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Nova alocação estrutural da carteira de renda com internacional

Escrito por Felipe Arrais, Rodrigo Xavier em INTERNACIONAL

24 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  • A Carteira de Renda passa a contar com uma fatia de 10% em ativos internacionais (WRLD11 + GOLD11), primeira mudança estrutural desde a criação da carteira. A decisão é fruto de meses de pesquisa quantitativa, backtests e debate interno.

  • O principal benefício dos ativos internacionais não é o retorno absoluto, mas a baixa correlação com o mercado brasileiro — o que melhora o índice de Sharpe e reduz a volatilidade da carteira sem sacrificar retorno.

  • A composição da fatia internacional foi definida após excluir renda fixa internacional (menos impactante para uma exposição de 10%) e REITs (mais volátil e sem distribuição de renda via ETFs disponíveis no Brasil). O resultado: 80% em ações globais (WRLD11) e 20% em ouro (GOLD11).

  • A entrada do internacional implica uma redução de ~1 p.p. no dividend yield da carteira (de ~10,3% para ~9,3% a.a.). O patamar de 10% foi escolhido como ponto de entrada por ser o melhor equilíbrio entre ganho de eficiência e preservação da geração de renda.

  • Para abrir espaço ao internacional, a fatia de ações foi reduzida de 30% para 20%. FIIs (40%) e renda fixa (30%) ficam intactos. A nova estrutura é: FIIs 40% + Renda Fixa 30% + Ações 20% + Internacional 10%.

  • Para a maioria dos assinantes, a recomendação é implementar a exposição internacional pelos ativos listados na B3 (WRLD11 e GOLD11), evitando os custos e a complexidade de remessas ao exterior. Grandes patrimônios, ou pessoa com acesso a baixos custos de remessa podem avaliar o investimento direto lá fora.

Se você acompanha a nossa Carteira de Renda há algum tempo, sabe que ela foi construída com um propósito bem definido: gerar renda consistente para o investidor brasileiro, com uma seleção criteriosa de fundos imobiliários, ativos de renda fixa e ações com bom histórico de distribuição de dividendos.

Neste relatório, queremos explicar, com transparência, a mudança mais significativa que decidimos fazer na carteira: a introdução de investimentos internacionais.

Não é uma decisão tomada da noite para o dia. Ela é fruto de meses de pesquisa, modelos quantitativos, debate interno e uma questão que nós levantamos frequentemente aqui no time — como melhorar a carteira do assinante sem abrir mão do que ela tem de mais precioso, que é a geração de renda.

Ao longo deste relatório, você vai entender todos os detalhes dessa mudança importante, incluindo a narrativa do processo de pesquisa, visão de futuro e conclusão dos novos pesos da carteira a partir de hoje.

Uma ótima leitura!

Investimentos Internacionais: o que eles trazem para a carteira?

Frequentemente em nossas lives somos perguntados sobre a não presença de investimentos internacionais na carteira de renda e por muito tempo a falta de produtos internacionais geradores de renda e a necessidade de estudar a alocação em profundidade foram empecilhos para o movimento tão desejado por nossa base de assinantes.

Antes de mais nada, vale lembrar que já tivemos exposição a ativos internacionais na carteira de renda no passado através de BDRs de ETF. No entanto, esta classe de ativos demorou a amadurecer em termos de liquidez o que nos fez tomar a decisão institucional de não mais recomendar BDRs, afinal, isso poderia levar alguns riscos a nossa base de assinantes. Com essa decisão, retiramos os ativos da carteira de renda, procuramos outras alternativas até a decisão tomada no relatório de hoje de incluir a classe, mesmo que não tenhamos distribuição de renda.

A primeira questão que nos propusemos a investigar foi: faz sentido, para uma carteira de renda focada no mercado brasileiro, adicionar ativos que não pagam dividendos e que estão expostos ao câmbio?

Diversos pontos precisam ser avaliados, inclusive o atual momento em que nos encontramos, em que pela alta taxa de juros no Brasil temos conseguido obter níveis de Yield altos, na casa dos dois dígitos, o que sabemos que não deve se manter para sempre. E incluir uma classe que não distribui dividendos, mesmo que traga benefícios claros, tem que ser feito com cuidado.

A resposta a que chegamos, depois de estudar os dados, foi um sim, com ponderações.

A lógica por trás da diversificação internacional não é só sobre retorno absoluto — é sobre a relação entre o retorno que um ativo entrega e o quanto ele se move junto com os demais ativos da carteira. Em termos técnicos, estamos falando de correlação.

