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Mudanças na carteira de valorização via fundos para R$ 100 mil: substituição do fundo Garde Porthos

Escrito por Felipe Arrais em FUNDOS

6 min de leitura

No relatório de hoje você encontrará...

●       A metodologia por trás do processo de escolha para integrar a nossa carteira de valorização com a nossa lista de fundos aprovados.

●       Alteração na carteira de valorização via Fundos de R$ 100 mil. Devido à falta de disponibilidade do fundo Garde Porthos na maioria das plataformas, o retiramos da carteira modelo, onde permanecem apenas três fundos com peso de 4% da carteira para cada.

Antes de nos aprofundarmos no tema de hoje, é importante discutirmos alguns assuntos relevantes referentes à dinâmica da carteira de valorização quando implementada por meio de fundos de investimento.

Nós, analistas da Finclass, depois de muitos estudos e testes, chegamos a uma alocação estrutural sólida que acreditamos ser capaz de atravessar as incertezas do mercado com grande potencial de valorização a longo prazo.

Também acreditamos que esta alocação será responsável pela maior parte do retorno obtido ao longo do tempo, mas ainda assim, existem duas diferentes maneiras de implementar a alocação.

A alocação via fundos, como o nome sugere, prioriza o investimento em fundos recomendados pela nossa equipe de análise de fundos. O que costumeiramente amplifica a comodidade da alocação por conta de um menor trabalho de acompanhamento e rebalanceamento dos ativos dentro de cada fatia recomendada, além de benefícios de facilitação do imposto de renda.

Para os que optarem por seguir este caminho do investimento mediante fundos, vale nos atentarmos para algumas nuances importantes relacionadas ao leque de fundos que temos entre nossas recomendações.

A lista de fundos aprovados

Nós exibimos as carteiras de fundos para diferentes tamanhos de patrimônios com fundos recomendados por nossa equipe, mas sempre reforçamos que na implementação via fundos, diferentemente da implementação via ativos, os fundos exibidos na tabela são apenas uma opção sugerida e não uma obrigação de investimento.

Fundos abrem e fecham e temos a diretriz de manter apenas fundos que estejam abertos para captação, afinal, todos os novos integrantes da Finclass precisam ter uma orientação de investimento que possa ser implementada. Portanto, quando um fundo presente na tabela fecha, temos a diretriz de retirá-lo da tabela modelo e substituí-lo por alguma outra boa opção que esteja aberta para captação.

No entanto, a retirada do fundo não significa que paramos de recomendá-lo, e muito menos que você precise resgatar seus recursos. A única restrição para você, investidor, é não poder aportar mais recursos, nele, enquanto estiver fechado para captação; logo, você terá que alocar este aporte em outros fundos da categoria.

E é por este motivo que temos outras opções de fundos a serem consideradas; vale ressaltar que todas as possíveis alternativas para sua carteira estão devidamente classificadas na aba “fundos aprovados” presente na nossa plataforma Finclass.

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Desta maneira, você não precisa ficar engessado ao que é proposto na tabela modelo. Ela fornece uma orientação objetiva de como equilibrar a carteira seguindo a nossa alocação proposta, mas você tem liberdade para escolher outras alternativas, desde que estejam presentes em nossa lista de recomendados.

Vamos a um exemplo concreto que tivemos no ano passado: o fundo Legacy, antes presente na carteira, fechou para novos aportes. Na época, a equipe da Legacy queria um tempo para se adequar às mudanças impostas pela nova legislação que rege os fundos de investimento, a ICVM 175.

Como o fundo fechou, trocamos na tabela o fundo da Legacy (que permaneceu sendo uma opção recomendada) pelo fundo da ACE Capital, que possuía características semelhantes.

Hoje, o fundo da Legacy encontra-se novamente aberto, mas não há necessidade de promover outra troca na tabela, pois, como estamos explicando, a tabela é apenas um modelo e o fundo continua recomendado na lista de fundos aprovados.

Entendemos que, por mais que haja um lado positivo em ter flexibilidade para optar por outras opções, existe também o lado negativo de ter insegurança em escolher corretamente.

Para te tranquilizar, saiba que todos os fundos recomendados passaram por nossos rígidos critérios quantitativos e qualitativos e, portanto, não há risco de errar ao escolher uma alternativa ruim. O que pode acontecer é a escolha de um fundo que possa ter um perfil de risco incompatível com o seu apetite.

Pensando nisso, estamos elaborando relatórios que serão publicados ao longo dos próximos meses, procurando listar características quantitativas e qualitativas de cada opção recomendada. Este material te ajudará muito ater, pelo menos, uma boa percepção sobre cada alternativa e, assim, poder escolher de maneira mais tranquila.

Por enquanto, recomendamos a leitura dos relatórios de recomendação de cada fundo, além da leitura das cartas de gestão publicadas por algumas de nossas gestoras recomendadas.

Hoje falaremos de mais uma troca na tabela modelo que, assim como o caso Legacy no ano passado, não tem a ver com nossa mudança de percepção de qualidade da gestora que deixa a tabela, como você verá ao longo das próximas páginas.

