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Mudanças na parcela de proteção: saem os fundos cambiais, entra o ETF LQD

Escrito por Felipe Arrais, Fillipe Colus, Guilherme Cadonhotto em RENDA TOTAL

11 min de leitura

Fonte: Unsplash

Você sabia que praticamente toda a história de Harry Potter foi desenvolvida pela escritora J. K. Rowling durante uma viagem de trem?

Desde a publicação do primeiro livro da saga, há mais de 20 anos, a história continua a conquistar novos fãs e a vender exemplares, fazendo com que sua criadora seja uma das escritoras mais bem-sucedidas da modernidade.

E você acertou se pensou que até mesmo podemos retirar algumas lições importantes sobre nossas carteiras de investimentos das aventuras do bruxinho –  e não, não tem nada relacionado à magia!

No universo de Harry Potter, existem os “feijõezinhos de todos os sabores”, pequenas guloseimas que mais parecem pegadinhas, e podem assumir qualquer gosto imaginável, desde o sabor de um prato de restaurante premiado, aquele prato que a sua avó fazia aos finais de semana, até mesmo cera de ouvido!

No fim do primeiro livro, Dumbledore, um dos maiores bruxos da obra, está conversando com o protagonista e menciona que ele não consegue mais comer os ditos feijõezinhos. Isso porque, quando era pequeno, comeu um deles com gosto de vômito, e a partir de então nunca mais se atreveu a colocar outro na boca.

Veja que a experiência de provar um desses feijões – se eles fossem reais – pode ser muito boa, mas existe um risco muito grande associado! Tanto o risco quanto o retorno desse ato seriam considerados elevados, já que uma hora você pode sentir um sabor delicioso e, em outra, um amargor terrível.

E, assim como aconteceu com Dumbledore, se alguém comesse os feijõezinhos sem saber o que o aguarda (que, no caso, é altamente imprevisível), ou numa dose acima do que essa pessoa aguenta, poderia ficar com medo de voltar a apreciar as guloseimas.

Nos investimentos, a relação entre risco e retorno de uma carteira além de ser mensurada é fundamental que seja dosar e avaliada, para que ela se mantenha em patamar otimizado.

Diferentemente dos feijõezinhos, cuja única forma é evitar comê-los se não gostamos da experiência, no mundo dos investimentos podemos dosar o risco através do percentual que investimos em certos ativos muito voláteis, da mesma forma que podemos utilizar uma ferramenta muito importante: a descorrelação dos ativos.

Em maio, fizemos um movimento para otimizarmos a relação risco vs retorno de ambas as carteiras Renda Total, original e alternativa. Na ocasião, concluímos que os benefícios de carregar um percentual de dólar em nossa carteira durante o período pré-eleitoral, que possui parcela relevante em ativos negociados em Bolsa, superavam os custos de oportunidades.

No relatório de hoje, vamos propor justamente uma movimentação na nossa parcela de proteção: a recomendação da venda dos fundos de dólar, que representam 2,5% do portfólio, para alocarmos em um ativo que também vai nos pagar dividendos, o ETF LQD, fundo listado em Bolsa de títulos de renda fixa dos Estados Unidos, que será o nosso primeiro ativo global que vai gerar proventos.

Com esse movimento, vamos então manter nossa posição de ativos internacionais e, ainda assim, aumentar nossos dividendos recorrentes pagos na carteira, com uma troca de uma posição de proteção 100% passiva, mas que também rende proventos e com o benefício pela da descorrelação desse ativo em relação aos brasileiros por ser dolarizado.

Qual o motivo dessa troca em nossas carteiras?

Quando adicionamos a parcela de moeda estrangeira – no caso, o dólar norte-americano –, mencionamos que ela seria utilizada como um seguro, que seria acionado apenas em caso de necessidade. No mundo dos investimentos, entende-se como o momento de quedas pontuais dos ativos nacionais da carteira, ao passo que o dólar se beneficia. Como exemplo, no último 10 de novembro, a moeda dos EUA avançou 2,78%, e o Ibovespa cedeu 3,35%.

Isso porque o dólar e os outros ativos possuem correlação (ou associação) negativa, ou seja: quando os ativos brasileiros têm um dia de performance ruim, a moeda estrangeira tende a trabalhar em campo positivo, e vice-versa.

E, assim como um seguro, não gostaríamos de acioná-la, no entanto, como mostramos no nosso relatório de maio, em períodos eleitorais contar com uma parcela de dólar se mostrou beneficial para uma carteira diversificada.

Como comparação, a carteira original performou 12,37% nos últimos 12 meses, e a alternativa, 10,99%. E desde a sua adição, nossa parcela de proteção retornou 0,38% no total. Pode parecer pouco, mas os verdadeiros ganhos não ficam contidos nos seus ganhos de capital diretamente por conta do seu caráter descorrelacionado.

