A recente mudança de IOF e o favorecimento à indústria de fundos e ETFs no Brasil.
Morgan Stanley Global Opportunity: uma grande oportunidade para se investir em ações globais
Escrito por Felipe Arrais em INTERNACIONAL
Neste relatório, você encontrará:
A mudança de regulamento em fundos internacionais começa a beneficiar nossos recomendados de gestão ativa, na Finclass.
A convocação de assembleia para o fundo Pimco Income
A mudança permite que fundos ativos agora façam parte de outras várias faixas de patrimônio, nos permitindo contar com uma participação da gestão ativa de alta qualidade em nossas carteiras.
A integração do fundo Morgan Stanley Global Opportunity às carteiras da Finclass.
As características essenciais sobre o fundo recomendado.
Orientações sobre como investir daqui do Brasil e diretamente lá fora (com ressalvas sobre os custos de investir diretamente no exterior).
Em março de 2021, escrevi um relatório de recomendação da estratégia Morgan Stanley Global Opportunity.
Naquele momento, era recém-chegado à Spiti (ainda nem sonhávamos com uma possível integração com o Grupo Primo, muito menos imaginávamos uma fusão com a Finclass) e essa acabou sendo a minha primeira recomendação de fundo ativo para os assinantes.
Por mais que o fundo do Morgan Stanley seja um elemento importante em comum entre o relatório de 2021 e o de hoje, temos um mercado de investimentos internacionais muito distintos. Acabamos de passar por grandes mudanças de legislação, que impactam diretamente nossos investimentos; além disso, passamos por uma revolução nas regras de investimentos através de fundos e temos muito mais acessibilidade para fundos ativos.
Hoje se torna um dia muito especial (para mim especialmente) em que depois de muito batalhar pela democratização do acesso a investimentos internacionais, finalmente poderemos incluir uma estratégia de gestão ativa em nossas carteiras oficiais, não mais deixando essas peças restritas apenas a investidores qualificados.
O relatório de hoje explicará melhor o contexto em que a recomendação acontece, instruirá sobre como encontrar e investir no fundo de maneira apropriada, além de explicar mais sobre o fundo e sua filosofia de investimentos.
Também traremos instruções sobre como investir no fundo diretamente no exterior (discutindo todos os impeditivos para tal) e daremos alternativas para quem deseja utilizar outro fundo recomendado no lugar ou até mesmo seguir apenas com ETFs.
Uma ótima leitura!
Aviso 1: mudanças no IOF para investimentos internacionais
Como você deve ter ouvido falar no noticiário, nós tivemos uma mudança importante no IOF que impacta, principalmente, quem faz investimento direto no exterior - já que o governo voltou atrás na decisão de elevar o IOF também para fundos de investimento.
Em nossas lives, falamos diversas vezes que prepararíamos um relatório para poder ter uma opinião mais contundente sobre os impactos da mudança do IOF e também de investimentos brasileiros - que agora terão tributação universal de 15%.
Em breve, publicaremos um relatório completo que terá melhores estimativas dos impactos para nossos assinantes no longo prazo.
Além de fazer nossas pesquisas de maneira detalhada, é importante também aguardar um pouco até que as mudanças nas regras fiquem claras. Já as novas propostas feitas pelo governo têm sido alteradas constantemente e podem ter prazos muito distintos de implementação.
Perspectiva de outros fundos se tornarem disponíveis para o varejo
Como comentamos, tivemos recentemente a implementação da Instrução CVM de número 175, que substituiu a antiga instrução 555 e ampliou muitas possibilidades para fundos. Agora, se um fundo investe a maior parte de seu patrimônio no exterior em estruturas reguladas, ele pode se tornar disponível para investidores em geral.
A maior parte dos fundos ativos que recomendamos são originalmente sediados na Europa (Irlanda e Luxemburgo), ou seja, seguem a legislação europeia de UCITS, que é aceita pela CVM. Portanto, quase todos nossos fundos têm potencial de tombar para o varejo em algum momento.
Para isso acontecer, dependemos da mobilização das gestoras e corretoras envolvidas para convocar uma assembleia a fim de alterar os regulamentos dos fundos (mesmo que o fundo possa ser destinado a investidores em geral, ele permanecerá restrito enquanto o regulamento não for alterado). Finalmente, agora em 2025, os primeiros começam a passar por este processo.
Para relembrar as estratégias ativas recomendadas e o atual status de cada uma, faremos uma breve lista abaixo:
- Morgan Stanley Global Opportunity: Alterado para público em geral
- Morgan Stanley Global Brands: Alterado para público em geral
- Wellington Ventura: Alterado para público em geral
- Lyxor Bridgewater Core Global Macro: Ainda restrito aos qualificados (sem previsão).
- Man AHL TargetRisk: Ainda restrito aos qualificados (sem previsão).
- Oaktree Global Credit: Ainda restrito aos qualificados (sem previsão).
- Pimco Income: Chamará assembleia na primeira semana de julho.
