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Um manual sobre wallets de criptoativos: o que são, quais os principais modelos e como utilizá-las

Escrito por Thales Inada, Rodrigo Xavier em ALTERNATIVOS

32 min de leitura

Olá, assinante do Spiti One!

Chegou a hora de aprendermos como armazenar nossos criptoativos com segurança, sendo que já existem diversas ferramentas muito confiáveis no mercado para fazer isso.

Uma coisa que você precisa saber: as exchanges, as plataformas onde compramos e vendemos nossos criptoativos, são alvos frequentes de hackers, pois ali se concentram os ativos. 

Claro que elas trabalham para ficarem cada vez mais seguras, e é por isso que também devemos escolher aquelas de grande porte e com bom histórico – quanto maior uma exchange, maior será sua capacidade de investir em sistemas de segurança. Mesmo assim, o ideal é tirar os nossos ativos da plataforma e guardar com a gente. 

E qual a dinâmica de uma carteira de criptos fora da exchange?

As wallets, como são chamadas as carteiras de cripto fora da exchange, possuem duas informações importantes de registro: a chave pública e a chave privada. Podemos compará-las ao “endereço de e-mail” e à “senha de acesso”, respectivamente. Assim, a chave pública é aquela que você envia para alguém transferir o valor, tal como no sistema Pix, e a chave privada é somente sua – com ela, seria possível outras pessoas conseguirem movimentar seu saldo.

Um ponto importante dessa análise é que um saque da exchange para sua carteira nem sempre vale a pena devido ao custo da rede. Esse é a única despesa necessária que você terá ao transferir seu saldo para as carteiras de celular ou de computador. No caso das carteiras físicas (hardware wallets), além do custo da rede, também tem o da compra do aparelho. 

Este será o foco do relatório de hoje: ajudar você a escolher a melhor carteira conforme a sua jornada de investimento nesse novo mercado. 

Informações iniciais

As taxas da rede para manutenção da carteira de criptoativos 

Existe um custo do processo de saque da exchange para a sua carteira, conhecido como taxa da rede. Em alguns casos, como nas plataformas brasileiras, também podemos ter alguma taxação feita pela empresa também.

Dependendo da exchange, a taxa de rede também está relacionada à opção de velocidade de transferência: caso você queira fazer uma transação rápida, pode pagar mais caro, mas, se não fizer questão disso, consegue gastar menos por uma transação mais demorada. 

Além disso, cada ativo possui uma taxa de transação diferente. No gráfico abaixo, temos o histórico das taxas de transações de BTC e ETH.

Histórico de taxas de BTC e ETH

Fonte: bitinfocharts
Fonte: bitinfocharts

No eixo vertical, temos os valores em dólares desde a metade de 2017. A linha azul representa o histórico de custo de transferência do BTC, e a vermelha, o de ETH.

Repare que, em alguns momentos, a taxa de transferência do BTC fica elevada, chegando a passar dos US$ 60, enquanto a da ETH passou dos US$ 70. Nem sempre é um aumento passageiro – às vezes, pode demorar vários meses para abaixar. Vale ressaltar que os tokens da rede da Ethereum, como LINK, pagam aproximadamente o valor da rede da Ethereum pelo fato de serem ativos criados nela.

Isso ocorre porque, com o mercado em alta, existe maior demanda pelas transações, e como a rede possui uma capacidade máxima de transferências, os investidores que oferecem o maior lance possuem prioridade no processo.

Portanto, a taxa da rede será seu custo mínimo para envio da exchange para uma software wallet ou uma mobile wallet.

Assim, devido ao alto custo em alguns momentos, não valeria a pena, por exemplo, você sacar R$ 1 mil de sua exchange se você tivesse que pagar uma taxa de R$ 300 (equivalente a US$ 60 no câmbio de hoje) – no caso, precisaria deixar na plataforma mesmo. Porém, com uma taxa de aproximadamente R$ 30 (US$ 5), torna-se viável fazer a transação.

Claro que essa interpretação (se vale a pena ou não) varia de pessoa para pessoa, mas eu diria que o saque começa a valer a pena quando esse custo chega próximo dos 5%, que é a variação diária média do BTC, o que demonstra um impacto relativamente pequeno para a sua posição. 

Importante salientar que as taxas da rede são cobradas independentemente da carteira que for escolhida. Então, lembre-se de considerá-la no processo de transação. Caso esteja muito cara no momento, a única possibilidade é realmente esperar uma queda no custo.

O que são as hot wallets: um jeito mais barato de sacar seus ativos da exchange

A maneira mais barata de você tirar seus criptoativos da sua exchange é enviando-os para as chamadas hot wallets, que podem ser um site, um software no computador ou um aplicativo no celular.

Conforme comentado inicialmente, elas são conectadas à internet, por isso, correm maior risco de serem invadidas por hackers.

Aqui podemos começar a refletir sobre dois assuntos. O primeiro deles é que provavelmente é mais fácil invadir uma carteira pessoal do que uma exchange; por outro lado, o interesse dos hackers em uma carteira pessoal é bem menor, pois há poucas chances de encontrar uma carteira mais abastada no meio de milhões existentes no mercado. 

Na minha opinião, acredito que valha a pena, sim, tirar seus criptoativos da exchange e colocá-los em uma hot wallet, seja no celular, seja no computador. Mas também devemos tomar cuidados extras em relação à segurança, como evitar entrar em sites “estranhos”, baixar materiais duvidosos, não abrir e-mails de endereços desconhecidos e manter seu antivírus sempre atualizado.

Os cuidados com senhas

Esqueci a senha da carteira, e agora?

Aqui, chamo atenção para um ponto bem importante. Hoje em dia, estamos acostumados com a “recuperação de senha por e-mail”, mas esse método não existe na recuperação das carteiras. Então, tome muito cuidado.

A única forma de recuperação de acesso disponível atualmente são as seeds, ou seja, as palavras sementes. É um sistema composto por 12 a 24 palavras, com as quais você consegue recuperar sua carteira em qualquer outro aparelho. Elas são geradas aleatoriamente pela sua wallet na hora em que você a cria. Ou seja, é muito importante anotar em um caderno imediatamente, inclusive na ordem correta.

Além do sistema de palavras sementes, algumas wallets também disponibilizam um campo a mais, para uma frase extra, conhecida como passphrase. Ao contrário das seeds, essa frase é escolhida por você, mas não aconselho seu uso para iniciantes.

