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Relatório Exchange Traded Funds (ETF) Ibovespa – BOVV11

Escrito por Aline Tavares, Ana Luiza Erthal em AÇÕES

5 min de leitura

Fonte: Shutterstock

Neste relatório, vamos apresentar o conceito de ETF,: o que é, como funciona, para que ele serve e por que em uma carteira menor em termos de patrimônio  ele tem uma função importante.

Adicionalmente, escolhemos o ETF de Ibovespa BOVV11 para ser nosso representante dessa classe de ativos tão interessante, principalmente para investidores iniciantes.

Vamos lá?

Exchage Traded Funds (ETF) de Ibovespa – BOVV11

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Aqui na Spiti, um dos principais pilares de investimentos que frisamos constantemente para nossos assinantes em termos de estratégia é a diversificação.

Tanto na carteira de investimentos total quanto na fatia destinada a ações (que naturalmente é um segmento mais arriscado), o princípio da diversificação nos ajuda a minimizar os riscos e otimizar os retornos de uma seleção de ativos.

Por meio do investimento em diversos setores e empresas diferentes, conseguimos nos expor a fatores de riscos distintos e proteger o portfólio de algumas oscilações e problemas específicos que podem ocorrer ao longo do tempo.

A diversificação pode ser entendida por aquela máxima que vocês já devem ter ouvido muito ao longo da trajetória de investimentos: “não coloque todos os ovos na mesma cesta”.

Essa estratégia foi incialmente estruturada academicamente pelo ganhador do prêmio Nobel, Harry Markowitz, com a Teoria Moderna de Portfólio, e foi testada empiricamente por diversos gestores e investidores ao longo das décadas.

Existem várias formas, técnicas e modelos para estruturar a diversificação dentro de uma carteira de investimentos. E hoje vamos apresentar um instrumento financeiro que pode facilitar o acesso a várias empresas distintas, de forma mais rápida, simples e barata no mercado acionário.

Apresentamos a vocês o Exchange Traded Fund (ETF), ou, no bom e velho português, fundo de índices.

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Basicamente, um ETF ou fundo de índice é um fundo de investimento negociado em Bolsa de Valores que utiliza como referência algum índice de mercado, como Ibovespa, S&P500, Ifix etc.

Esses fundos utilizam a estratégia que chamamos de gestão passiva, ou seja, o gestor vai apenas seguir ou “imitar” a carteira teórica do índice de referência.

Para ficar mais claro, vamos usar o Ibovespa como exemplo.

O índice Bovespa, Ibovespa ou IBOV, é uma carteira teórica composta pelas ações mais representativas e negociadas na Bolsa brasileira. A B3 reavalia a composição da carteira do IBOV a cada quatro meses e pode fazer inclusões e exclusões de ações conforme seus critérios de seleção.

Atualmente, o índice possui 90 empresas, sendo Vale e Petrobras responsáveis por cerca de 25% da composição.

Caso um investidor ou uma investidora queira investir nas empresas do Índice Bovespa, por exemplo, ele pode entrar no site da B3, verificar a composição da carteira e adquirir individualmente os mais de 90 papéis que fazem parte dele. Porém, essa operação, além de dar muito trabalho, sairia muito cara.

Os ETFs surgiram justamente para trazer essa praticidade ao mercado. Para facilitar a vida dos investidores, uma gestora adquire as ações que fazem parte do índice e negocia cotas de um ETF, assim como em fundos de investimento. Deste modo, caso queira aplicar em todas as ações do Ibovespa, basta comprar cotas de um ETF composto pelas mesmas empresas do índice.

Portanto, investir em ETF pode ser uma forma fácil e ágil de investir em um índice.

O ETF BOVV11

Dentre os vários ETFs de Ibovespa existentes no mercado, optamos por recomendar o BOVV11, gerido pelo Banco Itaú Unibanco S.A., por conta de uma série de vantagens, como aderência, rentabilidade, liquidez e taxa de administração.

Abaixo, seguem algumas das perguntas frequentes sobre o ativo:

Qual o objetivo do BOVV11?

O ETF de Ibovespa tem como objetivo refletir a performance, antes das taxas e despesas, do Ibovespa, principalmente através do investimento nas ações que compõem a carteira teórica do índice.

Como comprar um ETF?

Para investir, é só procurar pelo código do ETF que você quer comprar no home broker da sua corretora. Você negocia cotas do ETF como se fossem uma ação.

Quais as regras de movimentação?

Assim como as ações, o ETF pode ser negociado no horário do pregão regular da B3 e pode ser negociado em lotes a partir de uma unidade.

