Relatórios

Uma alternativa de carteira 100% focada em fundos

Escrito por Rodrigo Xavier, Felipe Arrais em FUNDOS

22 min de leitura

Neste relatório, você encontrará:

  • Apesar de a atual carteira de valorização executada por fundos oferecer a nossa proposta mais completa do ponto de vista de diversificação, entendemos que existe uma adaptação interessante para quem busca considerar essencial o mínimo esforço operacional.

  • Por meio de estudos e critérios técnicos, elaboramos uma alternativa voltada para quem prefere fundos convencionais, sem abrir mão totalmente de classes que, em conjunto, compõem a diversificação proporcionada pela alocação estrutural.

  • Adicionalmente, recomendamos três novos fundos: Trend Bolsa Americana Dólar, Hashdex 100, Nasdaq Crypto e Trend Bitcoin, ampliando as possibilidades de exposição internacional e de criptoativos.

  • Por fim, apresentamos uma proposta com nossas peças chanceladas, ilustrando como essa adaptação se aplica ao dia a dia do investidor, com equilíbrio entre praticidade e estratégia.

Fala, turma! Como o tema do relatório de hoje envolve fundos de investimento e alocação estrutural das nossas carteiras, pedi licença ao restante da equipe para participar de forma mais ativa nesta edição. Aqui, quem escreve é o Rodrigo Xavier, sou responsável pela área de alocação de portfólio na Finclass e membro ativo dos debates relacionados a fundos - temas com os quais tenho bastante familiaridade e nos quais atuo profissionalmente há quase duas décadas.

Antes de prosseguirmos, é importante ressaltar que, neste relatório, vamos nos referir aos fundos de investimento negociados em plataformas de bancos e corretoras, como fundos convencionais. Essa denominação tem o objetivo de diferenciá-los de ETFs, fundos imobiliários, fundos de infraestrutura listados na B3, ativos diretos e criptoativos, que exigem uma dinâmica operacional diferente no dia a dia e, por isso, demandam atenção específica do investidor.

Sabemos que muitos investidores da Finclass preferem evitar ao máximo o investimento direto em veículos que não são os “fundos convencionais; por isso, montam suas carteiras de fundos por conta própria, sem nenhum apoio do nosso time. 

Pensando nisso, desenvolvemos uma alocação alternativa, voltada para as pessoas que desejam investir de forma prática e 100% via fundos, respeitando suas preferências operacionais, as quais trataremos com mais detalhes.

Sabemos que investir não representa apenas números e estatísticas, também envolve as nossas emoções, expectativas e, por vezes, a facilidade do manuseio. Se sentir bem com sua alocação pode significar a manutenção do foco no longo prazo e disciplina, o que, na nossa visão, é o mais importante no jogo dos investimentos.

Um ponto importante, que não poderíamos deixar de mencionar antes de seguirmos, diz respeito às recentes discussões sobre possíveis mudanças na tributação de vários tipos de investimentos, como parte das iniciativas de aumento da arrecadação, que vinham sendo debatidas, para compensar os recuos derivados das alíquotas do IOF.

Estamos acompanhando de perto o caso; mas este relatório foi pensado nas condições de mercado atuais, ou seja, não leva em conta a discussão das novas tributações. Mas não se preocupe com isso; mesmo que haja alguma mudança, a maior parte da proposta se manterá e, caso algo mais complexo mude, nós avisaremos.

Então, vamos lá?

Como os fundos de investimento se relacionam com as carteiras da Finclass?

Nesta seção, abordaremos como as carteiras de fundos se encaixam no modelo atual da Finclass.

As propostas de carteira da Finclass e como os fundos estão inseridos

Na Finclass, oferecemos duas abordagens para construir uma carteira de investimentos: uma focada em renda, ideal para quem já possui um patrimônio mais consolidado e busca viver dos dividendos gerados, e outra voltada para valorização/crescimento, indicada para quem ainda está na fase de acumulação de capital, em direção à liberdade financeira.

Dentro das carteiras de valorização, temos duas alternativas para implementação: uma por meio de fundos de investimento, que oferece mais comodidade para o investidor, e outra por ativos diretos, que tende a ter um maior giro de posições - algo que agrada quem gosta de se sentir mais próximo dos próprios investimentos.

É importante destacar que só é possível montar carteiras focadas em fundos convencionais na proposta de valorização. Isso porque os fundos não distribuem dividendos aos cotistas. Por uma questão estrutural e regulatória, os gestores devem reinvestir os proventos recebidos dos ativos que compõem a sua carteira dentro do próprio fundo.

