estratégia do Dartagnan com mais volatilidade.

Nesta época, inclusive, promovemos a troca da recomendação do Dartagnan pelo Porthos.

A gestora ainda sofria algumas dificuldades, desta vez não só específicas da gestora, mas da indústria de multimercados que sentia dificuldade de atrair recursos de investidores e reter talentos. Esse cenário promoveu uma grande consolidação de mercado em que gestoras maiores aproveitaram para incorporar gestoras menores que tinham muito talento.

Chegou o momento em que a Garde foi incorporada pela Itaú Asset. Assim, o fundo Garde Dartagnan se tornou Itaú Alvorada e nosso recomendado, Garde Porthos, se tornou Itaú Alvorada Ultra.

De nome e casa nova, a maior parte da equipe da antiga Garde Asset continuou na nova estrutura após a incorporação, incluindo os gestores Márcio Georgetti e Eduardo Magozo, que trabalham juntos há 10 anos. No processo, um dos gestores fundadores, Carlos Calabresi, preferiu não acompanhar o time na nova empreitada por motivos pessoais.

Na visão da equipe, a mudança para a Itaú Asset fortaleceu a distribuição dos produtos, graças ao tamanho da nova gestora. Além disso, agora contam com uma área de pesquisa e apoio operacional mais robusta. Isso fortalece a equipe, facilitando a retenção e a atração de novos talentos, um problema que enfrentavam anteriormente.

Este movimento é muito comum fora do Brasil, em que gestoras grandes identificam times de gestão com muito potencial e fazem a aquisição. A ideia é que o time foque apenas em gestão e tenha o conforto de que todo o trabalho operacional (distribuição, relação com investidores, marketing, atendimento, etc.) seja absorvido pela estrutura robusta da gestora maior.

Nós acreditamos que esses fatores, junto com um arcabouço operacional completo que a asset do Itaú proporciona, podem potencializar os resultados da estratégia.

Como em qualquer processo de transição, alguns impactos acabam afetando os investidores. Por exemplo, o fundo foi retirado de algumas plataformas, dificultando o acesso. Além disso, alguns registros ainda aparecem com o nome antigo nas pesquisas, situações comuns que ocorrem como consequência dessas mudanças.

Estratégia

Como dissemos, o Alvorada Ultra, que anteriormente se chamava Garde Porthos, é derivado de outro fundo que já foi recomendado por nós, o Garde Dartagnan.

Ela é dividida em três categorias básicas, cada uma delas possui seus respectivos especialistas, que podem atuar de forma independente na sua “caixinha”. Por mais que juntos eles formem um fundo macro, cada uma das categorias possui liberdade ao montar suas posições, para que, dessa forma,  obtenham resultados descorrelacionados uns dos outros.

A caixinha de moedas e cupom cambial é comandada por Márcio Georgetti e Ricardo Romano. A parte de juros fica com Eduardo Magozo, Artur Cantanhede e Carlo Gonzales. Já a área de bolsa fica sob a responsabilidade de Fernando Mantelatto e André Taveira. Adicionalmente, ainda contam com as partes quantitativa e econômica, que contribuem para a composição da carteira macro.

Diferentemente da atual tendência da maioria dos fundos multimercados em focar cada vez mais no exterior, a equipe concentra seus esforços no mercado financeiro nacional, onde possui maior expertise. Isso porque conhecem profundamente os riscos locais e entendem os aspectos fiscais e políticos em detalhes, criando uma vantagem competitiva que os leva a concentrar os recursos por aqui.

No entanto, não deixam de monitorar e investir no mercado global. Reconhecem a importância de acompanhar economias como a dos EUA, que, em última instância, influenciam as demais economias mundiais.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

Sobre a consistência baixa apresentada, é importante pontuarmos algumas questões. A estratégia Garde Porthos nasce em meio ao pior momento de mercado dos últimos anos, o ápice da pandemia em março de 2020 (antes só existia o Garde Dartagnan), que mesmo com menos potencial que seu irmão mais volátil, apresenta uma consistência boa no longo prazo.

Portanto, em relação ao Alvorada Ultra, termos pouco histórico para analisar a consistência em janelas de três anos, tirando um pouco da relevância do dado (lembre-se que no caso de Genoa, pontuamos a mesma questão mesmo com o fundo tendo 100% de consistência em sua curta existência).

Também há de se notar que apesar da grande queda logo após sua criação, o fundo conseguiu reagir e entregou bons resultados até meados de 2022, e a partir daí passou a enfrentar dificuldades com a elevação rápida dos juros no Brasil (assim como a maior parte dos multimercados da indústria).

Levamos em conta o momento conturbado da indústria e o período de transição que a gestora enfrenta após ser absorvida pela asset do Itaú. Mas estamos constantemente avaliando o momento da gestora, para reforçar nossa convicção.

Se algo mudar ao longo do tempo, avisaremos você através de um relatório.

Gávea Macro (e Macro Plus)

Ambos os fundos pertencem à Gávea Investimentos, uma gestora fundada em 2003 e localizada no Rio de Janeiro. A empresa foi criada por Arminio Fraga, após sua saída do Banco Central, onde foi presidente e diretor, juntamente com seu primo Luiz Fraga, que atua como Co-CIO. Desde o início, os fundos estão sob a liderança de Gabriel Srour (CIO), que ingressou na gestora logo no primeiro ano.