O conceito de correlação e por que ele importa

Uma carteira de renda brasileira, por mais diversificada que seja entre FIIs, ações e renda fixa, carrega um peso que muitos investidores não percebem: todos esses ativos respondem, em alguma medida, ao mesmo ambiente macro. Quando os juros sobem no Brasil, os FIIs sofrem, a renda fixa sofre marcação a mercado e as ações também sentem pressão. Quando a aversão ao risco aumenta globalmente, a bolsa brasileira cai junto.

Ativos internacionais — especialmente ações de empresas globais — têm uma correlação historicamente baixa com esses movimentos locais. Nossos estudos com dados reais dos últimos anos mostraram que o WRLD11, ETF que replica ações globais, e o GOLD11, ETF de ouro, apresentaram correlações próximas de zero ou levemente negativas com a carteira de renda brasileira. Na prática, isso significa que quando um lado vai mal, o outro não necessariamente segue.

Abaixo você verá uma tabela de correlação de diferentes classes de ativos brasileiras com alguns ativos internacionais.

Quanto mais próximo da cor vermelha, mais correlacionado os ativos são entre si. Veja como os ativos dolarizados tendem a ter correlações baixas, na maior parte das vezes negativa, em relação a ativos brasileiros.

Fonte: Quantum Axis e Finclass | De 30/12/2010 a 02/03/2026

Podemos notar que a correlação dos ativos internacionais com a maior parte dos ativos brasileiras é baixa ou até mesmo negativa (principalmente por serem ativos dolarizados).

Um ponto interessante a se destacar sobre correlação é que ela é uma medida de direção e não de intensidade. Isso significa que, por mais que ativos internacionais dolarizados tendam a ter correlação negativa com ativos brasileiros, não estamos falando de um jogo de soma zero. Isso porque os movimentos tendem a ser em direções opostas, mas ainda estamos falando de ativos com expectativa de retorno positiva.

Desta forma, se a adição de investimentos internacionais for capaz de apenas manter o potencial de retorno da carteira, enquanto melhora métricas de risco (como volatilidade e drawdowns), já teríamos um resultado satisfatório. E se o contexto dos últimos 15 anos minimamente se assemelhar com o futuro, teremos a possibilidade de diminuir risco enquanto melhoramos o retorno.

O que os números revelaram

Para estudar a viabilidade da inclusão de ativos internacionais na carteira tínhamos duas bases de dados para analisar. A carteira de renda oficialmente teve início em 26/10/2020, mas isso aconteceu em um contexto muito diferente do que temos hoje na Finclass. À época ainda sob o nome de Spiti, tínhamos uma dinâmica de relatórios semanais em que a carteira foi sendo construída junto com nossa base de assinantes. Por isso, podemos dizer que neste início foi uma carteira em formação até chegarmos aos moldes atuais.

Por isso, avaliaremos os dados da carteira de renda a partir do final de 2022 em que ela já estava totalmente madura. Entretanto, sabemos que é um curto histórico. Um backtest de três anos ajuda a entender alguns comportamentos, mas não pode trazer uma avaliação definitiva.

Dado esse curto histórico para análise, alongamos esse histórico através de índices para desde o início do índice IFIX ao final de 2010 e assim podemos ter uma melhor noção do comportamento das diferentes classes de ativos. Ainda assim, por mais que 15 anos pareça ser muito tempo, gostaríamos de analisar prazos ainda maiores e, mesmo que não tivéssemos dados sobre algumas classes (como fundos imobiliários) cruzamos os estudos atuais com nossos estudos sobre classes, que reúnem históricos de centenas de anos no mundo todo.

Os resultados foram consistentes em duas janelas temporais diferentes (dados reais dos últimos ~3 anos e proxy por índices desde final de 2010), e apontaram na mesma direção: adicionar uma fatia de ativos internacionais bem construída teria melhorado a carteira de renda nas duas pontas, menor risco e maior retorno.

Aqui tivemos a oportunidade de confirmar conceitos que foram estudados por nosso time há anos atrás, época em que fizemos os estudos de longo prazo que culminaram na alocação estrutural que adotamos para a carteira de valorização.

Por exemplo, os dados confirmaram que, até cerca de 20% de participação internacional, a carteira ainda apresenta melhoria de retorno e diminuição de risco, o que se reflete em um incremento significativo de Sharpe (métrica que avalia quanto de retorno acima do custo de oportunidade é entregue para cada unidade de risco, ou seja, uma métrica de risco versus retorno). Não à toa, este é o tamanho da participação da fatia internacional em nossa Carteira de Valorização da Finclass.

Agora, ao mesmo tempo que os modelos começam a sugerir uma participação grande, já começamos a pesar a contrapartida, já que era sabido desde o início que a adição de internacional implicaria uma redução da distribuição de dividendos da carteira. Falaremos mais desta questão adiante, mas, desde aqui já tínhamos uma percepção de que a fatia internacional não poderia ser tão grande como é em nossa carteira de valorização.