Quem opta pela abordagem via fundos, geralmente, prefere evitar o uso do home broker ou exchange (corretoras de criptoativos) e não quer se preocupar em controlar preços de compra, de venda e o preço médio, como ocorre na movimentação direta por ativos. Essas pessoas buscam praticidade e confiam seus recursos aos cuidados de gestores experientes, selecionados cuidadosamente pelo nosso time de análise.

Especificidades das carteiras de valorização executadas por fundos atualmente

Partindo da premissa de que o foco deste relatório é sobre como montar uma carteira voltada para fundos de investimentos, vamos entender melhor como ela funciona no modelo atual, para depois refletir sobre uma “adaptação”.

Atualmente, trabalhamos com sete classes de ativos dentro da nossa filosofia de alocação das carteiras de valorização. Veja como cada classe é tratada:

> Classes que podem ser construídas exclusivamente por fundos:

  • Renda Fixa Pós (15%)
  • Renda Fixa Dinâmica (20%) *
  • Ações (15%)
  • Fundos Multimercados (12%) **

* No caso da Renda Fixa Dinâmica, atualmente temos uma proposta que podemos chamar de “híbrida”, pois é composta de parte nos fundos convencionais e outra pelos famigerados fundos de infraestrutura (FI-Infra) listados em bolsa. Visto que, de acordo com as análises do nosso time de fundos, são os produtos que nos oferecem a melhor relação risco versus potencial de retorno. Apesar do “incômodo” de serem adquiridos via home broker da corretora, esses fundos ainda são isentos de imposto sobre ganho de capital e dividendos, o que significa que não geram cuidados adicionais no dia a dia do investidor, além de serem bem simples para declarar no Imposto de Renda.

** Embora os fundos multimercados não sejam uma classe de ativos propriamente dita, ocupam um espaço estratégico em nossa alocação estrutural. Isso se deve à sua flexibilidade para operar em diferentes cenários econômicos e adotar estratégias alternativas, que não estão disponíveis ao investidor pessoa física, como a possibilidade de lucrar com a queda de ativos ou explorar diversas inclinações da curva de juros. Essa versatilidade os torna importantes agregadores de diversificação na carteira.

Dessa forma, os multimercados recomendados são os mesmos, tanto na carteira de ativos diretos quanto na de fundos,sempre selecionados com rigor pelo nosso time especializado.

> Classes que optamos por recorrer aos ativos diretos ou ETFs para montar:

  • Fundos Imobiliários (15%)
  • Ativos Internacionais (20%) *
  • Alternativos (3%)

* Na classe de ativos internacionais até temos fundos convencionais, porém, atualmente, estão restritos aos investidores qualificados, ou seja, aqueles que têm mais de R$ 1 milhão para investimentos ou quem tenha certificação que lhe habilite.

É importante ressaltar que a nossa proposta recorre aos ativos diretos, ETFs e FIIs, por uma limitação do mercado brasileiro, no qual não é possível montar uma proposta apenas de fundos convencionais com a mesma eficiência.

  • Um resumo sobre as classes de ativos na ótica da carteira de fundos

Em suma, considerando a carteira de valorização via fundos, temos três classes de ativos compostas exclusivamente por fundos convencionais: Renda Fixa Pós-fixada, Ações e Fundos Multimercados. Há ainda uma quarta classe, a Renda Fixa Dinâmica, que poderia ser montada só com fundos tradicionais, mas, até o momento, optamos por uma combinação de fundos de infraestrutura negociados em Bolsa e fundos convencionais para montá-la.

Por outro lado, há três classes que demandam outros veículos diferentes dos fundos convencionais para alcançar maior eficiência: Fundos Imobiliários, Ativos Internacionais e Alternativos.

Entendendo as dificuldades de investir apenas em fundos convencionais

Como mencionado na seção anterior, precisamos recorrer à Bolsa de Valores ou exchanges de criptoativos, para compor quatro classes de ativos; por isso, detalhamos o cenário de cada uma dela:

Renda Fixa Dinâmica: Apesar de existirem fundos disponíveis fora do ambiente de bolsa, nosso time não se sente confortável com as opções ativas atuais no mercado. Nenhum fundo que busque superar o referencial (IMA-B) atende plenamente aos nossos critérios. Por isso, a proposta de carteira da área logada da Finclass é composta por uma combinação de fundos convencionais passivos (seguem o IMA-B, mas não são ETFs) e fundos de infraestrutura listados na Bolsa, os quais satisfazem integralmente nossos requisitos quantitativos e qualitativos.

Embora os FI-Infra exijam atenção no momento da compra (realizada via home broker), o processo é relativamente simples. Um de seus principais atrativos é a isenção de Imposto de Renda (IR), tanto sobre os ganhos de capital quanto sobre os rendimentos distribuídos. Isso torna a gestão fiscal muito mais fácil, eliminando algumas das maiores complexidades dos investimentos na Bolsa, como o controle de preço médio, a emissão e o pagamento de DARFs, além da apuração para a declaração anual do IR.

