Ouro: um dos metais mais preciosos da história, amplamente utilizado como proteção de patrimônio em momentos de tensão geopolítica e incerteza global.
Ouro: a reserva de valor que passou no teste do tempo.
Escrito por Felipe Arrais em INTERNACIONAL
Neste relatório, você encontrará:
Sua função como reserva de valor atravessa séculos e continua relevante, sendo um componente essencial das reservas de diversos bancos centrais ao redor do mundo.
Uma discussão sobre o papel deste ativo em nossa Carteira Finclass. O ativo representa 3% da nossa alocação, inclusive apresentamos os diferentes caminhos para tomar exposição ao ouro dolarizado.
Ao final, há uma tabela com as nossas opções aprovadas.
O ouro como reserva de valor
Boa parte das pessoas, em maior ou menor grau, age com cautela em diferentes aspectos da vida. Seja contratando um seguro de vida, saúde ou carro, ou até mesmo mantendo velas em casa para um possível apagão; sempre buscamos nos proteger contra imprevistos. Não desejamos precisar desses recursos, mas reconhecemos a possibilidade de eventos inesperados, por isso nos preparamos.
Um seguro de carro, por exemplo, pode representar um custo significativo, variando conforme o modelo, a região e o perfil do motorista. No entanto, preferimos arcar com esse gasto ao longo do tempo, a correr o risco de um grande prejuízo inesperado. Fazemos isso, não por acreditarmos que seja provável sofrermos um acidente ou termos o carro roubado, mas temos a consciência de que essa possibilidade existe, e que seria doloroso passar por uma situação assim sem estar segurado.
Nos investimentos, existem ativos que desempenham um papel de proteção, ao invés de serem os grandes promotores de ganhos. Um deles, o ouro, é a estrela do relatório de hoje.
Embora esse ativo não pague dividendos e nem tenha o mesmo potencial de crescimento de outros ativos de risco, sua importância se destaca em momentos de crise. Quando a inflação dispara, os mercados entram em colapso ou a incerteza se instala, ele preserva patrimônio e, muitas vezes, se valoriza - justamente quando outros ativos caem.
Historicamente, o ouro tem sido um refúgio em períodos de guerra e crises financeiras, trazendo mais estabilidade para quem o tem em carteira. Pode não ser o ativo mais rentável em tempos de bonança, mas quando o caos domina os mercados, ele se torna muito importante.
Nos últimos tempos, porém, o ouro tem chamado atenção por sua valorização consistente. O que leva muitos investidores a quererem investir ainda mais recursos, enquanto outros preferem vender acreditando que o preço já subiu demais.
No relatório de hoje, vamos explorar os fatores que explicam o porquê o ouro é tido como ativo de proteção para nosso patrimônio, além de entender possíveis fatores que podem estar impulsionando essa valorização recente do ouro.
Boa leitura!
O ouro como reserva de valor
Ao longo da história, poucos ativos conseguiram preservar a riqueza tão bem quanto o ouro. Há milênios, ele é reconhecido como uma reserva de valor confiável, sendo altamente apreciado desde as civilizações antigas. Os egípcios, por exemplo, por volta de 3.000 a.C., já consideravam o metal um símbolo de grande valor, utilizando-o para fins ornamentais e religiosos.
Com o tempo, seu papel evoluiu, tornando-se uma moeda de troca oficial por volta de 600 a.C., quando os lídios começaram a criar as primeiras moedas de ouro. Desde então, o metal precioso esteve presente em diversos sistemas monetários e continuou sendo um pilar da economia global.
Por séculos, o ouro foi a base do sistema financeiro internacional, consolidando-se com o padrão-ouro, onde as moedas nacionais tinham seu valor atrelado a uma quantidade fixa de ouro. No entanto, no século XX, ele passou a desempenhar um papel central na economia mundial, por meio do Acordo de Bretton Woods, firmado em 1944 entre 44 países, ao final da Segunda Guerra Mundial.
Esse tratado estabeleceu o dólar americano como a principal moeda de reserva do mundo, lastreado no ouro a uma taxa fixa de US$ 35 por onça troy de ouro. Os países participantes mantinham suas moedas atreladas ao dólar, que, por sua vez, era conversível em ouro.
Porém, o sistema começou a se desgastar ao longo dos anos 1960 e 1970, com os EUA emitindo mais dólares do que suas reservas de ouro podiam sustentar. Diante o cenário, em 1971, o presidente Richard Nixon encerrou unilateralmente a conversibilidade do dólar em ouro, decretando o fim do sistema de Bretton Woods. Assim, inaugurou-se a era das moedas fiduciárias, cujo valor passou a ser determinado pela confiança da sua respectiva economia, sem lastro em metais preciosos.
