Olá, assinantes do Spiti One!
Se o mundo muda, mudamos com ele.
Não é nem preciso exaltar a quantidade de eventos sem precedentes que tivemos ao longo dos últimos três anos. De pandemia a agressivas altas de juros no mundo todo, acredito que nenhum analista no início de 2020 fosse capaz de imaginar que os mercados fossem enfrentar anos de extrema volatilidade e incerteza.
O mundo está sujeito a aleatoriedades, e cisnes negros parecem ser mais frequentes do que desejamos. Nesse contexto, é natural termos que conviver com grandes incertezas sobre o futuro e aceitar que a ciência por trás de uma boa carteira está longe de ser exata.
As diferentes classes de ativos (ou fatias de sua carteira) não vão estar sempre ganhando dinheiro. Na verdade, é provável que sempre tenha alguma perdendo.
Como sempre gostamos de relembrar, uma boa carteira não é aquela que evita as crises, mas que é capaz de atravessá-la e chegar viva do outro lado.
Aqui na Spiti e, mais particularmente, no Spiti One, não somos adeptos do day trade, tampouco gostamos de realizar operações de curto prazo, com vieses mais táticos. Queremos capturar grandes tendências que se alonguem por anos e sabemos que no meio do caminho sempre haverá turbulência.
Para isso, adotamos conceitos de alocação estrutural, em que planejamos cuidadosamente como deve ser a divisão de nossa carteira e seguimos com o plano em dia ao longo do tempo. Uma vez planejada, a sua alocação deveria mudar pouco ao longo dos meses e anos.
Pequenos ajustes de rota não serão necessários aqui e acolá.
Em 2020, vigorava a ideia de “cash is trash”, ou, em bom e velho português, caixa é lixo, com um racional de que, em um ambiente de taxas de juros muito baixas, o retorno da renda fixa seria anêmico e talvez até incapaz de vencer a inflação em países desenvolvidos. Agora, em 2023, apenas três anos depois, a história é outra.
As recentes altas de juros no mundo mudam a nossa perspectiva para anos à frente e nos provocam a fazer alterações, uma vez que encontramos uma oportunidade de reduzir riscos da carteira sem perder potencial de retorno.
A renda fixa global deixou de lado a fase de "trash" e volta a ser a menina dos olhos em um ambiente extremamente desafiador para ativos de risco. A renda fixa se machuca em momentos que o juro sobe, mas com a contrapartida de melhorar sua taxa de juros e, consequentemente, seu potencial de retorno futuro.
No relatório de hoje, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre a perspectiva da renda fixa global para o futuro, assim como apresentaremos uma alteração nos percentuais da carteira global, além de toda a orientação necessária para que você consiga implementar essa oportunidade.
Antes de começarmos, gostaríamos de lembrar que todas as terças-feiras, às 18h, temos nossa live semanal para tirar dúvidas dos assinantes. Se, mesmo com o relatório e as aulas bônus que liberaremos em breve, você sentir que ainda precisa de uma mãozinha, não hesite em pedir nossa ajuda em nosso encontro ao vivo.
Vamos nessa?
A renda fixa sem mistérios
Antes de apresentar a grande oportunidade que encontramos pra você, é preciso entender o que está por trás dela, ou seja, a renda fixa. Essa modalidade de investimento muitas vezes é mal compreendida pelos investidores, por isso, é nosso dever explicar cada detalhe antes de mergulharmos de cabeça nesse mercado.
A renda fixa, como o próprio nome indica, é uma classe de investimentos em que a rentabilidade já é conhecida no momento da aplicação. Portanto, quem investe nesses ativos sabe exatamente a taxa de retorno (ou o yield, no jargão do mercado) que receberá ao final do seu investimento.
Mais adiante, discutiremos que essa rentabilidade combinada só será efetiva caso carreguemos os títulos até seu vencimento. Portanto, a rentabilidade ao longo do período poderá oscilar de acordo com as condições de mercado.
Renda fixa nada mais é que uma dívida entre duas partes, de modo que investidores que participam desse mercado emprestam seu dinheiro – em troca de uma remuneração – a um banco, uma empresa ou até mesmo ao governo.
Temos de um lado, o credor – em geral, a pessoa investidora –, que detém o direito sobre o recebimento da dívida. E, do outro, quem emitiu a dívida, o devedor, que tem a obrigação de pagar o empréstimo.
Importante mencionar que, a depender de quem é o emissor dos títulos, existe uma denominação diferente no mercado. No caso dos títulos emitidos por bancos e/ou empresas, a dívida é chamada de corporativa. Já quando falamos de um título de dívida emitido por um governo, o nome dado é dívida soberana.
Ainda dentro desse universo, vale acrescentar que há o conceito de notas de crédito (ou rating). Em geral, a depender da relevância do emissor, existe uma classificação por agências de risco, que têm o trabalho de avaliar a solvência dos devedores e atribuir uma nota em relação à capacidade deles de honrar seus compromissos financeiros.