Vale reforçar, como destacamos no início do relatório, que esta análise considera a estrutura tributária vigente até o momento. Estamos atentos às discussões em curso sobre possíveis mudanças fiscais e, caso haja alterações definitivas que impactem essas premissas, comunicaremos prontamente.

Fundos Imobiliários: Existem pouquíssimos fundos convencionais na indústria que se expõem integralmente aos Fundos Imobiliários ou aos ativos do setor imobiliário. Além disso, a maioria deles é restrito a investidores qualificados, aqueles com, pelo menos, R$ 1 milhão em investimentos ou com certificações específicas.

Atualmente, temos apenas um fundo recomendado com essas características: o Capitânia REIT Institucional. No entanto, além da restrição de acesso, sua alocação concentraria 15% do patrimônio em uma única posição, o que pode não ser adequado, especialmente para carteiras de maior porte, que exigem maior diversificação.

Ativos Internacionais: Embora existam bons fundos na indústria, muitos são restritos a investidores qualificados. Por esse e outros motivos, a maioria das carteiras se expõe à classe por meio de ETFs negociados na Bolsa.

A Resolução CVM 175 trouxe maior flexibilidade regulatória para o acesso desses fundos ao público geral. No entanto, como o mercado ainda passa por um período de adaptação, poucos fundos realizaram a transição necessária para atingir o varejo.

Seguimos acompanhando esse movimento de perto e atuando de forma proativa, junto aos principais players do setor, para acelerar essa transição. Contudo, no momento, a exposição à classe com segurança e bom potencial de retorno ainda se dá exclusivamente por meio de ETFs, que só podem ser acessados via home broker.

Alternativos: Na proposta atual, a exposição da classe se dá via criptoativos, adquiridos individualmente. Até o momento, não tínhamos uma opção de fundo convencional recomendado que atendesse aos critérios da proposta. Dado que a classe de criptoativos é relativamente nova, a própria regulação dos fundos provoca muitas travas para o acesso dos fundos às criptos.

A única exceção aprovada é o ETF HASH11, o mais negociado da Bolsa quando se trata de criptoativos. Ele segue o Nasdaq Crypto Index (NCI), que detém a maior parte da alocação em Bitcoin.

Dessa forma, mais uma vez, é necessário sair do modelo convencional dos fundos para montar a carteira de forma adequada.

Nossa filosofia de alocação

Neste tópico, falaremos da importância de uma boa alocação estrutural das classes de ativos que a compõem.

A importância da alocação estrutural

Quem acompanha o trabalho do time de análise da Finclass, sabe que defendemos que seus investimentos sigam uma alocação estrutural pré-definida carregada no longo prazo. É isso o que explica cerca de 90% dos resultados de uma carteira, segundo diversos estudos já divulgados, sendo a seleção de ativos um componente secundário no desempenho de uma carteira.

Isso não significa que a habilidade de selecionar bons ativos ou fundos e “escapar” dos ruins não seja importante (pois é muito), mas, com uma alocação estrutural bem definida para se carregar por um bom período, você já tem meio caminho andado.

Pensando nisso, em 2022, nos debruçamos em estudos para alcançar a melhor alocação possível, dado um certo nível de risco aceitável, o qual parametrizamos em uma volatilidade (oscilação média) de 4 a 7%. Ou seja, estatisticamente poucas vezes veremos a carteira passar por uma oscilação momentânea acima desses valores.

Essa carteira teria a finalidade de fazer o patrimônio das pessoas crescer de forma eficiente e com controle de risco bem apurado, para atingirem seu primeiro milhão ou até superá-lo. Ela geralmente funciona melhor para pessoas jovens e de meia-idade, que estejam na fase de acúmulo de patrimônio.

A seguir, a nossa proposta de alocação estrutural:

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Fonte: Finclass

Com essa alocação, estruturamos as carteiras com foco em valorização, priorizando o máximo crescimento do patrimônio dentro dos limites de risco definidos. Nesse contexto, buscamos ativamente as melhores oportunidades do mercado e fazemos nossas recomendações com base no potencial de retorno, independentemente de o ativo ou o fundo distribuir dividendos, ou não.

Para entender com mais detalhes como foi o processo decisório dessa alocação, sugiro a leitura do relatório “Os estudos e motivações que embasaram a nossa filosofia de alocação no Spiti One

Por que deveríamos ter FIIs, ativos internacionais e alternativos em nossa carteira?

Na Finclass, não temos uma proposta oficial que conte apenas com fundos convencionais para nos expor a fundos imobiliários, ativos internacionais e alternativos. Optamos por esse caminho para evitar ineficiências nas relações de risco e retorno, bem como na eficiência tributária.

