No relatório de hoje você encontrará:
· Panorama geral de performance de nossos fundos recomendados por classe: renda fixa pós, renda fixa dinâmica, multimercados, fundos imobiliários e ações.
· A renda fixa pós sofreu intensamente com os estresses no mercado de crédito que vivemos em 2023, de modo geral ficando abaixo do CDI.
· A renda fixa dinâmica performou bem, principalmente os fundos de debêntures incentivadas, que terminaram o ano com retorno próximo a 20%.
· Ao contrário de 2022, os multimercados tiveram um ano ruim, fechando em sua maioria abaixo do CDI. Fundos que tomaram risco na hora certa conseguiram terminar o ano acima do referencial, caso de Verde, Absolute Vertex e Kinea Atlas.
· O Capitânia Reit conseguiu capturar a melhora observada no mercado de FIIs e terminou o ano acima do referencial, mesmo que com pouca gordura.
· A maior parte dos fundos long only bateu com folga o Ibovespa em 2023, enquanto os fundos long bias, com viés mais defensivo, ficaram atrás do referencial em um ano favorável para bolsa.
Se você tivesse dormido em janeiro de 2023 e acordado em janeiro de 2024, muito provavelmente teria olhado para o resultado de diferentes índices de mercado e concluído que foi um excelente ano para tomar risco e embolsar gordos retornos.
A questão é que, apesar de os números indicarem algo positivo, o resultado não foi nem um pouco retilíneo. O ano teve muitas nuances e mudanças de tendência dificultando a vida de quem trabalha tomando decisões de investimento.
Precisamos considerar, também, que 2023 sucede o péssimo ano de 2022, de forma que vários gestores profissionais já iniciaram o ano passado com a necessidade de dar a volta por cima e recuperar uma perda do ano anterior. Também vale mencionar que os juros altos no Brasil colaboraram muito para que investidores voltassem a se abrigar na renda fixa de forma a correr menos riscos, resultando em uma continuidade no fluxo de resgates, principalmente para fundos multimercados e de ações.
No relatório de hoje faremos uma imersão pelos números de nossos fundos recomendados mostrando como eles performaram em relação a seus benchmarks. Destacaremos algumas questões de mercado que possam ter contribuído para o resultado, seja ele positivo ou negativo.
Não esqueça que gestores profissionais tentam bater os mercados, mas não há qualquer garantia de que vão ganhar sempre. Na verdade, é esperado que até os melhores gestores passem por momentos desafiadores.
Por isso, cuidado para não tomar decisões de investimento olhando apenas o desempenho de curto prazo, pois isso pode levar à destruição de patrimônio. O ato de olhar para o último ano e resgatar dos fundos que foram mal e alocar nos que performaram bem frequentemente leva a péssimos resultados para os investidores.
Costumamos brincar (com um fundinho de verdade) que ao decidir investir em um fundo de investimento estamos estabelecendo um relacionamento de longo prazo. Como em todo relacionamento, temos momentos bons e ruins e precisamos confiar no time de gestão. Por isso, recomendamos que você leia os relatórios de recomendação e atualização de nossos fundos para que você entenda mais sobre a filosofia de gestão e se sinta mais confortável em confiar nos gestores, especialmente em momentos desafiadores.
O relatório de hoje, portanto, falará mais dos números e contexto de mercado em vez de detalhar individualmente como cada um dos recomendados navegou em 2023, o que deve acontecer nos relatórios de atualização específicos que fazemos periodicamente.
Para termos um balizador de comparação, compartilharemos uma tabela com a performance de diversos índices de mercado no ano de 2023:
No relatório de hoje você encontrará:
· Panorama geral de performance de nossos fundos recomendados por classe: renda fixa pós, renda fixa dinâmica, multimercados, fundos imobiliários e ações.
· A renda fixa pós sofreu intensamente com os estresses no mercado de crédito que vivemos em 2023, de modo geral ficando abaixo do CDI. · A renda fixa dinâmica performou bem, principalmente os fundos de debêntures incentivadas, que terminaram o ano com retorno próximo a 20%.
· Ao contrário de 2022, os multimercados tiveram um ano ruim, fechando em sua maioria abaixo do CDI. Fundos que tomaram risco na hora certa conseguiram terminar o ano acima do referencial, caso de Verde, Absolute Vertex e Kinea Atlas.
· O Capitânia Reit conseguiu capturar a melhora observada no mercado de FIIs e terminou o ano acima do referencial, mesmo que com pouca gordura.
