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Se você quer risco, aqui vai uma alternativa ao IPCA+ 2050 (Tesouro Renda+ 2065).

Escrito por Guilherme Cadonhotto em RENDA FIXA

12 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  • Uma classificação de perfil de risco englobando quatro perfis: intolerante, prático, obcecado e sangue-frio.

  • Aversão excessiva ao risco pode limitar os ganhos, enquanto foco "obsessivo" no retorno ignora os riscos envolvidos, sendo o melhor caminho, a busca por assimetrias positivas, onde o potencial de ganho supera amplamente o risco corrido.

  • Atualmente, diversos investimentos estão oferecendo assimetrias interessantes, mas em especial, por maior clareza, os títulos públicos oferecem uma das assimetrias mais claras do mercado.

  • Elaboramos simulações com o Tesouro Renda+ 2065, para evidenciar a assimetria positiva que o ativo proporciona no atual momento de mercado, dando ênfase na volatilidade do ativo, que é compatível com o Bitcoin.

  • A partir de agora, vamos considerar exclusivamente o Tesouro IPCA 2050. No entanto, tanto o PACB11 quanto o Tesouro Renda+ 2065 são alternativas aprovadas pela nossa estrutura de análise e permanecem sob monitoramento constante.

  • Por fim, disponilizamos a planilha de simulações. 

Existem quatro tipos de investidores, quando o assunto é volatilidade, ou balanço de preços: intolerante, prático, obcecado e o sangue-frio.

Intolerante: Pense na intolerância alimentar, por exemplo, à lactose. Essa intolerância te limita a consumir queijo, manteiga, alguns tipos de pães e até excelentes receitas, como um belo risoto ou uma massa ao molho bechamel.

Se o intolerante à lactose se aventurar a consumir qualquer um desses alimentos, seu dia provavelmente não será dos melhores. A intolerância, neste caso, reduz significativamente a sua opção de alimentos - dos mais saborosos possíveis, passando desde as pizzas italianas até os hambúrgueres mais sofisticados, com uma quantia generosa de queijo. Não há benefício na intolerância.

Na intolerância ao risco, o resultado é parecido.

O intolerante ao risco se assusta ao menor sinal de turbulência. Seu Tesouro Selic rendeu menos do que no mês anterior? “Por qual motivo, será que o Brasil está bem das pernas?”.

Um banco médio apresenta problemas de solidez? “Será que isso irá afetar meu CDB do Banco Itaú?

A qualquer sinal de fumaça, mesmo que longínquo, o intolerante se preocupa e, quando se preocupa, busca refúgio, mesmo estando em um local extremamente protegido.

A intolerância ao risco não traz benefícios, assim como a alimentar, ela traz apenas prejuízos, mas, neste caso, o prejuízo não tem relação com a alimentação, mas sim com o patrimônio.

O intolerante ao risco evita qualquer ativo de risco. No longo prazo, os ativos de risco no Brasil são os que conseguiram apresentar resultado acima do CDI com consistência, vide os próprios índices de renda fixa dos prefixados e indexados à inflação, mais especificamente o IRF-M e o IMA-B.

A intolerância, neste caso, pode te colocar em um lugar de conforto, porém você pode deixar um crescimento patrimonial relevante no futuro.

Prático: O perfil Prático é simples. A volatilidade é algo intrínseco ao mundo dos investimentos. Ou seja, se quero mais retorno, devo correr mais risco; as duas coisas andam de mãos dadas.

Por vezes, ele tem uma carteira com menor risco, mas aceita o fato que isso não o fará alcançar rentabilidades excepcionais no futuro. 

Ele já entendeu também que não dá para ganhar dinheiro em todos os momentos, em todos os anos. Existem épocas - e os últimos anos foram um exemplo claro disso - em que o CDI será o campeão de retorno de todas as classes de ativos.

Até por isso, o prático sempre busca manter a sua carteira diversificada. Ele entende que, assim, uma parte dos seus investimentos sempre estará indo bem, enquanto a outra provavelmente estará apresentando um desempenho ruim.

Esse perfil, diferente de outros, se preocupa e não comemora quando todos os ativos da sua carteira estão se valorizando; afinal, se todos vão bem em um determinado cenário, se ele mudar, toda a sua carteira pode sofrer.

