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Montando uma carteira de renda fixa (atualização)

Escrito por Guilherme Cadonhotto em RENDA FIXA

12 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  • Uma ótima maneira de começar sua jornada no mundo dos investimentos é optar por alternativas consideradas mais seguras.

  • Apresentamos aqui os principais índices de renda fixa no Brasil. Apesar de serem associados a um baixo nível de risco, eles oferecem retornos atrativos, representando excelentes oportunidades para investidores.

  • Por fim, disponibilizamos um passo a passo para ajudar você a montar ou atualizar sua carteira de renda fixa de forma estratégica.

“Homens ao MAR!” gritava Arthur do meio de uma piscina de raia olímpica.

Ainda pequeno, eu apenas conseguia apenas observar a cena em que 10 adolescentes corriam em direção aquela imensa piscina. O barulho de todos eles mergulhando na água em alta velocidade ao mesmo tempo praticamente abafava o som de conversas paralelas por alguns instantes, mesmo em um dia de sol forte, onde a piscina do condomínio imperial, meu antigo prédio, ficava abarrotada.

O intuito era atravessar a piscina até sua outra extremidade sem que o Arthur, encostasse em ninguém, do contrário, aquele que foi pego se juntaria a ele e tentaria alcançar os demais.

O objetivo da brincadeira era ser pego por último, o que levaria o título de marinheiro.

Me recordo bem dos adolescentes brincando em meu antigo condomínio enquanto eu ainda era criança e apenas poderia observar, e quando os questionei se poderia participar a recomendação, com um toque de desdém, foi uma só:

“Começa brincando na piscina rasa.”

A poucos metros da piscina olímpica, uma piscina menor e mais rasa estava sempre tranquila, com algumas poucas crianças e alguns pais ensinando seus filhos a nadarem.

A recomendação era válida, afinal, naquela época, apesar de ter ficado bem triste, eu nem ao menos conseguia ficar em pé, parado na piscina, ou seja, ela nem “dava pé”.

O conselho do Arthur, apesar de ter dito aquilo apenas para que eu parasse de o incomodar, era justificável.

Aproveite em algum lugar menos arriscado até que você esteja preparado para águas mais profundas, ou brincadeiras mais perigosas.

Mal sabia eu que essa história voltaria a passar pela minha memória quando nosso analista de fundos imobiliários, o Ricardo Figueiredo, utilizasse essa analogia para falar de investimentos:

“Se você nunca nadou, entre na piscina pelo lado das crianças.”

A resposta foi dada a um cliente que gostaria de começar a investir e perguntou se começar por criptoativos seria a melhor opção, já que estava em um momento positivo.

A frase do Ricardo reflete bem o nosso pensamento; se você está começando a investir, vai ser melhor iniciar a sua jornada por ativos menos arriscados, e depois, gradualmente, comece a ter pequenas posições em ativos de risco maior.

A ideia por trás dessa estratégia é experimentar a volatilidade e a complexidade de diferentes produtos aos poucos, a fim de não se “traumatizar” ao realizar algum investimento de risco maior sem compreensão total dos fatores que o impacta e acabar perdendo bastante dinheiro no processo.

Por isso, nada mais justo, que muitas pessoas desejem ter uma carteira composta única e exclusivamente por ativos de renda fixa

A renda fixa é o único lugar que você consegue investir e manter um nível de risco, medido pela volatilidade, que é o balanço dos preços, em patamar comedido.

Além disso você consegue montar uma boa carteira de investimentos colocando seu dinheiro apenas em títulos públicos, que são os ativos de renda fixa com menor chance de dar calote do país.

Eu sei que provavelmente alguns podem pensar “Confio mais nos grandes bancos.”, mas você já parou para pensar onde está grande parte, se não a maior parte, do dinheiro dos grandes bancos? Sim, são os títulos públicos. Os títulos públicos apoiam uma grande parte do sistema financeiro brasileiro e nenhum banco, nem mesmo os grandes, passariam ilesos por problemas com os títulos públicos brasileiros.