Com 20 anos de atuação no mercado, a Gávea Investimentos atualmente gere R$ 20 bilhões e conta com cerca de 90 colaboradores, dos quais 35 são profissionais de investimentos.

Desde o início, a estratégia principal da Gávea Investimentos sempre foi focada na categoria macro, com investimentos restritos a ativos nacionais. No entanto, a flexibilização das normas pela CVM em 2008 permitiu que os fundos multimercados pudessem investir com maior exposição no exterior.

Os fundos Gávea Macro e Gávea Macro Plus seguem uma mesma estratégia, mas com níveis diferentes de alavancagem. O Gávea Macro, lançado em 2008, possui menor volatilidade em comparação ao Gávea Macro Plus, que surgiu em 2018, com uma proposta de ser mais “apimentado” do que seu irmão mais velho.

A principal diferença dos fundos macro da Gávea em relação aos demais fundos do mercado é a diversificação geográfica de suas carteiras. Cerca de 20% a 25% da exposição costuma estar no Brasil, enquanto os outros 75-80% ficam em posições espalhadas ao redor do mundo, incluindo regiões como Ásia, América Latina, Leste Europeu e países desenvolvidos.

Essa diversificação, inclusive, não só sustentou como também destoou os retornos dos dois fundos em 2020, pior ano da pandemia do covid-19, de outros fundos da mesma categoria. Naquele ano, o Gávea bateu 11,20% contra 2,76% do CDI, enquanto a versão Plus obteve 16,41%.  

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

Como mencionamos, o Gávea Macro Plus é a versão mais “apimentada” da mesma estratégia, oferecendo um retorno maior que a primeira versão. Como consequência, o fundo apresenta uma volatilidade superior ao Gávea Macro.

A consistência das estratégias é elevada em relação aos benchmarks, entretanto, o Gávea “normal” não se mostra tão consistente contra o IHFA, embora tenha ganho na maioria das vezes (52,37%). Vale relembrar que o benchmark oficial que buscamos observar é o CDI e que adicionamos um grau a mais de competitividade comparando contra o IHFA.

Contra este índice, há de se notar uma melhora considerável na consistência com o passar do tempo, uma vez que a maior parte dos períodos de perda para o índice aconteceram no início do fundo. Investidores que entraram no fundo a partir de 2013 já observaram uma consistência contra o IHFA próxima a 70%.

Genoa Radar

Esta estratégia pertence à Genoa Capital, uma empresa fundada em 2019, com os sócios André Raduan, Emerson Codogno, Mariano Steinert, Lucas Cachapuz e Rodrigo Noel. A gestora atualmente tem sob custódia R$ 19 bilhões, com 70 funcionários, sendo 45 da gestão.

Anteriormente, grande parte do time já trabalhava junto na gestão por mais de 10 anos à frente da família de multimercados Itaú Hedge Plus, um dos melhores produtos do Itaú e que frequentemente figurou entre os melhores fundos multimercado da indústria brasileira.

A gestora conseguiu consolidar-se em pouco tempo de existência, em paralelo à pandemia.

A estratégia visa identificar a etapa do ciclo econômico vivida na economia e a duração deste ciclo. Com coleta de dados, informações de terceiros, pesquisas próprias e muito estudo.

Mas o que diferencia esta estratégia das demais é a possibilidade de mudanças táticas a curto prazo. Devido às constantes análises, revisadas diariamente, podem alterar teses e encontrar novas oportunidades, podendo alterar as posições em janelas curtas. Este processo ágil é conhecido como “macro trading”.

E estas mudanças são aceitáveis e bem-vistas aos olhos da equipe de gestão, pois o mercado financeiro nacional faz parte de uma economia em desenvolvimento, portanto, os ciclos econômicos nem sempre (raramente) são estáveis; por isso, a importância de análises e avaliações serem feitas com frequência.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

Da mesma maneira que ressaltamos em outros fundos discutidos até aqui, o prazo ainda é curto para julgarmos essa consistência em janelas de três anos; ainda assim, o resultado apresentado até aqui é muito positivo, com 100% de consistência contra o benchmark do fundo (CDI).

Giant Zarathustra

Atualização: O fundo Giant Zarathustra foi retirado das nossas recomendações no dia 16/09/2025. Para saber mais, clique aqui.

O fundo é administrado pela Giant Steps, uma empresa fundada em 2012 por Christian Iveson, Jorge Laranjeira (que não faz mais parte do time atual), Flávio Terni e Rodrigo Terni. Ela nasceu com o objetivo de ser uma casa totalmente sistemática. Isso significa que suas decisões de investimento são baseadas em modelos quantitativos e algoritmos, em vez do modelo tradicional em que um gestor humano é quem decide o que comprar ou vender.

O time desta moderna gestora não é composto apenas por profissionais do mercado financeiro, mas, para esse estilo de gestão, é necessário ter acadêmicos, pesquisadores econômicos e até mesmo medalhistas de Olimpíadas de Matemática e Física no seu quadro de funcionários. Com mais de 40 colaboradores, a gestora possui cerca de R$ 4 bilhões sob custódia. Seu portfólio apresenta estratégias altamente diversificadas e descorrelacionadas dos tradicionais fundos disponíveis no mercado.