Abaixo, explicaremos a importância de cada uma dessas classes na nossa alocação:

Fundos Imobiliários: Investir no setor imobiliário sempre foi uma das formas mais rentáveis e tradicionais de construir patrimônio ao longo da história. Os imóveis físicos transmitem segurança, protegem contra a inflação e oferecem renda passiva por meio de aluguéis. No entanto, o investimento direto em imóveis exige alto capital inicial, tem baixa liquidez e envolve custos e responsabilidades que vão de impostos à manutenção dos mesmos. 

É aí que entram os Fundos Imobiliários (FIIs), que trazem uma forma moderna e eficiente de se expor ao setor, mantendo a essência do investimento em imóveis. Além de imóveis residenciais, podemos nos expor a lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings e títulos ligados ao setor imobiliário, como os CRIs e outros. 

Ativos internacionais: Para quem vive no Brasil, investir no exterior não é só uma oportunidade, trata-se de uma necessidade! 

Nosso país representa pouco mais de 1% do PIB global, mas boa parte dos investidores concentra quase 100% por aqui - o que é um grande erro em nossa visão. É verdade que o investidor residente no Brasil deve ter a maior parte de seu capital alocado na moeda em que transaciona, ou seja, o real, mas isso não nos impede de ter parte da carteira de ativos globais.

A história mostra que ter parte de nossa carteira exposta a ativos internacionais potencializa o retorno e apresenta riscos, algo fundamental para uma carteira bem-sucedida no longo prazo. Ao investir lá fora, acessamos economias mais robustas, setores variados e empresas globais — tudo isso com exposição a moedas fortes, como o dólar, que protegem o patrimônio e ajudam a diversificar de forma real a carteira.

Além disso, o dólar costuma se valorizar justamente em momentos de maior estresse nos ativos de risco locais, funcionando como um contrapeso natural. Essa descorrelação é valiosa: quando ativos brasileiros sofrem, os investimentos em moeda forte tendem a amortecer as perdas e trazer mais estabilidade. Por isso, investir no exterior não é só buscar retorno, é proteger seu poder de compra e tornar sua carteira mais equilibrada e resiliente.

Alternativos: Ativos alternativos cumprem um papel estratégico na construção de um portfólio. Seu principal valor está na possibilidade de gerar retornos assimétricos - ou seja, o investidor arrisca pouco, mas pode ganhar muito em cenários específicos. Na carteira atual, temos 3% em alternativos; logo, se as coisas não saírem como o planejado, temos 3% “a perder”, o que demandaria três meses de rentabilidade do CDI para recuperar. Mas se tudo der muito certo, temos a possibilidade de multiplicar o patrimônio mesmo com essa pequena fatia.

Essa característica de convexidade é rara em ativos tradicionais, especialmente em momentos em que os mercados estão lateralizados ou em queda. Além das criptomoedas, que utilizamos atualmente, essa classe pode incluir ativos como fundos de venture capital, private equity, commodities específicas, entre outros.

Além dos pontos citados, acaba sendo também uma alternativa de diversificação adicional, já que, por vezes, essas “apostas” têm baixa correlação com o restante da carteira, dependendo de outros fatores menos usuais para se apreciar.

Conclusão: Colocadas as argumentações que ressaltam a importância das classes acima, é nosso dever fazer o máximo esforço para trazê-las em uma possível carteira focada em fundos, portanto, isso foi considerado em nossas avaliações.

Opinião oficial da Finclass sobre uma alocação 100% via fundos

Sendo bem direto, do ponto de vista de eficiência e potencial de retorno ajustado ao risco que estamos dispostos a correr, preferimos a carteira de valorização por fundos, atualmente disponível em nossa plataforma. Ela abdica de estar 100% alocada em fundos convencionais em algumas classes, para buscar as melhores condições de investimento.

No modelo atual da Finclass, as carteiras de valorização por fundos e por ativos têm o mesmo potencial de retorno no longo prazo. 

No entanto, respeitamos totalmente quem opta por uma alocação 100% via fundos; inclusive, é por isso que estamos escrevendo este relatório. 

A pessoa que seguir essa proposta exclusivamente com fundos deve estar ciente de que há uma tendência de leve perda em termos de eficiência e, possivelmente, de potencial de retorno. 

Ainda assim, nos esforçamos para mitigar essas diferenças ao máximo e acreditamos que as opções trazidas no relatório de hoje também serão muito rentáveis no longo prazo. 

A alocação estrutural da carteira de fundos

Por aqui, abriremos o racional utilizado para chegar a uma alocação estrutural focada em fundos de investimento.