Muitas pessoas optam por não investir em uma carteira formada exclusivamente por ativos de renda fixa por conta do retorno, que em tese, seria menor, afinal, é razoável de se supor que quanto menor o risco, menor o retorno de uma determinada classe de investimentos correto?

Isso é verdade, na grande maioria dos países, mas o Brasil tem uma característica peculiar; as classes de ativos com risco menor entregaram mais resultados ao longo do tempo.

Para confirmar brevemente esse ponto vamos dar uma olhada na performance dos principais indicadores do mercado brasileiro, a começar pelo embate entre CDI e IBOVESPA desde 1997:

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Fonte: Quantum

Desde 01/01/1997 o Ibovespa acumula um retorno de 1.612% enquanto o CDI acumula 3.330%, mais que o dobro do principal índice de ações do país.

Podemos comparar o CDI com o IFIX, o principal índice de fundos imobiliários do Brasil desde 01/01/2011:

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Fonte: Quantum

O retorno acumulado do IFIX foi de 211% no período, enquanto o do CDI foi de 250%. Uma diferença bem menor do que a apresentada frente ao principal índice de ações, ainda assim, relevante.

Essa diferença fica ainda mais considerável se pensarmos que o CDI não apresenta volatilidade, e seu rendimento é facilmente atingido através de um título público extremamente seguro, como é o caso do Tesouro Selic, ou de um CDB de um grande banco, e tudo isso mantendo a liquidez diária.

A vantagem da renda fixa não para por aí.

Até o momento falamos apenas dos ativos de renda fixa pós-fixados, que são aqueles que possuem o seu preço corrigido diariamente por uma taxa, seja ela do CDI ou Selic, que lembrando, sempre caminham lado a lado.

No entanto, a renda fixa também abrange subclasses mais diversificadas e amplas do que os pós-fixados. É nesse ponto que começamos a lidar com um pouco de volatilidade, ou seja, variações nos preços.

Estamos falando dos prefixados e dos indexados à inflação.

Eles são representados respectivamente pelos índices IRF-M e IMA-B.

Vamos inclui-los em nossos comparativos anteriores para entender como eles se comportam frente aos seus “concorrentes” na renda variável. Primeiro vamos dar uma olhada no IRF-M e no IMA-B contra o IBOVESPA:

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Fonte: Quantum

Na tabela acima do gráfico podemos ver que os índices de renda fixa apresentaram uma rentabilidade muito superior ao principal índice de ações do mercado brasileiro, o IBOVESPA.

O cenário é semelhante quando passamos para a comparação com o IFIX:

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Fonte: Quantum

Destaque para os índices de renda fixa novamente.

Tanto o IRF-M, que representa os prefixados, quanto o IMA-B, que representa os indexados à inflação, são compostos por títulos públicos de prazos muito diferentes.

O IRF-M, por exemplo, é composto por títulos com vencimentos que variam de 6 meses a 10 anos. A diferença nos prazos de vencimento faz com que o comportamento dos preços também seja bastante distinto. Para os títulos prefixados, o índice que representa os de curto prazo é o IDkA Pré 2 anos, enquanto os de longo prazo são representados pelo IDkA Pré 5 anos.

Quanto maior o prazo de vencimento maior a oscilação de preço que um título prefixado ou indexado à inflação vai apresentar.

No IMA-B a diferença é ainda maior, os prazos de vencimento dos títulos que o compõem vão de 4 meses a 40 anos. São títulos com comportamentos completamente diferentes. O índice que representa bem os indexados à inflação de curto prazo é o IMA-B 5 e os de longo prazo é o IMA-B 5+ (o sinal é importante).

Mesmo que estejamos falando de ativos de risco na renda fixa, ainda estamos falando de índices que apresentam volatilidade menor, ou compatível com indicadores de renda variável, para ter certeza basta darmos uma olhada na tabela abaixo, que nos mostra a volatilidade dos índices citados até aqui:

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Fonte: Quantum

A volatilidade basicamente nos mostra qual desvio do retorno médio observamos com certa facilidade em cada um dos indicadores.