Apesar de não existir um sistema de ranqueamento único, uma vez que cada agência de risco utiliza a sua própria escala e metodologia, é usual o mercado classificar os títulos em duas categorias principais: investment grade, que são os emissores de alta qualidade e baixo risco de crédito, e high yield, ou seja, os títulos de grau especulativo e alto risco de crédito.
Existem várias agências de rating no mercado, porém, as escalas que você mais encontra por aí – que acabam sendo as mais relevantes – são as da Moody’s, Fitch Ratings e Standard and Poor’s. Abaixo disponibilizamos as notas correspondentes para cada uma delas caso queira dar uma olhada.
Fontes: countryeconomy.com, Moody’s, Fitch Ratings e Standard and Poor’s. Elaboração: Spiti
A renda fixa não é tão fixa assim
Como mencionamos, essa previsibilidade da renda fixa só acontece se o investimento é levado até o seu vencimento (ou maturity, no jargão de mercado). Caso contrário, a sua rentabilidade acaba variando conforme as condições do mercado.
A mudança na rentabilidade ao longo do período do investimento é conhecido como marcação a mercado. O conceito refere-se ao processo de precificação diária do título com o objetivo de refletir o valor atualizado dos papéis com base nas negociações que acontecem diariamente. Em geral, uma valorização ou uma queda de determinado título ocorre em concordância com a percepção dos investidores seja com relação ao risco do emissor, as expectativas sobre a taxa de juros e inflação ou até mesmo relacionado a um risco sistêmico na economia.
Uma alta na expectativa da taxa de juros, por exemplo, diminui o valor do seu investimento na renda fixa porque a diferença da taxa de mercado e da sua taxa acordada na compra do ativo diminui. Uma coisa é comprar um título prefixado que pague 8% ao ano em um momento que nossa taxa Selic está em 2% ao ano; outra é comprar um título de mesma rentabilidade e vencimento com a Selic perto de 14% ao ano.
Mudanças nas condições financeiras da empresa também impactam na valorização de títulos de renda fixa. Imagine que você compre uma dívida de uma empresa com problemas financeiros, que por algum motivo melhore muito mais rápido do que o mercado pudesse prever. Seu título deverá se valorizar, uma vez que a rentabilidade já foi acordada, mas o risco diminuiu consideravelmente.
Quando o preço do ativo cai, a sua taxa acordada aumenta. Essa dinâmica inversamente proporcional entre preço e taxa pode ser melhor explicada com um exemplo.
Se um título com valor de R$ 783,53 oferecer uma rentabilidade de 5% ao ano, ele deverá valer R$ 1 mil ao final de cinco anos. Agora, se logo depois que você comprar a companhia descobre uma fraude contábil que mostra que ela estava mais endividada do que parecia, fazendo com que o preço do título se desvalorize 50%, passando a valer R$ 391,76.
O valor acordado deveria garantir o pagamento de R$ 1 mil ao final de cinco anos. Porém, como a dívida agora está sendo negociada com um valor consideravelmente inferior, a rentabilidade oferecida passa a ser muito maior. Para R$ 783,53 valerem R$ 1 mil, bastavam 5% ao ano. Agora, para que R$ 391,76 valham R$ 1 mil ao final do mesmo período, é preciso uma rentabilidade de 20,51% ao ano. Compreensível, já que uma empresa com risco maior precisa oferecer uma melhor recompensa se quiser cativar investidores a emprestarem dinheiro.
Veja um exemplo gráfico de como os valores e taxas se alteram de maneira inversamente proporcional. Quanto maior o preço, menor a taxa e vice-versa.
A oscilação dos títulos antes do vencimento também é em função, além das condições de mercado, do prazo. Normalmente, quanto mais longo o prazo, mais sensíveis serão os títulos à marcação a mercado.
Essa sensibilidade a marcação é conhecida como duration e é um conceito importantíssimo na análise de risco na renda fixa. Quem investe precisa ter em mente que, quanto maior o prazo, maior tende ser a duration do papel, ou seja, maior o risco e o investimento fica mais susceptível a variações de mercado.
A grande oportunidade
Introdução feita, chegou o momento de contar pra você a nossa tese. Com tudo o que tem acontecido no cenário macroeconômico, especialmente desde o ano passado, as perspectivas à frente indicam que a renda fixa global tem o potencial de ser uma classe com grande valorização nos próximos 12 a 24 meses depois de ter ficado esquecida por muito tempo. Por isso, está sendo colocada como a grande oportunidade do momento.
Na nossa opinião, o contexto macro está favorável para a classe. Quem diria que depois de anos de política monetária extremamente estimulativa ao redor do mundo com taxas de juros próximas a zero e/ou até negativas em alguns casos, os bancos centrais teriam que finalmente agir e elevar as suas taxas para conter a inflação.
Esse movimento repentino das autoridades monetárias no último ano, em especial do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), impactou diretamente o mercado de renda fixa global. Só pra você ter ideia, em 2022 observamos a pior performance da história de vários índices.