Uma dica para confirmar se você anotou suas palavras corretamente é simular a “restauração” da sua carteira antes de enviar seu saldo.

Como guardar as seeds?

Por se tratar de um “código de acesso” muito importante, minha recomendação é que você não deixe registrado em seu e-mail nem salvo como arquivo do Bloco de Notas, Word, entre outros. Conforme comentei, dessa forma, elas poderão ser facilmente encontradas por hackers. Também não indico anotar em folhas soltas, para não irem para o lixo por engano. Anote em um caderno ou agenda, de forma discreta, sem identificar por “wallet”, “senha”, “seeds” ou algo semelhante. 

Mas, Thales, e se eu derramar água no caderno? Ou rasgar ou queimar o papel sem querer? 

Calma, pois existe uma solução para casos extremos também: uma folha de aço ou steel.

Kriptobr.com
Kriptobr.com

Nela, você anota suas palavras com um prego ou chave de fenda. No site da KriptoBR fizeram o teste de fogo e até mesmo com laser na placa, sem qualquer prejuízo. Para adquirir uma, clique aqui.

Esse investimento extra não é obrigatório, pois para mim, a anotação em um caderno já resolveria. É apenas uma forma de aumentar a segurança e garantir que não perca a anotação.

Independentemente da carteira que você estiver utilizando, poderá utilizar a steel para anotar suas seeds. Então, vamos falar das principais carteiras de acordo com suas categorias.

Como acessar software e mobile wallets com segurança 

Opções de software wallets

Na software wallet, as chaves privadas ficam armazenadas no disco rígido do seu computador pessoal, ou seja, estão com você. Vou iniciar a lista de carteiras pelas software wallets.

O primeiro cuidado que precisamos é ter a certeza de que estamos baixando o software de um site confiável. Vou deixar o link de cada uma dessas carteiras recomendadas para que você acesse diretamente. 

Aqui, uma orientação: tome muito cuidado ao fazer qualquer tipo de busca relacionada ao mercado de cripto no Google, pois sites falsos, com endereços semelhantes ao original, podem roubar seus dados.

Exodus: é muito simples de utilizar e bem intuitiva. Uma das suas grandes vantagens é servir como link para sua hardware wallet (Trezor ou Ledger), ou seja, pode utilizá-la para movimentar as criptos diretamente da sua cold wallet.

Uma crítica bastante apontada pelo mercado é que a Exodus não segue o modelo open source (código aberto). Isso faz com que não saibamos o que ela está fazendo em sua totalidade, mas entendo que isso também faz parte da estratégia de segurança. A Exodus precisa desse cuidado com a segurança maior, pois é uma empresa centralizada, que administra as carteiras.

Atomic Wallet: ainda não possui o acesso para as cold wallets, mas ela é 100% descentralizada e possui um código quase todo aberto, o que mostra sua transparência. Ela também possibilita o staking de algumas criptos.

Trust Wallet: outra carteira bastante utilizada, principalmente depois que foi adquirida pela Binance. É uma wallet totalmente open source e que disponibiliza acesso a alguns serviços, como NFT e DeFi, com maior facilidade. Por isso, possui uma comunidade bem grande para suportá-la.

Electrum: é uma das mais antigas (desde 2011) e mais populares do mercado. Além de já ter sua segurança reconhecida, também possui código aberto e permite até escolher a taxa da sua transação para acelerar o processo. A desvantagem é que só aceita Bitcoin.

Metamask: pode ser utilizada como extensor de navegadores como Chrome, Firefox e Brave. Ela facilita a usabilidade das criptos em diversos sites e plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) e de NFT, como a OpenSea. Em 2019, focou na experiência do usuário e, no ano seguinte, foi considerada excelente em segurança por uma auditoria, a Least Authority. 

Um ponto a ser destacado é o atendimento, que é feito pela própria comunidade, portanto, é ótima para iniciantes. Para fechar com chave de ouro, a Metamask também é compatível tanto com a Trezor quanto com a Ledger, o que facilita bastante alguma alteração que você queira fazer na sua carteira de longo prazo.

Importante pontuar que a Metamask é uma hot wallet, ou seja, está sempre conectada à internet e também pode deixar rastros das suas seeds nos aparelhos por onde for acessada, pois foram geradas na rede. Assim, as chaves privadas das suas criptos ficam armazenadas no seu disco rígido. Se você tiver cuidado com sua navegação, pode utilizar tanto a software quanto a mobile wallet, que vamos ver a seguir.

Opções de mobile wallets

Assim como a software wallet, opção na qual não podemos confiar em buscá-la no Google, também não podemos confiar nos aplicativos buscados no Apple Store ou Play Store. Apesar de possuírem um sistema bem rígido de seleção de aplicativos, já tivemos casos em que os golpistas pontuaram negativamente o aplicativo original a fim de rebaixar o app verdadeiro, ao mesmo tempo que davam as melhores avaliações ao aplicativo falso, justamente para se destacarem na busca. Até os responsáveis pela Apple Store e Play Store descobrirem, o golpe já tinha feito estrago.

Além de “carteiras de celular”, também podemos chamar as mobile wallets de carteira aplicativo, carteira móvel ou até mesmo carteira digital. A mobilidade permite um acesso rápido da carteira, mas é interessante colocar nela somente o que pretendemos usar no dia a dia. Deixar um saldo baixo disponível também te deixará mais tranquilo ou tranquila, pois é uma hot wallet, propensa a ataques de hackers.

Como opções desse tipo, também posso citar Exodus, Trust e Metamask, mas, caso realmente pretenda utilizar seus saldos no dia a dia, a MUNN ou a BREEZ também são indicadas. Por meio delas, é possível fazer as transferências pela rede secundária do BTC, a Lightning Network, dedicada especialmente para as microtransações.

Como as mobile wallets dependem muito do objetivo de uso, não conseguimos precisar quais são as melhores. Minhas recomendações são, caso você tenha uma hardware wallet, Exodus ou Metamask. Contudo, caso não possua uma nem pretenda usar as criptos no dia a dia, a Trust é uma opção interessante.

Cold wallets (ou hardware wallet): a forma mais segura de guardar seus criptoativos

A principal diferença entre uma hot wallet e uma cold wallet é que a primeira está conectada à internet e a outra, não. Isso define o nível de risco de hackearem sua carteira – fora da internet, esse risco é bem menor.

