Relatórios

Resultados do 2T23 de Ambipar (AMBP3), Banco do Brasil (BBAS3), Eletrobras (ELET3), Simpar (SIMH3), Taurus (TASA4) e Tupy (TUPY3)

Escrito por Leandro Siqueira, Rodrigo Xavier em AÇÕES

23 min de leitura

Ambipar (AMBP3): ganho de margem em Environmnet impulsiona o resultado do grupo

Fonte: Ambipar
Fonte: Ambipar

No dia 14 de agosto, a Ambipar divulgou seu resultado referente ao segundo trimestre de 2023.

DESTAQUES: (i) crescimento da receita líquida de 44% em relação ao 1T22; (ii) aumento na margem Ebitda em 4,9 p.p. do 2T22 para o 2T23; (iii) alavancagem da companhia apresentou uma melhora considerável, saindo de 3,39 no 1T23 para 2,9 no 2T23; e (iv) lucro líquido de 2T23 apresentou uma forte alta, saindo de R$ 4 milhões no 2T22 para R$ 23,9 milhões no 2T23.

RESULTADOS: 

Environment

No segundo trimestre de 2023, o segmento Environment alcançou uma receita bruta de R$ 680,2 milhões, refletindo um crescimento notável de 12,8% em relação ao mesmo período no ano anterior (2T22) e um aumento de 8,7% comparado ao primeiro trimestre deste ano (1T23). Entretanto, uma preocupação leve surgiu devido à ausência de crescimento orgânico durante o 2T23 nesse segmento.

Diversos fatores contribuíram para manter a receita praticamente estável no trimestre analisado. Isso incluiu a redução dos volumes e preços dos materiais recicláveis da unidade de Economia Circular, bem como a influência da base de comparação sólida estabelecida no 2T22, particularmente em relação à Logística Hazmat.

Por outro lado, um ponto positivo que impactou o desempenho global da empresa foi a redução dos custos. Comparando o segundo trimestre de 2022 com o mesmo período de 2023, a unidade Response conseguiu simultaneamente aumentar sua receita e reduzir os custos em 4,2%. Consequentemente, esse feito resultou em um aumento da margem da empresa. De fato, a margem Ebitda atingiu um patamar de 37%, representando o maior valor já registrado na história da companhia.

Fonte: Ambipar – Release de resultados 2T23
Fonte: Ambipar – Release de resultados 2T23

ResponseNo segmento de Response, a receita bruta cresceu bastante, aumentando em incríveis 81,8% quando comparado ao segundo trimestre de 2022. Isso era meio que esperado, considerando que a Ambipar fez várias aquisições durante esse tempo. E se a gente compara a grana que entrou no segundo trimestre de 2023 com o trimestre anterior, a diferença é de 5,3% a mais.

Fonte: DFP
Fonte: DFP

Agora que a empresa deu uma segurada nas compras, todo mundo está de olho pra ver se a Ambipar consegue aumentar a grana que entra mesmo sem sair comprando um monte de gente por aí. Pelos números, dá pra dizer que ela está se saindo bem e está conseguindo crescer sem precisar depender só das aquisições.

Fonte: DFP

No começo deste ano, a Response teve uma queda na margem Ebitda por causa da incorporação dos resultados da WOB. Agora, parece que a Ambipar está botando as coisas nos eixos e mostrou pro mercado que melhorou a margem Ebitda da empresa em 1,3 ponto percentual. 

NOSSA VISÃO: com Environment aumentando significativamente sua margem Ebitda  e indícios de recuperação na margem Ebitda da Response, a Ambipar realmente pegou o mercado de surpresa de uma maneira positiva. Além disso, a empresa está mostrando um crescimento orgânico sólido, o que é ótimo, especialmente considerando que está dando uma segurada nas compras por enquanto. Isso gerou uma reação positiva no mercado, levando as ações a subirem 14%.

Mas é importante manter os pés no chão. Os fundamentos da empresa continuam os mesmos, e com os números do segundo trimestre de 2023, fizemos as adaptações necessárias no nosso modelo.

Além disso, atualizamos o WACC (sigla em inglês para custo médio ponderado de capital) e a inflação implícita no modelo. Com isso, alteramos nosso preço-alvo para R$ 37,53 e ao preço-teto de R$ 32,50. Com esse resultado, reiteramos a compra em AMBP3.

Banco do Brasil (BBAS3): em velocidade de cruzeiro

Fonte: Shutterstock
Fonte: Shutterstock

No dia 10 de agosto, o Banco do Brasil divulgou seu resultado referente ao segundo trimestre de 2023.

DESTAQUES: (i) lucro líquido no trimestre de R$ 8,8 bilhões, alta de 2,8% no trimestre e 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior; (ii) margem financeira bruta de R$ 22,9 bilhões, 8,2% superior ao 1T23 e 34,2% superior ao 2T22; (iii) carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,045 trilhão, crescimento de 1,16% no trimestre e 13,6% no ano; e (iv) índice de eficiência de 28,3%, o melhor da história.