Existe prazo de liquidação do ETF?

A liquidação financeira é semelhante à das ações, ou seja, D+2 ou dois dias úteis após a operação.

Tem taxa de corretagem?

Dependendo da corretora, pode ser necessário pagar uma taxa de corretagem referente às operações de compra e venda. Em algumas corretoras, entretanto, essa taxa não é cobrada.

E taxa de emolumentos?

Assim como nas ações, os emolumentos são taxas cobradas pela B3 e pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) quando uma operação é realizada.

Existe aplicação mínima?

Com aproximadamente R$ 150,00, já é possível comprar 1 cota do ETF.

Tem taxa de administração ou de performance?

A taxa de administração do ETF é de 0,10% ao ano, e não possui a de performance.

Como funciona em relação ao Imposto de Renda?

Diferentemente das ações, que possuem isenção de IR em vendas mensais até R$ 20 mil, o ETF possui alíquota de 15% de IR sobre o ganho de capital, independentemente do montante ou período. O próprio investidor é responsável recolher o imposto através da emissão e pagamento de Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).

ETF paga aos cotistas os dividendos que recebe das empresas?

Não.

Se alguma empresa da carteira pagar dividendos, eles são automaticamente reinvestidos.

Um dos benefícios do reinvestimento automático dos dividendos é que não é necessário pagar corretagem extra para reinvesti-los, além de o/a cotista também não precisar se preocupar em como reinvestir.

Uma observação importante é que após o reinvestimento dos dividendos no fundo, não ocorre aumento no número de cotas de cada investidor ou investidora, apenas a valorização das cotas do ETF, de acordo com a variação das ações que integram sua carteira.

O ETF aluga as ações?

A gestora, no caso Itaú Asset, pode alugar até 70% das ações que fazem parte da carteira. O rendimento dos aluguéis entra como rendimento para o fundo e gera mais performance para os cotistas.

Vantagens do ETF de Ibovespa:

  • Diversificação;
  • Reinvestimento automático dos proventos;
  • Alta liquidez;
  • Pequeno valor de investimento inicial;
  • Custo menor quando comparado com fundos de ações tradicionais.

Riscos de investir em ETF de Ibovespa:

Os riscos de investir no ETF de Ibovespa são os mesmos riscos de investimento no mercado de renda variável. As cotas possuem volatilidade semelhante ao índice de ação que ele replica.

Portanto, o ETF está exposto à variação do preço das ações que compõem sua carteira.

Comparação BOVA11 x BOVV11

Fizemos uma tabela comparativa entre os dois ETFs de Ibovespa com maior liquidez na Bolsa de Valores:

Eles são muito parecidos em todos os quesitos técnicos. Entretanto, apesar de a liquidez do BOVA11 ser maior, a rentabilidade do BOVV11 tem sido melhor nas três janelas de análises observadas.

Conclusão

Entendemos que o ETF de Ibovespa BOVV11 é o ativo que, dentro das possibilidades existentes, possui melhor relação de retorno, liquidez e taxa de administração.

Indicamos a compra do BOVV11, principalmente para investidores iniciantes ou para aqueles que estão em processo de construção da carteira de investimentos e que possuem ainda um valor menor para investimento inicial. Dessa forma, é possível consegue diversificar sua carteira de maneira mais simples e acessível.

Abraços,

Aline Tavares e Ana Luiza Erthal

Sobre os analistas

Aline Tavares

É analista de ações da Spiti. Analista CNPI e formada em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem MBA em Finanças pelo Ibmec-RJ e MBA de Gestão de Investimentos pela PUC-Rio. Atuou na área de análise fundamentalista da Ágora Corretora e, por quase sete anos, esteve na área de gestão de investimentos do Infraprev, o fundo de pensão da Infraero. Acredita que conhecimento tem que ser compartilhado e, consequentemente, o acesso aos investimentos, democratizado. Tem como missão desmistificar a Bolsa de Valores e mostrar que todo mundo pode, sem medo, investir em ações.

Ana Luiza Erthal

Ana Luiza é especialista em ações da Spiti. Graduada em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e com especialização em Finanças pela Alumni Coppead, atuou em auditoria externa na KPMG e, na área de finanças corporativas com enfoque em valuation, na KPMG e na EY. Entende que investimentos de longo prazo em boas empresas têm um enorme poder de transformação na qualidade de vida das pessoas e de toda a sociedade. Por isso, pretende ajudar investidoras e investidores nessa importante jornada.