· A maior parte dos fundos long only bateu com folga o Ibovespa em 2023, enquanto os fundos long bias, com viés mais defensivo, ficaram atrás do referencial em um ano favorável para bolsa.
Se você tivesse dormido em janeiro de 2023 e acordado em janeiro de 2024, muito provavelmente teria olhado para o resultado de diferentes índices de mercado e concluído que foi um excelente ano para tomar risco e embolsar gordos retornos.
A questão é que, apesar de os números indicarem algo positivo, o resultado não foi nem um pouco retilíneo. O ano teve muitas nuances e mudanças de tendência dificultando a vida de quem trabalha tomando decisões de investimento.
Precisamos considerar, também, que 2023 sucede o péssimo ano de 2022, de forma que vários gestores profissionais já iniciaram o ano passado com a necessidade de dar a volta por cima e recuperar uma perda do ano anterior. Também vale mencionar que os juros altos no Brasil colaboraram muito para que investidores voltassem a se abrigar na renda fixa de forma a correr menos riscos, resultando em uma continuidade no fluxo de resgates, principalmente para fundos multimercados e de ações.
No relatório de hoje faremos uma imersão pelos números de nossos fundos recomendados mostrando como eles performaram em relação a seus benchmarks. Destacaremos algumas questões de mercado que possam ter contribuído para o resultado, seja ele positivo ou negativo.
Não esqueça que gestores profissionais tentam bater os mercados, mas não há qualquer garantia de que vão ganhar sempre. Na verdade, é esperado que até os melhores gestores passem por momentos desafiadores.
Por isso, cuidado para não tomar decisões de investimento olhando apenas o desempenho de curto prazo, pois isso pode levar à destruição de patrimônio. O ato de olhar para o último ano e resgatar dos fundos que foram mal e alocar nos que performaram bem frequentemente leva a péssimos resultados para os investidores.
Costumamos brincar (com um fundinho de verdade) que ao decidir investir em um fundo de investimento estamos estabelecendo um relacionamento de longo prazo. Como em todo relacionamento, temos momentos bons e ruins e precisamos confiar no time de gestão. Por isso, recomendamos que você leia os relatórios de recomendação e atualização de nossos fundos para que você entenda mais sobre a filosofia de gestão e se sinta mais confortável em confiar nos gestores, especialmente em momentos desafiadores.
O relatório de hoje, portanto, falará mais dos números e contexto de mercado em vez de detalhar individualmente como cada um dos recomendados navegou em 2023, o que deve acontecer nos relatórios de atualização específicos que fazemos periodicamente.
Para termos um balizador de comparação, compartilharemos uma tabela com a performance de diversos índices de mercado no ano de 2023:
Renda fixa pós-fixada
A classe de renda fixa pós, em nossa abordagem de investimento através de fundos, reúne fundos de crédito privado com hedge para o CDI de forma a retirar a oscilação de preços do dia a dia (marcação a mercado) e permitir ao gestor focar em capturar spreads de crédito sem se preocupar com volatilidade de mercado.
Em condições normais, os fundos de crédito possuem volatilidade baixa e performance suave, entregando retornos acima do CDI de maneira constante. Mas a volatilidade pode aparecer quando temos choques no mercado de crédito.
O ano de 2023 começou com a fraude das Americanas, que fez com que a debênture da empresa perdesse quase a totalidade de seu valor muito rapidamente. Antes da descoberta, a companhia era vista como sólida e amplamente capaz de honrar seus compromissos financeiros (condição necessária para que o crédito tenha valor). Quando o mercado se depara com algo como o ocorrido, naturalmente a capacidade de a empresa pagar a conta passa a ser questionada e as debêntures precisam cair de valor para compensar o risco adicional.
O papel da Americanas estava presente na maior parte das carteiras de fundos de crédito no mercado e isso causou um contágio do problema na indústria de crédito como um todo. Isso porque diversos fundos de crédito são usados de maneira equivocada como uma reserva de emergência de curto prazo. O investidor que usa um fundo de crédito para essa finalidade está esperando uma rentabilidade positiva e, ao se deparar com a remarcação das debêntures, nota uma rentabilidade negativa e muitas vezes resgata seus recursos.