Se, de um lado, as perdas machucaram os investidores, de outro, desde a crise financeira de 2008, o mundo não presenciava taxas de juros tão elevadas nas economias desenvolvidas e, consequentemente, títulos de renda fixa oferecendo rentabilidades tão atrativas como as encontradas atualmente.
Por si só, o carrego (atratividade em se carregar um título) mais elevado já seria motivo suficiente para você não ignorar a renda fixa global, porém, a nossa tese vai um pouco além. O que nós observamos como sendo a principal atratividade da classe nesse momento é o possível ganho com a marcação a mercado dos títulos nos preços atuais em um momento em que os juros começarem a ceder.
O ganho de capital viria principalmente do ajuste nas expectativas dos juros norte-americanos. Como observado em outros momentos da história, assim que o mercado vê a mudança na postura do Fed em direção a uma política monetária mais permissiva – fim do ciclo de alta e início do corte nos juros –, a renda fixa passa a entregar retornos expressivos.
O caminho natural pra que isso aconteça seria a inflação desacelerar e, por consequência, caminhar em direção à meta. E, caso isso se concretize, muito provavelmente, o Fed teria insumos e motivos suficientes para parar de subir o juro e começar a pensar em cortes nas próximas reuniões.
Por mais que pareça simples falando desse jeito, como você já deve imaginar, o caminho é muito mais tortuoso. Tudo vai depender se a inflação desacelera ou não nos próximos meses e/ou se a economia norte-americana entra em recessão ou não. Por conta dessas “variáveis incontroláveis”, acreditamos que a oportunidade tem potencial de dar bons retornos em um intervalo de 12 a 24 meses à frente.
Agora, é importante dizer que não podemos esperar até os juros caírem para nos posicionarmos. Na maior parte das vezes, os mercados não se movem por fatos. Então, não precisamos aguardar o momento exato que a inflação começa a cair ou que o Fed comece a cortar os juros. Para a valorização acontecer, basta que os investidores atribuam uma maior probabilidade de esses cenários se concretizarem.
Só como uma demonstração, vale destacar que os títulos globais (ou bonds) vêm se valorizando no ano sem que os juros de fato tenham sido cortados. Basta que a expectativa seja a de um juro menor à frente, que os preços já começam a se movimentar.
Então que fique claro: você já pode aproveitar essa oportunidade. De fato, não será um posicionamento livre de riscos – teremos bastante volatilidade no curto prazo, já que as expectativas podem piorar um pouco antes de começar a melhorar. Não estamos interessados em acertar o timing perfeito, mas, sim, nos posicionar em um momento atrativo para surfar uma grande tendência com bons retornos.
Na próxima seção, entramos em mais detalhes sobre a tese e o que explica a nossa convicção.
As evidências
Analisando as últimas décadas, observamos que a queda das expectativas na taxa de juros norte-americana trouxe uma valorização considerável para a renda fixa global. É claro que o passado nem sempre se repete, mas tudo aponta para que isso aconteça novamente, como mostraremos a seguir.
De maneira geral, nossa tese se baseia no ciclo da política monetária em que nos encontramos e, consequentemente, a relação entre inflação e a taxa de juros definida pelos bancos centrais. A dinâmica segue uma linha relativamente simples, em que a autoridade monetária sobe os juros para desaquecer a economia e controlar a inflação ou reduz os juros a fim de estimulá-la.
Abaixo fizemos um gráfico com os dados da inflação nos Estados Unidos e o teto do intervalo da Fed Funds Rate – taxa de juros definida pelo Fed – desde 1971. Observe que, quando a inflação sobe, os juros tendem a subir logo depois. E, da mesma maneira, quando ele cede, o contrário também acontece.
Fonte: Bloomberg | Elaboração: Spiti
Note que, ao final do gráfico, a inflação começa a apresentar uma tendência clara de queda, enquanto os juros permanecem em trajetória de alta.
Há também de se considerar, como o próprio Fed já mencionou em algumas de suas comunicações, que boa parte dos efeitos dessa alta de juros ainda não começaram a fazer efeito. Quando os juros sobem, existe um atraso (que chamamos de lag) até que os efeitos comecem a ser efetivamente sentidos na economia. Em economias mais desenvolvidas, esse lag pode chegar a algo como 12 meses ou mais.
Se a inflação continuar em trajetória de queda em direção à meta de 2%, muito provavelmente o próximo passo do Fed será o corte (ou pelo menos a manutenção) da taxa de juros, uma vez que inflação parece ter atingido seu ponto máximo.
Sem dúvidas, esse prognóstico é um ótimo indicativo para a nossa tese, mas talvez não o suficiente para explicá-la por completo. Por isso, o próximo passo é mostrar como uma mudança das expectativas nos juros norte-americanos afetam a renda fixa global.
