Atualização do cenário macro. As probabilidades de alta de juros seguem predominantemente estáveis nas últimas semanas. Entretanto, Trump voltou com as tarifas, desta vez o alvo foi o Canadá, o estreito de Ormuz segue fechado, petróleo volátil e o conflito com o Irã na verdade se transformou em uma guerra econômica.
Os motivos da alta do BTC
Escrito por Thales Inada, Rodrigo Xavier em ALTERNATIVOS
Neste relatório, você encontrará:
Os motivos da alta. Em um evento cripto na Casa Branca, Scott Bessent anunciou a recompra do dobro dos títulos do governo, o que derrubou os juros de longo prazo e favoreceu a captação dos ETFs de BTC. Trump também usou o evento para pressionar o Congresso para aprovar a Clarity Act até o mês que vem. A SEC e a CFTC já se preparam para regular o mercado mesmo que a Clarity Act não passe na votação. Esse otimismo foi capaz de desencadear um forte Short Squeeze dos investidores.
Conclusão. Ainda é muito cedo para dizermos que a temporada de baixa acabou. Se isso de fato tivesse acontecido, o fundo teria sido marcado mais de três meses antes do esperado (início de outubro). Isso só aconteceria se tivéssemos um cenário extremamente otimista para o mercado financeiro, o que não vejo ser plausível, considerando o conflito no Oriente Médio, fechamento do estreito de Ormuz, expectativa de alta de juros nos Estados Unidos, e incertezas sobre a votação da Lei Clarity. Por isso, ao que tudo indica, o forte movimento foi mais causado principalmente pelo Short Squeeze
Por que o BTC subiu tanto? Acabou a temporada de baixa? O fundo do ciclo já passou? Continuo comprando ou espero?
As perguntas que recebo nesses momentos do mercado são sempre as mesmas. Muitas das vezes, é somente volatilidade. Mas desta vez, podemos citar sim, diversos motivos que aconteceram em sequência.
Temos fatores do cenário macroeconômico, outros relacionados ao mercado financeiro tradicional, algumas questões regulatórias e, claro, também alguns motivos específicos do mercado cripto.
Por isso, no relatório de hoje, vamos passar pelos sete principais motivos dessa alta recente.
Cenário macro
Em relação ao relatório anterior, as probabilidades de alta de juros nos Estados Unidos para este ano melhoraram significativamente. No mês passado, tínhamos cerca de 85% de chance de uma próxima alta na reunião de setembro e agora, as maiores chances, com quase 73%, são de um aumento de 25 bps somente em dezembro.
Expectativa dos cortes de juros nos EUA
Fonte: CME (25/08/2026)
No final de julho, tínhamos cerca de 75% de chance de outra alta de juros em meados de abril do ano que vem. Agora, nos piores dos casos, as probabilidades caíram para a casa dos 52% a partir de junho.
Essa melhora no cenário, na verdade, pode ser vista mais como uma estabilidade, pois é predominante na maior parte do tempo.
Como sabemos, o conflito no Oriente Médio segue relativamente estável. As negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem difíceis e, mais recentemente, Trump já declarou que é uma guerra econômica.
O dia 24 deste mês ficou conhecido como “Dia D”. Foi quando Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, anunciou uma série de restrições econômicas contra o Irã, principalmente no transporte marítimo e na negociação do petróleo, do qual aproximadamente 90% é vendido para a China, fato que pode gerar mais instabilidade política.
Outras sanções incluem limitações de acesso a determinadas tecnologias, ao ouro, à aviação, desmonte de intermediadores financeiros, encerramento do acesso ao sistema dólar e até mesmo restrições para prestadores de serviço de criptoativos.
1- Recompra dos títulos do Tesouro
Os motivos da alta começaram em um evento cripto na Casa Branca, no último dia 19. Nele tivemos mais algumas informações que impactaram os juros dos Estados Unidos, como o anúncio de Scott Bessent, que dobrou o teto das operações de recompra de títulos, que foi de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões.
Conforme o gráfico abaixo, a notícia derrubou os juros longos de 30 anos e, consequentemente, aumentou o apetite por ativos de risco.