No transcorrer deste tópico, vamos explicar um pouco sobre o que é, como e quando usar uma cold wallet. Embora seja mais segura, precisamos nos atentar aos custos e a alguns detalhes relacionados aos cuidados no dia a dia.

Por que usar uma hardware wallet?

As cold wallets devem ser seu objetivo final para entrar completamente no mundo dos criptoativos. Isso porque, a partir desse momento, você não dependerá nem mesmo da exchange para fazer a custódia dos seus ativos, já que tudo estará no seu poder.

Sempre digo que as exchanges representam risco extremo, pois são constantemente alvos de hackers que podem roubar seus fundos. Já a hardware wallet é o outro extremo, o patamar mais seguro possível: é completamente desconectada da internet e ainda depende de um toque físico para que uma transferência seja aprovada, o que o hacker não conseguirá fazer à distância.

Atualmente, não são muitas as opções disponíveis, mas certamente já temos duas com bastante tempo de mercado e altíssima credibilidade: a Trezor e a Ledger. Então, elas serão meu foco aqui.

Comparação das hardware wallets

No Brasil, atualmente temos quatro modelos principais com os seguintes preços (valor aproximado na data da publicação deste texto):

  • Trezor One, R$ 500
  • Trezor T, R$ 1.600
  • Ledger Nano S Plus, R$ 800
  • Ledger Nano X, R$ 1.600
Fonte: Kriptobr
Fonte: Kriptobr

Em relação às funcionalidades e dispositivos, as diferenças entre elas podem ser vistas na tabela abaixo:

Fonte: Kriptobr.com
Fonte: Kriptobr.com

As diferenças dependem das necessidades de cada um, mas destaco algumas características, que são:

  • Presença de Código Open Source da Trezor. Segue o lema de privacidade dos criptoativos, pois essa é a essência do mercado. A segurança depende de toda comunidade e não só do time de desenvolvedores, como na Ledger.
  • Bluetooth. Caso você seja daquelas pessoas que não gostam de fios, a única opção é a Ledger Nano X, e por isso ela também precisa de bateria.
  • Para os aficionados em Apple e que pretendem utilizar a wallet no celular, a Nano X é a única opção compatível.
  • A rede Tor é uma rede com alto nível de anonimato. Portanto, também é indispensável para quem quer se aprofundar no assunto.
  • Caso você invista em ADA, não poderá depender da Trezor One, pois não é compatível de forma nativa, só por meio de outra wallet.

De forma geral, as vantagens e desvantagens são bem específicas e até podem ser decisivas para investidores mais experientes. Mas, de forma geral, a Nano S Plus e a Trezor One atendem muito bem ao público em geral, sendo as melhores opções na questão custo-benefício. 

O que analisar antes de comprar o aparelho?

O ideal é dar preferência para as versões mais recentes, pois a tecnologia também aumenta a segurança do aparelho. Porém, caso você esteja procurando urgentemente uma hardware wallet e não tem como gastar muito em um dispositivo, vejo a Trezor One com o melhor custo-benefício. 

Depois de escolher seu aparelho, deve prestar bastante atenção onde comprá-lo. A dica aqui é sempre comprar de um revendedor oficial.

Como esse tipo de aparelho vai servir como um banco para seus criptoativos, não arrisque colocá-los em aparelhos duvidosos comprados no Mercado Livre ou eBay, por exemplo. O risco de comprar aparelhos falsos ou adulterados de vendedores mal-intencionados é alto e não compensa.

Importante pontuar que a loja da Trezor não envia para o Brasil, sendo que o único revendedor oficial da marca é a Kriptobr.com. 

Quando investir em uma?

De forma geral, quando o custo do aparelho for entre 5% e 10% do valor que você tem investido, vale a pena pensar na possibilidade de comprá-lo. Adoto essa referência de valor, pois 5% seria equivalente à oscilação média de um dia do mercado de cripto.

Portanto, uma Trezor One começa a valer a pena a partir de um investimento de R$ 5 mil, enquanto a Trezor T, a partir dos R$ 16 mil investidos.

Tudo sobre como utilizar a Trezor One

Assim que chegar seu aparelho, meu conselho inicial é que você segure a emoção e analise as condições da caixa antes de abri-la.

O plástico em volta da caixa deve estar intacto, e os lacres de segurança devem ser holográficos conforme as fotos abaixo.

Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal

No exemplo acima, temos a caixa da Trezor One, mas na Trezor T, o selo holográfico está localizado apenas no aparelho (na entrada USB, como na foto abaixo), e não na caixa.

Fonte: Kriptobr
Fonte: Kriptobr

Caso note qualquer sinal de violação da caixa ou dos selos, não utilize o aparelho. Ligue imediatamente para o suporte da KriptoBr.

Instalação da Trezor

No caso, utilizei a Trezor One como exemplo, mas o processo é praticamente o mesmo para a Trezor T. A primeira coisa que precisamos saber é que o aparelho só funciona conectado ao computador. Portanto, é só a partir desse momento que ele liga.

Fonte: Arquivo Pessoal
Fonte: Arquivo Pessoal

A conexão é feita por um cabo USB, sendo a entrada localizada abaixo do aparelho.

Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal

Ao ligá-lo pela primeira vez, será solicitado pelo sistema que você entre no site

https://trezor.io/start/ para baixar o aplicativo.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Nesse site, você precisa escolher a versão conforme o sistema operacional de seu dispositivo. Se não encontrar o seu, vá ao canto superior direito da tela, onde está a opção para versão web, que dispensa baixar o aplicativo.

Depois de instalado, ao abrir o programa, terá uma tela como esta:

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Ao começar o setup, o primeiro passo é instalar o firmware no aparelho, que basicamente é um programa dentro da sua Trezor (não no seu computador). Para isso, basta dar continuidade no processo de instalação.

Um detalhe importante aqui é que se não for solicitada a instalação do firmware e aparecer uma mensagem como a de baixo, dizendo que o firmware já está instalado, não continue o processo.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Como diz o alerta, ele recomenda continuar somente se o aparelho tiver sido usado por você. Caso você tenha comprado como um aparelho novo, mas ele esteja informando que já tem um firmware instalado, é um sinal de que pode ter sido adulterado. Portanto, você deve entrar em contato com o suporte da Trezor. Como eu já tinha utilizado o aparelho, não precisei instalar o firmware.