A partir desse momento, o ouro deixou de ser a base do sistema monetário global e passou a ser negociado livremente nos mercados financeiros. Devido à sua escassez, durabilidade e resistência à corrosão, ele se consolidou como um ativo financeiro estratégico, tornando-se essencial para diversificação de portfólio e proteção patrimonial.
Seu maior diferencial está na proteção do patrimônio em momentos de incerteza, funcionando como um verdadeiro seguro contra crises econômicas, políticas e financeiras. Não à toa, ele segue sendo um ativo estratégico, amplamente demandado por bancos centrais, investidores institucionais e pessoas físicas que buscam segurança diante de ciclos econômicos instáveis.
Mas, por que ele se tornou o “porto seguro” para os investidores globais em momentos de crise?
Ao longo dos anos, enfrentamos diversas crises e momentos de incerteza. Em períodos de tensões geopolíticas ou instabilidade econômica, o ouro é um dos ativos mais procurados, justamente por sua descorrelação momentânea com outros investimentos de risco.
Os títulos públicos americanos (Treasuries), tradicionalmente considerados os ativos mais seguros do mundo, quando oferecem uma rentabilidade atrativa com baixíssimo risco, acabam reduzindo o apelo do ouro nas carteiras de muitos investidores, principalmente porque o metal não oferece renda.
No entanto, quando surgem sinais de uma crise financeira severa, conflitos geopolíticos entre países estratégicos para a cadeia global de suprimentos, ou até mesmo quando a maior economia do mundo (os Estados Unidos), enfrenta instabilidade, o ouro ressurge como um verdadeiro refúgio.
Nessas situações, ele amortece sua alocação, protege o patrimônio contra a volatilidade e a desvalorização, reafirmando seu papel como um ativo crucial em tempos turbulentos. Sua escassez e durabilidade garantem que continue preservando valor ao longo do tempo, consolidando-se como o metal mais precioso da história.
A seguir, com base em um estudo realizado pela gestora Sprott, uma gestora global especializada em investimento em metais, destacamos alguns eventos históricos que evidenciam a valorização do ouro em períodos de crise.
Fonte: Sprott
Como podemos observar, em momentos de instabilidade financeira, o ouro demonstrou sua resiliência, superando tanto o S&P Global Total Return (índice que reflete o desempenho das 500 maiores empresas americanas listadas, incluindo o reinvestimento dos dividendos), quanto os títulos públicos americanos.
Entre 2007 e 2009, durante a crise financeira global, a valorização do ouro se tornou ainda mais evidente. Enquanto o ouro valorizou 26%, as Treasuries registraram um retorno de 16%, e o S&P 500 sofreu uma queda drástica de -54%.
Esse colapso foi impulsionado pela bolha imobiliária nos EUA e agravado pela quebra do Lehman Brothers, um dos maiores bancos da época, que intensificou o pânico nos mercados globais.
Em uma análise mais ampla, de sete períodos de crise, o ouro registrou um retorno médio de 16,94%, enquanto o S&P 500 Total Return Index apresentou uma perda de -7,24%, e os US Treasuries tiveram um retorno positivo de 4,66% (dados até 31/12/2024).
Estamos presenciando uma nova valorização do ouro, impulsionada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, e sustentada até 2025 por uma série de fatores.
Apenas em 2024, a commodity acumulou uma alta de 27,22% em dólares; enquanto para os brasileiros a valorização é ainda mais expressiva, chegando a 61,80% em reais.
Entre os principais impulsionadores deste movimento está o aumento da demanda por ouro por parte de diversos bancos centrais, com destaque para a China, em um cenário geopolítico marcado por incertezas.
Os conflitos entre Israel e Hamas, na Faixa de Gaza, a demora para o início da redução da taxa de juros nos EUA no ano passado e a inflação americana persistindo acima da meta de 2% ao ano, tiveram um impacto significativo nos mercados financeiros globais.
Mais recentemente, o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA gerou apreensão entre os investidores, diante da expectativa de que suas políticas possam ampliar pressões inflacionárias. Esse cenário levou o mercado a projetar um aumento generalizado nos preços, reforçando a busca por ativos de proteção, como o ouro.
Assim como ocorreu em crises passadas, o ouro mais uma vez se mostrou um ativo de refúgio seguro, superando investimentos tradicionais, como ações e títulos, reforçando sua importância em momentos de incerteza global.
O quão rentável pode ser o investimento em Ouro.
Toda a nossa argumentação até aqui reforça que o ouro atua como uma reserva de valor e desempenha um papel essencial na proteção da carteira, principalmente em períodos de crescente incerteza global.
Essa recente ascensão do ouro, que está sendo observada desde 2022, como mencionamos na seção anterior, tem feito com que muitos investidores estejam com vontade de tomar ainda mais exposição ao metal precioso.