As etapas do estudo de alocação

Nosso intuito não foi trazer as contas nos mínimos detalhes, que inevitavelmente deixaria o relatório extremamente extenso; porém, te explicaremos as etapas do processo que nos fizeram chegar até a proposta ideal. 

Fizemos um exercício parecido com o que já havia sido feito na definição da alocação estrutural das carteiras de valorização, e que você pode entender melhor por meio do relatório “Os estudos e motivações que embasaram a nossa filosofia de alocação no Spiti One”.

A validação foi feita em oito etapas, nas quais trouxemos melhorias e fizemos adaptações ao contexto atual e às peculiaridades de fundos. Listamos as etapas percorridas:

1. Testamos diversificação de carteiras em 25 países nos últimos 15 anos, buscando identificar tendências e padrões. Por aqui, contemplamos todos os continentes e países em diversos estágios de maturidade econômica e de mercado. Veja quais países foram testados.

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Fonte: Finclass

* Observação: Precisou ter uma certa relevância de capitalização de mercado para estar neste levantamento

2. Colocamos uma lupa no Brasil e nos Estados Unidos para ampliar o histórico até 1995 e pegar uma percepção de como se daria uma evolução do nosso mercado no sentido de algo mais desenvolvido.

3. Projetamos o futuro revisando estudos recentes de evolução dos mercados e perspectivas econômicas.

4. Testamos alternativas de alocação e combinações entre classes com índices de mercados representativos, como o IBOVESPA, IFIX e outros. Aqui, nosso foco foi buscar uma carteira com potencial de retorno atrativo, por meio da alocação estrutural e utilizando simuladores internos.

5. Calibramos a tolerância ao risco, dado que nossa ideia é transitar entre 4% e 7% de volatilidade. Nessa etapa, foi importante avaliar as matrizes de correlação entre as classes de ativos que queremos nos expor.

6. Fizemos um debate qualitativo entre o time de fundos a partir das opiniões particulares após as etapas anteriores.

7. Rodamos um Backtest utilizando fundos recomendados, nos quais retroagimos as nossas carteiras no tempo para verificar se, utilizando fundos reais, as métricas estatísticas se mantinham dentro do plano traçado.

8. Trabalhamos as peculiaridades dos fundos de investimentos para definir a alocação estrutural final em um novo debate qualitativo definitivo.

Sobre as peculiaridades de fundos tratadas

Como já falamos, temos sete classes de ativos. Veja como ficamos em cada uma delas, após todo o processo citado na seção anterior.

1) Sai da proposta devido à falta de opções via fundo no mercado

  • Fundos imobiliários (0%): Reconhecemos a importância da classe, que até pode ser acessada por meio de fundos multimercados. No entanto, por uma questão regulatória, apenas fundos destinados a investidores qualificados podem ter uma carteira majoritariamente composta por FIIs. Há pouquíssimos fundos com esse foco na indústria para permitir uma melhor diversificação. Como a compra direta de fundos imobiliários não seria uma opção para quem utiliza fundos convencionais, tivemos que retirar essa classe da alocação estrutural.

2) Se mantiveram com os mesmos percentuais devido às suas particularidades

  • Ativos internacionais (20%): Dada sua característica mais descorrelacionada em relação às demais classes, foi necessário manter a alocação de 20% para preservar as relações de risco e retorno esperados, que nos propusemos a seguir na carteira. Esse é o limite a partir do qual, ao buscar um maior potencial de retorno, a carteira poderia passar a oscilar mais do que estamos dispostos a tolerar.
  • Alternativos (3%): Pela natureza da classe, que tende a ser significativamente mais volátil, qualquer ajuste tende a alterar de forma relevante o risco potencial da carteira. Por isso, após rodarmos os testes, nos vimos “obrigados” a manter a alocação em 3%. Mais do que isso, implicaria em assumir um risco excessivo; menos do que isso, seria renunciar a um potencial de retorno importante na carteira como um todo.

3) Tiveram seus pesos alterados para acomodar as condições que buscávamos

  • Renda Fixa Pós (20%): Aumento de 15% para 20%, com o objetivo de trazer o risco da carteira para patamares mais alinhados ao que buscamos, em um contexto em que a classe de ações precisou ser ampliada e apresenta maior oscilação média do que os FIIs.. Renda Fixa Dinâmica (17%): Redução de 20% para 17%, em função do aumento na alocação de Fundos Multimercados - que, embora estejam cada vez mais flexíveis, ainda operam muitos juros no Brasil. Essa redução pontual visa evitar sobreposição de estilos para uma melhor diversificação.
  • Fundos Multimercados (20%): Aumento de 12% para 20%. Trata-se da classe mais flexível e tradicional da indústria de fundos, com níveis de risco e retorno relativamente próximos aos dos FIIs — classe que foi retirada. Os testes apontaram essa ampliação como algo possível.
  • Ações (20%): Aumento de 15% para 20%, buscando ampliar a exposição à renda variável, após a saída dos fundos imobiliários.