Garde Porthos, a inacessibilidade atrapalha...

No ano passado, escrevemos um relatório contando sobre uma mudança importante na tradicional gestora Garde (vale a pena ler o relatório para se aprofundar no tema, principalmente se você é investidor ou investidora do fundo). De forma resumida, a Garde foi adquirida pela Itaú Asset e deixará de existir como marca separada.

Portanto, o fundo Garde Porthos deverá perder o nome Garde em breve, mesmo que ainda tenha na gestão a maioria do time que administrava o fundo nos moldes anteriores.

Nós acreditamos que esse movimento aumenta a robustez da empresa e poderá potencializar os resultados, uma vez que o competente time de gestão agora poderá focar no que sabe fazer de melhor, contando com uma grande estrutura para cuidar de todos os processos não relacionados à gestão, além de um grande suporte de tecnologia e pesquisa econômica.

Entretanto, esse movimento acabou culminando na retirada do fundo de várias plataformas que antes faziam sua distribuição, o que o  deixou  muito mais inacessível.

Se a proposta da carteira modelo é oferecer uma saída democrática e acessível, o fato de a única plataforma relevante que ainda distribui o fundo ser o próprio Itaú, nos levou a  decidir  eleger outro fundo para ocupar este espaço na tabela.

Lembre-se do que discutimos na seção anterior! O fundo Garde não precisa ser resgatado só porque saiu da tabela modelo. Continuamos acreditando no potencial do time de gestão e, em breve, traremos um relatório contando um pouco sobre a adaptação do time antigo da Garde na nova estrutura do Itaú.

Alteração na carteira de fundos para patrimônio de R$ 100 mil.

Até o relatório de hoje, a fatia de fundos multimercado para o patrimônio de R$ 100 mil estava da seguinte maneira:

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Com a saída do fundo Garde Porthos da tabela, precisamos eleger um substituto para ocupar 3% em nossa carteira. Seguindo as orientações apresentadas no início deste relatório, saiba que você tem liberdade para optar por outro fundo multimercado que esteja em nossa lista de recomendados.

No entanto, os investimentos mínimos exigidos por cada fundo podem acabar limitando o acesso.

Por exemplo, o fundo Kapitalo Kappa poderia ser um bom substituto; porém, o investimento mínimo do fundo é de R$ 10 mil, o que impossibilita a entrada do fundo na carteira de R$ 100 mil, uma vez que os 3% que precisamos preencher representam um valor nominal de R$ 3 mil.

Dada essa situação, teríamos apenas um fundo aberto para captação e que tenha um investimento mínimo menor que R$ 3 mil, o fundo Legacy.

Apenas para relembrar, o fundo da ACE e Legacy têm algumas similaridades, pois ambas as equipes são oriundas da tesouraria do banco Santander. Inclusive, o time da ACE quase participou da fundação da Legacy quando deixou o banco para apostar na gestora independente.

O ponto em comum entre as gestoras, é claro, não significa que o resultado dos fundos e até mesmo as posições tomadas sejam as mesmas.  Mesmo assim, na busca por maiores diferenciações, optamos por manter apenas três peças na tabela modelo exposta na aba “carteira”.

Novamente, sinta-se à vontade para investir no Legacy caso queira manter quatro peças na carteira, ou seguir com as três, como sugere a tabela.

Como fica a carteira de valorização na faixa de patrimônio de R$ 100 mil pela implementação via fundos?

Como mencionamos, a substituição da Garde explicada neste relatório afeta apenas uma faixa de patrimônio; as outras permanecerão inalteradas, dado que o fundo não estava presente em mais nenhuma faixa.

Abaixo, você verá uma tabelinha mostrando como ficará a fatia de multimercados na faixa de R$ 100 mil.

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Ficamos por aqui...

Essa mudança de hoje foi singela, mas temos como premissa refletir em nossa carteira modelo implementações que sejam eficientes e práticas. Dentre os diversos fatores que consideramos para incluir um fundo, está a acessibilidade para os investidores realizarem sua compra. Após ser adquirido pela Itaú Asset, o fundo encontra-se disponível em poucas corretoras. Esse foi o fator que contribuiu para a substituição da Garde em nossa carteira, mas continuamos achando-o um excelente fundo. Inclusive, ele permanece em nossa lista de aprovados.

Outro aspecto importante deste relatório foi a discussão sobre a maneira de utilizar a tabela de fundos aprovados e a flexibilidade que os investidores da carteira de fundos podem ter ao escolher alternativas para a carteira.

Como mencionamos anteriormente, ao longo dos próximos meses faremos relatórios que ajudarão você a entender o perfil de cada fundo disponível, o que será uma ferramenta útil para quem tem dificuldade em compreender as diferenças fundamentais e as principais características das estratégias recomendadas.

Continue contando conosco nesta jornada e utilize a comunidade do Circle para interagir conosco e sanar dúvidas ao longo dos dias.

Um grande abraço,

Felipe Arrais, Ana Farias e Rodrigo Xavier.

Sobre os analistas

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.