Caso esteja tudo certo, prossiga com a criação da carteira.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Mesmo que você já tenha uma carteira no computador ou no celular, não recomendo recuperar a sua na Trezor (ou na Ledger). Isso porque a vantagem das cold wallets é justamente criar uma carteira completamente fora da internet. 

Por mais seguras que sejam, as carteiras criadas no computador ou no celular já podem ter deixado rastros no aparelho, o que aumenta o risco de um ataque de hackers. Por isso, é que recomendo criar uma nova.

Para isso, vá na opção “Create New Wallet” do programa. Em seguida, você verá esta tela:

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Dependendo da versão do seu aparelho, é possível que apareça mais de uma opção nessa tela. Uma delas são as “seeds”, como temos no caso acima, mas poderia ser a “phrase”. De qualquer forma, comece o processo pela “standard seed backup”.

Nesse momento, note que seu aparelho vai solicitar a confirmação para iniciar o processo da criação da nova wallet.

Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal

Basta apertar o botão direito “Confirm” para confirmar a ação.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Essa tela confirma a ação feita no aparelho. Em seguida, você verá alguns avisos de alerta:

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Clique sobre as três caixinhas até elas ficarem verdes.

Em seguida, clique em “Begin backup” para iniciar o processo de criação das suas seeds.

Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal

Nesse ponto, você precisará anotar 24 palavras em inglês. Tome cuidado em fazer isso na ordem em que aparecem. Outra questão importante é que você não anote no computador, arquivo de texto, e-mail, celular ou mesmo tire fotos das palavras. Anote em um caderno seguro, mas o importante é que seja totalmente fora de aparelhos eletrônicos, que correm risco de invasão. Também não escreva em uma folha de papel solta, pois isso aumenta as chances de perdê-la.

Uma dica é anotar as palavras numeradas conforme a foto abaixo. Isso facilitará a conferência no futuro.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Depois de anotadas as palavras, o sistema de instalação vai repeti-las para você conseguir conferir as suas. Preste bastante atenção, principalmente se não tiver familiaridade com a língua inglesa.

Esse passo certamente é o mais importante, porque você não vai poder consultar essas palavras novamente no futuro. Caso você esqueça a senha do seu aparelho, o único modo de recuperar sua carteira é por meio dessas palavras de recuperação.

Após a revisão das palavras, a tela do seu computador mudará para esta:

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Aqui temos o início de processo de criação do PIN, que basicamente é a senha do seu aparelho.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Ao clicar em “set a PIN”, o programa vai perguntar se você quer configurar um novo PIN. Basta confirmar.

Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal

Agora, tanto a tela do seu computador quanto a tela da Trezor vão mudar para você executar esta etapa:

Fontes: Trezor e arquivo pessoal
Fontes: Trezor e arquivo pessoal

Você verá na tela do seu computador um teclado sem números, apenas com pontos, pois aqui você precisará conciliar o teclado que está na tela do computador com a sequência de números que aparece no seu aparelho, conforme o exemplo acima.

De preferência, utilize os nove caracteres disponíveis para ter o máximo de segurança.

Depois de digitar o PIN pela primeira vez, ele pedirá para confirmar o código, mas repare que a sequência de números na wallet mudará. Após completar o processo de criação, basta confirmar.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

PIN configurado com sucesso, guarde-o com muito cuidado. Caso você o esqueça, terá apenas 16 tentativas para desbloquear a carteira. Caso erre todas, o aparelho se limpa automaticamente. Mas se você tiver suas palavras de recuperação, não se preocupe, você ainda conseguirá recuperar o acesso a sua carteira.

Continuando com a instalação, o próximo passo é selecionar quais moedas você quer que estejam disponíveis logo no início.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Selecione os ativos que deseja como padrão inicial. Mas não se preocupe, pois você pode acrescentar novos ativos posteriormente.

Repare que o programa já avisa que aceita mais de 1.500 tokens da rede da Ethereum. Nesse caso, a identificação é feita automaticamente no recebimento do ativo. Todos os tokens da Ethereum possuem o mesmo endereço de carteira.

Role esta página atual até o final e clique em “complete setup”.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Agora, você pode definir um nome para a sua carteira e mudar a tela inicial do aparelho. Após feito isso, clique em “Access Suite”.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Em seguida, basta clicar em “Standard wallet” e pronto! Aqui, vale mencionar que a opção “Hidden wallet” é acionada caso você já tenha outra carteira com passphrase configurada.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Configurações básicas

A primeira coisa que você deve fazer antes de enviar seus ativos é verificar se anotou corretamente as palavras-chaves de recuperação da sua carteira. Elas são indispensáveis caso você esqueça seu PIN, quebre o aparelho ou o perca.

Lembre-se de que você não terá acesso novamente a essas palavras, mas você pode testar as que você anotou. Para isso, vá até as configurações (o ícone da engrenagem indicado por 1) no canto superior direito, depois “Device” e, em seguida, “Check backup”.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Seu aparelho vai solicitar as suas palavras-chaves em ordem aleatória, e por isso é importante anotar suas palavras com um número na frente, para facilitar sua identificação. Veja qual palavra foi solicitada no aparelho e digite no computador.

Após digitar as 24 palavras, aperte “Confirm” no aparelho e sua seed será verificada. Se tudo estiver certo, verá a tela a seguir:

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Depois de todos esses passos concluídos com sucesso, você pode realizar suas transações. 

Caso essa verificação não dê certo, você precisará resetar a sua carteira e repetir todo o processo de instalação. Para isso, basta ir novamente na área de configurações, clicar em “Device” e rolar a tela até o fim e clicar em “Factory reset”.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Enviando seus ativos

Chegou a hora de finalmente tomar conta do seu dinheiro, sem depender dos bancos nem mesmo das exchanges. A transferência é bem simples, costumo dizer que é semelhante a fazer um Pix com chave aleatória.

Abra seu aplicativo Trezor Suit e conecte sua Trezor ao computador.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Espere o aplicativo confirmar que está conectado (1) e depois clique em “Receive” (2) para ver sua carteira. Na área indicada na seta 3, já pode escolher diretamente o ativo que deseja.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Se necessário, escolha o ativo (1 na imagem acima) e, em seguida, clique em “Show full address” (2).

