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Troca do IMAB11 pelo PACG11 na carteira de valorização

Escrito por Rodrigo Xavier, Matheus Nascimento em FUNDOS

5 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  •  Porque gostamos de ter uma parte da carteira ligada ao IMA-B e como essa estratégia se encaixa na classe de Renda Fixa por fundos.

  • Porque estamos trocando o IMAB11 pelo PACG11, com destaque para a taxa menor do novo ETF.

  • O que muda nas nossas carteiras, mostrando a entrada do PACG11 e a permanência do Trend Inflação Geral.

Fala, pessoal!

Este relatório extraordinário tem como objetivo comunicar uma alteração pontual que realizamos. Mais especificamente, substituímos o ETF IMAB11 pelo PACG11 como instrumento passivo de exposição ao índice IMA-B na classe de renda fixa na carteira de valorização por fundos.

É importante destacar que o Trend Inflação Geral (34.475.424/0001-24), permanece como opção na carteira, portanto não estamos alterando a estrutura dessa parcela como um todo.

A decisão segue a recomendação direta do nosso analista de renda fixa, Eduardo Perez, que publicou recentemente uma lista de ETFs aprovados, e tem como motivação principal a redução de custos para o assinante, sem qualquer perda em termos de qualidade, segurança ou liquidez.

Abaixo, detalhamos o racional por trás dessa mudança, o contexto de mercado e como isso se alinha à nossa filosofia de alocação de portfólio.

O papel da gestão passiva nas nossas carteiras

Antes de falar da troca, vale entender qual é o papel dessa estratégia dentro das nossas carteiras.

A Renda Fixa dinâmica não é composta apenas por produtos que carregam o mesmo tipo de risco. Buscamos combinar diferentes estratégias para que cada uma cumpra uma função específica na construção do portfólio.

Temos por exemplo, os fundos de infraestrutura, que podem oferecer uma dinâmica diferente de retorno e carregam riscos próprios, como crédito, gestão, mercado e liquidez. Além disso, conta com isenção de IR.

Também temos a exposição aos próprios títulos públicos federais por meio de fundos que seguem o IMA-B. Apesar de serem considerados ativos de menor risco de crédito, eles não estão livres de oscilações de preço. Quando as expectativas para os juros mudam, as taxas dos títulos também se movimentam e isso pode gerar variações relevantes no valor desses ativos.

A gestão passiva entra justamente como mais uma peça dessa construção.

Por meio de um ETF que acompanha o IMA-B, conseguimos acessar uma carteira diversificada de títulos públicos indexados à inflação de maneira simples, transparente e com uma estratégia previamente definida.

Vale observar que, no momento, não vemos nenhum gestor, fora dos fundos de infraestrutura listados, que esteja em condições de superar o IMA-B de forma consistente e, ao mesmo tempo, esteja dentro dos nossos critérios de controle de risco.

Por isso, parte da carteira é alocada de forma passiva ao IMA-B. Essa é uma maneira de controlar o risco de crédito, que está embutido em maior grau nos fundos de infraestrutura, e, ao mesmo tempo, trazer para a carteira a performance de um índice que já é bastante aderente ao que buscamos para a composição do portfólio da classe.

 

Por que utilizávamos o IMAB11?

O IMAB11 foi escolhido justamente por reunir características que faziam bastante sentido. Ele possui histórico no mercado, é conhecido pelos investidores e apresenta uma estrutura consolidada. Além disso, sua proposta é bastante direta: oferecer exposição ao IMA-B por meio de uma gestão passiva.

Na época em que fizemos essa escolha, portanto, era a melhor alternativa para a estratégia.

Assim como acompanhamos os fundos, os gestores e os próprios ativos que fazem parte das nossas recomendações, também precisamos acompanhar a evolução do mercado e as alternativas disponíveis.

E o mercado de ETFs brasileiro vem ficando cada vez mais competitivo.

Hoje existem mais opções para acessar índices e estratégias que antes estavam concentradas em poucos produtos. Com mais concorrência, surgem também oportunidades para buscar estruturas mais eficientes em termos de custo.

Foi nesse contexto que reavaliamos o veículo utilizado para nossa exposição passiva ao IMA-B.

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E quem já tem IMAB11 na carteira?