A fim de explicar melhor essa relação, fizemos um gráfico de 1979 até 1990 com o comportamento do índice Bloomberg US Aggregate, que tem em sua composição títulos soberanos e corporativos de alta qualidade, e a taxa de juros de 10 anos dos Estados Unidos. A lupa na década de 1980 é interessante porque compreende um período em que os juros subiram e se mantiveram elevados por algum tempo para combater a alta inflação.
Uma vez estabilizada a inflação, os juros tiveram condição de ceder, destravando um grande valor nessa cesta de renda fixa global.
Importante destacar que optamos por utilizar a taxa de juros de 10 anos (ou Treasury de 10 anos, como é chamada no mercado), pois reflete melhor as expectativas dos investidores em torno das decisões do Fed (como dissemos, a expectativa faz os preços se moverem).
Fonte: Bloomberg | Elaboração: Spiti
Em destaque no gráfico, podemos observar exatamente o impacto que a queda da taxa tem sobre a renda fixa. Entre 30 de maio de 1984 até 16 de abril de 1986, período em que a Treasury de 10 anos foi de 14% para 7%, o índice analisado apresentou uma valorização expressiva de mais de 42%, em dólar.
De fato, somente um exemplo não é o suficiente para comprovar a nossa tese, por isso, trouxemos mais uma janela em que esse movimento se repetiu. O gráfico abaixo mostra o que aconteceu entre 2008 e 2009 (crise do subprime) com o índice Bloomberg US Aggregate em relação às mudanças nas metas de juros definidas pelo Fed.
Fonte: Bloomberg | Elaboração: Spiti
Nesse período, por conta da crise financeira, o banco central norte-americano precisou estimular a economia e acabou derrubando a taxa de juros de 4,25% ao ano para 0,25% ao ano. Com o fim dos cortes, como você pode observar pelo gráfico, nos meses seguintes o Bloomberg US Aggregate teve uma valorização de cerca de 12% em dólar. Também é possível notar que, no início do ciclo de corte, a valorização da cesta de renda fixa não tinha uma tendência forte de queda e que depois passa a acelerar a valorização.
Quando o mercado passou a enxergar a luz no fim do túnel, entendendo que o Fed faria tudo o que estivesse a seu alcance para dar suporte aos mercados, mantendo a taxa de juros quase zerada por mais tempo e começando a inflar seu balanço comprando ativos para segurar a derrocada de preços, processo conhecido como quantitative easing, ou afrouxamento monetário.
As perspectivas adiante
Além das evidências históricas apresentadas anteriormente, tem nos chamado atenção também o nível dos preços atuais da renda fixa. No último ano, presenciamos uma queda muito forte dos índices de renda fixa globalmente, e isso independentemente da classificação (dívida corporativa ou soberana) ou do seu nível de risco (high grade ou high yield).
Para ilustrar, fizemos um gráfico com as perdas máximas acumuladas (ou drawdowns) ao longo de toda a história da Treasury de 10 anos dos Estados Unidos, do Bloomberg US Corporate (cesta de títulos corporativos de alta qualidade) e do Bloomberg US High Yield (cesta de títulos high yield norte-americanos).
Fonte: Bloomberg | Elaboração: Spiti
Com exceção da classe high yield, que sofreu mais intensamente na crise do subprime, estamos vivenciando a maior queda desde que os índices passam a ser divulgados, em meados da década de 1970.
Se quisermos tomar como referência a Treasury de 10 anos, que possui histórico mais longo, também notaremos que 2022 foi o pior ano da história.
Fonte: Alpine Macro
Se cruzássemos os anos de retornos acima da média, encontraríamos uma correlação muito alta com momentos em que houve queda de juros.
Estamos passando por um momento único, e isso, invariavelmente, traz uma ótima oportunidade para nos posicionar. Agora, por mais que tudo sempre pode piorar, a assimetria nos parece bastante favorável, uma vez que a pior parte da alta de juros parece ter ficado para trás.
Lembra quando dissemos que, quando o preço cai, a taxa dos títulos de renda fixa aumenta?
Os momentos em que os ativos se encontram mais descontados coincidem com as maiores taxas. Quando essa taxa atinge seu pico, temos o maior potencial de retorno possível à frente. Podemos, portanto, analisar a atratividade do momento diante uma análise das taxas (que também chamamos de yield) que estão sendo praticadas atualmente.
Só para mostrar essa dinâmica, abaixo apresentamos um gráfico que une drawdown e o yield-to-maturity.
Fonte: Bloomberg | Elaboração: Spiti
Nas tabelas abaixo, a coluna YTM se refere ao termo Yield to Maturity, em que colocamos a ponderação média das taxas de juros dos títulos de renda fixa de cada índice. Veja como os retornos tendem a se apresentar em um, dois, três e cinco anos depois do atingimento do pico de Yield nos momentos mais agudos das crises.
A primeira tabela se refere ao índice Bloomberg Global Aggregate, que é composto majoritariamente por títulos públicos de países desenvolvidos com uma pitada de títulos de empresas de alta qualidade (investment grade).