Obcecado: O Obcecado é um perfil curioso; ao mesmo tempo que ele entende que maior risco não significa necessariamente maior retorno, ao longo do tempo, a sua cabeça atribui probabilidades muito maiores às possibilidades de resultados sempre positivos.

Se uma ação que, hoje, custa R$ 50 tem 50% de chance de valer R$ 75, daqui a um ano, há 50% de chance de valer R$ 25; ou seja, a perspectiva de valorização e desvalorização é a mesma e com as mesmas probabilidades. O obcecado foca sua atenção no que faria depois de ter um retorno positivo de 50%; o cenário negativo é praticamente inexistente em sua mente.

Isso parece não ter tanto impacto quando estamos falando de possíveis valorizações e desvalorizações de proporções semelhantes, assim como a probabilidade de que elas ocorram também seja equilibrada, correto? O problema é que a cabeça do Obcecado funciona a todo momento dessa maneira, ou seja, mesmo quando as probabilidades e as magnitudes de valorização e desvalorização não estão a seu favor.

Vamos ao exemplo: 

Se uma ação custa, hoje, R$ 50 e há uma chance de 70% de ela valer R$ 30 em um ano, ou seja, cair 40%, contra uma chance de 30% de ela valer R$ 60, ou seja, subir 20%, o Obcecado tende a menosprezar o cenário negativo.

Ele foca apenas nos possíveis ganhos, mas menospreza o fato que a chance de ganhar é bem menor do que a de perder e, inclusive, se ele ganhar, receberia um retorno muito menor, caso esteja errado. É a típica assimetria negativa, que todos devem evitar.

Mas costumo pensar que o Obcecado pode vir a se tornar um excelente investidor ou investidora; afinal, esse perfil, se começar a se atentar às assimetrias, terá um nível ao risco mais alto e saberá se posicionar de maneira correta, passando para o próximo perfil, o “Sangue-frio”.

Sangue-Frio: O investidor que denomino Sangue-frio, de certo modo, se assemelha ao Prático, ou seja, é ponderado, entende dos riscos de mercado, sabe que não é sempre que o mercado vai caminhar de maneira favorável e vai ganhar dinheiro; porém, ele tem uma pequena diferença prática: em momentos oportunos, aceita um nível de risco muito alto.

Momentos oportunos são momentos em que assimetrias favoráveis aparecem a seu favor; como é o caso do  cenário hipotético a seguir:

Uma ação que custa R$ 50, hoje, apresenta 80% de chance de se valorizar para R$ 80 em um ano, e 20% de chance de se desvalorizar para R$ 40.

Os dois cenários possíveis se resumem no simples quadro abaixo:

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Fonte: Finclass

Perceba que esse cenário é muito favorável ao investidor em dois aspectos.

O primeiro é que a chance de ele ganhar dinheiro é muito maior do que a chance de perder: 80% para o cenário positivo e 20% para o cenário negativo.

Além disso, as variações também são muito assimétricas ao investidor. No cenário em que ele ganha dinheiro, a valorização será de 60%, e em um cenário negativo, a desvalorização será de “apenas” 20%.

Claro que cenários binários, como esse, não existem na vida real, porém o exemplo serve para entendermos o conceito que apresentarei em seguida, com um ativo real de renda fixa.

O Sangue-frio, neste exato momento, entende essa assimetria e aceita aumentar o risco de sua carteira para níveis maiores do que o habitual; isso porque, se estiver certo, que é a maior chance, seus ganhos serão muito maiores do que se estiver errado, além de ter uma chance menor disso ocorrer.

Acontece que esses cenários tão assimétricos são raros, e quando eles aparecem, o Sangue-frio faz questão de aproveitá-los.

Eu não sei eventualmente em qual desses perfis de investimento você se encontra, mas se você se identificou com o Sangue-frio, mesmo sabendo que o cenário negativo pode se abater sob suas posições, o momento atual pode configurar uma verdadeira oportunidade.

Onde ela está?

O fato é que essas oportunidades assimétricas parecem estar em todas as classes de investimento no Brasil, na renda fixa, nas ações e nos fundos imobiliários também; porém, há uma diferença significativa entre as oportunidades em cada uma das classes: sua precificação.