A Giant Steps não foi a primeira gestora a adotar esse estilo de gestão, mas o ponto crucial desse método é o desenvolvimento de algoritmos de gestão, um processo complexo que exige um investimento significativo em tecnologia e desenvolvimento de inúmeros modelos, acarretando erros e acertos até que uma nova estratégia possa ser implementada no fundo. Além disso, bons modelos podem perder sua efetividade ao longo do tempo; justamente por isso, é necessário que o desenvolvimento de novas ideias nunca pare.

A estratégia

O fundo Zarathustra é o principal fundo da casa e atua como um grande radar, monitorando mercados globais e agindo rapidamente para capturar ganhos e encerrar posições quando encontra distorções de preço que podem ser corrigidas adiante. 

Algumas gestoras adotam estratégias quantitativas, mas nenhuma delas possui fundos com este estilo de gestão como carro-chefe, diferente da Giant, que tem especialização e premissa deste estilo em sua gestão. Em outras palavras, como se exige um alto nível de pesquisa e investimento para que uma estratégia dessa dê certo, é necessário haver um grande foco, o que pode não ocorrer quando o fundo sistemático é apenas mais um do leque de fundos das gestoras. Até por isso, não temos outras opções recomendadas nesta categoria até agora.

Cerca de metade do risco do fundo está alocado no Brasil, nas mais diversas classes de ativos, e a outra metade procura oportunidades no exterior, o que ajuda a ampliar a descorrelação frente a outros fundos muito concentrados no Brasil. São mais de 40 algoritmos, que a gestora chama de modelos, rodando simultaneamente a fim de procurar oportunidades de ganhos.

A ideia é que um modelo seja desenvolvido com base em alguma premissa ou teoria macroeconômica, que, depois de testada à exaustão, afinal, muitas vezes uma boa ideia no papel se torna inutilizável quando encontra os desafios de implementação na vida real, antes de integrar o fundo.

Ao aprovar um novo modelo, mesmo que tenha se provado muito eficiente, ele integra o fundo com um tamanho pequeno, e Chris Iveson é o gestor responsável por criar o portfólio, compondo diferentes tamanhos para cada um dos modelos existentes. Quase como se cada modelo fosse um fundo com uma estratégia particular, e Cris fosse o gestor que atribui o peso para cada uma dessas ideias.

A tecnologia permite a escala, a coleta e o processamento de mais informações do que uma equipe numerosa de humanos seria capaz de processar. Além disso, ela tem velocidade de execução, e o time da Giant, por movimentar e fazer milhares de operações todos os dias, também se preocupa muito com a eficiência da execução das ordens para reduzir custos.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

É um fundo com um longo histórico de consistência atrativa e, por ter um estilo diferente dos demais recomendados, costuma funcionar muito bem em um portfólio formado por fundos tradicionais.

Ibiuna Hedge STH

Ibiuna Hedge STH é a versão mais alavancada do fundo Ibiuna Hedge da gestora Ibiuna Investimentos. A gestora nasceu em 2010, fundada por dois ex-diretores de política monetária do Banco Central, Rodrigo Azevedo e Mário Torós. Com 45 profissionais, a empresa possui cerca de R$ 26 bilhões sob gestão.

Ambos os sócios tiveram experiências profissionais no setor privado e público, Rodrigo iniciou sua jornada voltada para carreira acadêmica, posteriormente entrou no banco Credit Suisse, onde ficou por 10 anos antes de ser convidado para ser Diretor de Política Monetária do BACEN, posição que ocupou até 2007. Mário, por sua vez, teve uma longa trajetória no Banco Santander, onde atuou por 14 anos, até ser convidado por Rodrigo Azevedo para substituí-lo como Diretor de Política Monetária no Banco Central.

Após a saída do Bacen, ambos decidiram se dedicar à criação de uma gestora independente, explorando expertise em olhar a política monetária não apenas no Brasil, mas globalmente.

Com a expansão da equipe ao longo do tempo, a empresa também passou a se diversificar, trazendo bons profissionais de outras áreas, como André Lion responsável pela gestão de ações da casa (e gestor de nosso recomendado Ibiuna Equities), e também a inauguração de uma área de crédito que tem produtos próprios e colabora com o engrandecimento da estratégia principal da casa.

A estratégia

A principal estratégia do time consiste em fazer análises macroeconômicas para identificar os ciclos de política monetária, que pode ser um movimento de aumento ou queda de juros em alguma economia, por exemplo. Com base nessas análises, a equipe identifica tendências e prevê possíveis reações das autoridades monetárias e seus impactos na inflação, permitindo assim a tomada de posições estratégicas no mercado.

Apesar de explorarem oportunidades em diferentes classes de ativos, a política monetária é o principal foco de suas análises, pois possuem amplo conhecimento e compreensão suficiente para identificar a dinâmica de cada economia analisada.

A montagem das posições ocorre após o economista-chefe de cada país elaborar cenários baseados em seus estudos. Esses cenários são apresentados ao restante do time de gestão, gerando muitas discussões até que a decisão seja tomada. Por terem diversos gestores, muitas vezes cada um toma conta de um book (pedaço da carteira) individual, podendo até mesmo expressar posições contrárias a outros gestores dos books restantes.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

O fundo aufere a maior parte de seus retornos aplicados em juros e câmbio no Brasil e no mundo, e isso é explicado pelo próprio objetivo do fundo, que implica em identificar o ponto-chave de virada dos ciclos. O resultado é muito satisfatório, mostrando grande consistência contra o CDI e, também, a média da indústria representada pelo IHFA.