Para facilitar, imagine que o retorno médio do Ibovespa seja de 10% ao ano, como sua volatilidade é de 23,59%, facilmente você observará o retorno médio do IBOVESPA ser de -13,59% (10% - 23,59%) ou 33,59% (10% + 23,59%), o que é uma dispersão de resultados bem relevante.

Na ponta contrário temos o IMA-B 5, que apresenta volatilidade de 2,91%. Isso significa que a sua dispersão de resultados é bem inferior do Ibovespa.

Na tabela acima podemos dizer que em vermelho estão os índices com risco muito alto, em laranja os índices de risco elevado, em amarelo um risco moderado para alto e em verde um risco moderado para baixo.

Eu lhe mostrei tudo isso para que você entenda duas coisas:

1.      A renda fixa no Brasil é extremamente atrativa, ainda mais se consideramos o nível de volatilidade frente os concorrentes.

2.      Uma carteira formada apenas por ativos de renda fixa, apesar de não ser ideal, possui um nível de atratividade interessante.

Pensando nisso, vou colocar como hoje eu montaria uma carteira somente de renda fixa.

Montando uma carteira somente de ativos de renda fixa

Passo 1: Entender as classes diferentes da renda fixa

Você já deve ter nos ouvidos falar sobre a importância de uma alocação. Isto é, como você divide a sua carteira entre as diferentes classes de ativos, renda fixa, ações, fundos imobiliários e aí por diante. Acontece que quando a maior parte da sua carteira está em renda fixa é interessante que você pense na alocação dessa carteira, mas ao invés de pensar nas classes de ativos que citamos anteriormente, você vai entrar nas classes de renda fixa, que dividimos da seguinte maneira:

·       Pós-fixados

·       Prefixados de curto prazo

·       Prefixados de longo prazo

·       Indexados à inflação de curto prazo

·       Indexados à inflação de longo prazo

·       Renda fixa internacional

A parte de renda fixa internacional, entendo que não funcione para todo mundo, afinal, os ativos aqui estarão, de maneira direta ou indireta, expostos ao dólar, o que vai trazer uma volatilidade adicional para essa parcela, fato que pode causar um incômodo para aqueles que não estão acostumados.

É importante que você entenda que cada um desses ativos tende a se comportar de maneira diferente dado o cenário econômico que estejamos atravessando.

De maneira bem resumida, vou comentar quando cada um desses ativos tende a se beneficiar ou prejudicar, o que vai se somar ao que já expliquei brevemente sobre cada uma das classes anteriormente.

Pós-fixados:

Os ativos pós-fixados são o porto seguro dos investimentos, ou seja, apresentam baixíssimo risco de oscilação. O índice que melhor os representa é o CDI e a Selic. Quanto maior essas taxas, maior a rentabilidade diária de ativos que têm sua remuneração atrelada a esses índices.

Isso significa que eles passarão a ser destaque da sua carteira de investimento conforme a Selic estiver em processo de elevação, e que a remuneração deles começará a subir pouco a pouco.

O inverso é verdadeiro, ou seja, quando a taxa Selic, e consequentemente o CDI, começa a cair, esse seu ativo vai apresentando uma rentabilidade diária, semanal e mensal cada vez menor.

Prefixados de curto prazo:

Os prefixados de curto prazo são impactados principalmente pela perspectiva de Selic nos próximos dois anos.

Quando a expectativa de juros, a da taxa Selic brasileira, começa a subir, esses ativos tendem a apresentar rentabilidades piores do que a do CDI. Como eles são de curto prazo, esse “prejuízo” não é tão considerável.