RESULTADO: mais uma vez o Banco do Brasil mostrou ao mercado do que é capaz. O banco apresentou um resultado sólido no segundo trimestre, um pouco acima do consenso. Além do aumento da lucratividade, o BB mostrou que consegue crescer mesmo no cenário difícil.

O BB, como a maioria dos bancos múltiplos, ganha dinheiro de duas formas: intermediação financeira e prestação de serviço. A receita bruta das intermediações financeiras é chamada de margem financeira bruta.

Essa margem financeira bruta foi de R$ 22,9 bilhões no trimestre, um aumento de 8,2% em relação ao 1T23 e de 34,2% em relação ao 2T22. Esse aumento expressivo da margem é justificado por dois principais pilares. O primeiro deles é o crescimento da carteira de crédito ampliada, que nesse trimestre atingiu R$ 1,045 trilhão, frente a R$ 1,032 trilhão no 1T23 e a R$ 919,5 bilhões no 2T22. O segundo pilar diz respeito ao aumento do spread global, ou seja, da diferença entre o que o BB paga para captar e o que ganha emprestando dinheiro. Atualmente, esse spread é de 4,9%, crescimento de 0,3 p.p. no trimestre e 1,1 p.p. no ano.

Além da margem financeira bruta, é importante analisarmos a margem financeira líquida, que é a bruta reduzindo toda a dedução para crédito duvidoso. No 2T23, a margem líquida foi de R$ 15,7 bilhões, 2,6% maior que o 1T23 e 11,3% maior que o 2T22. Ela foi impactada pelo aumento expressivo da provisão de crédito para a liquidação duvidosa (PCLD). Nesse trimestre, a PCLD foi de R$ 7,2 bilhões. No trimestre anterior, a PCLD foi de R$ 5,9 bilhões e no 2T22, R$ 2,9 bilhões.

O aumento brusco da PCLD é justificado por alguns fatores. Um deles é o aumento da carteira de crédito. Também podemos colocar na conta a demanda por maior provisionamento em algumas linhas específicas, como o crédito não consignado, que teve um agravamento no risco.

O BB também fez uma nova provisão de 20% aos empréstimos concedidos a Americanas. Agora, a provisão total para esse devedor é de 70%. Fora isso, vale lembrar que no 2T22, o BB ainda contava com níveis de provisão excepcionais que haviam sido feitos para a pandemia, o que, na prática, demandou um nível pequeno de PCLD naquele trimestre. Portanto, a base de comparação está distorcida. 

Como ponto positivo, todo o esforço que o BB fez para a recuperação de crédito deu resultado. No trimestre, o banco conseguiu recuperar R$ 2,1 bilhões em crédito de devedores inadimplentes. É um bom resultado, acima da meta estipulada pela gestão. 

Falando em inadimplência, o BB segue com a qualidade da sua carteira de crédito em destaque. A inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 2,73%, muito abaixo da média do sistema financeiro nacional (3,60%). Se não fosse a Americanas, esse índice seria de 2,65%, apenas 0,03 p.p. maior que no 1T23. O índice de cobertura da carteira também segue em patamar superior ao do sistema financeiro nacional. 

Mudando o foco para a segunda fonte de receita, as receitas com prestação de serviços, percebemos que também houve um avanço interessante. No trimestre, essas receitas totalizaram R$ 8,3 bilhões, crescimento de 1,9% versus 1T23 e de 5,6% versus 2T22.

A maioria das linhas apresentou uma performance positiva, com destaque na elevação de quase 12% nas receitas de seguros, previdência e capitalização, e também o crescimento de 73,9% na linha de consórcios. Por outro lado, a receita com os mercados de capitais teve redução de 28,9%. Isso reflete o comportamento da indústria, já que o primeiro semestre foi muito ruim para as operações de mercado de capitais.

No semestre, as despesas administrativas totalizaram R$ 17,7 bilhões, crescimento de 7,4% em relação ao primeiro semestre de 2022. Vale chamar a atenção para as despesas de pessoal, que cresceram 8,3%, em linha com o reajuste de 8% que foi dado para a categoria dos bancários como um todo em setembro do último ano.

Com isso, nesse trimestre foi atingido o melhor índice de eficiência da história, de 28,3%.

Todo esse crescimento de receitas e aumento de eficiência levaram o BB a um lucro líquido ajustado no trimestre de R$ 8,8 bilhões, equivalente a um crescimento de 11,7% em relação ao 2T22 e um retorno sobre o patrimônio líquido de 21,3%.

NOSSA VISÃO: o Banco do Brasil mostrou, ao longo de todo o primeiro semestre, que as mudanças estruturais realizadas durante os últimos anos vieram para ficar, mesmo sob nova gestão. A cultura de processos dentro do banco tem se mostrado soberana. Com isso, o BB consegue crescer, principalmente através da expansão do crédito ao agronegócio. O problema histórico da instituição em ter as despesas operacionais superiores aos seus pares parece não incomodar mais. O banco está viajando em velocidade de cruzeiro e, se mantiver esse ritmo, o futuro é muito promissor.