Existe um ponto importante nessa troca que vale destacar: quem já possui IMAB11 há mais tempo e acumulou um lucro relevante pode não se beneficiar de uma troca imediata para o PACG11.

Isso acontece porque a venda da posição pode gerar Imposto de Renda sobre o lucro realizado. Nesse caso, o custo fiscal pode ser muito maior do que a economia de 0,06 ponto percentual na taxa de administração do PACG11, fazendo com que a troca leve bastante tempo para se pagar.

Por exemplo, para quem possui uma posição maior, construída há bastante tempo e com um ganho acumulado relevante, tende a fazer mais sentido manter o IMAB11 e preservar esse patrimônio investido, evitando antecipar um custo tributário apenas para reduzir a taxa, e ir direcionando os novos aportes para o PACG11.

Já para quem começou a investir recentemente, possui uma posição menor e está com uma posição em IMAB11 com pouco lucro acumulado, o impacto do imposto tende a ser menor. Nesse cenário, pode fazer sentido realizar a posição e começar a utilizar o PACG11, aproveitando desde já sua taxa mais competitiva.

Para os novos aportes, nossa escolha passa a ser o PACG11.

Em resumo: para posições antigas e com lucro relevante, não vemos necessidade de realizar a troca apenas pela diferença de taxa. Para posições mais recentes, com pouco lucro acumulado, a troca pode fazer sentido.

 

Por que estamos fazendo a troca?

Nosso analista de Renda Fixa, Eduardo Perez, incluiu o PACG11 na lista de ETFs aprovados no último relatório publicado por ele em 10/8/26. Ao compararmos com o que temos hoje na carteira, acabamos achando correto realizar a troca, e o principal motivo é bastante objetivo: a diferença de taxa de adm. O PACG11 possui taxa de administração de 0,19% ao ano, enquanto o IMAB11 possui taxa de 0,25% ao ano.

Pode parecer pouco olhando isoladamente, mas custo é um fator especialmente importante quando falamos de gestão passiva.

Isso acontece porque o objetivo de um ETF passivo é acompanhar determinado índice. Como não existe uma gestão ativa buscando gerar retorno adicional por meio da seleção de ativos, a eficiência da estrutura passa a ter ainda mais peso na decisão.

Em outras palavras: se dois veículos têm uma proposta semelhante para cumprir determinada função dentro da carteira, faz sentido olhar com atenção para quanto estamos pagando por isso, e acaba sendo por isso que o PACG11 acaba tendo vantagem.

 

Independência entre as áreas de fundos e renda fixa

Vale destacar que os analistas têm independência total em suas avaliações e recomendações, utilizando os critérios que consideram mais relevantes dentro de cada classe de ativos.

Acontece que, em muitas oportunidades, os caminhos se encontram. Foi assim nas recomendações de FI-Infras, em que as duas áreas chegaram à mesma leitura por rotas distintas, e é assim agora com o passivo de IMA-B. Quando isso acontece, não é porque abrimos mão da nossa visão: é porque os dois times olharam o mesmo ativo e enxergaram a mesma coisa. E, sinceramente, quando acaba acontecendo isso das análises convergirem, a decisão fica bem mais confortável de tomar.

 

Conclusão

Para quem acompanha nossas carteiras, a mudança é simples: o IMAB11 é substituído pelo PACG11. Nosso time continua buscando exposição passiva ao IMAB-B dentro da carteira. Portanto, não se trata de uma mudança de tese ou de visão, e sim um processo natural de revisão que faz parte do nosso acompanhamento contínuo.

Não existe compromisso em manter determinado produto apenas porque ele já faz parte da carteira. Se o mercado muda e encontramos uma alternativa mais eficiente, nossas escolhas também podem mudar.

Seguimos acompanhando de perto!

Abraço e bons investimentos.

Rodrigo | CNPI 8996
Matheus | CNPI 10124

Sobre os analistas

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.

Matheus Nascimento

Analista CNPI

É analista CNPI e integra a equipe de Fundos de Investimento da Finclass. Formado em Gestão Empresarial, construiu sua trajetória no mercado financeiro com foco em análise e acompanhamento de estratégias de investimento. Acredita que o acesso à informação de qualidade é um dos principais diferenciais para o investidor pessoa física e, por isso, busca contribuir com análises claras e responsáveis, auxiliando cada investidor a tomar decisões mais conscientes e alinhadas aos seus objetivos.