Do outro lado, quando as expectativas da taxa de juros para os próximos meses e anos estão em queda, esses ativos tendem a se beneficiar, apresentando uma rentabilidade significativa acima do CDI. De novo, por ser um ativo de curto prazo, não espere nenhuma mudança de patamar financeiro no curto prazo, aqui o lema é “devagar e sempre”.

Prefixados de longo prazo:

Os prefixados de longo prazo até podem ser impactados pela perspectiva de taxa Selic nos próximos meses e anos, mas nem de longe esse é o fator mais relevante no comportamento do seu preço.

O que impacta o preço desses ativos são os chamados juros de longo prazo do país. Esses juros de longo prazo são afetados por fatores como perspectiva fiscal, estabilidade política e cenário macroeconômico global.

Juntos, esses fatores impactam muito mais o preço dos ativos prefixados de longo prazo do que simplesmente a perspectiva da taxa Selic nos próximos meses e anos.

Conforme os cenários fiscal, político e internacional apresentam uma boa perspectiva, esse ativo também tende a apresentar bons desempenhos. Veja que interessante, esses fatores podem seguir caminhos diferentes ao longo do tempo.

Isso significa que o cenário fiscal brasileiro pode estar indo bem, porém o cenário internacional jogar contra o desempenho desses ativos. O resultado pode não ser tão positivo para os prefixados de longo prazo.

Você vai enxergar resultados muito positivos nesses ativos quando houver uma combinação positiva desses três fatores, o que não acontece sempre.

Do lado negativo, isso também é verdade. Quando os três fatores jogarem contra a performance dessa classe de ativos dentro da renda fixa, o retorno tende a ser muito ruim.

O que fazer? Calibrar bem sua exposição a essa classe de ativos. Mas vamos falar mais disso em breve.

Indexados à inflação de curto prazo:

Esses ativos apresentam uma composição que chamamos de híbrida, ou seja, possuem uma parte da sua remuneração atrelada a um índice pós-fixado, que é o IPCA, e uma parcela prefixada, que é a taxa que vem logo após o sinal de + quando olhamos para a promessa de rentabilidade desses ativos.

Os indexados à inflação de curto prazo são representados pelo IMA-B 5, o índice mais consistente do mercado brasileiro. Desde sua criação, nunca apresentou um ano de performance negativa e, de 19 anos desde sua criação, ficou abaixo do CDI em apenas 3 observações. Ele é literalmente o próximo passo depois do CDI para quem quer começar a investir de verdade.

Esse ativo é beneficiado em momentos em que as perspectivas de juros para os próximos meses e anos está caindo, mas também sofre impacto positivo quando a inflação de curto prazo surpreende as projeções para cima. Diferente do prefixado de curto prazo que se beneficia quando os juros estão caindo e quando a inflação surpreende as projeções para baixo.

Essa é a razão da sua consistência. O fato de ele ter um “amortecedor” contra surpresas inflacionárias fez com que esses ativos apresentassem performance excelente nos últimos anos, e o melhor, com risco muito baixo.

Para esse ativo sofrer um impacto negativo muito relevante em seu preço, uma combinação incomum de fatores precisa ocorrer: uma alta na expectativa de juros com uma inflação estável ou em queda. E esse é o motivo da sua resiliência, altas na expectativa de juros raramente ocorrem com uma inflação em queda.

Indexados à inflação de longo prazo:

Nos indexados à inflação de longo prazo, temos um comportamento semelhante aos prefixados de longo prazo, mas com uma característica importante de diferente.

Eles são afetados pelas perspectivas fiscais, políticas e econômicas do país e do exterior, com uma grande diferença do prefixado de longo prazo, que também é afetado por isso:

Quando a expectativa de inflação de longo prazo do Brasil sobe, eles têm um impacto positivo no seu preço.

O aumento da expectativa de inflação de longo prazo normalmente está associado a uma piora do cenário fiscal, o que joga contra o preço do ativo também, mas o que quero ressaltar é que o componente da inflação acaba atenuando o impacto negativo que seria causado pela parcela prefixada do ativo.