Fonte: Bloomberg | Elaboração: Spiti
O próximo índice, se restringe apenas a títulos corporativos emitidos por empresas norte-americanas de alta qualidade. Entrando no "tecniquês" é um índice de títulos investment grade do âmbito corporativo.
Fonte: Bloomberg | Elaboração: Spiti
A tabela a seguir mostra o desempenho do índice Bloomberg US High Yield, composto por títulos corporativos de empresas norte-americanas de menor rating de crédito (high yield).
Fonte: Bloomberg | Elaboração: Spiti
Se observar atentamente a tabela, vai perceber que os maiores ganhos estão em um e dois anos depois do pico. Esse fato é interessante porque coincide exatamente com as nossas expectativas de que a maior parte do movimento de alta acontece nos primeiros 12 meses após o atingimento do pico de yield e que desacelera após 24 meses.
Assim como não podemos dizer exatamente que a queda dos índices acabou, definitivamente não há qualquer certeza de que atingimos o pico de yield, afinal, ele só se torna claro em retrospectiva. Mas, como reforçamos, a assimetria é muito positiva, dada a queda que tivemos na classe e o yield-to-maturity nos níveis atuais.
Você não precisa colocar a mão no lixo!
Como já descrevemos, tudo indica que a oportunidade se encaixa no contexto atual, e, nos níveis atuais, as perspectivas são positivas para a tese. Agora, será que vale se arriscar muito mais para obter um retorno extra?
Definitivamente não!
De fato, se a oportunidade se concretizar, os títulos mais arriscados – aqueles high yield e com uma duration maior – devem entregar um retorno acima ao daqueles de menor risco. Nada de novo, já que a máxima do mercado de "quanto maior o risco, maior a expectativa de retorno" continua conosco.
O interessante é que, com os yields atuais, podemos comprar títulos de alta qualidade por uma taxa que apenas títulos mais apimentados podiam oferecer. Os apimentados, é claro, também aumentam suas taxas (sempre acompanhada de um aumento de risco, é claro).
Abaixo você confere um gráfico com o nível de yield dos índices Bloomberg US Aggregate e Bloomberg US Corporate, ambos de alta qualidade (investment grade) em comparação com o Bloomberg US High Yield. Note como os yields dos índices de maior qualidade estão nos patamares que high yield estava em meados de 2021.
Fonte: Bloomberg | Elaboração: Spiti
Mas e os riscos?
Assim como qualquer outra oportunidade, nossa tese de investimento não é livre de riscos. Nos últimos meses, a visibilidade do cenário econômico à frente está bem reduzida e isso tem dificultado o trabalho de economistas e até do próprio Federal Reserve quando o assunto é a política monetária.
É claro que a nossa previsão segue positiva, dado tudo que apresentamos. No entanto, como também discutimos anteriormente, a ideia de que a renda fixa global deve se valorizar daqui em diante é bastante dependente das expectativas do mercado em torno dos rumos das decisões do Fed sobre os juros.
Portanto, qualquer mudança no ambiente macroeconômico pode nos atrapalhar. Os dados divulgados em fevereiro, por exemplo, surpreenderam todo o mercado e as perspectivas em torno dos juros mudaram completamente.
Começamos o mês com uma mentalidade de que o Fed estaria disposto a desacelerar a alta de juros por conta dos seus comunicados menos duros (ou dovish, nos dizeres do mercado) no mês anterior. Mas, com as revisões dos números de inflação que tivemos em fevereiro e os dados do mercado de trabalho bem acima das expectativas, entendeu-se que talvez uma desinflação não seria tão simples assim e o Fed precisaria seguir no ciclo de aperto.
Os investidores nesse meio do caminho também mudaram o rumo diversas vezes. Só em fevereiro, as apostas para a próxima reunião do Fed foram de uma alta de 0,25 ponto percentual para 0,5 p.p, e depois retornaram aos 0,25 p.p.
Temores de uma recessão também surgiram no horizonte e preocuparam investidores. As taxas de juros mais elevadas podem esfriam a economia de modo a diminuir a alta generalizada de preços, mas há sempre o risco da economia esfriar demais.
Uma recessão nunca é saudável para carteiras de investimento, no entanto, em termos relativos, a renda fixa deve ser mais resiliente do que as ações em um cenário recessivo. É claro que o melhor cenário é o sonhado soft landing, ou aterrisagem suave, em que o Fed orquestra o equilíbrio perfeito entre desaquecer a inflação e não levar a economia para uma recessão. Ainda assim, há também de se considerar que o remédio mais comum a ser adotado por bancos centrais em recessões é o corte de juros como maneira de estimular a economia.
Enfim, ainda existe muita dúvida no mercado, por isso, você precisa entender o risco dessa oportunidade porque provavelmente as coisas vão balançar até que comece a dar certo.
Apesar de não ser uma regra, como evidenciado, em movimentos intensos de queda de juros, a renda fixa tende a apresentar uma valorização expressiva. E, como acreditamos que o próximo passo será em direção a uma queda nas expectativas na taxa de juros, a convicção na tese é extremamente alta.