Inclusive, se você já investe no Pimco Income, fazemos o apelo para que participe da assembleia e nos ajude a obter o quórum necessário para atualização do regulamento. Mesmo que você já seja um investidor ou investidora qualificado(a), pode nos ajudar a democratizar o acesso a um excelente fundo.
Como cotista, você deve ter recebido toda a documentação pertinente para participar e manifestar seu voto de maneira eletrônica para adequação dos fundos à norma da nova resolução 175. Após finalizada essa etapa (que já está em andamento), o fundo se preparará para convocar uma nova assembleia na primeira semana de julho para alterar o público-alvo do fundo para investidores em geral.
Luis Oliveira, presidente da Pimco no Brasil, também se mostrou disposto a encaminhar um pedido de redução de mínimo de investimento (atualmente em R$ 5 mil) para deixar o acesso ao fundo ainda mais democrático.
Dimensionamento da gestão ativa e outras possibilidades de substituição
Antes mesmo de aprofundamento na estratégia do fundo, queremos discutir uma passagem importante sobre gestão ativa e passiva. Você sabe da nossa opinião sobre gestão passiva na carteira internacional de ações em que ETFs acabam por ser protagonistas.
Nossa defesa sempre foi de maximizar a chance de boas remunerações para nossos assinantes - portanto, alocar bem através de ETFs, ainda é nossa prioridade. Entretanto, com a flexibilização de acesso a fundos ativos de alta qualidade, podemos ter um elemento adicional, que nos permita buscar a geração alfa.
Por isso, manteremos o protagonismo da gestão passiva, mas cedendo um pouco de espaço para fundos ativos.
Aliás, nos antecipando a prováveis perguntas, saiba que o Morgan Stanley Global Opportunity será nosso escolhido para inclusão nas carteiras, pelo seu maior potencial de geração de alfa; no entanto, não vemos problema se, ao invés dele, quiser uma opção diferente, dentre os fundos de ações recomendados.
Sinta-se à vontade, inclusive, para manter apenas os ETFs, se assim você preferir.
No final deste relatório, exibiremos como a carteira recomendada fica para cada faixa de patrimônio coberta por nós.
A estratégia Global Opportunity
A estratégia do fundo Global Opportunity existe desde meados de 2008, com um fundo sediado nos Estados Unidos e, posteriormente, consolidado em uma versão europeia em 2010. Hoje, conta com mais de US$ 15 bilhões sob gestão e, de forma simplificada, busca obstinadamente encontrar empresas que consigam apresentar altos, níveis de rentabilidade sustentáveis e crescimento de receitas - ou seja, empresas de alta qualidade, com alto ROIC (return on invested capital ou retorno sobre capital investido), grande crescimento e baixa alavancagem.
Aqui, gosto de fazer a brincadeira de que o time de gestão é o contrário do que poderíamos chamar de “maria vai com as outras”. É comum que um gestor costume ter um alto nível de correlação com seu índice de referência, afinal, há o receio de acabar escolhendo empresas muito diferentes e, em um momento bom do índice, acabar ficando para trás.
Pense em um exemplo aqui, no mercado brasileiro, de um gestor de ações que não gosta do setor de Commodities e de Bancos, mas acaba colocando uma pequena parcela investida - pois, como são setores com tamanho relevante dentro do IBOVESPA, um movimento de alta poderia deixar o fundo para trás do índice. Há, portanto, esse risco ao querer ser “diferente demais”.
Mesmo assim, a equipe de gestão do fundo Global Opportunity é declaradamente agnóstica ao índice, procurando se manter fiel ao criterioso processo de investimentos selecionando os ativos independentemente da composição do índice referência, que, nesse caso, é o MSCI All-Country World – composto de quase 3 mil empresas do mundo todo, incluindo países emergentes.
O resultado é uma combinação de empresas de alta qualidade extremamente conhecidas e, também, aquelas mais fora do radar, sempre de olho em diversos propulsores de crescimento e vantagem competitiva frente à concorrência. Para a equipe, é melhor se ater ao crescimento de ROIC e ganho de fatiaS de mercado (market share), do que apenas olhar múltiplos tradicionais, como EV/Ebitda (Valor da Empresa sobre geração de caixa operacional) e P/E (price/earnings ou preço sobre lucro).
Outro fator interessante da composição do fundo é a concentração nas teses de maior convicção, com cerca de 50% alocado nas dez principais teses de investimento, e mantendo historicamente entre 25 e 40 ações – o que, para um fundo que tem um mandato global, que pode investir em empresas de qualquer país do mundo, representa uma estratégia bastante concentrada (lembre-se de que o índice de referência possui quase 3 mil ações).
Também há uma preocupação clara em não se cobrar uma taxa de administração dos cotistas apenas para manter o caixa no fundo. Portanto, a gestão de risco não é feita por meio da exposição em momentos de estresse, mas, sim, por uma seleção extremamente criteriosa dos ativos, com atenção a fatores específicos de risco, como o setor, o país e a empresa em que se investe - mantendo o fundo quase 100% investido em ações ao longo do tempo.