Fonte: CNBC
Apesar de ter recuperado grande parte já nos próximos dias, o impacto deve ser mais significativo no futuro próximo, pois a medida passa a valer só a partir do dia 9 de setembro.
A decisão veio depois dos títulos baterem o maior nível desde 2007. Esses juros altos encarecem financiamentos imobiliários e empréstimos em geral, o que prejudica a economia.
Fonte: CNBC
Mesmo sendo uma notícia positiva para os ativos de risco, o mercado interpretou que os juros haviam subido demais e que essa foi uma medida desesperada do governo americano em tentar controlá-lo. Uma estratégia é diferente do afrouxamento monetário do Banco Central.
Essa notícia acaba reforçando o nível de indefinição do cenário econômico. Por isso, o mercado ainda vê com certa desconfiança, mesmo porque esses US$ 4 bilhões são quase insignificantes perto de uma dívida na casa dos US$ 40 trilhões.
2- Fluxo de capital nos ETFs
Conforme comento toda semana nas lives de tira-dúvidas, se os juros caem, favorecem a renda variável, e o mercado cripto é o mais sensível de todos a esses movimentos.
Isso pode ser visto no gráfico abaixo, no qual temos os preços do BTC em branco, e o fluxo de capital dos ETFs por barras semanais. Sendo em verde, entrada de capital e em vermelho, saídas. No início do gráfico, quando os ETFs foram lançados, tivemos um fluxo de capital entrando continuamente, bem sincronizado com a temporada de alta. Enquanto, quando chegamos próximos da máxima histórica, em outubro, começamos a ter um aumento gradativo na saída de capital, conforme destacado com as linhas de tendência.
Fonte: Glassnode
Isso nos mostra como o movimento do investidor institucional de fato virou uma referência para os investidores comuns do mercado cripto, pois certamente possuem mais conhecimento do mercado financeiro, mais dinheiro para investir em pesquisa, e sempre tendem a se antecipar em relação aos investidores de varejo.
Porém, na semana passada (última barra verde do gráfico), voltamos a ter uma entrada de capital forte nos ETFs, que não víamos desde maio do ano passado, com certeza um movimento de chamar a atenção.
Entrando no detalhe, e analisando o mesmo gráfico, mas agora por dia, conseguimos notar como os dois maiores fluxos de capital foram no dia do evento na Casa Branca (19) e um dia depois (20).
Essa foi a primeira consequência do anúncio de Bessent, pois conforme comentamos, favoreceu o aumento do apetite ao risco dos investidores institucionais, que no final das contas, deram o primeiro empurrão para essa forte alta.
3- Lei Clarity Act
No ano passado, três leis começaram a ser votadas nos Estados Unidos.
● Genius Act. Focada na regulação das stablecoins.
● Clarity Act. Focada na definição do órgão regulador do mercado cripto. Se ficará sob supervisão da SEC (Securities and Exchange Commission), equivalente a um valor mobiliário, ou da CFTC (Commodity Futures Trading Commission), sendo os criptoativos considerados uma commodity.
● Anti-CBDC. É a lei que proíbe a criação de uma Central Bank Digital Currency dos Estados Unidos.
Apenas uma passou de imediato. A Genius foi sancionada em julho de 2025, conforme aprofundei no último relatório de atualização das stablecoins. A lei destravou um grande número de aplicações para o setor, que conseguiu mantê-lo em contínuo crescimento mesmo durante a temporada de baixa do BTC conforme o gráfico abaixo.
Certamente a Genius foi um passo importante para a consolidação do mercado cripto, porém, a Clarity Act com certeza será muito mais impactante, pois ela vai estabelecer uma estrutura federal específica para ativos digitais, trazendo clareza regulatória e esclarecendo quem ficará responsável por supervisionar o mercado.
Resumidamente, existem três possibilidades:
- Se for valor mobiliário: equivalente ao mercado de ações, empresas e mercado de renda variável. Ficaria assim sob supervisão da SEC.
- Se for commodity: como petróleo, minério de ferro e ouro. Considerando que seria um ativo independente, baseado na oferta e demanda. Ficaria sob supervisão da CFTC.
- Uma definição para cada criptoativo: por exemplo o BTC poderia ser uma commodity e os demais criptoativos, valores mobiliários.