E, apesar de ser difícil falar em prazos, acreditamos que a tese deverá atingir a maturidade entre 12 e 24 meses, possivelmente apresentando os primeiros sinais de valorização ao longo dos próximos seis meses.
Alteração na alocação global
No contexto da oportunidade em que nos encontramos, aproveitamos para reavaliar nossa atual alocação estrutural dentro da fatia internacional frente à expectativa para o longo prazo. Nosso mandato de alocação não é tático e não pretendemos fazer alterações frequentes nas grandes “caixinhas” de alocação.
A ideia é que pensemos em uma alocação que possa entregar excelentes ganhos ao longo do tempo. No caminho até o longo prazo a trajetória não é retilínea e poderá ter diversos momentos ruins. Como dissemos no início deste relatório, uma boa carteira não é aquela que escapa de todas as quedas, mas, que é capaz de enfrentar momentos difíceis e sobreviver permanecendo capaz de dar a volta por cima.
Entretanto, não quer dizer que não possamos propor alterações. A ideia é que alocação seja lapidada à medida que a perspectiva de longo prazo se altera.
Após atravessar uma pandemia, uma guerra, crises inflacionárias e altas de juros no mundo, temos uma perspectiva diferente não só no presente, mas para o longo prazo, que nos motivou a alterar a composição dentro da classe internacional.
Nossa alocação recomendada para as grandes caixinhas de nossa carteira permanecerá a mesma, e as mudanças vão se restringir apenas à fatia global.
Como muitos navegantes estão desembarcando aqui na série agora, aproveitaremos a oportunidade para relembrar qual é a nossa proposta de alocação:
Fonte: Spiti
Lembre-se de que, dentro da caixinha global, temos uma posição estrutural de 3% em ouro, o que faz com que, na prática, a carteira de ativos globais tenha o tamanho de 17%.
Gostamos de olhar essa fatia de 17% como uma carteira à parte para facilitar o balanceamento entre classes de ativos globais.
De maneira resumida, estamos propondo um aumento de 10 pontos percentuais na caixinha de renda fixa global, que será possível com uma diminuição de mesma magnitude da caixinha de ações globais, conforme ilustrado abaixo.
Fonte: Spiti
Se essa carteira global representa 17% de nossa alocação completa, podemos ter uma ideia de quanto cada classe de ativo global deve ocupar em relação a sua carteira como um todo, conforme a tabela abaixo.
Fonte: Spiti
Qual o racional da mudança?
Para seguirmos com o racional, é importante que tenhamos como referência qual é a nossa atual alocação e o índice de referência para essa caixinha global. Em outras palavras, é preciso saber de onde estamos partindo e com o que estamos nos comparando ao longo do tempo.
Em um contexto em que se acreditava que haveria pouca atratividade para renda fixa, fazia sentido uma carteira muito mais exposta à renda variável. Entretanto, como o cenário mudou, julgamos que não há motivo para manter um percentual tão elevado de ativos de risco, dado que a renda fixa passa a oferecer uma excelente relação de risco e retorno.
Assim sendo, nosso objetivo passa a ser construir uma alocação que, em relação à matriz de possibilidades para os próximos anos, nos ofereça menos risco em caso de a tese enfrentar dificuldades, mas que, em um cenário positivo, possa oferecer retornos acima do benchmark.
Aliás, por falar em benchmark, comparamos nossa carteira global com uma alocação 60/40 (60% ações globais e 40% renda fixa global de alta qualidade). Esse é o portfólio mais seguido quando se fala em investimentos globais.
Note que a nossa proposta traz uma redução de renda variável (ações e Reits, os investimentos imobiliários) de 75% para 65%, mas permanece com mais renda variável que o benchmark, que tem “apenas” 60%.
Analisamos diversos cenários do passado com diversas composições diferentes de carteira para analisar como que os portfólios se comportaram em momentos de corte de juros, alta de juros, recessões, altas inflacionárias etc.
Mesmo sem levarmos em conta o ponto de partida, que se apresenta muito atrativo para a renda fixa, encontramos na alocação proposta uma melhor relação de risco e retorno do que tínhamos antes, assim como em relação a uma alocação 60/40.
Fonte: Spiti
No backtest (teste retroativo), a nova proposta mostrou uma diminuição de volatilidade com boa preservação de retorno em relação à recomendação vigente até aqui, mesmo com menos exposição à renda variável. Já em relação ao benchmark, por mais que a volatilidade ainda seja maior, quando comparamos quanto de retorno temos para cada unidade de risco, encontramos uma melhor eficiência na alocação proposta.
Agora, uma alocação estrutural não pode ser definida apenas com dados do passado. Portanto, precisamos pensar na matriz de possibilidades de eventos que ainda não ocorreram.
O melhor cenário possível é que a inflação continue em trajetória de queda com a economia permanecendo resiliente, que é o de aterrisagem suave (soft landing) em que a política de alta de juros do Fed consegue desaquecer a economia somente o suficiente para trazer a inflação para mais próximo da meta de 2% sem provocar uma recessão.