Equipe de gestão
Antes de falarmos especificamente sobre a equipe de gestão, é necessário explicar como funcionam as diferentes células de gestão na gestora do Morgan Stanley. Existe um núcleo de gestão chamado Counterpoint Global, formalmente criado em 2006 e comandado por Dennis Lynch em sua sede principal, em Nova York.
Dennis é gestor especialista em gestão de ações norte-americanas, tendo como representação de seu excelente trabalho a performance do fundo Morgan Stanley US Advantage (que já foi recomendado por nós e só deixou de ser por conta da extinção da versão dolarizada do fundo no Brasil).
Como líder de um dos grupos de gestão mais notáveis do Morgan Stanley, Dennis inspirou outros profissionais, como Kristian Heugh - um promissor analista de ações, que iniciou sua carreira no Morgan Stanley, em 2001 e, logo, se tornou cogestor de um fundo de tecnologia e de outro de ações globais. Em paralelo, Kristian fazia parte do grupo de pesquisa global e passou a trabalhar muito próximo da equipe do Counterpoint Global.
Com esse contato frequente, Dennis acabou se tornando um grande mentor para Kristian e não precisou de muito tempo para que o pupilo batesse as asas e se tornasse responsável por sua própria estratégia de gestão de ações.
Em 2010, Kristian foi alçado à posição de gestor para dar vida à estratégia Global Opportunity. Nessa trajetória, o fundo se tornou um sucesso e, talvez, só o tenha alcançado porque o “cupido” cumpriu um papel importante no destino de Kristian, que se apaixonou e se casou com uma honconguesa; assim, decidiu se mudar para Hong Kong e, posteriormente, para Singapura, um dos maiores centros de negócios da Ásia, onde, hoje, está estabelecida a sede de sua própria equipe de gestão.
O time teve tanto sucesso que se dissociou da célula Counterpoint Global para se tornar uma célula única, hoje, responsável por mais de nove fundos diferentes, que somam aproximadamente US$ 43,9 bilhões.
São 22 pessoas trabalhando para o bom funcionamento dessa célula de gestão, com 11 especialistas de investimento atuando ao lado do principal gestor, Kristian Heugh.
Fonte: MSIM Global Opportunity Team Presentation
Você verá detalhes adicionais ao longo das próximas páginas; mas te adianto que o viés de investimento na Ásia é um dos diferenciais do fundo. Estar situado em Singapura, com analistas de diversas nacionalidades, é um diferencial competitivo importante.
Processo de investimento
A equipe acredita que vieses comportamentais e de mercado podem levar à má precificação dos ativos, fazendo com que o valor intrínseco seja subvalorizado pelo consenso de mercado, o que gera oportunidades de investimento – e é daí que vem o nome do fundo.
O processo de investimento, que será descrito a seguir, procura contornar, principalmente, três grandes vieses:
- Viés de horizonte temporal: em que investidores gastam muita energia estudando os próximos eventos envolvendo as empresas, ao invés de tentar determinar o valor do negócio no longo prazo.
- Viés de decisão heurística: ocorre quando se tenta encaixar novos dados e situações em modelos utilizando regras de bolso simplificadas ou métricas que, na visão da equipe, são falhas ou insuficientes - como a análise de preço em relação ao lucro ou EV/Ebitda.
- Viés da disponibilidade: parte da crença de que índices são falhos e, portanto, não se pode tê-los como referência. Empresas únicas, que não se encaixam em uma certa gama de características predeterminadas, podem acabar fora do índice e, consequentemente, fora do radar de gestores que preferem seguir o índice de perto.
Vamos, agora, explorar as cinco etapas do processo de investimento do fundo - lembrando que uma empresa só avança para a próxima etapa se for aprovada na anterior.
Geração de ideia
“Se eu tiver mil ideias e somente uma se mostrar boa, estarei satisfeito.”
– Alfred Nobel
A própria equipe de gestão destaca frases de ícones do mercado financeiro para definir a importância de cada etapa do processo de investimento. Confesso ser fã de frases de efeito e, por isso, destacarei as frases que a própria equipe exibe nos materiais de divulgação do fundo.
Na primeira etapa, a equipe de gestão utiliza muitos métodos para encontrar novas ideias, que valham a pena avançar pelo funil do processo de investimento. A imagem abaixo resume como essa etapa é feita:
Fonte: Morgan Stanley Investment Management. Adaptação: Finclass
Verificação de qualidade
“Por detrás de cada ação tem uma empresa. Descubra o que a empresa está fazendo.”
– Peter Lynch
Aqui, acontece a verificação mais minuciosa dos atributos de qualidade existentes para todas as novas ideias de investimentos, que passaram pela última etapa. Há uma preocupação em determinar qual é o modelo de negócio, a tese de investimento e, também, qual é a antítese (sempre procuram refutar a própria teoria à procura de falhas).
Fonte: Morgan Stanley Investment Management. Adaptação: Finclass
Verificação de valuation
“Preço é o que você paga, valor é o que você leva.”
