Atualização do cenário macro. A expectativa de, pelo menos, um corte de juros dos Estados Unidos este ano voltou para junho, depois de um cenário mais brando sobre o estilo de governo de Trump, que aparentou não ser tão inflacionário como esperado.
Previsões e estratégias para 2025
Escrito por Thales Inada, Rodrigo Xavier em ALTERNATIVOS
Neste relatório, você encontrará:
Expectativas do governo de Trump para o mercado cripto. O presidente da SEC foi trocado e, logo em seguida, a agência já revogou a proibição dos bancos tradicionais operarem e fazerem a custódia de criptoativos. O novo presidente nomeou alguns chefes de agências favoráveis ao mercado cripto. Trump lançou seu próprio criptoativo, que foi considerado um meme pelo mercado. Também assinou uma ordem que proíbe a Moeda Digital dos Bancos Centrais (CBDCs).
Previsões. Sempre precisamos tomar muito cuidado com as previsões, mas, de forma geral, a expectativa média do mercado é que o BTC chegue aos US$ 200 mil este ano. Para ser mais conservador, prefiro ficar com uma expectativa na casa dos US$ 190 mil.
Estratégia base. Do mesmo jeito que devemos comprar sem ver os preços, realizaremos as vendas seguindo o modelo e usando o tempo como principal balizador da estratégia. A princípio, teremos realizações a cada dois ou três meses, a partir de fevereiro ou março; mas, é claro, vamos acompanhando a dinâmica do mercado.
O melhor momento da temporada de alta ainda está para acontecer em 2025. A etapa final do movimento de alta do ciclo é a mais rentável em valorização, mas, claro, é também a mais arriscada.
Por isso, não se anime muito e respeite o seu perfil, pois a volatilidade ficará bem alta nos próximos meses. Caso você ainda não tenha começado, fique tranquilo que ainda dá tempo sim para acumular seus ativos e aproveitar o momento mais rentável do mercado cripto.
No relatório de hoje, vamos reforçar esse meu otimismo e traçar dois planos de ação para cenários distintos do mercado.
Cenário macro
Antes da vitória de Trump à presidência dos Estados Unidos, especulava-se que seu mandato fosse bastante inflacionário, pois tínhamos a expectativa de um grande incentivo à indústria, o que criaria mais empregos e, consequentemente, aqueceria a economia e pressionaria a inflação.
De certo modo, podemos afirmar que tivemos sim um impacto significativo, pois por volta de novembro do ano passado, tínhamos alta probabilidade de três cortes de juros este ano, e agora, somente um.
Por outro lado, no começo do ano, já chegamos a uma possibilidade de o corte acontecer somente em setembro; e, agora, esse cenário mais negativo para os mercados de renda variável já está sendo reduzido aos poucos, retornando à expectativa predominante de corte para junho, conforme a tabela abaixo.
Expectativa dos juros nos EUA para dezembro e janeiro
Fonte: CME (25/01/2025)
Um cenário estável, certamente, já é suficiente para aumentar o apetite ao risco dos investidores. Consequentemente, o ano começou muito bem para os ETFs de BTC, que estão conseguindo manter um ritmo bom de captação e levemente interessante para os ETFs de ETH.
ETFs de BTC à vista
Fonte: Farside
Melhor do que analisar a foto do mês, na tabela acima, também é bastante interessante observarmos todo o histórico de captação dos ETFs, no gráfico abaixo. O IBIT, ETF da BlackRock, tem atualmente três vezes mais do que o segundo colocado, FBTC, da Fidelity.
Quantidade de BTC de cada gestora
Fonte: TheBlock
No primeiro mês do ano, os ETFs, inclusive, já estão renovando a máxima de capitalização, acumulando mais de US$ 125 bilhões.
Capitalização dos ETFs de BTC à vista
Fonte: Coinglass
Atualmente, o IBIT possui um pouco mais de 574 mil BTC, isso é equivalente a 2,74% do total de BTC que serão produzidos. Em seguida, vem a Fidelity, depois a Graysscale, a Ark Invest, a CoinShares e a Bitwise, totalizando 1,34 milhões de BTC, e custodiando cerca de 6,38% do total de BTC.
BTC por categorias
Fonte: BitBo
A empresa pública com maior número de BTC é a Microstrategy, empresa de tecnologia do Michael Saylor, grande apoiador do mercado cripto, com cerca de 461 mil BTC, com cerca de 2,20% do total de BTC.