Nesse cenário, todas as classes de ativos deveriam se beneficiar, mas as maiores valorizações devem ficar por conta da renda variável (ações e Reits). Assim, a alocação que tínhamos até aqui deveria performar melhor por ter mais exposição à renda variável. No entanto, nossa nova proposta ainda deveria desempenhar melhor que o benchmark 60/40 por ter mais renda variável e uma composição dentro da renda fixa um pouco mais apimentada.
Não adianta pensarmos só no que aconteceria se o melhor cenário se concretizasse. Precisamos considerar que as coisas podem piorar, como o caso de uma possível recessão nos Estados Unidos. Se isso acontecer, a alocação que tínhamos até aqui deveria sofrer com bastante intensidade e o benchmark tenderia a defender mais, dada a maior exposição em renda fixa de alta qualidade (principalmente títulos públicos norte-americanos).
A nova alocação deveria sofrer mais que o benchmark em uma eventual recessão, mas muito menos do que a alocação que estávamos carregando até aqui. Isso aconteceria não só pela maior exposição à renda variável, mas também pelo fato de que, em uma recessão, o crédito de empresas deveria ser mais resiliente que as ações, uma vez que as empresas, em média, se encontram bastante capitalizadas.
Uma outra opção que temos nessa tese é a tendência de as autoridades monetárias tomarem medidas para estimular a economia em caso de uma recessão. O remédio para estimular a economia costuma ser o corte de juros, o que poderia funcionar como uma espécie de amortecedor da queda, uma vez que juros menores tendem a impulsionar os preços de ativos em geral.
Portanto, acreditamos que a nova proposta oferece uma melhor distribuição de risco para os próximos 12 a 24 meses em relação ao benchmark e a recomendação que tínhamos até aqui.
Como ficam as carteiras na nova alocação
Carteiras de R$ 5 mil e R$ 10 mil (sem alteração)
Fonte: Spiti
Dado os valores de patrimônio ainda baixos, as alocações permanecem inalteradas por conta das limitações operacionais. Vale observar que nessa versão simplificada, a alocação já tem 40% na renda fixa via USDB11, o que, de certa forma, não prejudica o racional exposto neste relatório.
Carteira de R$ 30 mil
Fonte: Spiti
Aqui, já adequamos os percentuais indicados (6% na renda fixa e 8,5% em ações), mas com alguma simplificação por conta do lado operacional, visando melhor acomodar também as alternativas de Reits e ouro.
Carteiras de R$ 50 mil
Fonte: Spiti
Com patrimônio de R$ 50 mil, já conseguimos acessar a proposta completa de alocação: renda fixa com 2% em USDB11 (ETF no brasil com crédito de alta qualidade no EUA), 1,5% em BLQD39 (BDR de ETF com crédito de alta qualidade corporativa nos EUA), 1,5% em BHYG39 (BDR de ETF com crédito high yield nos EUA) e 1% em BNDX11 (ETF no Brasil com crédito de alta qualidade global sem EUA).
Carteiras de R$ 100 mil e R$ 500 mil
Fonte: Spiti
Assim como nas carteiras de R$ 50 mil, já temos a visão completa da renda fixa por aqui. A única diferença é que, antes, o BNDX11 já estava presente, e no caso da carteira de R$ 50 mil, não estava.
Carteiras de R$ 1 milhão ou mais
Fonte: Spiti
Como já falamos algumas vezes em nossos canais oficiais da série, na renda fixa global temos oportunidades reais de nos beneficiarmos da gestão ativa. Por isso, nossa estratégia indicada para investidores qualificados é de acesso via fundos (no caso, os de PIMCO e Oaktree), que apresentam resultados consistentes ao longo do tempo e têm ótimos times de gestão. Os demais ativos sofreram apenas o ajuste pontual da nova proporção global proposta.
Qual corretora escolher para investir pelo Brasil?
A escolha das corretoras é muito particular, afinal, cada pessoa se identifica mais ou menos com a usabilidade de diferentes plataformas.
A vantagem dessa carteira implementada daqui do Brasil é que você pode comprar os ativos de qualquer corretora, uma vez que eles são listados em Bolsa. Agora, o fato de você poder comprar de qualquer corretora não quer dizer tanto faz.
Para negociar ativos de renda variável listados em Bolsa, temos que nos atentar aos custos de transação. Corretoras como BTG e XP são grandes e abrangem diversas opções de investimentos, fazendo com que sejam as corretoras mais comuns entre nossos assinantes. Entretanto, ambas cobram taxas de corretagem para compra e venda de ativos.
Entendemos que a conveniência de manter os recursos nessas corretoras pode ter um peso muito grande na tomada de decisão. Por isso, nossa recomendação é que pese o tamanho do custo de corretagem frente ao volume que você pretenderá negociar ao longo do tempo.