Após reconfirmar essa convicção, precisávamos entender se havia uma melhor composição dentro da fatia internacional para ajudar a carteira de renda.

Como construímos a carteira internacional: a composição importa

Antes de decidir o tamanho da fatia internacional, passamos por uma etapa importante: estudar qual composição interna faria mais sentido. Não basta colocar "qualquer ativo internacional" — a escolha de quais ativos compõem essa fatia afeta diretamente o quanto ela contribui para a carteira como um todo.

A exclusão da renda fixa internacional

A primeira candidata que testamos foi a renda fixa internacional, especialmente ETFs de bonds americanos como o USDB11. A lógica era intuitiva: bonds e ações internacionais, historicamente apresentam correlação inversa, o que poderia fazer com que houvesse uma suavização de risco dentro desta carteira internacional.

Entretanto, há que se destacar que os estudos feitos utilizam dados a partir de 2010, de forma que o resultado entregue pelo modelo apontou para um efeito negativo da presença de renda fixa internacional já que a década passada foi uma década de juros zero.

Por mais que a expectativa de retornos futuros para esta classe seja melhor nesta década do que foi na década passada, ainda precisamos considerar outras questões.

Nos anos recentes passamos por momentos de alta aversão a risco, como em 2022 com a alta dos juros no mundo, que configurou o pior ano para a renda fixa internacional desde 1924. E durante períodos de aversão a risco recente, vivenciamos momentos em que a correlação entre ações internacionais e bonds fosse positiva, contrariando o comportamento histórico.

Podemos continuar a ter momentos em que a correlação histórica entre as duas classes seja quebrada.

Como a participação da fatia internacional estava se desenhando para ser significativamente menor do que na carteira de valorização, chegamos à conclusão de que, para que essa fatia realmente ajude a carteira de renda com o máximo de eficiência, o melhor seria concentrar nos ativos de menor correlação (melhores diversificadores) e maior expectativa de retorno: ações e ouro. Com uma fatia pequena, diluir entre duas subclasses — ações e bonds — reduziria o impacto de diversificação por "espaço" de carteira.

Nossa decisão, portanto, foi concentrar em ações globais e ouro para termos mais benefício por cada ponto percentual alocado na classe.

Em um futuro que permita a fatia internacional ser maior do que será hoje em sua inclusão na carteira de renda, podemos reconsiderar a presença da classe de renda fixa, principalmente se tivermos um instrumento que seja eficiente em distribuição de renda dolarizada.

A exclusão dos Reits

Sobre os Reits, a explicação é mais simples. Aqui na carteira de renda temos um viés maior de preservação e a classe de imóveis é frequentemente mais volátil que ações além de ser mais sensível a movimentos de juros. O que torna uma tese um pouco mais oportunística que casa melhor com o perfil de valorização e apresenta um pior encaixe na carteira de renda.

Esta, inclusive, é uma diferença importante entre os Reits e FIIs. Os FIIs são instrumentos desenhados para distribuir renda e contam com o benefício da isenção de IR sobre os proventos além de apresentar um comportamento distinto. Como falamos, enquanto os Reits são frequentemente mais voláteis que ações no exterior, os FIIs tendem a ter um terço da volatilidade de nossas ações brasileiras. Justamente por isso são protagonistas nessa carteira enquanto os Reits, pelo menos por enquanto, ficarão de fora.

Vale lembrar também que, apesar de Reits serem um veículo que distribui bastante renda, temos dois problemas práticos. A renda nos EUA é muito tributada o que torna um veículo de distribuição de renda um pouco menos eficiente, além do fato de que os ETFs que temos disponíveis para investir daqui do Brasil não distribuem essa renda.

Então essa combinação de trazer uma classe mais sensível ao movimento dos juros e que atualmente não consiga distribuir os dividendos para nossos assinantes e seguidores da Carteira de Renda Finclass fez com que decidíssemos não incluir Reits por agora.

Conforme novos instrumentos fiquem disponíveis no Brasil, ou tenhamos um maior amadurecimento da classe de BDRs de ETF, podemos trabalhar a inclusão da classe.

O teto de 20% em ouro: disciplina contra o viés de período

O ouro foi o melhor ativo individual no período estudado. Apresentou os maiores retornos, com correlação próxima de zero com a carteira de renda e bastante negativa em relação às classes mais arriscadas da carteira de ativos brasileiros. Consequentemente nosso modelo quantitativo tendia a querer maximizar o peso do ouro na carteira alvo.

Decidimos impor um teto de 20% para o ouro dentro do fatia internacional.