– Warren Buffett
O objetivo primordial nesta etapa é seguir a diretriz de pagar em torno de 80% menos do que o valor intrínseco da empresa e utilizar uma versão customizada de um modelo de fluxo de caixa descontado, para destrinchar o negócio e encontrar os propulsores de valor mais importantes.
Gestão de risco
“Risco é perder dinheiro.”
– Benjamin Graham
O objetivo da equipe de gestão é materializar essa frase dita por Benjamin Graham - grande mentor de Warren Buffett e importante personalidade do mercado financeiro. Há muito mais cuidado em relação à perda permanente de capital do que à volatilidade apresentada. A equipe aceita a tomada de risco, desde que isso seja feito de forma deliberada, diversificada e dimensionada.
Construção de portfólio
“O que importa não é se você está certo ou errado. É quanto dinheiro você ganha quando está certo e quanto você perde quando está errado.”
– George Soros
O dimensionamento de ideias é feito de acordo com a relação risco vs retorno de cada ativo, determinando limites de tamanho, geografia e indústria, enquanto uma rígida disciplina de venda é implementada, quando a tese não estiver funcionando ou o valuation não for mais atrativo.
Estrutura do fundo
Você já entendeu a parte qualitativa do fundo, que é de extrema importância. Mas existem detalhes técnicos e quantitativos que são tão importantes quanto. O primeiro fator de importância é que o fundo está sendo disponibilizado aqui, no Brasil, pela XP.
Essa é uma restrição importante que impossibilita quem não tem conta na XP de investir no fundo. Por isso mesmo, criamos a seção, no início do relatório, para discutir alternativas e permitir que outros fundos recomendados sejam utilizados (como o Fundsmith, que está disponível no BTG), oferecendo até mesmo a opção de não utilizar nenhum fundo.
A XP precisa ser remunerada pelo serviço que presta para gerir o espelho local (Feeder) da estratégia Global Opportunity e, por isso, foi constituída uma estrutura local com custo de 1% ao ano.
Como o custo é um fator impactante no longo prazo, para todas as análises e gráficos que você verá a seguir, fizemos uma simulação, adicionando ao fundo original essa taxa de 1%.
A estrutura elaborada no Brasil é composta de três veículos de investimento. A pessoa que investe aporta seu dinheiro em um fundo chamado de Feeder, sediado no Brasil, com taxa de 0,8% ao ano. O Feeder, por sua vez, investe a totalidade de seu patrimônio em um fundo “mãe”(master), com taxa de 0,2%, que a XP utiliza para distribuir aos clientes de alta renda, aos fundos exclusivos de gestão própria e para alocadores institucionais. Por fim, esse veículo tem a missão de cruzar a fronteira e investir no fundo original, sediado em Luxemburgo.
A ilustração abaixo exemplifica o processo e o caminho que o dinheiro investido faz até chegar ao fundo original.
Nessa estrutura de custos, o valor de 1% da XP foi escolhido de maneira a se aproximar da taxa de administração da classe de varejo do fundo no exterior (Classe A de custo 1,6%). Essa taxa adicional impacta de maneira diferente cada fundo. No caso do Global Opportunity, por ter um alpha representativo, a taxa não invalidou a boa entrega de retornos (como veremos adiante).
Assim, conseguiremos saber com mais precisão se, mesmo com a taxa adicional, o excelente Global Opportunity continua sendo uma boa opção de investimento.
Vale destacar que, desde já, fizemos uma análise do impacto dos custos para quem desejar investir neste fundo diretamente no exterior.
Análise quantitativa
A primeira coisa que o investidor comum faz, quando quer procurar um bom fundo para investir, é olhar o gráfico de retorno acumulado em buscadores de fundos na internet. Não considero que isso seja errado, desde que a análise não pare por aí.
Para mim, esse gráfico é apenas uma etapa inicial de um filtro. Se o retorno acumulado desde o início, no longo prazo, é menor que o benchmark, muito provavelmente não valerá a pena aprofundar o estudo. No entanto, um retorno acumulado maior que o do benchmark não é o suficiente para garantir que um fundo é bom.
Além disso, ao buscar retornos do fundo aqui, no Brasil, encontraremos os dados em reais (levando em consideração a variação do dólar) - o que dificultaria a análise real da performance da carteira do fundo, além de reduzir o período de análise já que o Feeder brasileiro é muito mais novo do que a estratégia no exterior.
De qualquer forma, comecemos pela análise do retorno acumulado do fundo e da simulação com sobretaxa de 1%, contra o MSCI ACWI Net Total Return - desde o início, em dólar.
Apenas para esclarecer, o índice de referência conta com o reinvestimento dos dividendos líquidos de imposto, para simular um retorno real obtido por um investidor estrangeiro que compre um ETF que acompanhe este índice (a rentabilidade bruta é inalcançável, portanto, tem menor relevância para nossa análise).
Outros dois detalhes importantes sobre as análises que veremos a seguir, é que apresentaremos os dados em moeda local, ou seja, dólares - afinal, assim julgaremos o trabalho do gestor, já que ele não tem mérito - nem demérito - pela oscilação cambial do período. Além disso, toda vez que aparecer a legenda “Morgan Stanley Global Opportunity (Feeder)”, estamos falando da simulação que adiciona a sobretaxa do Feeder da XP à conta.