JGP Strategy

O fundo pertence à tradicional gestora JGP, que surgiu em 1998, fundada por André Jakurski (J), Paulo Guedes (G) e mais alguns parceiros (P). Atualmente, a equipe conta com mais de 180 colaboradores e cuida de um pouco mais de R$ 35 bilhões.

André, sócio e gestor da estratégia macro, não precisa de muita apresentação; ele é referência em todo o mercado financeiro no Brasil. Além de ter fundado a sua gestora independente, ele foi um dos fundadores do Banco Pactual (atual BTG Pactual) e possui uma vasta experiência profissional.

Todos os fundos da empresa adotam uma gestão dividida, conhecida como "multigestão". Isso significa que não há um único gestor tomando todas as decisões com base em uma única tese. Os gestores podem discordar entre si e criar posições descorrelacionadas. Este modelo de multigestão ajuda a evitar a dependência de uma única decisão ou gestor, promovendo uma abordagem mais diversificada e independente.

Além disso, a gestora se destaca por sua forte cultura de preservação de capital. Isso não apenas envolve ganhos em posições, mas também a proteção contra grandes oscilações do mercado, mantendo uma boa relação risco-retorno em suas estratégias.

Estratégia

Como falado anteriormente, o fundo possui multigestão com gestores distintos que, apesar de beberem na mesma fonte de discussões e estudos proprietários gerados pela casa, podem tomar iniciativas em direções opostas. O fundo investe em posições de renda fixa e variável, moedas, commodities e instrumentos derivativos para proteger ou potencializar seus retornos, operando no mercado nacional e internacional.

O time por trás desta estratégia é composto por nove gestores, sob a liderança de André. Cada um deles possui diferentes e/ou complementares estilos, dividindo o risco total entre si e possuindo uma autonomia operacional.

Todos são expostos às mesmas informações, porém os profissionais possuem autonomia para criarem suas próprias óticas até o limite máximo de perda. As posições são reavaliadas e discutidas diariamente, podendo ter posições maiores ou menores.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

Este é o fundo menos volátil entre todos os nossos recomendados. Mas não é por falta de trabalho e tomada de risco. Se analisarmos os books individuais de cada gestor, temos níveis de volatilidade mais elevados, mas como o fundo JGP Strategy é formado pela junção desses books tocados por diferentes gestores, o resultado agregado se mostra muito menos volátil.

Por isso, para quem quer começar a investir em multimercados, mas não está preparado(a) para o chacoalho das estratégias mais voláteis, o JGP Strategy se mostra uma boa pedida.

Kapitalo Zeta (e Kappa)

Os dois fundos pertencem a Kapitalo Investimentos, empresa fundada em 2009 pelos sócios João Carlos Pinho e Carlos Woelz. Ambos passaram pela BBM, antigo Banco da Bahia, uma antiga e tradicional instituição fundada em 1858, onde aprenderam e criaram a cultura de desenvolver processos diferentes e times.

Depois de muito sucesso na tesouraria do Banco e dada à rigidez da estrutura do Banco Bahia, que até hoje tem amarras sob o comando da família dona do Banco, alguns profissionais decidiram sair do Banco para fundar sua própria gestora independente, o que veio a se tornar a Kapitalo.

Atualmente, a gestora conta com uma equipe de 140 profissionais e administra pouco mais de R$ 26 bilhões. Esse capital está distribuído em um portfólio de 10 diferentes fundos no mercado: cinco multimercados, dois fundos previdenciários de multimercado, um multimercado sistemático, um fundo de ações Brasil e um fundo event driven.

Esta gestora tem como principal diferencial o que eles chamam de “Constelação de Hedge Funds”; desde o início, ela foi desenvolvida para ter diversos fundos internos que frequentemente chamamos de modelo multimesas.

Basicamente, suas estratégias são compostas por outros fundos com suas respectivas gestões - ou seja, o fundo é quase como se fosse um “fundo de fundos” e a divisão da alocação destes fundos internos depende exclusivamente de seus retornos; quanto mais eficiência de retornos o fundo interno entrega para o cotista, maior será o capital alocado nele.

Carlos Woelz é a figura mais conhecida na gestão dos fundos macro da Kapitalo. Como mencionamos, neste modelo multimesas, a gestão é dispersa entre várias outras equipes que atuam quase como um fundo à parte. A Kapitalo possui 13 áreas de gestão, e cada um desses times tem total autonomia para decidir quais modelos implementar. Desta maneira, Carlos tem a função de reger essa orquestra e distribuir o risco do fundo entre as diferentes mesas existentes na Kapitalo. Apesar desta divisão, Carlos ainda carrega o risco individual mais representativo do fundo, o que faz com que o consideremos como principal gestor.

O objetivo deste modelo é fazer combinações de fundos que são descorrelacionados e que funcionam de maneira autônoma, construindo posições sem depender de uma coordenação geral. Isso exige um sistema de controle de perdas muito robusto, que limita as posições, responsabilidade da área de risco comandada pelo sócio e fundador, João Cunha.