Para avaliar o quão eficiente nossa proteção tem sido, fizemos uma simulação com a nossa carteira sem a presença de dólar – inclusive já mostramos isso no relatório passado.

Sem a moeda estrangeira, a carteira teria performado 28% pior no período (3,1% contra 2,3% anualizado de 25 de maio até a data), enquanto tomaria 6% a mais de volatilidade.

Esse é o poder da descorrelação dos ativos. E como não queremos deixá-lo de lado, vamos fazê-lo agora de outra forma, associando a um ativo descorrelacionado ganhos potenciais de dividendos e de capital, que é a estratégia ao adicionamos o ETF LQD na carteira.

Para efeito de comparação, veja aqui a tabela de correlações dos principais indicadores de mercado e o ativo que vamos recomendar. Quanto mais acentuado o tom de verde, maior a associação positiva, ou seja, os ativos tendem a andar na mesma direção diariamente, e, quanto mais próximo de 100%, mais intensa é essa relação.

E, em vermelho, temos a associação negativa, ou seja, quando um ativo performa bem, o outro tende a ir na contramão. Esse efeito é importante para proteger a carteira e otimizar a relação risco vs retorno que mostramos ser efetivo:

Correlações entre ativos

Fonte: Quantum

Chamamos sua atenção para dois pontos. O primeiro é que, de forma generalizada, o ETF LQD tem uma correlação moderadamente menos intensa com os ativos brasileiros quando comparada com o dólar, mas com um forte potencial de descorrelacionar nossa carteira pelo fato de eles serem negativos (note o tom rosa na praticamente domina a segunda linha da tabela).

E segundo, por ser um ativo com exposição cambial, a correlação entre o ETF e o dólar é positiva, reforçando o caráter de associação positiva de ambos e sua intercambialidade quando o assunto é gerenciamento de risco e descorrelação da carteira.

Observações feitas, vamos falar agora sobre o ativo recomendado de hoje, o ETF LQD.

Investment Grade Corporate Bond ETF (LQD)

Um ETF, sigla para exchange traded fund, é um fundo listado em Bolsa que tem como objetivo seguir um índice de referência, que pode ser entendido também como um fundo passivo que anda junto com o referencial escolhido.

Justamente por isso, ele costuma ter taxas de administração muito mais baixas do que os fundos de gestão ativa. No caso, o ETF que recomendamos é negociado nas Bolsas internacionais através do ticker LQD e gerido pela maior gestora de fundos do mundo, a BlackRock.

O LQD tem como objetivo seguir o índice USD Liquid Investment Grade Index, elaborado por outra instituição, de maneira independente, que inclui ativos de renda fixa emitidos em dólar e com grau de liquidez relevante.

Composição do LQD

A fim de entender se os ativos que fazem parte do ETF são seguros, precisamos responder inicialmente a algumas perguntas relacionadas à renda fixa.

Primeiramente, vamos entender quais são os principais ativos que o ETF possui em carteira, e qual a qualidade de crédito e capacidade de pagamento dos devedores para os fundos. Depois, veremos o risco de mercado a que esses títulos estão expostos.

Risco de crédito

O risco de crédito diz respeito à possibilidade de você tomar um calote por parte do emissor do ativo em questão, ou seja, de ele quebrar no meio do caminho.

Para medir esse risco, vamos utilizar a prática internacional e verificar qual percentual dos títulos dentro do fundo são considerados “grau de investimento”, ou seja, apresentam uma chance muito baixa de ter problemas no pagamento de suas dívidas.

Essa nota de crédito é chamada de rating, e é dada por agências internacionais que fazem esse tipo de trabalho com empresas e países, a fim de indicar para investidores se aquele é um lugar arriscado ou não para deixar o seu dinheiro.

A nota funciona de forma parecida com o sistema de ensino norte-americano, por letras. Para facilitar, vou destacar para você em vermelho, no quadro abaixo, o que é grau de investimento e o que não é.

Fonte: LQD - Fund Summary

O ETF em questão conta com 97% da sua carteira de investimentos aplicados em ativos com grau de investimento, o que torna o investimento seguro.

“Mas os investimentos em grandes empresas brasileiras também não são seguros?”

Importante questionamento. Quando uma empresa é sediada em um país que não tem o grau de investimento, como é o caso do Brasil, as empresas daqui também são consideradas mais arriscadas e possuem uma nota de qualidade prejudicada no âmbito internacional. Afinal, seu dinheiro está em um país com cenários político e econômico conturbados.