O gráfico nos dá o sinal verde para seguirmos com nossa análise, já que é notável o descolamento da performance do fundo em relação ao benchmark.
A jornada do investidor e da investidora
Um dos motivos pelos quais eu não gosto de me limitar à análise de retorno acumulado desde o início, é que ela mostra a rentabilidade de alguém que tenha entrado no primeiro dia de existência do fundo e permanecido até hoje. A realidade é que poucos investidores devem ter entrado na cota 1 - e, mesmo os que entraram, muito provavelmente fizeram diversos aportes adicionais ao longo do tempo.
Por isso, é muito importante a análise de consistência de retornos. Um bom fundo é aquele que é capaz de entregar retornos para qualquer investidor ou investidora que entre, em qualquer data, e permaneça investindo durante um período razoável. Para fundos de ações, sugerimos pelo menos cinco anos de horizonte de investimento.
Para analisar consistência de retornos, vamos à análise de janelas móveis, que demonstra como é a jornada de quem investe ao longo do tempo.
O gráfico a seguir mostra a consistência em janelas móveis de três anos, ou seja, cada ponto no gráfico mostra o retorno acumulado que alguém teria obtido, se tivesse entrado no fundo exatamente três anos antes.
Vamos a um exemplo para quem não está habituado a ler este tipo de gráfico. Tome como referência o ponto mais alto da linha azul no lado superior esquerdo do gráfico. Esse ponto é referente ao dia 9 de março de 2012 e indica um retorno de cerca de 180%. Isso significa que, quem tivesse entrado no fundo em 9 de março de 2009 (três anos antes), teria obtido uma rentabilidade 180% ao longo dos três anos.
Uma informação interessante de se extrair desse gráfico é que um investidor ou uma investidora teria muita chance de ganhar dinheiro, se permanecesse ao menos três anos investido(a) no fundo. Na verdade, das 3666 janelas analisadas, apenas 812 delas teriam sido um ponto de entrada “ruim”, trazendo um retorno levemente inferior ao índice de referência. Isso nos aponta uma consistência de aproximadamente 78%, já considerando o impacto das taxas locais - o que nos sugere um número muito interessante, mesmo que ainda estejamos falando de janelas mais curtas (três anos).
A maior parte dessas janelas ruins seriam dos investidores que tivessem resgatado seus recursos entre meados de 2022 e final de 2024, já que o fundo sofreu intensamente com a elevação de juros ocorrida nos principais países desenvolvidos do mundo. Mesmo com a grande queda, já podemos ver uma forte recuperação da linha azul atualmente.
É desejável que a distância entre as duas linhas do gráfico seja a maior possível, pois isso indicaria não somente uma boa chance de ganhar mais dinheiro em relação ao índice independentemente do ponto de entrada, mas também que, quando quando esse ganho ocorre, o retorno adicional -chamado de excesso de retorno, ou alpha - seja representativo.
Quanto mais para cima da linha do índice, mais alpha está sendo gerado ao longo do tempo. Podemos, inclusive, ter uma percepção se esse alpha vem diminuindo ou aumentando ao longo do tempo.
Vamos agora estender o nosso horizonte temporal para cinco anos - tempo que consideramos apropriado para um fundo de ações.
Quando esticamos nosso horizonte para o tempo mínimo recomendado, temos uma fotografia ainda melhor, em termos de consistência, mostrando que, mesmo no período desafiador mais recente , o retorno ficou muito próximo do que poderia ser obtido através do índice, além de não termos pontos negativos.
Em outras palavras, desde o início da estratégia, em 2008, investidores que estiveram dispostos a investir e permanecer por, pelo menos cinco anos, ganharam mais dinheiro do que o índice, na maior parte das janelas; e quando não ganharam, perderam por muito pouco - além disso, nenhum ponto de entrada apresentou chance de retorno negativo.
Das 3143 janelas analisadas, somente 495 delas ofereceram um retorno menor que o do índice, o que nos sugere uma consistência superior a 84% - extremamente satisfatório para o período sugerido.
O período recente recheado de incertezas a começar pela pandemia, seguida de guerras e elevações tremendas dos juros no mundo, afetou notavelmente o nível de geração de alfa do fundo; no entanto, como já discutimos, mesmo com uma grande queda no ano de 2022. por conta dos juros altos, a recuperação de performance se mostrou rápida e eficiente, como o histórico de gestão sugere.
Perda máxima acumulada
Agora, vamos analisar as perdas apresentadas pelo fundo em momentos de estresse do mercado. O conceito de perda máxima acumulada é definido como drawdown e representa a perda acumulada por um fundo de um pico de retorno até o ponto mais baixo que ele atinge. Tiramos, portanto, duas importantes conclusões deste estudo:
- O quanto um fundo cai a mais do que o seu índice em momentos de estresse;
- Quanto tempo demora para se recuperar depois da queda apresentada.