Calma, que vou te explicar.

Para calcular o valor de um título IPCA+ no futuro, a conta é relativamente simples. Logo, ao presumir uma determinada taxa de inflação e em qual taxa ele estará sendo negociado em um horizonte de tempo no futuro, chegamos ao seu valor justo. Ou seja, conseguimos saber exatamente qual será a valorização/desvalorização que ele apresentará no período.

Nos ativos de renda variável, há um componente adicional.

Para determinar o valor justo de uma empresa (ação) e um imóvel (FII), realizamos um processo chamado valuation. Nele, os analistas estimam os resultados esperados da empresa para os próximos anos, além da taxa de juros utilizada para trazer a valor presente todos esses resultados esperados. Assim, chega-se ao valor justo da empresa e do imóvel.

Além da imprecisão dos resultados esperados pelos analistas - que, com certeza, é maior em ações do que em fundos imobiliários -, há outro componente que deixa o cenário de assimetrias ainda mais difícil de se desenhar do que na renda fixa: o sentimento do mercado.

Sim, estamos falando, inclusive, de psicologia. 

Imagine que os resultados de uma empresa estejam em linha com o esperado por um analista de investimentos, assim como os juros utilizados para trazer os resultados a valor presente, chegando ao valor justo da empresa. Isso significa que o preço da ação está exatamente onde ele projetou?

Não necessariamente.

A incerteza quanto ao futuro do setor, da empresa, ou mesmo da economia em que ela se encontra - ou as incertezas quanto à política em seu país ou no mundo -, tudo isso pode, junto ou separado, reduzir o apetite dos investidores por ações, fazendo com que a ação daquela empresa não reflita o valor projetado pelo analista - que, vale destacar acertou o crescimento dos resultados da empresa e também como estaria a taxa de juros no futuro.

É o famoso: “Acertou, mas não levou.”, tão falado no mercado financeiro.

É por isso que eu gosto tanto de oportunidades assimétricas em títulos públicos. Sabendo qual será a inflação do período e qual será a taxa que um ativo estará sendo negociado no futuro, você sabe exatamente o quanto pode perder e ganhar em determinados cenários.

Para construir uma matriz de probabilidades, isso é excelente.

Vamos, por exemplo, construir a matriz de cenários possíveis para o Tesouro IPCA+ 2050.

Fazer isso, é simples: preciso saber a taxa com que vou comprá-lo, estimar uma inflação no período e a taxa com que ele estará sendo negociado em determinado momento; logo, saberei o quanto ele se valorizará ou desvalorizará em cada um dos cenários.

Vamos analisar a assimetria observada ao se comprar o Tesouro IPCA+ 2050 hoje em dia. Primeiro, consultaremos a sua taxa no site do Tesouro Direto:

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Fonte: Tesouro Direto

Agora, vamos às tabelas do quanto ele pode se valorizar ou desvalorizar, considerando as taxas que ele estará sendo negociado em três e cinco anos:

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Fonte: Finclass

Veja, na tabela acima, eu mostro qual a expectativa de valorização desse ativo em três e cinco anos, nas últimas duas colunas. 

A inflação média do período está inserida na coluna “inflação” e a taxa pela qual o ativo estará sendo negociado está na coluna “Taxa”.

Perceba que, mesmo nos cenários extremamente negativos, nos quais a taxa chega ao valor de IPCA+ 9% ao ano, o ativo ainda apresenta valorização nos prazos de três e cinco anos.

Claro, vale lembrar que, ao longo do período, ele pode apresentar variações bem negativas; mas, neste caso, estamos falando de segurar o ativo pelo prazo determinado nas colunas.

Mas, qual outro ativo de renda fixa apresenta assimetria tão relevante para os prazos acima estipulados e qualquer um pode investir?

Tesouro Renda+ 2065

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Sim, um título público, que foi criado com o intuito de ser um complemento de aposentadoria, também tem efeitos relevantes da marcação a mercado; se você tiver um perfil de risco Sangue-frio, pode ser uma alternativa ao Tesouro IPCA+ 2050 na sua carteira.