Isso pois temos ciência de que o período recente, principalmente de 2022 a 2025, foi historicamente excepcional para o metal. Guerra na Ucrânia, tensões geopolíticas, dólar forte — um conjunto de fatores que impulsionou a demanda por ouro de forma atípica. Usar esses dados para calibrar um modelo que olha para o futuro (forward-looking) seria um viés clássico de retrospectiva (look-back): o modelo aprende o que já aconteceu e que pode não se repetir da mesma maneira.

Além disso, o ouro não tem fluxo de caixa intrínseco. Não paga dividendos, não tem lucros, não tem múltiplos de valuation. Sua precificação é essencialmente baseada em expectativa e demanda. Em uma carteira de renda, concentrar muito nesse tipo de ativo cria riscos difíceis de gerenciar.

Queremos a presença da commodity preciosa, pois ela pode nos defender em momentos de maior aversão a risco — ainda mais que não teremos o elemento da renda fixa para servir como defesa. Mas não queremos que essa presença seja muito relevante, pois, apesar de ter performado bem nos últimos anos, em prazos mais longos o retorno do ouro frequentemente se mostrou pouco expressivo.

De forma geral, o ouro tende a ter uma baixa expectativa de retorno ao longo do tempo, salvo períodos pontuais de aversão a risco ou aumento de demanda, que tendem a se normalizar. Isso o torna um importante seguro para carregarmos na carteira, mas nossa expectativa é que, em prazos longos, o maior retorno venha da classe de ações.

A composição final da fatia internacional

Com as restrições definidas — sem renda fixa internacional, ouro limitado a 20% — chegamos a uma composição simples e fundamentada:

AtivoTickerPeso na fatia internacionalO que representa
Ações Globais (world equity)WRLD1180%~9.000 empresas globais diversificadas
OuroGOLD1120%Proteção, baixa correlação, reserva de valor

Tabela 1: Composição do book internacional.

A tabela acima mostra a composição dentro da fatia de investimento internacional da carteira de renda, mas para facilitar a visualização de como a carteira final ficaria, traremos os pesos em relação a carteira completa, conforme a tabela abaixo:

AtivoTickerPeso na Carteira TotalO que representa
Ações Globais (world equity)WRLD118%~9.000 empresas globais diversificadas
OuroGOLD112%Proteção, baixa correlação, reserva de valor

Tabela 2: Pesos dos ativos internacionais em relação à carteira completa

Calibração de Risco: qual o tamanho ideal da fatia internacional?

Com a composição interna definida, a próxima pergunta foi: quanto do total da carteira deve ser alocado em ativos internacionais?

Rodamos testes de sensibilidade exaustivos, variando a alocação de 0% a 20%, mantendo a composição Ações Globais (80%) + Ouro (20%) fixada.

Os testes continuavam apontando para uma alocação internacional próxima de 20%, afinal só a partir deste patamar que passávamos a ter aumento de volatilidade ao invés de redução. Portanto, sabíamos que até 20% de internacional tínhamos uma melhoria contínua de Sharpe.

Entretanto, não podíamos nos esquecer da troca entre adição de internacional e redução do Yield da carteira. Afinal, cada adição de 1 ponto percentual de internacional, impactaria nossa carteira com uma redução de 1% do Dividend Yield da carteira (daremos exemplos deste impacto nas próximas páginas).

Dividend Yield: o impacto na distribuição de renda

Chegamos ao ponto central de tensão desta mudança de carteira: o dividend yield. A carteira de renda tem, em seu DNA, a missão de gerar renda para o investidor. Qualquer decisão que altere materialmente o yield precisa ser explicada, justificada e comunicada com clareza.

O mecanismo: como o internacional dilui o yield

O yield anualizado da carteira de renda no fechamento de janeiro de 2026 estava no patamar de 10,3% ao ano. Os ativos internacionais que adotamos — WRLD11 e GOLD11 — não pagam dividendos ou juros em reais para o investidor brasileiro. A maior parte dos ETFs de ações globais listados no Brasil reinvestem os dividendos e o efeito desse reinvestimento é percebido pela valorização de suas cotas.

Por mais que a gente ainda sinta o efeito dos dividendos em nosso bolso, para efeito de distribuição de renda, eles valem zero.

A matemática é direta: se 10% da carteira passa a ser representada por ativos sem yield, o yield total cai proporcionalmente. A 10% de alocação internacional, no patamar de yield utilizado no exemplo teríamos um patamar estimado em torno de 9,3% a.a. Com 15% de participação diminuiríamos o DY para algo próximo de 8,8% a.a. Já com 20%, algo em torno de 8,2% a.a.

Abaixo tem uma representação gráfica deste trade-off estimando o dividend yield anualizado de 10,3%.