Finalmente: A nova alocação estrutural da carteira de fundos

A partir dos estudos e premissas consideradas, veja no gráfico abaixo como ficou a nossa alocação destinada para uma alocação exclusiva de fundos.

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Fonte: Finclass

Essa é a nossa principal convicção e a sugestão que mais faz sentido para a maior parte da base de investidores da Finclass que buscam investir apenas por fundos. 

Caso você se sinta desconfortável com algum ponto, não há problema em realizar ajustes pontuais. No entanto, sugerimos que leve sua dúvida para as lives ou para a comunidade no aplicativo do Circle. Estaremos lá para ajudar na adaptação.

Propostas de carteiras (inclui fundos que foram recomendados)

A seguir, mostramos propostas de carteiras compostas apenas por fundos convencionais e citamos alguns detalhes que influenciaram nossas escolhas.

Um rápido debate sobre utilizar fundos na alocação de ativos internacionais e alternativos

1) Sobre a alocação internacional

A maneira de implementar a alocação internacional frequentemente é alvo de dúvidas e, por isso, vale uma seção para discutirmos algumas questões importantes. 

Em investimentos internacionais, existe uma discussão que precede o meio de investir. A discussão sobre gestão ativa versus passiva, um debate interminável que não tem um vencedor claro, principalmente porque o vencedor pode mudar a depender de que classe de ativos estamos falando. 

Quando falamos de mercados acionários globais, principalmente de países desenvolvidos como os Estados Unidos, temos que ser muito cuidadosos. Isso porque, por mais que pudéssemos ter a intenção de gerar retornos acima da média, é extremamente improvável que consigamos esse resultado ao longo do tempo. Até mesmo visto que, a maior parte dos profissionais que se aventura em fazer gestão ativa em mercados desenvolvidos, costuma falhar. 

Por isso, a protagonista de nossa fatia de ações internacionais será a gestão passiva e não a ativa; com toda a certeza, consideraremos essa premissa em nossa carteira proposta.

Quando falamos de renda fixa global, já podemos ter uma percepção diferente por conta de o mercado de renda fixa não ser tão eficiente como o de ações, oferecendo maiores condições da gestão ativa ser bem-sucedida. 

Desse modo, ao contrário da fatia de ações internacionais, a gestão ativa pode ser a protagonista na parte de renda fixa. 

A decisão de utilizar gestão ativa ou passiva tem um impacto direto na maneira de implementar - isso por conta do número reduzido de opções de fundos de gestão passiva disponíveis no mercado brasileiro. Consequentemente, se quisermos aumentar a comodidade da carteira internacional e propormos uma opção 100% via fundos, temos que fazer algum tipo de concessão. 

Dentre essas concessões estão os Reits. Infelizmente, não temos nenhuma opção dolarizada em nosso país, restando apenas ETFs; portanto, é uma classe que deveria ser excluída por quem quer apenas investimentos através de fundos convencionais. 

Na fatia de ações internacionais, não temos nenhum fundo passivo no Brasil que ofereça uma exposição global generalizada ao mercado acionário, como faz o nosso WRDL11 ( VT, no exterior). Portanto, trouxemos uma nova alternativa por meio do fundo Trend Bolsa Americana Dólar, que oferece exposição muito semelhante ao S&P 500 e passa a ser uma adaptação aceitável. Dado que os EUA ainda representam cerca de dois terços da capitalização de mercado global, ainda que estejamos perdendo uma melhor diversificação geográfica, nem todo o prejuízo é tão relevante.

O fundo não segue exatamente ao S&P 500, mas sim o CRSP US Large Cap Index, que também busca investir nas maiores empresas dos EUA, tendo uma grande similaridade com o índice mais famoso (performance histórica e composição praticamente idênticas). 

Como utilizaremos o fundo na proposta oficial, deixamos abaixo a tabela com as informações específicas do fundo.

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Fonte: Finclass

2) Sobre a alocação em ativos alternativos

O nosso único ativo aprovado é o ETF HASH11, o mais negociado da Bolsa quando se trata de criptoativos. Ele segue o Nasdaq Crypto Index (NCI), que detém a maior parte da alocação em Bitcoin.

Comprar o HASH11 diretamente na Bolsa tende a ser mais vantajoso do que investir em um fundo tradicional indexado ao mesmo índice, especialmente quando consideramos o impacto tributário. Como o HASH11 é um ETF de renda variável, os lucros são tributados apenas no momento da venda, com alíquota de 15% sobre o ganho de capital.