É por isso que no longo prazo os indexados à inflação de prazo maior também apresentaram eficiência mais elevada do que os prefixados de longo prazo.

Renda fixa internacional:

Quando falamos de renda fixa internacional estamos falando de uma categoria tão ampla quanto a nossa, porém em outro país.

Para simplificar, aqui damos preferência para os ativos de renda fixa lá fora onde temos um acesso facilitado, ou seja, que você consegue acessar de uma plataforma de investimentos brasileira, sem a necessidade de abrir conta em uma corretora internacional e até mesmo sem a necessidade de saber falar inglês.

É importante, principalmente em alguns momentos, ter uma exposição do seu dinheiro à ativos lastreados em moeda forte, como o dólar.

Vale lembrar que o dólar é a moeda de reserva do mundo todo.

Passo 2: Definindo a alocação

Agora que você entendeu como funciona, de maneira extremamente resumida, cada uma das classes dentro da renda fixa, vamos entender qual a distribuição entre essas classes de ativos da sua carteira, ou seja, qual a sua alocação de renda fixa.

Preciso reforçar uma informação para você: essa carteira foi elaborada imaginando que você tenha apenas renda fixa na sua carteira de investimentos, ou que ela componha praticamente toda a sua carteira de investimentos.

Digo isso porque você vai notar que ela tem uma composição levemente diferente da parcela de renda fixa da nossa carteira completa da finclass. O motivo?

Simples, pensamos em uma carteira de investimentos como um todo, onde cada peça (ativo) tem sua função dentro do time.

Se pensarmos em um time de futebol, pense que cada jogador tem uma respectiva função: ataque, defesa e construir as jogadas necessárias para o ataque.

Na nossa carteira completa é normal que a renda fixa fique em maior parte na defesa e na construção de jogadas, porém, quando você quer formar um time completo, precisa selecionar dentro dela alguns ativos importantes que terão a função de ataque.

Dito isso, vale ressaltar que em março de 2024 soltei um relatório com uma carteira apenas de renda fixa, por isso, na tabela abaixo tenho os percentuais da carteira liberada no ano passado.

Segue como estão nossas carteiras:

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Fonte: Finclass

Na carteira com exposição internacional, apenas reduzimos os indexados à inflação de curto prazo e aumentamos proporcionalmente nos prefixados de curto prazo. A justificativa é relativamente simples. Para que os IPCA+ de curto prazo superem os prefixados de curto prazo nos próximos 3 anos, isso falando de títulos públicos, o IPCA médio do período precisa ser superior à 7,04% ao ano.

É impossível? Não, mas vale ressaltar que as projeções do boletim Focus apontam para variações do IPCA bem mais comedidas que essa.

Isso justifica a redução de IPCA de curto prazo para aumento dos prefixados de curto prazo.

Para a carteira sem exposição internacional o movimento é igual, mas o ponto de partida é diferente, afinal, os 5% que estavam em renda fixa internacional estavam em IPCA de curto prazo:

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Fonte: Finclass

Para te ajudar a selecionar os ativos para sua carteira compartilho a lista abaixo, com as melhores oportunidades que observo para cada classe no momento, claro que você pode complementar com ativos de sua preferência em cada uma das classes, mas hoje enxergo boas oportunidades para essas opções listadas:

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Fonte: Finclass

Espero que assim você consiga montar, ou atualizar, com segurança sua carteira de renda fixa.

Abraços

Guilherme Cadonhotto

Sobre os analistas

Guilherme Cadonhotto

Sócio

Além de Estrategista da Finclass, Guilherme Cadonhotto é reconhecido como um grande especialista em Renda Fixa. Bacharel em Economia pela FGV e pela Nova School of Business and Economics, além de ter mais de 10 anos na gestão de fundos de investimento de Renda Fixa, Crédito Privado e Multimercado, hoje ele ensina seus alunos e seguidores como conseguir, investindo em renda fixa, rendimentos tão grandes (ou até maiores) que os das ações.