Em seguida, ele pedirá seu PIN. Aqui, lembre-se de seguir a lógica dos números no seu aparelho, pois na tela do computador não aparecerá a numeração. Com o PIN aceito, o aplicativo pedirá para que você confirme o endereço (“address”) da tela com o do aparelho.

Fontes: Trezor e arquivo pessoal
Fontes: Trezor e arquivo pessoal

Confira pelo menos os quatro primeiros e os quatro últimos caracteres da carteira e aperte o botão direito, referente a “Confirm” no aparelho.

A confirmação vai liberar um botão logo abaixo do endereço:

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Pronto! Agora você já tem o endereço da sua Trezor. Copie essa sequência, que será utilizada no processo seguinte. 

Para dar continuidade, no exemplo a seguir vou mostrar um saque de BTC da Binance para finalizar o processo.

Fonte: Binance
Fonte: Binance

Depois de acessar sua conta na exchange, vá na aba “Carteira” e depois em “Fiat e Spot”. Procure o ativo que deseja sacar e vá em “Saque”.

Fonte: Binance
Fonte: Binance

Cole o endereço que você copiou da Trezor Suit na área indicada acima (item 1). Lembre-se de conferir os quatro primeiros e os quatro últimos caracteres da carteira. Verifique se o endereço é realmente para o qual você quer enviar. Alguns vírus ou hackers podem alterar seu comando durante o processo de copiar e colar.

Dependendo do ativo, será necessário escolher a rede (item 2), mas nesse caso a Binance já identificou a rede do BTC pelo início da carteira em bc1.

Defina o valor que quer sacar (item 3). No caso, coloquei 0,3005 só para chegar a um valor redondo na carteira, pois a taxa de 0,0005 é cobrada sobre o valor enviado, e não sobre aquele disponível na conta.

Para finalizar, vá em “Saque” (item 4). Em seguida, a Binance pedirá para você fazer algumas verificações:

Fonte: Binance
Fonte: Binance

Clique em “Obter código”, e a Binance enviará a você um código de segurança por e-mail. Caso também tenha o Autenticador, será necessário colocá-lo simultaneamente para liberar o botão “Enviar”.

Assim que estiver tudo certo, seu saque ficará pendente e deve demorar no máximo 20 minutos para ser confirmado. Você pode acompanhar o processo todo na página a que você for direcionado.

Fonte: Binance
Fonte: Binance

Agora, basta abrir novamente seu Trezor Suit e esperar.

O processo dos outros ativos é exatamente o mesmo, basta selecionar o ativo em questão. Para alguns ativos, será necessário selecionar a rede. Caso isso aconteça, sempre selecione a rede oficial do ativo, mesmo que ela seja mais cara. Se escolher as redes da Binance, por exemplo, que são bem mais baratas, e enviar para o endereço da Trezor, seus ativos não vão chegar e se perderão para sempre.

Posso ter várias contas no mesmo aparelho?

São dois os modos de criação de novas carteiras:

  • Resetando a sua Trezor

Um dos jeitos é criar as carteiras do zero. Para isso, você precisará resetar sua carteira e iniciar o processo de criação novamente. Mas lembre-se de conferir que possui suas palavras de recuperação anotadas.

O inconveniente nesse caso é que sempre que alguém for utilizar a carteira, precisará digitar as 24 palavras, o que pode ser bem trabalhoso. 

  • Criando um novo endereço de recebimento

Caso você não se importe de compartilhar o PIN do aparelho, a segunda opção é ter diversos endereços para receber o mesmo ativo. Para criar novos endereços, basta ir até o sinal “+” indicado na tela abaixo. Assim poderá criar quantos endereços quiser separadamente.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Após clicar no sinal “+”, uma janela vai se abrir:

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Escolha o ativo em que deseja criar uma conta. Para o BTC, você pode seguir utilizando o SegWit indicado na imagem, pois ainda nem todos os aplicativos e exchanges estão compatíveis com o Taproot. Por fim, adicione a nova conta e pronto, sua nova conta de BTC foi criada.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Para renomear o novo endereço, basta colocar o mouse em cima do nome da carteira, que aparecerá o botão “Rename”. 

Nesse momento, a Trezor pedirá para você aprovar o processo e, em seguida, perguntará onde quer armazenar esse dado, que pode ser Dropbox, Google Drive ou no próprio aparelho. No meu caso, escolhi a última opção.

Essa opção de contas distintas pode ser usada para criação de conta de cada um da sua família e pode ser feita com todas as moedas.

Novos endereços a cada transação

A Trezor sempre gera um novo endereço de transação após ser utilizada. Essa troca é apenas para aumentar a sua privacidade, podendo utilizar um endereço diferente por transferência. Os antigos continuam válidos e podem continuar sendo utilizados para recebimento, mas usar apenas um endereço facilita o rastreamento da sua carteira.

Podemos comparar como um banco tradicional. Você não se sentiria incomodado ou incomodada se todos pudessem ver seu extrato da conta corrente ou sua fatura do cartão? 

Por isso, sempre que possível, utilize o endereço novo que foi gerado pela Trezor. Apenas em casos específicos, como doações, você pode utilizar o mesmo endereço.

Como sacar?

Se, por algum motivo, você precisou sacar seus fundos, basta ir na aba “Accounts” da Trezor e clicar na opção “Send”.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

Retorne para a sua exchange e vá na opção “Depositar”.

Fonte: Binance
Fonte: Binance

Na próxima tela, selecione a rede (que no caso é a do BTC) e copie o endereço fornecido.

Fonte: Binance
Fonte: Binance

Volte para a Trezor Suit e cole seu endereço copiado da Binance, defina o valor que deseja transferir e escolha quanto quer pagar nas taxas.

Fonte: Trezor
Fonte: Trezor

A etapa das taxas só é importante caso você tenha pressa para realizar o pagamento. Caso contrário, eu escolheria o modelo econômico, que no caso demoraria um tempo significativo (quatro horas) para que a transação seja realizada. Por outro lado, pagaria apenas US$ 0,06 de taxa, enquanto o processo mais rápido estava custando US$ 0,66 centavos no momento e tudo seria feito em aproximadamente 10 minutos. 

Esse modelo de escolha de taxa da Trezor é bem prático e facilita a operação, pois não demanda conhecimento extra de como calcular o custo da operação baseado no tempo estimado. Essa etapa das taxas é mais relevante quando a rede está congestionada, o que não é o caso com base nos últimos meses.