Diante de todo o cenário promissor, reiteramos nossa recomendação de COMPRA para BBAS3, até o preço-teto de R$ 56,46 e com preço-alvo de R$ 73,44. A TIR projetada para o investimento é de 20,3%.

Eletrobras (ELET3): resultados dentro do esperado e alerta com a mudança de CEO

Fonte: Bloomberg
Fonte: Bloomberg

No dia 8 de agosto, a Eletrobras divulgou seu resultado referente ao segundo trimestre de 2023.

DESTAQUES: (i) a receita líquida da companhia cresceu 4% em relação ao 2T22, fechando o trimestre em R$ 9,2 bilhões; (ii) a margem Ebitda registrou um grande aumento, saindo de 47% no 2T22 para 71% no 2T23; (iii) o volume de energia vendida se manteve praticamente estável, com 31,6 TWh de energia vendida ; e (iv) o lucro foi de R$ 1,6 bilhão, representando uma margem líquida de 17,5% versus 15,9% no 2T22 .

RESULTADO: a geração de energia da companhia registrou uma queda de 22% em relação ao 2T22. No entanto, essa queda já era esperada, uma vez que ela foi causada pelos efeitos da privatização. Um deles é a saída da Eletronuclear e da Usina de Itaipu dos resultados da companhia.

Mesmo com essa queda considerável na geração de energia da companhia, ela conseguiu manter a sua receita em R$ 9,2 bilhões, um crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, visto que os volumes de energia comercializada foram praticamente iguais.

Algumas consequências da privatização já ficam bem evidentes. Uma delas é em relação à economia de R$ 213 milhões referentes ao primeiro Plano de Demissão Voluntária (PDV), que reduziu o quadro de funcionários de 10.508 trabalhadores no 2T22 para 8.438 no 2T23.

Outro ponto que também contribuiu com o Ebit foi a linha de provisão, que saiu de R$ 821 milhões no 2T22 para uma reversão de provisão de R$ 1,6 bilhão no 2T23, devido, principalmente, à celebração de acordos judiciais relativos aos processos de empréstimos compulsórios. 

Com isso, vimos a margem Ebit se destacar. No 2T22, ela foi de 31,1%, e agora saltou para 61,6%.

Já o resultado financeiro teve um grande impacto devido aos encargos da dívida, que aumentaram de R$ 948 milhões no 2T22 para R$ 1,7 bilhão no 2T23. Grande parte desse aumento é justificada pela consolidação da SPE SAESA, que teve despesas financeiras de R$ 664 milhões.

O resultado da Eletrobras foi conforme o esperado, sem grandes novidades. A empresa ainda está colocando ordem na casa após a privatização. O que mais impactou nosso modelo foi o novo guidance fornecido pela companhia sobre o preço médio pelo qual a energia será vendida de 2023 a 2027. No 1T23, os valores fornecidos pela companhia foram um pouco mais otimistas. Agora, no 2T23, a companhia divulgou novas projeções. Em função disso, atualizamos nosso modelo e, consequentemente, reduzimos um pouco o valor das ações da Eletrobras.

Elaboração: Spiti
Elaboração: Spiti

NOSSA VISÃO: diante disso, refizemos o nosso modelo de valuation. Embutimos nele o resultado do 2T23 e as novas projeções de guidance disponibilizados pela Eletrobras. Como consequência, o preço-alvo de ELET3 caiu para R$ 51,48 – anteriormente, ele era de R$ 54,61. A TIR (taxa interna de retorno) da operação agora é de 15,3%. Já o preço-teto passou de R$ 43,34 para R$ 40,50.

Acreditamos que a companhia está no caminho certo, tanto que ela nos apresentou bom resultado, ganho de margem e bom plano de investimentos.No entanto, a piora do guidance do preço da energia afetou diretamente o modelo da companhia, mas não foi nada tão preocupante.

Porém, mesmo nesse pior cenário, ainda enxergamos um bom potencial de upside para as ações da Eletrobras. Portanto, reiteramos nossa recomendação de COMPRA para ELET3, com o preço-alvo de R$ 51,48.

EXTRA: Eletrobras (ELET3) anuncia mudança no cargo de CEO

Na noite de 14 de agosto de 2023, a Eletrobras anunciou a renúncia do seu então CEO, Wilson Ferreira, que tinha voltado para o cargo em setembro de 2022.

Wilson havia desempenhado o papel de CEO da Eletrobras de 2018 a 2021, liderando uma transformação significativa na empresa, através de cortes de despesas e alienação de ativos, preparando-a para a iminente privatização. Naquela ocasião, ele também havia deixado o cargo, explicando que a privatização não estava avançando como esperado.

Dessa vez, sua saída é atribuída a razões de ordem pessoal. No entanto, aparentemente, sua relação com o conselho de administração não estava nada legal. É possível que Wilson estivesse enfrentando obstáculos por parte do conselho ao tentar implementar mudanças dentro da empresa. Outra hipótese é de que a Eletrobras tenha preterido Wilson a um CEO com vínculos governamentais sólidos para conter os esforços de reestatização da companhia.