Antes, vamos conhecer as diferenças entre o Tesouro Renda+ e um Tesouro IPCA+ tradicional, nos aspectos mais relevantes:

Funcionamento

Diferente de um Tesouro IPCA+ tradicional, o Tesouro Renda+ visa garantir um complemento de renda para o investidor que o carregar até o vencimento. A partir da data de “vencimento” do Renda+, ele se converterá em uma renda mensal pelo prazo de 20 anos para o investidor.

Por exemplo:

Se você comprou o Tesouro Renda+ 2035, a partir de 2035 o valor aplicado lhe garantirá uma renda mensal pelos próximos 20 anos. Essa renda será corrigida pela inflação para que o investidor não perca o poder de compra.

Apesar da lógica interessante, o Tesouro Renda+ tem volatilidade semelhante à do Tesouro IPCA+ tradicional, mas com algumas diferenças.

A primeira é que o Tesouro Renda+ 2065, que seria convertido em renda a partir do ano de 2065, vence - ou seja, pagaria a última parcela mensal de renda - apenas depois de 2080, o que o torna muito mais suscetível à marcação a mercado do que o Tesouro IPCA+ 2050 ou o Tesouro IPCA+ 2060 com juros semestrais.

Taxa de custódia

A taxa de custódia do Tesouro Renda+ é diferente do Tesouro Selic ou de um Tesouro IPCA+ tradicional.

Para o Tesouro Selic, a taxa é zero até o valor aplicado de R$ 10 mil, mas, para o IPCA+, a taxa de custódia é de 0,20% ao ano.

No caso do Tesouro Renda+, o Tesouro Nacional criou um incentivo para quem o carregue até o vencimento; e há uma pequena penalidade para quem o venda em um prazo mais curto - ou seja, é uma taxa de custódia variável:

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Fonte: Tesouro Direto

Poxa, Gui, mas vou pagar uma taxa de custódia maior para investir nesse ativo?”

A ideia é que ele possui uma volatilidade e um risco bem maiores, o que mais do que compensaria essa taxa de custódia mais alta à qual ele está sujeito para um período de até 10 anos.

Liquidez

Se você adquirir um Tesouro IPCA+ 2050 hoje, pode vendê-lo logo que ele aparecer na sua corretora, ou seja, tem liquidez diária.

Para o Renda+, temos uma pequena diferença; há uma carência de 60 dias, ou seja, nos primeiros 60 dias de sua compra, você não conseguirá resgatar esse ativo.

Após esse prazo, a liquidez é diária e a liquidez é exatamente a mesma de um Tesouro IPCA+ tradicional.

Propósito

O Tesouro Renda+ foi criado com o intuito de ser um complemento de renda para o investidor (a), porém pode ser utilizado visando os efeitos da marcação a mercado para aqueles que possuem uma alta aceitação de risco.

Vamos à tabela de assimetria do Tesouro Renda+ 2065, a opção de Tesouro IPCA+ de longo prazo, que entra como alternativa hoje em nossa carteira;, mas, antes, vamos conferir a taxa pela qual está sendo negociado hoje:

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Fonte: Tesouro Direto

Agora, vamos à tabela de assimetria, considerando essa taxa de IPCA+ 7,15%:

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Fonte: Finclass

Olhando para a tabela acima, podemos notar um detalhe quando a comparamos com o Tesouro IPCA+ 2050 tradicional.

Nos cenários positivos, você sofrerá muito mais, ou seja, perderá mais; porém, nos cenários positivos, seus ganhos serão muito maiores.

No pior cenário, com a taxa desse ativo indo ao IPCA+ 9%, a variação total desse ativo em três anos será de -22%, o que é, de fato, um impacto negativo razoável; no entanto, no melhor cenário, para o mesmo período, a valorização seria de 648%, o que significaria multiplicar o patrimônio investido por sete.

Isso mesmo, sete vezes!

Em cinco anos, o potencial, no melhor cenário, é de quase nove vezes o valor investido!

Eu não acredito que esse cenário - com a taxa do nosso IPCA+ de longo prazo chegando até o IPCA+ 3% - seja o mais provável. Porém, por vezes, nossos ativos de longo prazo já chegaram a flertar com esse nível de taxa e, detalhe, pouco tempo depois da crise do governo Dilma, quando as taxas dos mesmos flertaram com IPCA+ 8%.