Para finalizar o saque, você precisará colocar novamente seu PIN, combinando os números que aparecem no seu aparelho com o teclado do computador.

Tudo sobre como utilizar a Ledger Nano S Plus

Assim como na Trezor, antes de abrir a caixa da sua Ledger Nano S Plus, verifique cuidadosamente a embalagem do produto para ver se está perfeitamente lacrada.

Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal

Como os produtos da Ledger não possuem selo de segurança (como nos modelos da Trezor), você precisa ter um olhar mais atento e se certificar de que a embalagem não foi violada.

Caso esteja tudo certo com a caixa e o plástico que protegem o aparelho, é hora de tirá-lo da embalagem.

Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal

Logo que abrimos, você verá o site para ser acessado a fim de iniciar a utilização do aparelho. Não busque o endereço no Google, pois há o risco de clicar em um link errado e que pode roubar seus dados. Assim, recomendo que digite o endereço no navegador.

Durante o processo de instalação, você vai precisar anotar algumas palavras, que serão fundamentais para a segurança do dispositivo. Assim, também não recomendo a utilização dos papéis que vêm na caixa para isso, pois eles podem ser facilmente perdidos. Recomendo que você anote em um caderno.

Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal

Repare bem nos detalhes para verificar se o aparelho é original, como a inscrição “Made in France”, que indica a origem.

Fonte: Arquivo pessoal
Fonte: Arquivo pessoal

O aparelho possui dois botões na parte superior, que são utilizados na confirmação das operações. 

Como configurar o aparelho

Primeiramente, saiba que o passo a passo que vou apresentar aqui é praticamente o mesmo para todas as wallets da Ledger, independentemente do modelo escolhido.

Para iniciar, conecte a wallet no seu computador, pois ela não possui bateria. Logo em seguida, já vai aparecer uma sequência de mensagens iniciais. Clique no botão direito do dispositivo para seguir em frente.

Fonte: Arquivo pessoalTradução: Bem-vindo à Ledger Nano S Plus. Pressione o botão direito para continuar

Fonte: Arquivo pessoal
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O site ledger.com/start é onde vamos baixar o programa da Ledger no computador. Pressione o botão direito para continuar.

Fonte: Arquivo pessoal
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Use os botões esquerdo e direito para navegar nos menus e listas que aparecem durante a configuração.

Fonte: Arquivo pessoal
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Sempre que precisar, aperte os dois botões juntos para selecionar ou ir para o próximo campo.

Fonte: Arquivo pessoal
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Fonte: Arquivo pessoalTradução: “Se necessário, utilize o Ledger Live para ajuda durante a configuração”. Fonte: Arquivo pessoal

Fonte: Arquivo pessoal
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Aqui, você escolhe se quer criar uma nova carteira ou restaurar uma antiga, conforme a mensagem abaixo. 

Fonte: Arquivo pessoal
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A mensagem final (“Press both bottons to select, confirm ou cancel”) é apenas um lembrete para apertar os dois botões ao mesmo tempo para selecionar o item.

Agora, volte para o “Set up as new device”, apertando o botão esquerdo, e depois confirme sua escolha.

Fonte: Arquivo pessoal
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Em seguida, o aparelho pedirá para você configurar um número PIN.

Fonte: Arquivo pessoal
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Aperto os dois botões juntos para começar. Durante a digitação do número PIN, utilize os botões para selecionar o número e o clique simultâneo nos botões para passar para o próximo dígito.

Fonte: Arquivo pessoal
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O ideal sempre é utilizar o máximo de números possível. Em seguida, digite novamente o PIN para confirmar.

Fonte: Arquivo pessoal
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Com o PIN confirmado, vamos iniciar a criação da carteira. Para isso, recomendo novamente que tenha em mãos um caderno para anotar todas as informações relacionadas aos seus criptoativos.

Fonte: Arquivo pessoal
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Vão aparecer 24 palavras aleatórias, que serão necessárias para restaurar sua carteira quando precisar.

Fonte: Arquivo pessoal
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Anote as palavras com todo o cuidado possível e na ordem que aparecer na tela. Como são todas em inglês, redobre a atenção se você não estiver acostumado ou acostumada com a língua.

Fonte: Arquivo pessoal

Como a mensagem acima diz, preste atenção, pois elas são seu único meio de recuperação.

Fonte: Arquivo pessoal

Uma dica aqui é anotar todas com um número sequencial na frente.

Fonte: Arquivo pessoal

Depois dos avisos, pressione os dois botões novamente para que as palavras finalmente apareçam e você possa anotá-las.

Fonte: Arquivo pessoal

Depois de ter registrados as palavras, você terá apenas esse momento para revisá-las. Para isso, basta apertar o botão esquerdo para revê-las na ordem.

Fonte: Arquivo pessoal

Se todas estiverem ok, aperte os dois botões ao mesmo tempo quando aparecer a tela acima. Em seguida, o aparelho vai pedir a confirmação de cada uma delas.

Fonte: Arquivo pessoal

Para confirmar a ordem, navegue entre as opções com a ajuda dos botões. Quando encontrar a palavra correspondente ao número dela, aperte os dois botões para selecioná-la. 

Fonte: Arquivo pessoal

Repita o processo para todas as palavras. Quando terminar, aparecerá a seguinte sequência de mensagens:

Fonte: Arquivo pessoal

Agora, seu dispositivo está pronto para a próxima etapa.

Fonte: Arquivo pessoal

Quando aparecer essa mensagem, aperte o botão direito.

Fonte: Arquivo pessoal

Selecione com os dois botões novamente e pronto: a partir de agora, vamos para a instalação do Ledger Live.

Fonte: Arquivo pessoal

Instalando o Ledger Live, o software da Ledger

Para baixar o programa, basta acessar o site indicado ao iniciar a sua wallet: ledger.com/start.

Fonte: Ledger

Vá na aba App and Services (1) e, em seguida, clique em Ledger Live e faça o download. A opção Desktop é para computador, e Mobile, para celular.

Fonte: Ledger

Escolha seu sistema operacional. Após completar o download, execute a instalação. Aperte a opção Get Start e, em seguida, selecione a opção de acordo com os termos e políticas de privacidade. Depois, clique em Enter Ledger App.

Fonte: Ledger

Escolha o modelo do aparelho, que no caso é o Nano S Plus.