Estratégia

Os dois fundos recomendados seguem a mesma estratégia, porém com diferentes níveis de volatilidade. Como explicado anteriormente, os fundos da Kapitalo possuem o estilo de multigestão, ou seja, mais de um gestor liderando as operações. O Kappa e o Zeta possuem uma carteira composta pelas 13 mesas da Kapitalo.

Este é mais um caso em que o resultado agregado é melhor do que a soma das partes. Ao analisar o nível de volatilidade de cada mesa, encontramos níveis mais elevados do que os apresentados pelo fundo “completo”. Isso acontece pelo fato de a Kapitalo procurar mesas de gestão que sejam descorrelacionadas e ajudem a melhorar o perfil de risco e o retorno do fundo.

A diferença entre Kappa e Zeta é o nível de concentração. O Zeta, como dissemos, é o carro-chefe da gestora, sendo um fundo com meta de volatilidade em torno de 10-12%, destinado a investidores qualificados. Enquanto o Kappa é a diluição do Zeta, sendo a mesma estratégia em um formato mais acessível, já que é disponível para investidores em geral.

image.png
image.png


Fonte: Quantum e Finclass

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

Com históricos de quase 14 anos, podemos observar uma consistência de 99,04% na versão Zeta e de 94,80% na versão Kappa. Em comparação com o IHFA, que consolida uma média da indústria de multimercados, o Zeta tem uma maior consistência em relação ao Kappa, mas também corre um risco superior para atingir esse resultado.

Kinea Atlas

O Kinea Atlas faz parte do portfólio da gestora Kinea, uma empresa do banco Itaú. Fundada em 2007, a Kinea, apesar de ter o Itaú como sócio, opera com suas próprias regras e possui uma estrutura segregada. Atualmente, a Kinea administra aproximadamente R$ 55 bilhões. Sob a liderança de Marcio Verri, a empresa conta com equipes especializadas para cada vertente em que atua.

Marco Freire, com larga experiência em instituições  renomadas como a Franklin Templeton no Brasil e o Bank of Boston, lidera, desde 2015, as estratégias de fundos líquidos (multimercado, renda fixa e ações) na gestora, sendo o principal gestor da estratégia Kinea Atlas.

Estratégia

A equipe por trás do fundo é dividida em grupos especializados em seus respectivos mercados, visando encontrar as melhores oportunidades e trazendo o máximo de dinamismo e profundidade possível. Esses especialistas atuam nos mercados de renda fixa local, renda fixa emergente, inflação, ações e commodities. Além disso, há profissionais focados em pesquisas, quantitativos, econômicos locais e internacionais.

Marco Freire, como generalista,  desempenha um papel muito importante ao combinar as melhores oportunidades e proporções para compor a carteira da maneira mais eficiente possível. Dando espaço para os especialistas focarem em maximizar suas respectivas caixinhas. 

O book total e suas proporções podem ser reavaliados constantemente, mantendo um alto nível de dinamismo em busca de uma boa relação entre risco e retorno.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

O fundo apresenta um excelente histórico de consistência tanto em relação ao CDI quanto ao IHFA e, desde seu início em 2016, os resultados são bastante robustos.

Legacy Capital

O fundo pertence à gestora Legacy, fundada em abril de 2018 por 18 profissionais. Atualmente, a equipe é composta por 74 pessoas, administrando cerca de R$ 23 bilhões. Os principais fundadores já trabalhavam juntos na tesouraria do Banco Santander.

Entre os sócios-fundadores, destaca-se Felipe Guerra, que anteriormente comandava a tesouraria do banco e  possui experiência tanto no BBM quanto no Citi. Juntamente com ele, vieram o economista Pedro Jobim, responsável pelas ideias macroeconômicas que orientam o portfólio da gestora, e Gustavo Pessoa, responsável pela mesa de renda fixa.

Assim como na história da gestora Ace Capital, o time que formou a Legacy também contava com profissionais que hoje estão na Ace. Portanto, podemos dizer que ambos os fundos têm uma concepção em comum, fundados por profissionais egressos da tesouraria do banco espanhol.

A gestora possui um estilo semelhante ao das casas que conhecemos, Kapitalo e SPX (que ainda falaremos a frente), com várias mesas com gestores especialistas responsáveis por seus produtos, exceto Felipe Guerra, que possui autonomia para atuar em todos os mercados, como uma verdadeira “carta-branca” para alavancar posições de maior convicção.

A estratégia

O fundo adota uma gestão macro com o objetivo de não depender de uma geografia específica, classe de ativos ou aposta singular. Em vez disso, busca identificar oportunidades que sejam independentes dessas variáveis, explorando assimetrias de informações para obter vantagens competitivas.

A estratégia é cuidadosamente elaborada para envolver posições em que a carteira tem uma perda limitada em caso de erro, minimizando riscos. Entretanto, quando as apostas estão corretas, a estrutura do fundo permite ganhos substanciais. É comum que o fundo passe por períodos de lateralidade quando o time não tem nenhuma grande convicção, resultando em uma baixa alocação de risco, de forma que temos um certo comportamento de “escadinha”, no qual o fundo apresenta “saltos” de retorno quando os gestores encontram essas apostas de grande convicção.

A equipe de gestão, composta por especialistas de seus respectivos mercados, utiliza análises detalhadas e modelos fundamentalistas para identificar e capitalizar essas oportunidades.