Do meu ponto de vista, o BTC se encaixaria melhor como uma commodity. Primeiro porque já temos essa ideia de escassez e comparação com o ouro, e segundo porque não tem um representante, já que não se conhece o fundador, como temos nas empresas tradicionais. Nem mesmo dependemos de um governo específico.
Porém, nos demais ativos, apesar de pregarem a ideia da descentralização, eles não são de fato, além de possuírem um representante, e alguns projetos até um fluxo de caixa. Por isso, na minha opinião, os demais ativos atualmente poderiam ser valores mobiliários.
Mas por enquanto, não é isso que está sendo votado. A Clarity já passou na votação da Câmara dos Estados Unidos, e ao que tudo indica, as interpretações conjuntas da SEC e da CFTC alinharam para uma visão de mais longo prazo, com forte potencial de descentralização dos projetos, o que deixaria de ser um valor mobiliário, e por isso, o mercado cripto provavelmente cairá sob a alçada da CFTC. E eu concordo plenamente com isso, apesar de ainda me parecer um pouco distante.
Para dar mais um empurrão na alta, durante o evento, Trump pressionou o Congresso para a aprovar a lei logo depois do fim do recesso, no dia 15 de setembro. Ele reforçou a urgência, pois a janela disponível é de apenas 15 dias úteis, devido a outra pausa para as eleições legislativas de meio de mandato em novembro. Para isso, Trump está disposto a negociar uma “versão justa” para conciliar interesses de Republicanos e Democratas.
4- SEC
A SEC (Securities and Exchange Commission) é o órgão regulador de valores mobiliários dos Estados Unidos, seria equivalente à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aqui do Brasil.
Segundo o presidente da SEC, Paul Atkins, mesmo que a Clarity não seja aprovada, o órgão já está se preparando para colaborar com a regulação do mercado, que, disse ele, “será regulado de qualquer forma”.
A SEC emitiu na semana passada, uma proposta inicial chamada Regulation Crypto. Ela tem o objetivo de abrir caminho para a oferta de produtos cripto sem a necessidade de exigências regulatórias dos valores mobiliários.
Com isso, eles traçaram um novo caminho para criação de um pacote de isenções, que facilitariam a captação de recursos e, consequentemente, favoreceriam a inovação do mercado.
A proposta divide o mercado em duas modalidades de ofertas. Uma categoria de “startups”, para captação de até US$ 5 milhões em um período de quatro anos. E outra modalidade, mais restrita, para ofertas de até US$ 75 milhões por ano.
Ambos os modelos precisarão apresentar os registros públicos e divulgar essas informações financeiras para os investidores. A proposta também inclui uma cláusula de proteção que permite ao projeto deixar de ser valor mobiliário se as condições forem atendidas.
A SEC abriu uma consulta pública concedendo ao público 60 dias para contribuir com sugestões. As ideias serão analisadas por alguns meses até a elaboração da versão final.
5- CFTC
Conforme comentamos anteriormente, a CFTC também anunciou que já começou a desenvolver regras estruturais para o mercado de criptomoedas, visto que, ao que tudo indica, esse foi o consenso com a SEC.
Deste modo, ambos os órgãos reguladores já ficam previamente preparados para agir rápido caso o projeto de lei permaneça travado no Congresso, ou no pior dos casos, não seja aprovado.
Se isso acontecer, segundo o presidente da CFTC, Michael Selig, ele exercerá toda sua autoridade para começar a estabelecer um regime próprio para os criptoativos, que levaria entidades já registradas na CTFC e corretoras cripto a serem supervisionadas, inclusive podendo oferecer operações alavancadas e com regras personalizadas.
Selig disse que a aprovação da Clarity tornaria mais difícil uma futura administração reverter essas regras, assegurando o cenário e que por isso está em busca de estabelecer uma estrutura regulatória para obter a aprovação bipartidária.
O órgão também está estudando juntamente com a comunidade de desenvolvedores cripto normas para poderem operar legalmente nos Estados Unidos, conforme solicitado por Trump.