Enquanto isso, os Estados Unidos são o país que mais detém BTC do mundo, com pouco mais de 207 mil BTC, quase 1% do total. Segundo Trump, ele jamais vai vender esses ativos, além de afirmar que esses ativos devem fazer parte de uma reserva estratégica de BTC.
Nos primeiros dias de seu governo, Trump já assinou uma ordem executiva para “Fortalecimento da America na tecnologia Financeira Digital”, com a finalidade de apoiar o crescimento responsável e uso de ativos digitais; e, assim, pretende colocar o país na liderança do mercado.
A ordem executiva estabeleceu a criação de um Grupo de Trabalho Sobre Mercados de Ativos Digitais. Seus membros atuarão como um conselho consultivo, trabalhando com o Congresso na criação de uma estrutura regulatória para a legislação de criptoativos. Além disso, o grupo estudará a viabilidade de aplicações e, até mesmo, analisará a possibilidade de um estoque nacional de ativos digitais.
Por enquanto, o grande anúncio de uma reserva ainda não aconteceu, o que frustrou um pouco o mercado; por isso, precisamos acompanhar de perto se Trump concretizará suas promessas para o mercado cripto. Caso isso não aconteça, o cenário pode piorar.
Até o momento, Trump nomeou alguns chefes de agências favoráveis ao mercado, lançou seu próprio cripto ativo, além de assinar uma ordem que proíbe a Moeda Digital dos Bancos Centrais (CBDCs). Um passo que já vem fazendo efeito foi a retirada de Gary Gensler da presidência da SEC, substituído por Mark Uyeda, sócio de uma empresa de tokenização.
Com o novo presidente, a SEC já revogou o documento que proibia os bancos tradicionais de operar e oferecer custódia de criptoativos. Agora, essas instituições já podem utilizar o padrão Financial Accounting Standard Boards (FASB) para operar com criptomoedas e oferecer serviços de custódia. Esse movimento vai trazer bastante liquidez e credibilidade ao mercado e, consequentemente, impulsionar a adoção em grande escala. Certamente, é um avanço significativo para o mercado.
A expectativa da reserva de criptoativo é de ser montada com um cronograma de compras para evitar flutuações drásticas do mercado - seria uma reserva semelhante ao ouro e, até mesmo ao petróleo, para proteção econômica.
Fonte: Bitcoin Voter
Até o momento, 11 estados já se adiantaram ao movimento e j entraram com o pedido de reserva estratégica de BTC, entre elas, Flórida, Alabama, Utah, Wyoming e Massachusetts.
A corrida ao BTC já começou. A Rússia anunciou estar fazendo um movimento semelhante à criação do grupo montado pelos Estados Unidos - até o maior banco da Itália já realizou sua primeira compra de BTC.
Fechamento de 2025 e Expectativas BTC
O extremo do mercado financeiro: é assim que podemos definir o mercado cripto atualmente, e isso não deve mudar em menos de oito anos, na minha opinião.
Durante três anos, de 2015 a 2017, o BTC se manteve como o setor do mercado financeiro que mais deu retorno para os investidores, porém no quarto ano (2018), foi o pior mercado. Isso se repetiu de 2019 a 2022 e acredito que deve se repetir de 2023 a 2026, assim como acredito ser bem provável que aconteça de 2027 a 2030.
Melhores e piores mercados para se investir em cada ano
Fonte: FXstreet e Macrobond
Por isso, no ranking final, a última coluna, o BTC foi de longe o melhor investimento dos últimos 10 anos, com um desempenho médio de 78% ao ano; porém, é claro que esse desempenho tende a cair com o passar dos anos.
- O que esperar em 2025
Vejo que muita gente ainda está preocupada em entrar agora, depois de toda essa subida do BTC, desde 2023. Conforme vimos na tabela de desempenhos acima, fica claro como ainda falta um ano de alta antes de iniciarmos a temporada de baixa do BTC.
Mas para mudar um pouco o ponto de vista, vamos retomar a seguir um gráfico que eu comento bastante, no qual destaco as temporadas de alta, em verde, e as temporadas de baixa, em vermelho.
Histórico de preços do BTC
Fonte: Tradingview Adaptação Finclass
Podemos resumir o ciclo do BTC com três anos de alta e um ano de baixa. Só que perceba como o ano de baixa é extremamente intenso, podendo chegar na casa dos -70% em 2026. Repare também que o pico do ciclo de 2017 foi bem diferente da dinâmica de topo duplo de 2021.