A saída de Wilson Ferreira deixa uma impressão ruim para o mercado. Sua renúncia levanta dúvidas sobre o rumo da Eletrobras. Quem assume a posição de CEO é Ivan Monteiro, anteriormente presidente do conselho da Eletrobras. Sua bagagem possui cargos como CFO do Banco do Brasil (2009 a 2015), CFO da Petrobras (2015 a 2018) e CEO da Petrobras em 2018, o que pode indicar uma possível ligação com o atual governo.

Agora, nos resta aguardar os próximos acontecimentos para descobrir a trajetória que a Eletrobras seguirá. Até o momento, o processo de privatização continua em andamento e está gerando resultados tangíveis. Os fundamentos do caso ainda parecem intactos, porém, mais do que nunca, é essencial permanecermos atentos às evoluções futuras.

A privatização da companhia não foi revertida e os resultados estão sendo entregues. Por conta disso, o case não teve seus fundamentos alterados. Só que, mais do que nunca, temos que ficar bem alertas.

Simpar (SIMH3): preparando o terreno para uma Selic menor

Fonte: Simpar

No dia 10 de agosto, a Simpar divulgou seu resultado referente ao segundo trimestre de 2023.

DESTAQUES: (i) a receita bruta da companhia cresceu 42% em relação ao 2T22, fechando o trimestre em R$ 8,4 bilhões; (ii) o Ebitda registrou um aumento significativo de 33% na comparação anual; (iii) algumas aquisições ainda estão sendo consolidadas, por isso ainda vão ser refletidas nos resultados da empresa; e (iv) o lucro líquido totalizou R$ 100 milhões no 2T23 – redução de 53% na comparação anual – com efeito de um não recorrente.

RESULTADO: de forma geral, o resultado de Simpar veio dentro do esperado por nós. De todas as controladas, talvez Vamos (VAMO3) tenha nos surpreendido negativamente, já JSL (JSLG3) foi a surpresa positiva. 

Foi alcançada uma receita bruta recorde de R$ 8,4 bilhões, representando um aumento significativo de 42% em relação ao mesmo período de 2022. Isso totaliza R$ 32,2 bilhões nos últimos doze meses, o que evidencia o ganho notável de escala da empresa. Em outras palavras, a Simpar pode atingir o guidance de 2024 com um ano de antecedência.

O Ebitda atingiu R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre de 2023, marcando um aumento de 33% em comparação ao ano anterior. Nos últimos doze meses, esse valor chegou a R$ 8,0 bilhões. 

É preciso destacar ainda que algumas aquisições do grupo estão sendo consolidadas nos respectivos balanços, incluindo a IC Transportes (consolidada em maio/2023), Tietê Veículos (consolidada em junho/2023), DHL Tratores, FSJ Logística e Nova Quality. Essas três últimas ainda nem sequer tiveram a conclusão das transações e dependem de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Isso quer dizer que tanto receita e Ebitda ainda vão aumentar ao longo de 2023.

Nossa expectativa é que a empresa atinja R$ 32 bilhões de receita líquida ainda neste ano. Passado esse breve panorama, vamos apresentar um resumo do que aconteceu em cada uma das controladas, inclusive das empresas de capital fechado.

JSL (JSLG3)

A JSL está em contínuo avanço em sua estratégia de expansão, baseada na diversificação de serviços e setores econômicos. A receita bruta da companhia atingiu a marca de R$ 2,2 bilhões, registrando um crescimento notável de 27,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (2T22).

O Ebitda ajustado, desconsiderando os efeitos positivos do ganho por compra vantajosa da aquisição da IC Transportes (isso quer dizer que ela comprou a IC abaixo de seu valor patrimonial), alcançou o valor de R$ 358,5 milhões no 2T23, apresentando um aumento expressivo de 43,0% em comparação com o mesmo período de 2022. Esse desempenho também se reflete na margem Ebitda ajustada, que atingiu 20,1%, um aumento de 1,9 ponto percentual em relação ao ano anterior.

No decorrer do segundo trimestre de 2023, a JSL anunciou a aquisição da FSJ Logística, uma movimentação que amplia suas operações no segmento de transporte rodoviário, com foco no varejo e no comércio eletrônico. Combinando os resultados dos últimos 12 meses da IC Transportes e da FSJ Logística, a JSL já estaria consolidada como uma empresa de faturamento de R$ 9,6 bilhões. 

O crescimento significativo vivenciado pela JSL, aliado ao aumento da eficiência operacional, mostra que a gestão anda atenta ao controle de custos da empresa e na rentabilidade dos contratos.

Movida (MOVI3)

A Movida registrou receita líquida de R$ 2,5 bilhões, refletindo um aumento de 11,1% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o Ebitda se manteve estável, totalizando R$ 890 milhões, alinhado aos números do 2T22.