Esse foco na diversificação e na gestão de risco assegura que o fundo possa gerar retornos consistentes em um prazo maior, com um bom controle das flutuações de mercado, em qualquer região ou setor específico.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass

O fundo nasceu já com um grande peso e expectativa do mercado por ser composto por profissionais reconhecidos; e vem fazendo jus a essa confiança, entregando resultados consistentemente acima dos índices de referência.

SPX Nimitz (e Raptor)

Os fundos são administrados pela SPX Capital, uma gestora fundada em 2010 pelos sócios cujas iniciais do sobrenome inspiraram o nome da gestora: Daniel Schneider (S), Bruno Pandolfi (P) e Rogério Xavier (X). O time é composto por 300 profissionais, incluindo membros que trabalham juntos há 28 anos.

Atualmente, a SPX Capital gerencia aproximadamente R$ 61 bilhões e é conhecida internacionalmente, possuindo um passivo totalmente diversificado, com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York, Cascais (Portugal), Londres e Singapura.

Os sócios-fundadores vieram da mesma instituição anterior, o banco BBM (antigo Banco da Bahia), compondo a primeira geração de egressos do Banco que fundou uma gestora de renome. Com a saída dos profissionais do Banco BBM, assumem os especialistas que, posteriormente, fundaram a Kapitalo.

Rogério Xavier foi diretor responsável pela tesouraria e assumiu, posteriormente, a diretoria executiva de Gestão de Recursos de Terceiros (até 2010). Bruno Pandolfi e Daniel Schneider ingressaram no banco em 1996, tornaram-se sócios em 2003 e atuaram lá até 2010, quando se juntaram para criar a gestora SPX Capital.

Para Rogério, é essencial que o time seja sólido e tenha sinergia, transmitindo essa confiança ao investidor. Bons resultados são importantes, mas o cliente também precisa confiar nos processos e entender quando a performance não está ideal. Embora a performance seja um fator relevante, a boa relação e a sinergia entre a equipe são fundamentais para que o investidor confie e compreenda as diversas situações. Como ele mesmo diz em diversas entrevistas: “A força da SPX está nas pessoas”.

Hoje, a SPX se coloca como um player global, buscando competir não apenas com fundos multimercado da indústria brasileira, mas, também com grandes hedge funds globais.

Estratégia

A estratégia seguida pelos fundos Nimitz e Raptor, assim como os demais fundos multimercados da SPX, é semelhante à tesouraria de um banco. A gestão é segmentada por produtos, incluindo juros, câmbio, ações, crédito e commodities. Cada um desses produtos possui um gestor e uma equipe especializada no respectivo ativo.

Todos têm como foco principal extrair as melhores oportunidades em seus respectivos mercados, de maneira descorrelacionada, apoiados por uma estrutura global muito sólida, com apoio da área de pesquisas macro e microeconômicas.

Uma prioridade fundamental da casa é a descentralização das decisões dos fundos, estabelecendo limites específicos para cada caixinha.

O SPX Nimitz está disponível exclusivamente para investidores qualificados, ou seja, aqueles com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras. Já o Raptor, nada mais é do que a versão alavancada do Nimitz, tendo o dobro do orçamento de risco. Este segundo fundo está fechado há anos e não há perspectivas de abertura, além de ser restrito a investidores profissionais (aqueles com mais de R$ 10 milhões em aplicações financeiras) e investimento mínimo de R$ 1 milhão.

image.png
image.png

Fonte: Finclass e Quantum

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass.

Um detalhe a mencionar é que o fundo SPX Raptor possui divulgação de cota mensal, ou seja, só temos uma referência de preço por mês, o que pode intensificar o valor encontrado pela volatilidade, já que os “saltos” de um dado para o dado do mês seguinte são mais acentuados. A ideia é que a volatilidade do Raptor seja muito próxima ao dobro da volatilidade do Nimitz.

Verde

O fundo é administrado pela Verde Asset Management, fundada em 2015 por Luis Stuhlberger e sua equipe. O principal fundo da casa, recomendado por nós, é mais antigo do que a fundação da própria gestora.

Embora tenha sido estabelecida como gestora independente em 2015, a maior parte da equipe de gestão já trabalhava junta há mais de 25 anos. Atualmente, a empresa conta com mais de 75 profissionais e administra aproximadamente R$ 22 bilhões em ativos.

Luis Stuhlberger, o líder mais sênior da operação, possui vasta experiência no mercado financeiro. Ele iniciou sua carreira na Hedging-Griffo em 1981, criou a área de gestão de fundos em 1992 e lançou um dos maiores hedge funds brasileiros, o Fundo Verde, lançado em 1997 como uma referência à cor verde ligada às commodities (área que Luis tinha grande expertise) e, é claro, sua paixão pelo time paulista Palmeiras.

A casa vem passando por grandes mudanças estruturais. A primeira que vale ser mencionada foi a venda da fatia antes detida pelo Credit Suisse para dar boas-vindas a um novo sócio, a Lumina Capital, tocada pelo brilhante Daniel Goldberg. Ao contrário do antigo sócio Credit Suisse, que não participava do dia a dia da gestora e só tirava dinheiro do negócio, a Lumina chegou para somar com sua expertise em crédito estruturado global e alternativos, ampliando a diversificação e os retornos nos fundos da Verde.