Para você ter uma ideia, há somente um título corporativo de empresa brasileira nesse ETF, que são títulos da JBS, a empresa do setor de alimentos.

Então, apesar de você poder investir em grandes empresas brasileiras diretamente pelo mercado nacional, seu dinheiro estará mais seguro, do ponto de vista de risco de crédito, em grandes empresas norte-americanas.

Risco de mercado

O risco de mercado pode ser caracterizado pelas oscilações de preço que os ativos apresentam.

Como o mercado norte-americano é composto basicamente por títulos prefixados e indexados à inflação, podemos determinar que, quanto maior o prazo de vencimento desses papéis, maior o risco de mercado que apresentam, ou seja, maior a oscilação que seu preço vai apresentar dia a dia.

Nessa questão, o LQD apresenta um risco relevante, algo que podemos concluir ao olhar o prazo de vencimento dos títulos que fazem parte dele:

Fonte: LQD - Fund Summary

Veja que 45% dos títulos vencem em um prazo superior a dez anos, o que garante um nível de oscilação relevante para a aplicação.

Mas, novamente, ressaltamos que os últimos 24 meses foram bem duros para o ativo, dificultando a manutenção para os próximos anos.

Além disso, como iremos mostrar a taxa média dos ativos presentes no ETF está muito atrativa, nunca antes observada em sua história, iniciada em 2012. Tanto que me arrisco a dizer que taxas tão atrativas em títulos de alta qualidade nos EUA só foram observadas antes de 2009, isto é, treze anos atrás.

Exposição setorial

Considero a análise da exposição por empresas ineficiente nesse caso, já que o ETF conta com mais de 2.500 títulos corporativos. Para se ter uma ideia, a empresa mais representativa é o banco norte-americano JP Morgan, com apenas 2,94% total de exposição.

Em todo o caso, vou trazer as dez maiores empresas com exposição nesse ETF para que você entenda o nível de qualidade desse ativo:

Fonte: LQD - Fund Summary

É válido também mostrar a exposição por setores, e estes são os cinco maiores presentes no LQD:

Fonte: LQD - Fund Summary

Bancos, consumo, comunicação, tecnologia e energia compõem o pódio da exposição por setores.

Desempenho do LQD

Outro ponto a se verificar é como esses ativos performou nos diferentes ciclos econômicos de juros americanos. No gráfico a seguir podemos analisar um pouco da sua performance histórica:

Fonte: Ishares ETF Library

Em anos de queda de juros nos EUA, a performance foi superior a 10% – em alguns casos, chegando próximo de 20%, e isso em DÓLAR! Ou seja, para nós, investidores brasileiros, a rentabilidade seria ainda maior, dado que nossa moeda vem se desvalorizando ao longo do tempo, ou seja, o dólar está em ascensão em relação ao real nos últimos anos.

Em 2021, a queda foi de 1,57%, sem considerar a variação cambial. E até 16/11/2022, a performance acumulada no ano (também sem a variação do câmbio) é de -20,22%, uma queda recorde para o ativo.

Taxa de retorno

Hoje, a taxa de retorno média anual que esse ETF proporciona é de 5,57%.

Parece um montante pequeno, mas lembre-se de que estamos falando de títulos de renda fixa norte-americanos, que oscilam em torno de uma taxa muito menor do que a nossa ao longo do tempo.

Vale lembrar que essa remuneração é em dólar, outro ponto importante para que ele substitua os fundos de ativos dolarizados.

Você teria em sua carteira uma cesta de títulos de alta qualidade que paga uma taxa não observada na última década, e ainda por cima na moeda norte-americana.

Também é importante frisar que incluímos esse ativo nas recomendações, pois enxergamos nele uma boa opção de ganharmos com marcação a mercado, ou seja, valorização dos títulos de renda fixa norte-americanos em um horizonte de tempo de dois anos, que pode vir por dois fatores:

  • Queda nos juros norte-americanos, impulsionando o preço dos ativos lá fora;
  • Alta do dólar com relação ao real, o que também elevaria o valor do ativo mesmo que os títulos corporativos ficassem parados.

Nos últimos meses, como veremos a seguir, essa marcação foi extremamente negativa.

Fonte: Investing

A diferença de preços entre novembro de 2020 e hoje é de -25%.

No entanto, entendo também que os ganhos (sem considerar a variação cambial) podem ser das mesmas proporções em um cenário positivo para a renda fixa norte-americana nos meses que virão.

Dividendos

Além de tudo, o ETF em questão paga dividendos, ou seja, remunerações mensais sob o valor investido. Nos últimos 12 meses, a taxa de dividendos é de 3,3%. Ou seja, a cada R$ 100 investidos no ETF, fora a valorização/desvalorização, precisamos considerar um provento de R$ 3,30 no período.