Uma onda de saques se inicia nesses fundos de crédito com prazo de resgate curto e os gestores têm um grande desafio de vender os ativos para ter liquidez para pagar os resgates solicitados. Quando você tem pressa de vender algo, muitas vezes vende por preços menores e, é claro, ativos melhores são mais fáceis de vender.
Assim, o caso Americanas desencadeou um movimento vendedor de diversos papéis que nada tinham a ver com a empresa, fazendo com que o ano para a classe iniciasse com o pé esquerdo.
Se não fosse o bastante, os juros elevados no Brasil começaram a trazer consequências na economia como o aumento da inadimplência e endividamento das famílias, além de encarecer muito o custo da dívida para as empresas. Ao longo do ano ainda tivemos que lidar com vários outros acontecimentos que afetaram a indústria do crédito, como o caso Light, Marisa, Credz, FIDC Insole, Southrock, Elfa Medicamentos, etc.
Veja na tabela abaixo o resultado de nossos recomendados no ano de 2023:
A maior parte dos fundos recomendados já voltou a operar em condições normais, entregando resultados acima do CDI a cada mês, de forma que pouco a pouco vão recuperando o dinheiro perdido, mas o resultado para o ano foi inevitavelmente ruim para a maior parte deles.
Dos fundos tradicionais, apenas o Plural Crédito Corporativo terminou o ano acima do CDI, muito por conta de ter escapado do caso Americanas, uma vez que o time já tinha uma visão cética sobre a companhia e havia zerado a posição poucos meses antes.
Os fundos de FIDCs Valora Guardian e Solis Antares cumpriram sua missão e terminaram o ano acima do CDI. Lembre-se de que FIDCs não são marcados a mercado e podem escapar de estresses que promovam aberturas de spreads de crédito no mercado tradicional.
Renda fixa dinâmica
A caixinha de renda fixa dinâmica é representada por índices de inflação que performaram muito bem em 2023 com o início da queda dos juros. Entre nossas recomendações temos fundos que buscam bater diferentes indexadores da família IMA.
O IMA-B 5 representa uma cesta de títulos atrelados à inflação com vencimento até cinco anos enquanto o IMA-B 5+ reúne títulos com vencimento maior que cinco anos. O IMA-B, por sua vez, faz uma composição completa entre títulos mais curtos e mais longos ficando no meio do caminho na escala de risco dos índices.
Para que você consiga ter uma boa visão das recomendações contra seus índices, vale relembrar os benchmarks de cada uma delas.
Western Asset IMA-B 5 Ativo, Icatu Vanguarda Inflação e o fundo listado JURO11 procuram bater o IMA-B 5 de inflação mais curta. Já KDIF11 e IFRA11 visam bater o IMA-B enquanto usamos fundos passivos para acompanhar o IMA-B 5+ já que não encontramos na indústria bons fundos ativos que procuram bater o índice de inflação longa.
Por ser passivo, o fundo deveria acompanhar a rentabilidade do índice e, portanto, os dados dos fundos passivos de IMA-B 5+ não se fazem presentes na tabela, uma vez que temos o retorno do próprio índice.
Os fundos de debêntures incentivadas listados em bolsa conquistaram a maior performance do ano. Os que visam bater o IMA-B, como esperado, se valorizaram mais embora a valorização do JURO11 tenha sido impressionante diante de sua menor duration em relação aos outros veículos.
Esse tipo de fundo capturou a combinação de fechamentos de spreads de crédito juntamente com o fechamento dos juros, o que impulsionou o retorno da classe no ano. Vale lembrar que essa categoria de fundos é isenta do IR tanto no ganho de capital quanto na renda distribuída, o que tenderia a impulsionar ainda mais o retorno.
Já em relação aos fundos abertos, o Western Asset IMA-B 5 Ativo competiu de igual para igual com o índice de referência ao longo do ano até aproximadamente agosto, mês em que tomaram um pouco mais de risco apostando em prefixados logo antes do péssimo mês de outubro. Por outro lado, o fundo conseguiu reverter essa perda e correr atrás do prejuízo para terminar 2023 virtualmente empatado.
O Icatu Vanguarda Inflação ficou para trás por motivos compreensíveis. O fundo é uma estratégia mista que investe em crédito e em juros. A carteira no ano sofreu os baques sentidos no mercado de crédito (já discutidos na seção anterior) e isso dificultou muito o seu objetivo.
Multimercados
A classe campeã em 2022 viveu um ano ruim, na média, em 2023. As frequentes mudanças de tendência ao longo de 2023 dificultaram muito o trabalho de quem tenta operar mais taticamente o mercado.