Outro grande anúncio do evento na Casa Branca foi que o presidente americano disse estar trabalhando com Selig para trazer o famoso projeto HyperLiquid (exchange descentralizada de contratos futuros) para os Estados Unidos.
6- Short Squeeze
Esse termo significa uma liquidação em massa dos investidores que estavam apostando na baixa do BTC. Como eles estavam alavancados, e o mercado foi no sentido contrário do esperado, tiveram suas posições fechadas automaticamente e ficaram no prejuízo.
Esse movimento começou a partir dos US$ 70 mil, depois de uma rápida alta de aproximadamente 8% em menos de quatro horas, no dia 19.
Nesse momento, dois fatores principais intensificam a alta. O primeiro é que mais investidores compram BTC para colocar como garantia e evitar a liquidação da posição e eventual prejuízo. Segundo, quanto mais pessoas tendem a ser liquidadas, mais os preços se movem, o que acarreta uma reação em cadeia, aumentando a amplitude de movimento. O movimento só para quando diminui a quantidade de liquidações.
No gráfico abaixo, quanto mais amarelas as linhas horizontais, mais posições são liquidadas. Perceba que antes da forte alta que tivemos, as linhas amarelas mais próximas dos preços estavam um pouco abaixo dos US$ 70 mil, ou seja, a partir desse momento, iniciou-se uma liquidação em cascata, que foi capaz de nos levar rapidamente para o próximo patamar em amarelo, na casa dos US$ 80 mil, sobre o qual paramos atualmente.
Fonte: Coinglass
Acima dos US$ 80 mil, não temos outra faixa de liquidação muito grande. Por outro lado, um pouco acima dos US$ 60 mil temos uma faixa significativa, assim como uma última faixa logo acima dos US$ 50 mil.
Só para você ter uma referência do impacto desse Short Squeeze, esta foi a oitava maior liquidação do mercado cripto desde quando temos o registro deste dado no início de 2021.
Fonte: Coinglass
Apesar do prejuízo em massa desses investidores, na casa dos US$ 3 bilhões, isso é bom. Pois limpa o mercado dos especuladores, tira investidores de curtíssimo prazo do jogo, deixa o mercado mais limpo, só com investidores de longo prazo e com isso, fica mais fácil de retomar a alta.
Por outro lado, a zona forte de liquidação, nos patamares na casa dos US$ 55 mil, também pode atrair os preços, para o mercado limpar esses especuladores antes da retomada de alta definitiva.
Como nos patamares abaixo dos US$ 70 mil já tínhamos uma forte zona de liquidação, qualquer movimento positivo já foi capaz de ativar essa região e iniciar as liquidações em cascata. Por isso, talvez nem seja por causa das notícias “extremamente positivas” que tivemos esse forte movimento conforme vamos ver no item a seguir.
7- O fim da temporada de baixa?
O último fator, que ainda não está claro é a possibilidade do fim da temporada de baixa.
Historicamente, todo fundo do ciclo do BTC foi um período de longa congestão. Se considerarmos a mínima de fevereiro nos US$ 60 mil, é possível dizermos que o BTC ficou lateral durante todo esse período, de seis meses e meio, destacado pelo retângulo amarelo.
Fonte: TradingView. Adaptação: Finclass
Se considerarmos somente a congestão mais recente, destacada em verde, que iniciou em junho, foram dois meses e meio lateral entre o movimento de queda e a forte alta recente.
Pegando esse segundo trecho menor especificamente, podemos fazer um comparativo dos ciclos anteriores, na imagem abaixo. Em todos, tivemos essas três características importantes que aconteceram nesse fundo atual. Primeiro, uma rápida queda significativa, seguida de uma congestão de alguns meses, período de baixo volume de negociação e de baixa volatilidade, e por fim, um forte movimento de alta, que durou poucas semanas. Todos os ciclos, formaram um padrão semelhante à letra “U” no gráfico de preços.
Fonte: TradingView. Adaptação: Finclass
Certamente esse padrão merece nossa atenção, porém, não precisa ser levado como verdade absoluta.
Se isso de fato estiver acontecendo, e o fundo do ciclo tenha sido marcado no dia 1º de julho, estaremos adiantando mais de três meses na contagem de dias do ciclo, que tenderia a marcar o fundo no início de outubro, visto que a máxima histórica foi marcada dia 6 de outubro.