Já fundos de investimento em cripto (mesmo que invistam exclusivamente em um ETF como o HASH11) seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda para fundos multimercado, com alíquota que pode chegar a 22,5% no curto prazo, além do come-cotas semestral, que antecipa parte da tributação mesmo sem a venda das cotas.

Além disso, os fundos convencionais, que replicam o índice, costumam ter uma taxa na sua “casca”; ou seja, caso um fundo compre o HASH11, você pagará a taxa do fundo e a do HASH11 somadas. Portanto, para quem busca exposição ao mercado cripto com menor custo, mais controle e tratamento fiscal mais favorável, investir diretamente no HASH11 tende a ser a escolha mais eficiente.

Entretanto, dentro das concessões feitas para a construção da carteira de fundos, é possível acessar a exposição ao HASH11 por meio de fundos convencionais. Na plataforma do BTG Pactual, isso pode ser feito via o fundo Hashdex 100 Nasdaq Crypto Index FIM, e, na da XP Inc, também por meio do Trend Bitcoin FIM RL.  Apesar de o fundo da XP ter “Bitcoin” no nome, ele segue o mesmo índice do HASH11, o que pode causar alguma confusão, mas ambos são muito similares. 

Abaixo, deixamos as informações relevantes dos novos fundos recomendados:

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Fonte: Finclass

As carteiras de fundos

Assim como já ocorre nas carteiras em nossa área logada, as propostas assumem que você já tenha construído a sua reserva de emergência, considerando um valor de seis até 12 vezes suas despesas mensais investidas em algo muito conservador e líquido. 

Em nossa área de fundos aprovados, você pode investir em um fundo de taxa zero, o qual investe exclusivamente em Tesouro Selic, na seção “Para a sua reserva de emergência”.

Por exemplo, se você dimensionou sua reserva de emergência em R$ 30 mil e tem R$ 80 mil na conta, então, você deve alocar R$ 30 mil na reserva de emergência e os outros R$ 50 mil nas carteiras propostas.

E agora, sem mais delongas, vamos às carteiras propostas já encaixadas na alocação estrutural que definimos.

- Para patrimônios até R$ 50 mil

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Fonte: Finclass

- Para patrimônios de R$ 50 mil até R$ 1 milhão

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Fonte: Finclas

- Para patrimônios acima de R$ 1 milhão

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Fonte: Finclass

Nas tabelas, fizemos alguns apontamentos que serão explicados a seguir:

* Os fundos Trend Bolsa Americana Dólar e Morgan Stanley Global Opportunities Dólar estão disponíveis apenas na XP. Se você deseja fazer investimentos por outras corretoras, nossa sugestão é que utilize os ETFs que podem ser comprados pelo home broker de qualquer instituição. Além disso, no caso do Trend Bolsa Americana Dólar, o mesmo não estava em nossa lista de aprovados e foi inserido neste relatório para possibilitar os investimentos via fundos.

** O fundo Pimco Income Dólar só consegue entrar em patrimônios acima de R$ 84 mil por conta de seu investimento mínimo de R$ 5 mil. Portanto, antes disso, a recomendação é utilizar os ETFs USDB11 e BNDX11. A partir de então, já podemos utilizar o fundo da Pimco. Aqui, vale lembrar que os ETFs citados, por serem de renda fixa, não precisam declarar DARF no caso de lucro nem em qualquer outro trabalho adicional, além do desconforto de comprar via home broker.  Outro ponto importante é que a Pimco ainda está passando pelo processo de mudança de regulamento, então pode ser que tenhamos que aguardar algumas semanas até que ele esteja realmente liberado para investidores em geral. 

*** As opções de passivos atrelados ao ouro dolarizado estão incluídas na lista de ativos internacionais aprovados. Essa lista, distinta da nossa lista de fundos aprovados, é divulgada ao final de cada relatório global - como no mais recente.

**** Os fundos convencionais, que seguem o HASH11, foram trazidos neste relatório pela primeira vez para a adaptação da carteira via fundos. Eles estão apenas no BTG PACTUAL e XP; caso não tenha acesso a essas corretoras, a orientação é que compre o ETF diretamente por meio do home broker de sua corretora ou banco.

Observação: Os demais fundos constam em nossa lista de recomendados normalmente, tanto na alocação base da Finclass quanto na lista de fundos aprovados, portanto, você pode encontrá-los normalmente. Vale mencionar também que, as informações sobre os fundos internacionais e ouro se encontram na tabela de informações, contida ao final de todo relatório internacional, como mencionamos anteriormente. 