Por mais que multimercados possam investir em diversas classes de ativos, isso não necessariamente torna o trabalho do gestor mais fácil, uma vez que você também tem mais opções a considerar na hora de tomar a decisão e nem sempre é trivial escolher o melhor veículo.
A combinação do mercado difícil de ler com um grande fluxo de resgates sofridos na indústria, uma vez que investidores passaram a migrar seus portfólios para renda fixa para se aproveitar dos juros elevados, fez com que 2023 não fosse nada parecido com o ano anterior, mesmo que as performances ainda tenham sido, em sua maioria, positivas.
Veja abaixo o resultado de nossos recomendados em 2023:
Os dois principais destaques no ano foram fundos que souberam fazer uma melhor leitura sobre tomada de risco. O Absolute Vertex, gerido por Fabiano Rios e seu time, começou 2023 falando de bull market nos Estados Unidos enquanto o mercado falava em recessão. O Verde sofreu com as constantes mudanças de direção do mercado, mas foi conseguindo coletar retornos aqui e acolá de forma a não ficar muito atrás do CDI. Já na reta final do ano, acertaram precisamente a leitura de voltar para o risco no mês de novembro e acabaram terminando acima do CDI.
Já falando dos desempenhos menos favoráveis, o SPX Nimitz amargou o primeiro ano negativo de sua história, o que não é novidade dado que já vínhamos atualizando sobre a performance do fundo. O Nimitz teve um 2022 excelente, subindo 21,7% contra um CDI de pouco mais de 12% e, a partir de novembro, com todo o barulho eleitoral, o time de gestão passou a adotar uma postura um pouco mais pessimista para o Brasil.
Uma grande posição em inclinação de juros, que era uma convicção de Rogerio Xavier, não deu resultados ao passo que era cara demais para ser desmontada de qualquer maneira, levando o time de gestão a carregar pequenas perdas mês após mês empilhando a fatura a ser paga.
O fundo teve uma melhora a partir de julho até que o terrível mês de outubro voltou a atrapalhar os planos. Mesmo com um rali no final do ano, o fundo terminou 2023 muito atrás do CDI. Vale lembrar que o fundo SPX Raptor é uma versão alavancada do SPX Nimitz, sendo portanto a mesma estratégia e amargando uma perda ainda maior.
Fundos imobiliários
Infelizmente não temos tantas opções de fundos tradicionais que invistam única e exclusivamente em FIIs brasileiros. Os principais motivos são três: o fato de o fundo não poder distribuir renda (algo muito desejado por investidores de FIIs); o fato de termos uma tributação da renda que deveria ser isenta para quem investe diretamente; e a maior restrição de acesso, já que fundos desse tipo são restritos a investidores qualificados, o que diminui consideravelmente a demanda.
Por esse motivo, temos apenas uma recomendação da classe em nosso leque de fundos aprovados, o Capitânia Reit, gerido por Caio Conca e time.
O fundo conquistou um bom resultado em 2023 batendo o Ifix no ano, mesmo que a geração de alfa não tenha sido tão expressiva.
Temos alguns candidatos de fundos da classe que estamos avaliando a possibilidade de recomendar para que tenhamos uma peça para dividir a responsabilidade com o Capitânia Reit.
Nesse cenário teríamos mais diversificação e evitaríamos concentrar 15% do risco de nossa carteira em um único fundo.
Ações
Nossa carteira de fundos de ações é dividida primordialmente entre duas categorias: long bias e long only.
Para quem não está muito familiarizado com esses conceitos, o long only é um fundo em que o gestor seleciona as ações que acredita terem maior potencial de valorização, de forma análoga ao que você faria se fosse montar sua carteira comprando as ações individualmente. Se as ações se valorizam, você ganha dinheiro; do contrário, perde. Por isso o nome long only, uma vez que a palavra long se refere a “estar comprado”.
Já um long bias é um fundo que tem um viés comprado, mas que pode operar vendido (apostar na queda) de forma a ganhar dinheiro com a desvalorização de ações. Em momentos de estresse de mercado, possuem mecanismos de amenizar a queda ou até mesmo ganhar dinheiro com um mercado mais arisco.
Apesar de não ser regra, em mercados de alta, como tivemos no ano passado, é natural que fundos long only performem melhor, mas em momentos mais desafiadores os long bias tem potencial de defender mais a carteira. Cair menos em momentos ruins também tem um efeito de amplificar a rentabilidade no longo prazo.
