Relatórios

Revisão da tese de investimentos do Banco Daycoval

Escrito por Guilherme Cadonhotto, Felipe Arrais, Fillipe Colus em RENDA FIXA

11 min de leitura

Olá, assinantes do Spiti One!

O tempo é um elemento fundamental na vida das pessoas e das empresas. Ele é capaz de revelar verdades, consolidar escolhas e trazer grandes desafios. E quando falamos do setor bancário, não é diferente.

Durante décadas, muitas instituições financeiras construíram um legado de solidez e confiança, com fidelização de clientes e resultados robustos. Mas a resiliência se mostrou fundamental para aqueles que conseguiram sobreviver aos períodos mais longos e árduos, como as crises financeiras.

Nos últimos anos, o Brasil enfrentou diversas delas, que impactaram diretamente o setor como um todo. Em 2012, a crise elétrica gerou um rombo nas contas das empresas do setor elétrico o que afetou a qualidade da carteira de crédito dos bancos.

Já no período 2015-2016, o país passou por uma das piores crises econômicas da história, com queda no PIB, alta inflação e aumento da taxa de desemprego. Isso teve um grande impacto nos empréstimos concedidos pelos bancos, que tiveram aumento na taxa de inadimplência, redução do lucro líquido e necessidade de aumentar as provisões para perdas com crédito.

Mais recentemente, a pandemia da Covid-19 trouxe um novo desafio para o setor bancário, como a necessidade de conceder empréstimos e adotar medidas de apoio aos clientes, ao mesmo tempo em que se preparava para a crise econômica que se avizinhava.

Com isso em mente, trazemos hoje uma revisão de como o Banco Daycoval, uma instituição financeira com mais de 50 anos de história, atuou durante esses momentos de estresse. Nas últimas três grandes crises enfrentadas pelo Brasil, o banco se mostrou capaz de se adaptar e se manter resiliente. Além disso, vamos revisitar as condições do CDB recomendado no Spiti One.

Como um dos 20 maiores bancos do setor, tanto em receita quanto em lucro líquido, uma ampla gama de serviços financeiros e uma forte presença no mercado, o Daycoval tem se mostrado resiliente ao longo das crises e tem se adaptado às mudanças do mercado para continuar oferecendo as melhores soluções aos seus clientes.

Vamos começar?

A trajetória do Banco Daycoval

O Daycoval é uma instituição financeira com mais de 50 anos de história. Fundado em 1968, enfrentou momentos de turbulência política e econômica ao longo dos anos, mas conseguiu se consolidar no mercado bancário com sua habilidade de navegar suavemente em meio a tempestades.

Ao longo das décadas, o banco se expandiu para outras áreas, como a corretora de valores, câmbio e asset management, complementando suas já tradicionais operações de crédito.

A instituição já teve capital aberto. No entanto, em 2016, em meio à crise que provocava a depreciação generalizada dos ativos em mercado, a família fundadora e controladora do banco realizou uma Oferta Pública de Aquisição das ações de emissão do banco, e assim o manteve como companhia de capital aberto, mas sem ações negociadas em Bolsa.

Em pouco mais de 50 anos de história, o Daycoval se tornou um dos maiores bancos brasileiros, com presença em 21 estados do país e um patrimônio líquido de R$ 5,7 bilhões no 4T22.

E como o banco performou nas últimas três grandes crises econômicas brasileiras?

Os principais indicadores do Daycoval desde 2011

Para podermos analisar com precisão a performance do Daycoval durante as crises, levantamos os principais indicadores do banco desde 2011:

Principais indicadores - Banco Daycoval (2011-2022)

Fonte: Daycoval. Elaborado por Spiti

  • Carteira (E-H): representa o valor da carteira de crédito do Banco Daycoval com classificação de risco E até H, ou seja, com maior probabilidade de inadimplência.
  • % da carteira que é de risco (E-H): mostra a proporção da carteira total de crédito do banco que é classificada como risco E-H.
  • Créditos vencidos há mais de 60 dias / Carteira de Crédito (%): indica a proporção de créditos vencidos há mais de 60 dias em relação ao total da carteira de crédito do banco.
  • Saldo de PDD/Carteira (E-H): representa o valor de provisão para devedores duvidosos (PDD) em relação à carteira de crédito com classificação de risco E-H.
  • Índice de Basileia (IB): a relação entre o capital próprio do banco e o capital captado de terceiros que será exposto ao risco através de sua carteira de empréstimos e mede a capacidade de um banco em absorver perdas financeiras.
  • Lucro Líquido (R$ milhões): indica o lucro líquido do banco em milhões de reais.
  • ROAE (%): é o Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio (Return on Average Equity) e mede a rentabilidade que um banco gera em relação ao seu patrimônio líquido.
  • Carteira de Crédito Ampliada (R$ milhões): representa o valor total da carteira de crédito do banco, incluindo as operações de crédito realizadas com pessoas físicas e jurídicas.