Fonte: Finclass

O dividend yield atual no patamar de dois dígitos (acima de 10% a.a.) também é influenciado pela taxa de juros mais elevada que estamos vivenciando no Brasil — essa realidade será alterada ao longo do tempo, à medida que passemos por ciclos de juros maiores e menores.

Por isso, entendemos que um patamar próximo a 10% de internacional apresenta um bom equilíbrio: afeta positivamente a carteira com mais retorno e diminuição de risco, sem prejudicar demais o pinga-pinga dos dividendos.

Por que não existem boas opções internacionais pagadoras de renda no Brasil?

Uma pergunta natural é: existem ativos internacionais que pagam renda e poderiam compor essa fatia sem diluir o yield? A resposta honesta é: atualmente, as opções disponíveis para recomendação em uma casa de análise do nosso porte ainda são bastante limitadas, e todas têm trade-offs relevantes. 

•       ETFs de Renda Sintética: são ETFs que vendem opções sobre suas posições para gerar renda distribuível (o que chamamos de renda sintética). O problema é que, ao vender as opções, o fundo limita seu potencial de valorização. Em um cenário de alta da bolsa americana, o cotista recebe o yield sintético mas perde boa parte do upside.

•       BDRs e BDRs de ETF: Nós não trabalhamos com a escolha individual de empresas em mercados desenvolvidos, o chamado stock picking. Isso por conta de estarmos lidando com mercados mais eficientes em que as estatísticas apontam para uma baixa probabilidade de termos um resultado melhor que os índices fazendo a seleção individual de ações. Portanto, mesmo que houvesse BDRs de diversas empresas pagadoras de dividendos aqui no Brasil, precisaríamos de um leque grande de opções líquidas. No caso dos BDRs de ETF, que teríamos muito mais conforto de utilizar pela ótica de alocação de portfólio, ainda temos um mercado muito incipiente com baixa liquidez.

•       ETFs pagadores de dividendos: Já que hoje em dia a B3 permite distribuição de renda através de ETFs, poderíamos ver a chegada de produtos que distribuam a renda gerada pelos ativos, mas de maneira orgânica. Por exemplo, um ETF igual ao WRLD11 que distribuísse os dividendos ao invés de reinvesti-los. Infelizmente ainda não temos opções como essa disponíveis no Brasil.

O mercado brasileiro de produtos internacionais está se desenvolvendo rapidamente. Nos próximos anos, é possível que surjam instrumentos que permitam capturar os benefícios de diversificação global com geração de renda para o investidor em reais. Quando isso acontecer, podemos revisar a composição atual.

Os modelos quantitativos quando ponderam o efeito da perda de Dividend Yield sugerem um patamar menor que os 20% quando não temos essa limitação. Eles apontaram para 10–15% como zona ótima. Escolhemos 10% como ponto de entrada para iniciarmos a internacionalização da carteira de renda.

Não é receio do internacional — é respeito ao papel central que o yield ocupa para os assinantes da carteira de renda. Com 10% de alocação, o impacto no yield é aceitável em troca dos ganhos de diversificação, redução de volatilidade e melhora do Sharpe.

Visão de Futuro: o que os estudos não garantem

Todos os estudos que apresentamos até aqui são baseados em dados históricos. E há uma frase que todo analista financeiro repete tanto que quase perde o sentido — mas que nunca deveria: desempenho passado não garante resultados futuros.

Os mercados mudam, correlações que funcionaram por décadas podem quebrar, o ouro que subiu 40% ao ano entre 2022 e 2025 pode ficar lateral por anos. Ações globais que se valorizaram expressivamente podem sofrer uma desaceleração prolongada. O real pode se apreciar e reduzir o retorno em reais dos ativos internacionais.

Em nossos comitês de análise, discutimos exatamente esses cenários. A adição da fatia internacional foi aprovada não porque o passado garante o futuro, mas porque a lógica estrutural da diversificação — ativos com baixa correlação entre si — permanece válida independentemente de qual ativo performou melhor no último ciclo.

Assim como fizemos nos estudos que embasaram a alocação estrutural da carteira de valorização, neste estudo focado em uma carteira de renda também recorremos à análise de projeções e estudos elaborados por bancos, consultorias especializadas e gestoras renomadas, buscando trazer uma perspectiva do que o mercado pode nos mostrar sobre o futuro.

A intenção principal foi não limitar nossa análise apenas a dados passados e às nossas próprias análises do dia a dia. Sabemos que não é possível "adivinhar" o futuro, mas ter em mente essas projeções nos ajudou a interpretar melhor os resultados obtidos a partir das simulações e backtests.

Como veremos no decorrer do relatório, tivemos alguns insights importantes que nos auxiliaram na tomada de decisão.