Ou seja, é importante entendermos até onde poderíamos chegar em um cenário extremamente positivo e em outro negativo.

Perceba que, no quadro acima, as variações positivas são muito mais presentes e intensas do que as variações negativas; o que remete novamente ao início do relatório e a algo que eu sempre comento:

Assimetria.

É isso que um bom investidor (a) busca, e é isso que ele deve buscar; e é inegável que esse ativo apresenta isso nos atuais níveis de taxa.

É para todo mundo? Não!

Dê uma olhada na volatilidade do Renda+ 2065 desde a sua criação; ela é compatível com a volatilidade do Bitcoin:

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Fonte: Finclass

Se você é uma pessoa que se incomoda com as variações do Bitcoin e, por isso, não o tem na carteira, talvez o Renda+ 2065 também não seja para você; pelo menos, não para a estratégia de marcação a mercado, afinal, ele vai oscilar muito ao longo da trajetória sinalizada na tabela de assimetria.

Planilha simulações

Preparei uma planilha para que você entenda qual o potencial de valorização/desvalorização dos dois ativos, o Tesouro IPCA+ 2050 e o Tesouro Renda+ 2065.

Dessa maneira, você pode simular qual seria o retorno bruto alcançado com ambos os ativos, em cenários que você pode alterar:

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Fonte: Finclass

Para a planilha acima, temos dois campos: um para simular o retorno que o Renda+ 2065 poderá te entregar em três e cinco anos, e outro representando o retorno que o IPCA+ 2050 pode te entregar nos mesmos períodos.

O retorno em ambos os casos está incluído nas colunas “Prazo 3 anos” e “Prazo 5 anos”.

As células que podem ser alteradas estão em amarelo - ou seja, você pode alterar a taxa de aquisição de ambos os ativos na célula destacada em amarelo, onde temos a taxa de “7,15%”:

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Fonte: Finclass

Para simular diferentes taxas média de inflação anuais, assim como a taxa de negociação depois de três e cinco anos, você deve alterar as seguintes células para o Renda+ 2065:

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Fonte: Finclass

O resultado bruto, no período de três e cinco anos, com as premissas que colocou, aparecerão aqui:

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Fonte: Finclass

Para fazer a simulação para o Tesouro IPCA+ 2050, é a mesma coisa; porém,na parte debaixo da planilha.

Lembre-se: a planilha não considera a taxa de custódia e o IR pago, caso você venda o ativo; a ideia aqui é te dar uma visão da assimetria e uma magnitude do quanto pode obter de retorno, ou prejuízo, em eventuais cenários.

De qualquer maneira, a partir de hoje, o Tesouro Renda+ 2065 entra como uma alternativa para a parcela de IPCA+ de longo prazo de nossa carteira.

Clique aqui, para acessar a ferramenta de simulações. 

E como fica a nossa diretriz de alocação?

Recentemente, recomendamos o ETF PACB11 (link do relatório) como uma alternativa ao Tesouro IPCA 2050 para investidores que preferem a praticidade dos ETFs. Já neste relatório, apresentamos o Tesouro Renda+ 2065 como uma alternativa mais arrojada, que, conforme detalhado ao longo do relatório, apresenta atualmente uma assimetria positiva interessante.

Eu gostaria de reforçar que, na alocação base da Finclass, vamos considerar  exclusivamente o Tesouro IPCA 2050 a partir de agora. No entanto, tanto o PACB11 quanto o Tesouro Renda+ 2065 são alternativas aprovadas pela nossa estrutura de análise e permanecem sob monitoramento constante.

Qualquer atualização relevante sobre esses ativos será prontamente comunicada por meio dos nossos canais oficiais.

Abraços,

Guilherme Cadonhotto

Sobre os analistas

Guilherme Cadonhotto

Sócio

Além de Estrategista da Finclass, Guilherme Cadonhotto é reconhecido como um grande especialista em Renda Fixa. Bacharel em Economia pela FGV e pela Nova School of Business and Economics, além de ter mais de 10 anos na gestão de fundos de investimento de Renda Fixa, Crédito Privado e Multimercado, hoje ele ensina seus alunos e seguidores como conseguir, investindo em renda fixa, rendimentos tão grandes (ou até maiores) que os das ações.