Agora, vamos trazer um breve resumo das crises recentes e como o banco se portou nesses períodos de estresse.

Crise de 2012

O setor bancário enfrentou diversos desafios durante a crise de 2012 no Brasil, que teve como um de seus principais motivadores a situação do setor elétrico. A queda da classificação do Brasil pela agência de risco Standard & Poor’s e a incerteza em relação ao tamanho do rombo no segmento de energia impactaram negativamente o mercado financeiro.

Os bancos foram afetados diretamente pela situação econômica do país, que estava em uma fase de baixo crescimento. Eles tiveram que lidar com um aumento do risco de crédito, uma vez que muitas empresas e pessoas físicas não conseguiram honrar seus compromissos financeiros em meio ao cenário de incertezas.

Além disso, o aumento dos juros básicos da economia (taxa Selic) e o aumento do risco-país, que mede a percepção do mercado em relação à capacidade de uma nação em honrar suas dívidas, também afetaram o setor bancário. Isso porque esses indicadores influenciam diretamente os custos de captação de recursos e os spreads bancários, que são a diferença entre as taxas que as instituições pagam para captar dinheiro e as que cobram em seus empréstimos.

Dessa forma, o setor precisou se adaptar às condições adversas do mercado, aumentando suas provisões para perdas com inadimplência e ajustando suas políticas de crédito para reduzir o risco de crédito. Além disso, as instituições financeiras precisaram buscar alternativas para manter suas margens de lucro em um cenário de aumento de custos de captação de recursos.

Analisando os dados da carteira de crédito do Daycoval entre os anos de 2012 e 2014, pode-se observar um aumento significativo na quantidade de créditos duvidosos ou atrasados. Em 2012, o banco apresentou uma carteira de E-H (alto potencial de inadimplência) de R$ 394,6 milhões, correspondente a 4,5% do total da carteira de crédito ampliada.

Além disso, a porcentagem de créditos vencidos há mais de 60 dias em relação à carteira de crédito foi de 2,3%. Apesar disso, o banco conseguiu manter seu Índice de Basileia (IB), que mede a capacidade de o banco absorver perdas financeiras, elevado, e um ROAE (sigla em inglês para Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio) consistente. Em 2013 e 2014, o Daycoval conseguiu reduzir o percentual de créditos duvidosos ou atrasados em sua carteira sem afetar seus indicadores de rentabilidade.

Apesar de tudo, o banco apresentou um lucro líquido crescente e um ROAE elevado. Isso demonstra que ele teve condições de se recuperar da crise e manter sua solidez financeira. A partir de 2015, o Daycoval conseguiu expandir sua carteira de crédito e aumentar sua rentabilidade, mas então vieram as crises política e econômica em anos subsequentes.

Crise de 2015-2016

Durante esse período turbulento, o Brasil experimentou uma forte queda no PIB, acumulando uma perda superior a 8%, que se configurou como a pior crise em mais de 50 anos.

A grande oferta do crédito e da alavancagem no período de 2003 a 2013 contribuiu para a expansão do consumo, dos salários e dos preços, levando a economia ao pleno emprego. Entretanto, as políticas fiscal e monetária continuavam expansionistas, tornando a situação econômica insustentável.

Na tentativa de prolongar esse ciclo, o governo Dilma Rousseff adotou medidas como a desoneração de imposto sobre bens de consumo e o controle de preços públicos, o que não foi suficiente para manter a inflação na meta.

Após a reeleição de Dilma, houve uma mudança na política econômica, que passou a contrair gastos públicos e aumentar a taxa Selic, que foi de 7,25% ao ano para 14,25% ao ano, gerando um impacto monetário nas empresas e consumidores, como aumento exacerbado dos preços administrados, a desvalorização cambial e a implosão da arrecadação tributária, que levaram a uma grande crise fiscal e política.

Fonte: G1

Com a queda na atividade econômica e aumento da inadimplência, os bancos enfrentaram desafios para manter sua rentabilidade e reduzir seus níveis de inadimplência. Os empréstimos concedidos pela instituição tiveram uma elevação na taxa de inadimplência, o que gerou um crescimento na provisão para perdas com crédito e redução do lucro líquido das empresas. Além disso, os juros altos e a dificuldade de obter crédito contribuíram para a diminuição da demanda por empréstimos.