Em maio de 2024, ocorreram mudanças significativas na equipe de gestores especializados no mercado de ações do Brasil, com a saída de Elmer Ferraz, que havia sido contratado do Itaú para substituir seu antigo sócio e gestor de ações Pedro Sales. Pedro foi substituído por resultados insatisfatórios, e o mesmo aconteceu com o time vindo do Itaú. Com essa transição, Stuhlberger decidiu assumir o comando da análise de ações para tomar decisões mais pautadas no cenário macro.

Estratégia

O fundo é o carro-chefe da gestora, tendo como principal tomador de decisões o próprio Stuhlberger em grande colaboração com seu braço direito, Luiz Parreiras. A estratégia nasceu antes da gestora se tornar independente, na Hedging Griffo, possuindo um histórico desde 1996.

A estratégia consiste em desenvolver negócios quando surgem boas oportunidades. Explorando a assimetria de informações de forma a priorizar um processo cauteloso.

O fundo Verde costuma ter grandes posições de carteira estrutural, frequentemente tendo exposição em diferentes classes de ativos, algo parecido com a nossa carteira feita para pessoas físicas, em que sempre teremos exposição a várias classes de ativos (nunca vamos deixar de ter ações na carteira, por exemplo). Isso não significa que não possam fazer movimentos mais táticos dentro de cada fatia da alocação.

Como dissemos, em maio deste ano, ocorreram mudanças significativas na equipe, com a saída de Elmer Ferraz, gestor de Ações Brasil, além de dois analistas, e Stuhlberger assumindo a responsabilidade pela área. O book de ações tem sido uma das principais contribuições negativas para o resultado do fundo.

Para o estilo do fundo, não julgamos como ruim a ideia de se tomar as decisões em bolsa do ponto de vista macro. Afinal, por muito tempo a decisão em ações esteve sob o comando de Stuhlberger, e o resultado fala por si só.

Ainda assim, continuaremos acompanhando de perto o momento de transição da gestora.

image.png
image.png

Vale ressaltar que, para o índice IHFA, o período “desde o início” não é aplicável, pois não havia histórico disponível para o índice na data de início do fundo observado.

Fonte: Quantum e Finclass.

Vista Multiestratégia (e Hedge)

Ambos os fundos pertencem à Vista Capital, fundada em 2014 por João Landau, atual CIO, e João Lopes, que já não faz mais parte da gestora. Ela conta diversos gestores experientes responsáveis por diferentes classes de ativos, como commodities, renda fixa, moedas, ações brasileiras, ações globais e até mesmo derivativos.

A Vista nasceu como uma casa monoproduto com viés macro. João Landau sempre foi o principal tomador das decisões do fundo, tendo a maior parte do risco sob sua tutela, mesmo que contasse com o apoio da equipe para decidir os investimentos.

Com o passar dos anos e o crescimento da casa, fruto de excelentes resultados, a Vista passou a investir em expansão de áreas para maior aprofundamento em temas da atualidade. Neste processo, Landau abriu mão de parte relevante do risco do fundo para dar espaço a novos gestores.

O movimento não deu certo. Essa mudança aconteceu em um momento difícil de mercado, que resultou em uma queda acentuada a partir do final de 2022. Hora de fazer um ajuste de rota: a Vista, então, decidiu regressar ao modelo anterior, devolvendo a maior parte do risco para Landau. O processo de retroceder, é claro, foi doloroso. Alguns profissionais que haviam ganhado espaço não gostaram da ideia de voltar um passo atrás e preferiram deixar a empresa.

Outro movimento importante foi o encerramento das atividades dos fundos de ações da casa, que foram criados para atender uma demanda que não veio, dado o ambiente de risco dos últimos anos. Além disso, os gestores responsáveis pelos fundos de ações tinham uma participação relevante nas ações da empresa.

Como o fundo de ações era pequeno, contribuía pouco para o resultado da companhia. Dessa forma, profissionais experientes que ajudavam diretamente João Landau na gestão dos fundos multimercado, e que tinham pouca participação societária, passaram a ter certo descontentamento.

A decisão final foi desligar os sócios responsáveis pelos fundos de ações, que levaram o fundo para uma nova gestora que seria fundada, e a fatia societária foi utilizada para dar mais reconhecimento ao time que ajudava diretamente nos resultados do principal produto da casa.

Portanto, a Vista voltou às suas origens de uma casa macro, de alta convicção e com concentração da tomada de decisão em uma figura principal, João Landau. João, por mais genial que possa ser, conta com sua ampla equipe de analistas e gestores para chegar aos resultados almejados, mas com certeza é a principal mente por trás dos resultados.

Estratégia

O Vista Multiestratégia foi o primeiro fundo criado pela Vista Capital. Desde o seu início, o fundo se destacou na indústria por seu apetite a risco significativamente maior que a média. Enquanto a maioria dos fundos multimercados arrojados mantinha uma volatilidade anual entre 10% e 12%, o Vista Multiestratégia iniciou suas operações com uma volatilidade que ultrapassava 20%, quase o dobro de seus pares.

Em 2018, a Vista Capital lançou o Vista Hedge, uma versão menos concentrada da sua estratégia principal. Apesar de a intenção ser oferecer um produto com menor volatilidade, o Vista Hedge ainda apresenta uma volatilidade comparável aos multimercados de mais alto risco disponíveis no mercado (o 7º multimercado mais volátil do nosso mapeamento que você verá adiante)

Os gestores adotam uma estratégia de alta convicção, concentrando o patrimônio em oportunidades de investimento de grande potencial, o que pode levar a períodos de espera até que essas oportunidades surjam. E quando essas convicções aparecem, costumam concentrar boa parte do patrimônio para maximizar ganhos.