No gráfico acima, notamos que, ao longo da história, as quedas do fundo em momentos de estresse são alinhadas com a magnitude de queda do índice - no entanto, a recuperação do fundo tende a ser um pouco rápida, principalmente no início do gráfico, quando a estratégia passa por um período complicado, após a grande crise financeira de 2007.
Agora, no período mais recente, tivemos um movimento atípico em que o fundo caiu muito mais que o índice (principalmente, por um grande peso em empresas de crescimento, no momento em que os juros subiram) e demorou mais para se recuperar.
Sabemos que, quando um ativo cai muito mais que seu índice de referência, o esforço para voltar a superá-lo deve ser ainda maior. Mesmo assim, o fundo conseguiu zerar o grande drawdown, que chegou a cerca de 50%, em 2022.
Lembre-se de que o fundo usa o benchmark como uma diretriz de gestão e que não se preocupa tanto com o nível de volatilidade. Nossos estudos de janelas móveis nos apontaram que, em média, o excesso de retorno do fundo em relação ao benchmark é bastante representativo.
O gráfico apenas reforça a importância de dar “tempo ao tempo” e não sacar o investimento em um momento de queda dos mercados por desespero. Para quem teve calma e aguardou, o fundo Global Opportunity compensou muito, e teve ótimos retornos.
De qualquer maneira, vamos à última métrica de análise, que faz a junção dos conceitos de gestão de risco com o retorno entregue.
Análise de risco vs retorno
A análise de risco vs retorno mais utilizada é a que leva em conta a comparação da volatilidade anualizada contra o retorno anualizado no mesmo período. A volatilidade é uma métrica que analisa o quanto os retornos diários de um ativo se desviam da média (para quem teve e se lembra das aulas de estatística, nada mais é do que o desvio-padrão anualizado dos retornos diários). A questão é que esses desvios, em relação à média, podem ser para cima ou para baixo - como estamos falando de um investimento, não estamos preocupados com a volatilidade positiva.
Os “sustos” para cima são bons para o seu bolso e, por isso, sabemos que a volatilidade não é uma métrica perfeita para análise de risco em investimentos. Ainda assim, nos dá uma boa ideia do que podemos esperar, em termos de um comportamento médio, em relação ao índice de referência.
O gráfico abaixo mostra janelas móveis de volatilidade anualizada, que detalham melhor o comportamento do fundo ao longo do tempo, em vez de apenas trazer um dado pontual. Isso porque permitem analisar como a volatilidade se altera ao longo do tempo.
Estamos falando, portanto, de um fundo volátil - e cuja volatilidade superior tende a ser constante. Inclusive, neste período mais recente de dificuldades, o fundo apresentou a maior diferença de volatilidade histórica em relação ao índice desde o início da estratégia.
Abaixo, você verá um gráfico de risco vs retorno, que leva em consideração a volatilidade histórica do fundo e o índice versus a entrega de retornos anualizados.
Podemos ver, como já era esperado, um maior nível de entrega de retornos anuais, acompanhado de uma maior volatilidade histórica. E como podemos saber se esse acréscimo de volatilidade está sendo “bem pago” pelo retorno adicional?
Poderíamos empregar algumas métricas, inclusive, a conhecida métrica de Sharpe. No entanto, como estamos comparando dois ativos que compartilham o mesmo ativo livre de risco, fizemos uma simplificação ao dividir o retorno anualizado pela volatilidade diretamente, o que nos dá uma direção do quanto de retorno é entregue para cada unidade de volatilidade.
Para cada unidade de volatilidade, o fundo entrega 0,55% de retorno anual contra 0,41% do índice, nos dando uma ideia de maior eficiência.
O fundo é mais volátil, o que é aceitável, dado o nível de concentração e menor diversificação em relação ao índice. Por outro lado, entrega um retorno consideravelmente maior, fazendo sentido a relação de risco vs retorno.
Posicionamento atual
Falaremos um pouco sobre o posicionamento atual da carteira do fundo, segundo o fechamento do mês de maio de 2025.
Como esse relatório será utilizado para consultas posteriores, queremos diminuir a quantidade de informações, que ficarão defasadas com o tempo. Por isso, traremos uma atualização qualitativa da estratégia, via relatório, ou pela comunidade Circle, muito em breve; aqui, no relatório, apresentaremos apenas a fotografia da distribuição geográfica e setorial, além de maiores posições, atualmente, em carteira.
O fundo não tem um mandato de estilo definido, mas o fato é que os critérios, procurados pela equipe de gestão, são comumente encontrados no nicho de empresas de crescimento, boa parte delas ligadas à tecnologia.
Top 10 posições do fundo
Ao observar as maiores posições do fundo, temos insights interessantes sobre o processo de gestão que discutimos ao longo do relatório.
Fonte: MSIM. Período: fechamento de 30/05/2025
Veja que as dez maiores empresas em carteira estão também compreendidas dentro do índice referência, no entanto, com um peso muito menor (lembre-se de que o índice precisa dar espaço a mais de 2 mil empresas).