Por isso em nossas carteiras gostamos da ideia de explorar a flexibilidade de fundos como esses adicionando um belo pedaço de long bias dentro dos 15% dedicados a ações.
Já que estamos falando deles, vejamos como a classe performou no ano de 2023:
Os fundos SPX Falcon e Oceana Long Biased foram destaque absoluto, tendo performance superior até mesmo à de muitos fundos long only recomendados. O mérito esteve em saber acelerar o risco no momento certo quando o mercado ainda estava muito cético quanto ao momento para Brasil.
Não costumamos julgar negativamente um fundo long bias por ficar abaixo do Ibovespa em períodos de boa performance para o índice, mas, sim, se esse efeito perdura em prazos mais longos de maneira consistente. Mesmo podendo subir menos que o índice em mercados de alta, muitos long bias batem o Ibovespa de longe pelo efeito de perder menos em anos ruins sem deixar de ir bem em anos bons. Todos os fundos apresentaram performance positiva mesmo que apenas dois tenham batido o índice no ano.
Agora, veja abaixo a performance dos fundos long only em 2023:
Aqui já temos uma expectativa de que bons fundos long only deveriam bater o Ibovespa em mercados de alta, e a maioria dos recomendados o fez. Obviamente, nem sempre isso vai acontecer. Fundos podem passar por momentos mais desafiadores e ficar um pouco atrás de seus referenciais.
Todos os recomendados tiveram performance positiva no ano, mas quatro estratégias ficaram abaixo do Ibovespa (lembrando que Bogari Value e Bogari Value D são praticamente a mesma estratégia com pouca diferença entre si).
O destaque negativo ficou por conta do Forpus, que é uma das pimentinhas entre nossas recomendações. Trata-se de um fundo diferente, que tem a prerrogativa de ficar vendido, mas não o faz apenas pensando em defender a carteira em momentos desafiadores, e sim para tentar alavancar ganhos buscando o chamado duplo alfa (ganhar na ponta comprada e na ponta vendida).
O resultado do Forpus foi ruim principalmente por um erro de leitura do cenário no início do ano com posições em empresas exportadoras e uma venda de setores ligados à economia doméstica. Do começo do ano até o início de maio, o fundo acumulava uma queda de quase 16%, o dobro do que o índice caía até então. O fundo foi buscando a recuperação, que ainda não veio em 2023, mas tem tudo para acontecer em 2024.
Pelo lado positivo, a maior parte de nossas recomendações bateu com folga o Ibovespa. O destaque foi o Patria Pipe, outra pimentinha entre nossas posições, que conseguiu surfar uma intensa valorização no ano dado o seu perfil concentrado em poucas empresas, ligadas ao ciclo doméstico, que performaram muito bem no ano.
Ficamos por aqui
O ano foi bom, mesmo que não tenha sido tranquilo. Algumas classes foram mais intensamente afetadas, como os fundos de crédito pós-fixado e multimercados. Agora em 2024, temos uma boa perspectiva para os mercados e consideramos que todas as classes têm grandes chances de performarem bem no ano.
O relatório de hoje teve como objetivo trazer uma visão geral sobre os números dos fundos recomendados incluindo não somente os presentes na alocação modelo, mas também os presentes na lista de fundos aprovados como um todo.
Se você já acompanha nosso trabalho há mais tempo, sabe que costumamos fazer atualizações mais específicas sobre os fundos, em que contamos com maiores detalhes o que ocorre em termos de performance e com a gestora em si. Por isso, sugerimos cautela ao olhar para o relatório de hoje como um definidor de alocação, já que não devemos tomar conclusões com base em performance de curto prazo.
Os relatórios de recomendação e atualização trazem uma imersão mais completa sobre como cada fundo funciona e podem te trazer um maior nível de segurança para entender os motivos de o fundo estar performando bem ou mal. No cenário negativo, devemos entender que isso faz parte, já que até mesmo os melhores gestores do mercado podem errar uma leitura e perder dinheiro.
Por isso, é importante destacar que mesmo os fundos que ficaram abaixo da expectativa ainda contam com nossa total confiança. Se nós deixarmos de ter convicção em alguma das peças recomendadas, você ficará sabendo, pois tomaremos a atitude de retirar a recomendação.
Um grande abraço,
Felipe Arrais, Rodrigo Xavier e Ana Farias