Os fundos Vista Multiestratégia e Vista Hedge equilibram essas teses com proteções (hedges) para suavizar o impacto até que as teses principais amadureçam. Essa abordagem pode gerar ganhos impressionantes quando bem-sucedida, mas também acarreta riscos significativos, resultando em perdas relevantes, como as enfrentadas atualmente após anos de resultados expressivos.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass.

image.png
image.png

Fonte: Quantum e Finclass.

O fundo foi indiscutivelmente consistente contra seus índices de referência, mas, como já mencionamos, possui bastante risco, fazendo-nos considerá-lo a nossa “pimentinha” da lista de recomendados.

Para obter bom resultado a longo prazo, o fundo passou por longos períodos de queda.

Escala de volatilidade

Para fornecer uma visão macro, criamos uma régua de volatilidade desde o início de cada peça da caixinha da renda fixa dinâmica. Embora a volatilidade não seja um fator a ser analisado de forma isolada, é importante compreender o comportamento dos ativos nessa fatia, afinal temos perfis de risco e retorno muito distintos entre nossos recomendados.

image.png
image.png


Fonte:Finclass e Quantum

image.png
image.png

Fonte: Finclass e Quantum

Note, por exemplo, a diferença do nível de “chacoalho” apresentado pelo fundo menos volátil de nossa lista, o JGP Strategy, em relação ao Vista Multiestratégia, que apresenta um nível bastante elevado de volatilidade, não só em relação aos outros recomendados, mas em relação à indústria brasileira como um todo.

Discussão sobre performance de longo prazo

A maior parte dos fundos multimercado da indústria brasileira está passando por momentos difíceis, tanto sob a ótica de captação de recursos como pela ótica da performance em um mercado desafiador.

Ao final do ano de 2022, o tema da política monetária no mundo entrou em pauta e o mercado passou a mudar de opinião diversas vezes sobre quando as economias teriam condições de começar a cortar juros. Juntamente com essa grande discussão macroeconômica, tivemos guerras e outros conflitos geopolíticos, além de eventos como a quebra dos bancos médios nos EUA no primeiro trimestre de 2023.

Este ambiente trouxe muitas dificuldades para os gestores que tentavam procurar convicções para se posicionar, ao mesmo tempo em que o CDI se apresentava como um oponente duro de bater, uma vez que os juros no Brasil se encontravam em um patamar altamente elevado.

Isso tem feito com que muitos investidores torçam o nariz ao falar de multimercados, pois observam apenas os retornos recentes, desconsiderando os bons resultados que foram entregues ao longo de suas histórias.

Nós temos o compromisso de nos manter próximos de nossos gestores recomendados e trazer informações pertinentes em nossos relatórios e publicações na comunidade.

Não temos cadeiras cativas entre nossa lista de seletos, e se nossa convicção se alterar ao longo do tempo, poderemos fazer retiradas, assim como novas peças podem chegar ao longo dos próximos meses. Precisamos confiar nos gestores que receberam nosso crivo de aprovação, mas confiança não é sinônimo de complacência.

Conte conosco para continuar monitorando de perto.

Versões previdenciárias

Fundos previdenciários são regidos por uma legislação diferente dos fundos abertos, e frequentemente gestores encontram dificuldades de montar um fundo previdenciário que seja exatamente igual a sua versão tradicional.

Por isso, traremos para este relatório a tabela que publicamos no relatório sobre previdência, em que discutimos um pouco mais sobre o tema. Caso queira ler este relatório mencionado, basta clicar aqui.

A tabela abaixo lista o nível de aderência (o quão parecida a versão previdenciária é com a versão original) e traz uma observação.

image.png
image.png


Fonte: Finclass

Leve isto em consideração, caso deseje implementar a sua fatia de multimercados através de fundos previdenciários.

Ficamos por aqui...

Nós acreditamos que gestores de fundos multimercados enfrentam um grande desafio no Brasil, já que é um país com alta mortalidade de empresas (uma gestora não deixa de ser uma empresa). Além disso, nossos juros estruturalmente altos elevam a régua do benchmark a ser batido, o CDI, que em prazos longos supera até mesmo índices de renda variável, como o IBOVESPA.

Portanto, não esperamos que nossos gestores acertem sempre, mas sim que entreguem resultados consistentes em prazos suficientemente longos. Para nós, o horizonte de investimento para avaliação de fundos multimercados é de, pelo menos, três anos.

Esta classe dinâmica e flexível nos ajuda a contrabalancear as outras fatias de ativos contidas em nossa alocação e nos ajudará a colher bons resultados ao longo do tempo, mesmo que passemos por períodos mais desafiadores.

Esperamos que este relatório tenha ajudado a elevar o nível de compreensão das estratégias recomendadas e a facilitar as escolhas dos fundos para compor a carteira.

Não deixe de comparecer em nossas Lives para tirar dúvidas específicas, que podem não ter sido resolvidas com este relatório.

Um grande abraço,

Felipe Arrais, Ana Farias e Rodrigo Xavier

Sobre os analistas

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.