Escassez de material para projetar o longo prazo no Brasil: Nosso país é extremamente incerto em diversas áreas como economia, política e mercados financeiros em geral. Por isso, são poucas as abordagens que tratam do longo prazo; a maior parte das projeções cobre o curto e médio prazo, no máximo.

Isso é bastante compreensível, uma vez que basta observar a quantidade de "erros" nas projeções feitas pelo mercado ao longo do tempo. Isso não quer dizer que temos maus profissionais na área: os desvios de estimativa em relação ao futuro estão muito mais ligados a mudanças abruptas na rota econômica e, também, ao fato de que, na condição de país emergente, o Brasil é visto muito mais como destino de capital especulativo do que estrutural pelos gringos, os quais ainda fazem muito preço por aqui.

Estudos de instituições estrangeiras e suas leituras sobre emergentes para o longo prazo: Como sabemos, o Brasil é um dos principais países emergentes e, em estudos de grandes instituições como J.P. Morgan e Vanguard, por exemplo, um dos principais insights é o de que o setor de infraestrutura tem grande potencial para estes mercados, tanto para ser capturado por meio de ações quanto de fundos de renda fixa com ativos ligados a essa temática.

Em alguns aspectos os estudos até apontam boas chances de os emergentes estarem com retornos mais atrativos que países desenvolvidos, porém, com o advento das revoluções tecnológicas ligadas à inteligência artificial (IA), torna-se importante estar investido globalmente, justamente para não perder uma "pernada" que possa vir desse momento de ruptura na forma como o mundo se reestrutura.

Investimentos internacionais também tendem a proteger os emergentes da perda de valor de suas moedas fiduciárias, que historicamente se encontram em posições de maior fragilidade.

Os estudos apontam para algo que talvez não possamos executar agora: como veremos a seguir, apesar de o pensamento mais intuitivo a partir dos estudos e projeções nos indicar alocações um pouco maiores em renda fixa ligada à infraestrutura e em investimentos globais, faz parte do nosso trabalho como analistas "projetar o futuro sem desconsiderar o presente”.

Por isso, como ainda não dispomos de produtos suficientemente eficientes para viabilizar essa execução nestas classes citadas, isso também foi levado em consideração na nossa decisão final.

A Lição de Casa do Time de Análise

Depois de concluídos os estudos sobre a fatia internacional — sua composição, seu tamanho ideal e seu impacto no yield — chegou o momento de olhar para dentro. A entrada do internacional na carteira não significa apenas adicionar um novo ativo; significa rearranjar toda a estrutura de pesos para que a carteira continue coerente com seus objetivos.

Além disso, por ser uma carteira que inclui diversas classes de ativos, conta com a participação do nosso time completo de analistas, que obviamente precisam se sentir confortáveis com as decisões da alocação.

Para isso, adotamos uma metodologia que consideramos fundamental: cada analista do time recebeu o motor de cálculo e testou individualmente, sem ter acesso às respostas dos colegas. Pedimos que cada um propusesse uma composição completa — incluindo a proporção entre as classes brasileiras (FIIs, ações e renda fixa) — que atendesse simultaneamente três critérios:

•       Manter ou melhorar o Sharpe da carteira em relação à composição atual;

•       Preservar o yield em um nível que ainda faça sentido para uma carteira de renda;

•       Refletir a disponibilidade real de ativos — não apenas a teoria, mas o que existe de fato no mercado para recomendar.

Com auxílio do motor de cálculo, que mostrava todos os resultados históricos automaticamente conforme novos pesos e premissas fossem testados, todos os analistas pudera emitir sua opinião sobre a alocação ideal.

Quando todos propõem ao mesmo tempo, sem que a opinião de um analista possa enviesar a opinião dos colegas, as convergências nas respostas dizem algo importante. E as divergências, também — apontam para os pontos de debate genuíno que o time precisou resolver em conjunto.

Hipóteses foram levantadas, que levaram a um refinamento. Afinal, se vamos adicionar uma fatia nova em nossa carteira, temos que tirar uma fatia para dar espaço. Qual o impacto da diminuição de cada uma das classes de ativos? Como é o leque de produtos existentes no mercado para preencher cada uma das fatias? Como o mercado deve se desenvolver nos próximos anos?

Questões importantes de serem debatidas com a devida atenção.

Após esta etapa de refinamento final, todos os resultados foram apresentados e discutidos em comitê, até que chegássemos a uma composição que reunisse o consenso técnico do time.

A Carteira Finalizada

Depois de toda a pesquisa, os debates de comitê e o exercício individual dos analistas, chegamos à composição que entra em vigor a partir desta edição.

Você pode ter notado uma mudança recente no layout de apresentação de nossas carteiras na plataforma da Finclass, em que adotamos a classificação proposta pela metodologia ARCA às nossas carteiras.