O segmento de locação apresentou um desempenho particularmente sólido, com a receita líquida alcançando R$ 1,2 bilhão, marcando um crescimento de 23% quando comparado ao 2T22. O Ebitda relacionado à locação atingiu R$ 794 milhões, representando um aumento de 13% no mesmo período. A companhia terminou o 2T23 com uma frota total de 204 mil veículos.

No contexto do Rent a Car (RAC), a empresa reduziu 21 mil veículos no primeiro semestre de 2023 (incluindo 8 mil no segundo trimestre). Isso é parte da estratégia da empresa para voltar a ser lucrativa. O movimento liberou cerca de R$ 1,7 bilhão de capital investido ao longo do semestre. Basicamente, na call de resultados, a gestão afirmou que cresceu além do que suas lojas davam conta, o que pediu a redução de frota. Fato é que a taxa de ocupação da frota operacional continua boa, ao redor de 78%.

O segmento de Gestão de Frotas (GTF) também foi um destaque positivo, com a Movida expandindo suas operações através de novos contratos. Ao encerrar o 2T23, a empresa contava com 101 mil veículos na frota operacional, o que dá um crescimento de 16% em relação ao ano anterior. Segundo a gestão, o GTF é o atual foco da empresa, dado que é mais rentável e tem receita mais previsível do que o RAC, além de os contratos serem de longo prazo.

Na divisão de Seminovos, a empresa vendeu 19 mil veículos, com a margem Ebitda de 7,7%, em contraste com os 5,9% do primeiro trimestre do mesmo ano – fruto da depreciação, que está bem alta. De qualquer forma, a gestão espera ter atingido um pico e é possível que a taxa de depreciação dos carros comece a cair nos próximos trimestres.

A Movida também tomou medidas significativas no âmbito da gestão financeira ao reestruturar sua dívida. Durante o primeiro semestre de 2023, a empresa realizou pré-pagamentos de dívidas locais e internacionais no valor de R$ 3,3 bilhões. O objetivo é diminuir o custo da dívida, principalmente dos bonds em dólar, e o plano é fazer a quitação de pelo menos 50% desse bond, o que deve aliviar o efeito dos derivativos (contratos de swap da dívida) no balanço da empresa.

Vamos (VAMO3)

A receita líquida alcançou R$ 1,5 bilhão, com crescimento de 22,5% ano a ano. Em paralelo, o Ebitda expandiu 47,7%, totalizando R$ 665,2 milhões. Entretanto, o lucro líquido atingiu R$ 106,6 milhões e caiu 25,2% na comparação anual. Mas isso era esperado, dado o efeito dos juros da dívida, que estão atingindo em cheio todas as empresas da Simpar, desde que a taxa Selic chegou a um pico de 13,75% a.a. 

O backlog, que representa a receita futura contratada, experimentou um crescimento significativo para R$ 16,2 bilhões (+50,1% ano após ano). Os contratos atuais se destacam por apresentarem TIR e spreads superiores a 11 pontos percentuais em relação ao custo da dívida.

Em julho de 2023, a Vamos realizou com sucesso sua terceira emissão subsequente de ações (follow-on) e levantou R$ 841 milhões. Esses recursos serão direcionados para fomentar o crescimento orgânico e reforçar a estrutura de capital da companhia. Inclusive, isso vai impactar na dívida líquida da Simpar para reduzi-la.

A grande vantagem da Vamos é que, apesar do crescimento abaixo do esperado por nós, o core business continua entregando. É fato que a frota não cresceu tanto quanto imaginávamos, mas a taxa de ocupação já mostrou uma recuperação relevante e chegou a 84,5%. A taxa histórica é de 95%, o que significa que ainda há trabalho a ser feito. Mas a recuperação é um indicativo de que a empresa está no caminho certo. 

Automob

A Automob continua com a estratégia direcionada para a consolidação de concessionárias de veículos leves. Em julho de 2023, após o segundo trimestre, a empresa anunciou a aquisição da Nova Quality, incorporando duas lojas Toyota e incrementando R$ 272 milhões à sua receita bruta. 

Inclusive, a receita bruta já supera R$ 6,3 bilhões nos últimos doze meses, e a Automob já conta com um total de 91 lojas em 18 cidades e 26 marcas diferentes. Já se trata do maior portfólio do país. 

A receita líquida cresceu 16,5%, na comparação anual (proforma), enquanto o Ebitda ajustado teve um crescimento de 15%. O volume de vendas no varejo também subiu: +33,4% em comparação com o 2T22, mas a margem Ebitda caiu. 

Ela foi de 5,4%, 0,7 p.p. menor que no 1T23 e 0,1 p.p. menor que no 2T22. Isso porque foram feitas algumas promoções no período que impactaram a margem negativamente. De qualquer forma, a empresa continua crescendo forte e o ganho de escala contribui para o aumento da lucratividade.

CS Infra

A CS Infra seguiu ampliando seu portfólio. 