Não faça isso!
Tomar decisões de investimento com base em retornos recentes é algo que pode ser muito perigoso para o seu bolso. Se você participa de nossas lives todas as sextas-feiras, deve ter percebido que esse ensinamento já é um mantra em nossas discussões.
A verdade é que o ouro não se mostrou um investimento tão interessante ao longo do tempo em comparação a outras classes de ativos, como, por exemplo, as ações.
Ações são pedaços de empresas e, por isso, geram valor, tendem a crescer, distribuir dividendos e, possivelmente, aumentar inúmeras vezes seu valor de mercado. Agora, o ouro é um metal que não paga dividendos, não se multiplica de maneira que ele valha o que o mercado estiver disposto a pagar por ele.
Sua flutuação de preços segue a oferta (que é escassa e limitada, já que não se cria ouro) e a demanda. Como já discutimos, a demanda tende a aumentar em momentos de instabilidade econômica no mundo, mas carregar ouro ao longo de prazos muito longos não é necessariamente rentável.
Note que, em relação ao S&P 500 Net Total Return, índice que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos e considera o reinvestimento dos dividendos líquidos de impostos, o ouro foi bem menos rentável; essa tendência acelerou-se, principalmente, nos últimos 20 anos.
Do início do gráfico, nos anos 1960, até o início dos anos 1980, o ouro teve uma grande apreciação, acumulando um retorno significativamente maior que as ações. Esse período foi marcado por instabilidades e mudanças de regimes importantes, como o fim do padrão ouro e do sistema Bretton Woods (que já comentamos), a hiperinflação e desvalorização cambial e a crise do petróleo de 1973 a 1979.
Após esse período, o dólar começou a se recuperar por conta da política restritiva adotada pelo presidente do Federal Reserve (Fed) na época, Paul Volcker, que conseguiu conter a alta da inflação com um grande choque de juros.
Esse cenário fortaleceu o câmbio e aumentou o interesse de investidores em bonds norte-americanos, que passaram a ser mais atrativos em relação a commodity, que não gera rendimentos. Sob a administração de Ronald Reagan, os EUA se firmaram como grande potência global e o dólar passou, cada vez mais, a ser tido como uma reserva de valor.
Isso provocou uma grande correção nos preços do ouro e iniciou-se, então, um período prolongado de lateralidade de preços. Enquanto isso, ações, bonds e outras classes de ativos performaram bem por muitos anos em sequência.
Na tabela abaixo, você vê o retorno anualizado dos dois ativos para o período completo exposto no gráfico anterior (do início de 1960 a 2025):
Fonte: Bloomberg e Finclass | Período: de 01/01/1960 a 18/02/2025
Uma diferença de 2,2 pontos percentuais por ano pode parecer pouco, mas, ao longo de muitos anos, provoca uma tremenda diferença de performance, como você pôde ver no gráfico anterior.
O dimensionamento do ouro
Quem fará a maior parte do esforço para valorização da nossa carteira não será o ouro, mas sim as outras fatias em que investimos (ações, bonds e REITs). O ouro age como um diversificador e amortecedor contra quedas.
Por isso, a boa performance recente não pode nos fazer querer aumentar o tamanho da fatia que temos em carteira. Queremos a atuação dele, combinada com o dólar, para que sirva de alento em um momento de dificuldade, quando o resto da carteira pode estar sendo prejudicado.
Da mesma maneira, não pensaríamos em diminuir se estivéssemos passando por um período de queda de preços de ouro.
Vamos voltar à analogia do seguro de carro, utilizada no início deste relatório. Se passarmos a vida toda sem precisar acionar o seguro do carro, teria sido um gasto em vão? Em um primeiro momento, pode parecer que sim.
Mas, como defende o matemático e autor de livros best seller Nassim Nicholas Talbeb, em seu livro “Iludidos Pelo Acaso”, não podemos julgar algo apenas pelo resultado, pois precisamos considerar o risco que corremos e os cenários que poderiam ter acontecido. Muito provavelmente você desejaria ter contratado um seguro, depois de se envolver em um acidente de trânsito.
Por outro lado, aos que estão gostando muito da performance do recente do ouro, lembrem-se que ninguém contrataria dois seguros no ano seguinte só por ter gostado de como ele te salvou no ano anterior.
Justamente por isso, estamos satisfeitos com o dimensionamento de 3% do ouro, que serve para proteger a carteira inteira; pelo menos, por enquanto, não temos intenção de diminuir ou aumentar esta posição.
O ouro em relação a carteira internacional
O ouro é um elemento independente na carteira e, por ser dolarizado, o consideramos como parte da fatia internacional.