Então, fazendo um comparativo lado a lado dos ciclos, no gráfico abaixo; nele, temos o marcador laranja representando o ciclo de 2017, o marcador verde, como o ciclo de 2021, e o vermelho, sinalizando o ciclo atual.
Comparativo dos ciclos
Fonte: BitBo
Por enquanto, estamos seguindo mais parecidos com o ciclo de 2017, mas não podemos descartar a possibilidade de uma queda intermediária de 50% no meio do ano, e por isso, devemos estar preparados caso aconteça.
Pode parecer um pouco tarde, quando falamos na questão de tempo, mas, agora, no gráfico abaixo, podemos fazer um comparativo em relação ao tempo após cada Halving, equivalente aos ciclos anteriores.
Equivalência do momento do ciclo atual
Fonte: BitBo
Apesar de já estarmos no último ano da temporada de alta, fica nítido que o maior movimento de alta ainda está por vir. Por isso, reforço, não se preocupe, ainda dá tempo, sim, de começar ou de aumentar suas posições.
Previsões para 2025
Ano novo é hora de tirar o pó da bola de cristal e começar as especulações para 2025. Pensando nisso, fiz um compilado das expectativas de algumas referências do mercado financeiro e, assim, conseguimos ter um comparativo entre elas.
- Pantera Capital
A Pantera Capital é uma das maiores empresas de Venture Capital do mundo e, por isso, sempre precisa estar antenada nas tendências do mercado, para antecipar o crescimento das tendências e sempre estar com uma visão de longo prazo afiada. Suas visões para 2025 são:
- Os RWAs representarão 30% do TVL do mercado (atualmente é 15%);
- DeFi na rede do BTC deve representar de 1 a 2% do seu TVL;
- Crescimento das Fintechs focadas em meios de pagamento;
- Uniswap perderá o cargo de maior volume de negociação;
- NFTs vão ressurgir;
- O setor de Restaking decolará;
- Os criptoativos receberão apoio dos reguladores;
- O ETF de Solana será aprovado.
- Bitwise
A BitWise está entre as cinco maiores gestoras de criptoativos dos Estados Unidos. Segundo ela, o BTC deve chegar aos US$ 200 mil e, se for anunciada uma reserva estratégica de BTC por Trump, o ativo pode chegar até mesmo aos US$ 500 mil. Na opinião deles, o ETH chega na casa dos US$ 7 mil e a Solana aos US$ 750.
Outros pontos que a gestora acredita são:
- Coinbase vai passar a Charles Schwab como a corretora mais valiosa do mundo;
- A Coinbase vai entrar para o S&P500;
- 2025 será o ano dos IPOs de empresas de criptoativos, com pelo menos cinco unicórnios;
- Ativos de Inteligência artificial vão superar as memecoins;
- O número de países holding BTC vai dobrar;
- As stablecoins devem dobrar de tamanho com o abrandamento da regulação;
- Ativos de RWAs podem mais do que dobrar de tamanho com Wall Street aderindo ao setor.
Para finalizar, uma previsão de mais longo prazo da gestora é que o BTC pode capturar US$ 18 trilhões de capitalização do ouro e, com isso, alcançar os US$ 1 milhão por BTC, em 2030.
- Vaneck
A Vaneck é a sétima maior gestora de criptoativos dos Estados Unidos e também deixou seus palpites sobre o mercado cripto. Começando pelos preços, acredita no BTC em US$ 180 mil, ETH em US$ 6 mil, Solana em US$ 500 e SUI em US$ 10.
Outras crenças da gestora são:
- Dominância do BTC voltando para 40%;
- O BTC como reserva estratégica dos Estados Unidos;
- Volume de negociação das stablecoins deve chegar aos US$ 300 bilhões;
- Atividade dos agentes de IA chegue aos 1 milhão;
- Segundas camadas do BTC atinjam 100 mil BTC;
- Ethereum vai gerar mais de US$ 1 bilhão de taxas;
- DeFi vai alcançar US$ 4 trilhões de volume e US$ 200 bilhões de TVL;
- NFTs vão se recuperar e negociar US$ 30 bilhões;
- Os apps vão aumentar a performance nas L1.