Dito isso, preferimos corretoras que não tenham custos de corretagem, principalmente Banco Inter, Empiricus Investimentos e Rico. A Clear também oferece o serviço de corretagem grátis, mas temos recebido constantes feedbacks de assinantes que enfrentam problemas operacionais por lá. A Toro (antiga Pi Investimentos) também oferece a corretagem zero e pode ser uma boa opção, mesmo que nós da equipe não tenhamos efetivamente testado os serviços.
Qual corretora escolher para investir diretamente no exterior?
Caso você seja um investidor aficionado por investimentos globais e pretenda acessar alguns dos ativos do Spiti One diretamente lá de fora, saiba que isso é possível e conseguimos algumas vantagens para você.
Hoje, temos a preferência do uso da plataforma do Banco Inter, que tem a taxa de corretagem zerada para toda e qualquer operação.
Já vínhamos falando sobre os custos mais baixos do Banco Inter há algum tempo, mas acreditamos que tínhamos um potencial de melhorar ainda mais. Por isso, propusemos uma parceria em que o Inter pudesse dar um desconto em cima da já atrativa taxa de remessa exclusivamente para assinantes da Spiti.
Eles toparam e, por tempo limitado, o Inter oferecerá 50% de desconto no custo atual da remessa cambial.
Portanto, todas as remessas feitas entre os dias 22 de março e 28 de abril serão elegíveis ao benefício.
Como funcionará o cashback pelo Banco Inter?
Todos os atuais assinantes da Spiti, assim como novos assinantes que cheguem ao longo do período em que o desconto estiver vigente, receberão um e-mail com um link seguro para uma página do Banco Inter, criada especialmente para os assinantes Spiti.
Se você ainda não for um cliente do Banco Inter, deverá efetuar um cadastro e, se já for, deverá apenas confirmar alguns dados antes de se logar na plataforma. Uma vez feito isso, o Inter terá a confirmação de que você é realmente um assinante Spiti (afinal, apenas assinantes terão acesso a esse link individual enviado por e-mail).
Uma vez finalizada essa etapa, pode seguir com suas transações normalmente, que o Inter estará contabilizando os custos gerados nas transações.
Encerrado o período do desconto, no dia 28 de abril, o Inter contabilizará todas as transações feitas por todos os assinantes e, em cerca de 30 dias, vai devolver 50% do valor dos custos transacionais.
A devolução acontecerá por meio de dinheiro em conta, e você terá a liberdade de escolher o que fazer, como sacar ou reinvestir.
Por tanto, apenas para deixar claro, o processo de cashback é uma devolução de valores pagos, e não um desconto antecipado. Portanto, você deverá efetuar as remessas pagando o custo padrão de 0,99% para, posteriormente, o Inter devolver metade desse valor para você.
Agora, algo que é importante ser mencionado é que a Spiti não ganhará nenhum centavo com essa parceria. Todo benefício será direcionado para os assinantes por meio do desconto da taxa.
Ficamos por aqui!
Oportunidades aparecem e desaparecem a todo momento do mercado. Precisamos ficar de olho nelas, mas sem nos deixar levar por movimentos táticos e de curto prazo. Na prática, acertar o timing de entrar e sair de uma classe de ativo é muito difícil e até mesmo os melhores gestores do mundo tem dificuldade de acertar com consistência.
Por isso, uma grande oportunidade em renda fixa que possa trazer ganhos por um longo período de tempo pode nos levar a ajustar a rota, exatamente como fizemos neste relatório.
Não topamos abrir mão da valorização de longo prazo das ações e Reits, mas a relação de risco e retorno que a renda fixa apresenta nos faz querer reduzir um pouco a exposição a renda variável sem que tenhamos que abrir mão de retorno o que, do ponto de vista de alocação, é uma tacada certeira.
Se você chegou ao Spiti One agora, não se assuste com a enxurrada de novos conceitos que foram apresentados de uma vez só. Tome um tempo para ler e reler quantas vezes precisar, além de ler os relatórios de apoio mencionados ao longo do texto e assistir às aulas do curso bônus que será liberado ao longo dos próximos dias.
Não esqueça também que toda terça-feira temos um encontro ao vivo para batermos um papo. A live tira-dúvidas é nossa principal maneira de respondermos questionamentos que estejam te impedindo de avançar.
As perguntas que não conseguimos responder ao vivo ainda têm a chance de serem respondidas em nosso canal do Telegram. Por isso, se você ainda não está participando do canal, deixamos a recomendação para que participe, já que sempre estamos gerando conteúdo por lá.
Fique à vontade para nos mandar um e-mail com feedbacks, elogios e críticas construtivas para spitione@invistaspiti.com.br. Não podemos responder a e-mails que tratam sobre dúvidas de investimentos, mas lemos todas as mensagens que são enviadas por esse canal, uma vez que elas nos ajudam a pensar em melhorias para nossa assinatura.
Um grande abraço,
Felipe Arrais, Rodrigo Xavier e Vinicius Yoshida