Fonte: G1

Para enfrentar esses desafios, os bancos tiveram que adotar medidas, como o aumento das taxas de juros, redução do volume de crédito concedido e venda de carteiras de crédito problemáticas. A reestruturação das operações e a redução de custos também se tornaram necessárias para manter a rentabilidade do setor.

Durante a crise econômica de 2015-2016, a performance do Daycoval foi afetada negativamente. O Índice de Basileia apresentou queda de 17,7% em 2015 e 16,4% em 2016, e estacionou na faixa entre 14% e 15% depois de 2017, mas ainda bem acima do mínimo requisitado pelo Banco Central.

O ROAE, por sua vez, apresentou alta de 15,4% em 2015 para 15,9% em 2016. E nos anos seguintes, de 2017 a 2019, o banco reduziu gradualmente o percentual da carteira de risco (E-H) e a taxa de créditos vencidos, ao mesmo tempo em que manteve IB, ROAE e índice de eficiência estáveis ou em ritmo melhora. Isso era indicativo de um processo de recuperação e fortalecimento financeiro do Daycoval após a crise.

Essa tendência de recuperação continuou de fato em 2018 e 2019, com aumento do ROAE para 22,8% e 27,7%, respectivamente, e melhora na solvência e dos índices de liquidez.

Crise da pandemia de Covid-19 (2020)

Durante a crise gerada pela pandemia da Covid-19, o setor financeiro sofreu impactos significativos em todo o mundo. No Brasil, o Banco Central tomou medidas para garantir a liquidez e a estabilidade do sistema, como a redução da taxa básica de juros e a injeção de liquidez no mercado.

Quanto ao desempenho do Daycoval, em 2020, a carteira de créditos duvidosos ou atrasados (E-H) atingiu R$ 916,9 milhões, representando 2,5% do total, o que demonstrava um aumento significativo em relação aos anos anteriores. No entanto, o banco apresentou um bom desempenho financeiro, com um ROAE de 29,3% e um lucro líquido de R$ 1,211 bilhão.

Nos anos seguintes, o banco conseguiu reduzir a carteira de créditos duvidosos e manter uma boa rentabilidade, com ROAE de 28,3% em 2021 e 20,3% em 2022. O saldo de PDD/Carteira, que representa o montante provisionado para perdas em relação à carteira total, também apresentou uma melhora significativa em 2022, indicando uma gestão mais eficiente dos riscos.

Os riscos de operação do Banco Daycoval

Os maiores riscos de crédito do Banco Daycoval estão relacionados à sua carteira de crédito, composta por diversos segmentos, como empresas, consignado, comércio exterior, leasing, compra de direitos creditórios, entre outros.

Alguns pontos merecem destaque na análise desses riscos:

  • A carteira de crédito de empresas é a maior da instituição, representando mais de 74% do total em dezembro de 2022. Isso significa que o desempenho desse segmento tem grande influência na saúde financeira do banco. A inadimplência de empresas pode ser causada por diversos fatores, como instabilidade econômica, problemas de gestão, mudanças no mercado, entre outros. Como o Daycoval trabalha também com empresas de pequeno e médio portes (PME), esse risco também entra na conta, uma vez que companhias assim tendem a ser mais vulneráveis a crises econômicas e a problemas de gestão.
  • A carteira de crédito consignado é um dos segmentos com maior crescimento nos últimos anos. Embora esse tipo de crédito apresente baixa inadimplência, há sempre o risco de mudanças na regulamentação ou de aumento do desemprego, o que pode levar a um aumento na inadimplência.

Apesar dos pontos de alerta citados nos tópicos acima, quando avaliamos a evolução do crescimento dos créditos de pagamentos duvidosos, vemos uma gestão eficiente e aumentos momentâneos causados por efeitos exógenos, sendo logo retomados e bem geridos.

Sobre o caso Americanas

Aqui, entendemos que vale uma menção ao caso Americanas, que recentemente entrou com pedido de recuperação judicial (RJ), após descobrir uma fraude contábil que afetou seus resultados financeiros em mais de R$ 20 bilhões. A fraude foi descoberta durante uma auditoria interna e envolveu a manipulação de despesas e receitas.

O caso Americanas afetou o Daycoval e resultou em perda financeira para o banco. Apesar disso, o presidente da instituição, Carlito Dayan, destacou em uma nota que a situação é comum para bancos que lidam com crédito e que o valor total dos empréstimos já líquidos de impostos representa menos de 4% do patrimônio de referência.Além disso, o caso já foi provisionado em mais de 50% no balanço do ano passado, e segundo o presidente, o Daycoval entregaria resultado recorde e rentabilidade acima de 25%. Ainda na nota, o presidente reforça a confiança na justiça e na capacidade dos acionistas de salvar a empresa, e afirma que a resposta do banco será de mais trabalho.