Quando o time faz um bom trabalho de seleção, ele tende a se beneficiar mais em relação à performance do índice; no entanto, o contrário também é válido - e esse é a grande questão da gestão ativa: quanto mais afastado do índice, maior o potencial de retornos relativos, com um maior risco de ficar para trás, quando faz escolhas ruins.
Alocação setorial
Podemos ver que a procura por empresas que tenham todos os critérios de qualidade e rentabilidade, faz com que nem todos os setores sejam contemplados na carteira do fundo. Na tabela abaixo, você pode ver a grande concentração no setor de consumo discricionário e a falta de alocação em setores como Bens de Consumo, Energia, Saúde, Materiais, Imóveis e Serviços Públicos.
Fonte: MSIM. Período: fechamento de 30/05/2025
Exposição geográfica
O fundo tem uma grande exposição nos Estados Unidos e isso se manteve historicamente, embora não haja obrigação nenhuma para que isso aconteça. Novamente, a composição de carteira é uma consequência da escolha das boas empresas globais encontradas pelo time de gestão.
Ainda assim, já apresenta uma grande diferenciação em comparação a outros fundos ativos, que costumam manter a exposição geográfica muito mais próxima do índice (como é o caso de fundos como o Wellington Ventura, por exemplo).
Fonte: MSIM. Período: fechamento de 30/05/2025
Como investir daqui do Brasil e diretamente no exterior?
Como mencionamos na seção inicial, o fundo está disponível no Brasil apenas pela XP Investimentos; portanto, se você não tem conta nesta corretora ou até mesmo se investe diretamente no exterior, pode estar se perguntando como fazer para seguir nossa carteira.
Separaremos a discussão em três etapas:
- Opção para quem não deseja abrir conta na XP Investimentos
- Investindo aqui, do Brasil, pela XP
- Investindo diretamente no exterior
Opções para além da XP Investimentos no Brasil
Caso você não tenha e nem pretenda ter uma conta na XP Investimento, restam duas opções para adaptarmos a carteira: escolher outro fundo de investimento recomendado ou seguir apenas com o ETF de ações recomendado.
No caso de escolher outro fundo, recomendamos a leitura de um relatório feito no ano passado, que explica de maneira simples as características de cada fundo recomendado. Lembre-se também que, ao final de nossos relatórios internacionais, apresentamos a tabela de nossos fundos aprovados, com informações sobre onde encontrá-los.
De qualquer maneira, para te lembrar quais são os outros fundos de ações disponíveis para substituir o Morgan Stanley Global Opportunity, listamos os nomes das estratégias abaixo:
- Morgan Stanley Global Brands
- Wellington Ventura
- Fundsmith
Investindo pela XP Investimentos
Se você considera investir aqui mesmo, do Brasil, terá que fazer o investimento pela corretora XP, já que é a única que possui estratégia no mercado local.
Abaixo, você encontra todas as informações relevantes para encontrar o fundo na plataforma:
*A taxa de administração total é a soma das taxas de administração dos três veículos envolvidos: dois fundos nacionais criados pela XP e o fundo original em Luxemburgo.
Investindo diretamente no exterior
Existem muitas questões que precisamos considerar, quando investirmos diretamente no exterior. O primeiro ponto, é claro, é a disponibilidade. Atualmente, dentre as corretoras que temos maior cobertura, o fundo encontra-se disponível na Avenue e na XP Internacional, além de algumas contas na Interactive Brokers.
A grande questão é que muitos fundos internacionais possuem uma taxa de entrada que “morde” um pedaço do seu dinheiro a cada aporte feito. A gestora Morgan Stanley consegue estipular um teto de cobrança, no caso 5,75%, conforme o prospecto do fundo; no entanto, é a corretora que define o quanto, de fato, será cobrado - e, infelizmente, essa informação é pouco clara.
Fonte: KID (Key Information Document) do fundo Global Opportunity Fund – Class A (ISIN: LU0552385295)
A única corretora que exibe de maneira clara o quando será cobrado é a Avenue, na qual a cobrança é de US$ 20 a cada aporte feito. E justamente por conta disso, adotaremos esse custo como base para as simulações que faremos adiante.
Fonte: Avenue
Essa informação é relevante, pois, além de ter a incidência de US$ 20 em cada aporte, você precisa considerar que já pagou o custo de remessa e IOF para o dinheiro chegar até lá.
A taxa de entrada é um valor fixo e o restante (remessa e IOF), geralmente, é cobrado de maneira percentual. Quanto maior o valor enviado na remessa e maior o tempo de permanência, mais conseguimos diluir esse custo no tempo.
Fizemos uma simulação para exemplificar o impacto dos custos ao longo do tempo e dar uma orientação para que você decida se o fundo cabe em sua carteira ou não (lembre-se de que existem alternativas).
Para avaliar o impacto dos custos em diferentes tamanhos de aportes, adotamos as seguintes premissas:
- Custo de US$ 20 no aporte (referência à Avenue, a única a divulgar abertamente seu custo de entrada)
- 2% de taxa de remessa (custo médio encontrado entre as opções disponíveis para investidores de varejo)
- 1,1% de IOF (já adotando os novos valores atualizados)
- Tempo de permanência cinco anos (tempo mínimo recomendado para um fundo de ações).