A taxa é muito menor do que a que estamos acostumados no Brasil e aqui nos nossos ativos do Renda Total. No entanto, como estamos substituindo uma fatia que antes não pagava dividendos nesse movimento aumentamos o pagamento de dividendos da carteira.

Custo

A BlackRock, gestora do LQD, cobra uma taxa muito baixa para esse investimento, 0,14% ao ano sobre o seu patrimônio investido, o que é um custo realmente muito baixo para ter ativos de excelente qualidade dos Estados Unidos e com exposição cambial.

Como investir nesse ETF?

Você pode acessar esse ETF através de duas maneiras.

1. A partir do BDR BLQD39

Um BDR, segundo o portal do investidor do Governo Federal, é um “certificado de depósito de valores mobiliários, é um valor mobiliário emitido no Brasil que representa outro valor mobiliário emitido por companhias abertas, ou assemelhadas, com sede no exterior. A instituição que emite no Brasil o BDR é chamada de instituição depositária.”

Isso basicamente significa que, ao comprar um BDR, uma instituição financeira recebe seu dinheiro aqui no Brasil e investe no ativo lá fora, replicando a rentabilidade desse papel no exterior em sua aplicação aqui no Brasil.

A instituição depositária desse BDR, no caso, é o banco B3, uma instituição financeira criada com o intuito de facilitar o acesso de investidores brasileiros a ativos estrangeiros.

O BDR é uma maneira simples, barata e eficiente de pessoas físicas conseguirem se expor a mercados desenvolvidos. Tanto que, com R$ 56,30 aos preços de hoje, você consegue comprar 1 BDR desse ETF.

O BLQD39 está disponível através do home broker de qualquer corretora de investimentos.

2. Investir por meio de uma conta direta nos Estados Unidos

Se você possui uma conta de investimento direto nos EUA, o que já é possível para clientes de Inter, XP, e de instituições financeiras tradicionais, você consegue investir diretamente no ETF.

Isso pode fazer mais sentido, já que os dividendos pagos pelo ETF através do BDR BLQD39 são parcialmente reduzidos pelo spread da taxa de câmbio. Apesar de o motivo não estar claro, acreditamos se tratar desse diferencial que os bancos cobram para comprar/vender moedas de outros países.

No caso, taxa de dividendo de 3,3% cai para aproximadamente 2,5% quando o investimento é realizado através do BDR.

Conclusão

Neste relatório, fizemos uma mudança importante na parcela de proteção de nossa carteira: a realocação dos 2,5% da carteira que antes estavam em fundos cambiais de dólar para adicionar o ETF LQD.

Além de mantermos os benefícios de descorrelação com os nossos ativos, estamos vivendo uma janela de oportunidade em relação a investimentos em ativos de renda fixa norte-americanos. Os juros subiram de maneira tão intensa nos últimos meses que proporcionaram taxas não observadas há mais de 10 anos.

O fato de que, ao terem se elevado de maneira rápida em um curto espaço de tempo, pode também ter intensificado levemente o movimento, oferece inclusive oportunidade de ganhos de marcação a mercado para os próximos meses.

Poderíamos ter substituído essa parcela para aumentar o ganho de dividendos, adicionando outros ativos que pagam mais proventos que o LQD, uma vez que nossa carteira na média paga 8% ao ano. No entanto, reforço que aqui a intenção é o de potencializar os ganhos que vêm da descorrelação, que, como já mostramos, têm como objetivo otimizar a relação risco e retorno nos médio e longo prazos.

E como já observamos desde que adicionamos o dólar em nossa carteira, não queremos perder essa ferramenta importante de gestão de riscos. Por isso, a recomendação do ETF LQD no lugar dos fundos cambiais.

Abraços,

Filipe Colus e Gui Cadonhotto

Sobre os analistas

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.

Fillipe Colus

É especialista em renda fixa da Spiti, bacharel em Engenharia Mecânica e especialista em Finanças. Auxiliou mais de 15 empresas com recomendações financeiras e operacionais em dois anos de consultoria estratégia e trabalhou na KPMG, ao lado de executivos e diretores de empresas líderes de segmentos, bem como no mercado público, auxiliando órgãos federais. Acredita que conhecimento bom deve ser repassado de uma forma simples e direta. Por isso, adora falar de finanças para quebrar tabus, e faz isso até nas horas vagas.

Guilherme Cadonhotto

Sócio

Além de estrategista-chefe da Finclass, Guilherme Cadonhotto é reconhecido como uma das principais autoridades brasileiras em renda fixa, ensinando seus assinantes e seguidores como conseguir, investindo em renda fixa, rendimentos tão grandes (ou até maiores) que os das ações.