Sobre os ativos do Banco Daycoval

O Daycoval apresenta um histórico de bom desempenho, com riscos reduzidos, Índice de Basileia em bom patamar e ROAE alto, além de uma gestão eficiente em momentos de crise.

E por ser um banco com bons índices, era de se esperar que ele oferecesse ativos com spread baixo, que é a diferença entre a remuneração anual oferecida por seus ativos financeiros e a remuneração de um título público de mesmo prazo e de baixo risco.

Entretanto, mesmo com essa boa performance, o banco oferece ativos que comumente pagam um spread maior que seus concorrentes de mesma categoria, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil.

Entre os bancos concorrentes e de mesmo porte, segundo a definição do BC disponível em seu site, são: Banco Fibra, Inter, Pine, Banco ABC e Banco BMG. Quando avaliamos a relação dos riscos da operação do banco e os retornos oferecidos por ele, levando em consideração todo o seu histórico, nota-se que o Daycoval se destaca em relação aos demais. Por isso, seu CDB foi o escolhido por nós para compor as carteiras do Spiti One já em sua origem, em patamares de patrimônio a partir de R$ 30 mil. Vamos aos detalhes:

CDB com liquidez diária e rentabilidade de 110% do CDI

Fonte: Daycoval

Com o CDB que recomendamos no Spiti One, somado a algumas outras alternativas interessantes que são recomendações da série O Melhor da Renda Fixa, o Daycoval reforça sua posição como uma das principais referências no segmento de renda fixa, tornando-se uma ótima opção para quem deseja investir com segurança e rentabilidade.

Conclusão

O tempo é implacável, e muitas vezes é difícil enfrentá-lo. A história é repleta de altos e baixos, momentos de grandeza e de dor. Mas, em meio a tudo isso, uma coisa sempre prevalece em relação às pessoas e instituições que resistem a isso: a resiliência.

Muitas vezes, quando as coisas parecem estar indo mal, é fácil desistir. Mas aqueles que são capazes de perseverar, mesmo nos momentos mais difíceis, são os que eventualmente prevalecem.

E, no fim, é isso que realmente importa, e o relatório de hoje trouxe um exemplo de uma empresa que não somente tem sobrevivido ao ambiente hostil do empreendedorismo brasileiro, mas tem superado as mais distintas dificuldades: o Banco Daycoval.

Com mais de 50 anos de história, o banco enfrentou momentos de turbulências política e econômica ao longo dos anos, conseguindo se consolidar no mercado bancário com sua habilidade de navegar suavemente sob tempestades.

Durante as recentes crises brasileiras, o banco apresentou um bom desempenho financeiro, com IB, ROAE e índice de eficiência estáveis ou em melhora.

Nos últimos anos, também conseguiu expandir sua carteira de crédito e aumentar sua rentabilidade, ao mesmo tempo em que manteve uma boa gestão de risco. Hoje, os maiores riscos de crédito do Daycoval estão relacionados à sua carteira de crédito, que é composta principalmente por empréstimos para empresas de pequeno e médio portes, e empréstimos consignados para pessoas físicas.

Porém, mesmo com uma gestão de riscos apurada e índices de rentabilidade estáveis ou crescentes nos últimos anos, surpreendentemente o Daycoval continua a oferecer as melhores opções de investimentos, quando analisamos risco e retorno, para quem quer investir em renda fixa.

Abraços,

Sobre os analistas

Guilherme Cadonhotto

Sócio

Além de Estrategista da Finclass, Guilherme Cadonhotto é reconhecido como um grande especialista em Renda Fixa. Bacharel em Economia pela FGV e pela Nova School of Business and Economics, além de ter mais de 10 anos na gestão de fundos de investimento de Renda Fixa, Crédito Privado e Multimercado, hoje ele ensina seus alunos e seguidores como conseguir, investindo em renda fixa, rendimentos tão grandes (ou até maiores) que os das ações.

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.

Fillipe Colus

É especialista em renda fixa da Spiti, bacharel em Engenharia Mecânica e especialista em Finanças. Auxiliou mais de 15 empresas com recomendações financeiras e operacionais em dois anos de consultoria estratégia e trabalhou na KPMG, ao lado de executivos e diretores de empresas líderes de segmentos, bem como no mercado público, auxiliando órgãos federais. Acredita que conhecimento bom deve ser repassado de uma forma simples e direta. Por isso, adora falar de finanças para quebrar tabus, e faz isso até nas horas vagas.