- Retorno médio anual de 8% ao ano (retorno histórico do fundo foi superior a 12%, mas queremos ser conservadores nas estimativas)
Note que, a partir do patamar de US$ 5 mil, o custo anual após cinco anos começa a estabilizar, indicando que a taxa fixa de US$ 20 fica bastante diluída. No entanto, sabemos que poucas pessoas conseguem investir mais que US$ 5 mil (quase R$ 27 mil) de uma só vez.
Dado o excesso de retorno histórico do fundo, se cada aporte feito no fundo tiver pelo menos cinco anos de prazo, muito provavelmente o fundo ainda será rentável para sua carteira.
Se tivermos um horizonte de investimentos ainda maior que cinco anos ou se o fundo acabar sendo mais rentável que esses 8% anuais, ou até mesmo se você tem capacidade de fazer aportes maiores, diminuiremos expressivamente o peso dos custos.
Normalmente, a forma mais fácil de encontrar o fundo nas plataformas internacionais é pelo ISIN Code, apresentado na tabela abaixo com outras informações essenciais. Assim, se você tem conta em alguma outra corretora com acesso a uma prateleira de fundos, pode procurar por esse código e verificar se ele se encontra disponível.
Lembre-se também de que cada corretora pode modificar o valor cobrado até o máximo de 5,75% de cada aporte.
Como ficarão as carteiras recomendadas a partir de agora?
Elaboramos uma tabela que exemplifica como as diferentes faixas de patrimônio serão montadas com a modificação do relatório de hoje.
Como no Brasil o investimento mínimo do fundo é R$ 500, para que ele se encaixasse em carteiras menores, precisaria ter um aumento de tamanho considerável. Seguindo nossa diretriz de dar protagonismo aos ETFs, o fundo passa todas as faixas de patrimônio acima de R$ 30 mil.
Lembre que você pode conferir a carteira completa na área logada da Finclass.
E o Morgan Stanley Global Brands que fazia parte da carteira?
Antes desta modificação, tínhamos como opção recomendada, nas faixas de patrimônio acima de R$ 1 milhão, o fundo Morgan Stanley Global Brands, que continua sendo uma recomendação e alternativa possível, mas deixará de integrar oficialmente a carteira.
Essa escolha foi feita por conta de nossas análises de potencial de geração de alfa sobre como poderíamos impactar mais a carteira de maneira positiva, com a menor exposição à gestão ativa possível. Nesta decisão, também analisamos os impactos para implementar a carteira investindo no fundo diretamente no exterior, já que os custos são diluídos, caso a performance seja mais acentuada.
Por isso, optamos por escolher um fundo com um nível de risco superior, mas que tivesse historicamente um potencial de geração de alfa maior para que sejamos mais bem recompensados nessa batalha contra mercados mais eficientes.
Não é preciso resgatar o fundo Morgan Stanley Global Brands, se assim preferir, principalmente se você prefere um fundo um pouco mais comportado para ter ao lado do nosso ETF recomendado.
Conclusão
Estamos em tempos com muitos aspectos a comemorar, mas outros tantos nos trazem preocupações. A democratização do acesso a investimentos no exterior está acontecendo a todo vapor, com mais flexibilizações para fundos, mais corretoras prestando serviços para brasileiros e aumentando a oferta em suas prateleiras.
Por outro lado, os custos operacionais ainda são elevados e, muitas vezes, não são transparentes aos clientes. Também estamos lidando com constantes mudanças nas regras de tributação no Brasil, o que impacta diretamente em nossos investimentos.
Nesse turbilhão de incertezas, queremos fazer um convite para que aproveite a parte boa e traga para nós as questões que lhe deixam inseguro. Estamos nos dedicando muito para entender as novas regras do jogo e trazer atualizações pertinentes para você.
Nos próximos relatórios, abordaremos mais profundamente os impactos dos custos para investimentos diretos no exterior, além de trazer atualizações de mercado sobre as estratégias ativas recomendadas.
Concluímos, assim, mais um relatório importante, que oficializa a entrada do primeiro fundo ativo em carteiras para investidores em geral na Finclass (e também na minha carreira), após muita dedicação para que o mercado evoluísse e se tornasse mais acessível.
Definitivamente, temos um motivo para celebrar em meio a tanto barulho!
Felipe Arrais, Ana Flávia Farias e Rodrigo Xavier.
Ativos Internacionais aprovados
Disponibilizamos, ao final de cada relatório internacional, diversas opções de ativos aprovados, voltados para investidores experientes que desejam exposição mais específica e determinados setores ou mercados.
Considere essas alternativas como um verdadeiro “cardápio” cuidadosamente selecionado, permitindo que você personalize sua estratégia, enquanto mantém ativos com a cobertura da Finclass.
Fundos Recomendados Aprovados
Sobre os analistas
Felipe Arrais
Sócio
Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.