- Corretora Bernstein
Apesar de ser do mercado tradicional, a instituição financeira alemã Bernstein também deixou sua opinião sobre o futuro do mercado cripto:
- Aponta que o BTC deve chegar aos US$ 200 mil;
- Espera um investimento de tesouro corporativo de US$ 50 bilhões;
- Ascensão dos ETFs de BTC;
- Acredita que os mineradores focarão no setor de inteligência artificial;
- Prevê ambiente regulatório mais favorável;
- Crê que a capitalização das stablecoins chegue aos US$ 500 bilhões;
- Enxerga um boom dos IPOs de empresas cripto;
- Acredita yea as instituições financeiras tradicionais começarão a oferecer criptoativos;
- Espera que a Bernstein solidifique uma posição no ETH;
- Aposta na ampla aplicação da inteligência artificial nos criptoativos.
- Opiniões gerais:
- CoinShares (Exchange): BTC entre 80 mil a US$ 150 mil
- Peter Brandt (Trader de Commodities): BTC entre US$ 125 mil e US$ 150 mil
- Mike McGlone (Bloomberg): BTC em US$ 150 mil, baseado na adoção institucional e na proteção contra a inflação
- Matrixport (Research): BTC em US$ 160 mil, sustentado pelos ETFs
- Bitfinex (Exchange): BTC em US$ 160 mil a US$ 200 mil
- CryptoQuant: BTC em US$ 170 mil
- JP Morgan: BTC em 175 mil, com a adoção institucional
- Galaxy Digital (VC) BTC em US$ 185 mil, impulsionado pelo investidor institucional
- Bit Mining: BTC de US$ 180 mil a US$ 190 mil, puxada pela queda dos juros
- Maple Finance: BTC de US$ 180 mil a US$ 200 mil, fortalecido pelas gestoras e reserva estratégica dos Estados Unidos
- Messari: BTC em US$ 190 mil
- TheBlock: BTC em US$ 200 mil
- Coinbase: Bitcoin em US$ 220 mil
- HC Wainwright (Nova York): BTC em US$ 225 mil, baseado em tendências históricas, macroeconomia e sentimento institucional
- Nexo: BTC em US$ 250 mil, devido às mudanças macro-econômicas
- Standard Chartered (Londres): BTC em 250 mil, com a adoção dos fundos de pensão, ETFs e possível reserva estratégica dos Estados Unidos
- Tom Lee (Fundstrat): BTC em US$ 250 mil, com a ajuda doe Trump
- Robert Kiyosaki (Pai Rico, Pai Pobre): BTC em US$ 350 mil, como uma alternativa às incertezas financeiras do mercado tradicional
Podemos dizer que as projeções mais conservadores ficam em US$ 150 mil e a média das expectativas na casa dos US$ 200 mil. Então, vamos seguir com uma ideia mais conservadora do BTC, considerando que chegará próximo aos US$ 200 mil; sendo mais pés no chão, miramos na casa dos US$ 190 mil.
Muitas visões interessantes e, certamente, a reserva estratégica é o ponto que mais chamou a atenção do mercado. Mas ainda não está muito nítido o que Trump pretende fazer com o time montado para o mercado cripto. Segundo o site Polymarket, existe uma probabilidade de apenas 20% de Trump anunciar a reserva estratégica nos 100 primeiros dias de governo.
Chances de Trump criar uma reserva estratégica de BTC nos 100 primeiros dias
Fonte: Polymarket
No meu ponto de vista, não é “se vai acontecer”, mas sim “quando”. Acredito, sim, que o time formado por Trump vai fazer de tudo para tornar isso possível, e se de fato acontecer, US$ 200 mil para este ano, pode ser pouco. Porém, se demorar mais de meio ano, já pode ser um pouco tarde demais para reforçar a temporada de alta, mas ainda seria possível, quem sabe, poder prolongá-la até por volta de dezembro.
Estratégias de realização para 2025
Começando pelo cenário base: seguindo as expectativas de 2017, conforme comentado anteriormente, com o mercado se valorizando de forma relativamente constante. Considerando que não teremos surpresas no mercado financeiro tradicional, como um evento de cisne negro, ou um caso impactante no mercado cripto, como a FTX em 2021, seguiremos a estratégia de vendas recorrentes.
Do mesmo jeito que digo para você comparar constantemente, faremos algo semelhante nas vendas. Sem pressa para vender. Mas antes de abordarmos as possíveis estratégias, vamos relembrar um gráfico comparativo dos ciclos, já citado neste relatório.
Comparativo dos ciclos do BTC
Fonte: BitBo
- Cenário 1
Em um cenário de valorização relativamente estável, como o de 2017, durante este ano, faríamos vendas entre dois ou três meses aproximadamente. Saídas espaçadas e no máximo quatro, já seriam o suficiente.