A Ciclus concluiu as instalações e conexões necessárias para ingressar no mercado livre de energia, tendo uma potência instalada de 2,8 MW. Atualmente, a empresa comercializa 1,8 MW de energia excedente e prevê uma expansão total para 8,4 MW após a implementação de quatro novos motogeradores. Com uma capacidade atual de geração de 23 mil m³ por hora de biogás, cerca de 70% é transformado em biometano, 7% é destinado aos motogeradores para produção de energia, e o restante é utilizado em queima regulatória (flares).

No âmbito da CS Portos, embora ainda esteja em processo de investimento e operando aquém de seu potencial máximo, o setor de movimentação e armazenagem de fertilizantes e cobre registrou uma receita bruta de serviços de R$ 50,4 milhões e um Ebitda de R$ 9,7 milhões no 2T23, dentro de nossas projeções. 

A CS Rodovias finalmente inaugurou as duas primeiras das quatro praças de pedágio nos meses de maio e julho de 2023, de acordo com as condições contratuais. A empresa está em fase pré-operacional, mas já marcou o início da geração de receita neste trimestre.

CS Brasil

Na CS Brasil, houve um crescimento anual de 22% na terceirização de frota com motorista, que se tornou o principal segmento da empresa após a integração da CS Frotas à Movida. Isso resultou em um Ebitda de R$ 33 milhões no encerramento do segundo trimestre de 2023.

No dia 2 de agosto de 2023, após o término do segundo trimestre, a CS Brasil vendeu sua participação no Consórcio Sorocaba e na frota de ônibus dedicada a essa operação, com um valor total de R$ 25 milhões. Ou seja, cada vez mais a empresa segue focada na prestação de serviços de locação com motorista. Mas como a gente costuma repetir sempre, não se trata de uma empresa com perspectiva de crescimento acelerado.

BBC

Por fim, o banco BBC segue aumentando o volume de operações de crédito. Foram R$ 116 milhões no 2T23, 102% maior que na comparação com o 2T22. Com isso, a carteira de crédito atingiu R$ 570 milhões, com inadimplência de 3,3%. 

Esse banco tem um papel bem menor dentre todas as empresas do grupo, mas vale a citação porque ele facilita algumas operações intragrupo e funciona como uma importante ferramenta do ecossistema.

NOSSA VISÃO: é bom lembrar que o lucro líquido reportado no consolidado é ilusório. Nesse resultado, tem o impacto do ganho por compra vantajosa na JSL. Basicamente, ele gerou um não recorrente de R$ 254,8 milhões no Ebitda e de R$ 168,1 milhões no lucro líquido.

Em outras palavras, era para ter sido prejuízo, e mesmo que fosse, estaria dentro do esperado. A Simpar continua pagando um valor de juros gigantesco, carregando a dívida necessária para financiar todo esse crescimento.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 1,5 bilhão, o que quase comeu todo o Ebit do grupo, que foi R$ 1,6 bilhão. Isso mesmo, sobraram R$ 100 milhões. Mas só sobraram por causa do impacto do não recorrente. Não fosse isso, o grupo não teria conseguido cobrir o pagamento dos juros com o lucro operacional.

Isso é ruim, mas a diferença teria sido bem pequenininha. O importante é que a dívida da Movida, que pesa muito no grupo todo, está sendo reestruturada conforme apontamos no relatório trimestral. Sem contar que a Selic está em uma trajetória de queda e que a cada redução de 1 p.p. na Selic, uma economia de R$ 310 milhões de juros ao ano é gerada.

A projeção do mercado é que a taxa de juros chegue a 11,75% ao final deste ano e a 9% ao final de 2026. Ou seja, isso seria uma redução de 4,75 p.p., o que liberaria mais de R$ 1,2 bilhão de despesas com juros em um ano da empresa. 

A alavancagem financeira até piorou levemente nesse último trimestre. Mas dado que o capex alocado no início do 2T vai começar a mostrar resultado já no 3T, ela deve cair dos atuais 3,7x para 3,4x dívida líquida/Ebitda. E com a perspectiva de queda na taxa de juros conforme dito acima, esse indicador vai melhorar ainda mais. 

Com tudo isso em mente, reiteramos nossa recomendação de COMPRA para SIMH3, com o preço-alvo e preço-teto inalterados.

Taurus (TASA4): atravessando a tempestade – parte 2

Fonte: Taurus
Fonte: Taurus

No dia 14 de agosto, a Taurus divulgou seu resultado referente ao segundo trimestre de 2023.

DESTAQUES: (i) receita líquida de R$ 470,3 milhões +3,8% vs 1T23; (ii) margem bruta de 36,3% (-2,3 p.p. vs 1T23); (iii) margem Ebitda de 17,4% (+3 p.p. vs 1T23); (iv) lucro líquido de R$ 48,9 milhões (+38,1% vs 1T23); (iv) primeiro pagamento de dividendos da reserva estatutária que viabilizou a distribuição de proventos intercalares; e (v) anúncio de memorando de entendimentos para constituição de joint venture na Árabia Saudita.