Tópico extra: lidando com a lista de fundos aprovados

Importante lembrar que a carteira de valorização via fundos, embora siga uma estrutura diferente da montagem via ativos, preserva a essência da alocação original e tende a alcançar resultados semelhantes no longo prazo. Agora, vamos aos detalhes sobre ela:

A dinâmica de aberturas e fechamentos dos fundos

Os fundos que compõem a carteira base da Finclass precisam estar abertos para novos aportes de dinheiro, algo que pode mudar a qualquer momento. Em determinadas situações, o gestor pode optar por fechar o fundo para captações, geralmente com o intuito de preservar a estratégia e a rentabilidade dos cotistas, que já estão investidos.

Quando um fundo atinge um patrimônio muito elevado, a gestão pode encontrar dificuldades para alocar o capital adicional em oportunidades alinhadas à sua proposta. Se continuar aceitando novos recursos indiscriminadamente, pode ser necessário investir em ativos de menor qualidade ou fora dos critérios originalmente definidos - o que comprometeria o desempenho e o objetivo central do fundo.

Para lidar com essas situações, além dos fundos que compõem a carteira base, mantemos uma lista de fundos aprovados. Essa tabela funciona como um conjunto de opções adicionais, permitindo “ajustes rápidos” na carteira sempre que algum fundo fecha para captação. Ela também é útil para investidores que desejam customizar sua carteira com outras alternativas recomendadas pela equipe Finclass.

Portanto, quando realizamos a substituição de um fundo na carteira base de fundos, isso não significa necessariamente que ele deixou de ser recomendado. Muitas vezes, trata-se apenas de um fechamento para novos aportes. Fique tranquilo (a), sempre comunicaremos essas movimentações com clareza, por meio dos nossos relatórios e demais canais de comunicação.

Entendendo um pouco mais sobre os fundos recomendados

Esta seção pode ser bastante útil para quem deseja entender melhor os nossos fundos aprovados. Ao longo dos últimos meses, publicamos uma série de relatórios que revisitam as características e os contextos de cada uma de nossas recomendações. 

Abaixo, seguem os links dos relatórios, organizados por classe de ativos.

Mapeamento de fundos recomendados: os fundos de renda fixa pós-fixados

Mapeamento de fundos recomendados: os fundos de renda fixa dinâmica

Mapeamento de fundos: fundos multimercados

Mapeamento de fundos: ações Long Only

Mapeamento de fundos: ações Long Bias

Mapeamento da carteira global: saiba em detalhes no que você está investindo

Ficamos por aqui...

O relatório de hoje, talvez, tenha ficado um pouco mais extenso do que gostaríamos, mas julgamos importante detalhar todos os pontos — tanto sobre a forma como as carteiras estão estruturadas atualmente na nossa plataforma, quanto sobre as adaptações feitas para chegarmos a uma carteira focada em fundos de investimento convencionais.

Como mencionamos no relatório, uma boa carteira de investimentos vai muito além de números e estatísticas. Por isso, certas simplificações operacionais no dia a dia podem ser muito importantes para algumas pessoas.

Ainda que tenhamos nossas preferências aqui, na Finclass, nossa prioridade será sempre ajudar as pessoas a atingirem seus objetivos financeiros e de vida. O relatório de hoje também teve esse propósito como pano de fundo.

Esperamos que ele tenha sido útil, especialmente para quem é mais adepto aos fundos. Em caso de dúvidas, compartilhe conosco nas lives e na comunidade Estaremos sempre à disposição para ajudar.

Um grande abraço e bons investimentos,Rodrigo Xavier, Felipe Arrais e Ana Farias.

Sobre os analistas

Rodrigo Xavier

Analista CNPI, especialista em fundos de investimentos e alocação de ativos da Finclass. Bacharel em economia com pós-graduação em mercados financeiros, iniciou sua trajetória profissional no ano de 2006, em área de orçamento e custos na CDHU (maior agente promotor de moradia popular no Brasil). Passou 13 anos na Anbima, entidade que representa os principais bancos e gestoras de recursos, onde atuou na concepção e construção de bases de dados, elaboração de relatórios estatísticos, participação ativa em fóruns qualificados, entre outros ligados a fundos e distribuição. Desde o ano de 2021 faz parte do nosso time de análise e acredita que a educação financeira pode trazer um impacto extremamente positivo na vida das pessoas, por isso, decidiu dedicar-se ao propósito de auxiliá-las nessa jornada.

Felipe Arrais

Sócio

Analista CNPI, especialista em investimentos globais da Finclass. Engenheiro de gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, Arrais também é engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Iniciou sua trajetória no mercado financeiro ainda em 2015, atuando como consultor financeiro autônomo, quando se apaixonou pelo trabalho direcionado à pessoa física, mantendo total independência em suas recomendações. Especializou-se em análise de fundos de investimento trabalhando com recomendações voltadas a pessoa física atuando em casas de análise independentes e expandiu sua experiência com fundos de investimento e alocação para além da fronteira brasileira ao se tornar um dos principais nomes do país no tema investimentos no exterior.