Para adiantarmos significativamente o fundo do ciclo e, consequentemente, a temporada de alta, na minha opinião, precisaríamos de um cenário extremamente otimista.
Mas acredito que não temos esse extremo otimismo neste momento, muito pelo contrário, pelos seguintes fatores:
● Retomada das tarifas de Trump, agora sobre o Canadá;
● Conflito no Oriente médio prolongado, juntamente com o fechamento do estreito de Ormuz e consequente alta do petróleo;
● Possível pressão na inflação se o petróleo se mantiver em patamares elevados;
● Expectativa de pelo menos duas altas de juros nos Estados Unidos;
● Possível frustração na votação da Clarity;
● Se for negada, ainda vai demorar cerca de dois meses para a SEC pegar as opiniões do mercado e elaborar suas próprias leis. (Idem CFTC);
● Não sabemos o que esperar exatamente da SEC e da CFTC.
Com tudo isso de notícia predominantemente negativa ou indefinição, diria que seria otimismo demais já termos marcado o fundo do ciclo no começo de julho.
Por isso, acredito que a reunião da Casa Branca pode ter favorecido o movimento de alta inicial, porém ele apenas foi a faísca que provocou o Short Squeeze, que foi o principal responsável pelo forte movimento, e não as notícias.
Conclusão
Espero que quem ficou simplesmente esperando a continuidade da temporada de baixa já tenha aprendido a lição.
Mas certamente ainda é muito cedo para cravar que a temporada de baixa já acabou e que já concretizamos a primeira pernada da temporada de alta. Entretanto, fica claro que as chances de já termos marcado o fundo do ciclo aumentaram.
Agora, temos basicamente duas possibilidades principais. A primeira seria consolidarmos uma congestão de alguns meses, acima da casa dos US$ 70 mil, quem sabe até novembro. Nesse cenário, ficará claro para mim que de fato já marcamos o fundo do ciclo nos US$ 57 mil.
A segunda opção seria o BTC perder os US$ 70 mil e voltar para a casa dos US$ 66 mil em breve, idealmente em setembro. Nesse caso, pode frustrar significativamente o mercado e, com isso, teremos grandes chances de retomarmos a temporada de baixa por mais alguns meses. Porém, confesso que esse prazo já está bem apertado.
Como esse movimento ainda é bem recente, é muito cedo para cravar que o fundo do ciclo já foi. O mês que vem pode ser decisivo para vermos se os preços vão conseguir se sustentar.
Por isso, mesmo depois desse movimento de alta, não deixe de fazer seus aportes regulares. Não fique parado esperando o BTC voltar para os US$ 70 mil. Por outro lado, não precisa ficar desesperado, querendo fazer um aporte grande neste momento. Se você está sentindo essa pressão psicológica, de que ficou para trás, você está passando pelo chamado FOMO (Fear of Missing Out - Medo de ficar de fora). Não caia nesta armadilha.
Sempre reforço com vocês nas lives, mesmo que já tenhamos marcado o fundo do ciclo, o primeiro ano da temporada de alta do BTC, tende a ser lento, e por isso, ainda vamos ter bastante tempo para realizar nossos aportes até o ano que vem.
No final das contas, nada muda com essa alta. Insisto que você deve manter a simplicidade da estratégia, simplesmente siga seus aportes recorrentes, sem estresse, independentemente dos preços.
Até a próxima,
Thales
Sobre os analistas
Thales Inada
Especialista em Criptoativos
Especialista em criptoativos e investimentos alternativos da Finclass. Engenheiro, com MBA em investimentos e Asset Allocation. Iniciou no mercado de criptoativos em 2017, com passagem por importantes exchanges como Binance (a maior do mundo), Mercado Bitcoin (a maior da América Latina) e XDEX, a antiga exchange da XP Inc. Agora, deixou as instituições para ficar do lado de investidoras e investidores, com missão de democratizar o universo dos criptoativos e investimentos alternativos por meio de uma linguagem simples e direta, a fim de tornar esse mercado visionário acessível a todas as pessoas.
Rodrigo Xavier
Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.