Fonte: Ledger

Vá na opção Set up a new Nano S Plus. Em seguida, passe pelas informações fornecidas até chegar à seguinte tela:

Fonte: Ledger

Basta clicar em Let’s do this! para começar.

Fonte: Ledger

Na sequência, veremos uma tela com um passo a passo introdutório, que é basicamente o que a Ledger havia nos informado inicialmente para ser utilizado em caso de dúvida. Como já fizemos todas as etapas indicadas no menu lateral, então basta clicar em Ok, I´m Ready! e dar andamento ao processo.

Fonte: Ledger

A etapa seguinte vai servir como uma revisão para fixar os conceitos importantes sobre o produto. No final, o programa fará um rápido questionário para verificar se você realmente entendeu as informações.

Fonte: Ledger

Clique em Let’s take the quiz para começar – eu vou te ajudar com as respostas, não se preocupe.

Fonte: Ledger

De cara, uma pergunta complicada. Muitas pessoas acham que as criptos ficam armazenadas no aparelho, mas, na verdade, elas NUNCA saem da blockchain. O que temos nos aparelhos são apenas as chaves para acessar os ativos na blockchain para podermos dizer que são nossos. Portanto, segunda alternativa, “On the blockchain”.

Fonte: Ledger

A segunda pergunta é sobre as palavras de recuperação. Caso você esqueça sua senha e não tenha mais as palavras, você perde seus ativos – é um processo sem volta. Nem a Ledger consegue fornecer novamente suas palavras de recuperação ou sua senha, portanto, tome muito cuidado ao anotá-las. Sendo assim, a resposta é “My cripto is no longer safe and I need to transfer them to a secure place”.

Fonte: Ledger

A pergunta seguinte se refere ao que acontece quando você liga a wallet ao aplicativo. Não importa se está conectada ao computador, ela sempre permanece offline. Ou seja, a resposta é “Still offline”.

Fonte: Ledger

Ao responder as questões corretamente, a seguinte tela aparecerá. Para seguir o próximo passo, clique em Next step.

Fonte: Ledger

A próxima etapa é uma verificação para checar se seu dispositivo é falso. Clique em Check my Nano para dar início.

Fonte: Ledger

Será solicitado a você que digite seu PIN no aparelho. Lembre-se de navegar entre os números com os botões e, quando for selecionar o número, apertar os dois botões simultaneamente.

Fonte: Ledger

Em seguida, você verá a opção de permitir que o computador tenha acesso ao seu aparelho (existe também a opção de negá-lo). Basta apertar os dois botões em Allow Ledger para finalmente chegar à etapa do Ledger Live.

Fonte: Arquivo pessoal

Digite seu PIN novamente no aparelho e clique em Continue para dar início ao programa.

Fonte: Ledger

Dentro do Ledger Live

Abaixo, temos a tela inicial. Antes de começar, é recomendável modificar algumas configurações.

Fonte: Ledger Live

1 – Abra o menu de configurações;

2 – Escolha a moeda com que deseja operar (é possível escolher Real);

3 – Selecione o idioma do programa (ainda não temos a opção em português);

4 – Escolha a cor de fundo (claro ou escuro);

5 – Ative a opção que solicita senha de acesso ao aparelho toda vez que for conectar ao Ledger Live (altamente recomendado).

Fonte: Ledger Live

Agora, vamos ao gerenciamento da carteira, em que adicionamos os programas de cada ativo, no item Manager. O número do seu PIN no aparelho será solicitado para então podermos instalar os aplicativos.

Fonte: Ledger Live

Fonte: Ledger Live

Na parte superior da tela acima, você consegue acompanhar quanto do espaço interno de seu aparelho está sendo usado para a instalação dos aplicativos. Em seguida, você pode procurar seu ativo ou buscá-lo na barra de pesquisa logo acima do BTC. 

Para instalar, basta clicar no Install referente a cada ativo. Caso queira remover algum ativo, basta ir na aba Apps installed.

Fonte: Ledger Live

Basta clicar na lixeira referente ao ativo para que o espaço seja liberado. Vale lembrar que isso não apaga seu saldo e, quando você quiser, pode instalar novamente o aplicativo referente, que seu saldo ainda estará disponível. Essa estratégia pode ser utilizada caso o aparelho fique cheio. Só tome cuidado para não se esquecer que possui o ativo!

Com os aplicativos instalados na Ledger, agora podemos criar nossos endereços de cada ativo.

Fonte: Ledger Live

Vá em Add account, e a tela a seguir aparecerá:

Fonte: Ledger Live

Procure por seu ativo pela barra de rolagem ou na busca.

Fonte: Ledger Live

Ao clicar em Continue, o PIN será solicitado no seu aparelho.

Fonte: Arquivo pessoal

Em seguida, aparecerá a mensagem “Open app Bitcoin”. Basta apertar novamente os dois botões para selecionar a opção.

Fonte: Arquivo pessoal

Agora, volte para a tela do computador.

Fonte: Ledger Live

Aqui, recomendo ativar todas as funções, mas não se preocupe em entender cada uma delas agora. Basta saber que a mais utilizada atualmente é a Segwit. Podemos abordar isso em outro momento.

Pronto, sua conta BTC está criada!

Fonte: Ledger Live

Suas contas ficam disponíveis no menu ao lado, como mostra a figura a seguir:

Fonte: Ledger Live

Para adicionar os demais ativos, vá em Add Account e repita o processo com os outros que você tem na carteira.

Fonte: Ledger Live

Depositando ativos

Para depositar na sua wallet, volte para o item Accounts e escolha o ativo.

Fonte: Ledger Live

Escolha se quer comprar de algum parceiro Ledger (Buy) ou receber (Receive), que é o nosso caso.

Fonte: Ledger Live

A seguinte tela vai aparecer:

Fonte: Ledger Live

Digite a senha no seu aparelho na segunda etapa.

Fonte: Ledger Live

Verifique o endereço na carteira, navegando com o botão direito para o lado para comparar com o endereço que aparece no computador.

Fonte: Arquivo pessoal

Se estiver tudo certo, copie o endereço acima no computador. Depois, no aparelho, siga até aparecer o comando Approve e dê o clique com os dois botões.

Fonte: Ledger Live

Pronto! Agora com seu endereço da Ledger em mãos, você já pode sacar seus ETH e outros ativos para a sua cold wallet.