RESULTADO: a receita líquida da Taurus foi de R$ 470,3 milhões no trimestre, aumento de 3,8% em comparação com o 1T23, porém, uma redução de 24,8% vs 2T22. 

Os EUA representaram 83,7% da receita total, com R$ 368,2 milhões, em linha com o 2T22 de R$ 368,1 milhões. A tendência é que o mercado norte-americano se consolide num patamar superior ao do período anterior à pandemia. 

O Brasil representou 12,42% da receita total, com faturamento de R$ 53,7 milhões (-71,3% vs 2T22), repetindo o nível de queda do 1T23. O mercado doméstico continuou afetado pela mudança do governo e das regras relacionadas à aquisição e posse de armas. O novo decreto foi publicado apenas em 21 de julho, já no início do terceiro trimestre. Agora, com a regulação definida, o mercado brasileiro tem espaço para voltar, atendendo ao canal de distribuição que ficou desabastecido ao longo da metade do ano.

A linha de Outros Países representou 4,1% da receita total, com R$ 18,1 milhões (-53% vs 2T23). No trimestre, a empresa fez vendas para Honduras, Filipinas e Israel. Vale lembrar que essa linha é mais volátil, sendo baseada em licitações internacionais que envolvem um ciclo de venda mais longo com aprovação de orçamento, apresentação, negociação, envio de amostras, testes, revisões, aprovações, entre outras etapas. 

A receita líquida reduzida impactou no lucro bruto, que totalizou R$ 172 milhões, redução de 42,3% vs 2T22. Com a menor diluição de custos fixos, a margem bruta da companhia foi de 36,6%, redução de 11 p.p. A menor diluição de custos fixos também impactou as despesas operacionais, que saltaram para 21% como percentual da receita líquida, um aumento de 5,1 p.p. vs 2T22. Todos esses fatores levaram a margem Ebitda da empresa a ser reduzida ao patamar de 17,4%, queda de 15,5 p.p. ante o 2T22. 

O resultado financeiro, por sua vez, apresentou uma receita líquida de R$ 4,8 milhões, ante despesa de R$ 44 milhões no 2T22. Com isso, o lucro líquido da companhia foi de R$ 48,9 milhões no 2T23, ante lucro de R$ 100 milhões no 2T22, redução de 51,5%, mas superior em 38% ao 1T23. 

NOSSA VISÃO: o mercado brasileiro, depois de longa espera, teve enfim uma definição, como comentamos no relatório de 31/7. Ainda que a oposição tente reverter o decreto como um todo ou parte dele (o que beneficiaria a Taurus), agora, pelo menos, as empresas do segmento já têm uma base para voltarem a operar.

No início de agosto, a Taurus lançou na Shot Fair, maior evento de armas da América Latina, 13 novos produtos já atendendo à nova legislação. A empresa ainda informou que está desenvolvendo também um novo calibre que funcionará próximo ao limite permitido pelo decreto. 

Já nos EUA, o mercado tradicionalmente apresenta uma sazonalidade positiva de 16% a 20%  no segundo semestre, considerando Black Friday, Natal e início da temporada de caças.

Na Índia, em 7 de outubro, a Taurus irá enviar suas amostras para a megalicitação de 425 mil fuzis. As armas passarão por três testes: um na Academia Militar, um no Exército e um no Himalaia, a 4 mil metros de altura, e em -20º C de temperatura. Espera-se que o resultado da licitação seja apresentado no início de 2024. Quanto ao mercado civil, a Taurus já conseguiu desenvolver 100% das peças com fornecedores locais para fabricação de revólveres e pistolas, e estima começar a produzir no país ainda em 2023. 

Como novidade, no final de julho, a Taurus divulgou um memorando de entendimentos com uma das maiores empresas de defesa da Árabia Saudita, a Scopa, para a formação de uma joint venture no país. A Arábia Saudita possui o quinto maior orçamento de defesa no mundo e tem um programa relevante de desenvolvimento no segmento visando produção local. Agora, Taurus e Scopa têm 12 meses para concluir os estudos para criação da JV e de seu plano de negócios. 

Ao longo desse tempo, a Scopa atuará como distribuidora da Taurus para explorar oportunidades de negócios para as Forças Policiais e Militares na região do Conselho de Cooperação do Golfo, que, além da Arábia Saudita, conta com Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.

Por último, vale a pena lembrar que a Assembleia de Acionistas aprovou, em abril, a criação de uma reserva estatutária que viabiliza a distribuição de dividendos a qualquer momento, a critério do Conselho de Administração. O primeiro desses pagamentos será feito em 31/8/2023, no valor de R$ 0,10 por ação, para todos que possuírem ações da Taurus na data de 21/8/2023. Considerando o cenário de melhora à frente em todas as geografias atendidas pela empresa, mantemos nossa recomendação de COMPRA para TASA4. 

Tupy (TUPY3): preparando-se para acelerar

Fonte: Tupy
Fonte: Tupy

No dia 14 de agosto, a Tupy divulgou seu resultado referente ao segundo trimestre de 2023.