Por exemplo, poderíamos começar as vendas em março; a segunda etapa de vendas seria em maio, a terceira venda aconteceria em julho, e a quarta e última seria em setembro. Mas, claro, podemos ter um ou outro intervalo de três meses durante o período, principalmente se tivermos um cenário parecido com o de 2021, indicado pelo gráfico verde acima.
- Cenário 2
Enquanto tínhamos uma alta relativamente constante em 2017, 2021 subiu forte até março, estabilizou em abril, em seguida caiu 55% e renovou a máxima do ciclo em outubro.
Caso o BTC siga o modelo de 2021, e aconteça essa queda novamente entre o período de maio, junho e julho, é possível não acontecerem vendas durante esse período de baixa, o que adiaria o movimento. Assim, precisaríamos reforçar as vendas mensais em agosto, setembro e outubro.
É muito importante que você esteja ciente desta possibilidade de queda no meio do ano para não se assustar caso aconteça. Já adianto que, precisaremos de sangue-frio nesse momento e focaremos na realização da última pernada de alta entre agosto e outubro.
- Para ambos os casos
Vale destacar que, não estou me referindo aos preços; independentemente deles, realizaremos nossas posições para evitarmos a grande queda, que pode começar no fim de 2025 e durar todo o ano de 2026.
Já adianto que, mesmo que venha a temporada de baixa, muito provavelmente ainda manterei uma pequena posição no BTC, pois não sabemos o que pode acontecer. O ciclo do ativo pode ser quebrado a qualquer momento.
Apesar de a expectativa base, de qualquer forma, seguiremos acompanhando o mercado, para tomar a decisão mesmo fora dos planos iniciais, se for necessário.
Entusiasta Cripto
Neste espaço, aproveitarei para abordar os temas que, na minha visão, se desempenharão melhor neste ano.
Podemos esperar de 2025 uma maior aceitação do mercado financeiro tradicional, das instituições financeiras, gos grandes fundos de investimentos e até mesmo dos bancos tradicionais. Inclusive, até mesmo dos estados-nação e, quem sabe, ocorra a tão esperada reserva estratégica.
Todas essas características citadas são relacionadas ao setor de finanças descentralizadas (DeFi) nas suas mais diversas aplicações, como RWAs, DEX, Stablecoins, e até mesmo meios de pagamento.
Com o novo presidente da SEC, já se espera uma regulação mais branda, ágil, e quem até favoreça e incentive novos projetos e aplicações. Por isso, acredito que realmente o setor de DeFi seja um dos grandes vencedores neste ano.
Assim, esse ano, os projetos de infraestrutura, como a Ethereum e até mesmo a Solana, ainda devem performar bem, pois é onde essas grandes instituições financeiras precisam se plugar para operar nesse mercado.
Outro setor bastante em alta e que, justamente por isso, pode ter um risco maior, é o de inteligência artificial; ainda podemos fazer uma mescla dos dois, com o novo DeFAI, uma mistura de DeFi com o tema do momento: os agentes de IA.
Fonte: Finclass data: 24 janeiro
Conclusão
Apesar das boas expectativas, não se anime muito. Não se exponha mais do que deveria. Se sua exposição começar a ficar muito desproporcional nos próximos meses, faça realizações parciais, mesmo sem a recomendação de venda. Mantenha seu controle emocional em dia.
Aproveite o momento relativamente tranquilo do mercado para traçar sua estratégia pessoal de saída e a execute rigorosamente.
Para finalizar este relatório, também vou deixar alguns dos meus palpites para o mercado cripto este ano:
- O BTC alcançará os US$ 190 mil;
- Sigo acreditando no pico do ciclo em outubro;
- A altseason não vai falhar;
- O ETH vai surpreender;
- A moeda de Trump marcou o pico das memecoins.
Forte abraço,
Thales
Sobre os analistas
Thales Inada
Especialista em Criptoativos
Especialista em criptoativos e investimentos alternativos da Finclass. Engenheiro, com MBA em investimentos e Asset Allocation. Iniciou no mercado de criptoativos em 2017, com passagem por importantes exchanges como Binance (a maior do mundo), Mercado Bitcoin (a maior da América Latina) e XDEX, a antiga exchange da XP Inc. Agora, deixou as instituições para ficar do lado de investidoras e investidores, com missão de democratizar o universo dos criptoativos e investimentos alternativos por meio de uma linguagem simples e direta, a fim de tornar esse mercado visionário acessível a todas as pessoas.
Rodrigo Xavier
Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.