O passo a passo do saque de BTC da Binance foi mostrado no passo a passo da Trezor One acima. Com o endereço de destino em mãos (que no caso é o da Ledger), o processo de depósito é exatamente o mesmo.

Como sacar os ativos da Ledger

Se você resolver vender seus ativos, o saque da wallet também é bem simples. Vá na opção Send (enviar) no menu lateral.

Fonte: Ledger Live

Em seguida, cole o endereço de destino. No próximo passo, basta definir o valor e finalmente aprovar a transação pelo aparelho.

Outras opções de cold wallets

É fato que a Trezor e a Ledger são as líderes do mercado hoje, principalmente pelo tempo de atuação, mas com o crescimento dos criptoativos, hoje já temos diversos outros concorrentes com potencial. 

  • SecuX

A SecuX é nova no mercado e veio com o diferencial do design. Possui a maior tela touchscreen do mercado, com 2,8 polegadas, o que facilita a usabilidade. Outro fator em que se destaca bastante são os elementos de segurança, que dizem ser equivalentes ao nível de cofres de bancos e de uso militar.

Fonte: Secuxtech

A wallet possui Bluetooth com autenticador, corrigindo uma brecha da Ledger X, que não tem esse dispositivo. De forma geral, assemelha-se bastante à Trezor T, mas o que faltou na SecuX foi uma característica que julgo importantíssima e que pode vir a ser implementada no futuro: a interação com a Metamask. 

Portanto, com esse aparelho, você terá mais trabalho caso queira utilizar seus fundos mais frequentemente, já que vai gastar mais com as taxas e talvez demore um pouco mais para aprender a utilizá-la. Só vale a pena se você realmente está pensando em realmente hodlar seus ativos por muitos anos.

Apenas o segundo modelo da foto é vendido no Brasil, via Kriptobr, por R$ 499.

  • BitBox

A BitBox veio com objetivo de concorrer diretamente com os modelos mais recentes, Trezor T e a Ledger X. De forma geral, traz pequenas vantagens na praticidade, como chip de segurança, uma evolução na usabilidade da multiassinatura, uma instalação e restauração automática e suporte à rede Tor, não presente na Ledger X.

Fonte: shiftcrypto

Apesar de o aparelho acompanhar um extensor USB, dispensa o uso do cabo, mas a entrada USB, que fica exposta, é um ponto de fragilidade.

Por ser um aparelho novo, ainda precisa de mais tempo para comprovar sua confiabilidade, mas tem, sim, potencial competitivo.

O aparelho também está disponível na Kriptobr.com por R$ 850.

  • Safepal

A Safepal é a hardware wallet investida pela Binance. Para utilização, são necessários tanto o aparelho quanto o app, que interagem entre si para realizar as movimentações. Assim, ela não precisa de Bluetooth como as anteriores, nem Wi-fi ou USB. Esse é seu grande diferencial: ser 100% desconectada, o que com certeza a torna extremamente segura.

Fonte: Safepal.io

Outro grande destaque é o número de moedas, pois suporta mais de 10 mil ativos, e também faz swap (trocas) de ativos. Assim, é possível comprar diretamente por cartão de crédito, entre outros. 

O ponto negativo é que o produto é vendido como uma hardware wallet de bolso, ou seja, para ser utilizada no dia a dia, a fim de substituir sua carteira atual, em que você guarda o cartão de crédito. Andar com um dispositivo desses, com todo o seu “dinheiro de longo prazo”, é um risco muito grande.

A wallet é vendida apenas no exterior, mas tem um preço mais acessível.

Checklist dos cuidados gerais

O primeiro detalhe que vale destacar aqui é que se você esquecer seu PIN de segurança. Como citei anteriormente, no mercado de cripto você não terá a opção de “restaurar a senha por e-mail”, como costumamos fazer hoje em dia em outros tipos de sites.

Por isso, é extremamente importante tomarmos um cuidado especial com a sequência de palavras para a recuperação da carteira caso você esqueça o PIN. Não importa qual seja a sua hardware wallet, para que você mantenha seus ativos sempre seguros, é importante seguir as seguintes recomendações, que se aplicam a qualquer wallet:

  • Você só verá suas palavras de segurança na hora da configuração, ou seja, não poderá acessá-las depois. Então, anote-as com cuidado.
  • Verifique com atenção suas palavras de segurança antes de enviar seu saldo.
  • Anote suas palavras de recuperação em um lugar seguro, se possível em um caderno, sem identificar a sua verdadeira finalidade.
  • Não anote as palavras em folhas soltas, pois há grandes chances de perdê-las.
  • Não tire fotos, nem anote no computador ou celular. Hackers podem ter acesso a esses arquivos.
  • Utilize um PIN com pelo menos oito dígitos, mas sempre que possível utilize todos os caracteres disponíveis.

Conclusão

Em uma analogia ao mercado tradicional, as hardware wallets são como seu banco pessoal. Como costumo dizer, esse mercado foi criado para não dependermos mais das grandes instituições financeiras, e sim para nos tornarmos independentes deles. Nós precisamos nos acostumar com a alta responsabilidade de armazenar nosso próprio dinheiro.

Acredito que, entre as opções disponíveis, a Trezor One seja o melhor custo-benefício do mercado, pois possui as principais funcionalidades e um ótimo preço. A segunda melhor opção é a Ledger Nano S Plus, que, apesar de ser um pouco mais cara, é um modelo mais novo.

Concordo que o custo do aparelho é relativamente alto. Por isso, deve ser considerado um investimento. Devido ao alto risco de deixar seus fundos nas exchanges, acredito que vale muito a pena comprar uma wallet caso você pretenda investir com foco no longo prazo, independentemente do valor investido atualmente. 

Forte abraço,

Thales

Sobre os analistas

Thales Inada

Especialista em Criptoativos

Especialista em criptoativos e investimentos alternativos da Finclass. Engenheiro, com MBA em investimentos e Asset Allocation. Iniciou no mercado de criptoativos em 2017, com passagem por importantes exchanges como Binance (a maior do mundo), Mercado Bitcoin (a maior da América Latina) e XDEX, a antiga exchange da XP Inc. Agora, deixou as instituições para ficar do lado de investidoras e investidores, com missão de democratizar o universo dos criptoativos e investimentos alternativos por meio de uma linguagem simples e direta, a fim de tornar esse mercado visionário acessível a todas as pessoas.

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.