Na prática é apenas uma reorganização da maneira de apresentar as categorias de investimento de modo a trazer um entendimento mais fácil em um modelo de quatro grandes classes de ativos (um para cada letra do acrônimo ARCA) ao invés do modelo anterior dividido em sete diferentes categorias.

Na tabela abaixo, aproveitamos a oportunidade do relatório de hoje para já apresentar a composição dentro da nova classificação. Você pode observar as composições finais das diferentes classes presentes na Carteira de Renda da Finclass:

Tabela 3: Composição final da carteira de renda.

Na prática, apenas a carteira de ações sofreu redução para abrir espaço para a fatia internacional.

Por que as ações cederam espaço?

A escolha de reduzir ações de 30% para 20% — e não outra classe — foi resultado direto do exercício analítico do time. A decisão foi motivada principalmente pela busca de equilíbrio entre volatilidade e previsibilidade de renda.

Ao reduzir ações de 30% para 20%, liberamos espaço para os 10% de internacional sem alterar as proporções de FIIs e renda fixa — as duas classes que mais contribuem para a previsibilidade de renda da carteira. Ações tendem a ter volatilidades mais elevadas, drawdowns mais profundos e maior tempo médio de recuperação do que as demais classes, ao passo que, em termos de renda, apresentam níveis frequentemente menores que os pagos por FIIs e FI-Infras.

Nossa expectativa de amadurecimento do mercado acionário junto com a manutenção da isenção sobre dividendos corporativos nos fazem manter um peso relevante de 20% em nossa alocação, mas preferimos reduzir ações a outras classes neste momento.

Sobre a renda fixa: concentração e oportunidade futura

Um ponto levantado no comitê foi a composição interna da classe de renda fixa. Em nossa opinião, um dos melhores instrumentos de renda fixa existentes para geração de renda recorrente são fundos de debêntures incentivadas.

Quando bem selecionados, podemos contar com diversificação, exposição a um segmento importante, que deve se desenvolver ainda mais no futuro (como comentamos anteriormente neste relatório) e que foi desenhado para distribuir renda com recorrência sendo totalmente isento de impostos (tanto sobre a renda quanto pelo ganho de capital).

Essa combinação de fatores faz com que esse tipo de fundo seja cada vez mais importante para os propósitos da carteira. Entretanto, já comentamos sobre a escassez de opções boas e confiáveis no mercado. Além disso, os veículos mais eficientes deste segmento hoje em dia são listados em bolsa, como os atualmente recomendados KDIF11, IFRA11 e JURO11. O fato de serem listados em bolsa traz um elemento de risco adicional que é a volatilidade mais elevada.

Por isso, optamos por não diminuir o peso atual da classe de renda fixa, mas dada a realidade atual de mercado, ainda não achamos que é a hora de aumentar estruturalmente esta fatia.

Optamos por manter em 30%, mas podemos reajustar esse peso quando o mercado amadurecer com mais opções de qualidade. É uma porta aberta para o futuro.

Vale comentar que já temos estudos mais aprofundados sendo conduzidos principalmente por nosso time de fundos de investimento e time de renda fixa para procurar otimizar ainda mais a alocação nesta classe. Seja pela mudança na proporção entre títulos públicos e FI-Infra como a possibilidade de inclusão de novos ativos.

Como sempre, estudamos muito cada alteração a ser feita. Portanto, esse eventual ajuste ficará para um relatório futuro.

Sobre o internacional: espaço para crescer

Da mesma forma, a fatia internacional de 10% é um ponto de partida, não um teto definitivo. Se o mercado evoluir com instrumentos que combinem diversificação global com geração de renda — como ETFs com distribuição orgânica (não sintética) ou melhorias na liquidez dos BDRs — poderemos considerar aumentar essa fatia sem grande prejuízo de yield.

Por ora, 10% é o nível que equilibra o ganho de eficiência com a preservação da identidade da carteira como geradora de renda.

Ajustando o portfólio

Felizmente a alteração atual afeta uma única classe de ativos, e para ajustarmos a carteira à nova realidade, precisamos diminuir nossa exposição a ações para dar espaço à nova fatia internacional.

As fatias de FIIs e Renda Fixa continuam intactas.

Lembre-se de que não necessariamente você precisa vender os ativos para fazer o ajuste. Se você tiver um dinheiro novo a aportar, pode ajustar a carteira utilizando o dinheiro novo de forma a evitar um eventual pagamento de impostos na venda.

Caso você não tenha esse dinheiro novo a aportar ou dado o tamanho atual do patrimônio, essa diluição com novos aportes possa ser muito demorada, a venda de ativos será necessária para dar espaço aos novos que serão comprados.