Como sempre mencionamos em nossos relatórios (como este aqui) e lives, a carteira internacional é, de fato, representada pelos 17% resultantes, quando retiramos o ouro da conta; conforme a figura a seguir:
*Obs: a alocação exposta acima representa a distribuição da carteira no momento da publicação deste relatório, podendo estar desatualizada em caso de conferência futura.
Como investir?
Em nossa carteira, queremos ver o potencial de reação do ouro em momentos de choque. Isso, inclusive, nos ajudará no rebalanceamento de carteira, já que você poderá vender um pouco da fatia de ouro para repor as que estão sofrendo mais.
Para ter essa facilidade no manejo, preferimos instrumentos financeiros, como fundos e ETFs, já que comprar e vender barras de ouro não é tão simples, tampouco seguro e barato.
Apesar de o ETF GOLD11 ser o instrumento que consta na tabela da carteira de valorização, você pode sentir-se à vontade para utilizar qualquer uma das opções de fundos de investimentos aprovados e, até mesmo, o ETF IAU, aprovado para investimento direto no exterior.
Apenas um aviso importante:
Lembre-se sempre que nossa recomendação é que você tenha o ouro dolarizado em carteira. Por isso, preste atenção ao nome e ao CNPJ do fundo, conforme nossa tabela abaixo:
Todas as opções passíveis de ouro são iguais?
Pode ser que, na sua corretora ou banco, haja alguma opção de fundo exposto ao ouro dolarizado. Ao investir em um instrumento passivo, não basta apenas escolher o que é mais barato. Precisamos observar como é feita a execução da gestão, que pode ser ineficiente em alguns casos.
Temos diversos casos de fundos de ouro que tinham taxas maiores e performavam melhor que outros mais baratos, justamente pela diferença de como cada um toma exposição à commodity.
Costumeiramente, fundos utilizam três caminhos para tomar exposição ao ouro:
- Operam contratos futuros de ouro na B3;
- Fazem swaps usando ativos de renda fixa como margem;
- Compram ETFs de ouro listados no exterior.
Existem limitações para cada uma das opções acima, seja pelo operacional que a gestora tem disponível (que pode ser mais barato ou mais caro), ou até limitação do mercado, já que o mercado de futuros de ouro na B3 ainda carece de liquidez.
Por isso, cada fundo ou ETF toma sua exposição de uma maneira diferente. O ETF GOLD11, por exemplo, investe 100% do dinheiro em cotas do ETF IAU listado no exterior. Os fundos não poderiam fazer isso, já que se tornariam restritos a investidores qualificados; por isso, poderiam fazer um mix, investindo 20% do patrimônio em um ETF diretamente no exterior, completando a exposição com swaps e futuros.
Pode ser que haja opções boas disponíveis no mercado que não tenhamos observado, mas, de qualquer maneira, preferimos que você invista em uma das opções aprovadas em nossas recomendações, por já termos estudado o comportamento delas ao longo do tempo.
Ficamos por aqui...
Aqui, nosso objetivo é demonstrar, de forma clara e eficaz, o papel do ouro na alocação de portfólio. Diferente de ativos voltados para ganhos expressivos, o ouro não tem o propósito de proporcionar grandes emoções, mas sim de atuar como uma reserva de valor incontestável.
Ao longo dos séculos, o ouro resistiu a crises, guerras, mudanças políticas e colapsos financeiros, preservando riqueza de maneira inigualável. Seja como proteção contra a inflação, as incertezas econômicas ou a desvalorização monetária, o metal continua sendo um dos ativos mais sólidos do mundo, desempenhando um papel essencial tanto para investidores individuais quanto para instituições financeiras globais.
Evidentemente, estamos vivendo um momento de valorização do ouro; e, aqui, destacamos alguns dos fatores que impulsionaram essa alta. Mas, é importantíssimo entender que o ouro deve ter espaço na carteira como uma “ferramenta de defesa”, e não como um “ativo de ataque”.
Se essa lacuna ainda não foi preenchida na sua alocação, adquirir ouro pode ser uma estratégia recomendável - não com a expectativa de retornos extraordinários, mas como uma forma de proteção para suavizar as volatilidades globais às quais estamos sempre expostos.
Abraços e até a próxima!
Felipe Arrais, Ana Flávia e Rodrigo Xavier...
Ativos Internacionais Aprovados
Disponibilizamos, ao final de cada relatório internacional, diversas opções de ativos aprovados, voltados para investidores experientes que desejam uma exposição mais específica a determinados setores ou mercados.
Considere essas alternativas como um verdadeiro “cardápio”, cuidadosamente selecionado, permitindo que você personalize sua estratégia, enquanto mantém ativos com a cobertura da Finclass.
Fundos Internacionais – Onde encontrar
Sobre os analistas
Felipe Arrais
Sócio
Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.