DESTAQUES: (i) receita de R$ 2,9 bilhões (+17,3% vs 2T22); (ii) Ebitda ajustado de R$ 332 milhões (-4% vs 2T22) e margem Ebitda de 11,2% (-3,8 p.p. vs 2T22); (iii) o lucro líquido somou R$ 61,8 milhões, redução de 65,5% vs 2T22, mas impactado pela valorização do peso mexicano e não recorrente de constituição de provisão para um processo tributário; e (iv) geração de R$ 159 milhões de caixa no 2T23 (contra consumo de R$ 132 milhões no 2T22).

RESULTADO: a receita líquida da companhia totalizou R$ 2,9 bilhões, crescimento de 17,3% na variação anual. Esse crescimento considera a adição do resultado da MWM de cerca de R$ 557 milhões, sem isso, a receita estaria em linha com o 2T22. Esse cenário ainda é reflexo da substituição de tecnologia de emissões de motores (Proconve P8 / Euro 6), bem como por fatores macroeconômicos, como taxa de juros e restrições de crédito. O crescimento de 35% em veículos comerciais no mercado interno se deveu, principalmente, ao aumento de preços desses veículos. Já o crescimento de Distribuição de 52,6% decorreu da inclusão da MWM. 

Fonte: Tupy – Release de resultados 2T23
Fonte: Tupy – Release de resultados 2T23

Os custos apresentaram um crescimento de 17,3%, entretanto, englobam a operação da MWM, afetando a comparação. As despesas tiveram uma redução de 2% vs 2T22, com a queda de despesas de frete e ganhos de eficiência. 

O Ebitda ajustado no 2T23 foi de R$ 332,3 milhões, em linha com o resultado do mesmo trimestre no ano passado (-3,8%). A margem Ebitda foi de 11,2% (vs 13,7% no 2T22). Apesar dessa redução, o resultado foi significativo porque as margens da MWM são menores que as da Tupy. 

O resultado financeiro líquido fechou o 2T23 em -R$ 94,8 milhões, ante valor de R$ 6,6 milhões no 2T22. As despesas financeiras no trimestre foram de R$ 76,6 milhões, aumento de 79,5% contra o 2T22. Isso ocorreu em razão da captação de debêntures no montante de R$ 1 bilhão, destinada ao pagamento da aquisição da MWM, e elevação da taxa Selic, que impacta diretamente os juros dos empréstimos em reais. 

Com isso, o lucro líquido totalizou R$ 61,9 milhões, redução de 65,5% em relação ao 2T22, porém, com efeito não recorrente de constituição de provisão para contingência tributária, com impacto de, aproximadamente, R$ 66 milhões no lucro líquido. Excluindo esse efeito, o lucro líquido seria de R$ 128 milhões no período. 

Em relação ao endividamento, a empresa encerrou o 2T23 com endividamento líquido de R$ 3,4 bilhões. A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado correspondeu a 1,76x, em linha com o do 1T23, de 1,75x.

A Tupy registrou geração de caixa de R$ 159 milhões no 2T23, ante consumo de caixa de R$ 10 milhões no 2T22, com destaque para a redução de estoques e do desempenho das operações da MWM. 

NOSSA VISÃO: apesar da menor demanda vista no mercado ao longo do trimestre e do não recorrente do processo tributário, a Tupy tem mantido sua rentabilidade em patamares saudáveis através das sinergias capturadas com a aquisição das fábricas da Teksid. A gestão acredita que há ainda melhorias para surgirem nesse sentido, mas elas devem aparecer aos poucos nos resultados ao longo dos próximos 18 a 24 meses.

Como comentamos anteriormente, a Tupy vem trabalhando em várias novas frentes, como o acordo com a Primato, uma cooperativa do Paraná, para produção de combustível, energia limpa e biofertilizantes, além da transformação da frota de motores a diesel para gás. A Tupy ainda tem para o futuro o fornecimento de cabeçotes para motores movidos a hidrogênio para a MAN (do Grupo Volkswagen), derivado de suas iniciativas de Pesquisa & Desenvolvimento e espera ainda apresentar diversas iniciativas relacionadas à transformação veicular, geração de energia e outras oportunidades decorrentes do aproveitamento de resíduos urbanos e do agronegócio, bem como da utilização do gás natural. 

Com várias alavancas de crescimento no radar, reiteramos nossa recomendação de COMPRA para TUPY3.

Ficamos por aqui!

Abraços,

Leandro Siqueira

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Sobre os analistas

Leandro Siqueira

Fundador

É especialista em ações da Varos e bacharel em Economia pela UFRJ. Atuou na gestão de clube de investimentos e no banco de investimento Modal antes de fundar a plataforma de educação financeira Varos. Hoje, lidera um time de sete analistas CNPI e é apaixonado por mergulhar no dia a dia de negócios das empresas, buscando encontrar oportunidades de crescimento e geração de caixa a preços que sejam uma verdadeira barganha.

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.