Ajuste na fatia de ações

As movimentações a serem feitas são as apresentadas na tabela abaixo:

Tabela 4: Mudanças no Book de ações da carteira de renda

Comprando os ativos internacionais

Já na parte internacional, o ajuste passa por comprar dois novos ativos na carteira, de acordo com a tabela abaixo:

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Tabela 5: Novo book de ativos internacionais da carteira de renda

Para a carteira de renda, julgamos que para a maior parte das pessoas seria mais conveniente e eficiente comprar os ativos internacionais aqui mesmo no Brasil — WRLD11 e GOLD11 ao invés de, por exemplo, VT e IAU.

Isso porque a premissa de uma carteira de renda é receber proventos recorrentes, ou seja, uma pessoa que tenha necessidades de realmente usar o dinheiro gerado pela carteira. Como os dividendos não serão reinvestidos na maior parte das vezes, existe uma chance de que a carteira internacional precise ter seu tamanho ajustado com mais frequência nos rebalanceamentos periódicos.

Ficar enviando e trazendo recursos de e para o exterior pode deixar o processo caro e perdermos a eficiência que queríamos ao incluir investimentos internacionais na carteira.

É claro, para uma pessoa de grande patrimônio, pode fazer sentido implementar direto no exterior. Grandes patrimônios tendem a conseguir taxas menores de envio, além de que se os 10% alocados no exterior significarem valores altos, o fluxo de dividendo e vendas feitas para equilibrar a carteira podem ser usados por essa pessoa em, por exemplo, uma viagem ao exterior.

Mas para a maior parte das pessoas, manter uma fração do patrimônio longe de nosso alcance pode mais atrapalhar do que ajudar em diversos aspectos.

Também esperamos que no futuro tenhamos acesso a envio de dinheiro por meios muito mais baratos do que os existentes hoje. Num futuro em que os custos de remessa sejam reduzidos a poucos centavos, podemos ter mais conforto em recomendar o investimento direto no exterior como nossa escolha predileta. Teríamos acesso a muito mais opções de investimento e à possibilidade de receber de fato os dividendos dolarizados (lembre-se que ETFs no exterior distribuem a renda).

Resumindo, reflita sobre os prós e contras da decisão de investir daqui mesmo do Brasil através de WRLD11 e GOLD11 ao invés de VT e IAU diretamente no exterior. Se mesmo depois de muita reflexão ainda estiver com dúvida sobre o que funciona melhor para você, nossa sugestão é começar aqui mesmo pelos ativos disponíveis no Brasil.

O custo do arrependimento é menor em relação ao cenário de decidir investir diretamente lá fora e ter que gastar dinheiro novamente com impostos sobre a venda e a remessa para repatriar o dinheiro.

Ficamos por aqui...

Esta foi a mudança estrutural mais significativa que já fizemos na Carteira de Renda. Não é uma alteração pontual de ativo — é uma expansão da filosofia da carteira, que passa a reconhecer que a diversificação global é, hoje, uma ferramenta acessível e eficiente para o investidor brasileiro.

A adição de ativos internacionais com baixa ou até mesmo correlação negativa com o mercado brasileiro melhora o índice de Sharpe, reduz a volatilidade e diminui o drawdown máximo — sem sacrificar o retorno.

Foram muitas análises e discussões para encontrar o melhor equilíbrio entre os benefícios adicionais da diversificação internacional e a potencial perda de yield — foco central da carteira.

Os estudos também nos deram uma oportunidade de entender ainda mais o comportamento das classes de ativos geradores de renda em relação à disponibilidade de produtos no mercado. Também nos deram a oportunidade (e conforto) de reconfirmar convicções que tínhamos desde os estudos que resultaram na alocação da Carteira de Valorização da Finclass.

Acreditamos que com essa alteração teremos uma carteira mais robusta e preparada para enfrentar mercados ariscos, principalmente quando reconhecemos as vulnerabilidades de nosso mercado local.

Como mencionamos ao longo do relatório, fizemos uma alteração no presente que considera também o desenvolvimento do mercado no futuro. Por isso, vale ressaltar que embora ainda não haja nenhuma perspectiva ou urgência para tal, os pesos das classes de ativos podem ser alterados de acordo com essa evolução.

Como sempre, estaremos disponíveis para discutir cada um desses pontos ao longo das nossas lives semanais e na comunidade exclusiva para assinantes. Se você tiver dúvidas sobre a mudança, sobre os ativos que compõem o book internacional ou sobre qualquer detalhe metodológico que não ficou claro neste texto, é só trazer.

Um grande abraço,

Felipe Arrais, Rodrigo Xavier e equipe Finclass

 

Sobre os analistas

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.